Jornalista Andrade Junior

sábado, 10 de fevereiro de 2024

Déficit do governo, coerção e monopólio

  Roberto Rachewsky


Não. O problema não é o déficit.
Não. O problema não é o gasto.
Sim. O problema é o governo se financiar através da coerção. É haver quem queira usufruir dos serviços de segurança e justiça estatal de graça, sacrificando os outros enquanto usufrui do que nada mereceu.

Quando alguém reclama do déficit, o governo entende que deve aumentar impostos. Quando alguém reclama dos impostos, o governo questiona: como vou te prover com aquilo que tu demandas?

Quando o governo não consegue aumentar impostos, ele imprime dinheiro, o que é quase o mesmo, só que, em vez de roubo, é fraude.

Gasto, déficit, impostos ou inflação são consequências do poder coercitivo que o governo usa imoralmente. O problema do Brasil é moral. Nem é político nem econômico.

Governo e monopólio

Ouço dizer que pior do que o monopólio estatal é o monopólio privado. Nada mais equivocado. O monopólio estatal só se sustenta pela força, coisa que o governo monopoliza e ninguém tem coragem de se posicionar contra. Ninguém compete com a empresa estatal se o governo proibir.

Já monopólios privados só se mantêm se o monopolista for extremamente competente a ponto de criar com os consumidores um grau de lealdade tal que ninguém ousará concorrer para tentar cativar o mercado.

Outra vantagem do monopólio privado sobre o estatal é que o monopólio estatal se origina e se mantém com dinheiro expropriado à força pelo governo, coisa que o monopolista privado não tem como fazer.











PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/deficit-do-governo-coercao-e-monopolio/

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