Jornalista Andrade Junior

terça-feira, 12 de abril de 2022

Uma dose do estatismo à brasileira. Brasil é o 7º país que mais gasta com o funcionalismo público

 Cidadão paga mais caro por bens e serviços em razão dos tributos embutidos nos preços

Na semana passada, o Instituto Liberal divulgou um estudo sobre o legado burocrático da social-democracia brasileira. Segundo o relatório, mais de 6 milhões de normas foram editadas no país desde a Constituição de 1988. Mas a questão transcende a quantidade incontável de leis, que amarra os empreendedores e os trabalhadores e os impede de trabalhar livremente.

Bens e serviços mais caros

Essa carga burocrática também afeta o bolso dos cidadãos, que pagam mais caro por bens e serviços em razão dos tributos embutidos nos preços.

A gasolina, por exemplo, poderia ser 50% mais barata — não fosse o ICMS (27%), o imposto de importação de etanol (13%), o Cide e o Pis/Cofins (10%).

Quase metade da conta de luz são impostos. Além do ICMS (30%), os subsídios (13%) e o Pis/Cofins (5%) contribuem para o alto preço do serviço.

Brasília Island

No Distrito Federal, onde predomina o setor público, a renda per capita é quase o dobro da verificada em São Paulo, o Estado mais industrializado do país. São R$ 91 mil, contra R$ 51 mil.

A média brasileira é de R$ 35 mil, e o Maranhão possui a menor renda per capita do país: R$ 14 mil.

Funcionalismo camarada

A remuneração média no setor público é de mais de R$ 9 mil, na esfera federal; de R$ 5 mil, na estadual; e quase R$ 3 mil, na municipal.

O salário médio dos servidores federais é 300% maior, em comparação com o dos servidores municipais, e quase 200% maior, em comparação com o dos servidores estaduais.

No setor público, a média salarial é de 5,6 salários mínimos, enquanto no setor privado é de 2,3.

No topo da lista

O Brasil é o  país que mais gasta com funcionalismo público, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) — o equivalente a 13,4%. Islândia (14,1%), Noruega (14,3%), África do Sul (14,6%), Jordânia (15,1%), Dinamarca (15,3%) e Arábia Saudita (16,5%), a primeira colocada, completam a lista.

Nesta semana, mais doses do estatismo à brasileira serão publicadas.



Edilson Salgueiro, Revista Oeste













PUBLICADAEMhttp://rota2014.blogspot.com/2022/04/uma-dose-do-estatismo-brasileira-brasil.html



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