Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

A PF no encalço de Boulos e o esperneio da “mídia do ódio”

 jornal da cidade

foto Andrade Junior

A Polícia Federal abriu inquérito contra Guilherme Boulos, atual candidato do PSOL a prefeito de São Paulo.

A imprensa militante, em nítido alvoroço, saiu desesperada em defesa daquele que, nas palavras do respeitado jornalista Augusto Nunes, não passa de um “gigolô de sem teto”.

Para eles, a intimação de Boulos é tentativa de intimidação.

Pura balela.

A PF cumpre o seu ofício.

Basta ver o que Boulos postou nas redes sociais:

“Um lembrete para Bolsonaro: a dinastia de Luís XIV terminou na guilhotina…”

Esse tipo de postagem sim, é que se configura, no mínimo, uma intimidação. Ou, talvez, até mesmo, uma ameaça. É isso que a PF vai apurar.

Boulos tem que se explicar e, se for o caso, pagar pelo crime cometido, que estará caracterizado em se configurando a ameaça.

Vale lembrar que foi um ex-militante do partido de Boulos que cometeu a tentativa de homicídio contra Bolsonaro no dia 6 de setembro de 2018.

Jornal da Cidade













publicadaemhttp://rota2014.blogspot.com/2020/09/a-pf-no-encalco-de-boulos-e-o-esperneio.html


ELEIÇÕES 2020 - O ELEITOR PRECISA SE PREPARAR

 por Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico. 


INICIADA A CAMPANHA ELEITORAL
Ontem, 27, foi dada a largada -oficial- para Campanha Eleitoral das ELEIÇÕES MUNICIPAIS que serão realizadas no dia 15 de novembro de 2020. Naquela data, enquanto os nomes dos VEREADORES que deverão ocupar as 5570 Câmaras Municipais espalhadas pelo nosso imenso Brasil já estarão definidos, nos municípios com mais de 200 mil habitantes cujos candidatos a PREFEITO não obtiverem mais da metade dos votos, acontecerá nova votação, ou SEGUNDO TURNO, no dia 29 de novembro.


ETERNA FALSIDADE
Ainda que a PROPAGANDA ELEITORAL que será veiculada no Rádio e na TV só terá início no dia 9 de outubro, ou 35 dias antes da antevéspera da eleição, os candidatos já estão se apresentando MUITO SORRIDENTES nas Redes Sociais. Com pouquíssimas exceções, a maioria já está aproveitando este momento inicial para ENGANAR OS ELEITORES, dizendo, com uma já costumeira falsidade, que promete transformar o seu município num LUGAR MAIS SEGURO PARA VIVER ALÉM DE MELHOR PARA EDUCAR, EMPREENDER E SE DIVERTIR.


LISTA DE CANDIDATOS
Sei, perfeitamente, que de nada adianta orientar os eleitores para que não se deixem levar por candidatos espertos, do tipo que farão PROMESSAS ABSURDAS cujo propósito é angariar o maior número de votos possíveis para se eleger. Ainda assim, como já fiz nas eleições anteriores, me proponho fazer, dentro de alguns dias, uma boa lista daqueles CANDIDATOS que considero CONFIÁVEIS, como forma de orientar os eleitores menos avisados.


DICA IMPORTANTE
Antes de tudo, uma IMPORTANTE DICA: não decida o seu voto só porque o CANDIDATO é -AMIGO- ou integra o GRUPO DE PESSOAS com quem você mantém RELACIONAMENTO SOCIAL, ESPORTIVO ou RELIGIOSO. Vá mais a fundo: pesquise a vida do candidato para saber como ele AGE NO DIA A DIA E COMO TOMA DECISÕES. Mais: procure saber se é um bom chefe de família, como trata da sua própria educação e/ou de seus filhos e dependentes. Verifique, enfim, se apoia ATITUDES POPULISTAS.


IDENTIDADE
Detalhe importante: o VEREADOR que você escolher, se estiver realmente disposto a fazer o que você gostaria que acontecesse no seu município, precisa ter um pensamento muito parecido com o que pensa o candidato a PREFEITO e vice-versa. Caso contrário sua cidade será palco de discórdias e inúmeros atrasos.


MAU EXEMPLO
Vejam, por exemplo, o caso do município de Porto Alegre: a maioria da Câmara dos Vereadores quer porque quer EXPULSAR DO CARGO o atual prefeito, Nelson Marchezan. Mas, por incrível que possa parecer, a mesma maioria VOTOU A FAVOR daquilo que aponta como MOTIVO PARA IMPEDIR QUE O PREFEITO se candidate à reeleição. Pode?





CAPA DA REVISTA MINHA NOVELA DA SEMANA

 ANDRADE JUNIOR



CAPAS DOS JORNAIS HOJE

 ANDRADE JUNIOR


























A outra cor do verde ambiental

ALEXANDRE GARCIA


 

A outra cor do verde ambiental


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PENICILINA

 MIRANDA SÁ

“A ciência é o grande antídoto do veneno do entusiasmo e da superstição. ”(Adam Smith)

Aos fundamentalistas que se mostram – uns mais outros menos agressivos – contestadores dos avanços científicos, ignorando a passagem de Pasteur, Fleming, Sabin e Salk pelo mundo, levaram-me a procurar o registro histórico de um caso que ouvi do meu pai; como nada encontrei tentarei reproduzi-la.

Vai lá com as minhas palavras: – “Homenageado num congresso médico, Alexandre Fleming, no discurso de agradecimento, contou que quando menino caiu numa piscina e estava prestes a se afogar quando um rapaz o salvou… e o moço chamava-se Winston Churchill…

“ – ‘Que coincidência’, comentou uma médica; – ‘Se o doutor Fleming não tivesse sido salvo por Churchill, o nosso mundo não conheceria a penicilina…’.

“ – ‘O curioso’, retrucou outro congressista, – ‘é que se Churchill não tivesse salvo Fleming, o mundo não teria uma personalidade como Winston Churchill’; e contou um fato desconhecido por muitos:

“- ‘Quando combateu na África do Sul, o Primeiro-Ministro britânico, esteve gravemente enfermo, e sir Alexandre Fleming foi de avião ao Continente Africano levando penicilina e curou-o’”.

Esta história é um dos tijolos que construíram o meu respeito pela ciência médica. Por isso, sempre que posso, cito e elogio os cientistas, principalmente os brasileiros que operam na Fundação Oswaldo Cruz (onde tenho minha filha, Paula, pesquisadora) e no Butantã, uma referência mundial.

Reportando-me a Oswaldo Cruz lembro-me que este cientista, que desde criança mostrou interesse pela microbiologia, formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de janeiro em 1892 e a sua tese de doutorado foi “A veiculação microbiana pelas águas”.

Fez numa viagem de estudos a Paris, onde permaneceu por dois anos como membro efetivo do Instituto Pasteur. De volta ao Brasil, participou da comissão que estudava a proliferação de ratos, responsável por um surto de peste bubônica na cidade de Santos.

Retornando ao Rio de Janeiro, Oswaldo Cruz lançou uma campanha sanitária de prevenção contra as doenças que afligiam a população, febre amarela, peste bubônica e varíola.

Então capital federal, o Rio sofria com a febre amarela endêmica, e o Cientista, enfrentando a opinião geral, lançou a suposição (que se mostrou verdadeira) de que a transmissão da malária se devia ao mosquito; e para combater o inseto, implantou medidas sanitárias com fiscais visitando casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos.

Houve resistências, com o povo estimulado pelos jornais e políticos oposicionistas, e a reação foi muito grande. Mesmo assim a campanha deu certo.

Mais tarde os cariocas sofreram a epidemia da varíola, levando Oswaldo Cruz a propor a vacinação em massa da população; foi quando o negacionismo da época se mostrou tão virulento quanto as doenças… Então ocorreu o que se convencionou chamar de “Revolta da Vacina”, que foi derrotada pelo Exército, mas o governo federal cedeu à pressão e suspendeu a obrigatoriedade da imunização.

Como a verdade sempre prevalece, o reconhecimento pelos resultados positivos obtidos graças ao trabalho de Oswaldo Cruz veio em 1908, quando ele foi aclamado como herói e o Instituto de Microbiologia recebeu o seu nome.

Dez anos depois, em 1928, registrou-se a descoberta da benzilpenicilina, ou penicilina G, pelo médico e bacteriologista escocês Alexander Fleming, sobre quem narramos a passagem histórica acima. Este antibiótico pioneiro passou a ser amplamente utilizado na medicina, salvando milhões de vidas.

Max Weber, que conseguiu a proeza de juntar a Sociologia e a Economia na sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, escreveu que “a crença na verdade científica não procede da natureza, mas é produto de determinadas culturas”, assertiva que nos dá a chance de perguntar: “Como se pode negar o que a humanidade, e nós brasileiros, conquistamos através da Ciência? ”.











PUBLICADAEMhttps://www.mirandasa.com.br/

Glória Maria desabafa: "Hoje tudo é racismo, assédio. O politicamente correto é um porre"

 Jornal da Cidade


Em entrevista com a jornalista Joyce Pascowitch, a veterana global Glória Maria abriu o verbo e detonou o "politicamente correto".

Falando a respeito do conceito atual, Glória afirmou que não é correto generalizar tudo e que as pessoas estão ficando amargas.

Segundo ela, nem tudo tem que soar como preconceito, e deu o exemplo de sua experiência, onde seus colegas a chamam de “neguinha”, de forma carinhosa, e que o termo nunca lhe soou como preconceituoso.

"Eu acho tudo isso um saco. Hoje, tudo é racismo, preconceito e assédio. A equipe com que trabalho me chama de ‘neguinha’, de uma forma amorosa e carinhosa. Estou mais de 40 anos na televisão, já fui paquerada, mas nunca me senti assediada moralmente. O assedio é algo que te fere, é grosseiro, desmoraliza. Existe uma cultura hoje que nada pode. Tem que ter uma diferenciação, não dá para generalizar tudo", disse ela.

E prosseguiu:

"O politicamente correto é um porre. Acredito que o politicamente correto é o caráter, a honestidade. Esse mundo que a gente está vem muito da amargura das pessoas, não aceito."

Glória tem razão.

A sociedade precisa reagir.










publicadaemhttp://rota2014.blogspot.com/2020/09/gloria-maria-desabafa-hoje-tudo-e.html


Fachin homologa acordo da PGR que implica Renan

 Durval da Costa é considerado o ‘homem da mala’ do senador alagoano

Cristyan Costa, Revista Oeste


O ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin homologou nesta segunda-feira, 28, um acordo de não persecução penal assinado pela Procuradoria-Geral da República com Durval Rodrigues da Costa, que é apontado como operador financeiro do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Costa garante que entregava dinheiro para o parlamentar em 2014. 

A papelada de Durval será usada na Operação Alaska, conduzida pela Polícia Federal (PF) e que apura pagamentos do grupo J&F a senadores do MDB.

Em depoimento já prestado à PF, Durval confirmou que levou malas de dinheiro a Alagoas, que totalizaram R$ 3,8 milhões, a pedido de Ricardo Saud, então diretor da J&F. 


O operador financeiro confessa formalmente ter cometido o crime de corrupção ativa e se compromete a prestar serviços à comunidade pelo período de um ano, um mês e dez dias. 


Além disso, ele vai pagar uma multa no valor de R$ 40 mil, calculado com base na gravidade dos fatos que relatou à Justiça.

















publicadaemhttp://rota2014.blogspot.com/2020/09/fachin-homologa-acordo-da-pgr-que.html

A LIBERDADE DESCONECTADA

  por Alexandre Costa. 


Com a crise do coronavírus, estamos vivenciando o resultado de todo um processo que, desde o início, teve a ambição de controlar a opinião pública e vigiar o comportamento das pessoas.

"Ser banido significa ir para longe, muito longe. Para um lugar onde as pessoas se tornaram conscientes demais." (Aldous Huxley)

No imaginário popular, a palavra totalitarismo costuma ser relacionada a regimes ditatoriais em que a liberdade só existe dentro de parâmetros muito restritos e, mesmo assim, apenas para aqueles que contribuem de alguma forma para a manutenção do poder. Regimes como o nazismo, o socialismo, o comunismo e o fascismo sempre apresentaram de forma clara e evidente as restrições aos direitos naturais e as limitações das liberdades individuais. A essência do totalitarismo, no entanto, pode existir em um simulacro de democracia, sem um aparato ostensivo de repressão, desde que use uma camuflagem cientificista revestida de boas intenções.

A liberdade de expressão, uma das bases da verdadeira democracia, sempre foi o maior obstáculo ao totalitarismo, e exatamente por isso costuma ser o alvo primordial dos totalitários, sejam aqueles que pretendem subjugar um povo colocando uma bota em seu pescoço, sejam os que se disfarçam de benfeitores e se apoiam em eufemismos para impor as regras que a população deve seguir. Em ambos os casos a mentalidade totalitária dá início à sua escalada criando limites para a livre manifestação. Melhor dizendo, omitir informações destoantes do discurso oficial e censurar opiniões contrárias são sempre os primeiros passos para o totalitarismo.

Os primeiros meses de 2020 entrarão para a história como um período sombrio. Não apenas pela pandemia que assolou o mundo e proporcionou uma crise generalizada, mas também porque mostrou que a mentalidade totalitária está enraizada em algumas camadas da sociedade. Desde o início do ano, intelectuais, artistas e jornalistas do mainstream desonraram suas posições ao se aliarem ao que existe de pior na política com o intuito de defender posições ideológicas ou partidárias.

Que políticos ambiciosos e burocratas busquem calar as vozes divergentes com o objetivo de ampliar o alcance do seu poder, nunca será uma surpresa. Que multidões de pessoas desinformadas passem não apenas a aceitar, mas a comemorar iniciativas que esmaguem seus direitos para controlar suas atitudes, também não é nenhuma novidade, pois o medo, instrumentalizado por objetivos inconfessáveis, tem a capacidade de alterar percepções e ativar um senso de sobrevivência que muitas vezes cega a análise dos desavisados. O que pode parecer surpreendente é ver a chamada classe pensante ajoelhar diante de atitudes totalitárias e, mais ainda, colaborar com elas. Foi usada a expressão "pode parecer" porque na verdade basta um recuo para entender, de fato, o que está acontecendo.

A pandemia chegou ao Brasil durante um governo odiado por essa casta acostumada a privilégios e ao protagonismo no debate público. Portanto, pretendem aproveitar tudo que possa prejudicar ou desgastar a administração atual, na esperança de um retorno àquilo que consideram "normalidade". Para alcançar esse objetivo, estão dispostos a abandonar os princípios democráticos que juram defender e a distorcer os parâmetros que definem o que vem a ser liberdade.

Na academia, essa omissão diante das afrontas aos direitos individuais que estão sendo cometidas em nome de uma suposta proteção contra o coronavírus são efeitos das décadas de aparelhamento que vem ocorrendo nas universidades. Muitos professores têm funcionado como instrumentos de formação ideológica, construindo as bases da hegemonia cultural conforme apregoava Antonio Gramsci. Como já se passaram algumas gerações desde o início do funcionamento desse mecanismo, os atuais agentes muitas vezes nem percebem que estão apenas repercutindo um molde cuja origem desconhecem, simplesmente porque lecionam aquilo que aprenderam.

Entre os artistas essa visão embaçada do que vem a ser democracia também pode ser observada. Além da óbvia questão financeira, consequência da reestruturação das leis de incentivos — a fonte que jorrava recursos para artistas engajados secou ou está apenas gotejando —, também existe um aspecto de ordem psicológica, devido a uma particularidade presente no imaginário da classe artística moderna, especialmente a brasileira. Acostumados a associar arte com subversão dos valores, acreditam que seu trabalho se resume a causar impacto e escândalo naquilo que eles imaginam ser o "conservadorismo". Pensando estar colaborando para o que chamam de "progressismo" de forma genérica, colaboram com o pensamento totalitário do establishment camuflado de insurgente, ou seja, respondem a estímulos de forma mecânica enquanto pensam estar agindo espontaneamente.

A grande imprensa, desesperada diante da perda de credibilidade e do protagonismo das redes sociais, carente das verbas de propaganda estatal que reduziram significativamente no governo atual, tem colaborado com o avanço dos objetivos totalitários preconizados pelos burocratas da velha política, inclusive e principalmente com a censura.

Como ficou evidente com o apoio incondicional à CPMI das Fake News, que mostrou-se um preparatório para que censores possam agir em nome de uma fraude descarada, a mídia, ou melhor, a parte visível do establishment, abandonou o disfarce que a escondeu durante muito tempo. A crise de 2020, que teve origem em uma doença e se alastrou por várias outras áreas da sociedade, também serviu para trazer à luz a verdadeira função da grande imprensa. Ao invés de se portar como defensora incondicional da liberdade de expressão, como repete demagogicamente em seu discurso oficial, a mídia brasileira está atuando como promotora do totalitarismo, ao relativizar e até mesmo justificar atos de censura que estão acontecendo às centenas, talvez milhares. Para qualquer um que esteja um pouco mais atento, foi descortinado o objetivo desta aparente incompatibilidade.

Por outro lado, embora tenham proporcionado uma oportunidade para que a voz popular tivesse maior alcance, as redes sociais foram paulatinamente fechando seus espaços para discursos e pensamentos discordantes daqueles adotados pelo establishment. Nos últimos anos esse processo foi ganhando corpo, com as empresas responsáveis pelos sites mais populares do mundo se aliando aos grandes órgãos de imprensa e seus satélites, as agências de checagem e os institutos de pesquisa. Junto a isso, conceitos como "pós-verdade[1]", "fatos alternativos" e outras formas de relativismo deixaram o ambiente acadêmico e a pauta de reuniões como as do Clube Bilderberg[2], ganharam repercussão e passaram a funcionar como argumentos para justificar a censura ou qualquer outra forma de restrição às liberdades. A própria disseminação da expressão fake news, que ganhou força com as acusações de Donald Trump aos conglomerados da mídia americana, agora passou a ser usada para acusar aqueles que discordam dos posicionamentos de um suposto consenso. Apesar de quebrar a hegemonia dos jornalistas, portanto, os recentes meios de comunicação representados pelas redes sociais passaram a ocupar a posição de novos censores, de novos mecanismos de controle da opinião pública. Mas para entender melhor como chegamos a esta nova forma de censura, que alcançou o seu ápice em 2020, com o Google confirmando a manipulação de pesquisas em seus algoritmos e empresas como Twitter e Facebook censurando um Chefe de Estado[3] em nome de uma suposta proteção à saúde coletiva, precisaremos fazer um novo recuo.

A Internet surgiu como um projeto do deep state americano, com o nome de Arpanet. Faziam parte desta iniciativa da ARPA[4], outros órgãos militares, os serviços de inteligência, corporações ligadas aos mercados de telecomunicações, armamentos, logística e alta tecnologia, além de cientistas e pesquisadores de Stanford, Massachusetts Institute of Technology (MIT) e outras universidades, pensadores de think tanks globalistas como Council on Foreign Relations (CFR) e Chatham House, e de algumas fundações bilionárias que financiaram projetos paralelos com interesse no conteúdo dessas ações. Inicialmente a idéia era criar uma forma de comunicação segura que interligasse os sistemas de informação destes players, e também os vários agentes geopolíticos comprometidos com o fortalecimento de um ambiente de governança global. Como o objetivo era proporcionar segurança aos dados que circulariam por essa rede, a "encomenda" deixou claro um ponto importante, que os protocolos exigissem o controle e o armazenamento sobre o fluxo destes dados, o que definiria a evolução da sua sucessora, a World Wide Web, como um depósito de informações que guarda todos os movimentos de todos os usuários, o tempo todo.

Obedecendo aos enunciados da Lei de Moore[5] e da Lei de Metcalfe[6], a década de 1990 foi responsável pela expansão radical da Internet e pelo aparecimento das tecnologias que iriam organizar o ambiente até então caótico da rede. Entre outras grandes inovações, a idéia de classificação baseada em um ranking que levava em conta o número de citações foi decisiva para permitir o manuseio dos dados coletados, tarefa que era pouco eficiente no início da operação. Essa idéia era a essência de uma tese de doutorado[7] defendida por dois jovens em 1998, e que logo em seguida formariam uma empresa chamada Google. Com os algoritmos de relevância, a rede permitiu o manuseio dos dados que antes pareciam dispersos e incompreensíveis e atiçou a mentalidade daqueles que desejavam controlar o fluxo de informações, dando corpo e funcionalidade a um projeto diabólico criado um ano antes pelo FBI, com apoio dos mesmos pioneiros da Arpanet/Internet, o Omnivore, mais tarde renomeado com o nome que ficou famoso, Carnivore, um misto de software espião, catálogo digital e classificador baseado em comportamento online. Após inúmeras controvérsias a tentativa foi oficialmente rejeitada pelo congresso americano, mas deu origem a outros projetos igualmente totalitários como DCS1000[8], NarusInsight[9], PRISM[10], JFCOM-9[11] etc.

Com a era da chamada Internet 2.0[12] ocorre uma mudança profunda na essência da Internet, com novas formas de interface, onde as informações passam a ser disponibilizadas pelos próprios usuários[13]. Surge nesse momento o conceito de redes sociais, facilitando o acesso aos dados privados sem necessidade de invasões clandestinas ou ilegais. Dispondo das possibilidades de armazenamento organizado, rastreio e classificação de montanhas de dados simultâneos, não tardou para que a mente totalitária mostrasse profundo interesse pelas novas ferramentas de vigilância e controle. Esse princípio de Consumer-Generated Media[14] prosperou e avançou com facilidade no mundo todo, até mesmo em países com rígido controle sobre a liberdade de expressão, pois tem a particularidade de acesso pontual e imediato a todo conteúdo dos usuários, além de permitir censura automática por tema, autor ou palavra-chave. Exatamente por esses motivos uma ditadura como a China, por exemplo, que sempre desprezou e oprimiu a opinião pública, vem investindo rios de dinheiro em tecnologia da informação, em softwares, hardwares e aplicativos de comunicação online, de localização e de controle, como o "Sistema de Crédito Social[15]", que pontua, pune ou oferece "benefícios" aos chineses de acordo com normas específicas de comportamento, cruzando várias fontes de dados e utilizando inclusive o GPS e o reconhecimento facial. Assim a Internet se tornou a "alma" dos projetos totalitários e principal ferramenta de implantação da Nova Ordem Mundial.

De volta ao presente, estamos vivenciando o resultado de todo um processo que, desde o início, teve a ambição de controlar a opinião pública e vigiar o comportamento das pessoas. A prova de que esse processo está acelerando são as inúmeras ações totalitárias que estão ocorrendo diariamente, sem resistência e em número cada vez maior nas redes sociais, nos buscadores e nos aplicativos. Tudo está ficando cada vez mais restrito, até mesmo as mensagens[16] privadas estão limitadas e controladas, e a crise atual está funcionando como combustível para o avanço do totalitarismo. Estas empresas se tornaram onipresentes, seu poder ultrapassa qualquer fronteira, criaram dependência nos hábitos e nos negócios e já dominam a maior fatia da publicidade mundial.

Se hoje vemos corporações do Vale do Silício utilizando a pandemia do coronavírus para classificar a relevância de resultados buscados, promover informações específicas e deletar notícias, banir opiniões ou mesmo vaporizar[17] perfis em desacordo com as recomendações estatais ou de organismos internacionais como OMS ou ONU, devemos perceber também que entregamos nossa soberania, nossa liberdade e nossa privacidade a um conjunto de empresas e burocratas sem qualquer compromisso com os nossos valores, um grupo restrito de bilionários e poderosos comprometidos até a medula com um projeto totalitário global.

Caso não ocorra um imediato levante de resistência contra as arbitrariedades que já estão se tornando cotidianas, seja por burocratas de todas as instâncias governamentais, inclusive internacionais, seja pelas empresas que controlam a circulação de informações, teremos implantações definitivas, mudanças permanentes de comportamento e dificilmente conseguiremos retomar as rédeas da nossa vida. Então, de certa forma, estaremos experimentando, na prática, as consequências de desprezar a verdade contida na famosa frase de Thomas Jefferson: "O preço da liberdade é a eterna vigilância".

Em 14 de Abril de 2020
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— Alexandre Costa é autor de "Introdução à Nova Ordem Mundial", "Bem-vindo ao Hospício", "O Brasil e a Nova Ordem Mundial", "Fazendo Livros" e "O Novato".
Site: www.escritoralexandrecosta.com.br
Canal: www.youtube.com/c/AlexandreCosta
[1] Word of the Year, Oxford, 2016.
[2] "O mundo pós-verdade" foi tema de uma reunião dos Bilderberg, em 2018, na Itália.
[3] Nos dias 29 e 30/03/2020, Twitter e Facebook removeram postagens do Presidente Jair Bolsonaro.
[4] ARPA, sigla para Advanced Research Projects Agency Network, mais tarde renomeada para DARPA, a agência atualmente responsável pelo desenvolvimento de robôs militares.
[5] O poder de processamento dos computadores deve dobrar a cada dois anos - Gordon Earle Moore
[6] "O valor de um sistema de comunicação cresce na razão do quadrado do número de usuários do sistema" - Robert Metcalfe.
[7] "Anatomy of a Large-Scale Hypertextual Web Search Engine" – Título da tese defendida por Sergey Brin e Larry Page.
[8] Digital Collection System.
[9] Projeto de cibervigilância da Narus, uma das pioneiras do Big Data.
[10] Programa da Special Source Operations, da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), criado em 2007 para coletar dados dos usuários da Internet, em parceria com grandes empresas de tecnologia como Apple, Microsoft, Google, Facebook e Yahoo.
[11] Simulador que reúne dados coletados de inúmeras fontes com o objetivo de criar um modelo global e prever tendências culturais e geopolíticas. Uma parceria da Simulex com a Lockheed Martin.
[12] Não existe consenso sobre esse termo, usado por Tim O'Reilly em 2004, mas acredito que ele serve para simples identificação.
[13] "O que tentamos fazer no Facebook foi mapear todas as relações que as pessoas têm" - Mark Elliot Zuckerberg
[14] Termo utilizado no livro "On the Way to the Web: The Secret History of the Internet and Its Founders", de Michael A. Banks.
[15] O Sistema de Crédito Social da China já existe desde 2018.
[16] Segundo informações do WhatsApp, o aplicativo pretende limitar ainda mais o reenvio de mensagens a vários destinatários. A restrição teve início em 2018, após pressão de agências de checagem e outros censores disfarçados de democratas.
[17] Em 1984, de George Orwell, os indivíduos que se indispunham com o Grande Irmão desapareciam e na Novilíngua eram chamados de "vaporizados".

 







































publicadaemhttp://www.puggina.org/artigo/convidados/a-liberdade-desconectada/17252

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Incêndio no Pantanal? Desmatamento da Amazônia? Desemprego? Agrotóxicos? Dor de dente? Culpa do Bolsonaro.

 “Não se chega a lugar nenhum com a estratégia de colocar no presidente a culpa de tudo”,  afirma J.R. Guzzo

Bolsonaro, mais Bolsonaro e só Bolsonaro

É um dos fenômenos mais curiosos que a vida pública brasileira tem para apresentar no presente momento. 

A vida passa, o mundo gira, o homem trabalha para montar uma colônia em Marte — e o Brasil, com seus 220 milhões de habitantes, 33 partidos diferentes e cerca de 65 mil cargos públicos preenchidos por meio de eleições livres, tem hoje um político só: o presidente Jair Bolsonaro. 

Não é que esteja isolado — é que não se fala de ninguém mais, e com isso ele acabou ficando sem concorrentes, ou sem concorrentes realmente capazes de concorrer a alguma coisa. 

Nenhum presidente da República, por mais importante que seja, e por mais pecados que cometa ou méritos que possa ter, merece tanta atenção desse jeito. 

Mas aí é que está: é o que temos no momento. Bolsonaro, mais Bolsonaro e só Bolsonaro.

O presidente deve a sua posição de Rei da Cocada Preta exclusivamente ao conjunto da obra de seus adversários políticos de todas as naturezas; foram eles, e ninguém mais, que o colocaram lá. 

É simples. 

Há mais de dois anos, antes mesmo de Bolsonaro entrar no Palácio do Planalto, concentram toda a sua energia, a sua atividade mental e o seu tempo em falar mal dele; não mudam de ideia e não mudam de assunto. 

É algo parecido ao que os clínicos de psiquiatria chamariam de “comportamento obsessivo”. 

Tudo bem, mas o resultado desse estilo de ação política é que não existe no momento ninguém dizendo à população o que, na prática, iria fazer de diferente do que o governo Bolsonaro tem feito desde a sua posse. 

E um candidato de verdade para substituí-lo nas próximas eleições presidenciais? 

Isso aí, então, nem pensar. 

Se os adversários colocam 100% dos seus esforços em dizer que o presidente é um horror, mas não têm nenhuma sugestão coerente sobre o que fazer a respeito, o que sobra, na vida política real, é Bolsonaro.

Não adianta nada, como a oposição faz o tempo todo, ficar dizendo: “Qualquer um, menos Bolsonaro”. 

É indispensável que esse “um” apareça; se não aparecer, ele continua jogando a partida sem a presença do outro time no campo. 

Também não se chega a lugar nenhum com a estratégia de colocar no presidente a culpa de tudo. 

Os 140 mil mortos da covid-19? Foi Bolsonaro quem matou. 

Incêndio no Pantanal? Desmatamento da Amazônia? Desemprego? Agrotóxicos? Culpa dele. 

É como nos tempos em que tudo, do ovo frito ao sistema solar, era “obra de Maluf” — quanto mais se fala, menos as pessoas realmente acreditam no que está sendo falado. 

O fato é que nunca o presidente apanhou tanto como hoje, e nunca a sua aprovação popular esteve tão alta — 40% dos brasileiros acham que o seu governo é ótimo ou bom, segundo a última pesquisa do Ibope. 

Pesquisas de opinião, como as salsichas, são coisas de conteúdo duvidoso; mas se são levadas a sério quando falam mal, a mesma regra deve valer quando falam bem.

Algo deve estar errado com o Brasil quando os grandes personagens do noticiário político são o senador Alcolumbre, o ministro Dias Toffoli e o apresentador de tevê Luciano Huck — ou quando a maior esperança dos adversários de Bolsonaro é que o STF invente uma gambiarra qualquer para resolver a sua vida. 


Não pode ser normal, ao mesmo tempo, que o nome mais citado como alternativa para o país seja um ex-presidente que foi condenado, e cumpriu pena de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro — em três instâncias e por nove magistrados diferentes, fora que tem outra condenação no lombo, já em segunda instância, e mais uma penca de processos pela frente. 


Quem quer um Brasil sem Bolsonaro tem de fazer melhor do que isso. 


Se não fizerem, as coisas vão continuar como estão.


J.R. Guzzo (publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 27 de setembro de 2020)
















publicadaemhttp://rota2014.blogspot.com/2020/09/nao-se-chega-lugar-nenhum-com.html

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