Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Farra com a grana do povo: Senado contrata mais 334 assessores

Ernesto Neves, Veja
                              FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Levantamento exclusivo feito Ranking dos Políticos mostra que o Senado continua a expandir seu quadro de funcionários.
Em março, em pleno debate da reforma da Previdência, a casa contratou 334 novos assessores.
Isso significa que, em apenas um mês, o Senado passou de 2.420 assessores para 2.754.
O maior cabide pertence ao excelentíssimo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), com 74 assessores.
Em seguida, Renildes Bulhões (PROS-AL) tem 64 contratados.
Já Reguffe (Sem Partido-DF) possui o gabinete mais enxuto, com 9 assessores.
Em 2018, o custo total do Senado foi de R$ 4,4 bilhões.
Deste valor, 84% (R$ 3,7 bi) foram utilizados apenas para pagamentos de servidores.











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'Pompeia",

por Miranda Sá
“Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também” (Rui Barbosa)
Temos um exemplo histórico que lembra Pompeia Sula, a segunda esposa de Júlio César, viúvo de Cornélia, falecida no parto de um filho natimorto. Casaram-se em 67 a.C., quando ele voltou à Roma após servir como questor na Espanha.
No tempo em que se estudava História, aprendia-se que César foi o conquistador das Gálias e instalou a ditadura, assumindo depois como imperador de Roma. Quando imperava, Pompeia realizou em casa um festival em homenagem a Bona Dea (“boa deusa”), onde nenhum homem poderia participar.
Disfarçado de mulher, um jovem patrício, Públio Clódio Pulcro, participou do evento sendo preso e processado por sacrilégio. Mesmo sem evidência, correu o boato de que ele se chegava a Pompeia no intuito de seduzi-la. César, porém, perdoou-o e ele foi inocentado.
Mais tarde, debaixo da boataria que chegava até as classes inferiores, o Imperador se divorciou de Pompeia sob o argumento de que “minha esposa não pode alimentar dúvida, nem estar sob suspeita”. Assim, legou à posteridade o provérbio “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.
Os que me acompanham no Twitter sabem que respeito as opiniões divergentes, e como Voltaire, proponho-me a defender até a morte o direito alheio de expressá-las; mas adoto a tese de que “quem assume um cargo nos poderes da República não basta ser digno, mas deve assumir a dignidade”.
Isto vai do vereador, passando por todos cargos eletivos no Legislativo e no Executivo e ainda mais exigível aos magistrados das cortes superiores, de quem a sociedade espera que execute a justiça boa e perfeita, como os crentes esperam de Deus.
Vivemos, entretanto, uma época embaralhada. Lembro-me de que a ex-ministra do STJ Eliane Calmon, quando esteve na Corregedoria-Geral da Justiça Federal fez duras críticas ao STF, deixando o formigueiro corporativo da Justiça em polvorosa.
O então presidente do Supremo, o ex-ministro Cezar Peluso, tatuado pelo corporativismo, criticou a Ministra dizendo que tal declaração enlameava a honra dos magistrados…
Pela formação e índole, Peluso usou palavras corteses, deixando uma lição – ao meu modo de ver – que não repercute entre os seus sucessores catedráticos no plenário da Alta Corte de Justiça. Alguns não se preocupam com o aprendizado histórico preferindo cultuar a vaidade.
Um recente ataque, mais contundente do que o de Eliane Calmon, parte do ministro Luiz Roberto Barroso que em palestra na Universidade de Columbia (EUA), disse que o STF vive um momento de descrédito sob o ataque de grande parte da sociedade, porque alguns ministros atuam abertamente contra o combate à corrupção no País.
No ano passado, Barroso dissera que há gabinetes no Supremo “distribuindo senha para soltar corruptos”. Então foi recriminado, mas tudo ficou como dantes, com farta e repetitiva distribuição de alvarás de soltura para corruptos.
É triste constatar que mesmo diante dos protestos, temos togados insistindo na tentativa (inútil, numa Democracia) de divinizar suas personalidades. Blindam-se contra críticas, muitas vezes justas, e erguem altares que só convencem os sonhadores acadêmicos de Direito e (sempre) os advogados bajuladores que tiram proveito de relacionamentos suspeitos.
Infelizmente, nenhum instituto de pesquisa se atreve a fazer um levantamento sobre a avaliação popular da magistratura, particularmente dos togados; mas quem tem os pés no chão, anda de metrô ou ônibus, faz compras em supermercados, farmácias e hortifrútis, sabe muito bem.
O povo brasileiro, esclarecido pelas redes sociais, ainda não esqueceu a saga criminosa do juiz Lalau, nem o vergonhoso caso do juiz federal que após condenar um réu, foi flagrado dirigindo o carro de luxo dele, apreendido por sua ordem.
Esses exemplos foram ampliados agora com o atual presidente do STF, Dias Toffoli, promovendo repressão policialesca contra os seus críticos e atentando contra a liberdade de imprensa de forma totalitária e egocêntrica. Assim, rasga de vez a Constituição.
















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"Astrólogos, bruxos e cartomantes",

 por Roberto DaMatta
                 FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Nascido no século passado e sendo inevitavelmente marcado por essa época, padres, cartomantes, videntes, fantasmas e conspirações fazem parte da minha vida. 
Tinham-se empregadas (conhecidas apenas pelo primeiro nome e, em geral, por um apelido de duas sílabas), faziam-se compras em armazéns e quitandas nas quais a “dona da casa” era “freguesa”; e rezava-se numa igreja cujo padre era em geral coadjuvado por um mago, um médium, uma cartomante ou um astrólogo. 
Os ritos de passagem oficiais e indispensáveis (batismo, primeira comunhão, casamento, ritos funerários) eram realizados dentro do catolicismo, mas o outro mundo era compartilhado e dividido. Noto que o protestantismo era, ao contrário de hoje em dia, ausente.
O sagrado dominante era católico romano, mas os paradoxos, os acidentes da vida – essa esfera que de modo muito claro inflige um limite ao lado rotineiro – eram complementados por cartomantes, astrólogos e médiuns e outros especialistas em “ciências ocultas e letras apagadas”. As confusões do presente e um futuro duvidoso pertenciam aos astrólogos, bruxos e às cartomantes. 
Minha mãe dizia que era católica, mas acreditava no espiritismo. Penso que não é um exagero afirmar que essa duplicidade de códigos destinados ao entendimento do futuro e do sofrimento é parte das origens e da formação do Brasil. 
Nascemos em uma colônia semiabandonada, mas num século 19 revolucionário e napoleônico passamos de periferia a centro do Reino de Portugal e Algarve. A vinda da família real e da corte para o Rio de Janeiro teve profundas consequências socioculturais.
Houve uma inversão geopolítica singular em paralelo a uma visão íntima e realista da realeza e da aristocracia. Esse “futuro” imprevisível para historiadores e jornalistas, era – porém – previsível para bruxos e astrólogos.
O oficial e o rotineiro sempre estiveram em combate complementar entre nós – e cada qual tinha os seus teólogos e sacerdotes. No livro testemunho de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias (de 1855) – a trama é movida pelo padre da Sé, por um feiticeiro do Mangue, pelo Leonardo Pataca, um meirinho, por fidalgos, por uma viúva rica e por uma cigana.
O Major Vidigal faz – como ensina Antonio Candido num ensaio clássico – um contraponto – uma espécie de polícia e juiz daquele sistema.
Na nossa casa – formada por uma família de três gerações com seus criados – o menino testemunhou encontros com espíritos por meio de um copo imantado que recebia suas mensagens. As almas do outro mundo que assombravam pedindo rezas, uma tia solteirona.
Já as entidades acessadas por meio do copo, eram todas favoráveis aos projetos da mãe. Ao lado disso, o oratório da casa pululava de santos protetores tal como nos “lares” dos antigos romanos.
A polarização entre nobres e comuns (teoricamente brancos ou mestiços) e ex-escravos negros – até hoje vigente, mas ameaçada por desarmonias políticas dificultava um sistema submetido a uma modernização capitalista personalizada e aparelhada – conduzia sempre a desfechos imprevisíveis. Neles, o fake, o fuxico, as anedotas, as intrigas enfeixadas por múltiplas teorias conspiratórias, revelam uma sociedade na qual o código pessoal do saber com quem se fala (que vive com privilégio e na aristocracia) tem como alternativa um sistema impessoal ainda visto como uma ameaça desumanizadora justo quando as reformas cidadãs, tornam-se inexoráveis. 
As desavenças entre matrizes largamente inconscientes sempre foram explicadas por magos, astrólogos, cartomantes e bruxos hoje relativamente substituídos por “especialistas”, cronistas e comentadores – esses mediadores entre os fatos e o seu significado.
A grande questão sempre foi a de saber se o mundo tem finalidade ou se o acaso é o grande senhor, cabendo a nós o dever da construção e da compreensão. Ou se o Brasil presta ou está condenado a uma autoproclamada ruína.  


Roberto DaMatta, O Estado de S. Paulo





































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quarta-feira, 1 de maio de 2019

As contas do Centrão contra reforma

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
                 FOTO ANDRADE JUNIOR
O Centrão não quer saber das contas que o governo faz para mostrar o rombo da Previdência e, então, decidir se aprova, ou não, a reforma necessária para diminuir os gastos públicos com privilégios e, com isso, aliviar a economia e acabar com o desemprego. Paulinho da Força não teve pudor nenhum em tornar públicas as contas que interessam a seu grupo: para ele, se for economizado R$ 1 trilhão, Bolsonaro se reelegerá. Portanto, a economia tem de parar aí pelos R$ 500, R$ 600 bilhões. Acredite se quiser, mas esta é a matemática dos chefões políticos, que continuam mandando em seus bandos e influindo pra valer nas decisões do Congresso. O bolso do contribuinte, que banca esse prejuízo e paga o déficit com desemprego e recessão, nem entra em questão.


Sérgio Moro deixa jornalista sem resposta após pergunta inconveniente - Registro Sindical Digital

FOLHA DO BRASIL
               FOTO ANDRADE JUNIOR
Sérgio Moro deixa jornalista sem resposta após pergunta inconveniente - Registro Sindical Digital

‘Tempo de esquemas nebulosos na atividade sindical chegou ao fim’, diz Moro

Breno Pires, O Estado de São Paulo
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que ‘o tempo de esquemas nebulosos da atividade sindical chegou ao fim’, ao oficializar, na tarde desta terça-feira, 30, o início do funcionamento do novo sistema de registro sindical no país, digital e mais transparente do que o modelo do extinto Ministério do Trabalho.
Há, no entanto, um movimento em curso no Congresso para retirar a atividade de dentro das atribuições da pasta e enviar ao Ministério da Economia, que absorveu a pasta do Trabalho. E, diferentemente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Moro não se opõe à saída do registro sindical da pasta.
A retirada do registro sindical e do Coaf são algumas das condições que o chamado ‘centrão’ – bloco no Congresso formado por partidos fisiológicos – busca impor para a aprovação da Medida Provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 1.º de janeiro que reorganizou os ministérios.
Essas desvinculações são articuladas, entre outros, pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), ligado à Força Sindical — um dos 26 denunciados em agosto passado pela Procuradoria-Geral da República por suposta participação em organização criminosa por fraudes e negociações ilícitas envolvendo o registro sindical.
Quando foi decidida, ainda na transição de governo no fim do ano, a grande razão da migração do setor de registros sindicais para a pasta de Moro era sanear uma área infestada de denúncias de corrupção e de irregularidades.
Entre os denunciados na Operação Registro Espúrio, estão o ex-ministro do Trabalho, Helton Yomura, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os então deputados federais Jovair Arantes (PTB-GO), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Wilson Santiago Filho (PTB-PB) e Nelson Marquezelli (PTB-SP), além de servidores e ex-servidores da pasta.
Nesta terça-feira, 30, ao apresentar o novo sistema para análise de desenvolvimento em quatro meses pela Justiça, Moro lembrou que o setor passou para o seu Ministério devido aos casos de corrupção e também à desorganização. Mas frisou que ‘não é um pleito do Ministério da Justiça permanecer com a análise dos registros’.
“Isso é um tema que está sendo debatido no Congresso e qualquer decisão que tomem vai ser respeitada. Não foi uma área em relação à qual houve qualquer pleito do Ministério da Justiça para que viesse para cá. Mas havia uma avaliação, por conta de fatos sob investigação da Polícia Federal no ano anterior, de que era um setor que estava desorganizado e afetado muito por corrupção. Para ilustrar a desorganização aqui há caso de 1988 pendente de análise”, disse Moro.
Há quatro mil casos de registro sindical pendentes de análise, lembrou o ministro.
A expectativa na Pasta é que, até o final de 2020, o tempo entre a solicitação e a distribuição do processo seja reduzido de 919 dias, como é hoje, para apenas 10 dias.
Já para a decisão final do processo de registro sindical, a meta é reduzir o prazo de 4 anos para 9 meses.
“Não estamos falando de julgamento de crime ou homicídio, mas de registro sindical, então é intolerável levar mais de 5 anos para ter decisão dessa espécie”, disse Moro.
Desde que o Ministério da Justiça recebeu a incumbência de cuidar do registro sindical, mais de 1 milhão de páginas já foram digitalizadas — o equivalente a 4 mil processos.
A meta é que 25 mil processos tramitados ao longo dos últimos 25 anos estejam disponíveis online até o fim de 2020.
“Ainda há prazo para regularização do atraso. Mas foi demonstrada a eficiência da equipe e a ideia de dar um tratamento digno aos pleiteantes de registro sindical e reconhecer a devida importância dessa área. Então enquanto permanecer no Ministério da Justiça e Segurança Pública vai ser tratado com total dedicação dos servidores como foi feito até aqui”, disse Moro.










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OS CORNETEIROS DO FRACASSO

 por Guilherme Fiuza
                 FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Há um avião pronto para decolar, com motor suficiente para te tirar da seca. Mas você quer saber se tem vascaíno à bordo, qual a religião do fabricante e o signo do copiloto. Assim está o Brasil, com um grupo de abnegados tentando fazer a reforma da Previdência pegar no tranco apesar de vocês, os analistas zodiacais do neofascismo imaginário.
Até anteontem vocês se comportaram direitinho. O que importava, basicamente, era ter uma tripulação confiável para tirar o Brasil do deserto deixado pela exuberância da DisneyLula. Após uma eleição cheia de artimanhas para tentar reabilitar o poder da quadrilha, o país escolheu o caminho onde, por vias tortas ou não, a tal tripulação confiável chegou à cabine de comando. Posto Ipiranga.
Mas vocês não querem mais sair do lugar. Aparentemente nesse meio tempo vocês fizeram um mestrado em crítica comportamental, com MBA em etiqueta comparada, e seus interesses mudaram. Vocês trocaram o Posto Ipiranga pelo salão de cabeleireiro, onde uma desavença sobre a novela da véspera é crise grave.
De fato, é uma rotina mais agitada e emocionante. O Posto Ipiranga é um tédio.
E assim estamos, neste estanho ano da graça de 2019. Enquanto Paulo Guedes, Rogério Marinho, Mansueto Almeida, Marcos Cintra, Salim Mattar, Campos Neto, Tarcísio Freitas, Sergio Moro e outros grandes trabalham duro para tirar o Brasil do atoleiro, vocês fuxicam rebotalhos de rede social e tocam nos ouvidos da nação as suas cornetas do fracasso. Nada presta, assim não dá, ole-lê, ola-lá. Os velhos trombeteiros do apocalipse, de Ciro Gomes a Requião, de Jean Wyllys a Gleisi, estão animadíssimos com a chegada de vocês à orquestra.
A reforma está afundando na CCJ – diziam vocês – porque o governo só existe no Twitter (vocês sabem tudo de articulação política), porque o Rodrigo Maia mordeu a orelha do cachorro do Bolsonaro, porque o Mourão é o golpista gente boa (vocês estão na dúvida), porque os filhos são fanfarrões (ah, se eles tivessem MBA em etiqueta comparada…) e acima de tudo porque vocês encontraram essa fantasia de corregedores perfumados do estorvo bolsonarista e vão fazer cara de nojo para tudo.
OBS: A reforma passou bem na CCJ, iniciando ainda nos primeiros meses da nova gestão a agenda mais esperada pelos que querem reconstruir isso aqui, mas vocês continuaram com cara de nojo, dizendo que demorou (!), dizendo que o projeto do Paulo Guedes foi desidratado (mentira) e não vai prestar, ole-lê, ola-lá.
Sobre essa parte de viver surfando entre meias-verdades, vocês estão provando aos parasitas do petismo que é possível mentir com muito mais classe do que eles fizeram por 13 anos. Aliás, no salão da resistência democrática não se ouviu um pio sobre a fake news da menina que se recusou a cumprimentar o presidente. Podem poupar suas meias-verdades para explicar esse silêncio hediondo: já entendemos que na nova cartilha de vocês não é permitido apontar eventuais picaretagens na imprensa, porque pode ser entendido como discurso bolso-fascista. Incrível como vocês estão mudados (os cabelos continuam os mesmos, mas o juízo… quanta diferença).
Ainda assim, a nova aposta de vocês não é de todo burra. Não há de faltar bizarrices dos bolsonaros e seus circundantes para alimentar as crises de fofoca que vocês hoje se dedicam a fermentar e espalhar. Vocês são os colunistas sociais da miragem autoritária, uma espécie de reencarnação da Revista Amiga para futricas de coturno. Não deixa de ser um papel na sociedade.
Se apesar de vocês o avião decolar e tirar o Brasil da seca, vocês obviamente vão querer embarcar correndo, pedindo educadamente desculpas pelo atraso. Não tem problema, a tripulação que está dando duro mal sabe de vocês (não dá tempo de ler a Revista Amiga). São democratas – exatamente como vocês fingem – e não irão barrar ninguém.
Talvez os passageiros à bordo não sejam tão receptivos, mas não dedicarão a vocês nada pior do que uma cara de nojo, como a que vocês hoje fazem para tudo. Nada grave, eles apenas terão entendido quem vocês são.

*Reproduzido de institutomillemium.org.br
**O autor é jornalista e escritor brasileiro, mantém uma coluna sobre política na revista "Época" e escreve para o jornal "O Globo". É coautor da minissérie "O brado retumbante", exibida em 2012 pela TV Globo, e assina o livro "Meu nome não é Johnny" cuja adaptação ao cinema rendeu ao escritor o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Roteiro Adaptado. Além deste, Fiuza escreveu "3.000 dias no bunker", "Amazônia, 20º andar", “Bussunda - A vida do Casseta” e "Giane — Vida, arte e luta".






























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Petistas DESMASCARADOS durante guerra civil na venezuela

| por Rubens Nunes
                 FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Petistas DESMASCARADOS durante guerra civil na venezuela. CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=b_bSWanIg4A

Histórico! Bolsonaro acaba de assinar a medida da Liberdade Econômica + Pronunciamento - 30/04/2019

FOLHA DO BRASIL
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Ação contra licitação de R$ 1,1 milhão do STF para comprar lagosta e vinho

Rafael Moraes Moura, Folha de São Paulo
O servidor público estadual Wagner de Jesus Ferreira, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), entrou nesta segunda-feira (29) com uma ação popular na Justiça Federal do Distrito Federal contra o pregão eletrônico do Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê gastos de até R$ 1,134 milhão para “serviços de fornecimento de refeições institucionais”, como lagostas e vinhos. O serviço se refere à contratação de um fornecedor para as refeições servidas pela Corte, conforme suas necessidades.
O autor da ação acusa o edital de dispor sobre diversos itens licitados “cuja necessidade para o serviço público é duvidosa”, violando os princípios da moralidade e da eficiência e podendo inclusive gerar grave prejuízo ao erário.
O menu inclui desde a oferta café da manhã, passando pelo “brunch”, almoço, jantar e coquetel. Na lista, estão produtos para pratos como bobó de camarão, camarão à baiana e “medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada”. Os vinhos recebem atenção especial. Se for vinho tinto fino seco, só servem Tannat ou assemblage, contendo esse tipo de uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que “tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais”.
“Se há orçamento público mais engessado com o cenário fiscal-financeiro nacional, há, por outro lado, necessidade de realizar as compras públicas somente nos estritos termos necessários e dos exatos itens imprescindíveis para a prestação do serviço público de qualidade”, diz a ação.
Para o autor da ação, o edital provoca indignação, já que a sociedade  brasileira “não paga impostos para comprar vinho premiado internacionalmente para órgão do Poder Judiciário”.
“A indignação da sociedade brasileira com esse tipo de situação que se transforme numa ação concreta das pessoas, de fiscalizar os órgãos públicos, que a gente não fique apenas reclamando nas redes sociais”, disse à reportagem Wagner de Jesus Ferreira, que é filiado ao PDT e já disputou uma vaga de vereador.
COM A PALAVRA, STF
Procurado, o STF reiterou que o edital “reproduz as especificações e características de contrato semelhante firmado pelo Ministério das Relações Exteriores (que faz o cerimonial da Presidência da República) já analisado e validado pelo Tribunal de Contas da União, mas com redução de escopo: dos 21 itens contratados pelo ministério, 15 são objeto da licitação do STF”.
“A licitação de refeições realizada pelo STF prevê que o tribunal pague apenas pelos serviços que forem de fato consumidos. No pregão realizado na última sexta-feira (26), a menor proposta apresentou um desconto de 58% sobre o valor estimado pelos itens potenciais, no valor de R$463 mil na hipótese de execução total. A seleção, que está na fase de análise da regularidade documental das licitantes, estabelecerá um teto de gastos, mas o STF pagará apenas pelo que for efetivamente demandado e consumido”, disse a assessoria.

















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"Carne no prato, farinha na cuia",

por José Nêumanne
          foto Andrade Junior
Na sexta-feira passada, 26 de abril, tornou-se público o relatório do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o trabalho da Operação Lava Jato. Chama a atenção no texto do relator a constatação de que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a trava. Entre 2015 e 2019, informa o relatório de Fachin, ali foram homologados 110 acordos de colaboração premiada. Apenas um foi feito na gestão Dodge, iniciada em setembro de 2017. Nele o lobista Jorge Luz diz ter repassado propinas ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e seu grupo político. “A homologação foi feita por Fachin em dezembro de 2018”, contou o colega Josias de Souza em seu blog no UOL, na nota Dodge freou Lava Jato, relata STF. O relatório foi entregue aos pesquisadores Michael Mohallem, Bruno Brandão e Ninna de Araújo, da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e, segundo noticiou o site do Supremo, será publicado na publicação sobre história da operação.
Poderia ser o caso de acusar a excelentíssima senhora chefona do Ministério Público Federal (MPF), que ganhou importância enorme desde a Constituição de 1988, a ponto de despertar a ira de juízes do STF, como o colega de Fachin, embora não se possa dizer que sejam alinhados, Gilmar Mendes. Ela assumiu o poderoso posto no lugar de Rodrigo Janot, conhecido por sua militância petista e pela autoria intelectual da arapuca em que caiu o ex-presidente Michel Temer no famoso teretetê de pé de orelha que manteve na garagem do Jaburu com o marchante goiano Joesley Batista. A divulgação da gravação do papinho de porão tornou o ex-presidente emedebista um típico pato manco, definição que ianques dão a chefe político que mantém o cargo, mas deixa de exercer todo o poder que este lhe delega. Mendes, como é público e notório, trocava figurinhas com Temer na copa presidencial ou no jato transatlântico da Presidência da República. E foi por em tais encontros que indicou a citada Dodge. Esta foi nomeada e esperava-se que poupasse tanto padrinho quanto patrão. No entanto, ela não agiu como se lhes devesse o belo emprego pelo menos num caso, que especificamente dizia respeito ao então presidente que a escolheu após consultar a lista tríplice encaminhada ao chefe do governo.
Antes, seu antecessor, Rodrigo Janot, mandou a Polícia Federal (PF) abrir dois inquéritos contra Temer, um deles sob a acusação de ter recebido propinas à guisa de doações eleitorais de empresas beneficiadas no decreto de concessões do Porto de Santos. Sob pressão do relator do caso, Luís Roberto Barroso, madame fez o que era esperado: deu-lhe prosseguimento.
O caso da Lava Jato, porém, é mais complicado. A operação dos procuradores de Curitiba, coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol e antes chefiada pelo juiz Sergio Moro, substituído por Luiz Antônio Bonat para ocupar o Ministério da Justiça, é muito popular e ela usou todo o charme possível de seus olhos claros e sua fala plácida para evitar que os implacáveis perseguidores da verdade tivessem acesso à sua indiferença ao trabalho aclamado dos colegas, perseguidos com insultos e acusações pelo próprio patrono. A seis meses de encerrar seu mandato, contudo, o que ela tentou esconder em belas e bem-intencionadas perorações veio à tona.
É que Fachin, seu colega de ofício de origem, mas diligente nos processos que relata como ministro do STF, recorreu a informações matemáticas para dimensionar sem dó nem jeito a trava imposta pela permanente colega de sessões. Além do acordo citado acima, Raquel Dodge submeteu à apreciação do Supremo, em janeiro, outro acordo de colaboração, firmado dessa vez com o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro. Aquele mesmo, preclaro leitor, célebre por ter passado dois anos sob negociação, por causa da citação do nome do ministro do STF e seu atual presidente, Dias Toffoli. Mas a peça ainda não foi homologada. “Em 2019, não houve homologação”, esclareceu o minucioso Fachin.
Depois do documento produzido pelo relator com dados e números, não dá mais para mascarar o freio que ela impôs à operação policial e judicial que levou à prisão um dos empresários mais ricos do País e o mais popular ex-presidente da República: “Num balanço que fizera de sua gestão em outubro do ano passado, Dodge contabilizava 46 denúncias, mas apenas quatro se referiam ao maior escândalo de corrupção do país. Certos casos cobravam reação”. Os assessores de madame atribuem sua freada a prudência e comedimento. Mas os colegas da atingida Lava Jato discordam de maneira furiosa dessa interpretação.
Não podia ser diferente. Desde as manifestações de rua pelo impeachment de Dilma, em 2016, os policiais, procuradores e juízes da operação são saudados pelo povo como se fossem uma espécie do que nossos ancestrais chamavam de “ai-jesus”. Em particular, o juiz que a comandava, Sergio Moro, e o coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol. Quando os maiorais da empreita e da pistolagem política caíram, abatidos por delações premiadas, denunciados e processados passaram a usar artilharia pesada para abater os “aventureiros” da devassa.
Com o maior dos empreiteiros, Marcelo Odebrecht, e o mais popular dos chefões da política, Lula, atrás das grades. os suspeitos juntaram-se aos que ainda não tinham aparecido no noticiário, mas temiam que, mais dia, menos dia, pudessem dar de cara com um federal à porta de casa cedinho. E o combate aos intrusos passou a ser planejado para não deixar ponto sem nó nem espaço vazio. Aí foi que a porca torceu o rabo e a vaca foi para o brejo. Antes de atolamento, salve-se quem puder e quem avisa amigo é.
Com a vitória, inesperada no começo do ano passado, do candidato à Presidência da República sem rabo preso à mostra, Jair Bolsonaro, os ameaçados pela guilhotina deram as mãos aos companheiros ao lado, no Poder Legislativo, e aos juristas dos coquetéis no lago abrigados pelos chefões de antanho nos píncaros do Judiciário. Enquanto os altos tribunais davam habeas corpus com impressionante abundância, as raposas dos galinheiros devassados passaram a planejar o contra-ataque. Raquel Dodge cumpriu até agora com galhardia o seu papel na farsa. Terá até setembro, quando será substituída, é o que se espera, para continuar a tarefa.
No Poder Legislativo o combate tem prazo mais longo. O presidente Jair Bolsonaro, ungido pelo voto, levou o herói popular Sergio Moro para chefiar o combate à corrupção e ao crime organizado no Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Cabe aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, ambos do DEM, prosseguir com as tarefas nas quais foram abatidos em meio à liça os emedebistas Romero Jucá, pelo eleitor de Roraima, e Renan Calheiros, pelos pares do Senado.
Maia tem feito o possível para repetir a façanha da noite dos ferros torcidos, na qual a Câmara virou pelo avesso as 10 Medidas contra a Corrupção, da lavra da Lava Jato. E entregou a bandeira de Sergio Moro – o pacote anticrime – para seus mastins mastigarem. O ministro estrilou, foi chamado de empregadinho de Bolsonaro e apelou para o Senado, na cumbuca emborcada de Niemeyer, ao lado. Enquanto a tropa de Maia intromete o pacote de segurança pública do ministro do STF Alexandre de Moraes para desvirtuar o texto original, a senadora Eliziane Gama deu entrada de seu conteúdo no debate do Senado. A ideia é inventar um jeito de dar um drible da vaca na patota da Câmara, no prato sem pão na mesa.
Em ambas as Casas há assustados com grande capacidade de influenciar pessoas e fazer aliados. Afinal, os dois presidentes são suspeitos: o da Câmara é o Botafogo da Odebrecht e o do Senado tem rolo investigado no STF. Não faltam indícios, pois, de que também no primeiro há percalços para a aprovação do pacote anticrime, que, pela lógica, seria a prioridade zero (antes de um) do governo federal. A revista Crusoé, a mesma que revelou que o presidente do Supremo tem codinome no propinoduto da empreiteira teutobaiana (“amigo do amigo de meu pai”, apud Marcelo Bahia Odebrecht), revelou que aliados de Alcolumbre dão como certa a retirada de alguns pontos da proposta. E “um dos itens do pacote que senadores querem excluir é o que cria a figura do informante do bem”. Afinal na Realpolitik de carne no prato, farinha na cuia, qualquer elemento do bem sempre será tratado como inimigo figadal. E haja fígado!
*Jornalista, poeta e escritor

O Estado de São Paulo






























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Caio Coppolla analisa entrevista de Lula e pega pesado com Monica Bergamo

direita fortalecida
Caio Coppolla analisa entrevista de Lula e pega pesado com Monica Bergamo

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