Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

"A força das corporações",

editorial do Estadão
 A decisão do presidente Michel Temer de sancionar o reajuste de 16,38% nos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – que terá amplo impacto na folha de pagamentos do conjunto do funcionalismo – mostra que mesmo um governo com evidente compromisso com o equilíbrio das contas públicas não consegue conter a força das corporações. Este mesmo governo, que provou sua responsabilidade ao aprovar um teto para os gastos públicos, ao controlar a inflação e os juros e ao tentar por todos os meios viabilizar uma reforma da Previdência, havia sido igualmente incapaz de barrar um aumento salarial para o funcionalismo público pouco depois que Temer assumiu o lugar da presidente cassada Dilma Rousseff, em maio de 2016. Ou seja, há uma classe de brasileiros, com amplo acesso ao poder, para a qual não valem as medidas que exigem o sacrifício da maioria da população, nem mesmo diante das gritantes limitações fiscais.
No caso do reajuste dado no início de seu governo, Temer ainda podia argumentar que se tratava de um compromisso assumido pelo governo de Dilma e que não poderia ser rompido. Já no caso do aumento de salário concedido ao Judiciário a pouco mais de um mês do fim de seu mandato, Temer contrariou os pareceres da área econômica do governo e ignorou a evidente inconstitucionalidade da medida, que aumenta a remuneração dos ministros do Supremo sem autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias. Ademais, o reajuste desrespeita o teto legal de gastos, pois no projeto que o concedeu não há avaliação sobre o impacto orçamentário, igualmente obrigatório. Em outras palavras, Temer tinha todos os elementos necessários para vetar o reajuste, mas não o fez porque foi incapaz de fazer frente ao formidável condomínio de interesses privados de uma das mais poderosas corporações hoje em atuação no Brasil.
O mais estarrecedor em toda essa história é o fato de que uma medida tão escandalosamente ilegal tenha sido articulada a partir do STF – instituição cuja função é justamente zelar pelo estrito cumprimento da Constituição –, contando com a cumplicidade do Congresso, que deveria ter mais cuidado com a coisa pública, já que ali se reúnem os representantes dos contribuintes que sustentam o Estado. Ou seja, as corporações se combinaram para desvirtuar instituições democráticas, atropelar a Constituição e arrancar do Erário a renda a que julgam ter direito.
Assim que o aumento foi aprovado por Temer, o ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu a absurda liminar por ele mesmo concedida em 2014 para estender o auxílio-moradia a todos os magistrados e membros do Ministério Público do País, medida que, na prática, havia majorado os salários dos juízes, promotores e procuradores sem qualquer discussão orçamentária. Em resumo, tudo não passou de um vergonhoso toma lá dá cá, no qual o Judiciário inventou um auxílio-moradia irrestrito para arrancar um reajuste salarial.
Sem qualquer constrangimento, o ministro Fux disse que decidiu sustar a liminar porque, “no atual estado das coisas, impõe-se ao Poder Judiciário o estabelecimento de parâmetros que assegurem o ajuste fiscal das contas públicas”, pois “o equilíbrio e a ordem nas contas estatais são imprescindíveis para assegurar a continuidade de serviços públicos dignos a gerações futuras”.
Nem é preciso dizer que o equilíbrio das contas públicas jamais foi a preocupação dos sindicalistas togados, interessados somente em ampliar os seus já absurdos privilégios, em um país com mais de 12 milhões de desempregados.
Para o País, resta a sensação de que há duas Constituições: uma, que impõe limites para a maioria dos brasileiros, e outra, feita sob medida para atender as poderosas guildas de servidores públicos. É como escreveu o ministro Fux: “A Constituição é um documento vivo, em constante processo de significação e de ressignificação, cujo conteúdo se concretiza a partir das valorações atribuídas pela cultura política a que ela pretende ser responsiva. Por sua vez, tais valorações são mutáveis, consoante as circunstâncias políticas, sociais e econômicas, o que repercute diretamente no modo como o juiz traduz os conflitos do plano prático para o plano jurídico, e vice-versa”.

















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Foi só Palocci delatar Dilma que Damous já viu um 'cachorro' atrás

| Felipe Moura Brasil JOVEM PAN NEWS

A GUERRA está travada.... NANDO MOURA x PC SIQUEIRA, FELIPE NETO, CAUE MOURA e CASTANHARI.

MARCELO BRIGADEIRO

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Entrevista Coletiva 28/11 "Folha de São Paulo? Outra Por Favor!"

Evil Gamers Brasil YOUTUBE
FOTO ANDRADE JUNIOR
Bolsonaro em Coletiva de Imprensa em Brasília junto com o futuro Ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni.


Após o aumento, Lasier adverte juízes do STF

verdade politica - youtube

Após o aumento, Lasier adverte juízes do STF



"Conchavo vexatório",

editorial da Folha de São Paulo
 Num conchavo que expõe o desembaraço das altas autoridades do país em torcer normas para contemplar suas conveniências, o presidente da República, Michel Temer (MDB), e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, definiram o aumento salarial para os ministros da corte.
O reajuste de 16,38% —que eleva os vencimentos dos magistrados e o teto salarial do serviço público a R$ 39,3 mil mensais— deverá gerar, segundo cálculos de técnicos do Congresso Nacional, um gasto suplementar total de ao menos R$ 4 bilhões por ano na Federação.
A medida, aprovada por um Senado em clima de fim de festa, estava à espera da sanção presidencial, que se concretizou na segunda-feira (26) após entendimentos entre Temer e Toffoli.
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A contrapartida oferecida pelo STF foi o fim da concessão generalizada da benesse do auxílio-moradia, há quatro anos estendida de maneira aberrante a todos os magistrados e procuradores do país pelo ministro Luiz Fux.
Como se sabe, em setembro de 2014, no papel de relator de três ações movidas por juízes, Fux decidiu presentear seus colegas com o benefício, em decisão tomada em em caráter liminar. Desde então, a magistratura contava com um adicional de R$ 4.377 por mês, livre de tributos e do teto salarial.
Concebido para profissionais transferidos para comarcas longínquas, o auxílio-moradia em sua versão indiscriminada passou a engordar os vencimentos mesmo de quem trabalhasse na cidade onde mora e fosse proprietário de imóvel —caso, entre tantos, do ex-juiz Sergio Moro, ora nomeado ministro da Justiça do próximo governo.
Considerado por Fux um gesto de pragmatismo, não se deixou dúvida de que tal escárnio para com a sociedade foi um subterfúgio para compensar a ausência de reajustes pleiteados pela corporação.
Ou seja, de maneira enviesada e com o intuito de elevar sua remuneração, os mais altos representantes da Justiça fizeram valer para um amplo coletivo uma norma que seria destinada a poucos.
Note-se que a supressão da regalia não compensa a despesa provocada pelo aumento salarial, sancionado por um presidente que, por sua vez, foi pródigo, em seu breve mandato, nas concessões a categorias variadas de funcionários --na contramão das tentativas da equipe econômica de ajustar a dramática situação orçamentária.
O caso ressalta a necessidade de rever mecanismos que favorecem a propagação em cascata das mudanças salariais e de estabelecer regras para o cumprimento do teto remuneratório do serviço público.

Não se discute que autoridades tão qualificadas mereçam ganhar bem, mas há que respeitar os limites da realidade brasileira e os requisitos de transparência, hoje burlados por meio de penduricalhos diversos nas folhas de pagamento.















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STF só cuida de Lula

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Lewandowski, sempre ele, avisou que 2.ª Turma do STF vai julgar o enésimo recurso de Lula na terça-feira 4 de dezembro. Defesa do petista reclama de Moro, que aceitou ser ministro de Bolsonaro, que massacrou Lula nas urnas no voto direto, escolhido pelo povo. E o Judiciário mais uma vez se curva a seus caprichos. Até quando os advogados do condenado preso mais famoso do País vão submeter a Justiça aos próprios caprichos? Não lhe basta ter feito acordo traiçoeiro com Congresso e Temer sem ter cumprido nem a parte do leão prometida no grotesco reajuste dos subsídios dos ministros, como já foi desmascarado?

Barroso responde aos anseios e manda indireta ao PT


Verdade Política  YOUTUBE
O ministro do Supremo Roberto Barroso foi o primeiro ministro a votar e criticou severamente o indulto para os crimes de corrupção.


Gleisi tenta impedir Ana Amélia de falar enquanto defendia Lula e as duas se 'atracam' em pleno..

FOLHA POLÍTICA YOUTUBE
FOTO ANDRADE JUNIOR
Gleisi tenta impedir Ana Amélia de falar enquanto defendia Lula e as duas se 'atracam' em pleno Senado Enquanto a senadora Gleisi Hoffmann defendia o ex-presidente Lula de maneira incondicional e lançava acusações contra Jair Bolsonaro e opositores à esquerda e à corrupção, a senadora Ana Amélia tentou fazer um aparte, mas foi impedida. O fato desembocou em uma intensa discussão entre ambas. Assista ao vídeo:

Procuradora da Lava Jato faz relato estarrecedor de roubos milionários envolvendo o PT, orga.

folha politica
Procuradora da Lava Jato faz relato estarrecedor de roubos milionários envolvendo o PT, organização criminosa e lavagem de dinheiro No âmbito da nova fase da Operação Lava Jato que foi denominada "Operação Sem Fundos", a procuradora Isabel Groba Vieira fez um relato estarrecedor de desvios de dinheiro envolvendo o PT - Partido dos Trabalhadores - na Petrobras. Assista ao vídeo:

LIÇÕES DA CHINA À CNBB E AO PT

 por Percival Puggina
  Desde a fundação do PT, graças aos encantos que as heresias da Teologia da Libertação exercem sobre certo tipo de formação intelectual, “pintou um clima” entre a CNBB e esse partido. Trata-se de algo que só pode ser negado fechando os olhos para não tomar conhecimento. Quem observa a atividade da Conferência, suas Campanhas da Fraternidade e análises de conjuntura sabe disso. Os vínculos partidários de tantos assessores leigos da Conferência e a linguagem de muitas declarações também reforçam essa convicção.
É um nexo intenso, resistente até mesmo ao chumbo grosso que, liderados pelo PT, os partidos de esquerda disparam contra temas importantes à vida cristã e conteúdos permanentes do ensino católico. Entre outros: respeito à vida desde a concepção, matrimônio e família, educação religiosa, proteção da inocência infantil. É inequívoco o empenho dessas legendas em legalizar o aborto, em diluir o sentido de família, em propagar a ideologia de gênero e em incutir às crianças a perturbadora sugestão de uma sexualidade multiforme e auto reverse.
Por outro lado, o Brasil sabe que o PT não poupa seus adversários, nem recua na defesa de suas pautas. No entanto, mesmo divergindo de temas essenciais à Igreja Católica, jamais o PT atacou a CNBB. Jamais! O partido e seus militantes em salas de aula vivem tentando impedir a influência política dos cristãos com o argumento de que o Estado é laico, de que a moral cristã não pode pretender espaço nas normas incidentes sobre a vida social, de que os símbolos religiosos devem ser retirados dos lugares públicos, e de que a Igreja é um dos males da humanidade. Mas contra a CNBB, nem um pio. O nome disso é parceria. É companheirismo. E torna inevitável a constatação: a CNBB vive “numa relação estável” com corrente política avessa à sua missão.
Motivo? A Teologia da Libertação (TL). Ela, a CNBB e o PT se encontram no palanque do discurso fácil e inócuo em favor dos “pobres e oprimidos” contra os “ricos e opressores”, cuja essência é uma condenação à economia de empresa, ao capitalismo, e uma apologia ao socialismo (que nunca é este ou aquele das experiências reais, mas é sempre um outro, sublimado e perfeito).
Ora, se tirar os pobres da miséria for essência da mensagem cristã, se a dignidade material da humanidade for a obra magna da Fé, então nada na história se poderia comparar às conquistas do capitalismo. Afinal, esse sistema, após todo o serviço mostrado em tantos países, esbanja potencialidades no tempo presente. Tira da miséria e põe para sorrir 850 milhões de chineses, passa a fazer o mesmo no  comunista Vietnã e começa a mudar mentalidades até na Coreia do Norte. Nada, porém, é tão amaldiçoado na parceria PT e CNBB quanto o capitalismo. Ambos condenam esse sistema, malgrado seus sucessos. E abençoam o socialismo, apesar de todos os seus fracassos.
É a China, então, um modelo de virtudes cristãs? Claro que não! E não o é porque o cristianismo não realiza sua missão com o progresso material, algo que, em sociedades complexas, pluralistas, exige um sistema econômico que gere riqueza. A essência do cristianismo é nos configurarmos a Cristo hoje, no século XXI, em meio aos compromissos, realidades, tentações e obstáculos do mundo contemporâneo. Disso deveria tratar a CNBB, deixando de firmar parceria com o atraso da boa ciência econômica e com seus adversários em tudo mais, inclusive na verdadeira promoção e proteção da dignidade da pessoa humana.

























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"Estrago nas contas públicas",

editorial de O Globo
O enredo de um entendimento no estilo toma lá dá cá entre o ministro relator do caso do auxílio-moradia de magistrados, Luiz Fux, e o presidente da República consumou-se ontem, com a sanção, por Michel Temer, do inapropriado aumento de 16,38% concedido aos magistrados , com repercussões ruinosas sobre as finanças de toda a Federação. Assim como fora combinado, Fux revogou liminar concedida por ele próprio que estendia o auxílio-moradia a todos magistrados , tivessem ou não casa própria. Mas com o devido cuidado de estabelecer a vigência da decisão para janeiro, quando entrará em vigor o aumento de 16,38%. Toma lá dá cá.

Toda essa barganha inadequada do ponto de vista fiscal, ruim para a imagem do Supremo e de todo o Judiciário, serve ao menos como uma demonstração de fácil entendimento para o presidente eleito, Jair Bolsonaro, sobre o que o espera no Planalto.
Enquanto faz escolhas corretas na montagem de uma equipe que enfrentará a maior crise fiscal de que se tem notícia no país, o futuro presidente pode observar a agilidade com que corporações de castas do serviço público se movimentam dentro do Estado em defesa de seus interesses.
Não está em discussão a necessidade de altos servidores do Executivo e do Judiciário ou representantes do povo no Legislativo terem remuneração condigna. O inaceitável é a concessão de um reajuste de alto impacto nas contas públicas no momento em que elas continuam em déficit, e numa fase de transição de governo.
Nas aparências, parece razoável aprovar-se o reajuste enquanto acaba-se com o  auxílio-moradia para todos.
Sem falar de aspectos legais, no mundo dos números frios é uma barganha em que o Erário continua no prejuízo: a União terá de gastar mais R$ 717 milhões anuais com a folha da Justiça federal, enquanto o corte do auxílio-moradia poupa apenas R$ 333 milhões. E como a remuneração de ministro do Supremo é o teto de todo o funcionalismo público, o impacto do reajuste nas finanças do Estado brasileiro, em todos os níveis,  é de R$ 4 bilhões por ano. Sendo que o déficit público primário (sem considerar juros da dívida) continua acima de R$ 100 bilhões por ano, algo insustentável. Se e quando vier a conta em forma de inflação, a maior parte dela será paga pela população de renda mais baixa, como sempre.
Toda esta manobra fica mais inconcebível quando se considera que magistrados e políticos barganharam salários mesmo com indicações técnicas  de que o acordo fere a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, por não haver nela previsão da despesa. Agride portanto a Lei de Responsabilidade Fiscal e a própria Constituição. Mais um forte motivo para o assunto ter ficado em suspenso.








































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RISONHA E FRANCA

MIRANDA SÁ 

“É por isso que adoro a escola primária: As crianças acreditam em tudo o que a gente diz” (Seymour Skinner – Diretor da Escola Elementar de Springfield, “Os Simpsons”)
Todos os letrados conhecem a poesia “Escola Risonha e Franca”, mas poucos se lembram que os versos são do poeta português Acácio Antunes: “Antigamente a escola era risonha e franca/ Do velho professor as cãs, a barba branca/ Infundiam respeito, impunham simpatia”.
No meu tempo era assim. Ocorriam o bulling, os ciúmes, concorrência, disputas, favorecimentos, mas a geração de estudantes com que convivi amava a escola, havia uma convivência civilizada e se respeitava os professores.
Mais do que um centro produtor de conhecimentos e cultura, tínhamos a formação cívica do amor ao Brasil, o aprendizado da disciplina e se abria oportunidades para as vocações.
Além das fotos de várias turmas do ginásio e do científico guardo viva a lembrança de vários colegas das atividades comuns, com o canto orfeônico dos hinos dedicados à nossa Pátria e o preito aos heróis da nacionalidade.
Conservo a memória de que levantávamos em silêncio à entrada do professor e da professora, até que nos cumprimentassem; então respondíamos em coro e nos sentávamos. Geralmente um de nós, indistintamente, limpávamos o quadro negro apagando as aulas anteriores ou distribuíamos ou recolhíamos as provas ou os trabalhos de casa.
Ruidosamente nos alegrávamos ao toque da sineta que anunciava o recreio. Alguns aproveitando a autorização de sair para tirar dúvidas sobre a lição com o mestre. A saudade e a mágoa também constam do poema de Acácio Antunes: “Por fim, tudo mudou/ … E aos pequenos mudou em calabouço a escola/ Pobres aves, sem dó metidas na gaiola! ”
É o que constata o professor e escritor J. B. Oliveira, que escreveu sobre a escola: “Na medida em que a ciência avançou, os valores morais e humanos decresceram…” e ao avanço das máquinas, celular, notebook, internet, smartphone e o tablet, as pessoas, crianças principalmente, foram perdendo a humanidade e praticando a violência.
Por sua vez, os professores ocupam o magistério sem ser vocacionados, submetendo-se a concursos somente pelo emprego ou aproveitando facilidades empregatícias da politicagem para conquistar o cargo, ficando muitas vezes à disposição em câmaras de vereadores ou assembleias legislativas…
Por uma legislação sindicalista, capenga, perdeu-se a valorização do mérito graças à famigerada “isonomia salarial”. Com isto, os bons pedagogos, preparados e interativos, se igualam aos displicentes, incompetentes, preguiçosos e semialfabetizados.
É por isto, pelo favorecimento, os picaretas se infiltram nas salas de aula para agitar politicamente e se assumir como quadro partidário “fazendo escola” para ocupar cargos de direção sindical e trampolins eleitorais oportunistas.
Esta gente, amoral, sabe que as crianças e os jovens são suscetíveis a acreditar no que dizem, mesmo com balelas, ideologias superadas, fora do esquadro da sabedoria universalista, da Ciência, da Economia, da Filosofia, da História e da Matemática.
E haja propaganda partidária. É por isto que surgiu o movimento “Escola sem Partido”, de professores autênticos, pais e estudantes conscientes que se levantam contra o que vem ocorrendo nas salas de aula. A proposta já virou lei no Estado das Alagoas e em dois municípios brasileiros.
O triste nisso tudo é que o aparelhamento na Advocacia-Geral da União levou ao STF o pedido de julgamento da lei estadual alagoana considerando-a inconstitucional. Os esquerdóides narcopopulistas fazem questão de confundir e misturar liberdade de cátedra, livre curso da expressão do pensamento, com propaganda partidária.
O futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, inspirado, disse que se o projeto Escola sem Partido for aprovado pelo Congresso Nacional, o texto final deverá ser moderado, sem extremismos. A escola assume a formação didática e os pais dos alunos pela formação religiosa e moral dos seus filhos.
Assim, com o arejamento das ideias e a mudança de costumes arraigados pela corrupção e a inaptidão, teremos dentro das salas de aula a garantia de informar e conscientizar as crianças e os jovens sobre os direitos que correspondem a deveres, a liberdade de consciência e de crença e o amor à Pátria.

CHEGA AO FINAL UM DOS MAUS NEGÓCIOS FEITOS COM A DITADURA CUBANA

PERCIVAL PUGGINA
Leio em O Globo.com:
 O Ministério da Saúde informou que já foram selecionados 7.871 médicos para as 8.517 vagas abertas no último edital do programa Mais Médicos . Isso representa 92%% do total. Nesta sexta-feira, 40 médicos se apresentaram aos municípios que irão trabalhar.
As vagas foram abertas após o anúncio do governo de Cuba de retirar seus profissionais do programa, em reação às mudanças planejadas no Mais Médicos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele é contra a retenção de parte dos salários dos profissionais cubanos, e a favor da obrigatoriedade de passar por um exame de revalidação do diploma obtido no exterior.
O balanço, com dados que vão até as 16h30 desta sexta-feira, mostra 25.900 inscrições, das quais 17.519 são de profissionais com registro válido no Conselho Regional de Medicina (CRM). Deles, 7,8 mil já tiveram um destino escolhido.
O prazo para inscrição iria até este domingo, mas, na quinta-feira, o Ministério da Saúde anunciou sua prorrogação até 7 de dezembro. A extensão ocorreu em razão de instabilidade no sistema que, segundo o ministério, foi causada por "ataques cibernéticos" identificados desde o primeiro dia de inscrição. Segundo a pasta, o sistema está estável neste momento.
De acordo com o edital, são 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas que antes eram ocupadas por médicos cubanos.

COMENTO
 O governo petista usou dinheiro do povo brasileiro para fazer negócios com parceiros ideológicos e com ditadores latino-americanos e africanos. Perdoou dívidas para poder conceder novos financiamentos alguns dos quais já se tornaram inadimplentes.
O programa Mais Médicos foi um desses instrumentos para repassar recursos. Os fatos são conhecidos. Profissionais com habilitação pouco esclarecida, submetidos a regime jurídico incompatível com a legislação brasileira, impedidos de trazerem a família e gerando ao governo cubano um overhead de 70% do valor pago. Esse tipo de locação de serviços médicos, aiás, é a maior item da indigente pauta de exportação do governo cubano.
O que aconteceu nestes primeiros dias de inscrições desmonta a farsa. Um ataque cibernético para derrubar o sistema com o intuito de impedir as inscrições. A quem isso poderia interessar? Pois é...
O Brasil não precisava dos profissionais cubanos. O número de inscrições supera o dobro das necessidades totais. O governo petista estimulou o desemprego de médicos no país e submeteu a população a ser atendida por cubanos atuando em regime de escravidão autorizada, sobre cuja competência persistem dúvidas não devidamente esclarecidas.
O que dirão agora que a farsa se evidenciou?

































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José Medeiros VS Gleisi Hoffmann - Mais Médicos

VERDADE POLITICA YOUTUBE

Embate: José Medeiros VS Gleisi Hoffmann - Mais Médicos


terça-feira, 27 de novembro de 2018

Mais médicos: ditadura cubana perde e os brasileiros ganham...

Jair Bolsonaro
Reportagem do Jornal da Record de hoje revela como o fim do programa “Mais Médicos” com Cuba se tornou a realização do sonho de milhares de jovens médicos brasileiros.

O notório Lewandowski diz que habeas de Lula - ladrão número 1 da Lava jato - pode ser julgado em dezembro

Com Estadão Conteúdo
O ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira, 27, que o habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, liberado para pauta hoje pelo ministro Edson Fachin, pode ser julgado até dezembro pela turma. Em despacho desta terça, Fachin sugere que o pedido do ex-presidente seja analisado pela turma na sessão do dia 4 de dezembro.

Apresentado no início de novembro, o processo de Lula pede que seja reconhecida a suposta "perda da imparcialidade" do ex-juiz federal Sérgio Moro, anulando-se todos os atos do então magistrado no caso do triplex do Guarujá e em outras ações penais que miram o petista. Caso o pedido seja atendido, resultaria na liberdade do petista.

Além de Lewandowski e Fachin, integram a Segunda Turma do STF os ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e o decano do tribunal, ministro Celso de Mello. A defesa de Lula entrou com um novo habeas corpus no STF depois que Moro aceitou convite para ser ministro da "superpasta" da Justiça e Segurança Pública no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Para os advogados do ex-presidente, Moro agiu no caso de Lula "movido por interesses pessoais e estranhos à atividade jurisdicional, revelando, ainda, inimizade pessoal" com o ex-presidente.

"Lula está sendo vítima de verdadeira caçada judicial entabulada por um agente togado que se utilizou indevidamente de expedientes jurídicos para perseguir politicamente um cidadão", sustentam os defensores do petista.

Caso

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) condenou Lula a 12 anos e um mês de prisão no caso do "triplex do Guarujá", pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com base nessa condenação, Lula foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e teve o registro de sua candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 1.º de setembro.



























extraídaderota2014blogspot

Que dignidade é essa?

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Depois do acordo mais descarado da História da República entre o STF, a Câmara, o Senado e o presidente Temer para aumentar subsídios dos ministros "supremos", numa barganha que bandidos teriam pudor em fazer, o presidente do time, Toffoli, disse que "dignidade" da Justiça estava em jogo pela situação de carência de seus vencimentos mensais de R$ 33 mil. Nunca ninguém jamais verá cinismo igual.

Ana Amélia pede cautela nas decisões do STF

VERDADE POLITICA YOUTUBE
Após o presidente Michel Temer sancionar o reajuste para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) o ministro Luiz Fux revogou o auxílio-moradia para juízes, integrantes do Ministério Público, Defensorias Públicas e tribunais de contas.

"Pergunta pro Temer Pô!"

Evil Gamers Brasil youtube
Bolsonaro em Entrevista Coletiva em Brasília



Senadora Ana Amélia termina de 'enterrar' o PT ao expor 'doença mental' que está atingindo o partido

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PÍLULAS AMARGAS

MIRANDA SÁ 

“O desprezo é uma pílula amarga, que se pode engolir, mas que se não pode mastigar sem fazer caretas” (Jean Molière)

Este ano, logo depois do Carnaval, talvez comovido na Quarta-Feira de Cinzas, o professor Marco Aurélio Nogueira escreveu: “O País está em sofrimento. Desprovido de lideranças e ideias, soterrado por problemas recorrentes: a corrosão ética da política, a inoperância dos partidos, a corrupção endêmica e sistêmica e a tibieza moral das elites”
Na época, listando essas pílulas amargas, Marco Aurélio escreveu por mim. Ainda não havia sequer um vislumbre de que o Brasil poderia se libertar das questões levantadas, como um problema matemático difícil de resolver.
Hoje quase não se fala “pílula” referindo-se ao medicamento tipo confeito, para ser engolido inteiro com auxílio de água. A palavra é um substantivo feminino de origem latina (pílula.ae) e hoje em dia conhecida comercial e coloquialmente como “comprimido”.
O termo pílula é empregado figuradamente como expressão de descontentamento, coisa que incomoda ou desagradável na expressão “Ora Pílulas! ”. E se fala também em “engolir a pílula”, ser iludido; e, “dourar a pílula”, para mascarar algo desprezível.
No ambulatório nacional costumamos engolir a pílula da crise ética da política que se irradiou nos aparelhos de Estado, e sofremos no mês de abril a amargura de assistir os togados do STF, sob a influência dos grupos de pressão da minoria ruidosa lulopetista, inclinados a aprovar o pedido de habeas corpus para evitar a prisão de Lula da Silva, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro.
Esta concessão se chocaria com a jurisprudência consagrada em 2016, mantendo a prisão de sentenciados à prisão na 2ª Instância e, sem dúvida alguma, atingiria mortalmente a Operação Lava Jato. A felicidade foi que na véspera da votação o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, tuitou uma mensagem expressando o sentimento nacional de repúdio à impunidade.
Este alerta bastou para influenciar o resultado do julgamento, que teve um placar de 6 a 5 rejeitando o pedido do ex-presidente corrupto, evitando-se o levante popular para resistir à volta do reino da corrupção consagrado nos governos de Lula e Dilma.
Assim se fortaleceu o repúdio popular à volta do PT ao poder, e às sucessivas manobras para favorecer o chefe dessa organização criminosa que assaltou o Brasil após o estelionato eleitoral que o levou à presidência.
Como um rito de passagem, o desprezo nacional pelo PT e os seus puxadinhos veio nas eleições de outubro. Logo na campanha eleitoral se desenvolveu a aversão nacional à corrupção e à impunidade, empolgando milhares de pessoas nas redes sociais; e o nome de Jair Bolsonaro representou a insatisfação pela corrosão ética da política, o desdém pelos partidos e a repulsa à corrupção sistêmica.
O povo brasileiro, independentemente de classe social, cor da pele, opção religiosa ou filosófica, convergiu para o candidato que representava as suas aspirações de mudança em todos os setores governamentais, maculados pelo vírus maléfico do narcopopulismo.
A vitória final foi motivo de alegria; e, nos primeiros passos da transição, assistimos medidas saneadoras na administração; varredura no Itamaraty pela recuperação dos valores da soberania nacional; e a esperança de derrotar o crime organizado da traficância ilegal e da política.
Com a designação do juiz Sérgio Moro para a Justiça e Segurança Pública assistiu-se ao acerto eficaz de Bolsonaro. Basta se observar as forças do mal se levantando contra ele, o espectro que aterroriza a bandidagem.
Vemos então que valeu a pena engolirmos pílulas amargas para o bem, e eliminar pela urina da brasilidade os efeitos venenosos do lulopetismo.

















extraídadeblogdomiranda

 

MUITO CUIDADO, SENHORES PAIS!

PERCIVAL PUGGINA
É possível que algum militante esteja fazendo a cabeça de seus filhos.

"Mais médicos, menos fantasia",

 por Fernando Gabeira
FOTO ANDRADE JUNIOR
 Os cubanos foram embora. O Programa Mais Médicos não existe mais, tal como foi criado no governo Dilma. Sou otimista quanto ao futuro do programa. Talvez possa ser feito de uma forma melhor.
Breve, a discussão ideológica ficará para trás, e então poderemos nos concentrar no que realmente interessa: a saúde de milhões de brasileiros.
A grande oportunidade que está diante de nós é a ida de milhares de jovens médicos brasileiros para o interior. As condições salariais são atraentes. O dinheiro ficaria no Brasil. 
Mas não é esse o principal ganho. O encontro de milhares de jovens da classe média urbana com os rincões do Brasil pode representar para eles um grande aprendizado.
Já houve grandes momentos históricos em que esse encontro se deu. Na Rússia, no século XIX, quando milhares de estudantes foram compartilhar o cotidiano dos camponeses. Havia muito romantismo, ideias revolucionárias, uma visão idealizada dos pobres do campo. Embora o resultado tenha sido revoluções esmagadas, foi um período rico para a própria cultura russa.
Aqui, no Brasil, as idealizações não são as mesmas. Minha impressão é que os brasileiros vão encontrar no interior surpresas positivas sobre as pessoas que vivem lá. Os russos se decepcionaram porque esperavam ver nos camponeses um reflexo de suas fantasias urbanas.
A ida dos médicos brasileiros teria o mesmo valor pedagógico que a carreira oferece aos militares: percorrer diferentes pontos do país, sentir a diversidade, acreditar mais ainda no potencial do Brasil.
Não há contraindicação ideológica. Ouso dizer mesmo para uma juventude de esquerda dos grandes centros: o choque cultural seria benéfico. Certamente, sairia mais realista.
Meu primeiro trabalho na TV, creio em 2014, foi sobre uma cidade do Maranhão chamada Buriti Bravo. Já era uma aproximação com o Programa Mais Médicos. Uma visita às cidades mais desamparadas, no Maranhão e no Amapá.
Semana passada, procurei algumas pessoas como o escritor Antonio Lino, que fez uma dezena de viagens para escrever sobre o Mais Médicos. E também o sanitarista Hermano Castro, da Fiocruz.
Minhas primeiras conclusões: o programa é essencial para as cidades cobertas; ele pode ser feito majoritariamente por brasileiros, o que não significa que alguns estrangeiros não possam participar, dentro das regras do jogo. Constatei também que o gargalo é a formação desse tipo de médico. Isto estava previsto no programa de Dilma, mas não foi bem desenvolvido.
É preciso ser realista. Apesar dos salários, ainda é muito difícil fixar um jovem médico no interior. A realidade me leva de novo ao mundo das ideias.
A única maneira de atenuar realmente o problema é uma valorização simbólica desse tipo de trabalho. Transmitir um pouco, por exemplo, a chama que ilumina um grupo como o Médicos Sem Fronteiras, que leva ajuda a pessoas em grandes dificuldades. No caso, o governo comprar essa ideia talvez não ajude tanto quanto se fosse aceita pelo mundo cultural. Não proponho heróis positivos, são pessoas de carne e osso que merecem um reconhecimento maior.
Tanto os cubanos quanto a esquerda encaram esse trabalho como o produto de uma visão socialista, e desafiamos a verem na medicina um mercado, e não adotarem suas teses.
Esquecem que a exportação de serviços médicos é um importante item no comércio exterior cubano. É um negócio de Estado. Não só o Médicos Sem Fronteiras, mas inúmeras organizações humanitárias no mundo demonstram que essa presença ao lado dos mais fracos não é, unicamente, uma consequência da visão socialista.
Para completar a semana, ouvi uma conferência do ministro alemão Cristoph Bundscherer num painel sobre indústria 4.0. Paradoxalmente, ele falava de um futuro tecnológico com diagnósticos à distância, portanto, com menos médicos.
Se combinarmos a formação dos novos médicos com uma abertura para o mundo tecnológico, é possível atenuar esse grande problema brasileiro.
No momento, temos um pepino. No futuro, talvez nos lembremos da passagem dos cubanos apenas como um doloroso aprendizado. É raro um contrato ser rompido assim, numa área tão sensível, sem que tenhamos salvaguardas. Isso faz parte do legado. Ideologias se interessam pelas ideias, não pelas pessoas.

 


O Globo




















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"Dilma, merendeira das rumbas de Cuba",

por José Nêumanne
Em 2013, a classe média deixou sua condição de maioria silenciosa para berrar nas ruas, reclamando do tratamento absurdo ao qual era relegada, pagando impostos escorchantes e recebendo serviços públicos indigentes. Era uma algaravia danada, mas, no meio dela, o principal alvo das queixas, a chefa do governo federal, Dilma Vana Rousseff, do PT, saiu-se com o truque de se fazer de besta, besteira que ela sempre exercitou com rara maestria, já que nunca soube mais do que o que demonstra. E vendeu um programa estapafúrdio de cinco pactos, que não passava de prática científica da ensalivação, como definia papo furado o saudoso educador Zeferino Vaz, que, ao contrário dela, tanta falta nos faz. No meio de promessas nunca cumpridas, ela apareceu com uma que lhe serviu de muleta para corrigir seus passos mancos: a contratação de médicos cubanos para socorrer populações desassistidas dos ermos do interiorzão nacional.
A ideia era engenhosa – e agora se viu que não era nem nunca foi dela ou dos estafermos que a ajudavam a desgovernar o Brasil. Cuba, cuja medicina é cantada em prosa e verso pelos comunistas que não moram lá e também por isso sobrevivem bem (à exceção do compadre bolivariano Hugo Chávez, que morreu numa UTI cubana), mandaria médicos e nosso generoso governo lhes pagaria os salários pelo trabalho. A eles, uma ova! A parte do leão seria destinada aos cofres (ou para baixo dos colchões da elite castrista, habituada ao luxo e ao furto) da pátria o muerte. Enquanto os profissionais importados juntavam quireras, mais do que suficientes para remunerar quem estava acostumado a um regime de hambre y dolor. Acredite quem quiser, mas o certo é que a patranha colou como catarro em parede. Não faltaram diplomados na Faculdade de Medicina da ilha dispostos a abraçar a causa socialista de cá, com o atendimento dos profissionais da saúde de cá sendo acusados de se recusarem a deixar os hospitais bem equipados dos grandes centros metropolitanos para curar doenças do subdesenvolvimento nos grotões caboclos. A garantia de que não fugiriam ­- como fazem quase todos os que conseguem deixar o paraíso de sol, mar, desabastecimento e apagões, quando têm emprego digno e um mínimo de conforto e liberdade de ir e vir, possíveis fora do lar, amargo lar – foi manter a família proibida de chiar e, sobretudo, emigrar.
Brasileiros que poderiam ocupar seus lugares foram acusados de malvados e desumanos, incapazes de assumir empregos públicos bem remunerados, pois para isso teriam de enfrentar as condições hostis dos postos avançados em selva, sertão e cerrado. Por isso aos cubanos não se exigia sequer a revalidação do diploma em faculdades locais, obrigação sem a qual o exercício da medicina se torna mero curandeirismo.
A “presidenta” inaugurou o programa dado como benemérito em 2013 e, em 2014, gastou a “baba” de R$ 800 milhões para se reeleger num pleito apertado, sob a égide dos marqueteiros baianos Mônica Moura e João Patinhas Santana. Os tucanos derrotados na eleição foram ao Tribunal Superior Eleitoral reclamar do estelionato, mas saíram tosqueados do julgamento. Para o relator, Herman Benjamin, a absolvição foi obtida pelos vencedores por “excesso de provas”. Mas o presidente à época, Gilmar Mendes, bateu o martelo, após Dilma ter sido apeada da Presidência da República por obra e mercê de seus maus bofes no trato com o Congresso Nacional, em especial com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. O chefe do governo, vice que ascendeu ao posto, Michel Temer, anfitrião de muitos ágapes para os quais era convidado o citado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), não teve interrompido seu curto mandato. E a ex-presidenta foi premiada com o consolo de não precisar passar oito anos sem ocupar cargo público, incluído o de “merendeira de escola”. Ela foi alvo de um misto de generosidade e cinismo do “trio ternurinha” formado pelos senadores Renan Calheiros e Kátia Abreu e pelo presidente da sessão, outro ministro do STF, ora vejam só, Ricardo Lewandowski. Com a aprovação da maioria dos senadores em sessão, os citados cavalheiros e dama em questão rasuraram a Constituição da República, como se não passasse de uma prova em grupo escolar.
É possível argumentar, e seria injusto negar, que, pelo menos nesse caso, o estelionato não seria da beneficiária, mas dos beneméritos, imunes à lei pelo foro de prerrogativa de função que assiste aos membros do Senado e do Supremo (e seus esses silvados de serpentes venenosas). No entanto, ela pagou de forma grotesca pelo pecado de ter sido beneficiada, na eleição de outubro passado. Com o salvo-conduto do Congresso, matriculou-se na disputa de uma das duas cadeiras do Senado, não no Estado em que militou no PDT e no PT, o Rio Grande do Sul, nem no Ceará, onde Cid Gomes ofereceu ao patrão Lula a outra vaga a ser disputada, mas, sim, no Estado natal, Minas Gerais. Dilma, cujas sinapses são trôpegas até na modalidade memórias, como demonstrou ao se lembrar do pai levando-a ao estádio do Mineirão que não ainda tinha sido construído, foi punida de forma exemplar pelo eleitor conterrâneo. Num procedimento vingativo e cruel, a maior parte dos mineiros disse aos pesquisadores dos institutos de opinião que votaria nela, dando-lhe um consagrador primeiro lugar. Nas urnas, contudo, reservaram-lhe o quarto, por falta de quinto.
Mas será o vexame eleitoral suficiente para puni-la? Há controvérsias. Enquanto curte a fossa da derrota, que parece ter misturado de vez seus escassos neurônios, madama tatibitate (ou seria tatibitata, no dilmês em que é especialista o colega Celso Arnaldo de Araújo?), levou uma canelada espetacular: documentos mantidos em sigilo na Embaixada do Brasil em Havana vieram à tona e a deixaram sem pai, mãe nem padim.
Eles revelaram, primeiramente, que a exportação (foi mesmo um negócio) dos médicos cubanos foi oferecida pelo governo “muy amigo”, e não negociada pela comadre para socorrer os pobres aflitos dos grotões tupiniquins. O mero negócio foi estudado, assim como o tinha sido o financiamento pelo brasileiro BNDES da construção do porto de Mariel. Um negócio de R$ 7 bilhões desenhado, descrito e proposto pelos tiranos boçais sob o comando de Fidel e seu hermanito Raúl. O “engana-trouxa” não ficou nisso. Havia também a tentativa de desqualificar a classe médica brasileira, que, na versão dilmesca, se negara a cumprir seu dever na própria Pátria amada. E uma vez mais, Cuba propiciou a descoberta.
Acontece que, diante da perspectiva de ter o negócio devassado pelo futuro governo de Jair Bolsonaro, aquele país logo tratou de desfazer o trato unilateralmente, sem cumprir prazos de abandono do povo, ao qual tão caridosamente servia. Sem que o governo agonizante de Temer sequer esboçasse um protesto pela evidente falseta dos antigos (e apressadinhos) parceiros. Enquanto isso, os médicos brasileiros, que se queixavam de nem sequer terem acesso ao programa de computador do recrutamento, trataram de ocupar as vagas em lugares ermos, mas com ganhos apetecíveis.
Não pense, contudo, o preclaro e incauto leitor que madama “estoca-vento” se deu por achada, pilhada e flagrada. Enquanto sua versão absurda ruía sob os próprios pés de barro, ela convocava argentinos de um encontro do gênero velório de compadritoscontinentais derrotados nas urnas a se uniram ao diabo e à esquerda brasileira para derrubar o governo eleito na forma da Constituição e da legislação eleitoral. É mais um estelionato, certo? Desta vez, inequivocamente dela. Já passou da hora de o governo brasileiro parar de gastar dinheiro público com essas caravanas de Marocas maldizendo o povo que a elegeu duas vezes para o cargo de crooner da orquestra de rumba “merendeiras de Cuba”, na qual Manuela d’Ávila executa maracas e Pepe Mujica aquele urro de agonia na pausa musical.
O juiz federal Valisney de Souza Oliveira incluiu-a como ré (feminino de réu e também marcha atrás) no processo do “Quadrilhão do PT”, ao lado do padim dos padins Lula, Palocci, Mantega e do onipresente João Vaccari Neto, sócios de uma aventura de estelionatos na qual somos todos desventurados. A grande questão, formulada por quem paga as contas dos desmandos de Dilma e seus boinas rubras no desgoverno ou nesse seu diabólico e desenxabido turismo das maldições, fica sendo ainda: quem é que vai parar de bater palmas para essa doida dançar?
  • Jornalista, poeta e escritor

O Estado de São Paulo





















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