Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 3 de outubro de 2020

O ORATÓRIO DO LEBLON

 PERCIVAL PUGGINA

Resumindo o fato, uma comunidade religiosa do Leblon pediu autorização à prefeitura do Rio de Janeiro para construir, na praça Milton Campos, um oratório com imagem de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. A autorização foi concedida pelo órgão competente.

 Trata-se de uma construção singela, ocupando menos de um metro quadrado. Pelo jeito, no entanto, a iniciativa bateu na má interpretação que muitos se empenham em difundir sobre a laicidade do Estado inserida na Constituição. Bateu, também, naquela alergia que alguns têm à religiosidade popular e aos símbolos que a representam com abundância nos espaços públicos e na formação da nação brasileira.

Entre os incomodados, o Ministério Público do Rio de Janeiro que resolveu ingressar com Ação Civil Pública para obrigar o município a não autorizar construção de oratórios e a remover os existentes, sob pena de multa diária de R$ 20 mil em qualquer dos casos. Eles ofenderiam a laicidade do Estado.

Ao indeferir a ação, o juiz Sérgio Roberto Emilio Louzada da 2ª Vara da Fazenda Pública mostrou que a laicidade do Estado, consagrada na Constituição, deve ser interpretada como um binômio de proibições. Num sentido, assegura a independência do Estado em relação às religiões e seus preceitos (protegendo o Estado) e, noutro, protege os indivíduos e as confissões religiosas de interferências estatais.

Na sentença, o juiz expressa seu desagrado com a pretensão do promotor:

"Melhor serviço público estaria prestando S.Exª., data vênia, se dedicasse tanto empenho a retirar das praças públicas a crescente população de rua que vive em condições precárias sem que os poderes públicos pareçam com isso se importar; ou, mesmo, cuidando S.Exª. de zelar pelo paisagismo urbanístico das comunidades carentes que socadas nas favelas do Estado sem as mínimas condições de dignidade humana, contribuem mesmo involuntariamente para o crescimento desordenado da cidade que se debruça em precipícios desprovidos de serviços públicos essenciais, transformando a urbe no caos que conhecemos e convivemos como meros espectadores de tragédias anunciadas.”

O MP recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça. E não levou. O acórdão da 7ª Câmara Cível confirmou a decisão do magistrado do 1º grau. Existem símbolos de outras religiões em espaços públicos da cidade. Eles são cristãos, judaicos, ciganos, entre possivelmente outros. Nas palavras do relator, destacando apenas algumas linhas de seu extenso acórdão: 

“(...) a imponderada pretensão do Ministério Público, além de frontalmente contrária à Constituição Federal, ignora consequências gravíssimas para a ordem jurídica e social, atentando contra o próprio interesse da população, na medida em que a retirada dos oratórios religiosos impediria a busca e conforto espiritual em praças públicas pelos religiosos, especialmente para a população de rua, além de gerar alto custo para o erário municipal para a remoção, bem como incerteza quanto à sua destinação, com risco de danos e destruição. O Ministério Público, infelizmente, não quis se ocupar dessas questões.”

Mais adiante, aduz:

"A pretexto de defender a laicidade do Estado, o pedido autoral pretende, em verdade, impedir a liberdade religiosa em locais públicos (...)”.





















PUBLICADAEMPUGGINA.ORG


sexta-feira, 2 de outubro de 2020

"A Constituição do atraso - Como a Carta de 1988 inviabiliza o desenvolvimento do país",

 por Selma Santa Cruz

As distribuidoras de energia têm o direito de suspender o fornecimento do serviço a clientes inadimplentes durante os fins de semana? Os bancos do Estado de Santa Catarina devem ser obrigados a implantar sistemas de segurança? Determinada obra de infraestrutura contestada pelo Ministério Público poderá ser retomada? E a delação premiada do corrupto da vez, será ou não homologada? O país já se habituou a depender das deliberações da Justiça para resolver praticamente qualquer assunto. Questões mais comezinhas até as que acarretam desdobramentos políticos ou econômicos relevantes, como mostram os exemplos acima, estiveram na pauta do Supremo Tribunal Federal nas últimas semanas. Embora já não cause espanto, em meio a tantos descalabros do nosso ordenamento jurídico institucional, esta é apenas uma das inúmeras consequências perversas da Constituição de 1988, que completa 32 anos neste mês e está na origem de boa parte das mazelas nacionais.

Por seu feitio exageradamente minucioso e dirigista, cujo propósito é regular na prática tudo na vida dos cidadãos, ela terminou por criar um ambiente de insegurança jurídica permanente, engessar a economia e dificultar a governabilidade. Além de ter corrompido a democracia, já que o modelo político esquizofrênico que adotou impede a efetiva participação da sociedade nas decisões sobre o país — contribuindo, ao contrário, para perpetuar no poder uma casta oligárquica de políticos profissionais.

Trata-se, portanto, de um aniversário que não mereceria sequer ser lembrado, considerando-se a quase unanimidade de críticas aos defeitos de nascença da Carta, e sobretudo o preço que o país tem pago por eles em termos de atraso econômico, político e social. A menos que se aproveite a data para retomar o debate sobre a necessidade de um arcabouço jurídico alternativo, a partir do diagnóstico dos malefícios provocados pelo atual. O qual tem sido questionado por uma respeitável lista de juristas e economistas praticamente desde sua criação. “Com quimeras e tolices, a Nova República e sua douta Constituinte meteram o povo brasileiro num trem-bala para Bangladânia”, lamentou à época, referindo-se à pobreza de Bangladesh e ao isolamento da então socialista Albânia, o falecido economista Mário Henrique Simonsen (1935-1997), um dos mais brilhantes de sua geração.


Uma Carta dirigista num momento em que países em desenvolvimento se abriam aos mercados globais


De 1988 para cá, à medida que o tempo escancara a gravidade dos equívocos da Carta, a advertência de Simonsen sobre “o risco de se optar pelo atraso”, e sua previsão de que ela poderia “levar o país ao colapso”, reverbera com cada vez mais força. Apenas dois anos depois, em 1990, o título de uma coletânea de artigos de notáveis, Constituição de 88: o Avanço do Retrocesso, reforçou o consenso sobre o espírito retrógrado da Carta, que já nascera provecta e na contramão da história. Pois optava pelo dirigismo estatizante e uma plataforma nacional-desenvolvimentista justamente num momento em que o mundo caminhava na direção oposta.

Sob a liderança de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, os Estados Unidos e o Reino Unido encerravam o longo domínio das políticas keynesianas do pós-guerra para destravar suas economias por meio de privatizações e desregulamentação. Na Ásia, países como Coreia do Sul e Singapura despontavam como “tigres” do crescimento, ao abraçar o livre mercado e abrir-se à globalização. E até os gigantes comunistas começavam a curvar-se aos benefícios do capitalismo, com a liberalização promovida por Mikhail Gorbachev na União Soviética e por Deng Xiaoping na China.

Já o Brasil, apenas dois anos antes do desmoronamento dos regimes comunistas e da Queda do Muro de Berlim, preferiu retomar a agenda esquerdista e populista da década de 1960, multiplicando encargos e benefícios trabalhistas de país rico, fechando-se ao capital estrangeiro, e chegando ao cúmulo de tentar controlar a taxa de juros por força de lei — essa última excrescência só seria abolida uma década e meia mais tarde, em 2003. O pensamento dominante entre os constituintes, como recordou mais tarde o então ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, guiava-se por uma série de “ismos” já então comprovadamente ineficientes: “socialismo, marxismo, estatismo, intervencionismo, patrimonialismo, assistencialismo, corporativismo e garantismo”.

Em retrospecto, parece difícil acreditar que essa Constituição tenha sido saudada como “Constituição Cidadã”, termo criado pelo presidente da Assembleia Constituinte, o falecido deputado Ulysses Guimarães (1916-1992), no estilo laudatório típico da demagogia da época. “Será luz, ainda que lamparina, na noite dos desgraçados”, exagerou ele, abusando da hipérbole. “Será redentor o caminho que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria.” Tratava-se, como se viu mais tarde, de puro ato de ilusionismo, já que não foi possível abolir a miséria nem promover o desenvolvimento apenas com uma vara de condão legiferante, como sonharam os constituintes.


Uma generosa coleção de direitos sociais e econômicos, como se o papel fosse capaz de torná-la realidade


Uma combinação heterogênea de perfis, que incluía artistas de televisão, banqueiros, sindicalistas e ex-guerrilheiros — além de lobistas e políticos profissionais, como não poderia deixar de ser —, os eleitos para redigir a nova Constituição espelhavam o ambiente político exacerbado da época, após o Movimento das Diretas Já e o fim do regime militar. Trabalharam, nesse sentido, mais olhando para o passado, visando a contrapor-se à legislação de exceção do período, do que focalizando o futuro, o que exigiria uma visão estratégica, um projeto novo de país.

Em  clima de happening, preferiram ignorar a referência de Cartas Magnas consagradas, a exemplo da norte-americana, que se limitam basicamente às garantias dos direitos civis fundamentais e princípios gerais, a ser transformados em leis à luz das demandas de cada época. A pretexto de inovar, inscreveram minuciosamente no texto uma generosa coleção de direitos sociais e econômicos, como se a Constituição fosse capaz, por si mesma, de torná-la realidade. Embalados pela utopia de resgatar a histórica dívida social brasileira, contudo, esqueceram-se de levar em conta que seria preciso também prover os meios para a concretização desses direitos. O que pressupõe um ambiente de negócios propício ao crescimento econômico, muito diferente daquele desenhado pela Carta, com a infinidade de entraves à atividade empresarial que se conhece.

Tentou-se, em suma, de forma idealista e nada pragmática, criar um Estado de bem-estar social incompatível com a capacidade do país, como reconhece, entre outros, o constitucionalista Gustavo Binenbojm. “O Brasil precisa compreender que levar direitos a sério significa levar o problema da escassez de recursos a sério, o que impõe uma série de escolhas trágicas envolvidas na sua alocação, sem ceder às tentações populistas e à ilusão fiscal.”

O resultado foi um calhamaço com 245 artigos e mais de 400 páginas — a terceira mais longa Constituição do mundo, segundo o Comparative Constitutions Project, um estudo comparativo de 180 Cartas, ficando atrás apenas das da Índia e da Nigéria.

Para piorar as coisas, o igualmente extenso capítulo tributário criou um intrincado sistema de transferência de recursos da União para Estados e municípios, que ganharam competência para também arrecadar tributos. Como a descentralização das receitas não foi acompanhada por uma diminuição proporcional dos gastos federais, no entanto, o Executivo lançou mão da criação e majoração de alíquotas de tributos não partilhados — as famigeradas “contribuições”. Em decorrência, os brasileiros passaram a carregar o peso de duas camadas de Estado superpostas, como apontou o economista Eduardo Giannetti de Fonseca em outro artigo de título sugestivo sobre a Constituição: “Retrato do fracasso”, publicado em 2013.

Levando em conta que a Carta também impulsionou a proliferação desenfreada e oportunista de municípios, podemos considerar que se trata na verdade de três camadas superpostas. Desde 1990, mais de mil municípios foram criados, na maioria sem condições de bancar as próprias despesas, mas que foram responsáveis por aumentar, só com suas câmaras de vereadores, em pelo menos 200 mil o número de servidores públicos cujo salário é pago pelo contribuinte. Não surpreende que a carga tributária, que era da ordem de 24% do PIB antes da “Constituição Cidadã”, tenha explodido para os cerca de 35% de hoje. A Constituição transformou o Estado brasileiro em um monstro obeso, opressivo e inoperante.


A Constituição transformou a política no país em um negócio empresarial lucrativo


A disposição dos constituintes para invencionices estendeu-se também, e com consequências igualmente deletérias, ao modelo político adotado, um sistema híbrido que mistura características do presidencialismo norte-americano com as do parlamentarismo da tradição europeia. Criou-se o malfadado presidencialismo de coalizão, que dificulta a governabilidade e favorece negociações nem sempre republicanas entre o Legislativo e o Executivo, na conhecida prática do “é dando que se recebe”. Cujo exemplo mais escandaloso foi a compra de votos praticada pelo Partido dos Trabalhadores durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com pagamento aos parlamentares, em forma de mesada e dinheiro vivo, na boca do caixa bancário — o infame Mensalão.

Em paralelo, a Constituição de 88 beneficiou políticos e partidos com tantos privilégios que acabou por transformar a política no país em um negócio empresarial lucrativo, que raramente tem qualquer relação com os interesses da população ou o bem comum. Do voto proporcional — artifício pelo qual a maioria dos brasileiros geralmente não sabe sequer o nome de quem elegeu — à proibição de candidaturas independentes, passando pelo foro privilegiado e pela consolidação do Fundo Partidário, criado durante o regime militar, tudo tem se somado, ao longo das últimas três décadas, para impedir a efetiva  participação e representatividade da sociedade na política. Haja vista o absoluto descaso do Congresso com as demandas de mudanças expressas a partir das manifestações de 2013.

Por essa ótica, a Constituição que nasceu para consagrar a democracia, e cujo mérito inquestionável foi a garantia dos direitos civis fundamentais, hoje é vista, paradoxalmente, como falha também nesse aspecto. Em vez de uma democracia substantiva, fundada na isonomia de direitos e deveres entre todos os cidadãos, e que extrapola portanto a mera realização periódica de eleições, deu origem a uma democracia de fachada, como afirma o jurista Modesto Carvalhosa. “No Brasil, o Estado é hegemônico, não restando à cidadania nenhum papel em nossa construção civilizatória. A sociedade civil é dominada por um Estado que se estruturou para preencher todos os espaços.”

O constitucionalista norte-americano Bruce Ackerman, um dos mais respeitados do mundo e antigo estudioso da legislação brasileira, vê nesse descompasso uma das principais causas da crescente frustração da população com a democracia. E se alinha aos que defendem a convocação de uma nova Assembleia Constituinte. “Uma vez eleitos, os representantes deveriam reconsiderar as decisões-chave da Assembleia de 1988 já que elas, ao longo das décadas, geraram a atual crise de confiança pública”, justificou em artigo recente. Essa é também a proposta de Carvalhosa, que em novembro lançará um projeto de Constituição completo para promover o debate no livro Uma Nova Constituição para o Brasil: de um País de Privilégios para uma Nação de Oportunidades.

Seria essa mudança radical do ordenamento jurídico realmente a melhor solução? É fato que os próprios constituintes reconheceram as deficiências de sua criação, já que propuseram a revisão do texto num prazo de cinco anos — uma providência bizarra, visto que cartas constitucionais se pretendem por natureza duradouras. A revisão, contudo, acabou sendo superficial, devido à crise em que o país estava mergulhado em 1993, em função do impeachment do ex-presidente Fernando Collor.  Em vez disso, optou-se por corrigir alguns dos erros mais flagrantes, sobretudo no capítulo da economia, como as restrições ao capital estrangeiro, e por remendos pontuais por meio de emendas. Propostas de mudanças estruturais, por outro lado, vêm sendo seguidamente adiadas, ou desvirtuadas, já que a Constituição se autoblindou, tornando o processo da aprovação de emendas longo e dificultoso.

No momento, parece não haver condições políticas para uma Constituinte, embora o assunto volte à tona com frequência, já tendo sido defendido também à esquerda, pelos ex-presidentes Dilma Rousseff e Lula. Mais recentemente, o presidente do Senado, David Alcolumbre, chegou a aventar essa possibilidade, quase como uma ameaça. Para alguns, como o consultor político Murillo de Aragão, seria mais recomendável aproveitar as crises para avançar nas reformas. Assim como ele, não falta quem alegue que a durabilidade da Constituição de 88, apesar das inúmeras crises que o país atravessou, comprovaria seu valor e resiliência. Para outros, como se viu, a Constituição é ela própria a origem da sucessão de crises.

Seria temerário tentar prever qual caminho prevalecerá. O que parece indiscutível é que o Brasil real no qual vivemos, com sua pesada carga de atribulações, não se parece nem um pouco com aquele idealizado pela Carta de 88. Esse talvez seja o argumento definitivo contra ela. “Uma boa Constituição não é suficiente para proporcionar a felicidade de uma nação” resume o constitucionalista francês Guy Carcassonne. “Já a má Constituição pode levar à sua infelicidade.” Parece ser esse o nosso caso.

Revista Oeste





















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Quem acredita nas agências checadoras de fake news?

 OS PINGOS NOS IS


Fiuza: Quem acredita nas agências checadoras de fake news?


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"Bolsonaro vai se arrepender de Kassio Nunes no Supremo. Cedo ou tarde"

 J.R. Guzzo: 

O nomeador pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga no Supremo Tribunal Federal é o que os agentes das companhias de seguro chamam de “P.T.” – desastre com “perda total”. Em relação a ele, a única coisa que o presidente poderia fazer de útil é dizer que foi tudo um mal-entendido – o tal Kassio Nunes Marques, o homem preferido pelas gangues que operam no Congresso e no baixo mundo do poder Judiciário em Brasília, “garantista” ao gosto da esquerda e abençoado por Gilmar Mendes, Toffoli e seus parceiros, tem tudo para ser o herói do pior momento dos quase dois anos do governo Bolsonaro.

A reação ao anúncio divulgado no noticiário foi mais uma dessas anomalias que a vida pública brasileira de hoje oferece. A maior parte dos que de uma forma ou de outra apoiam o governo achou que o nome é um horror; sua indignação com ele, e com Bolsonaro, ficou evidente de imediato nas redes sociais.

Quem gostou, vice-versa ao contrário, foi o bonde que circula entre a esquerda nacional e a “Confederação Brasileira da Corrupção Responsável”: PT, Centrão , OAB, escritórios milionários de advocacia criminal, garantistas, intelectuais orgânicos, inimigos da Lava Jato, os ministros do STF que se especializam em proteger acusados de corrupção, a mídia que condena tudo o que Bolsonaro faz, etc. Uns, é claro, não dizem em voz alta que apoiam; mas ficam quietos, o que dá na mesma.

O apoio mais chocante ao nome de Kassio Nunes — que nunca foi juiz, está na magistratura por nomeação de Dilma Rousseff e ficará no STF pelos próximos 27 anos, até 2047 — veio do seu conterrâneo Ciro Nogueira, senador pelo Piauí e denunciado formalmente em fevereiro de 2020 pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, caso que está enfiado numa gaveta do STF. Precisa dizer mais alguma coisa?

O preferido do senador, além dessa qualificação, tem uma soma de realizações profissionais como jurista equivalente a três vezes zero . É contra a prisão de criminosos após a sua condenação em segunda instância (segundo ele, é preciso “justificar” porque o sujeito teria de ir para a cadeia só porque foi condenado duas vezes) e a favor da construção de mais prédios para esses tribunais superiores que se multiplicam por aí; acha que os seus palácios atuais não são suficientes.

Logo no começo do governo Bolsonaro circulou no mundo político a notícia de que um dos seus filhos estava para ser nomeado embaixador do Brasil nos Estados Unidos — nada menos que isso. Foi um espanto tão grande que a ideia acabou sendo abandonada. Para o bem estar de todos e felicidade geral da nação, o arrependimento, como aconselhava Santo Agostinho, veio antes do pecado. Aguarda-se, agora, o momento em que Bolsonaro vai se arrepender — se antes ou depois do desastre.

Publicado originalmente no jornal Gazeta do Povo em 01/10/2020












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ALEXANDRE GARCIA REVELA FRAUDES DE LULA E DO PT E DEIXA TODOS REVOLTADOS

 BRASIL REPÚBLICA

ALEXANDRE GARCIA REVELA FRAUDES DE LULA E DO PT E DEIXA TODOS REVOLTADOS

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CAPAS DOS JORNAIS HOJE

 ANDRADE JUNIOR






























GOLS DESTA QUINTA FEIRA

 LANCES FUTEBOL


GOLS DESTA QUINTA FEIRA 01/10/2020 | L1BERT4D0RES + FUTEBOL EUROPEU

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O Brasil em 1 Outubro

 CLAUDIO LESSA


O Brasil em 1 Outubro

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Bolsonaro indica piauiense para o Supremo. E vitória de 6x4 no STF

 ALEXANDRE GARCIA

Bolsonaro indica piauiense para o Supremo. E vitória de 6x4 no STF

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O relato de um policial federal, Carlos Arouck, que por mais de quatro anos trabalhou na Amazônia

  Carlos Arouck


Essa experiência da qual falo foi adquirida, dia após dia, sob condições bastante difíceis na região onde convivi com os mais diferenciados segmentos: silvícolas, ongs estrangeiras, militares, ambientalistas, Funai, diplomatas, missionários, autoridades locais, guerrilheiros, contrabandistas, entre outros. Todos com interesses nas grandes riquezas amazônicas.

Pude ouvir suas demandas, analisar o que não era dito, perceber como eram postas em prática as políticas públicas no local, compreender melhor o Norte e suas mazelas. Não vou contar aqui as aventuras passadas, apenas que elas me fizeram compreender melhor que nem sempre o discurso bonito e os projetos bem elaborados são a resposta apropriada para as complexidades regionais.

Vamos aos fatos. Por decisão governamental, uma área de 47 mil quilômetros, rica em cobre e outros minerais, poderá ser agora explorada pela iniciativa privada, após mais de trinta anos fechada à exploração. Gritaria geral! Rapidamente, nas redes sociais, artistas e “especialistas” começaram a exclamar sua indignação, hashtag SOS Amazônia.

Aposto que praticamente nenhum deles conviveu com os habitantes locais, se informou realmente sobre a região e sequer colocou os pés na terra que supostamente defendem. Constatei “in loco” como é falacioso o mito da reserva intocada.

Voltando a falar sobre o tempo que ali passei quando mais jovem, destaco que minha atividade policial visava, entre outras atribuições, a defesa das riquezas locais.

Vou citar alguns exemplos, como proteger a retirada de madeira de lei por peruanos, contrabandeada para o outro lado da fronteira, ou mesmo a mineração ilegal que permitia a saída de importantes minérios tranquilamente pelas fronteiras, enriquecendo traficantes e outros países.

Não raro, em minhas andanças no meio do mato, pude ouvir o barulho das motosserras, esse equipamento que tanto aparece em charges, porém que a grande maioria nunca viu de perto.

A verdade é que em nosso País o ideal não existe.

Querem manter um paraíso ecológico preservado e intocável, e para isso é necessária uma fiscalização rígida. Colocar uns poucos homens na fronteira não garante essa tarefa, apesar de muitos terem dado o melhor de si e tombado em conflito com criminosos bem armados em emboscadas. Uma possível solução seria permitir a exploração por uma empresa de renome, considerada apta a garantir, ao mesmo tempo, a legislação ambiental.

Com dinheiro rolando, o governo recebendo sua parte, a empresa faturando, trabalhadores cadastrados realizando a mineração, é mais fácil fiscalizar porque toda a atividade que já existe hoje se tornaria legal e estaria condicionada às leis em vigor. Multas poderiam ser aplicadas, licenças suspensas em casos de desrespeito e riquezas geradas para o País.

Essas riquezas estão lá e hoje o Brasil precisa delas para o desenvolvimento da região e da Nação como um todo. Se o brasileiro não explorar seus bens, outros vão fazê-lo em seu lugar e de forma rudimentar, agressiva ao meio ambiente.

Por exemplo, garimpeiros criminosos usam mercúrio para facilitar a exploração mineral mesmo sabendo que a substância contamina o solo, a água e os seres humanos. Fazem isso por ser mais rápido e barato, com medo de serem pegos não têm tempo a perder. E nem regulamentos a cumprir, uma vez que agem na clandestinidade.

Em pleno ano de 2020, com a tecnologia de ponta disponível, a exploração sustentável é uma alternativa para resolver com inteligência esse impasse. Tentar fiscalizar uma área não explorada é uma missão difícil para um país de primeiro mundo, imagine para o Brasil. Um país como o nosso, em luta para sair da crise, não pode abrir mão de suas riquezas em momento de fragilidade financeira alegando a hipótese da destruição ambiental com viés ideológico. Como o Brasil e seu povo com renda per capita tão baixa e dívida quase impagável pode deixar suas riquezas “intocadas” sob justificativa de que a entrega à iniciativa privada nacional ou estrangeira estaria colocando em risco a nossa soberania?

A reserva criada no regime militar tinha como objetivo futuras explorações previstas em lei. Por que ouvimos e acreditamos em ONGs internacionais e nacionais sobre as quais nem sabemos a verdadeira origem e suas pretensões?

A Amazônia legal é uma riqueza do povo brasileiro e deve ser explorada, sim, sob nossa tutela, principalmente agora que estamos tentando sair “do fundo do poço”. Já chegou a hora de aprendermos a ganhar com o que temos e a respeitar nosso bem maior que é o patrimônio nacional. Todos os brasileiros devem e podem participar dessa fiscalização ambiental.

Nos dias atuais, o argumento de preservar sem usufruir não se sustenta mais. Corremos riscos? Sim, mas esses riscos são ainda maiores se mantivermos a inércia mantida até o momento. Devemos ter em mente que a degradação do meio ambiente causada por explorações ilegais é muito maior que qualquer atividade legal na nossa floresta.

Termino citando James Lovelock:

“Não é a terra que é frágil. Nós é que somos frágeis. A natureza tem resistido a catástrofes muito piores do que as que produzimos. Nada do que fazemos destruirá a natureza. Mas podemos facilmente nos destruir.”













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LIBERDADE DE OPINIÃO E EXPRESSÃO, SEM INTERFERÊNCIA

 por Alex Pipkin, PhD.

Querer ser livre, significa querer também livres os outros.

A liberdade de expressão é uma das virtudes máximas da democracia. Não se pode estabelecer a autoridade da “verdade”. Impraticável fazê-lo, pois o pensamento é livre!


Desse modo, alguns indivíduos sentem-se livres para falar uma série de inverdades.


Apesar disto, o ato mais violento e inadmissível, é cercear o direito e a liberdade das pessoas exporem suas posições. Caso contrário, retornaríamos ao tempo da barbárie, da falta de civilização.


A censura representa, exatamente, a falta de promoção do pensamento como um todo. Significa a tentativa de controlar os pensamentos e crenças dos outros.


No Brasil, infelizmente, escassa é a capacidade de as pessoas pensarem reflexiva e individualmente. O pensar envolve a competência de reconhecer e descartar más ideias, próprias e/ou más ideias dos outros. Nada surpreendente, visto que grande parte da população é desletrada. Resultado de políticas públicas, intencionalmente, equivocadas, que visavam manter o controle das elites. Com a ausência de compreensão mais profunda da realidade, indivíduos são mais facilmente manipulados por grupos de interesse, o famoso efeito manada.


Contudo, suportados pela razão, não podemos inventar aquilo que acontece na realidade!


O próprio indivíduo é quem deveria construir a sua lógica, por meio do seu aparato moral quanto ao que é certo e errado; a sua visão do mundo. A existência de determinadas regras sociais, leis e normais formais, são aquelas que permitem a convivência em sociedade.


Apologistas da visão de mundo “igualitária e libertária” do socialismo e do estatismo, pregam uma verdade que não é fruto da construção de pensamento individual, mas sim daquilo que um suposto líder impõe.


A leitura da realidade incontestável da história da humanidade demonstra que tal sistema socialista, redundou em um povo miserável e uma minoria enriquecida, que se serviu deste povo igual.


Pela liberdade, compulsório é ouvir as baboseiras de estatistas hipócritas e mentirosos. Porém, o fato de não gostar dessas ideias irracionais, não me faz irracional.


O que não me permito, pelas palavras, é deixar, passivamente (com base nas ideias e fatos), que tais sofismas sejam facilmente instaurados.
Os guerreiros da justiça social, comprovadamente, já fizeram coisas horríveis para as sociedades, desnecessário detalhar. A massa de manobra, de maneira eficiente, os acompanhou – ou mais precisamente para os grandes libertários – foi obrigada a segui-los.


Atualmente, não é nada difícil atestar que a imprensa e o mundo intelectual está dominado pelo pensamento esquerdista. O suposto pensamento “igualitário e libertário” do coletivismo e do estatismo, coloca grupos de interesse à frente do interesse de cada cidadão, de fato livre.


Defendo a liberdade individual e a realização das aspirações individuais, não àquelas retóricas.


A foto do dia estampa que todos aqueles que se opõem a esse sistema perverso, são taxados de fascistas e outros adjetivos não menos nobres. Esquerdistas se utilizam do termo – muitos sem entender – para ofender todos os ideologicamente contrários a essa visão de mundo (no meu entendimento, o fascismo vem do socialismo).


Entretanto, a grande ironia contemplada nos discursos dos guerreiros da liberdade, da igualdade e da justiça social, é que esses se alinham e defendem os maiores criminosos, intolerantes, misóginos, homofóbicos e racistas da história da humanidade (a saber, Revolução Russa, Cultural Chinesa, Alemanha nazista). Períodos de rotunda falta de liberdade e produção de violência e pobreza.


Sou ferrenho defensor da liberdade de expressão. Livre para pensar e criticar ideias deturpadas e falseadas da realidade e que servem à agenda de uma visão de mundo coletiva, estatizante e empobrecedora.


Assim, justamente pela minha razão e pelos meus valores, decidi posicionar-me livre e abertamente para combater tal visão de mundo que nunca trouxe prosperidade alguma para o verdadeiro povo e suas respectivas sociedades.
















publicadaemhttp://www.puggina.org/artigo/convidados/liberdade-de-opiniao-e-expressao-sem-interfer/17257


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