Jornalista Andrade Junior

domingo, 8 de novembro de 2020

Na reta final da campanha, Lula manda petistas atacarem Bolsonaro pela má gestão na pandemia

 Ricardo Galhardo Estadão


Em reunião com integrantes do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu à direção do partido que oriente os candidatos petistas a aproveitar a última semana da campanha municipal para atacar os adversários ligados ao governo federal e apontar as falhas do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus e na geração de empregos.

“Não estamos aí só para disputar a eleição. Temos que fazer oposição”, disse Lula, segundo relato de participantes da reunião.

ENFRAQUECER BOLSONARO – O objetivo do ex-presidente, de acordo com aliados, é impor uma grande derrota a Bolsonaro nas eleições municipais deste ano e enfraquecê-lo para a disputa presidencial de 2022.

Alguns integrantes do GTE lembraram que fazer oposição a Bolsonaro era o objetivo principal da estratégia petista desde o início. Por ordem de Lula, o PT sacrificou a possibilidade de alianças e lançou um número recorde de candidatos próprios em capitais, 21, 14 deles isolados em chapas puras e com poucas chances de vitória.

A estratégia provocou críticas de outros líderes da oposição que esperavam de Lula e do PT uma atitude mais generosa com vistas a criação de uma ampla frente de esquerda em 2022.

LEGADO DO PARTIDO – A ideia do ex-presidente era aproveitar o horário dos candidatos para fazer a defesa do legado do partido e de Lula, além de atacar Bolsonaro. Mas a maioria decidiu contrariar a orientação e usar o espaço para apresentar propostas de governo. Isso levou a direção nacional do partido a cobrar dos candidatos, duas semanas atrás, o realinhamento das campanhas de acordo com o plano inicial.

Na reunião do GTE, o partido apresentou um balanço no qual tem chances de ganhar ou chegar ao segundo turno na cabeça de chapa apenas em Vitória, Fortaleza, Recife, Goiânia e Campo Grande, e em alianças com PSOL e PCdoB em Belém, Porto Alegre e Florianópolis. Em outras capitais importantes, como Salvador, São Paulo e Rio, o partido mantém esperanças, apesar das dificuldades.

Mesmo assim o balanço foi positivo. O PT avalia que vai eleger um número expressivamente maior de prefeituras em 2020 do que em 2016, quando foi praticamente varrido na onda das denúncias da Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Baseado exclusivamente na liderança de Lula, que está com os direitos políticos suspensos devido à Lei da Ficha Suja, o PT está em franca decadência. No Rio, a candidata Benedita da Silva, que já foi governadora, não passa do quarto lugar. (C.N.)

























publicadaemhttp://tribunadainternet.com.br/

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