Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

"Arruaceiros no ataque"

Carlos José Marques, IstoE
Dominou o Brasil por esses dias a turma do “quanto pior, melhor”. Não eram mais, apenas, caminhoneiros ou donos de empresas distribuidoras os envolvidos nos protestos. Não se tratava mais de uma mera greve setorial a reclamar um escopo de medidas – muitas delas legítimas, diga-se de passagem. 

Até porque, na integralidade, as reivindicações foram atendidas de pronto, mesmo a um custo penoso e arriscado para os cofres públicos. Infiltrados, no avanço do movimento que de fato paralisou o País, viram a oportunidade de instalar o caos, em proveito próprio. 

Baderneiros tomaram conta, assumiram os bloqueios, coagindo, ameaçando e atacando motoristas que inicialmente engajaram-se na causa dos transportes para depois virarem reféns, também eles, de uma pauta difusa de exigências, que chegava ao despautério de pregar a intervenção militar. 

De partidos políticos a agentes de algumas organizações sociais, muitas delas atuando na marginalidade, surfaram na onda. Bandidos sem a menor responsabilidade ou senso de dever para com o País e o próximo. Havia de tudo um pouco. Oportunistas a granel. 

Petroleiros que já contam com um acordo salarial em vigor até o ano que vem acharam por bem, da noite para o dia, cruzar os braços a despeito do veto estabelecido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou ilegal a mobilização por carregar claros sinais de motivação político-ideológica. 

Nem a multa diária de R$ 500 mil no caso de descumprimento da liminar inibiu os articuladores. 

No limite do devaneio eles pediam a queda do presidente da estatal Petrobras, Pedro Parente, e pregavam a cantilena de “Lula livre” como saída para solucionar os dissabores. 

Eis o tamanho da inconsequência dessa turma, que age com um grau de chantagem sem precedentes. Imaginá-la no poder, de novo, aparelhando o Estado para práticas criminosas a torto e a direito seria um pesadelo. 

No festival de provocações, como numa espécie de terra de ninguém, cada um tirava sua casquinha. Motoristas de vans e motoboys entraram no embalo da baderna. 

No pano de fundo do cenário de caos, que atingiu um nível inaceitável e generalizado, despontava a fragilidade do governo. Ele demorou a negociar e quando sentou à mesa já era tarde. Não contava com margem de manobra. 

Com as estradas bloqueadas não havia muito o que fazer. Concedeu e atendeu sem ressalvas às demandas. 

A crise de representatividade se instalou. Não apenas por parte das autoridades. Mesmo os sindicatos de classe demonstravam não comandar seus filiados e os desdobramentos da mobilização. 

A interlocução ficou quase nula. 

O Congresso batia cabeça. 

A Justiça não se mexia. 

A ausência de líderes lúcidos piorava o quadro. Com o exército e a polícia nas ruas, os brasileiros assistiram atônitos aos impactos insuportáveis da anarquia, clamando por salvadores da pátria. 

Mais de 70 milhões de aves morreram por falta de ração. Nada menos que um milhão de toneladas de comida foram jogadas na lata do lixo. 

Apodreceram nos caminhões ou nos galpões das empresas por falta de escoamento.

Dá para se aceitar tamanho desperdício diante da fome que se espalha como praga mundial? Produtores, chorando, surgiram na TV contabilizando as perdas. 

No Porto de Santos, o maior do País, cerca de 18 mil containers de carga restaram parados com prejuízos estimados em R$ 600 milhões. Remédios tiveram de ser transportados por homens da Força Aérea e do Exército. Quase 300 militares assumiram a direção de caminhões pelas estradas. 

Nos hospitais em São Paulo, cirurgias de emergência como transplantes de fígado, retirada de miomas e colocação de stents foram suspensas por absoluta falta de produtos. A esculhambação geral tinha rostos distintos. 

Agromilicianos entraram em campo nas fazendas produtoras para barrar as colheitas. Em vias como a Régis Bittencourt, que liga o sul ao sudeste, manifestantes esvaziavam os pneus dos caminhões e faziam barricadas de fogo para evitar a circulação. 

Um flagrante deplorável de servidores públicos usando ambulâncias para abastecer carros privados dava o tom da barbárie. Nessa lei da selva, alguns brincaram de golpe. 

Bombardearam a democracia pedindo a volta do regime dos tanques e botinas. Cair na tentação autoritária é típico de insurgentes que não toleram a força das urnas. 

Repetir como em um videotape os anos de chumbo da ditadura, que já deitou raízes por essas bandas por mais de duas décadas, é de um descalabro absoluto. 

Com tamanha estupidez seus mentores agridem a sociedade por tentar tirar dela o direito fundamental de escolha dos governantes. 

Qualquer democracia, mesmo imperfeita, se conserta com doses cavalares de mais democracia, com maior participação de todos os cidadãos. 

Quem vivenciou o drama dos porões da repressão sabe que a arma para os problemas de uma nação livre e em sintonia com o mundo é o voto. É muito fácil se pedir a ditadura quando existe democracia, mas a equação contrária não funciona. 

Há um estado latente de indignação permanente por aqui e é natural, até esperado, que seja assim diante do desarranjo político, econômico e social que vivemos. 

Mas nada há de substituir o bom-senso e o equilíbrio das ações contra a arruaça praticada por uma minoria que veio ao ataque.

































EXTRAÍDADEROTA2014BLOGSPOT

OS PATRIOTAS TRABALHADORES CAMINHONEIROS SÃO CULPADOS?

Euro Brasílicico Vieira Magalhães - Ten Cel Ref  Fab
QUEM ROUBOU O BRASIL DURANTE 3 DÉCADAS?
QUEM SÓ FEZ POLITICAGEM, NEPOTISMO E APADRINHAMENTO, INCHANDO A MÁQUINA PÚBLICA E OS GASTOS PÚBLICOS????
QUEM AUMENTOU A DÍVIDA PÚBLICA TOTAL DE MENOS DE 100 BILHÕES PARA MAIS DE 5 TRILHÕES?
QUEM DOOU (VENDEU),PARA AMIGOS E TESTAS DE FERRO, a preços de banana, NOSSAS MAIORES, EFICIENTES e RICAS EMPRESAS???
QUEM DETERIOROU QUASE TODAS AS NOSSAS INSTITUIÇÕES PARA BENEFICIAR GRANDES EMPRESAS E ASSIM GANHAR GORDAS PROPINAS???

QUEM DOOU O DINHEIRO DO POVO TRABALHADOR BRASILEIRO AOS PAÍSES COMUNISTAS E DITADURAS???
QUEM PROVOCOU A QUEBRADEIRA DE TODOS OS ESTADOS (OU CAPITANIAS HEREDITÁRIAS) DO PAÍS?
QUEM DEIXOU CRIAREM RANTIS MUNICÍPIOS SEM AS MENORES CONDIÇÕES DE SEREM AUTOSSUFICIENTES?
QUEM DEIXOU CHEGAR A MAIS DE 5000 MUNÍPIOS QUEBRADOS E DEPENDENTES DO GOVERNO FEDERAL???
QUEM DESTRUIU A NOSSA SEGURANÇA PÚBLICA?
FORAM OS CAMINHONEIROS???
FOI O POVO BRASILEIRO TRABALHADOR???
FORAM AS FORÇAS ARMADAS???
SERÁ QUE ALGUÉM AINDA DUVIDA QUE OS MAIORES CULPADOS DE TUDO TÊM SIDO OS GOVERNOS OLIGÁRQUICOS, COMUNISTAS E CORRUPTOS???
Não podemos mais TOLERAR ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS em nossa POLÍTICA, onde TODOS os PARTIDOS ESTÃO ENVOLVIDOS!
CONVOCAMOS NOSSAS FORÇAS ARMADAS PARA UMA INTERVENÇÃO GERAL EM TODO O BRASIL!
Tudo por um Brasil mais ético, justo, civilizado e evoluído para as nossas futuras gerações. É com as ideias que mudaremos o nosso País!
PARABÉNS! CAMINHONEIROS PATRIOTAS! POR ACORDAREM E DEFENDEREM O BRASIL DA LIBERDADE, DA ORDEM E DO PROGRESSO!




Euro Brasílico Vieira Magalhães – Ten. Cel. Ref. FAB, Professor e autor do Livro EVOLUÇÃO CIDADÃ - proposta de um Novo Sistema Político e Organizacional 

"O Tesouro somos nós",

por Ascânio Seleme O Globo
A Petrobras perdeu mais de uma centena de bilhões de reais em valor de mercado ao não negociar o preço do óleo diesel, ignorando inúmeros sinais de estresse financeiro de um dos seus melhores clientes, os caminhoneiros, responsáveis por 70% do consumo. Afinal, que importância têm os clientes se a empresa estava agindo de modo eficiente, exatamente como manda o mercado, protegendo os interesses de seus acionistas? Os mesmos que agora micam com a desvalorização espetacular de suas ações.

O principal acionista da Petrobras, o que mais perdeu dinheiro com a eficiente gestão na empresa, atende pelo nome de Brasil. Fomos nós, leitor, eu e você, que ficamos com o mico. Sairá de nossa poupança mais da metade deste rombo bilionário. Mas isso não incomoda todo mundo. Muita gente que entende de economia e mercado aplaude a Petrobras e diz que ela apenas cumpriu sua obrigação. Aumentar os combustíveis 229 vezes em dois anos foi razoável, dizem os especialistas.

É verdade que a gestão da empresa foi boa, que a tirou do buraco gigante aberto pela administração anterior. Difícil é explicar como a colocou de volta lá. Como a Petrobras não viu o colapso que se avizinhava? Não foi por falta de sinais. O colunista José Casado mostrou na sua coluna de terça passada que oito avisos foram dados por caminhoneiros e transportadoras ao governo desde outubro de 2014. Só não viu quem não quis. E a Petrobras, que é governo, ficou cega e surda diante da agonia de seus clientes.

Qualquer outra empresa negociaria o quanto fosse necessário para evitar perda desse tamanho. Os especialistas dizem que a Petrobras não percebera que a coisa ficaria tão feia. Pode ser, apesar dos avisos repetidos de que a situação era de desespero do outro lado do balcão, pode ser. Mas, mesmo não enxergando muito longe, era claro que acordos prévios evitariam que a situação de penúria dos clientes chegasse ao ponto de ebulição. 

Um acerto de preços era recomendável até mesmo como forma de manter os clientes vivos, e consumindo.

As perdas geradas pela imprevidência da Petrobras ainda estão sendo contabilizadas pelos demais setores da economia atingidos com a paralisação do país. Passa dos R$ 32 bilhões o volume de recursos que deixaram de circular nesses últimos dez dias. A arrecadação de impostos caiu R$ 5 bi no período. As atividades industriais foram reduzidas gradativamente e chegaram a 60% da sua capacidade. Embora o setor não tenha a soma feita, o prejuízo deve estar na casa da dezena de bilhões. A agricultura perdeu R$ 6,6 bilhões; o comércio, em cinco estados apenas, perdeu R$ 3,1 bi; o setor de serviços ainda apresentará a sua conta. O Brasil parou, e o prejuízo é astronômico.

E vem mais por aí. Como a Petrobras não negociou, não foi soltando a pressão da panela aos poucos; afinal, a empresa estava fazendo apenas o que manda o mercado, a explosão ocorreu, e o socorro agora vem na forma de subsídios. Os caminhoneiros ganharam tudo o que pediram, de uma vez só. A pergunta é quem arcará com o custo de mais de R$ 13 bilhões? Ora, a conta sairá do Tesouro Nacional, explicou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. E o que é o Tesouro, caro leitor? O Tesouro somos nós.

Foi Margaret Thatcher quem disse que não existe essa coisa chamada dinheiro público, o que existe é dinheiro arrecadado do bolso dos contribuintes. O Estado não tem nenhuma fonte de dinheiro, a não ser a dos cidadãos. O dinheiro que paga as contas do governo não é do Tesouro, é seu e é meu. Ele apenas é guardado pelo Tesouro para, teoricamente, ser aplicado na melhoria das condições de vida de todos os contribuintes. O dinheiro dos caminhoneiros sairá do Tesouro, nosso bolso, e será depois recomposto por mais impostos, nosso bolso de novo.

O governo, por sua vez, também esperou a explosão para agir. E pagou mais caro na redução de imposto sobre o diesel, na flexibilização do pedágio e com a criação de uma política de preços mínimos para fretes. Acuado, também não soube aplicar o rigor da lei e usar da força quando era flagrante a sua necessidade, como no momento em que a greve foi tomada por “infiltrados”. O ano está perdido, sucumbiu pela eficiente incompetência do governo federal e seu braço petrolífero. Os números do PIB do segundo semestre mostrarão o tamanho do buraco. Mas, tudo bem, temos o Tesouro para pagar a conta.

Ascânio Seleme é jornalista








































extraídaderota2014blogspot

"Equívocos, danos e uma boa proposta",

 por Carlos Alberto Sardenberg O Globo
O governador de São Paulo, Márcio França, candidato à reeleição, propôs o tabelamento do preço do diesel (reduzido) e dos fretes (aumentado). Os governos já tabelaram muita coisa no Brasil — e o resultado foi sempre o mesmo: mercado paralelo, escassez e preços em alta. No caso, além desse precedente, há o fator Petrobras: a empresa não seria obrigada a operar no vermelho?

O governador respondeu: “Não dá para uma empresa brasileira, que também pertence aos brasileiros, querer pensar em dólar”.

Parece fazer sentido, mas é um equívoco enorme. Não se trata de “querer pensar”. O fato é que a Petrobras compra em dólar, vende em dólar, toma empréstimo e recebe investimentos em dólar. Não porque queira. Mas porque não tem como fazer isso tudo apenas em reais.

Na verdade, o governador apenas seguiu ideias, quer dizer, a opinião rala de que políticas “justas” não têm custo. E, no entanto, é claro: se a estatal tem prejuízo vendendo para alguns brasileiros, a conta vai acabar no bolso de outros brasileiros.

Assim como ocorre com o esquema de preços do diesel, o esquema negociado. Serão reduzidos os impostos sobre o óleo diesel, e o governo federal vai subsidiar o combustível, ou seja, vai pagar parte do preço. Portanto, o governo, que está operando com déficit, vai arrecadar menos dinheiro e ter uma despesa a mais.

Vai daí que só tem duas possibilidades. Ou cobra impostos de outros setores ou gasta menos em obras e serviços que atendem outras pessoas.

Não pode aumentar impostos — reagem líderes políticos, assim respondendo a bronca de muita gente. O governo admite, e ministros garantem que não haverá aumento de impostos, mas redução de incentivos.

Incentivo, no caso, significa simplesmente o seguinte: o setor beneficiado paga menos imposto. Retirado ou reduzido o incentivo, o setor inevitavelmente vai pagar mais impostos — chamem isso como quiserem.

Por exemplo, o governo paga aos exportadores 2% do que vendem no exterior. Isso é justificado como o ressarcimento de impostos cobrados no processo de produção. Ok, digamos que é correto, que não se deve exportar impostos. Mas o caso permanece: se for retirado esse incentivo, o exportador vai pagar mais imposto para subsidiar o gasto do governo com o óleo diesel.

Em bom português: é retirar um subsídio para financiar outro subsidio. Ou, aumentar um imposto aqui para reduzir ali.

Exatamente como ocorre com a alegação de que haverá apenas “reoneração” da folha de pagamentos de vários setores industriais. Ora, reonerar com o quê? Com impostos que haviam sido eliminados.

Atenção, subsídios podem ser uma política social: tirar dinheiro de alguns, mais ricos, para financiar outros, mais pobres. Mas precisa ser uma política clara. Dizer que não tem custo é abrir caminho para práticas que tiram do mais pobre — aquele que paga os impostos de consumo e serviços — para entregar a quem não precisa ou que está no fim da fila.

BOA PROPOSTA

No meio de tantos equívocos, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) apresentou uma proposta muito boa para o comércio de combustível. São nove pontos, destacando-se:

permitir que produtores de álcool vendam diretamente aos postos;

permitir que distribuidoras e refinarias sejam proprietárias de postos;

fim da proibição de importação de combustível pelas distribuidoras;

reduzir ICMS, mudando o sistema de cobrança;

permitir os postos de autosserviço, como aqueles dos EUA, nos quais o próprio consumidor passa cartão e abastece.

Tudo para aumentar a competição e reduzir custos.

´NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE

A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou também danos morais.

“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta.Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos, filas nervosas nos postos de combustível — teve muito comportamento na base de cada um por si.

Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos, filas nervosas nos postos de combustível — teve muito comportamento na base de cada um por si.

Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas. Governo fraco, cedendo, também vou buscar o meu — tal foi o comportamento de muita gente.

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista
































extraídaderota2014blogspot

"O jacobinismo liberal de para-choque",

 por Carlos Andreazza O Globo
 O governo negociou mal. Cedeu mal. Entregou o que não tinha. Cedeu de novo — e pessimamente. Entregou o que não podia. Foi para muito além do limite do Tesouro. O governo — sejamos diretos — entregou-se. Não compreendeu a natureza do movimento criminoso. Não se negocia com quem o quer aterrar. O resultado era óbvio — esperado: 
enquanto a Petrobras aponta novamente para o buraco e o ajuste fiscal mergulhou na vala, a interdição do país permanecerá, e ganhará novos agentes. Pioramos. Muito. E o pior ainda virá. Não por falta de avisos. Apavorados, chantageados, Michel Temer e seus covardes deram a senha — fizeram o convite: vem que tem. Há subsídios para todo patriota de classe que bloquear estradas.
O povo apoia os rebeldes da própria causa, né? Ou — provoco — apoia qualquer insurreição contra políticos e governos? (O movimento criminoso, aliás, também é contra a atividade política; mas não se viu um só político tratar o troço pelo que é. Bando de frouxos, ou tirando casquinha ou acoelhados.) Não se engane, leitor. O povo entrou de gaiato. Apoia hoje. Será tarde quando não apoiar mais. Para isso servem as massas de manobra. 
Manobra de quem? A ação bandida que paralisou o Brasil articula interesses de grupos de pressão classistas — inclusive patronais — e de movimentos político-partidários infiltrados e influentes entre os caminhoneiros autônomos, miseráveis instrumentos na disputa eleitoral de poder, pelo controle narrativo da obstrução do país, que opõe bolsonaristas e esquerdistas.
O investimento no caos é asqueroso e evidente: quer-se sequestrar o país, inviabilizar a administração pública e, se possível, derrubar o governo. O irmão caminhoneiro Janot já mostrara o caminho. A pauta do preço do combustível é secundária. O ímpeto está em fomentar a desordem — a anarquia. Tanto quanto óbvio é quem afinal vencerá — a história ensina — uma batalha que instrumentaliza o trabalhador. Não terá sido por falta de aviso.
O lulopetismo, profissional da interdição, já farejou a carniça de oportunidades. Como não se pode classificar os petroleiros de bolsonaristas, a greve anunciada pelo setor não deixa dúvida do que está por vir e de quem assumirá o controle — e o capital político — da barbárie contra o Brasil. A paralisação criminosa a que aderiu a direita cortadora de cabeças, pensando em amealhar votos para o mito em sua versão Chicago Boy, é um convite à impostura e um afago na ideia de Estado centralizador. Ou não teremos ouvido, nos últimos dias, Dilma Rousseff bradar que seu governo não apenas não pilhou e quebrou a Petrobras como tinha o modelo de gestão correto para a companhia?
Essa crise é artificial. Tem agenda — e não é a redução do valor do diesel nem a conquista de melhores condições de trabalho para os caminhoneiros. Os frustrados do “Fora, Temer” tentam faturar a brecha. O caminhoneiro fundador Janot já indicara a trilha. Pela desestabilização nacional, abraçam-se — carta branca ao capeta — os que querem intervenção militar e os que desejam Lula livre. Esse motim — postiço e orquestrado — está a serviço, sejamos objetivos, dos que pretendem, para além de derrubar o governo, botar em dúvida até mesmo a realização das eleições. Pode-se até considerar essa pauta boa. Mas que se a assuma. Melhor a irresponsabilidade e o oportunismo transparentes do que a desonestidade intelectual.
Babaquice fundamental a ser derrubada, pois, é esta segundo a qual o movimento bandido — exclusivamente corporativista — que bloqueou o país encarnaria amplos valores liberais e representaria um marco patriótico, um divisor de águas, na tomada de posição do trabalhador contra a opressão do Estado onipresente. Que uma jornada de vícios estatizantes e classistas como essa que interditou o Brasil, ademais armada em ano eleitoral, seja vendida (e comprada) como conjunto orgânico de insatisfações capaz de mobilizar, de fazer emergir, a partir da consciência individual de caminhoneiros grevistas, uma revolução — nacionalista e de corte liberal — tributária no país é mistificação só possível numa sociedade que renunciou por completo a refletir e se enxergar.
Não importa, pois, a tunga do mundo real: que o governo, para além de anunciar que bancará o fim do PIS/Cofins e da Cide, tenha arriado as calças da responsabilidade para distribuir concessões que beneficiarão exclusivamente uma categoria, mas cuja conta será paga por todos. O liberalismo de beira de estrada, encarnado pelos patriotas de classe, e percebido e incensado pelos sensíveis intelectuais do jacobinismo de para-choque, outra vitória não merecia senão, por exemplo, a reserva de 30% dos fretes da Conab — uma estatal de abastecimento — para caminhoneiros autônomos, sem licitação. Parabéns.
Invista no caos e colha mais Estado. Invista no caos e revitalize — novamente — o lulismo. Invista no caos e eleja a esquerda. Parabéns.
Carlos Andreazza é editor de livros


































extraídaderota2014blogspot

Solução simples: Petrobras precisa refinar mais petróleo e importar menos diesel

Carlos Frederico Alverga
Vamos tentar fazer uma avaliação racional da situação. A Petrobrás reduziu o seu volume de refino. Antes do início da atual gestão, a empresa refinava cerca de 90% do petróleo consumido internamente; agora refina aproximadamente 75%. Desta forma, o Brasil importa cerca de 25% do total do petróleo refinado consumido no território nacional, sendo que a capacidade ociosa das refinarias da Petrobrás está elevada.
Ao optar pelo aumento da importação de derivados já beneficiados (principalmente diesel dos Estados Unidos), a empresa atrelou os preços internos dos derivados às variações do dólar (cambial) e das cotações do barril de petróleo no mercado internacional, duas variáveis sobre as quais o gverno brasileiro não tem qualquer tipo de controle.
UM MEIO TERMO – Longe de defender a política de represamento total dos preços do Governo Dilma, que era uma política inadequada, a atual política de vinculação total/plena dos preços internos dos derivados à variação do dólar e ao preço internacional do barril também não é apropriada. Um meio termo entre esses dois extremos talvez fosse a solução indicada.
Na verdade, a briga é entre os acionistas minoritários da Petrobrás e os empresários das transportadoras, respectivamente os beneficiários e os prejudicados pela atual política de preços para os derivados. A Petrobrás fez essa opção para não ter prejuízo internamente em relação à revenda dos derivados que está importando. Mas o maior prejudicado mesmo é o povo brasileiro, que é o acionista maior da entidade, tendo em vista que a União é a acionista controladora da empresa.
Vejam, estamos exportando petróleo cru (mais barato, porque não beneficiado), para deixar as refinarias subutilizadas e importar derivados beneficiados mais caros, principalmente o diesel americano, o que está contribuindo para o aumento do nosso déficit comercial.

Estamos tendo prejuízo nessa conta. É uma política que contribui para acentuar a nossa vulnerabilidade externa. As pessoas às vezes duvidam do fato de o petróleo ser estratégico, mas essa característica existe exatamente porque, no desabastecimento e na escassez dessa matéria-prima, as relações econômicas e o funcionamento do sistema econômico ficam bastante deteriorados e disfuncionais.


























extraídadetribunadainternet

Governo criou um 'cartel',

diz economista Marcos Lisboa O Estado de S.Paulo
 A decisão do presidente Michel Temer de ceder às exigências dos caminhoneiros e criar uma tabela mínima de fretes para o transporte rodoviário de cargas formará um cartel no País coordenado pelo próprio governo, destacou o economista Marcos Lisboa, presidente da instituição de ensino superior Insper. “O País ficou mais confuso. Você acabou de criar um cartel, coordenado pelo governo”, disse ontem no Fórum Estadão A Reconstrução do Brasil, um País mais amigável aos negócios, realizado em São Paulo.

Para Marcos Lisboa, a possível redução do PIS/Cofins do diesel – uma das medidas anunciadas por Temer na tentativa de pôr fim ao movimento dos caminhoneiros – é mais um modo de tornar o sistema tributário brasileiro ainda mais complexo.
 “O setor privado brasileiro tem sido pródigo em propor soluções estapafúrdias na contramão do ambiente de negócios, como essa (de eliminar o imposto sobre o diesel), e a sociedade acha razoável”, afirmou. “O setor privado bate o tempo todo em Brasília pedindo regime tributário especial. Não tem maior inimigo do empreendedorismo e do crescimento dos negócios do que alguns grupos de interesse do setor privado, e o pior é o Estado fraco que acha que desenvolvimento é dar benesse.”
Lisboa afirmou que, para haver um ambiente de negócios competitivo e que estimule o empreendedorismo no Brasil, é preciso criar um sistema tributário igual para todos os setores da economia. Isso, acrescentou ele, significaria que alguns grupos que hoje pagam menos impostos teriam de pagar mais. “Olha a dificuldade que está restabelecer a reoneração da folha de pagamentos. Então, não temos um sistema caótico à toa. A culpa não está em Brasília, está aqui. Nós somos cúmplices do pesadelo, pois pedimos regimes especiais”, disse ele, que foi secretário de Política Econômica no Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005.
O economista ainda criticou o Simples, regime tributário que beneficia as empresas com faturamento bruto de até R$ 3,6 milhões por ano, e disse não ter conhecimento de um modelo semelhante em outro país. “Em geral, o benefício é para o microempreendedor (com faturamento) de US$ 100 mil.”
Reforma. Os regimes especiais de tributação também foram alvo do secretário de Promoção de Produtividade e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, João Manoel Pinho de Mello, durante o evento. Segundo ele, a existência de vários desses regimes é uma dificuldade para que se crie consenso político para uma reforma tributária. “Se a produção é tão prejudicada pela estrutura tributária, deveria haver consenso político para a reforma. Por que não há? Todo mundo reclama do nível da carga, mas temos de ver quanto cada um paga. Temos mais de 40 regimes de tributação que diminuem a carga para alguns setores. Talvez seja por isso que ainda não se teve um consenso para a reforma.”
Segundo Pinho de Mello, o governo está prestes a apresentar um sistema não cumulativo para o PIS/Cofins, com a intenção de “começar pequeno” para mostrar para a sociedade que o modelo funciona. “Idealmente eu gostaria de mudar tudo, mas talvez querer mudar tudo ao mesmo tempo é a deixa para não conseguir mudar nada”, disse
Empreendedor. A diretora da organização de apoio ao empreendedorismo Endeavor Brasil, Camilla Junqueira, que também participou do debate, lembrou que a complexidade do sistema tributário é um dos maiores entraves para o empreendedor no País. Segundo ela, a falta de transparência e previsibilidade do sistema é um problema maior do que a carga de impostos em si (leia mais abaixo). Entre os empecilhos, ela também citou a burocracia para se abrir e fechar uma empresa e a dificuldade no acesso ao crédito.
PARA LEMBRAR
Estado tem promovido, desde fevereiro, uma série de fóruns na capital paulista para debater os possíveis caminhos para a reconstrução do Brasil, tendo em vista as eleições de outubro. Já ocorreram quatro eventos, que tiveram a participação de gestores públicos, líderes políticos e representantes da sociedade civil. Mais dois encontros estão marcados para julho e agosto. Já participaram convidados como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os juristas Nelson Jobim e Eros Grau, as economistas Ana Carla Abrão Costa e Elena Landau e o ex-ministro da Fazenda Antônio Delfim Netto. O nome da série faz referência ao livro A Reconstrução do Brasil, que reúne uma série de reportagens publicadas entre setembro de 2016 e janeiro de 2017.














extraídaderota2014blogspot

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More