PERCIVAL PUGGINA
Leio em Cláudio Humberto, em Diário do Poder
Invasão da Câmara em 2006 não gerou tanta polêmica.
Em junho de 2006 a Câmara dos Deputados, em Brasília, foi invadida por centenas de manifestantes de um certo “MLST”, dissidência ainda mais porralouca do MST. Tocaram o terror por 1h20m. Feriram 41 pessoas, depredaram, invadiram o interior do prédio com um carro e o viraram... Muitos protestaram contra o ataque à democracia e ao nosso Legislativo, mas nada parecido com o que se viu nesta quarta (6) em Brasília, após a invasão igualmente grotesca ao Congresso dos Estados Unidos (*)
COMENTO
Foi muito oportuna a lembrança dessa invasão. O Movimento de Libertação dos Sem Terra era liderado por Bruno Maranhão, da Executiva Nacional do PT, amigo de Lula e membro de uma abastadíssima família pernambucana. Dentre as 41 pessoas que buscaram atendimento, um servidor ferido foi mantido por algumas horas em coma induzido.
Note-se que a diferença de tratamento dispensado aos dois fatos pela mesma imprensa e pelos poderes de Estado não guarda proporção, como nota Cláudio Humberto, com o acontecido nos Estados Unidos. A invasão da Câmara dos Deputados por mil e cem pessoas (segundo o próprio Bruno Maranhão) aconteceu aqui, embaixo do nariz investigador da imprensa nacional, e não a 6.800 km, que é a distância entre Brasília e Washington. No entanto, o evento norte-americano impôs manifestações e matérias que ainda persistem, inclusive do nosso sempre assombrado e arisco STF. E a mídia militante não cansa de traçar analogias aéreas e etéreas com o que acontece no Brasil, onde o eleitor, sem apoio de nenhum veículo de porte nacional, pede voto impresso e auditável.
Em 16 de abril de 2013, foi a vez dos índios invadirem a Câmara dos Deputados para protestarem contra uma PEC que transferia ao Congresso Nacional a competência para demarcação de terras indígenas no país. Em 16 de novembro de 2016, para que não se diga que "esqueci", um grupo de intervencionistas invadiu a Câmara dos Deputados para se manifestar pró-intervenção, num ato sem pé nem cabeça.
Quanto a mim, sou contra invasões e atos de violência. Do mesmo modo, sou contra dois pesos e duas medidas.
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