Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SE HADAD É LULA E LULA É HADAD, ENTÃO VEJAM QUEM ENTROU DE CABEÇA NA CAMPANHA

OANTAGONISTA YOUTUBE

PALOCCI NO SEGUNDO TURNO/O Antagonista nas Eleições


Palocci diz que Lula sabia da corrupção na Petrobrás desde 2007

Luiz Vassallo, Ricardo Brandt, Julia Affonso e Fausto Macedo, O Estado de São Paulo
O ex-ministro Antonio Palocci (governos Lula e Dilma) detalhou, em delação premiada, o suposto loteamento de cargos na Petrobrás com o fim de captação de recursos para campanhas petistas. No primeiro termo de sua colaboração com a Polícia Federal, tornado público nesta segunda-feira, 1, pelo juiz federal Sérgio Moro, ele reafirma que o ex-presidente Lula teria conhecimento de esquemas de corrupção na estatal.
A delação de Palocci contém uma narrativa minuciosa e explica como foi montado o esquema de propinas e loteamento de cargos estratégicos atendendo interesses de partidos políticos na Petrobrás, a partir das indicações de Paulo Roberto Costa (Diretoria de Abastecimento) e de Renato Duque (Serviços).
O relato do ex-ministro aponta, inclusive, locais onde o ex-presidente teria tratado pessoalmente da ocupação dos cargos na estatal, o 1.º andar do Palácio do Alvorada.
“Em fevereiro de 2007, logo após sua reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva convocou o colaborador, à época deputado federal, ao Palácio da Alvorada, em ambiente reservado no primeiro andar, para, bastante irritado, dizer que havia tido ciência de que os diretores da Petrobrás Renato Duque e Paulo Roberto Costa estavam envolvidos em diversos crimes no âmbito das suas diretorias”, relatou Palocci.
Ainda segundo o ex-ministro, Lula indagou dele ‘se aquilo era verdade, tendo respondido afirmativamente’.
“Que (Lula) então indagou ao colaborador quem era a pessoa responsável pela nomeação dos diretores; Que o colaborador afirmou que era o próprio Luiz Inácio Lula da Silva o responsável pelas nomeações; Que também relembrou a Luiz Inácio Lula da Silva que ambos os diretores estavam agindo de acordo com parâmetros que já tinham sido definidos pelo próprio Partido dos Trabalhadores e pelo Partido Progressista.”
Segue a delação de Palocci. “Acredita que Lula agiu daquela forma porque as práticas ilícitas dos diretores da estatal tinham chegado aos seus ouvidos e ele queria saber qual era a dimensão dos crimes, bem como sua extensão, e também se o colaborador aceitaria sua versão de que não sabia das práticas ilícitas que eram cometidas em ambas as diretorias, uma espécie de teste de versão, de defesa, com um interlocutor, no caso, o colaborador; Que essa prática empregada por Lula era muito comum.”
Palocci está preso desde setembro de 2016, alvo da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato. O juiz Moro o condenou em uma primeira ação a 12 anos e dois meses de reclusão.
O termo número 1 de colaboração do ex-ministro foi anexado à mesma ação penal em que ele confessou crimes pela primeira vez. O processo se refere a supostas propinas de R$ 12,5 milhões da Odebrecht ao ex-presidente por meio da aquisição de um apartamento em São Bernardo do Campo e de um terreno onde supostamente seria sediado o Instituto Lula, que teria sido bancado pela empreiteira.
Em setembro de 2017, Palocci confessou crimes em depoimento no âmbito desta ação penal, em que atribuiu a Lula um ‘pacto de sangue’ de R$ 300 milhões entre Lula e a empreiteira.
Segundo o ex-ministro, no primeiro governo Lula, a Odebrecht, ‘alinhada ao PP’, passou a ‘atuar’ para derrubar o então diretor da estatal, Rogério Manso, único remanescente do governo Fernando Henrique Cardoso. De acordo Palocci, Manso teria imposto ‘dificuldades’ à empreiteira.
Palocci afirma que ‘isso se deu porque o PP estava apoiando fortemente o governo e não encontrava espaço em Ministérios e nas estatais’ e que Lula estava ‘observando esse cenário’.
“Lula decidiu resolver ambos os problemas indicando Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento”, diz, em colaboração.
Segundo Palocci, a indicação ‘também visava garantir espaço para ilicitudes, como atos de corrupção,
atendia tanto a interesses empresariais quanto partidários’. Ele afirma que ‘assim, nas Diretorias de Serviço e Abastecimento houve grandes operações de investimentos e, simultaneamente, operações ilícitas de abastecimento financeiro dos partidos políticos’.
O ex-ministro ainda diz que ‘o governo não sabia, à época, qual era o ganho pessoal dos diretores nessas operações’ e que ‘isso não interessava ao governo que, embora não gostasse da prática, não trazia grandes preocupações’.
Palocci relata que se sabia que já existia na estrutura da Petrobrás, em áreas de menor escalão, cometimento de ilicitudes e que ‘se julgava que isso era o mínimo aceitável dentro de uma engrenagem tão grande como a da Petrobrás, prática que é comum dentro de grandes empresas públicas e privadas, salvo raríssimas exceções’.
O ex-ministro relata que ‘era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e até esbravejar sobre assuntos ilícitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decisão’ e que ‘a intenção de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa’.
O ex-ministro ainda diz que ‘explicitou a Lula que ele sabia muito bem porque houve a indicação pelo PP de um diretor, uma vez que o PP não fez aquilo para desenvolver sua política junto à Petrobrás, até porque nunca as teve’, e que a ‘única política do PP era a de arrecadar dinheiro’
Palocci afirmou ainda ‘que não havia sentido em se acreditar que o PP estaria contribuindo com políticas para a exploração do petróleo’.
COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, QUE DEFENDE LULA
A conduta adotada hoje pelo juiz Sérgio Moro na Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000 apenas reforça o caráter político dos processos e da condenação injusta imposta ao ex-presidente Lula.
Moro juntou ao processo, por iniciativa própria (“de ofício”), depoimento prestado pelo Sr. Antônio Palocci na condição de delator com o nítido objetivo de tentar causar efeitos políticos para Lula e seus aliados, até porque o próprio juiz reconhece que não poderá levar tal depoimento em consideração no julgamento da ação penal. Soma-se a isso o fato de que a delação foi recusada pelo Ministério Público. Além disso, a hipótese acusatória foi destruída pelas provas constituídas nos autos, inclusive por laudos periciais.
Palocci, por seu turno, mentiu mais uma vez, sem apresentar nenhuma prova, sobre Lula para obter generosos benefícios que vão da redução substancial de sua pena – 2/3 com a possibilidade de “perdão judicial” – e da manutenção de parte substancial dos valores encontrados em suas contas bancárias.















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Programa de Governo do PT tem tom bolivariano até em seus conceitos

 | Marco Antonio Villa
Segundo Marco Antonio Villa, programa de Governo do PT tem tom bolivariano até em seus conceitos.

Pronunciamento de Bolsonaro na Avenida Paulista

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PRONUNCIAMENTO OFICIAL do Bolsonaro na Avenida Paulista ARREPIA TODA MULTIDÃO


Lobão faz grave alerta sobre Bolsonaro, #ELENAO e Haddad

folhapolitica youtube

A uma semana das eleições, músico Lobão faz grave alerta sobre Bolsonaro, #ELENAO e Haddad



"O efeito Venezuela",

por Vilma Gryzinski
É difícil decidir qual cena causa mais choque: a grotesca comilança de Nicolás Maduro numa escala misteriosa na Turquia ou o esquartejamento de um cachorro no meio da rua, picado por um cidadão venezuelano que vende pedaços de carne canina em sacos plásticos, levados rapidamente por pessoas tão desesperadas quanto ele. Raramente a situação num país estrangeiro teve tantas repercussões no Brasil como a do remoto vizinho, seja pelo súbito fluxo de fugitivos da fome, seja pelo peso do “efeito Venezuela” na eleição presidencial. “Virar uma Venezuela” transformou-se numa ameaça mais concreta do que “virar Cuba” por motivos evidentes: o chavismo não tomou o poder por meio de revolução armada, mas através do voto e de um programa de distribuição de benefícios.
Diminuir a pobreza via subsídios e colocar um médico cubano ao alcance dos mais necessitados foram alguns dos elementos que escoraram, durante certo tempo, o biombo de ilusões atrás do qual se escondia a espiral da morte. Da Patagônia à Amazônia, a conta do populismo de esquerda continua a ser paga porque a bomba tem efeito retardado. Nenhum governante do pós-chavismo tem coragem ou condições políticas de reestruturar as bondades insustentáveis — e a quantidade de candidatos a presidente do Brasil prometendo aumentá-las mostra como o neologismo “Brazuela” não surgiu por acaso. Diante da catástrofe sem fim que transformou venezuelanos comuns em comedores de lixo, de cachorro ou, quando ainda existem, de animais de zoológico, eliminar adjetivos exige um considerável autocontrole intelectual. Vamos fazer uma tentativa com um resumo das notícias mais recentes sobre a Venezuela:
• Mais de 900 000 pessoas têm plano de deixar o país ainda neste ano. O número aparece numa pesquisa da consultoria Meganálisis. O motivo é explicitado em outros resultados da pesquisa. Só 3% dos entrevistados fazem três refeições por dia. “Há dias em que comemos uma só vez” foi a resposta de 30,5%. Um número quase igual — 28,5% — cravou que “há dias em que não comemos nada ou quase nada”.
Outra pesquisa registra que 64% dos venezuelanos perderam em média 11 quilos no último ano. É o único emagrecimento coletivo ocorrido na era atual em um país sem guerra nem seca catastrófica, fora Cuba da época do “período especial”, quando a ajuda da União Soviética desapareceu. Como a Venezuela importa 70% da comida, não há soluções próximas.
• Pode chegar a vinte anos a pena por “incitação ao ódio”, delito no qual foram enquadrados os dois bombeiros da cidade de Mérida presos por fazer um vídeo em que aparece o passeio de um burro por uma estação local de combate ao fogo. Na narração, o bicho é chamado de “presidente Maduro”, uma brincadeira com o apelido de “Maburro”.
• “Não vou responder. Você baixou o nível. Isso sim vai viralizar nas redes”, disse Maburro, quer dizer, Maduro, a um jornalista que perguntou sobre o caso dos bombeiros.
• Viralizou. Inerte ou ativo, o vírus populista não sai das veias abertas da América Latina.

Veja




































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Justiça e imprensa fazem acreditar que o crime compensa ao exibir Lula aos jovens

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Alckmin é recebido com gritos de 'Bolsonaro' em abertura de evento evangélico

Marcelo Osakabe e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo
O candidato à Presidência do PSDBGeraldo Alckmin, participou na manhã desta quinta-feira,27, da abertura da Expo Cristã, em São Paulo. Ao ser chamado para discursar no palco do evento, recebeu vaias e iniciou seu discurso aos gritos de "Bolsonaro" por parte da plateia. Jair Bolsonaro (PSL), internado no hospital Albert Einstein após ter levado uma facada em Juiz de Fora-MG no último dia 6, é o líder nas pesquisas de intenção de voto nas eleições 2018.
 O tucano conseguiu reverter o clima, contudo, ao professar sua fé cristã e fazer várias referências a isso, sobretudo quando disse "Feliz é a nação cujo Deus é o senhor". Neste momento, foi aplaudido.


Na chegada ao evento, o tucano também recebeu algumas vaias, ao ter seu nome anunciado por João Doria, candidato tucano ao governo do Estado e o primeiro político a discursar na abertura da Expo Cristã. E uma parte da audiência o aplaudiu.
Alckmin participou, antes da abertura oficial, de um café da manhã com lideranças religiosas. O tucano ficou na extremidade da mesa principal, junto com João Doria, candidato tucano ao governo do Estado, e o prefeito da capital, Bruno Covas.
Ao centro, estava lideranças evangélicas como Marcos Pereira, presidente do PRB, partido do Centrão que apoia o PSDB, e o senador Magno Malta (PR-ES), que se sentou na ponta oposta à de Alckmin. Malta, que chegou a ser cogitado como vice de Jair Bolsonaro recebeu fortes aplausos Depois, durante a abertura oficial.
O deputado Marcos Feliciano (PRB-SP), que assim como Malta, já declarou apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, também esteve no café, mas se sentou em outra mesa.

Além deles, estiveram presentes ao evento o deputado tucano Ricardo Tripoli, candidato ao Senado, e o vereador e presidente do PSDB na capital, João Jorge. 
















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"Caso da ex-mulher: segunda facada em Bolsonaro",

 por Vitor Hugo Soares
A história mal contada do affair conjugal do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e sua ex-mulher – em reportagem inicial da Folha de S. Paulo – é lastimável sob inúmeros aspectos, nesta altura do campeonato. Traz de volta, infelizmente, para os debates da campanha presidencial, episódio típico do jornalismo perverso e malicioso (para dizer o mínimo) e conduz o embate político para o terreno baldio dos escândalos de família e das fofocas. Abrindo espaços – nos jornais, noticiários da TV e discussões nas redes sociais – que deveriam ser preenchidos por propostas programáticas de alternativas de saídas para a preocupante crise moral, política, social e econômica em que o país afunda.
Em lugar disso, mais nitroglicerina pura é distribuída, com fartura, para os contendores e seus adeptos já ensandecidos. A impressão é de que nada valeram as lições desastradas de campanhas presidenciais mais recentes, ou mais remotas. Persiste a rançosa tentação (cultural?) da política de ponta de rua e dos golpes desferidos abaixo da linha da cintura de velhas campanhas.
Na hora H, da primeira volta das presidenciais, a imprensa e o debate político parecem ceder à tentação do submundo das querelas de casais, envolvendo ex-esposas e filhos. Na verdade, a exemplo do saudoso compositor e cantor Belchior, “estes casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem”. Mas sei que, em geral, em tempos de política misturada com jogo eleitoral e disputas de poder, quase sempre terminam mal.
O caso da “denúncia” de tentativa de agressão do candidato do PSL – à frente em todas as pesquisas de primeiro turno -, à sua ex-mulher, durante litígio pela guarda do filho do casal, é constrangedor. Mal (ou bem?) comparando, tem características simbólicas de uma segunda facada em Bolsonaro. Ainda internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de esfaqueado no estomago, durante ato de campanha em Juiz de Fora. Desta vez, um golpe pelas costas.
Não é preciso puxar pela memória para encontrar semelhanças – sob o ponto de vista da ética na política e do papel da imprensa – deste triste episódio envolvendo o candidato, sua ex-esposa e filho, com o caso, no final da campanha presidencial Collor x Lula, em novembro de 1989, quando o atual senador alagoano – com ajuda ativa ou complacente de setores relevantes da mídia – jogou o então líder sindical, fundador do PT, sua ex-mulher e sua até então desconhecida filha Lurian no olho do furacão das discussões no país. Triste episódio para a política e para a imprensa.
Poderia citar fatos semelhantes, na atual e em campanhas passadas. Prefiro parar nesses dois exemplos emblematicamente cavernosos.. Acrescento apenas: Maria Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, nega indignada que tenha sofrido agressões do marido, como publicado e diz não fazer ideia “de como surgiu essa história” do documento do Itamaraty, segundo o qual teria relatado ameaças do ex-marido. “Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo. O papel do Itamaraty é outro ponto nebuloso desta história, a ser esclarecido.
No mais,reafirmo: esse tipo de política rasteira e de jornalismo cinzento, de fontes obscuras, é o pior caminho que se poderia imaginar para a campanha presidencial, a caminho das urnas eletrônicas, em 7 de outubro. Prejudica a todos e, mais uma vez, fere a política, a inteligência e a verdade. Ou não?
Vitor Hugo Soares é jornalista

Com Blog do Noblat, Veja



























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"A vingança anunciada de Lula - Pressa e despudor de Lewandowski e alerta de Dirceu de que PT no poder é "uma questão de tempo" são sinais do que pode vir a ser eventual governo Haddad",

 por José Nêumanne
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, negou pedido de seu antigo parceiro do Trio Ternura da Segunda Turma Ricardo Lewandowski, que requereu o agendamento da votação de duas ações que podem mudar a jurisprudência da autorização para prisão após condenação em segunda instância. Isso não quer dizer necessariamente que o ex-advogado de José Dirceu, do PT e da União no primeiro mandato de Lula tenha mudado de opinião sobre o tema. Ele continua firme ao lado de Lewandowski, MarcoAurélio Mello, Celso de Mello e Gilmar Mendes na defesa da volta ao status quo ante, que, numa interpretação duvidosa do artigo 5.º, inciso VII, da Constituição, subordinava o começo do cumprimento de pena ao chamado “trânsito em julgado”. Ou seja, que os quase infinitos recursos sejam julgados, o que leva a pena para as calendas.
O que pode ter motivado a negativa de Toffoli, confirmando sua afirmação anterior à posse de que não agendaria a discussão para mudança da jurisprudência, deve ser certa trégua que achou conveniente propor à sociedade e aos agentes do Estado. Mas a pressa e o despudor com que o ex-revisor do mensalão agiu dão a entender que pode ser uma tentativa de servir de pretexto para que o ministro que nunca passou num concurso público para juiz se sinta estimulado a quebrar a promessa. De qualquer maneira, tanto a transferência do julgamento do recurso contra a decisão adotada em abril pelo plenário do próprio STF de não soltar Lula do plenário virtual (na prática, automático e pacificado) quanto a pressão para o agendamento das ações pedindo relaxamento de prisão de condenados em segunda instância são sinais claros de que a bancada do PT na cúpula do Judiciário quer aproveitar-se de todas as oportunidades para mandar Lula de volta ao lar, doce lar. E não está de todo afastada a hipótese de que Toffoli não ceda a essa pressão, “docemente constrangido”.
Nesse panorama é que tem sido noticiada outra decisão sôfrega e trêfega do ministro do Supremo que não hesitou em rasurar a Constituição para permitir que, mesmo deposta por impeachment, Dilma Rousseff não tivesse de cumprir quarentena de oito anos sem cargo público após o julgamento dos delitos que a apearam do poder. Refiro-me ao fato de o mesmo ministro Ricardo Lewandowski haver autorizado o protagonista do habeas corpus em questão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a conceder uma entrevista à colunista social Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. A informação foi confirmada na sexta-feira 28 de setembro pela assessoria do magistrado à agência de notícias Reuters e foi devidamente divulgada por ampla cobertura nos meios de comunicação e redes sociais. Essa foi a primeira decisão favorável a Lula desde que ele foi preso em abril deste ano, após condenação no processo do triplex no Guarujá (SP).
O ex-presidente também teve, durante a campanha eleitoral, até ter sua candidatura ao Palácio do Planalto barrada pela Lei da Ficha Limpa, todos os pedidos anteriores para falar com a imprensa rejeitados.
O resultado final da votação para mudar, ou não, a jurisprudência em questão dependerá do fiel da balança representado pelo voto da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber. Ela tem votado contra o habeas corpus, negando sua convicção pessoal e apoiando a decisão do colegiado. Resta saber como votará se for posta sobre o prato da balança a possibilidade de mudar a jurisprudência com nova maioria.
Convém chamar a atenção para a proximidade do primeiro turno da eleição, marcado para o domingo 7 de outubro, para o qual o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, aparece nas pesquisas como segundo colocado e, portanto, forte candidato a passar para o segundo turno. E não será leviano imaginar como essa pressão poderá fortalecer-se caso isso venha a ocorrer e, mais, o ex-prefeito de São Paulo vença a disputa final contra o primeiro colocado agora, Jair Bolsonaro, do PSL, da extrema direita. Antes mesmo de se concretizarem tais hipóteses, convém alertar aqui, mais uma vez, para o plano de vendetta armado para aproveitar a coincidência de dois petistas no poderoso comando de dois Poderes da República: o próprio Haddad e o supracitado Toffoli.
Não é absurda a hipótese de, caso Fernando Haddad seja de fato eleito, Lula sair da cadeia e os procuradores da Lava Jato entrarem no lugar dele.
Em sua primeira entrevista como presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli disse que ”o STF sempre deu suporte à Lava Jato, vamos parar com essa lenda urbana, com esse folclore”. Mas Josias de Souza, colunista do UOL, garante que a recente tentativa de enquadramento do procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força tarefa da Operação Lava Jato, foi resolvida numa troca de mensagens por WhatsApp, instrumento, no mínimo, inusitado de decisões jurídicas, entre o presidente do STF e o corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel. Conforme foi noticiado pelo Estadão, este “comunicou a Dias Toffoli a abertura de Processo Administrativo Disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol”. Josias completou a notícia com um detalhe: numa mensagem o ministro mandou ao procurador um link com as críticas do colega deste no Paraná publicadas no jornal. Na resposta, Rochadel foi solícito ao responder também pelo celular e informar que estavam sendo tomadas as “providências pertinentes.” Toffoli respondeu: ”Grato”.
Tudo isso depois de o mesmo corregedor haver tentado censurar outro procurador da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, recomendando que evitasse “mencionar pessoas investigadas por ele e outros membros em publicações nas redes sociais e na esfera privada”.
Segundo o site O Antagonista, que deu a informação acima, “Orlando Rochadel Moreira é amigo de Ela Wiecko e foi procurador-geral de Justiça de Sergipe, durante o governo do petista Marcelo Déda. Déda morreu em 2013, mas o petismo do censor de Carlos Fernando dos Santos Lima continua bem vivo.”
No Jornal Eldorado da sexta-feira 28 de setembro, comentei notícia divulgada pelo site BR18 segundo a qual, “na agenda de divulgação de seu livro, o ex-presidente do PT e ex-chefe da Casa Civil no primeiro governo de Lula, José Dirceu, passou o que talvez possa ser considerado um aviso”. Fê-lo ao responder ao diário espanhol El País sobre a possibilidade de o PT ganhar as eleição e “não levar” por causa da oposição da direita.
Reproduzo aqui a resposta de Dirceu: “Acho improvável que o Brasil caminhará para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. Foi, segundo ele, por essa falta de força que medidas como uma reforma tributária não foi feita nos 13 anos de governo petista. “Tem que acumular força. Eles (a direita) priorizaram a mobilização popular, deles, da classe média, durante o nosso governo”.
No comentário lembrei a semelhança da sentença do petista com frase atribuída ao então secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Luiz Carlos Prestes, quando reconheceu que seus camaradas estavam no governo de João Goulart, mas ainda não estavam no poder. A frase foi, entre outros, um Leitmotiv do golpe militar, puxado por certo general Mourão Filho, que se autodenominava “vaca fardada” e mobilizou suas tropas em Minas para ocupar o Rio de Janeiro, dando início ao movimento que depôs o governo constitucional do petebista gaúcho. Não vejo hoje sinais lúgubres de ruptura institucional como a de 1964, até porque o Mourão Filho atual não comanda tropas e é mais inofensivo do que propagam os temerosos de Bolsonaro levá-lo ao poder e a um autogolpe. Mas não seria prudente descuidar do vaticínio de Dirceu.
Não seria de todo paranóico imaginar que, num eventual governo federal petista a ser empossado em 2019, algum alto funcionário dos Poderes da República e devoto do presidiário de Curitiba, gente do naipe de Haddad, Toffoli e Lewandowski, estivesse disposto a apunhalar as instituições, como Adélio Bispo de Oliveira fez com Bolsonaro em Juiz de Fora. E, em consequência, perseguisse, de forma implacável, os agentes da lei pelos quais afirmam que seu guru é perseguido. Seria o caso de prevenir, porque, com o fato consumado, não haverá remédio para ministrar.


O Estado de São Paulo























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Ausência de Anitta -

 GUILHERME FIUZA
GAZETA DO POVO - PR
Circula no Brasil um manifesto em defesa da democracia, e seus signatários mais destacados mostraram que não estão de brincadeira: quando a cantora Anitta resolveu afirmar seu direito à opinião independente, tomou logo um tapa na boca, para deixar de ser abusada.

Anitta não tinha entendido como a banda toca. Democracia sim, querida. Mas a nossa, ok?

Ok. Ela entendeu rápido, até porque tem amor à pele. Todo mundo sabe que mexer com os democratas de porta de cadeia pode ser um problemão. Ou, mais precisamente: pode te transformar em morto-vivo. Vai cantar no banheiro, companheira, onde a acústica é perfeita para quem desafinou o coro da patrulha.

Tudo começou quando Anitta, pressionada a aderir à campanha #EleNão, contra Jair Bolsonaro, declarou que não iria fazer parte de movimento algum. Não era um posicionamento político. Ao contrário: em meio à epidemia de causas e engajamentos de ocasião, ela afirmou o direito do artista de opinar ou não opinar, se envolver ou não se envolver com o que quiser ou não quiser.

De uma simplicidade comovente.

Para quem ficou na dúvida, até porque anda um pouco difícil mesmo ver as coisas como elas são, aqui vai a confirmação: a funkeira da laje deu uma aula de dignidade à elite cultural brasileira.

Ou seja: enlouqueceu. Não sabe com quem tá se metendo, garota?

Agora já sabe. Em questão de horas, o mundo desabou sobre Anitta – essa doida que declarou que todos são livres para expressar o que quiserem. De onde terá ela tirado essa insanidade? De algum autor iluminista ou de algum para-choque de caminhão?

A real aqui é outra, parceira. É proibido proibir, desde que você não esteja atrapalhando a lenda (e o business) dos progressistas profissionais que mandam no pedaço. Cala a boca já morreu pra quem não falar demais. Ou de menos. Entendeu agora?

Entendeu. Anitta dormiu e acordou outra pessoa. Não precisou nem de lobotomia, recurso extremo que os democratas de porta de cadeia preferem não utilizar. Por si mesma – e pelo amor à sua pele bronzeada – ela reapareceu com um novo vídeo aderindo ao movimento do qual se recusara a participar 24 horas antes. Vai, malandra, que o passado passou – e o futuro é dos obedientes.

A presença de Anitta na luta contra os hipócritas de grife não durou um dia. Agora, como se dizia quando a ditadura calava ou sumia com alguém, Anitta está “ausente”.

O gentil “desafio” à cantora, que lhe oferecia a escolha entre ser frita em fogo lento ou rápido, foi vocalizado por Daniela Mercury – ela mesma a prova viva de que, nos dias de hoje, um artista sem arte só desaparece se quiser. Não tem mais o menor problema se o público não quer te ouvir, porque uma manchete sobre a sua vida sexual te bota no jogo de novo.

Se voltarem a te esquecer, você ameaça grudar numa colega bem-sucedida o selo de homofóbica e racista. Aí é só correr pro abraço.

Daniela e grande elenco de democratas temem que o Brasil caia num regime autoritário. E acharam a maneira de evitar a implantação de uma ditadura amanhã: implantá-la hoje.

O estupro moral e mercadológico de Anitta – impondo a ela o vexame de engolir sumariamente suas palavras em público – é o ato mais representativo dessa corrente da bondade que quer devolver o país a um simpático criminoso preso por corrupção. Lula e sua gangue merecem a chance de roubar um pouco mais o povo sem perder a ternura – e sem tirar um centavo dessa elite libertária que decide, docemente, quem pode dizer o que.

Ao contrário do pronunciamento original de Anitta, que não tinha segundas intenções partidárias ou ideológicas – e por isso mesmo foi abatido a tiros pela patrulha pacifista e humanitária –, o tal manifesto pela democracia é um jeitinho de panfletar para o suplente de presidiário como “salvação progressista contra o autoritarismo”.

De autoritarismo eles entendem – não o da ditadura de meio século atrás, mas a de hoje, liderada aqui do lado pelo companheiro Maduro, cujo regime sanguinário é apoiado velada ou explicitamente pelos signatários mais famosos do manifesto democrático. Se o Lula falou que o chavismo é modelo de democracia, tá falado.

Fica combinado assim: Anitta amordaçada, Lula livre, poste presidente, Dilma na presidência do Senado, Gleisi na presidência da Câmara, Toffoli na presidência do Supremo e você na Venezuela. Não precisa nem comprar passagem."

































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PT e PC do B assinam apoio a regime de Nicolás Maduro

Pedro Venceslau, Gilberto Amendola e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo Texto originalmente publicado em 22 Julho de 2017
Os três principais partidos de 'esquerda' do Brasil – PT, PC do B e PDT – intensificaram o discurso em defesa do regime chavista de Nicolás Maduro na Venezuela no momento que o país vizinho vive uma escalada de violência política que já deixou mais de cem mortos desde abril, segundo o Ministério Público local.
PT e PC do B subscreveram em Manágua, capital de Nicarágua, a resolução final do 23.º Encontro do Foro de São Paulo, organização que reúne diversos partidos de esquerda da América Latina e do Caribe.
O texto defende a elaboração de uma nova Constituição que amplia os poderes de Maduro, exalta o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e diz que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”.
Presente ao encontro, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez um discurso no qual afirmou que o partido manifesta “apoio e solidariedade” ao governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro “frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela”. 
Os representantes brasileiros no Foro não fizeram menção ao ataque ao parlamento neste mês promovido por militantes chavistas ou às denúncias de violência por parte do aparato militar oficial do Estado. 
O acirramento da violência tem como marco a morte de dois estudantes. Jairo Ortiz, de 19 anos, levou um tiro no tórax durante um protesto. Dias depois, Daniel Queliz, 20 anos, foi morto com um tiro no pescoço. Para a oposição, Maduro quer mudar a Constituição para ampliar seus poderes. 
“Nosso apoio ao Maduro é total. O Foro foi bem unificado em relação à Venezuela. Não houve omissão, porque a virulência da oposição está grande e conta com muito apoio externo”, afirmou Ana Prestes, da Fundação Maurício Grabois e uma das representantes do PC do B. 
Em Manágua, representantes do PT e do PC do B também condenaram o ataque feito por oposicionistas à Corte Suprema venezuelana. O PDT não enviou representantes ao evento, mas alinhou o discurso. “Nós apoiamos a autonomia do povo venezuelano de decidir seu destino. Condenamos atos de violência, mas pontuamos que, no caso da violência, ela vem dos dois lados”, disse Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. 
O evento na Nicarágua, que homenageou o líder cubano Fidel Castro, produziu uma resolução de rechaço ao que foi chamado de “golpe de Estado” no Brasil e de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reduzido. Oficialmente, o Foro de São Paulo tem sete partidos brasileiros inscritos: PT, PDT, PC do B, PCB, PPL, PSB e PPS. A maioria deles, porém, deixou de enviar representantes ao evento nos últimos anos. 
O secretário-geral do PCB, Edmilson Costa, disse que o partido tem críticas ao Foro, mas apoia “incondicionalmente o governo bolivarianista de Maduro”. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o partido nunca participou do encontro, mas preferiu não opinar sobre o regime de Maduro. 
O ex-ministro Roberto Freire, presidente do PPS, disse que estava no início do Foro de São Paulo, mas se afastou. “Era uma reunião na qual existiam partidos que tinham uma visão democrática bem acentuada, tal como nós. Imaginava-se que aquilo iria ser uma organização pluralista. No momento em que passou a ser um instrumento de concepções antidemocráticas e totalitárias que resultaram nessa ditadura venezuelana, o partido se afastou.”
O Foro foi fundado em 1990 por Lula e Fidel. O objetivo inicial era debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim. A primeira edição ocorreu na cidade de São Paulo, daí o nome dado ao encontro. Desde então, ocorre a cada um ou dois anos. 
‘Plataforma’. Para o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oliver Stunkel, o Foro de São Paulo teve maior importância no primeiro mandato de Lula, a partir da atuação do então assessor especial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. “Era uma plataforma importante para auxiliar os presidentes no momento em que a esquerda crescia na America Latina”, disse Stunkel. 
Essa importância, segundo o professor, já não é a mesma porque os representantes dos países no Foro não têm mais ligação direta com os presidentes da República. No início do governo Lula, lembrou, as esquerdas viviam um período de ascensão no continente. A influência do Foro era sentida nas negociações do Mercosul e até nas decisões econômicas do Brics (grupo de países emergentes).
Além do próprio Lula, o período teve governantes como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina), Fernando Lugo (Paraguai) e Manuel Zelaya (Honduras). 


















extraídaderota2014blogspot

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