Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 30 de abril de 2019

A DERROTA DAS BANDEIRAS VERMELHAS

por Percival Puggina
                foto Andrade Junior
Conheço muita gente que tem carteira de identidade, carteira do trabalho, título eleitoral, passaporte, mas não sabe quem é. Embora os documentos informem que o sujeito é cidadão brasileiro, ele não tem a menor ideia do que isso significa. Aliás, parcela de nossa população dá sinais de se ver como um mamão, que aparece do nada, grudado a um pé de planta, o mamoeiro Brasil, no qual se nutre até, um dia, cair do pé. Raros são os que se percebem dentro de uma linha histórica. E esta linha, como regra quase geral, se e quando apresentada, o é de modo a merecer nenhuma estima. Até bem recentemente, ser brasileiro não era algo que infundisse sentimentos positivos.
Apesar de nos meus tempos de colégio haver estudado história como se come bergamota, um gomo depois de outro – História do Brasil, História Geral, História do Rio Grande – sempre me interessei pela bergamota inteira. Os pontos de contato habitualmente mencionados eram sempre três e apenas três: Tomada de Constantinopla originando as Grandes Navegações, União Ibérica produzindo as encrencas no Prata, Guerras Napoleônicas determinando a vinda da Família Real. Estes eventos, porém, são apresentados como meras relações de causa e efeito e nada dizem sobre o que realmente importa. Quando empreendemos a busca de nossas raízes, vamos realmente longe, voamos realmente alto e não há como não valorizarmos nosso passado e herança cultural e civilizacional: idioma, fé e integração ao Ocidente.
O idioma que falamos é importantíssimo patrimônio cultural, fator de unidade e de identidade. Muita coisa aconteceu na História para que o latim vulgar chegasse à Lusitânia romana e se tornasse o idioma que aprendemos da voz dos nossos pais. Com efeito, foram as Guerras Púnicas e a derrota final de Cartago em 146 a C. que consolidaram o domínio romano no Mediterrâneo, a conquista da Ibéria e, nela, o surgimento da pequena província romana chamada Lusitânia. Ora, sem a presença dos romanos, talvez o povo da região falasse o idioma púnico dos cartagineses, ou o germânico dos Suevos, ou o gótico dos visigodos que incorporaram a região da Galícia e Portugal em 585 d.C.. Essa história é nossa história.
A religião, por sua vez, é parte integrante da cultura de todos os povos, sem exceção. Não há povo sem religião. Entremeado com a história, o cristianismo está na essência de nossa cultura. A Península Ibérica, onde estão cravadas as raízes da nacionalidade brasileira só se tornou católica em virtude de episódios decisivos ocorridos no final do 6º século. Fatos e feitos marcantes, conduzidos pelo Senhor da História, aconteceram para que a cruz assinalasse o velame das caravelas portuguesas que chegaram ao Brasil nove séculos depois. Foi o martírio de São Hermenegildo por determinação do próprio pai, o rei visigodo Leovigildo, que converteu seu irmão e futuro rei Recaredo, levando-o a convocar o III Concílio de Toledo (589) e dando início à longa história da Espanha católica e visigótica. Também essa história é indissociavelmente nossa.
Naquela extremidade do continente europeu nasceria Portugal quando Afonso VI de Leão e Castela presenteou seu genro, o conde Henrique de Borgonha, com o condado onde seu filho, Afonso Henriques, viria a se proclamar rei. Expulsou os mouros, defendeu suas fronteiras dos vizinhos e obteve reconhecimento pontifício da independência em 1179. Nos três séculos seguintes, o pequeno Portugal disputaria com a Espanha o primado entre as nações daquele tempo, andaria por “mares nunca dantes navegados” e ampliaria o mapa mundi levando “a fé e o império”. O Brasil foi parte dessa epopeia narrada por Camões.
Como entender que herdeiros de uma história tão rica e tão nossa possam conviver com esse complexo de cachorro vira-latas, no dizer de Nelson Rodrigues? Donde esse sentimento que, a muitos, faz rastejar culpas e remorsos, rumo a um estuário de vilanias e maldições?
Há em nossa história, como na de qualquer povo, cantos escuros, páginas tristes, fatos reprováveis. Modernamente, muitas nações estão expostas ao mesmo revisionismo, às mesmas árduas penitências e remordimentos que servem às novas versões da luta de classe marxista. De todas essas nações, porém, nos chegam, também e principalmente, lições de orgulho nacional, de culto a seus grandes vultos e feitos, de cidades adornadas com monumentos a eles erguidos como reverência de sucessivas gerações.
Nós, brasileiros, somos herdeiros da mais elevada civilização que a humanidade produziu. No entanto... Onde estão nossos monumentos a Bonifácio, Mauá, Caxias, Nabuco, Patrocínio, Pedro II, Isabel, Rio Branco, Rui? Quantos brasileiros conseguiriam escrever cinco linhas sobre qualquer deles? O que estou a narrar começou com a mal conduzida propaganda republicana anterior e posterior à Proclamação, no intuito de romper nossas raízes europeias.
Nada, porém, agravou tanto essa dificuldade nacional quanto a história ensinada em sala de aula como pauta política que vem fazendo dos conflitos sociais o próprio oxigênio sem o qual não consegue respirar.
Se não vemos dignidade em nossa história, dificilmente a veremos em nós e muito mais dificilmente a veremos nos demais. Se não temos raízes, se elas são rompidas, tombamos ao menor impacto. Parte importante da mudança política ocorrida no ano passado é o reencontro do povo brasileiro com o amor ao Brasil. Verde e amarelo, ele representa a derrota das amargas bandeiras vermelhas.















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Militares fazem alerta: o inimigo ainda é o PT de Lula, o maior ladrão da Lava Jato

Alberto Bombig, O Estado de São Paulo
     FOTO ANDRADE JUNIOR
A possibilidade de Lula obter o benefício de uma prisão mais branda neste ano reacendeu um alerta na caserna. Militares de alta patente temem que, com liberdade para articular e receber visitas, o ex-presidente invista na criação de um novo “poste” para futuras eleições. O receio aumenta conforme os núcleos de poder da gestão Jair Bolsonaro se digladiam e a avaliação do governo dá sinais de estar em viés de baixa. Por isso, a ordem entre os militares é evitar disputas estéreis e se lembrar sempre de quem é o inimigo comum: a esquerda e o PT.
Posicionado. Com a escolha de Samuel Moreira para relatar a reforma da Previdência, João Doria será o fiador da negociação do relator diretamente com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.
Na cara do gol. É na relatoria que moram os detalhes, as vírgulas do texto, as dificuldades de mérito na negociação. Parlamentares do Centrão apostam que o PSDB aproveitará para enfraquecer suas lideranças.
No mesmo time. A deferência de Rodrigo Maia a Doria não é à toa. Quando o presidente da Câmara ainda estava em campanha, o governador foi ao Rio Grande do Sul, um dia antes de embarcar para Davos, acompanhá-lo em conversa com Eduardo Leite e deputados.
Questão… O MDB apresenta hoje sua posição sobre a reforma da Previdência. Mudanças nos benefícios a idosos e a pessoas com deficiência e na aposentadoria rural são pontos que o partido rejeita.
Fechada. Capitalização e alternação na aposentadoria dos servidores são reconhecidos pelo MDB como importantes, mas que devem ser calibrados.
Na fila. Felipe Francischini (PSL-PR), presidente da CCJ, levará aos coordenadores de bancada três temas prioritários para fechar uma agenda: reforma tributária, PEC da prisão após segunda instância e um PL das terras indígenas.
Instagram. De um experiente deputado sobre os novatos da Câmara: a partir de agora, é hora de parar de tirar selfies e trabalhar.
Mesa redonda. O governador Renan Filho (MDB-AL) atacou de comentarista esportivo ao comentar a derrota do CSA no Brasileiro: “Tem de jogar fechado e ter jogadores rápidos para atuar em contra-ataque. De peito aberto, de igual pra igual, é complicado”.
Mais vagas. Desde o início do ano, o Departamento Penitenciário Nacional, vinculado ao Ministério da Justiça, criou 2,8 mil vagas no sistema carcerário em SP, MS, PA e SC. Foram investidos R$ 172,4 milhões, sendo R$ 70 milhões do orçamento do Depen.
COM REPORTAGEM DE JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA
























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Bolsonaro Anuncia Diversas Medidas e É Ovacionado pelo Público

DIREITA FORTALECIDA

Bolsonaro Anuncia Diversas Medidas e É Ovacionado pelo Público


Supremas mordomias, a cortesia com o chapéu alheio e mais um supremo recesso (Vídeo)

jornal da cidade

Luiz Carlos Nemetz

                        foto Andrade Junior
A nata da malandragem ganha bem, come e bebe como imperadores e trabalha muito pouco. Mas muito pouco!
Me refiro as suas altezas reais, os ministros do Supremo Tribunal Federal - síntese do Brasil que temos e antítese do país que queremos.
Ou não? Veja bem (sobretudo você que vai acordar cedo para pegar no batente). Estes magistrados majestosos, não vão trabalhar essa semana. A corte está em pequeno recesso. 10 ‘diazitos’. Mixórdia.
Mas olha só: suas majestades estiveram em folga remunerada de 21/12/18 até 04/02/19 ( 44 dias corridos). Depois terão mais férias coletivas durante todo o mês de julho desse ano.
Ao todo serão 90 dias totalmente parados, sem contar as “emendadinhas”, as viagens para Europa, os Simpósios pelo Brasil e pelo exterior, sempre de 1ª classe, é claro.
Em 2018 foram 94 dias sem labuta para esses 11 privilegiados. Mas o holerite com a folha sempre chega.
Ora, se você é profissional liberal, se quiser, pode ficar 90 dias na malandragem ou na folga. Se você é empresário, pode fechar as portas do seu negócio para férias de 1/4 do ano. Mas você paga as suas contas. A esmagadora maioria dos brasileiros não tem esse vergonhoso privilégio, que somados a muitos outros, mostram para nós onde as finanças da nossa pátria estão se esvaindo.
É hora desse insulto acabar. Temos 13 milhões de desempregados que se somam às mazelas de um Estado que não respeita seus contribuintes.
Esse desaforo desses ministros se estende para toda a “corte” como se fosse “normal” e legitima outras ofensas ultrajantes de outras estruturas de poder.
O mau exemplo que vem de cima. E essa provocação incita uma revolta em quem tem que suar a camisa para pôr o pão na mesa e recolher a guia dos impostos no fim do mês.
Quer dizer que nós trabalhamos e eles folgam? Com a nossa grana? E comem pato com laranja regado a vinhos com 4 premiações internacionais?
É um deboche que ultraja e humilha a nossa pobreza. Um desaforo. Uma agressão.
É por essa gente, que é a ponta privilegiada da pirâmide do Estado perdulário, que os comportamentos têm que começar a mudar.
E você, que vai para luta nesta segunda-feira, vai seguir aí quietinho com o rabo entre as pernas diante dessa guapecada?
Ou vai reivindicar 90 dias no mole também?
Se eles podem, nós devemos! É uma lei da física: a reação inibe a continuidade da ação!
Então, berre! Mas berre alto que aqueles abusados são surdos. Ou então estão empanturrados até os ouvidos de maliciosa maldade!
Eles tanto incitam que daqui a pouco alguém coloca o pé na porta!
Assista ao vídeo:






Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.
@LCNemetz





































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“Sinal verde, pista livre”

e outras notas de Carlos Brickmann
    foto Andrade Junior
A reforma da Previdência vai bem, obrigado, deve passar sem problemas pelo Congresso. A oposição continua paralisada. Com a aceitação da reforma pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, as ações subiram e o índice Bovespa superou os 96 mil pontos. Suas Excelências já sabem, portanto, o que é que o mercado espera. Hoje, só um grupo político tem condições de criar problemas ao Governo: o próprio Governo.
Fora as brigas internas, o presidente Bolsonaro já disse que aceita que o Congresso mexa na reforma para reduzir a economia esperada. Paulo Guedes quer R$ 1 trilhão em dez anos, e projetou quase R$ 1,2 trilhão; Bolsonaro sinalizou que R$ 800 bilhões já está ótimo ─ o que leva o Congresso a pensar em economia ainda menor. Bolsonaro, calado, teria obtido mais. Mas mesmo assim a tendência é que a reforma passe com poucas mexidas. Talvez a ideia de criar um sistema de capitalização seja deixada para depois. Não seria má ideia fazer novos estudos, para garantir que com ele as contas fechem.
Outro fator favorável à reforma é o fortalecimento institucional de Paulo Guedes. O COAF, que acompanha movimentações financeiras e que agora está com Sergio Moro, pode voltar à Economia ─ cuidando de economia, não só de indícios de ilícitos. Moro quer segurar o COAF, mas tem perdido todas as batalhas no Governo. Se Guedes quiser mesmo a COAF, fica com ele.

EUA, o bom e o mau
A economia americana vai bem (o que deve facilitar a reeleição de Trump, de quem Bolsonaro é admirador). Crescimento indica maiores importações; pode indicar menos excedentes agrícolas para exportar, o que abre espaço para mais exportações brasileiras. Lá, o PIB deve subir algo como 2%, um número gigantesco numa economia do tamanho da americana.

O tamanho de Moro
No caso do COAF, Moro enfrenta também o Congresso, que ameaça não aprovar a medida provisória que reduziu os ministérios se a entidade ficar na Justiça (os parlamentares estão fartos da Lava Jato, da pregação antipolítica dos procuradores, e veem com simpatia tudo que os enfraqueça). Caso a MP seja rejeitada, Bolsonaro terá de redesenhar seu Governo e distribuí-lo por mais ministérios ─ um trabalho complexo. Bolsonaro, que já ampliou a posse de armas contra a opinião de Moro, disse que ele mesmo enviará projetos de segurança pública não incluídos nos planos do ministro. Um deles: permitir o uso de drones para monitorar áreas controladas pelo crime organizado. E Moro também se enfraquece sozinho, como agora, ao dizer em Portugal que não responderia a críticas do ex-primeiro-ministro José Sócrates “porque não debateria com criminosos”. Sócrates é suspeitíssimo, mas não foi julgado, nem se sabe se o será. E não é o representante de um Governo estrangeiro que pode atribuir-lhe a condição de criminoso ─ que ele não tem. Pegou mal.

Vergonha 1
A Câmara do Recife aprovou aumento de 70% para o próximo prefeito, vice e secretários. O atual prefeito ganha R$ 14 mil mensais: o próximo terá R$ 22 mil. Justificativa: o salário dos políticos deve seguir os da iniciativa privada, para atrair pessoas qualificadas. Bom… não vem dando certo.

Vergonha 2
A Justiça Federal de Uruguaia, Rio Grande do Sul, recebeu inquérito por estelionato contra o deputado federal Paulo Pimenta, do PT gaúcho. Sua Excelência é acusado de calote de R$12 milhões na venda de arroz.

Vergonha 3
Um competente e sério jornalista de Itabuna, Bahia, publicou no jornal A Região um artigo de opinião sobre José Dirceu. O jornalista, Marcel Leal, acreditava que no Brasil não há crime de opinião. Mas há: Dirceu, condenado por corrupção, a quem Lula chamava de Capitão do Time, foi ouvido ao sustentar que o artigo de opinião era noticioso. E ganhou o processo contra Marcel, que terá de pagar-lhe indenização. O jornalista não conseguiu juntar a fortuna de quem já foi (e é) alvo da Lava Jato, e terá de entregar seu carro, ficando a pé. Ok, fica a pé, mas não de quatro. Já lhe sugeriram que transfira seus bens, danifique seu carro, mas isso seria desrespeitar a Justiça. Ele prefere retaliar de outra maneira: amavelmente, visitando José Dirceu na prisão, para que fique bem claro que quem estará preso é ele.

Xeque aos reis
Os filhos do fundador da Marabraz, o mais velho dos irmãos Fares, que se consideram prejudicados por manobras atribuídas a seu pai e tios para prejudicar sua mãe no processo de divórcio, conseguiram nos últimos dias uma importante liminar: a juíza Luciana Biaggio Laquimia, da 17ª Vara Cível de São Paulo, bloqueou contas bancárias do Grupo Marabraz no total de 10% do valor atribuído à marca, para garantir o pagamento dos sobrinhos caso vençam a ação. O processo está no início, longe de chegar a um xeque-mate, mas o bloqueio de dezenas de milhões de reais é algo a ser considerado.

Com Blog do Augusto Nunes, Veja

































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STF, DA CRÍTICA À AUTOCRÍTICA

por Percival Puggina.
                        foto Andrade Junior
O fato é que me antecipei, em vários dias, ao diagnóstico pronunciado pelo ministro Luís Roberto Barroso sobre as causas do desprestígio do STF junto à opinião pública. Em artigo do dia 19 deste mês, com o título “As redes sociais e o poder do indivíduo”, escrevi:
 “Não é a crítica que gera o descrédito, mas o descrédito que a motiva.”
 Em outras palavras, na minha crítica, ministros efetivamente preocupados com preservar a imagem do Poder deveriam estar mais atentos a si mesmos do que às reações da sociedade.
Uma semana mais tarde, coube ao ministro Barroso, falando em evento na Universidade de Columbia, fazer a autocrítica e dizer que o “descrédito da sociedade” é fruto de decisões da própria Corte. Não bastasse isso, conforme matéria do Estadão (25/04), Barroso proferiu uma série de vigorosas afirmações, segundo as quais:
• na percepção da sociedade, os ministros, por vezes, protegem uma “elite corrupta”;
• há um problema se a Corte, de modo repetido e prolongado toma decisões com as quais a sociedade não concorda e não entende (referia-se, presumo, ao tal papel contramajoritário que o STF vem atribuindo a si mesmo);
• uma grande parte da sociedade e da imprensa percebem a Suprema Corte como um obstáculo à luta contra corrupção no Brasil;
• a sociedade tem a percepção de que “alguns ministros demonstram mais raiva dos promotores e juízes que estão fazendo um bom trabalho do que dos criminosos que saquearam o país”;
• somente no Rio de Janeiro, “mais de 40 pessoas presas por acusações de corrupção foram soltas por habeas corpus concedidos na 2ª Turma”.
E arrematou: “Tudo o que a Corte (STF) poderia remover da Justiça Criminal de Curitiba, cuja persecução de corrupção estava indo bem, foi feito (sic)”.
São palavras de um membro do “pretório excelso”. Não é opinião de um simples cidadão que, acompanhando a vida do tribunal, se escandaliza com as mensagens que alguns de seus membros, de modo reiterado, passam à sociedade. Note-se que tais recados, captados pelo ministro Barroso, são transmitidos numa época em que as luzes da ribalta se acendem sobre aquele plenário, seja pelo exagerado protagonismo de alguns, seja por ações que partidos minoritários levam à Corte atraídos pela tal vocação “contramajoritária”.
A propósito destes últimos acenderei minha lanterna sobre o que vejo acontecer. De uns anos para cá, partidos minúsculos, sem voto nas urnas e, por consequência, nos plenários, sobem no banquinho de seu pequeno significado para se autoproclamarem os únicos representantes das aspirações populares. Há um ditado segundo o qual “quanto menor a tribo, mais emplumado o cacique”. Assim, impressionados consigo mesmos, derrotados nas deliberações de plenário, a toda hora esses pequenos partidos correm e recorrem ao STF em busca da simpatia de seis ministros para sua causa. Claro! É mais fácil conseguir meia dúzia de votos entre 11 do que maioria entre 513. Apelar ao STF virou uma gambiarra para partidos nanicos, que passam a contar com isso até mesmo para suas manobras de obstrução.
P.S. – Especialmente minoritários, mais do que isso elitistas e refinados, são os serviços de fornecimento de refeições institucionais licitados pelo STF e divulgados pelo Estadão no dia 26 de abril. Lagostas e vinhos premiados integram um cardápio digno dos deuses do Olimpo, que vai ao pregão eletrônico pelo custo módico de R$ 1,1 milhão.











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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Kim debate com oposição sobre Reforma da Previdência!

KIM KATAGUIRI
    FOTO ANDRADE JUNIOR

Kim debate com oposição sobre Reforma da Previdência!


Chantagem de procuradores contra reforma da Previdência

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
                       FOTO aNDRADE JUNIOR
Ministério Público mexeu nas gavetas e delas ressuscitou uma ação contra o ex-deputado e secretário da Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, acusado de contabilidade irregular em sua campanha para a prefeitura de Natal em 2012, ou seja, há sete anos. O tempo de duração da ação fala por si só da inépcia da Justiça Eleitoral. E a ressurreição da ação morta demonstra até que ponto podem chegar os privilegiados do serviço público que combatem a necessidade de reformar a Previdência, pondo fim ao rombo que o setor produz nas contas publicas apenas para manter as próprias benesses.



Desvendamos a farsa por trás da entrevista do Lula

 | Por Renan Santos
                      foto Andrade Junior
Desvendamos a farsa por trás da entrevista do Lula

"Brasil, país do amanhã ou depois",

 por Deonísio da Silva
   foto Andrade Junior
Na semana passada não celebramos apenas mais um Descobrimento do Brasil. Celebramos 509 anos de muitas procrastinações.
A primeira deu-se ainda antes de nosso país vir ao mundo e chamar-se Brasil. Liderando uma frota ou esquadra de treze naus, Pedro Álvares Cabral ia partir no domingo, dia 8 de março, depois da missa solene e das demais cerimônias de despedida para a longa viagem.
Mas surgiu o imprevisto do mau tempo e ele só deixou a costa na segunda-feira, dia 9 de março de 1500,  para descobrir uma terra cuja existência os sabidos portugueses já não ignoravam.
Deu-se ali a primeira procrastinação e provavelmente o primeiro faz de conta, percebido nestas linhas da segunda das três cartas enviadas ao rei Dom Manuel I contando do “descobrimento” ou “achamento”: “Quanto, Senhor, ao sítio desta terra, mande Vossa Alteza trazer um mapa-múndi que tem Pero Vaz Bisagudo e por aí poderá ver Vossa Alteza o sítio desta terra”.
Já as duas outras narrativas, a Carta de Pero Vaz de Caminha, e o Relato do Piloto Anônimo, disfarçam melhor ou ajudam o poder metropolitano a esconder ou a omitir, tarefas de resto mais do que justificáveis como estratégias da diplomacia. As cortes católicas para as quais trabalhavam sabiam quem mandava e tinham diplomatas altamente qualificados para trabalhar nos bastidores.
Não vai cair no Enem o que é procrastinação, mas os leitores que não sabem o que é procrastinação têm que ir ao dicionário, pois não há outra palavra tão precisa para designar o adiamento, a transferência ou qualquer outro nome pelo qual o evento seja conhecido. Afinal, “cras” em latim quer dizer “amanhã”.
Desde então o Brasil vive sob o carma da procrastinação. Tudo é deixado para amanhã, advérbio substituído também por depois… E a reforma da previdência? Depois, amanhã ou, melhor ainda, depois de amanhã na semana que vem ou no próximo século.
Mas tem havido alguma exceção. O ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, hoje na prisão, depois de procrastinar 18 pedidos de impeachment para afastar a então presidente da República, enfim aceitou um deles e deu-se a acachapante derrota de Dilma Rousseff, mais dilatada do que a goleada de 7 x 1 imposta pela Alemanha ao Brasil dois anos antes.
Foi ele também quem advertiu colegas e amigos, depois do processo de cassação de seu mandato, que (hoje) ele seria cassado e preso, mas (amanhã) seria vez de muitos outros.
O escritor judeu-austríaco Stefan Zweig, sobre cujo suicídio, dele e da esposa Charlotte Altmann, aliás, escrevi o romance “Lotte & Zweig”, já publicado também na Itália, dizia que o Brasil era o país do futuro.
Era. Sempre foi. Desde o berço. Mas tomara que o futuro chegue logo e não seja mais procrastinado. Afinal, cantamos em nosso hino, na letra de Joaquim Osório Duque-Estrada, professor do Colégio Pedro II: És belo, és forte, impávido colosso,/ E o teu futuro espelha essa grandeza”.
O autor e professor morreu em 1922 e parecia, de fato, que o futuro estava chegando. Mas atrasou e ainda não chegou, passados tantos anos até o presente 2019.
*Deonísio da SilvaDiretor do Instituto da Palavra & ProfessorTitular Visitante da Universidade Estácio de Sá
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DEPUTADOS DO PT E DO PSOL "ACUSAM GOVERNO DE COMPRAR VOTOS" E SÃO HUMILHADOS POR DEPUTADOS DO PSL

POLITICA BRA
                       FOTO ANDRADE JUNIOR
DEPUTADOS DO PT E DO PSOL "ACUSAM GOVERNO DE COMPRAR VOTOS" E SÃO HUMILHADOS POR DEPUTADOS DO PSL

"STJ: o preso político de araque é um ladrão condenado em 3ª instância",

 por Augusto Nunes
                          FOTO ANDRADE JUNIOR
No tempo em que vencia eleições, o PT se transformou no único partido do mundo que, além de não saber perder, tampouco sabia ganhar. Em vez de comemorar o triunfo de seus candidatos, a companheirada preferia celebrar a derrota dos outros — e substituir a festa da vitória pelo espetáculo do ressentimento, protagonizado por gente incapaz de ser feliz.
Nesta semana, a reação do PT à decisão tomada pelo Superior Tribunal de Justiça avisou que as coisas mudaram. Agora, a seita festeja derrotas do seu único Deus. Na terça-feira, o que aconteceu foi a condenação em 3ª instância do ex-presidente pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.
Movidos pela cegueira voluntária, os devotos tentam enxergar na redução da pena a absolvição simbólica de um ladrão. Vale a pena ler a declaração de Gleisi Hoffmann, mais conhecida no Departamento de Propinas da Odebrecht pelos codinome Amante e Coxa: “O STJ se ateve a meras formalidades para não examinar o mérito e absolver Lula, mas, pela primeira vez, uma Corte superior apontou os abusos de Moro e do TRF-4 com a redução das penas em mais de 1/3”.
Conversa de vigarista. Os quatro Juízes do STJ reiteraram que Lula é corrupto e lavador de dinheiro, mas decidiram que 8 anos e 10 meses — ou 106 meses — são castigo suficiente. A temporada na gaiola será 39 meses mais curta que a determinada pelo TRF-4, mas apenas oito meses menor que a fixada em 1ª instância por Sergio Moro. A decisão do STJ, portanto, sepultou a maluquice do “preso político” perseguido por um juiz a serviço da CIA.
Como Lula está no xilindró há 13 meses, o PT já começou a festejar a libertação do chefão em setembro, quando terá cumprido 1/6 da pena. Outra falácia. O restante do acerto de contas com a Justiça será pago em regime aberto. Mas Lula manterá o status de preso.
Para os petistas, portanto, não há motivos para celebrações, sobretudo porque vem aí o julgamento em 2ª instância da farra do sítio em Atibaia. O TRF certamente chancelará a condenação em 1ª instância. Se fizer isso depois de setembro, Lula voltará para Curitiba. Se fizer isso antes de setembro, Lula continuará em Curitiba.
Em qualquer das hipóteses, o chefão vai passar pelo menos mais um réveillon na capital paranaense. Numa cela e sem festinha.

Veja





























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Maria do Rosário tenta humilhar Bolsonaro diante de ministro e se arrepende amargamente - Osmar

FOLHA POLITICA
           FOTO ANDRADE JUNIOR

Maria do Rosário tenta humilhar Bolsonaro diante de ministro e se arrepende amargamente - 


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