segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Três atos macabros da “imprensa”,
luisernestolacombe
Três atos macabros da “imprensa”,
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Expectativa x Realidade: O desastre econômico do 3º Mandato.
rubinhonunes/youtube
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domingo, 28 de dezembro de 2025
A pisada na bola das Havaianas,
por Dagomir Marquezi Outras campanhas publicitárias do passado recente caíram no mesmo catastrófico erro
O debate político no Brasil chegou ao chinelo. Há alguns dias não se fala de outra coisa. A campanha publicitária das sandálias Havaianas virou a grande pauta das redes sociais. Uma campanha de boicote se espalhou pelo país. Memes e imagens de sandálias da marca sendo jogadas no lixo lotaram o X/Twitter.
Segundo o site InfoMoney, a indignação deu certo, pelo menos temporariamente: “Na segunda-feira (22), as ações ALPA4 fecharam com queda de 2,39%, a R$ 11,44, enquanto ALPA3 caiu 1,66%, a R$ 10,08. Isso representou uma redução de cerca de R$ 152 milhões em valor de mercado, segundo a Elos Ayta Consultoria”. Mas na terça, 23, já estavam se recuperando da perda.
A causa para o furor, a essa altura, todos sabem. A atriz Fernanda Torres entra em cena sentada numa cadeira, dizendo: “Desculpe, mas eu não quero que você entre em 2026 com o pé direito”. E então vinha o discurso que não é nada contra a sorte, e que o seu desejo era que o espectador entrasse com os dois pés etc.
Os ícones do Brasil brilham pelo mundo, mas gostoso mesmo é estar aqui de havaianas. Todo mundo usa. Todo mundo ama. #ParaTodosVerem o vídeo mostra Fernanda Torres conversando com pessoas na praia, ela usa um par de havaianas Brasil Logo na cor azul. View all 3,075 comments Add a comment...
A peça logo foi considerada um desastre. E não era obra de amador. Ela foi criada pela agência Galeria, a terceira maior do Brasil, com sede em São Paulo. A Galeria atende megaclientes como o McDonald’s, a Natura, a Vivo e, especialmente, o Banco Itaú. A agência já colocou como astros de suas propagandas o ator Owen Wilson, o campeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton e o tenista Rafael Nadal.
A Alpargatas, que fabrica as sandálias, é controlada pelas holdings Itausa e Cambuhy desde 2017. O Banco Itaú vai patrocinar um especial de fim de ano com mãe e filha, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres. 5
E Fernanda Torres foi chamada para estrelar a campanha da Alpargatas. Ela, que já havia feito o filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, herdeiro do Banco Itaú.
Esse círculo de interesses conectados gera para seus membros uma quantidade de dinheiro que nós, meros compradores de sandálias, não podemos imaginar.
Quanto à propaganda em si: publicidade de sandálias costumava mostrar gente na praia, ou provando que as tiras não se soltam, ou a variedade de padrões. O grande gênio criativo que criou essa peça optou por colocar a atriz fazendo um monótono comício com uma óbvia mensagem subliminar: “Direita em 2026, não”.
Se a mensagem não era tão clara, a escolha da atriz não deixou dúvidas. Uma semana antes do lançamento da campanha, Fernanda Torres estava num palco do Rio de Janeiro para defender uma das causas mais insensíveis, cruéis e desumanas da história do Brasil: a “Sem Anistia” para os presos do 8 de janeiro.
Bolhas nos pés
É uma campanha suicida da Havaianas, então? A lógica seria unir o país inteiro para comprar a sandália, e não dividir por meio de um texto tosco. Unir para vender é o sentido da publicidade. Então, por que a agência Galeria aprontou essa? E, ainda mais incompreensível: por que os donos da empresa Alpargatas aprovaram essa ideia?
A diretora de criação Lizzie Capello deu a seguinte explicação na sua conta do Instagram: “As Havaianas e tantas outras marcas estão dando tiro no pé por causa das bolhas. Vivemos num ecossistema onde algoritmos nos entregam quase que exclusivamente mais do que a gente já curte, mais do que já pensamos, mais do que já concordamos. Isso cria uma ilusão superperigosa: a de que todo mundo pensa igual à gente. E não pensa. Nunca pensou. E nunca vai pensar.
Agências são contratadas para atender demandas claras de negócios. Mas, em algum ponto do caminho, elas decidem colocar crenças pessoais e posicionamentos políticos acima da estratégia da empresa”. Mas afinal, quem manda na campanha?
Segundo Lizzie, “não é o empresário”. Nem o diretor de marketing. E definitivamente não é o departamento criativo. Quem manda de verdade é o cliente. E cliente de direita em geral tem muito mais poder de escolha.
Não porque são melhores ou piores que ninguém, mas porque há muito tempo decidiram não se vitimizar. Elegeram o trabalho como um pilar da vida, expulsaram a preguiça da equação. (…) Subestimar esse público é um erro estratégico grave. Ignorar sua força de conjunto é miopia de mercado. E justamente os que mais falam de inclusão são os primeiros a excluir quem pensa diferente”.
Breve história da publicidade woke
O fenômeno da bolha não é novo. Outras campanhas publicitárias do passado recente caíram no mesmo catastrófico erro. Em 2023, a cerveja Bud Light — geralmente associada a uma cultura de “macho” nos bares e eventos esportivos — resolveu usar a “influenciadora” trans Dylan Mulvaney como “garota” propaganda. Resultado: perda de valor de US$ 5 bilhões para a proprietária da marca, a Anheuser Busch-Inbev.
O lendário carro Jaguar fez a mesma coisa este ano. Com slogans como “crie exuberantemente”, a empresa lançou uma campanha com modelos LGBTQ+ vestidos com roupas bizarras e usando penteados assustadores. Balanço da empresa: nos cinco primeiros meses deste ano, as vendas caíram 77,8% em relação ao ano passado, segundo reportagem de Carlo Cauti.
Em 2021, época em que as fintechs estavam começando a se firmar no Brasil, a co-fundadora do Nubank, Cristina Junqueira, deu uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Uma jornalista militante de esquerda preparou uma armadilha perguntando sobre cotas para negros na instituição. Cristina foi honesta: disse que a empresa tinha seu sistema de cotas, mas que não poderia “nivelar por baixo” o serviço prestado ao cliente.
O inferno caiu sobre sua cabeça. A máquina de destruição de reputações transformou sua frase numa mensagem racista. Cristina foi crucificada em público. E a reação do banco foi a pior possível. De um dia para o outro, todos os modelos usados no aplicativo eram negros — numa rendição publicitária artificial que não tinha nada a ver com a realidade. Piorou: para acalmar a militância, o Nubank contratou para altos cargos os petistas Anitta (salário: pouco menos de R$ 36 milhões em cinco anos) e Emicida.
Ou a direita cria esse contraponto, ou continuaremos vendo a esquerda usando sandálias para passar recados, doutrinando as novas gerações e enriquecendo loucamente.
Também em 2021, a cerveja Heineken lançou uma campanha para que seus consumidores cortassem o consumo de carne durante um dia da semana — o Dia Sem Carne. Associações de pecuaristas reagiram em massa, criando o movimento “Churrasco Sem Heineken”. Logo, a empresa teve que abandonar a campanha. Nesse caso, mesmo quem apoia a causa (e eu sou vegetariano) tem que admitir que publicidade fala com todos os segmentos. Não é lugar para causas.
Outro caso exemplar aconteceu em 2023. A empresa Lacta resolveu fazer campanha do seu tradicional wafer coberto de chocolate Bis, criado em 1942. Entre tantos possíveis modelos para estrelar a campanha, a agência chamou o gamer/influencer/YouTuber Felipe Neto para aparecer com cara de tédio num jatinho executivo. Felipe já tinha se revelado não só um fanático admirador do lulismo, como um dos mais agressivos e grosseiros.
Como no atual caso das sandálias Havaianas, o país se dividiu. Esquerdistas fizeram campanha grátis para o Bis. Quem não gostasse de Bis era “bolsonarista”. Quem se declarava bolsonarista, comia a marca concorrente, o KitKat. Que, por uma dessas ironias da época em que vivemos, havia feito uma campanha radicalmente woke:
A lição de Antonio Gramsci
Toda essa história, que vai do Bis às sandálias Havaianas, revela uma situação que exige uma reflexão sobre o futuro imediato do Brasil. O primeiro fato, patente e óbvio, é que a esquerda tomou todos os espaços culturais do país. Todos, incluindo a produção de entretenimento, a educação e, como vimos, a publicidade. Eles aprenderam a lição do comunista italiano Antonio Gramsci: para se conquistar um país, é preciso conquistar os corações e mentes de seu povo.
É a guerra cultural. E, por enquanto, a esquerda está vencendo de goleada. Eles foram objetivos e disciplinados em criar um vasto aparelhamento que funciona de forma impiedosa e autossustentável. E que não representa a realidade de um país onde pelo menos a metade da população discorda da esquerda e não aguenta mais viver sob o lulismo.
O segundo fato é que quem não concorda com a esquerda não domina quase nada. Temos Oeste, Gazeta do Povo, Brasil Paralelo e algumas poucas ilhas de “resistência”.
E só. A direita está nessa situação porque não costuma pensar em cultura. Não é orgânica. Briga muito nas redes sociais, promove boicotes às marcas ligadas à esquerda, faz manifestações de rua. Mas não ocupa os espaços de produção cultural.
Se a direita quiser um dia virar o jogo de verdade, vai ter que repensar essa atitude. Deve entrar em campo de olho não apenas na próxima eleição ou no impeachment de juízes fora da lei. Precisa conquistar corações e mentes jogando limpo, espalhando suas ideias, produzindo arte e educação conectadas com a realidade do brasileiro comum. Ou a direita cria esse contraponto, ou continuaremos vendo a esquerda usando sandálias para passar recados, doutrinando as novas gerações e enriquecendo loucamente.
Dasgomir Marquezi - Revista Oeste
publicadamhttps://rota2014.blogspot.com/2025/12/a-pisada-na-bola-das-havaianas-por.html
A tirania das escolhas fáceis
Alex Pipkin, PhD
A maturidade, a experiência, o estudo e os erros acumulados ao longo do tempo me levaram a uma percepção que só o tempo autoriza: há algo profundamente errado na forma como tomamos decisões, como indivíduos, como empresas e como países. Não falo de má-fé. Falo de algo mais sutil e mais perigoso.
Tomamos decisões guiados pelo curto prazo. Eu, você, todos nós. O alívio imediato costuma vencer a construção paciente do que realmente importa. Escolhas fáceis seduzem porque prometem conforto, aprovação e paz momentânea. Escolhas difíceis exigem coragem, renúncia e disposição para suportar desconforto. A perversidade está aí: o que parece sensato hoje quase sempre cobra um preço alto amanhã. E, quando o resultado chega, já não há mais culpados, apenas consequências.
No mundo empresarial, vejo isso todos os dias. Empresas em processo de transição — especialmente aquelas que saem de um modelo familiar para uma gestão mais profissional — sofrem de um mal silencioso; a ausência de discordância real. Executivos concordam com a visão do fundador ou do principal líder não porque estejam convencidos, mas porque discordar custa caro. Questionar o status quo exige caráter, não apenas competência. Assim, decisões ruins seguem intactas, projetos medíocres prosperam e oportunidades reais são ignoradas em nome de uma harmonia aparente.
Sustentabilidade exige foco, renúncia e escolhas difíceis. Não por acaso, em estratégia, talvez o mais importante não seja decidir o que fazer, mas decidir o que não fazer, e sustentar essa decisão ao longo do tempo. Exige dizer não a projetos ruins, a expansões apressadas, a desvios tentadores, mesmo quando parecem racionais no curto prazo. Sustentabilidade não é técnica; é caráter aplicado à gestão.
Menos de 10% das empresas no mundo conseguem sustentar crescimento econômico por uma década. Esse número tende a cair à medida que a tecnologia acelera ciclos, amplia concorrência e reduz margens de erro. Crescer é difícil; crescer de forma sustentável é exceção. E isso só acontece quando a empresa opera em dois planos ao mesmo tempo. No presente, que paga as contas, e no futuro, que está sendo construído agora, com decisões que quase ninguém enxerga e, portanto, aplaude.
No plano governamental, o padrão se repete, em escala maior e com consequências mais graves. Governos populistas, tanto à esquerda — principalmente à esquerda — quanto à direita, prosperam oferecendo alívio imediato a sociedades exaustas. Reformas estruturais são adiadas; decisões impopulares, evitadas; verdades incômodas, substituídas por narrativas confortáveis e por falácias “progressistas”. Governa-se para o agora, não para um futuro promissor e sustentável.
O grande imbróglio está nos incentivos; equivocados e perversos. Ah, como eles importam! É mandatório e urgente estruturar incentivos que priorizem o investimento, a geração de empregos, renda e riqueza, e a mentalidade de um futuro sustentável, pois são esses incentivos que moldarão as escolhas e definirão o caminho para uma prosperidade duradoura.
A política passa a refletir o desespero coletivo. Populações que exigem soluções rápidas acabam sendo atendidas por quem promete o impossível. Não é por acaso, quando as pessoas estão desesperadas, apenas os mentirosos conseguem satisfazê-las. A disciplina fiscal, por exemplo — condição sine qua non de qualquer economia saudável — é sempre empurrada para depois. Mas o “depois” nunca chega.
Há uma confusão perigosa entre atender necessidades e bajular desejos. No mercado, clientes sabem o que sentem, não necessariamente o que resolve seus problemas. Cabe às empresas, com seus recursos, competências e tecnologias, enquadrar essas necessidades em soluções reais, muitas vezes invisíveis ao próprio mercado. Governos deveriam fazer o mesmo: sair da armadilha populista e tomar decisões difíceis hoje para que o bem-estar de amanhã seja possível.
Escolhas fáceis sempre parecerão humanas e sensíveis. Escolhas difíceis quase sempre parecerão duras e impopulares.
Porém, o tempo não se impressiona com intenções, nem mesmo com as mais nobres. Governos já não nascem para construir o futuro, mas para aliviar o presente — e o tempo sempre cobra essa escolha.
publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-tirania-das-escolhas-faceis__18593
Fama, ideologia e a falsa autoridade Alex Pipkin
ALEXPIPKIN
Ontem à noite, assisti a “Jay Kelly”. Não estava em busca de nenhuma revelação, de algum insight especial. Queria apenas ver um filme. Mas há momentos em que uma frase, dita quase de passagem, atravessa a cena e permanece. Em determinado ponto, o personagem de George Clooney diz algo de uma simplicidade desconcertante: “eu sou apenas um ator que ficou famoso”. Nada além disso. Nenhuma aura moral. Nenhuma pretensão de autoridade universal. Apenas um profissional consciente do próprio ofício.
É claro que o filme admite várias leituras. “Jay Kelly” é rico em nuances. Ainda assim, foi essa frase que continuou ecoando — talvez porque confronte, com honestidade rara, um dos maiores equívocos do nosso tempo. Vivemos uma época em que a fama deixou de ser consequência do trabalho para se transformar em credencial moral.
O ator — e, por extensão, o artista —, cuja excelência deveria ser medida pela qualidade da encenação, passou a ser tratado como intérprete autorizado da realidade, como se o sucesso artístico concedesse automaticamente lucidez política, conhecimento econômico e superioridade ética. Não. Não concede.
Hollywood é o laboratório mais evidente desse desvio. Atores que, fora da cena, assumem o papel de tribunos morais, quase sempre alinhados a uma visão progressista padronizada, emocionalmente confortável e intelectualmente frágil. Tudo o que escapa desse enquadramento vira inimigo. A discordância é tratada como ameaça moral. O argumento cede lugar ao slogan, repetido com convicção cênica. O palco invade o debate público — e o empobrece.
Esse fenômeno não se limita aos Estados Unidos. No Brasil, ele se manifesta com a mesma naturalidade — e, por vezes, de forma grotesca. Hoje eu o enxerguei com nitidez. Fernanda Torres é uma grande atriz. Isso não está em discussão. O problema começa quando a fama é usada para sustentar posições políticas demagógicas, salivando sectarismo ideológico como cães de Pavlov, sobre temas que ela claramente não domina. Como cidadã, pode opinar. Como figura pública, influencia. E é exatamente aí que reside o risco: influência sem lastro intelectual não esclarece, induz. Não eleva o debate; o reduz.
O equívoco se torna ainda mais visível quando essa lógica alcança o mercado. A Havaianas sempre foi um símbolo de universalidade — uma sandália que todo mundo usa, independentemente de preferências políticas. Ao se associar a uma posição ideológica à esquerda, a marca rompe esse pacto silencioso com o consumidor e ativa a reação imediata daqueles que não se reconhecem nessa visão. Com cerca de 80% do mercado brasileiro de chinelos de borracha, a Havaianas não tem margem para politizar sua base. É um tiro no pé. Ao abandonar a neutralidade que a tornou dominante, passa a perder consumidores por escolha própria.
Não, nada disso é censura. É limite. O artista deve ser bom naquilo que faz. Quando abandona o ofício e assume autoridade moral sem conhecimento — entregando-se à lacração —, cai no ridículo. Quando marcas trocam universalidade por militância, transformam clientes em adversários. Em ambos os casos, o erro é o mesmo: confundir fama com autoridade.
Como tenho escrito, sem alinhamento com o negócio, qualquer posicionamento político, à esquerda ou à direita, é erro estratégico. Pois Jay Kelly recoloca as coisas no lugar. Um ator é apenas um ator. Um produto é apenas um produto. E uma sociedade livre começa quando ninguém é tratado como oráculo apenas porque sabe brilhar sob os holofotes. Nada mais singelo; quando a fama se transforma em autoridade moral, a razão é sempre a primeira a sair de cena.
PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/fama-ideologia-e-a-falsa-autoridade/
Uma nova obra de referência sobre os companheiros de partido de Hitler
Rainer Zitelmann
Quem realmente entrou para o partido de Hitler? Quantos alemães se tornaram membros do partido que se apresentava como o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP)? Os alemães foram obrigados a entrar, como alguns membros afirmaram após a guerra? De quais classes sociais o partido recrutava seus membros? E por que os membros aderiram ao partido?
Sobre esse tema, o renomado cientista político e historiador contemporâneo Jürgen W. Falter acaba de publicar um novo livro, recém-lançado pela Routledge: Hitler’s Party Comrades. The NSDAP Party Members 1919–1945 [em português, Os Membros do Partido de Hitler: Os Integrantes do NSDAP, 1919–1945].
Em 30 de janeiro de 1933, no dia em que Hitler foi nomeado chanceler, o NSDAP tinha novecentos mil membros. Quando o Terceiro Reich caiu, em 1945, esse número havia aumentado para quase nove milhões. Ou, em outras palavras, cerca de um em cada sete eleitores aptos na Alemanha era membro do partido ao final da guerra.
Hitler já havia desenvolvido a teoria da “minoria histórica”, segundo a qual apenas as minorias históricas fazem a história. A minoria histórica deveria ser composta por indivíduos “corajosos”, dispostos a fazer grandes sacrifícios, tanto pessoais quanto profissionais. Segundo Hitler, antes que um movimento político chegue ao poder, durante o período em que é ferozmente combatido pela elite estabelecida e outros opositores, ele inevitavelmente atrairá apenas membros “valentes”. No entanto, uma vez que o partido assumisse o poder, Hitler alertava em Mein Kampf que um número crescente de oportunistas se filiaria ao partido em busca de vantagem própria ou para alavancar suas carreiras. De fato, foi exatamente isso que aconteceu. Após 30 de janeiro de 1933, o oportunismo e as ambições de carreira passaram a ter um papel cada vez mais importante no recrutamento de novos membros: somente entre 30 de janeiro e o final de abril de 1933, 1,75 milhão de pessoas se filiaram ao NSDAP, momento em que as novas adesões foram novamente suspensas. Mas, apesar das frequentes interrupções no recrutamento, o número de membros do partido continuou a crescer de forma expressiva.
Após a guerra, muitos membros afirmaram que haviam sido forçados a entrar para o partido. Apesar de sua análise detalhada, Falter não encontrou evidências que sustentem essas alegações. Na verdade, os membros podiam deixar o partido e cancelar suas filiações livremente. Ao todo, 760 mil pessoas se desligaram do NSDAP entre 1925 e 1945, sendo 250 mil antes de janeiro de 1933 e quase meio milhão deixaram o partido durante a ditadura nazista.
Para este estudo, Falter analisou, de longe, a maior e mais abrangente amostra proveniente dos dois principais índices de carteiras de membros do NSDAP. Como Falter demonstra, um número desproporcionalmente grande de profissionais de colarinho branco e funcionários públicos se filiaram ao partido após 30 de janeiro de 1933. Ainda assim, a proporção de trabalhadores braçais no NSDAP sempre foi muito maior do que se supunha anteriormente. Semelhante aos eleitores do partido, cerca de 40% dos membros do NSDAP eram da classe trabalhadora. Em termos de composição social, o NSDAP não era um partido de trabalhadores nem de classe média, mas sim um “partido de protesto abrangente”. Homens estavam muito mais representados no partido do que mulheres, fato que também se aplicava a outros partidos políticos da Alemanha de Weimar.
Onde o NSDAP diferia dos outros partidos, porém, era na juventude de seus apoiadores. Nos primeiros anos, a maior parte dos novos membros tinha menos de trinta anos — incluindo muitos com menos de vinte e cinco. Depois, à medida que o partido envelhecia, a idade média de seus membros também aumentava. Em resposta, após a segunda suspensão de novas filiações, em 1942, apenas aqueles que haviam passado pela Juventude Hitlerista (Hitler Youth) e da BDM passaram a ser aceitos, além de sobreviventes de guerra e pessoas que haviam deixado a Wehrmacht. A ideia era que o partido permanecesse jovem.
Não existia um único e abrangente motivo para alguém se tornar nacional-socialista. Uma análise citada por Falter mostra que 50% dos maiores de quarenta anos — mas apenas 26% dos que tinham entre vinte e quarenta — apontavam a hostilidade contra os judeus como motivo principal para entrar no partido. Não há dúvida de que o NSDAP era um partido profundamente antissemita, mas Hitler sabia que o antissemitismo mobilizaria apenas uma minoria de eleitores. Ao contrário dos primeiros anos do NSDAP, Hitler não dava ênfase principal a motivos antissemitas em seus discursos no fim da década de 1920. Em vez disso, dedicou muito mais atenção às suas promessas sociais: “De mãos dadas com o ideal de Volksgemeinschaft (comunidade nacional), havia também, muitas vezes, o desejo de abolir privilégios e o sistema de classes vigente. A combinação de nacionalismo e socialismo no nome, somada ao programa político do partido, foi um fator importante para aumentar a atratividade do NSDAP.”
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/resenhas/uma-nova-obra-de-referencia-sobre-os-companheiros-de-partido-de-hitler/
'Pés juntos',
por Alexandre Garcia Na propaganda do chinelo, é evidente, por si próprio, sem necessidade de adjetivos, o significado gigantesco do contrato de Vorcaro com a família Moraes
N a semana do fiasco científico que foi o segundo fracasso consecutivo de lançamento em Alcântara, caminhamos também no nível do chinelo no debate político. Explodiu como o foguete espacial a fala publicitária de Fernanda Torres, de que não devemos entrar em 2026 com o pé direito. “O que eu desejo é que você comece o ano novo com os dois pés.” Antes de ser uma proclamação ideológica, a frase é de uma tremenda burrice. Ora, quem entra com os dois pés ou está numa maca, ou numa cadeira de rodas ou num caixão. As pessoas que não estão nesses casos avançam, alternando as pernas, para caminhar ou usar escadas. Ninguém consegue fazer isso com os dois pés à frente a menos que esteja sobre patins. E chinelos não têm rodas.
O texto dado a Fernanda ressalva: “Não é nada contra a sorte”. Pois tampouco é uma questão de superstição. É cultural. Na nossa língua de origem, esquerda é sinistra. No Credo, Cristo está à direita de DeusPai. Está em Eclesiastes, 10:2: “O coração do sábio se inclina para a direita, mas o coração do tolo, para a esquerda”. “Senta-te à minha direita” está na literatura. Usa-se a mão direita para cumprimentar. E o pé direito para entrar. Ou, no ano eleitoral, estando em campanha, aconselha-se evitar o uso da direita. Como reação, o boicote contra as Havaianas não deu certo, pelo menos no shopping que eu frequentei: a loja estava lotada.
Não deu certo? Deu sim. As notícias sobre o caso Moraes-Master ficaram em segundo plano, enquanto corre solto com os dois pés o debate altamente grego no nível chinelar. Assim como é evidente a burrice dos que fizeram o texto da propaganda do chinelo, é evidente, por si próprio, sem necessidade de adjetivos, o significado gigantesco do contrato de Vorcaro com a família Moraes. Mas poucos vão além do chinelo. Quanto mais Moraes emite notas para explicar o que já se explicou sozinho, mais Moraes mete os dois pés na jaca, como aconselha Fernanda Torres.
O senador Alessandro Vieira (MDB Sergipe), delegado de polícia, quer comissão parlamentar para investigar. Mas já começaram as férias legislativas, e só 2026 pode descobrir, por exemplo, quem Toffoli acha que deve ser protegido pelo sigilo no caso Master — e por quê. Não sei com que pé devemos entrar no ano novo para ter garantia de transparência no que parece ser advocacia administrativa pressionando o Banco Central ou o Governador de Brasília, que defendeu a compra do falido Master pelo banco estatal do Distrito Federal. O governador Ibaneis, destituído provisoriamente por Moraes, retornou ao posto e depois defendeu o negócio com o Master, conseguindo aprovação da operação no legislativo local. E ninguém mais incomodou o governador pelo 8 de janeiro.
A civilização brasileira voltará à selvageria se a ética entrar em 2026 com os dois pés — pés juntos, como num caixão.
Uma CPI esclarece essas coisas, assim como a atuação de ministros do Supremo através de suas esposas, advogadas de sucesso. Advocacias anexas podem ser soluções, mas logo serão sérios problemas, se o país for além dos chinelos. É a sina das mulheres dos césares; se advogassem na comarca de Boa Vista ou Rio Branco, estariam acima de suspeitas.
Mas em Brasília, e tendo clientes como J&F e Master, as tentações são grandes e as suspeitas do mesmo tamanho — a menos que houvesse uma decisão ética dos parentes e afins de, por razões éticas, manterem distância sanitária entre as bancas de advocacia e o tribunal. Evitaria contaminação e seria moralmente saudável. Com os dois pés na jaca, o Ministro Moraes emitiu uma segunda nota no mesmo dia, o que, por si, é revelador. O meio é a mensagem — descobriu McLuhan. A segunda explicação veio depois que o distinto público entendeu a resposta do Banco Central apenas confirmando que em reuniões com Moraes tratou-se, sim, de efeitos da Magnitsky — sem negar que tivessem tratado do Master.
O Ministro, então, fez uma nova nota, afirmando que o escritório de Viviane e filhos jamais tratou de interesses do Master no Banco Central. Daí se deduz que ele já fala pelo escritório, e que lhe é literalmente familiar e, não menos revelador, que Vorcaro pagou R$ 3,6 milhões por mês, mas o escritório não o defendeu da liquidação pelo Banco Central. Pagou por que serviço?
Parafraseando o Barão de Itararé: Ou restaure-se a moralidade, ou nos afundamos como civilização. Fachin quer código de conduta porque os supremos, que estão acima do Conselho Nacional de Justiça e da Lei Orgânica da Magistratura. Gilmar tem boas razões para alegar que não precisa. Também acho, mas tenho razões diferentes: código de conduta é forjado na medula desde criança, em casa. Tem que ser da natureza das pessoas. A civilização brasileira voltará à selvageria se a ética entrar em 2026 com os dois pés — pés juntos, como num caixão.
Alexandre Garcia - Revista Oeste
publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/12/pes-juntos-por-alexandre-garcia.html
Deputados federais fizeram 388 viagens em ‘missão oficial’ este ano - O cartel lula-stf-globolixo segue o bacanal... Comunista Orlando Silva (SP) e o petista Pedro Uczai (SC) são os mais esbanjadores da grana dos pagadores de impostos
diariodopoder
Justificativa para bem-bom custeado pelo pagador de impostos, deputados desfrutaram de 388 onerosas “missões oficiais” ao longo deste ano, a maioria em belíssimos lugares no exterior, como Estados Unidos e Europa. No topo, dois governistas: o comunista Orlando Silva (SP) e o petista Pedro Uczai (SC), com nove viagens cada um. Orlando acumula destinos como Lisboa (Portugal), Londres (Inglaterra), Bruxelas (Bélgica), Hanói (Vietnã) e maravilhas nacionais, no litoral do Nordeste.
Tacada de R$20 mil
Entre junho e julho, quando passou bons dias em missão na Europa, o comunista nos custou R$8,8 mil em passagens e R$12,1 mil em diárias.
Cuba-libre
Das nove viagens, o petista dedicou oito em rolês pelo Brasil. A exceção foi no fim de janeiro, quando passou três dias em Havana (Cuba).
Embromação paga
Em Cuba, Uczai participou do seminário “Construindo a Nova Ordem Mundial Internacional”. Passagens de R$2,8 mil e R$9,3 mil em diárias.
Pândega de excelências
A farra das “missões” não faz distinção partidária ou de espectro político. Foram 199 os deputados que desfrutaram da benesse este ano.
Diário do Poder
publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/12/camara-airlines-deputados-federais.html
Essa eu parei pra ver: Reinaldo Azevedo defende Toffoli no caso Master!
deltandallagnol/youtube
Essa eu parei pra ver: Reinaldo Azevedo defende Toffoli no caso Master!
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Esposa de Moraes virou um sucesso após posse de Moraes no STF: veja quantas ações ela tem!
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Esposa de Moraes virou um sucesso após posse de Moraes no STF: veja quantas ações ela tem!
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HADDAD ABANDONA o barco: A BOMBA FISCAL vai ESTOURAR em 2026?
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HADDAD ABANDONA o barco: A BOMBA FISCAL vai ESTOURAR em 2026?
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sábado, 27 de dezembro de 2025
Entre Atenas e Jerusalém
Dartagnan da Silva Zanela
Gosto de refletir a respeito do julgamento de Sócrates, especialmente no final do ano, neste tempo em que temos os nossos dias agitados pelos festejos do natalício de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Se fosse listar todas as razões e motivações que predispõem minha alma a inclinar-se nesta direção, a prosa seria comprida uma barbaridade e o nosso intento não é chatear ninguém. Mentira, é sim, mas não tanto assim.
Sócrates era um homem que, na plenitude da sua vida, foi tocado pelo oráculo que o havia reconhecido como sendo o homem mais sábio que existia. Se esse anúncio tivesse sido feito a qualquer um de nós, possivelmente iríamos estufar o peito, nos achar os sabichões e declarar aos quatro ventos que caboclo mais tarimbado na face da terra não há.
Pois é. Mas Sócrates não era como um de nós. Ele era simplesmente quem ele deveria ser e, por isso, ao ouvir essa notícia, duvidou, porque não reconhecia nenhuma sabedoria em seu coração. Ao contrário de nós, ele era humilde; por isso, sábio.
O problema — e é aí que o trem fica pra lá de interessante — é que quem disse isso o disse em nome de Apolo e, como todos nós sabemos, Apolo não mente. Logo, o pobre Sócrates tinha o dever de encontrar essa sabedoria, pois, da mesma forma que uma verdade aprendida deve ser uma verdade obedecida, uma verdade anunciada por Deus deve ser procurada humildemente pelo homem. Aliás, é essa procura que define o sábio.
Mas a procura abnegada e amorosa pela verdade não é um passatempo, nem um entretenimento, ou algo similar, nada disso; essa jornada exige tudo de nós, porque não é possível sermos tocados pela verdade, e transformados por ela, se continuarmos sendo pessoas pela metade, com a alma dividida entre os nossos desejos miúdos e as miudezas do mundo.
E por sermos almas de estatura medíocre, Deus, em sua infinita misericórdia, nos enviou seu Filho Jesus Cristo para nos arrancar de nossa baixeza e nos salvar de nossa intratável ignorância nada original. Por piedade, Ele, que é a Verdade, se fez carne e habitou entre nós para iluminar a nossa vida com a luz da Sua vida.
Mas nós o matamos de forma ignóbil porque o nosso coração não é como o de Sócrates. Enquanto ele entregou a sua vida por amor à verdade, nós, em nosso dia a dia alienante, preferimos desdenhar a verdade em favor de uma consciência vaidosa e comodamente satisfeita.
É isso aí. Fim de causo.
* O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.
publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/entre-atenas-e-jerusalem__18592
'Dois pés na jaca',
por Guilherme Fiuza No primeiro segundo de 2026, pule com os dois pés na propaganda enganosa. Espalhe para o mundo inteiro que Lula trouxe a democracia de volta para o Brasil
E ntre em 2026 com os dois pés. Um no Itaú, outro na Alpargatas. Assim você vai parar de pensar pequeno. Chega dessa história de fazer um pé de meia. Agora você vai fazer dois pés de meia. E pode usar sandália com meia? Se você for pé-quente pro reinado petista, pode.
No primeiro segundo de 2026, pule com os dois pés na propaganda enganosa. Espalhe para o mundo inteiro que Lula trouxe a democracia de volta para o Brasil. Finja que havia no país perseguição à imprensa, aos opositores e às minorias. Enfim, inverta tudo com um sorriso nos lábios. A moral cínica há de te proteger da realidade. E você ainda vai ganhar um Oscar (de efeitos especiais).
Mas nada de enfiar o pé na jaca. Enfie os dois pés na jaca! Com essa dinheirama que as amizades certas têm te trazido, todo dia é carnaval. Quem sabe até te convidam pra um comercial de cerveja: “Entre na quarta-feira de cinzas com samba no pé, Brahma na mão e nada na cabeça! Sem anestesia”.
Quando 2026 chegar, fale pra ele: ainda estou aqui, lutando contra a ditadura do século passado e me dando bem! Entre com os dois pés na porta do ano novo, pra ele não se fazer de bobo e não se atrever a tirar o seu ganha-pão. E bota pão nisso! O milagre da multiplicação é diário pra quem tem o PT no coração e os maiores bancos no bolso.
Por trás da balbúrdia das facções, a sua defesa do indefensável passará impune.
Entre em 2026 com os dois pés nos peitos da democracia (jurando defendê-la). Apoie a asfixia de todos os que ousarem estragar seu conto de fadas petista. Defenda a censura dizendo que isso é combate ao ódio. Espalhe seu ódio às pessoas comuns — aquelas que você nunca encontra nos seus camarotes VIP — e diga que elas compõem a massa fascista. Mas continue discursando a favor do povo, sem se esquecer de citar os lindos versos do cancioneiro popular contra a opressão social — compostos pelos que hoje estão enroscados com o regime. Viva a poesia chapa-branca!
E não se esqueça: se começarem a notar o seu papelão, ou seja, se a sua demagogia começar a ficar com o rabo de fora, você já sabe o que fazer. Coloque a “direita” na sua mensagem. Leve a conversa para esse playground ideológico — onde sempre há um bom lugar reservado para quem não quer chamar as coisas pelos seus nomes. Serve até um trocadilho idiota com “pé direito”. Você vai suscitar a algazarra das torcidas organizadas. E por trás da balbúrdia das facções, a sua defesa do indefensável passará impune.
Ufa! Feliz Ano Novo.
Guilherme Fiuza - Revista Oeste
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Suspeita de ‘lista’ de autoridades enroladas com Banco Master agita os poderes
Falso Herói: Jornalistas do Globo DESTROEM Moraes pelo caso Master
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Falso Herói: Jornalistas do Globo DESTROEM Moraes pelo caso Master
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R$ 2,5 MILHÕES para CHICO BUARQUE: o CAIXA dos AMIGOS do REI
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R$ 2,5 MILHÕES para CHICO BUARQUE: o CAIXA dos AMIGOS do REI
clique no link abaixo e assistaSaiu o relatório do Pedro Vaca sobre liberdade de expressão: STF vai gostar ou odiar?
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Saiu o relatório do Pedro Vaca sobre liberdade de expressão: STF vai gostar ou odiar?
clique no link abaixo e assistasexta-feira, 26 de dezembro de 2025
A Republiqueta Democrática do Estado de Direito Vermelho, Verde e Amarelo
Alex Pipkin
Você já ouviu falar em Mobutu, aquele gênio da pilhagem institucionalizada na gloriosa República Democrática do Congo? Se não ouviu, não precisa nem pegar um avião para Kinshasa.
Para encontrar um governo Mobutu, agora em versão vermelho, verde e amarelo, com sotaque tropical e manual de cleptocracia atualizado, basta ligar a telinha.
Nós assistimos, lemos, ouvimos, e assistimos de novo, mesmo com essa mídia do Partido Oficial. Agora imagine se o Pix não pingasse. A mesma história reencenada, com brilho de circo decadente, na nossa Republiqueta Democrática e do Estado de Direito Vermelho, Verde e Amarelo. Mudam-se os nomes, os sobrenomes e as narrativas sentimentais, mas o enredo permanece o mesmo. O Estado como butim, o governo como quadrilha organizada e a honestidade reduzida a mera irrelevância.
Mobutu, dizem os estudiosos, confundia com maestria o erário com a carteira pessoal. Mas, convenhamos, ele era um aprendiz perto da engenharia moral que desenvolvemos por aqui.
Naquele Congo atormentado, ao menos havia uma distinção estética entre família, governo e crime. Já no Brasil do século XXI, tudo se mistura como uma feijoada institucional, onde empresários que confessaram distribuir propinas ao presidente viajam agora ao seu lado; parentes mergulhados em escândalos embarcam em comitivas oficiais; e ministros togados — sempre eles — aparecem sorridentes ao lado de advogados de bancos investigados, sobre os quais, ironicamente, decretaram sigilo absoluto.
É o caso do Banco Master, cuja trama, digna de novela barata, envolve ministros, advogados especializados em milagre judicial, pilotos e aeronaves emprestados do universo folclórico de Beto Loco e aquele odor inconfundível de dinheiro público tratado como renda familiar ampliada. Denunciado pelo senador Alessandro Vieira, o uso do avião do tal Beto Loco seria apenas cômico, não fosse trágico. Aqui, até o piloto vira personagem do nosso teatro da corrupção.
Transformamos o crime político em um espetáculo grotesco, o nosso autêntico teatro da corrupção tupiniquim, onde a plateia, perdida entre a incredulidade e a fadiga moral, continua rindo para não chorar copiosamente. Este país não perde a oportunidade de perder a oportunidade de ser o campeão do surrealismo. De acordo com a imprensa, a maior investigação da história do PCC prescreveu, e o “amigo do meu amigo” Marcola foi absolvido!
Voltando ao patrimonialismo criminoso, o mais tenebroso, é que parte do próprio povo se projeta nesse teatro, desejando ocupar o lugar do “pai dos pobres”, dos seus e da sua trupe de “acéclas”. Pois é, como se a tragédia fosse um ideal de ascensão moral.
Sim, o Congo teve Mobutu. E daí? Nós temos algo ainda mais ousado. Um Mobutu tropical, pluripartidário, sentimental e judicialmente blindado. Por aqui, convenhamos, nem o arsenal naval americano — aquele mesmo, estacionado de olho na Venezuela — seria capaz de “desblindar” a blindagem da nossa suprema pequena corte. É nesse ponto que a ironia desce e a realidade sobe ao palco.
O que vivemos hoje não é apenas corrupção, é a banalização estruturada da corrupção. O patrimonialismo se transformou em método do desgoverno, a cleptocracia virou paisagem, e a imoralidade pública transformou-se, mais uma vez, em rotina de governo lulopetista. O Brasil, que já carregava a fama internacional das maracutaias petistas dos governos anteriores, conseguiu superar o próprio passado. Horripilante.
Não há adjetivo que acompanhe o ritmo da degradação. Se Mobutu virou símbolo mundial da rapinagem estatal, nós conseguimos a proeza de ir além. Criamos um modelo sofisticado, sentimentaloide, com verniz democrático e blindagem judicial integral. Uma obra-prima do extrativismo político moderno.
Lamentável não é apenas constatar o descalabro. É perceber que muitos já não se chocam. Quando a moral se acostuma ao abismo, o abismo vira casa. Esse é o verdadeiro legado da nossa Republiqueta Vermelho, Verde e Amarelo. Que país é esse, minha gente?!
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/a-republiqueta-democratica-do-estado-de-direito-vermelho-verde-e-amarelo/
O pacto, o demônio e o legislador
Lexum
“Coração Satânico” é, antes de tudo, um filme sobre um pacto — e sobre o que torna um pacto válido. A história acompanha Harry Angel, um detetive contratado por um homem elegante e inquietantemente polido chamado Louis Cyphre. A missão é simples: localizar Johnny Favorite, um cantor desaparecido que fez um acordo sério demais para ser ignorado. Aos poucos, o detetive descobre que seu cliente é o próprio Demônio, e que Favorite tentara fugir das consequências do pacto assumindo outra identidade. Até aqui, parece apenas uma narrativa de crime com pitadas sobrenaturais. Mas o detalhe mais curioso — e mais interessante juridicamente — é a forma como o próprio Demônio se comporta. Mesmo podendo executar a dívida quando quiser, ele só o faz quando a consciência do devedor é restaurada. Ou seja: para que ele cobre, o sujeito precisa saber que é devedor.
E isso não é só narrativa. É uma intuição contratual clara. Um pacto diabólico não funciona como se fosse uma armadilha; funciona como um acordo. E acordo exige, minimamente, que ambos os lados saibam o que estão fazendo. Enquanto Johnny Favorite está perdido na amnésia, a pessoa que pactuou não existe de forma reconhecível. Ele é, no sentido mais literal, alguém que não consegue se identificar como autor da própria promessa. Sem identidade consciente, não há responsabilidade. Sem responsabilidade, não há contrato a ser executado.
Esse é o ponto que conecta o filme à lógica humiana de consentimento. Hume insistia que não existe vontade sem alguém que possa reconhecê-la como sua. Para ele, a identidade pessoal — o “eu” — não é uma substância misteriosa, mas uma continuidade psicológica construída principalmente pela memória. Sem memória, não há continuidade; sem continuidade, não há pessoa capaz de assumir ou manter um compromisso.
Por isso, em termos humianos, um consentimento dado por alguém que não sabe quem é, que não se lembra do que fez e que não consegue ligar sua decisão ao próprio eu é um consentimento vazio — uma forma sem conteúdo. É um “sim” que não pertence a ninguém.
E o filme dramatiza exatamente isso: enquanto Johnny Favorite está afundado na amnésia, não existe o “eu” que assinou o pacto. Existe um corpo, mas não uma pessoa em sentido moral. O Demônio entende essa lacuna: ele não pode cobrar porque não há sujeito consciente capaz de responder pelo ato. Ele precisa esperar que Favorite recupere a memória, reconecte-se consigo mesmo e reconheça, internamente, que foi ele quem fez o acordo.
Somente quando a identidade retorna — quando o sujeito volta a ser autor da própria história — é que a cobrança se torna possível. Em outras palavras: até o Diabo sabe que consentimento sem consciência é só aparência de consentimento.
Não se trata de misericórdia, mas de estrutura. A alma só pode ser tomada de quem sabe que a entregou. Um pacto sem um mínimo de consciência não é um pacto — é violência, e violência não produz o tipo de vínculo moral que dá sentido à própria ideia diabólica de “troca de alma”.
Assim, o filme acaba ensinando algo simples: até o Demônio precisa de consentimento. A execução do pacto só faz sentido porque o sujeito, ao recuperar-se, reconhece que fez uma escolha — mesmo que péssima, mesmo que moralmente grotesca.
E é justamente quando entendemos essa lógica interna — a ética mínima do pacto, a exigência de consciência, a centralidade da vontade — que o contraste com o Projeto de Reforma do Código Civil salta aos olhos. Se até o Demônio espera o sujeito saber o que está fazendo, o PL 4/2025 parece disposto a inaugurar um sistema em que a vontade importa menos, a culpa importa menos e, em alguns pontos, não importa nada.
Nos contratos, a reforma proclama a liberdade, mas cerca cada passo com novas funções sociais, deveres anexos, parâmetros interpretativos e controles que diminuem o espaço efetivo das partes e ampliam, quase sem freios, o poder de revisão externa. O “encontro das vontades”, tão indispensável ao Demônio, vai sendo substituído por um “encontro das salvaguardas”, em que todo contrato nasce sob tutela.
Mas é na responsabilidade civil que a inversão atinge seu auge. O Diabo só pune quem escolheu conscientemente. Já o PL institui uma constelação de hipóteses de responsabilidade objetiva em que não há culpa, não há intenção e, em certos casos, não há sequer dano consumado. Atividade de risco especial, guarda de pessoas, coisas e animais, atuação digital, vínculos indiretos, falhas de terceiros, danos presumidos, deveres preventivos — tudo isso basta para que surja a obrigação de reparar. O elemento moral da culpa desaparece; o vínculo subjetivo é dispensável.
A ironia é inevitável: Coração Satânico ensina que o mal exige autoria. O PL 4/2025, ao contrário, parece sugerir que, se há um dano ou um risco, alguém deve pagar — independentemente de ter feito algo que justifique a atribuição moral dessa responsabilidade.
O resultado é simples e desconcertante: entre o Demônio que aguarda a consciência do devedor e um Código Civil que prescinde dela, o legislador consegue parecer mais temível do que o próprio Louis Cyphre. O pacto diabólico ainda exige vontade. O pacto civil reformado, ao que tudo indica, não.
P.S.: Obrigado por me lembrar do filme, Yun Ki Lee.
*Leonardo Corrêa – sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, com LL.M pela University of Pennsylvania, Co-Fundador e Presidente da Lexum e autor do livro A República e o Intérprete — Notas para um Constitucionalismo Republicano em Tempos de Juízes Legisladores.
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UNIÃO DA CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA
gilbertosimoespires/pontocritico
DILEMA DO PASSADO
Até pouco tempo atrás, se alguém, diante de um INCOMPETENTE e um CORRUPTO, fosse obrigado a escolher um dos dois, com toda a certeza escolheria o CORRUPTO. Até porque, enquanto a CORRUPÇÃO -envolvia- o DESVIO DE VERBAS E PRÁTICAS DESONESTAS -LIMITADAS-, a INCOMPETÊNCIA -produzia- decisões desastrosas, causando -ILIMITADOS- PREJUÍZOS À POPULAÇÃO, mesmo que não havendo intenção direta de ROUBOS.
MESMO DIREITO
Hoje, no entanto, por conta das repetidas decisões -AUTORITÁRIAS- da maioria dos ministros do STF, a situação mudou drástica e radicalmente. Com isso, tanto os INCOMPETENTES quanto os CORRUPTOS, independente do cargo que ocupam, ganharam o MESMO DIREITO: todos estão LIVRES E AUTORIZADOS A ROUBAR E/OU CAUSAR PREJUÍZOS -ILIMITADOS-, sem ser minimamente incomodados. Ao contrário; quanto maior o ROUBO E/OU O ROMBO, MAIS BENEFÍCIOS RECEBEM.
PREJUÍZOS ILIMITADOS
Se tudo já estava transitando em MODO -SAFADEZA-, a ESCANDALOSA forma adotada pelos TIRANOS-MINISTROS -Alexandre de Moraes e Dias Toffoli-, na condução do rumoroso caso -BANCO MASTER-, minou de vez COM A FRÁGIL E OU PRATICAMENTE INEXISTENTE CREDIBILIDADE DO STF. A atitude de ambos deixa claro que pouco ou nada importa se as decisões são baseadas em INCOMPETÊNCIA OU CORRUPÇÃO. O que rola no mercado da -ESPECULAÇÃO- é que, do jeito e forma como agem e decidem, há quem acredite, intimamente, que estamos diante de uma eventual VENDA DISFARÇADA DE SENTENÇA.
PRISÃO PERPÉTUA
Caso se confirme tudo aquilo que o povo imagina, inclusive a MÍDIA TRADICIONAL -que se diz TRAÍDA- aí não cabe mais falar em IMPEACHMENT. O caso -GRAVÍSSIMO- sugere, antes de tudo, a PRISÃO. PRISÃO PERPÉTUA!
CAIO GOTTLIEB
A propósito, eis o texto do Jornalista e publicitário, Caio Gottlieb, com o título -BANCO MASTER E O COLAPSO MORAL DO SUPREMO-
O escândalo do Banco Master já não é mais, como se isso fosse pouco, apenas a maior fraude financeira da história do país. O rombo astronômico, estimado em mais de R$ 12 bilhões, provocado por operações lastreadas em títulos sem valor real, que lesaram investidores e correntistas, seria, por si só, matéria suficiente para ocupar manchetes por semanas e meses.
Mas o que se revelou em torno desse episódio ultrapassa em muito a esfera bancária. O caso tornou-se um retrato escancarado da degradação institucional do Brasil.
O ponto de inflexão não está no banco. Está no Supremo Tribunal Federal.
Nos últimos anos, o STF passou a conviver com uma prática que corrói sua credibilidade: a naturalização de conflitos de interesse envolvendo ministros e escritórios de advocacia de familiares diretos — esposas, filhos, parentes próximos — atuando em causas bilionárias que orbitam o próprio poder que deveriam ser julgadas com distância, sobriedade e isenção.
Criou-se um ambiente onde a promiscuidade institucional deixou de ser exceção e passou a ser método.
Nesse contexto emerge a fraude do Master.
Reportagens amplamente documentadas revelaram que o escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes firmou contrato com o banco prevendo representação jurídica junto ao Banco Central, à Receita Federal, ao Cade e ao Congresso Nacional. O detalhe devastador: nenhuma dessas instituições recebeu petições, pedidos formais ou qualquer atuação processual concreta do escritório em nome do banco.
Não houve trabalho técnico. Não houve advocacia no sentido clássico. Houve lobby. Influência. Pressão.
A partir daí, a história ganhou contornos ainda mais graves.
Segundo apuração da imprensa, o ministro Alexandre de Moraes chegou a telefonar seis vezes, no mesmo dia, ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar da operação de venda do Banco Master ao BRB, o Banco de Brasília. Não se tratou de um contato isolado, mas de uma sequência de conversas, em meio à análise de uma operação que poderia salvar uma instituição cliente do escritório de sua esposa.
As versões oficiais, divulgadas em notas, sustentaram que os contatos teriam tratado exclusivamente de temas genéricos, como os efeitos da Lei Magnitsky, que havia sido aplicada a Moraes pelo governo Trump por violação dos direitos humanos. A imprensa, porém, amparada em fontes do meio jurídico e financeiro com acesso direto aos bastidores, desmentiu essa narrativa.
E aqui entra o episódio que escancara, com tintas ainda mais fortes, o cinismo com que os brasileiros vêm sendo tratados.
O ministro Dias Toffoli, no mesmo período em que avocava para si processos relacionados ao caso, assumia o comando da investigação e decretava sigilo absoluto, viajava em jatinho particular de um empresário, ao lado de um advogado diretamente ligado a um dos diretores do Banco Master, para assistir a uma partida do Palmeiras em Lima, no Peru. A explicação oficial, oferecida com naturalidade desconcertante, foi a de que “não se tratou do assunto”.
Sim, claro. Nós acreditamos. Conversaram apenas sobre futebol.
Do mesmo modo, espera-se agora que o país acredite que seis telefonemas, no mesmo dia, e ao menos cinco conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central não tenham tido qualquer relação com a situação de um banco que pagava mensalidades milionárias ao escritório de sua esposa — escritório que, por contrato, deveria atuar justamente junto ao Banco Central, entre outros órgãos. Também aqui, segundo as notas oficiais, nada se discutiu além de temas laterais. Sim, claro, nós acreditamos.
É um cinismo que pressupõe um país de ingênuos, carimbados como inocentes úteis, convidados a engolir que nada foi tratado, nada foi pedido, nada foi pressionado — apesar do dinheiro, dos contratos, das relações e das evidências convergentes.
Felizmente, o Banco Central manteve uma postura institucional, não cedeu à pressão e liquidou o banco, já quebrado, falido e responsável por um dos maiores golpes financeiros recentes contra o país.
Quando o lobby informal se converte em pressão direta sobre a autoridade monetária máxima da nação, deixa-se o terreno da mera inadequação ética. Entra-se no campo da advocacia administrativa, do conflito de interesses explícito e do crime de responsabilidade.
Esse episódio retira de vez a máscara da imagem que Alexandre de Moraes tentou construir ao longo dos últimos anos.
O magistrado que se apresentou como salvador da democracia, acumulando as funções de investigador, polícia, promotor, acusador e juiz, conduziu ações que atropelaram garantias básicas do devido processo legal, especialmente na perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ancorada numa narrativa fantasiosa de tentativa de golpe de Estado sem soldados, sem tanques e sem comando militar.
Sob o pretexto de proteger a pátria de supostos golpistas violaram-se salvaguardas jurídicas elementares, para encarcerar um adversário político e impor penas desproporcionais — inclusive a cidadãos que, embora responsáveis por atos de vandalismo, jamais poderiam receber condenações de 15 ou 20 anos de prisão.
A aura de austeridade e rigor moral transmitida nesse período se desfaz agora, revelando não um guardião da República, mas um negociador instalado no coração da Suprema Corte.
Os números dão materialidade ao escândalo. O contrato firmado renderia, se cumprido integralmente, cerca de R$ 129 milhões. Até sua interrupção, aproximadamente R$ 80 milhões já haviam sido pagos. Em 2024, a distribuição de lucros do escritório destinou à esposa do ministro cerca de R$ 57 milhões. Em apenas um ano, seu patrimônio pessoal saltou de R$ 24 milhões para quase R$ 80 milhões. Valores sem paralelo, inclusive entre os maiores e mais caros escritórios de advocacia do país.
Não se paga isso por trabalho inexistente. Paga-se por acesso. Por influência. Por resultado.
A situação torna-se ainda mais simbólica quando se observa a criação de novas estruturas jurídicas da mesma família em Brasília, em datas que coincidem com episódios sensíveis envolvendo sanções internacionais e investigações. A advocacia, aqui, deixa de ser meio técnico e passa a ser instrumento político.
O envolvimento de Dias Toffoli no rolo do Master foi o prenúncio. O envolvimento de Alexandre de Moraes foi a consolidação. Não se trata mais de aparência de conflito. Trata-se de fatos convergentes.
A palavra impeachment, antes tratada como exagero retórico da oposição, entra agora no vocabulário institucional com outro peso. Não por decisões polêmicas ou divergências ideológicas, mas por condutas. Por relações. Por dinheiro. Por pressão indevida.
Tudo isso ocorre sob o silêncio cúmplice de uma Corte que, ao longo dos últimos anos, anulou condenações, descondenou corruptos confessos, desmontou sentenças e consolidou um ambiente de impunidade estrutural. O Supremo, que deveria ser o fiscal da Constituição, tornou-se um poder sem fiscalização. A pergunta é inevitável: quem fiscaliza o fiscal?
O Banco Master é apenas o gatilho. O escândalo real é institucional. A moral do Supremo, já profundamente avariada, encontra-se hoje em estado avançado de decomposição. Não se trata mais de crise de imagem. Trata-se de falência ética.
Ignorar isso é aceitar que o país seja governado por um condomínio de poder no qual interesses privados, o governo Lula e a cúpula do Judiciário se confundem, operando sem freios e sem pesos e contrapesos reais.
Enfrentar essa realidade é o único caminho para que o Brasil volte a ter instituições que inspirem respeito e poderes verdadeiramente independentes, com controles efetivos e limites claros. Fora disso, estaremos seguindo, a passos acelerados, o caminho da Venezuela.
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Para que a aurora possa chegar
Dartagnan da Silva Zanela
Tudo em nossa vida é uma questão de tempo — tudo, inclusive e principalmente o aprendizado e o amadurecimento. Há uma passagem do livro "De la estupidez a la locura" na qual Umberto Eco nos conta que, quando completou treze anos de idade, ia contando com muita alegria para todos os amigos, conhecidos e familiares que estava mais velho, e todos amavelmente o felicitavam. Chegando à Igreja, foi ter com o padre Celi e contou-lhe que estava completando anos; o padre, então, disse-lhe: "Muito bem, treze anos desperdiçados".
Isso tudo teria ocorrido em 5 de janeiro de 1945.
Tais palavras causaram-lhe um forte impacto. Essa observação o fez mergulhar dentro de si mesmo e refletir, em sua meninice, sobre o que ele tinha feito de sua porca vida até ali; podemos dizer que, de certa forma, aquelas ríspidas palavras provocaram a gestação daquele que viria a ser o Umberto Eco que todos nós conhecemos. Aliás, realmente o conhecemos ou apenas e tão somente reconhecemos a sua fama, que não é pequena? Bem, deixe quieto e sigamos em frente.
Provavelmente conhecemos tão bem a vida e a obra de Umberto Eco como conhecemos a nossa própria vida, mal e porcamente vivida. E esta, a nossa vida, deveria ser objeto de nossa reflexão diariamente — o que, sejamos francos, raramente o é. E não o é porque a mera possibilidade de vermos o desvelamento, diante dos olhos da nossa consciência, da verdade sobre nós mesmos, muitas e muitas vezes nos assombra. Por essa razão, preferimos a superficialidade das distrações nossas de cada dia. Por isso, mesmo com a face tocada pelas mãos de Cronos, continuamos insistentemente agindo feito crianças que, virando as costas para a realidade e para as verdades da vida, imaginam que estão fazendo com que todas elas deixem de existir.
Gosto sempre de lembrar da questão que, há muito, foi levantada por Nietzsche: quanto de verdade nós somos capazes de suportar? Quanto, cara pálida? Essa é uma das poucas questões das quais, nesta vida, nós não temos o menor direito de nos esquivar porque, como todos nós sabemos, apenas a verdade — somente ela — pode nos libertar de nós mesmos. Libertar-nos das nossas mentiras, dos nossos enganos e autoenganos, de todo esse material que nós utilizamos para forjar esse trem fuçado e mal acabado que chamamos de nossa vida.
Enfim, tomemos para nós as palavras ditas pelo padre Celi a Umberto Eco e reflitamos sobre este ano — e todos os anos — que foram mal vividos por nós até aqui.
* O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.
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O sistema começa a largar a mão de Alexandre de Moraes -
Rodrigo Constantino | SEM RODEIOS
O sistema começa a largar a mão de Alexandre de Moraes -
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Gilmar sai em defesa de Moraes e Toffoli: bateu o medo?
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Gilmar sai em defesa de Moraes e Toffoli: bateu o medo?
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STF RACHADO: Rolo de Moraes com banqueiro causa RACHA no STF!
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STF RACHADO: Rolo de Moraes com banqueiro causa RACHA no STF!
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JOSÉ DIRCEU AMEAÇA: "REVOLUÇÃO em 2026". O que ELES PREPARAM?
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