Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Reflexões sobre a política econômica de FHC e as pedaladas de Dilma

Carlos Frederico Rubino Polari de Alverga

Após a eleição presidencial de 1998, no início de 1999, o Brasil sofreu um ataque especulativo contra sua moeda, o real. O mercado apostava que o governo brasileiro defenderia a taxa de câmbio controlada que havia sido um dos principais fundamentos da estabilização monetária do Brasil, a denominada “âncora cambial”, base do Plano Real, lançado em 1º de julho de 1994.
O mercado acertou e o Banco Central nacional elevou a taxa de juros a 45% ao ano, para conter a saída maciça de capitais e tentar impedir a desvalorização cambial, a qual teria repercussões desastrosas sobre o controle da inflação, apontada como principal conquista política e econômica dos governos FHC.
A política monetária restritiva, caracterizada pelas elevadas taxas de juros praticadas no primeiro mandato de FHC no poder, fez com que a dívida pública brasileira dobrasse como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), passando de 30% do PIB em 1995 para 60% do PIB em 1999. O economista Paulo Nogueira Batista Júnior caracterizou a política econômica adotada durante e após o Plano Real como sendo de “estabilização monetária e desequilíbrio externo”, consequência da adoção da “âncora cambial” como principal mecanismo de combate à inflação.
INFLAÇÃO CONTROLADA
Com a supervalorização do real, o Governo conseguia manter a inflação controlada, praticando concomitantemente políticas complementares, como a abertura comercial e a desindexação da economia. Entretanto, essa política tinha efeitos colaterais, na medida em que a política cambial adotada causava acentuado déficit comercial, devido ao câmbio valorizado que barateava as importações, aumentando-as, e encarecia as exportações, reduzindo-as, resultando em expressivo déficit comercial e, por extensão, em déficit no balanço de transações correntes do balanço de pagamentos.
Devido a isso, era necessário compensar o déficit comercial nas transações correntes com superávit na conta de capital do balanço de pagamentos, o que era obtido mediante a política monetária restritiva de elevadas taxas de juros, que atraía capital externo que realizava a “arbitragem”, ou seja, auferia o lucro financeiro de tomar empréstimos a baixas taxas de juros internacionais e emprestar o dinheiro para o governo brasileiro a altas taxas de juros internas.
Outra consequência dos juros elevados foram as altas taxas de desemprego que ocorreram no primeiro mandato de FHC, caracterizando os custos sociais da estabilização monetária.
SITUAÇÃO DELICADA
Desta forma, em janeiro de 1999 a situação econômica brasileira era bastante delicada, tendo em vista que a dívida pública havia dobrado como proporção do PIB e a política monetária do Banco Central, presidido por Gustavo Franco, de elevar a taxa básica de juros para 45% ao ano na tentativa de defender a taxa cambial e conter o surto inflacionário, agravou ainda mais a já precária situação fiscal.
Nessa tentativa de manter a taxa cambial, o BC presidido por Franco vendeu bilhões e bilhões de dólares das reservas, ao mesmo tempo em que aumentava o endividamento do país. Essa combinação de queda das reservas com incremento da dívida foi a receita da crise cambial, ou seja, da falta de dólares para pagar os compromissos internacionais com os credores.
Com ajuda de Bill Clinton, o Brasil obteve o empréstimo de emergência de cerca de US$ 40 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e foi obrigado a iniciar a política de obtenção de superávit primário, para assegurar o pagamento do serviço da dívida (amortização + juros) e também a adotar uma Lei de Responsabilidade Fiscal para evitar novos descontroles.
RESPONSABILIDADE FISCAL
Pode-se considerar que a política monetária restritiva no primeiro mandato de FHC contribuiu para deteriorar as finanças. Mas a lei de Responsabilidade Fiscal implantou saneadores controles sobre as despesas públicas com pessoal ativo e inativo, concessão de subvenções ao setor privado, dívida mobiliária e contratual, concessão de garantias e assuntos correlatos.
Também pertinente à gestão fiscal, o art. 164 da Constituição proíbe o Banco Central de financiar e conceder empréstimos ao órgão que executa a política fiscal da União, que é a Secretaria do Tesouro Nacional, em cuja conta única são depositados os recursos oriundos da tributação no Brasil e de cuja conta única são efetuados os dispêndios, as despesas públicas previstas no orçamento da União. Foi daí que surgiram as agora famosas pedaladas.





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"Ministros envolvidos no petrolão deveriam se afastar",

por Merval Pereira O GLOBO
A delação de Ricardo Pessoa traz um problema seríssimo para o governo e ainda pegou outros partidos de raspão. Mas por que Aloysio Nunes e  Julio Delgado receberiam um pixuleco da Petrobras?
Não tem lógica o PT querer misturar quem não é da base do governo, querer confundir as coisas.
A questão não é dar o dinheiro; é quanto desse dinheiro foi desviado da Petrobras. Isso é o que está sendo investigado.

Pelas delações, o PT orientava os empresários a fazer doação legal do dinheiro desviado da Petrobras. Eles estavam lavando o dinheiro no TSE.
Os dois ministros envolvidos, ambos com gabinetes no Palácio do Planalto, deveriam pedir demissão ou se afastar enquanto se investiga o caso. Se não saírem, a crise vai ficar no Planalto.






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Cínica, "Dilma acusa o acusador",

por Bernardo Mello Franco Folha de São Paulo

Dilma Rousseff aderiu à tática de desqualificar os delatores do petrolão. É um truque antigo: em vez de esclarecer o conteúdo da acusação, ataca-se o acusador. 
Foi o que ela fez ao criticar o empreiteiro Ricardo Pessoa, que ajudou a bancar sua campanha, foi preso por corrupção e agora colabora com as investigações da Lava Jato.
A presidente está irritada. Nesta segunda, comparou o empresário a Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira, e aos dedos-duros da ditadura militar. "Eu não respeito delator. Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é", afirmou, em Nova York.
O discurso afronta a história do Brasil e a inteligência do eleitor. Dilma não é Tiradentes, e o que seus aliados fizeram na Petrobras nada tem a ver com a luta dos inconfidentes. Da mesma forma, as investigações da Lava Jato não guardam semelhança com os abusos dos militares.
Os réus do petrolão respondem a processos na democracia. Alguns fecharam acordo com a Justiça para entregar outros criminosos em troca da redução de pena. O mecanismo é usado em diversos países para desmontar quadrilhas. Se mentir, o delator perde o direito ao benefício.
Dilma conhece bem a diferença, porque foi vítima de torturas na ditadura e sancionou, há menos de dois anos, a lei que estabeleceu as regras da colaboração premiada. Aliás, o texto deixa claro que ninguém pode ser condenado apenas com base no depoimento de réus confessos.
Ao atacar o empreiteiro que patrocinou sua eleição, a presidente deixou de explicar se as doações estavam ligadas a fraudes na Petrobras, como ele disse aos procuradores. Também ficou devendo um comentário sobre as menções a mais dois ministros de seu governo, os petistas Aloizio Mercadante e Edinho Silva.
Antes de o dono da UTC abrir o bico, quatro ex-ministros de Dilma já eram investigados na Lava Jato: Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Edison Lobão e Mario Negromonte.
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Dinheiro e eleições são incompatíveis

Carlos Chagas

É crime desviar dinheiro da Petrobrás para empreiteiras pagarem propina a políticos e a partidos, visando manter e ampliar contratos superfaturados com a empresa. Mas não será crime, também, candidatos comprarem votos com esses recursos podres para eleger-se, distorcendo o processo eleitoral?
Está na hora de o Congresso rever fundamentalmente as regras do jogo. A Câmara deixou de votar a proibição de empresas doarem para partidos, ainda que não possam mais fazê-lo para candidatos. Como o Supremo Tribunal Federal interrompeu o julgamento da questão, quase um ano atrás, continuamos diante da prática criminosa de eleições compradas. De mandatos adquiridos pelos mais ricos ou pelos que recebem, direta ou indiretamente, através dos partidos, dinheiro para iludir o eleitor.
Dirão inocentes e acomodados que no resto do mundo é assim. Em países como os Estados Unidos, nem mesmo há propaganda gratuita pelo rádio e a televisão, podendo os candidatos comprar tempo a peso de ouro, na medida de suas posses e das doações recebidas. De quem? Das corporações e empresas que lá, como cá, fazem apenas investimentos para cobrar depois da eleição, em termos legislativos e executivos, junto aos que ajudaram a eleger.
Deve-se cortar o mal pela raiz, ainda que não pareça tão fácil quanto iludir o eleitorado com falsas promessas. Porque eleições como as que realizamos exalam mau cheiro. Muita gente vota por ideologia, propostas e preferências capazes de bissextamente ser honestas, mas a maioria do eleitorado deixa-se influenciar pelas campanhas milionárias movidas a dinheiro sujo.
Fazer o quê? Parece difícil encontrar a saída para evitar essa distorção celerada, coisa que apenas se conquistará com a educação do eleitor, a longo prazo. É preciso, porém, começar a tentativa. Será que uma fiscalização profunda sobre os candidatos que fazem do dinheiro, podre ou não, a razão de seus mandatos, limitaria o abuso? Por que não torná-los inelegíveis? Teria a Justiça Eleitoral condições para identificá-los e afastá-los durante as campanhas?
REPRESENTAÇÃO CANHESTRA
Do jeito que o processo se desenvolve teremos sempre uma representação canhestra. Já se tentou a experiência de bancadas classistas, no passado. Não deu certo porque a compra de votos também chega às categorias e sindicatos. Acresce que modificações necessárias na lei eleitoral serão promovidas pelos legisladores viciados pelo sistema vigente, infensos a mudar de verdade o festival de corrupção. Ainda este mês tivemos prova disso, com a votação da reforma política na Câmara. Imaginar a correção pelo Supremo Tribunal Federal seria quebrar a harmonia e a independência entre os poderes, ainda que para preencher o vazio da omissão do Congresso.
Assim estamos a um ano das eleições municipais e três das eleições nacionais. Tempo sempre haverá para o aparecimento de fórmulas que, senão perfeitas e ideais, ao menos possam significar o aprimoramento. São incompatíveis dinheiro e eleições.





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Lula destrói o frágil o relacionamento entre o PT o governo

Carlos Newton

De repente, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva está de volta à política, numa perfomance avassaladora. No desespero para evitar o aprofundamento das investigações da operação Lava Jato, Lula mostra que está disposto a tudo e não respeita ninguém, vai atropelando quem estiver pela frente.
Enquanto a presidente Dilma Rousseff corta um dobrado nos Estados Unidos, tentando convencer o governo e os investidores a darem uma chance ao Brasil, Lula assume o governo paralelo em Brasília, convoca o marqueteiro João Santana, que está trabalhando na campanha presidencial da Argentina, e determina a ele que o próximo programa do PT na televisão se transforme numa reação do partido à Lava Jato.
Depois, se reuniu com a direção petista e com as bancadas no Congresso, para determinar como será o comportamento do PT daqui para frente.
É como se o governo e o partido subitamente passassem a ser varridos por um tsunami político, sob alegação de que não se pode mais suportar o massacre das investigações sobre corrupção.
O DITADOR SOLITÁRIO
Lula tem temperamento ditatorial, não ouve ninguém, seu apreço à democracia é uma peça de ficção. Desde a criação do PT, jamais permitiu que surgisse uma liderança que pudesse lhe fazer sombra, o partido é dele e estamos conversados.
Na reunião de segunda feira, 29, , exigiu que deputados e senadores sejam contundentes na defesa do governo e do partido, subindo à tribuna ou dando entrevistas contra as “arbitrariedades” do juiz Sérgio Moro, que tem mantido na cadeia empresários e representantes do PT, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, para forçá-los à delação premiada, na versão lulática.
Antes da reunião, já tinha mandado o PT convocar três ministros de Dilma – José Eduardo Cardozo, da Justiça, Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, e Rubens Barbosa, do Planejamento.
SONHAR NÃO É PROIBIDO
Lula pretende que o partido obrigue Cardozo a interferir na Polícia Federal, para que as investigações poupem o PT e levantem a corrupção dos partidos de oposição, especialmente o PSDB. Quer exigir de Rossetto uma grande pressão dos movimentos sociais a favor do governo e do PT. E pretende que Barbosa amacie o ajuste fiscal, para atende as centrais sindicais, como se fosse obra fácil.
Na sua ignorância sesquipedal, Lula desconhece que Cardozo não manda na Polícia Federal e também não sabe que desde o início as investigações não são feitas apenas pela PF, mas pela força-tarefa, que inclui a Procuradoria da República, regional Paraná. Além disso, até agora não entendeu que é a força-tarefa que pede as prisões, o juiz Sérgio Moro apenas despacha favoravelmente.
Lula também não percebe que Rossetto e Barbosa sonham em atender os movimentos sociais e as centrais sindicais, mas não têm encontrado receptividade, em função da crise política, econômica e moral do governo. De que adianta pedir o que eles já tentam fazer e não conseguem?
NINGUÉM ENFRENTA LULA
O pior é que, no PT e no governo, ninguém tem coragem de enfrentar Lula. Nem mesmo a presidente Dilma Rousseff, que logo atendeu a conclamação dele e comprou uma briga com a Justiça, ou afirmar ontem que não respeita delator. Tentar desmoralizar a Justiça não é papel de chefe de governo, especialmente numa crise tão delicada. Dilma se precipitou.
Por fim, não se sabe as reais consequências desta tresloucada estratégia made in Instituto Lula, mas pode-se dizer, sem medo de errar, que o primeiro resultado será destruir o frágil relacionamento que ainda existia entre o PT o governo.




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Lula esquece que, ao aplaudir Vaccari, o PT perdeu sua força

Pedro do Coutto
O ex-presidente Lula partiu para Brasília, na ausência da presidente Dilma Rousseff, na tentativa de articular uma tomada de posição mais firme, de parte da bancada e dos ministros do Partido dos Trabalhadores, na defesa do governo. Para Luis Inácio Lula da Silva – revela a reportagem de Andréa Sadi, Giuliana Valone, Renato Agostini e Thays Bilency, Folha de São Paulo de 29 – está faltando energia à legenda. Mas como poderia haver energia depois que o partido aplaudiu João Vaccari Neto durante o encontro de Salvador?
Quem são os acusados de pressionarem empresários em busca de “doações”? Entre eles desponta exatamente João Vacari, ex-tesoureiro do PT, no mesmo grupo do qual faz parte o ministro Edinho Silva, frontalmente acusados pelo engenheiro Ricardo Pessoa em seu dramático episódio de delação premiada que obteve. Assim, depois de aplaudir Vaccari (por mais de uma vez), o PT não só perdeu seu crédito para qualquer investida política, mas também sua força moral, exceções confirmando a regra.
Sobretudo porque há de se distinguir entre doações e extorsões. Quando alguém, ao receber dinheiro, picota anotações originais especificando os valores, claro, não está agindo dentro da lei. A busca pela destruição ou ocultação de provas revela diretamente o caráter criminoso da atitude. Vaccari tornou-se réu confesso. E os aplausos que seu nome recebeu, para onde vão? São inevitavelmente transferidos para a conta de uma agremiação que já foi dos trabalhadores.
CHANTAGEM E CORRUPÇÃO
Estabelecendo-se a diferença essencial entre doação e extorsão, surge a imagem da chantagem e da corrupção. Esta abrangendo os falsos doadores, pois quanto conseguiram aumentar os termos aditivos dos contratos para pagar as extorsões? Conseguiram elevar por várias vezes as quantias desembolsadas. Assim, os desembolsos resultaram em lucros. Quem pagou a metamorfose? A economia brasileira, a população, portanto, todos nós. E
Outra pergunta: como ficam os que perderam o emprego em decorrência da gigantesca corrupção realizada? Mas qual será a resposta da presidente Dilma Rousseff? Não somente quanto aos ladrões denunciados, porém também relativamente à ação iniciada em Brasília pelo ex-presidente Lula? Sim. Porque o que acontece, é a presença do ex-presidente preenchendo um vazio que isola a legenda, traída por uma série de desonestos  que comprometeram a identidade política de um partido, a legitimidade de sua atuação, além de manchar e desacreditar a imagem atual do governo. Dose para dinossauro, evidentemente.
FACE OCULTA
Ricardo Pessoa abriu a cortina que envolvia os porões do poder, iluminando-os e expondo sua face oculta à opinião pública. Nos Estados Unidos, Dilma busca reencontrar a estrada para o êxito, cada vez mais distante. Cada vez mais distante porque, se não se livrar dos falsos aliados, não conseguirá voltar à superfície. Como os falsos amigos, os falsos aliados são uma ameaça permanente, como os fatos, através da história, comprovam numa sequência tão impressionante quanto invariável.
Dilma Rousseff tem que, por si, tentar pelo menos retomar o espaço perdido e sordidamente ocupado por extorquidores. Além disso, como titular do poder, não pode aceitar dividI-lo com seu grande eleitor e antecessor no Planalto. Simplesmente porque, como me disse um dia o presidente JK em entrevista para o Correio da Manhã, o poder não se divide. Quando isso ocorre, ele acaba desabando. E desabamentos não interessam à democracia nem à liberdade. Amém.







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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Jornalistas são atacados após flagrarem filho caçula de Fidel em resort de luxo na Turquia

O filho caçula do ex-líder cubano Fidel Castro se envolveu em situação polêmica num resort de Bodrum, na Turquia. De acordo com meios da imprensa local, Antonio Castro Soto del Valle alugou cinco suites de diárias de US$ 1 mil para 12 acompanhantes, após chegar em um iate alugado na grega Mykonos. Pouco depois, um guarda-costas dele flagrou repórteres e fotógrafos e partiu para cima deles.
De acordo com a revista “Gala”, o repórter Yasar Anter, da agência Dogan, foi atacado por um segurança cubano após filmar o filho, e a delegação de Antonio fugiu do local em um carro. Um turco, que seria guia ou guarda-costas, acabou interrogado pela polícia.

Nesta segunda-feira, a “Gala” publicou novas imagens e relatos do episódio. A revista ironizou a ausência de explicações para a procedência dos fundos utilizados para pagar a visita de luxo do filho de Fidel.

Aos 46 anos, Antonio Castro é médico, presidente da federação cubana de beisebol e número dois da federação internacional do mesmo esporte. Ele é apelidado internacionalmente de “O padrinho” (ou “O poderoso chefão”), por seus contatos com empresários interessados em Cuba.

As chancelarias cubana e turca não se pronunciaram sobre o ocorrido.
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ESTRANHO PAÍS QUE ELEGE A MENTIRA E DEMITE A VERDADE

O colunista Felipe Moura Brasil, em seu blog da Veja, reaviva em nossa memória as previsões feitas, entre outros, por Sinara Polycarpo durante a campanha eleitoral de 2014.
Na ocasião, Sinara era funcionária do Banco Santander e anunciou, em circular enviada aos clientes do banco, que num eventual segundo mandato de Dilma "O cambio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam a alta e o índice Bovespa cairia, revertendo parte das altas recentes".
O petismo reagiu furiosamente. Lula engrossou: "Essa moça não entende porra nenhuma de Brasil e de governo Dilma. Manter uma mulher dessas num cargo de chefia, sinceramente... Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim."
A moça foi demitida. E o que aconteceu de lá para cá? "O dólar subiu 23%, a taxa de juros saltou para 11% e o Ibovespa chegou a cair 15 mil pontos", registra Felipe Moura Brasil, com dados do Infomoney.
O que mais me impressiona é saber que apesar disso tudo ainda existe quem saia em defesa desse governo. Ou são patetas ou são cúmplices.






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A REFORMA POLÍTICA É UMA MIRAGEM

por Antônio Augusto Mayer dos Santos
 Carecendo de tradição democrática mais profunda, o país que está na sétima Constituição Federal em menos de um século e meio de república necessita redefinir seu formato politico-institucional. O atual não convence mais. Não funciona mais. Não satisfaz mais. Mas segue inabalado.
Mas qual, dentre tantos, seria o adequado? Aquele que melhor conciliar as características nacionais. Para isso, é essencial levar em conta que não há sistema perfeito que tenha satisfeito, satisfaça ou vá satisfazer a unanimidade. Por quê? Porque como tudo na vida, cada um contém os seus defeitos e virtudes, em maior ou menor escala. No Brasil não é diferente. Basta referir que conceitos como cidadania e mandato, ainda que muito abstratos e não chegando ao cotidiano da maior parcela da população, não a impedeM de atribuir níveis acachapantes de desconfiança e rejeição à política e aos políticos a cada pesquisa de opinião que é realizada.
O lamentável é que mesmo diante dessa penúria, a reforma política é apenas uma miragem, uma palavra solta sem conexão. Só existe na teoria, na retórica das entrevistas, das frases-feitas e dos bordões de campanha. Nunca foi objeto de uma agenda parlamentar realmente ambiciosa e conclusiva. Transformada numa espécie de obsessão nacional adornada com argumentos sedutores, foi amesquinhada, virou palavrório, bolor e até piada. Ninguém acredita na sua efetivação. Da distante Comissão Temporária instalada em junho de 1995 para cá, vinte anos e seis legislaturas escoaram sem qualquer mudança, embora o Congresso Nacional tenha produzido um volume considerável de projetos dotados de potencial reformador.
O cenário de falcatruas e de dinheirama desviada evidencia que nem os abalos institucionais mais recentes geraram aprendizado para efetivá-la. Porém, não obstante um parlamento integrado por maiorias auto-interessadas e eficientes na blindagem do modelo atual para sobreviver eleitoralmente, há espaço para reações. Essa fadiga levada quase à exaustão pode ser um campo fértil para pautas menos intrincadas e mais convincentes.
As últimas propostas votadas na Câmara dos Deputados não qualificam a democracia brasileira. Trabalhosa mas possível, a edificação de uma nova engrenagem representativa depende do interesse dos cidadãos não apenas exigi-la como saber de que maneira isso pode realmente aperfeiçoar a modesta democracia do Brasil. Do contrário, o tema continuará raso e saltitando de legislatura em legislatura, como se fizesse parte de uma peça teatral monótona e de longa temporada onde cada ato repete o anterior e não empolga quem assiste mais do mesmo.
Advogado de Direito Eleitoral





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O PT e suas falácias -

 EDITORIAL O ESTADÃO
Após a homologação pelo STF da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono das construtoras UTC e Constran e apontado como articulador do cartel de empreiteiras acusado de atuar no escândalo da Petrobrás, o PT tenta se defender com todos os recursos disponíveis das suspeitas que recaem mais pesadamente do que nunca sobre a rapaziada. Mobiliza uma ampla rede de militantes na internet, desmente tudo com hipócrita indignação e, no último fim de semana, escalou para falar ministros acusados de se beneficiarem da roubalheira. O repertório petista, quase sempre baseado no princípio de que a melhor defesa é o ataque, torna-se mais falacioso à medida que a pressão sobre o partido aumenta.

Um recurso recorrente da contraofensiva petista é a tentativa de desqualificar o instituto da delação premiada, colocando os denunciados na posição de vítimas de malvados fora da lei que pretendem apenas aliviar a própria culpa. Quem concorda em fazer um acordo de delação tem a intenção de, em troca, ver reduzida a pena a que vier a ser condenado. É o caso do próprio Ricardo Pessoa, que já se beneficia da prisão preventiva domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica. O que os petistas não contam é que uma delação premiada só é homologada pela Justiça – como o fez o ministro Teori Zavascki com o depoimento de Pessoa – após a comprovação de uma base factual que dê credibilidade às denúncias. Se o juiz entender que as denúncias são improcedentes, o acordo é anulado. Quer dizer: delator mentiroso não ganha nada com isso.

Outra esperteza petista, incorporada a seu discurso desde que o PT chegou ao poder e passou de estilingue a vidraça, é tentar se eximir de culpas com o argumento descarado de que seus adversários cometem exatamente os mesmos malfeitos que lhe estão sendo atribuídos. É a isonomia às avessas, segundo a qual todos são iguais não perante a lei, mas perante o crime: se meu adversário pode roubar, eu também posso.

Foi partindo exatamente desse raciocínio – de que roubar não faz mal porque todo mundo rouba – que o presidente Lula impôs, em nome da governabilidade, o peculiar “presidencialismo de coalização”, que justificou o PT ter renegado toda sua pregação histórica pela probidade na vida pública para se aliar aos mais notórios corruptos da política brasileira. De outra maneira, argumentam até os petistas bem-intencionados, “é impossível governar”. Deu no que está aí.

Outro truque a que os petistas – como, de resto, os políticos em geral – recorrem na maior caradura é garantir, invariavelmente, que todo o dinheiro recebido de empresas privadas constitui “doação legal” e “devidamente registrada” na Justiça eleitoral. Ora, o fato de uma doação estar registrada na contabilidade oficial do partido nada prova em relação a sua origem. É sabido, por óbvio, que nas relações com o poder público os empresários não fazem doação, mas um investimento que esperam recuperar com boa margem de lucro. E esse investimento pode ser o produto de chantagem ou das “regras do jogo”, como alegam os cínicos. Investigações como as que estão sendo realizadas com rigor e empenho pela Operação Lava Jato estão servindo para esclarecer de onde vieram as “doações legais” que alimentam os cofres partidários.

É óbvio também, quando se trata de receber “doações”, que quem está no governo leva enorme vantagem sobre quem não está e, portanto, pouco ou nada tem a oferecer em troca. Não é por outra razão que, na mamata da Petrobrás, o propinoduto estava montado para jorrar “doações” e “recursos não contabilizados” – para usar a expressão consagrada pelo primeiro tesoureiro petista a ir para a cadeia – nos cofres do PT e de seus dois principais aliados no governo, o PMDB e o PP.

Acusado por Ricardo Pessoa, o ministro Edinho Silva, chefe da Comunicação Social da Presidência, fez um bom resumo de todos os argumentos falaciosos do PT, ao protestar contra as “mentiras divulgadas pela imprensa”: “Causa-me indignação a tese de criminalização seletiva das doações da nossa campanha (de Dilma, em 2014). E acho estranho suspeitas colocadas apenas sobre as doações legais da campanha da presidente Dilma, enquanto outros partidos também receberam”. Se a defesa da elite do PT ficar nisso, as cadeias vão lotar.











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PÁTRIA DESEDUCADORA

por Percival Puggina. 
 "Ao bradarmos "BRASIL, PÁTRIA EDUCADORA" estamos dizendo que a educação será a prioridade das prioridades, mas também que devemos buscar, em todas as ações do governo, um sentido formador, uma prática cidadã, um compromisso de ética e um sentimento republicano". (Presidente Dilma, discurso de posse, 01/01/2015)
 
 Como é inconsistente e distante da realidade o compromisso do governo de Sua Excelência com a ética! E vale o mesmo para o "sentimento republicano" e para a tal "prática cidadã", seja lá isso o que for. Treze anos de governo petista só serviram para desnortear moralmente a sociedade e semear descrédito nas instituições mediante exemplos, palavras e atos. O governo mente, faz o que não deve, não faz o que deve, cerca-se de péssimas companhias, ele mesmo é muito má companhia, corrompe, se deixa corromper e acusa os demais daquilo que faz. Na inepta frase presidencial, contudo, há outro aspecto e é nele que quero me deter.
 A presidente disse que a educação será a prioridade das prioridades e que para essa tarefa convergirão as ações do governo. Aparentemente, ninguém a advertiu para o fato de que a sociedade não pediu ao Estado para ser por ele "educada". O que a sociedade espera do sistema público de ensino é que cumpra, dentro das salas de aula, nas escolas, o papel de transmitir à juventude brasileira ensinamentos úteis à vida na sociedade contemporânea e à realização das potencialidades de cada indivíduo. Para variar, é tudo ao contrário do que a presidente e seu partido fazem. Por isso seguimos dilapidando preciosos recursos humanos e perdendo tempo na imprópria tarefa de "construir sujeitos" e de preparar "agentes de transformação social"! Chega de construtivismo, de Paulo Freire e de Emilia Ferreiro (até os argentinos já perceberam o estrago que o método da conterrânea causou à alfabetização no seu país). "Chega de Piaget e de Vygotski!", me assopra num antigo texto o sociólogo e jornalista José Maria e Silva.
 Eu sei que o parágrafo acima escandalizará setores do meio acadêmico brasileiro, especialmente nos cursos voltados à formação de professores. Eu sei. Ali, multidão de mestres e doutores ensina os futuros professores dos nossos jovens que a transmissão de conhecimentos, de conteúdos, será apenas parte, e parte pouco relevante, de seus quefazeres profissionais. Por isso, em nosso país, não se ensina História, mas leituras ideologicamente convenientes de fatos históricos. Não se ensina geografia, mas geografia política em conformidade com a sociologia e com a política que convém ao uso revolucionário da rede escolar. Pouco e mal se ensina língua portuguesa porque o uso correto do idioma é instrumento de dominação e desrespeito à cultura do "sujeito educando". E não se ensina matemática, talvez por ser conteúdo exigente, que dispersa energias revolucionárias.
 Aferir resultados é uma imposição da razão a toda atividade humana. Não haveria de ser diferente no sistema de ensino. E o que esse sistema proporciona ao Brasil é tão ruim que chega ao absurdo de repelir o mérito e de manter um compromisso com a mediocridade, da base ao topo do sistema. Enquanto na minha infância, no piso da pirâmide, as crianças eram alfabetizadas em poucos meses, passadas seis décadas, esse objetivo não é alcançado por muitos sequer em três anos. Pesquisa do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa revelou, em 2012, que 38% dos estudantes universitários não dominavam "habilidades básicas de leitura e escrita", qualificando-se como analfabetos funcionais. No topo da pirâmide, na produção acadêmica, o Brasil responde por apenas 1% da obra científica mundial de maior qualidade, segundo a revista Nature. O Chile, com 8% da população brasileira, produz mais artigos científicos do que o Brasil. No entanto, enquanto nós gastamos nisso US$ 30 bi, o Chile gastou US$ 2 bi. A ineficiência no uso dos recursos, entre 53 países analisados, nos coloca em 50º lugar.
Não vejo como se possa mudar essa realidade quando ela decorre do projeto político, ideológico e pedagógico há muito em curso no Brasil. Esse projeto, anterior ao PT, levou-o ao poder. Por isso, em relação ao Plano Nacional de Educação, o próprio Lula reconheceu que ele é "a chance de começar uma revolução no país". A presidente sabe disso tão bem quanto eu e você.





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‘Ou PMDB se afasta ou vai para o volume morto’

Com Blog do Josias - UOL

O estilhaçamento da imagem de Dilma Rousseff leva apreensão à cúpula do PMDB. Neste início de semana, caciques do partido analisarão a conjuntura em conversas com o vice-presidente Michel Temer, hoje no exercício da Presidência. Ainda é majoritária na legenda a ala que reage à crise com presença de espírito. Mas a dissidência, que prefere a ausência de corpo, decidiu elevar o timbre.
“Ou o PMDB se afasta desse governo ou vai para o volume morto junto com a Dilma”, diz o ex-ministro Geddel Vieira Lima. “O PMDB fala que vai para uma candidatura própria em 2018. Para fazer isso, precisa se afastar do governo agora e explicar as razões. É preciso apresentar alternativas. Do contrário, é melhor parar com essa hipocrisia de candidatura própria. Vamos para o volume morto.”
Presidente do PMDB na Bahia, membro do diretório e da Executiva nacional da legenda, Geddel irá a Brasília para expor seus pontos de vista. “Está todo mundo muito preocupado no partido. As conversas são intensas. Não há mais espaço para ambiguidades. Os blocos estão se solidificando. Se queremos ser alternativa, os dissidentes tem de ser ouvidos.”
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"Até as cores tentam roubar",

por Mary Zaydan Com Blog do Noblat - O Globo
O Brasil é mais avançado e maior que a sua governante. Dela, pouco se espera. Até que o Parlamento encontre algum juízo, ao STF pertencem os elogios e todas as cores
Na sexta-feira, o mundo comemorou a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em favor do casamento gay. Um avanço extraordinário. Os perfis coloridos tomaram conta do Facebook, em uma belíssima sacada do criador da rede, Mark Zuckerberg. Milhões de fotos e vídeos ocuparam o Instagram e o YouTube.
Por absurdo que pareça, a votação apertada nos EUA – 5 x 4 – foi mais festejada no Brasil do que a do Supremo, que, em 2011, reconheceu as uniões homoafetivas. E por unanimidade.  Desde 2013, seguindo instruções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os cartórios não podem recusar a celebração de casamentos civis de casais do mesmo sexo. Simples assim.
O STF foi mais avançado do que o governo poderia supor. Dominou o espaço a que o Executivo se furtou e que o Legislativo se recusa a ocupar. E, ainda que não fosse o objetivo da Corte, acabou por roubar bandeiras que o PT adora explorar, como se delas fosse dono.
Ao contrário do que se viu agora, há quatro anos, os festejos oficiais em favor da união gay foram tímidos ou quase inexistentes. Talvez por dificuldades junto aos bispos, ao eleitorado evangélico e à fortíssima representação que eles têm no Congresso.
Agora, em baixa, Dilma elogia a decisão tomada lá fora, e, assim como Lula, colore o seu perfil. 
Tudo oportunismo.
Aproveitam-se da incompetência e da falta de jeito da oposição, que nem mesmo notou o movimento nas redes sociais. Sem se manifestar nem na voz nem nas cores, oposicionistas abrem brechas para fazer valer a pecha de conservadores que o PT tenta impor a quem dele discorde.
Assim como a reforma política – aquela que todos os detentores de mandato mentem querer e pouco mais de uma dúzia querem - a tal agenda progressista que Dilma, Lula e o PT dizem apoiar é coisa para inglês, ou melhor, norte-americano ver. 
Prova disso é o silêncio quando o recém-eleito presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), declarou que para votar o aborto teriam de passar por cima de seu cadáver.
Mais: Cunha, um dos ícones dos evangélicos, ressuscitou a impossibilidade de adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Driblando o regimento, ele criou uma comissão para estudar o tema vencido na legislatura anterior. Dilma e o PT não deram um pio.
Sem que o governo metesse a colher, nos direitos civis o Brasil sempre foi exemplar.
Em 1951, a Lei Afonso Arinos penalizou qualquer tipo de discriminação por raça. Nos EUA, a segregação racial só deixou de existir a partir de 1964. E mesmo que nossas representações políticas sejam retrógradas, graças ao STF também estamos à frente no casamento homoafetivo e na adoção por casais do mesmo sexo.
Nesta semana, Dilma encontra-se com Barack Obama. Depois de tanto bater pé, poderia até posar como progressista. Mas não, fez muxoxo. Em entrevista ao jornal Washington Post, se fez de vitima ao se dizer discriminada por ser mulher.
Uma bobagem sem tamanho. Quase supera a ode à mandioca ou a piada da mulher sapiens.
O Brasil, felizmente, é mais avançado e maior que a sua governante. Dela, pouco se espera. Não tem nem cor nem rumo. Até que o Parlamento encontre algum juízo, ao STF pertencem os elogios e todas as cores.  


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Dilma Rousseff desmente Dilma Rousseff sobre delação premiada

Com Blog Felipe Moura Brasil - Veja
Após a delação demolidora de Ricardo Pessoa, a mulher sapiens Dilma Rousseff disse: “Eu não respeito delator”.
Agora a coluna Painel, da Folha, relembra:
“No debate na TV Bandeirantes no segundo turno de 2014, Dilma defendeu a delação premiada. Citou várias leis assinadas por ela — entre elas a nº 1250, que regulamenta o instituto — para dizer que isso possibilitou a investigação na Petrobras.
Em entrevista à ‘Carta Capital’ entre os dois turnos, disse, sobre o instituto: ‘Para obter provas, Justiça e Ministério Público se valeram da delação premiada, método legítimo, previsto em lei. E muito útil para desmontar esquemas de corrupção’.
Dois meses atrás, eu já tinha mostrado aqui “os dois pesos, duas medidas do PT com os delatores“.
Repito o que escrevi na ocasião:
Antonio Gramsci considerava burguesa a distinção entre verdade e mentira.
Para seus discípulos petistas, naturalmente é verdade o que está a favor do partido e mentira, o que está contra.
Na Operação Lava Jato é assim:
- Se um delator acusa o PT, ele não merece crédito.
– Se o mesmo delator exime o PT ou acusa um adversário do partido, ele merece todo o crédito.
Paulo Roberto Costa denunciou o esquema de corrupção do PT na Petrobras e foi atacado pelo partido.
Quando citou Sérgio Guerra, do PSDB, virou uma fonte preciosa de informação, usada no debate presidencial do SBT por Dilma Rousseff.
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PF investiga fraude de R$ 100 milhões na Receita Federal e na Casa da Moeda

Folha de São Paulo


A Polícia Federal investiga um esquema de fraude em contratação de empresa envolvendo a Receita Federal e a Casa da Moeda em que cerca de R$ 100 milhões foram possivelmente pagos em propina para servidores desses órgãos.
O contrato investigado pela chamada Operação Vícios se refere ao Sistema de Controle da Produção de Bebidas (Sicobe). Trata-se da instalação, nas linhas de produção de bebidas frias –cervejas, refrigerantes, sucos, águas minerais– de equipamentos contadores de produção, registro e transmissão à Receita, para fins de tributação.
A operação, que conta com o apoio da Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, cumpriu nesta quarta-feira (1º) 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, em dependências da Receita e da Casa da Moeda, em residências, escritórios e na sede da empresa SICPA Brasil Indústria de Tintas e Sistemas Ltda.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal decretou também o sequestro de bens dos principais envolvidos na investigação, além de quebras de sigilos fiscais e bancários.
Todos os mandados foram cumpridos, sendo 17 no Rio de Janeiro, cinco em Brasília e um em São Paulo. Os policiais apreenderam mídias, computadores e documentos, além de R$ 70 mil na casa de um servidor.
Folha apurou que entre os investigados estão o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci e o ex-coordenador-geral de Fiscalização da Receita Marcelo Fisch.
Denucci deixou o cargo em 2012, sob suspeita de ter recebido propina de fornecedores da estatal. Auditor fiscal, Fisch, atualmente, é chefe de de divisão de Controles Fiscais Especiais da Receita.
Ao todo, dez servidores da Receita e da Casa da Moeda são suspeitos de participação na fraude.
A PF tem indícios de que parte dos envolvidos também praticava lavagem de dinheiro. A segunda etapa da investigação tem por objetivo descobrir se a quadrilha enviou remessas de dinheiro para o exterior, mais precisamente Estados Unidos e Suíça.
Os suspeitos deverão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitação e corrupção.
A Polícia Federal vem investigando o esquema há quase dois anos. Os contratos de prestação de serviço sob suspeita vão desde 2008 e tiveram faturamento nos últimos seis anos superior a R$ 6 bilhões.
A investigação iniciou-se quando a Presidência da Casa da Moeda informou à Polícia Federal sobre a suspeita de que empregados da entidade estariam tentando direcionar procedimento licitatório para a recontratação da SICPA, informou o Ministério da Fazenda.
Será investigado ainda se a contratação do sistema de controle da produção de cigarros, denominado Scorpios, e também contratado da empresa SICPA pela Casa da Moeda, teria sido objeto de fraude.
OUTRO LADO

A SICPA afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não cometeu irregularidade e que colaborará com as investigações em curso.
"A companhia tem cumprido desde 2008 todos os requisitos legais e operacionais do contrato com a Casa da Moeda. As concorrências em questão, em 2008 e 2013, foram procedimentos internacionais para avaliação de fornecedores, os quais a SICPA venceu por notória especialização, devidamente amparada pela Lei de Licitações 8666", informou.
A Casa da Moeda informou, por meio da assessoria de imprensa, que o atual presidente, Francisco Franco, acionou os órgãos internos de controle e a Polícia Federal, após constatados os primeiros indícios de irregularidades, dois anos atrás.
A Casa da Moeda ressalta que tem colaborado com as investigações, que todos os suspeitos serão exonerados e, se condenados pela Justiça, demitidos da instituição.
Por fim, o órgão acrescenta que o presidente determinou a revogação de uma licitação de 2014, feita na modalidade Concorrência Internacional.
Folha não conseguiu contato com o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci e o ex-coordenador-geral de Fiscalização da Receita Marcelo Fisch.
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(Para defender o cúmplice Marcelo Odebecht) "Lula põe PT contra Lava Jato",

editorial do Estadão
Não demorou muito a reação do PT à prisão do dono da Odebrecht, bom amigo de Lula. Depois de Rui Falcão ter recebido instruções precisas do ex-presidente, a Executiva petista reuniu-se na quinta-feira em São Paulo e aprovou uma resolução. Nela, o Partido dos Trabalhadores faz a defesa das empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobrás, sob o falacioso argumento de que as prisões “sem fundamento” da Operação Lava Jato são “arbitrárias” e o “prejulgamento” das construtoras terá consequências negativas para a economia nacional, com a paralisia de obras de infraestrutura e consequente aumento do desemprego.
Para obedecer ao chefe, a direção do PT finge ignorar que as “consequências para a economia nacional” já são uma amarga realidade, principalmente no que diz respeito à taxa crescente de desemprego. E isso não por culpa da Lava Jato, e sim da incompetência e irresponsabilidade do governo petista. A grande maioria, 65% dos brasileiros, concorda com isso, como revelam as pesquisas.
À suspeita de que tem sido beneficiado pela generosidade de prósperos empreiteiros cuja amizade conquistou quando estava na Presidência – exemplo notório de Marcelo Odebrecht –, Lula e seus defensores respondem que hoje ele é apenas um cidadão comum, ex-presidente da República que tem importantes e bem-sucedidas experiências políticas e sociais a transmitir aos interessados e por isso aceita ser pago por quem se dispõe a patrocinar suas palestras mundo afora. É apenas trabalho que não tem nada a ver com o governo. Exatamente como acontece, por exemplo, com ex-presidentes americanos.São argumentos falaciosos, como demonstra essa última resolução do PT em defesa das empreiteiras. Lula não é um cidadão comum – logo quem! –, mas um político muito ativo que tem forte influência no governo e no partido que o sustenta. Tornou-se lobista. Afinal, seus bons amigos empreiteiros não são generosos mecenas interessados em disseminar ideias progressistas pelo mundo, mas negociantes que sabem muito bem onde vale a pena colocar seu dinheiro. É óbvio, portanto, que, ao alinhar o PT na defesa das empreiteiras envolvidas até o pescoço no propinoduto da Petrobrás, Lula está preocupado apenas em manter a fidelidade das relações mútuas com os bons amigos que tem no mundo dos negócios.
O combate à corrupção, sintomaticamente, nunca foi tema relevante no discurso do dono do PT, ao contrário do que acontece com Dilma Rousseff, que não perde oportunidade para proclamar sua “luta sem tréguas” contra os malfeitos na vida pública. E o PT, por sua vez, é useiro e vezeiro em gabar-se de que nunca antes tanta “gente importante” foi parar na cadeia. É propaganda enganosa. Observe-se que recentes manifestações de Lula, obviamente entre quatro paredes, contradizem o discurso de Dilma e do PT. O ex-presidente tem feito pesadas críticas ao ministro da Justiça a respeito das investigações da Lava Jato, reclamando de que José Eduardo Cardozo “perdeu o controle” sobre a Polícia Federal (PF), a ele subordinada. Seria o caso de inferir dessas declarações que, se Lula ainda fosse presidente, aos policiais federais e aos procuradores da República já teria sido ordenado que cuidassem da própria vida ou investigassem a oposição?
O juiz Sergio Moro, cujo rigor na coordenação da Lava Jato incomoda quem tem culpa no cartório, tornou-se alvo da mesma campanha de satanização que Lula e o PT conduziram contra o ministro Joaquim Barbosa no episódio do mensalão. A resolução petista de quinta-feira não cita nomes, mas pega pesado: “Se as prisões preventivas sem fundamento se prolongarem (...), não é a corrupção que está sendo extirpada. É um estado de exceção sendo gestado”. E, para não perder a oportunidade, os petistas protestaram também, mais uma vez, contra a prisão “inaceitável” de seu ex-tesoureiro João Vaccari Neto, personagem que aparentemente tem muito a dizer, a julgar pelo enorme empenho do partido em reverenciá-lo.
O tom das críticas do PT à Operação Lava Jato mostra a crescente preocupação de Lula com investigações que se aproximam dos agentes políticos. É por isso que o ex-presidente decidiu tomar “providências”, acusando o governo Dilma de negligência e açulando o PT contra o juiz Sergio Moro e tudo o que possa representar uma ameaça ao seu direito de ir e vir.
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"Propaganda enganosa",

por Aécio Neves Folha de São Paulo

O desapreço do governo petista pelos limites fixados pela lei, ou recomendados pelo bom senso, já é conhecido dos brasileiros. Começa pelas pedaladas fiscais, passa por mentiras eleitorais e chega à corrupção generalizada.
Agora, temos mais uma demonstração de como, sem constrangimento, o governo financia com recursos públicos a divulgação de mentiras.
Basta ver a milionária propaganda que foi ao ar para tentar justificar o ajuste fiscal. Ela deixou de prestar contas ou informar à população, transformando-se em mera peça partidária que alterna opinião, autoelogio, dados questionáveis e mentira pura e simples.
Transcrevo os principais trechos do comercial levado a milhões de brasileiros. "
("¦) O mundo passa por uma crise cujos efeitos no Brasil foram amenizados com ações do governo federal ("¦) O governo manteve o crescimento do emprego e da renda (...) e a ampliação dos créditos subsidiados ao acesso à educação. 
Conquistas garantidas. (...) Os direitos trabalhistas e benefícios conquistados estão todos assegurados (...) As tarifas de energia tiveram que ser aumentadas em função da seca."
A propaganda fere a lei e a verdade. Fere a lei pois deixa de informar para opinar (ações do governo amenizaram a crise, por exemplo). Agride a verdade quando diz que o crescimento do emprego e a ampliação dos créditos subsidiados para a educação estão mantidos. Ou quando afirma que os direitos trabalhistas estão todos assegurados e que as tarifas de energia aumentaram por causa da seca.
Ao contrário do que diz o governo, dados oficiais evidenciam o aumento do desemprego e a diminuição dos investimentos na educação. Direitos trabalhistas foram reduzidos. E chegamos ao absurdo de ver a seca responsabilizada pela crise sem precedentes que atingiu o setor elétrico.
Semana passada, o juiz federal Ricardo Coelho Borelli, da 20ª Vara do TRF da 1ª Região, determinou a suspensão da campanha, afirmando que "a publicidade feita pelo governo federal ofende diretamente os princípios basilares da boa administração pública, trazendo inconsistências entre sua divulgação e o efetivamente ocorrido".
Diante da gravidade desse fato, é justo que se indague quem, agora, informará à população que ela foi enganada.
É para responder a esse tipo de abuso que apresentei, no Senado, projeto de lei que responsabiliza gestores públicos pela divulgação de informações não confirmadas por fontes confiáveis e obriga governos, quando for o caso, a pagarem pelo esclarecimento.
Hoje o Brasil sabe que o PT mentiu para vencer as eleições. E agora percebe que ele continua mentindo. Só que com o nosso dinheiro.
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"Horror sem fim",

por Valdo Cruz Folha de São Paulo
A ruindade das coisas chegou a tal ponto que um empreiteiro, no meio do furacão da Operação Lava Jato, lembra citação famosa para pedir um epílogo para tanta confusão: melhor um fim horroroso do que um horror sem fim.
Seu desejo é que tudo acabe logo na investigação do petrolão para que as empreiteiras façam suas contas de perdas e danos, paguem seus pecados –em alguns casos são bem enormes– e recomecem sua vida. Algumas, talvez quase do zero.
Tem empreiteira que, depois do sacode causado pela descoberta do petrolão, calcula que seu tamanho será reduzido a meros 10% do atual. Uma tragédia para quem estava em plena expansão de seus negócios.
Só que o caminho pela frente ainda é longo. A delação do empresário Ricardo Pessoa eleva a sensação de que estamos numa espiral de horror sem luz no fim do túnel. Há quem diga até que nem entramos no túnel para esperar pela luz no seu final.
O que causa, agora, tremor não só no mundo das empreiteiras, mas também no Palácio do Planalto e, principalmente, em Lula e no PT. As revelações de Pessoa de caixa dois na campanha da reeleição do petista, se confirmadas, são um tiro fatal.
Acendeu-se o sinal de alerta vermelho no Planalto e no PT. Em alguns casos, a reação beira o desespero. Petistas reclamam que o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) perdeu o controle da Polícia Federal. Ops, a solução então é prender a PF? A mesma que eles gabavam de ser livre para investigar.
Dilma e seu time estão furiosos porque estariam criminalizando só doações feitas a petistas, enquanto a de tucanos, não. Ops, de novo, então se todo mundo faz, tudo bem? O negócio é jogar todo mundo no mesmo balaio para salvar a todos?
Enquanto isso, inclusive por isso, a economia agoniza, o ajuste fiscal se arrasta, os juros sobem, o desemprego também. Ufa, está tudo um horror sem fim. Até as desesperadas tentativas de defesa do petismo.
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"Precisa ordenar respeito à lei?",

por Clóvis Rossi Folha de São Paulo

Em uma cândida frase solta, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fez um retrato acabado da sordidez que grassa no ambiente político brasileiro, em particular no PT.
Disse o ministro, conforme o relato desta Folha no domingo (28): "A presidente Dilma Rousseff desde o início orientou seu tesoureiro Edinho para que agisse estritamente dentro da lei".
Na minha santa ingenuidade, achava que agir dentro da lei deveria estar entranhado no DNA de qualquer agente público (privado também, é claro, mas aqui estamos tratando do público).
Não seria necessário que alguém orientasse alguém a agir dentro da lei. A menos, é lógico, que o "orientador" suspeitasse que o "orientado" pudesse sentir-se tentado a violar a lei em benefício, no caso, da campanha à reeleição de Dilma.
Ler a frase de Cardozo me trouxe à memória uma conversa com Sérgio Ramírez, notável escritor nicaraguense que foi vice-presidente de seu país, nos primórdios do sandinismo.
Foi durante o mensalão, e Ramírez estava perplexo de ver o envolvimento de um partido que lhe parecia prometedor (o PT, claro) em um escândalo daquelas proporções.
Por isso, comentou: "Se eu fosse candidato à Presidência, reuniria parentes e amigos e lhes diria que estava proibido fazer negócios com o Estado, inclusive negócios legais".
No Brasil, como de resto no mundo praticamente todo, fazer negócios ilegais com o Estado é uma prática tão disseminada que Dilma, segundo Cardozo, se viu obrigada a recomendar o respeito à lei a seu tesoureiro.
Só se pode pressupor que ela suspeitava que o ambiente político –em geral, não só no PT, é bom ressalvar– não é propício ao respeito à lei.
Tanto não é que o empresário Ricardo Pessoa, tido como chefe do "cartel de empreiteiras", explicou as doações a partidos políticos como uma forma de "abrir portas, ganhar influência e fazer a engrenagem andar", segundo o relato da Folha, sempre no domingo (28).
Em resumo, as doações eram o, digamos, azeite na engrenagem da concessão de obras públicas, algo de que se suspeita há milênios, no Brasil e no mundo, mas que só agora é confessado por um dos "azeitadores".
Fico até com vergonha de escrever que obras e serviços públicos deveriam ser concedidos como decorrência da qualificação dos responsáveis, não pelo "azeite", que é uma forma de corrupção, legal, é verdade, mas corrupção, de todo modo.
É ingênuo esperar tal comportamento de certos agentes públicos e privados, eu sei. Mas um país decente depende, é óbvio, da impessoalidade no trato dos negócios públicos.
Enquanto prevalecer a necessidade de mostrar uma mala de dinheiro às campanhas políticas, para "abrir portas", o Brasil será essa pústula exposta com tremenda claridade pela operação Lava Jato (ou por dezenas de outras, antes dela).
É pena, mas tenho certeza de que vou morrer antes de que ordens como a de Dilma a seu tesoureiro se tornem desnecessárias porque o estrito respeito à lei teria passado a fazer parte inseparável do DNA do mundo político.
EXTRAÍDADEROTA2014BLOGSPO

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