Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 5 de maio de 2018

"A corrupção revolucionária do PT - Lula, Dirceu et caterva são corruptos sem limites e sem pátria",

por Ruy Fabiano Com Blog do Noblat, O Globo

CORRUPÇÃO, DE FATO, SEMPRE HOUVE EM TODA PARTE, MAS A DO PT ATINGIU NÍVEIS TAIS QUE QUEBROU AS FINANÇAS DO PAÍS

A militância petista, não mais podendo ocultar a conduta criminosa e predadora do partido, em quatro governos sucessivos, busca diluí-la no quadro geral da corrupção histórica do país.
O PT teria feito apenas o que todos fizeram, não merecendo o destaque que lhe é dado, de recordista mundial na categoria.
O destaque, no entanto, é indiscutível – e mede-se em números. Corrupção, de fato, sempre houve em toda parte, mas a do PT atingiu níveis tais que quebrou as finanças do país.
Desdobrou-se, basicamente, em duas frentes: numa, a convencional, enriquecia os seus agentes; noutra, sem precedentes, financiava uma revolução, que, no limite, poria fim à própria nação, em nome de outra, denominada Pátria Grande.
Uma nação ideologicamente forjada, a partir de manobras de cúpula, sem que as respectivas populações dos países que a integrariam – América do Sul e Caribe – fossem jamais consultadas ou sequer informadas. Um dia amanheceriam em outro país.
A instância de planejamento estratégico e de execução de tal maracutaia era o Foro de São Paulo, criado em 1990, por Lula e Fidel Castro. Reunia partidos e entidades de esquerda do continente, nela incluídas organizações criminosas, ligadas ao narcotráfico, como as Farc (Colômbia) e o MIR (chileno). PCC e Comando Vermelho não lhe eram (e não lhe são) indiferentes, para dizer o mínimo.
O PT só chegaria ao poder federal doze anos depois, com Lula, mas, nesse período, amealhou gradualmente prefeituras e governos estaduais, que, em alguma medida, passaram a servir àquele projeto.
Uma vez na Presidência da República, o PT impôs-lhe um up grade, financiando-o por completo. Pôs a máquina governista a serviço da causa, depenando, entre outras estatais, Petrobrás, Eletrobrás, Caixa Econômica, Banco do Brasil e, sobretudo, BNDES.
Os desvios, somados, ultrapassam a casa dos trilhões. O TCU examina empréstimos irregulares ao exterior, pelo BNDES, em torno de R$ 1,3 trilhão. Nenhum deles cumpriu o imperativo constitucional de ser submetido à aprovação do Congresso.
Ao contrário, receberam tarja de ultrassecreto no BNDES, que captava esses recursos, não disponíveis em seus cofres, no mercado, pagando juros de 14,5% e cobrando do destinatário juros de 4%. A diferença, como de hábito, ficou por conta do contribuinte brasileiro.
Mesmo com essas facilidades, o país não se livrou do pior: o calote. Venezuela e Equador já avisaram que não irão pagar a conta, o que resultou em aumento da dívida interna nacional.
Além dos países do continente, a manobra beneficiou ditaduras africanas, contempladas com obras de infraestrutura empreendidas pelas empreiteiras nacionais que figuram no Petrolão (Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão etc.), tendo Lula como lobista.
O resultado é a presente recessão, com mais de 14 milhões de desempregados e orçamento deficitário em mais de R$ 130 bilhões pelo terceiro ano consecutivo.
O PT quer pendurar essa conta no governo Temer que, no entanto, por mais que se esforçasse, não teria tempo de construir tal desastre. Aécio, Temer, Geddel, Eduardo Cunha são os corruptos convencionais, cuja escala é mensurável. Lula, José Dirceu et caterva são os corruptos revolucionários, sem limites e sem pátria.
Ruy Fabiano é jornalista 


















extraídaderota2014blogspot

Lula se diz perseguido, mas os processos comprovam os atos de corrupção

Carlos Newton
Já virou rotina. Mais uma vez denunciado pela procuradora-geral da República Raquel Dodge, sob novas acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continua a se dizer perseguido político pela Operação Lava Jato e suas decorrentes, mas a realidade dos fatos lhe é altamente negativa e desmente a principal tese de defesa, que só consegue alguma solidariedade no exterior.
Quem está no Brasil e acompanha a evolução dos inquéritos e processos contra Lula não pode aceitar que se trata de perseguição política. Até mesmo o pensador norte-americano Noam Chomsky, grande admirador de Lula, já abandonou esta ilusão que o PT segue divulgando em âmbito internacional.
RÉU CONDENADO – São dez casos judiciais abertos contra o ex-presidente – quatro inquéritos e seis processos a que responde como réu, já tendo sido condenado em um deles, o triplex de Guarujá. As acusações variam entre corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e até obstrução de Justiça.
Na mais recente denúncia, apresentada segunda-feira, dia 30, a procuradora-geral da República Raquel Dodge afirma que o ex-presidente cometeu novos crimes de corrupção passiva. Segundo a acusação, a Odebrecht prometeu ao petista em 2010 um valor de R$ 64 milhões (US$ 40 milhões) em propina, que teria sido doação eleitoral em troca de benefícios para a empresa.
A investigação se baseou na delação premiada dos executivos da empreiteira e também em documentos apreendidos por ordem judicial, como planilhas e mensagens, além de quebras de sigilo.
CONSTATAÇÃO – Segundo pesquisa da Folha, as peças de acusação mostram que 19 procuradores de primeira instância — entre eles 13 da força-tarefa do Paraná— concordam que Lula cometeu algum crime. No Distrito Federal, seis procuradores assinaram denúncias. Em seu mandato como chefe do Ministério Público, Rodrigo Janot ofereceu duas denúncias contra o ex-presidente. Agora, a substituta Raquel Dodge também faz denúncia, elevando a 27 o número de integrantes da Procuradoria que comprovaram crimes do ex-presidente.
O juiz Sergio Moro concordou com as acusações dos procuradores e foi o primeiro a condenar Lula. Sua sentença foi aprovada por unanimidade pelos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Victor Laus e Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Sobem, assim, para 31 o número de procuradores e magistrados que constataram crimes cometidos por Lula.
NO STJ E STF – As acusações contra Lula já foram examinadas por seis ministros do Superior Tribunal de Justiça, entre eles o vice-presidente Humberto Martins, e nenhum deles se manifestou a seu favor. A decisão da Quinta Turma sobre Lula também foi unânime.
No Supremo, sete ministros votaram contra o ex-presidente – Teori Zavascki, Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Rosa Weber.
Portanto, são 44 os membros do Ministério Público e do Judiciário que já se posicionaram contra Lula. E apenas cinco ministros do STF ficaram a favor dele no caso do habeas corpus que impediria sua prisão após segunda instância – Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Ou seja, o placar está 44 a 5.
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P.S. –
Mas há um detalhe. Marco Aurélio, Gilmar Mendes e Celso de Mello só votaram a favor do habeas de Lula porque são teoricamente contrários à prisão após segunda instância, e de forma alguma isso significa que os três acreditem na inocência de Lula. E o placar verdadeiro será de 47 contra e apenas 2 a favor de Lula.

P.S. 2 – Como Toffoli e Lewandowski são amigos íntimos de Lula, estariam impedidos de votar, na forma da lei. Mas quem se interessa? (C.N.)































extraidadetribunadainternet

sexta-feira, 4 de maio de 2018

votação do CALOTE

Para não cair na lista negra dos devedores, o Congresso Nacional aprovou que R$ 1,16 bilhão do Orçamento federal fosse remanejado para cobrir calotes ao BNDES dados pelos países socialistas Moçambique e Venezuela.



Lula e o negócio da China - Ops, na verdade é de Angola. A nova denúncia da PGR reforça o papel do criminoso preso no comando do propinoduto petista

 Marcelo Rocha, Veja
Em janeiro de 2007, no primeiro ano do segundo mandato do ex­-presidente Lula, o então ministro Paulo Bernardo desembarcou em Luanda, capital de Angola, para reuniões com representantes do governo local. 
A viagem, na época, não despertou muita atenção, ainda que Bernardo, no comando da Pasta do Planejamento, estivesse cumprindo uma tarefa incomum, bem mais apropriada à diplomacia. Angola atravessava um período de reconstrução, após anos de guerra civil. Procurava dinheiro para recuperar setores como os de infraestrutura e agricultura. 
O governo brasileiro ofereceu uma linha de crédito especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Bernardo falava em nome do então presidente Lula. 
O que parecia um acordo comercial entre duas nações era, na verdade, a preparação de um golpe contra os cofres públicos — golpe que, agora, mais de uma década depois, resultou em nova acusação de corrupção contra Lula.

Dois meses após a viagem do ministro, uma delegação angolana retribuiu a visita ao próprio Paulo Bernardo, para dar continuidade às negociações do acordo que abriria os cofres do BNDES ao país africano. 
Em 2010, ano de eleições e o último do governo Lula, o banco liberou 1 bilhão de dólares para Angola. Segundo a denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, o acordo trazia embutida uma cláusula secreta. 
O BNDES liberaria o dinheiro e, em troca, as empreiteiras brasileiras que viessem a ser contratadas pelo governo angolano para executar as obras remeteriam 40 milhões de dólares de volta ao Brasil em forma de propina a Lula, a Paulo Bernardo e ao ex­-ministro Antonio Palocci, que coordenava a campanha presidencial do PT. Os três, agora, foram denunciados pelo crime de corrupção passiva.
Além do trio, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoff­mann, mulher de Bernardo, é acusada pela procuradora-geral Raquel Dodge de receber 3 milhões de reais de bônus do mesmo pacote de propina. 
Em delação premiada, Marcelo Odebrecht detalhou a negociação. Ele entregou aos investigadores da Lava-Jato cópias de e-mails em que foram acertadas as bases da negociata. 
“Antonio Palocci e Paulo Bernardo solicitaram-me pagamento ao PT em decorrência da aprovação da linha de crédito e dos benefícios, ainda que indiretos, que a Odebrecht teria com isso. Apesar de não ser da competência de Paulo Bernardo, tratei desse tema específico com ele, em razão de indicação assim feita pelo presidente Lula, que sabia do que estava acontecendo.”
























extraídaderota2014blogspot

DEPUTADO ACABA COM DISCURSO PETISTA

DEPUTADO VAI À TRIBUNA E ACABA COM DISCURSO DA PETISTA ÉRIKA KOKAI, COM PALAVRAS E NÚMEROS...



AS REDES SOCIAIS E A VIDA INTELIGENTE FORA DA ESQUERDA

 por Percival Puggina.
Qualquer pessoa que tenha os jornais e a TV como sua fonte principal de informações está excluída, in limine, da possibilidade de julgar razoavelmente a veracidade e a importância relativa das ntícias.” (Olavo de Carvalho, em “Quem eram os ratos?”)
 Em 2012, num excelente artigo que pode ser lido aqui, o autor da frase acima discorre sobre a distância que, em períodos soturnos da história, se estabelece entre o conjunto de crenças (e incertezas) da parcela pensante da sociedade e as inabaláveis convicções que marcam a opinião das massas.
 É diante disso que a frase em epígrafe amplia sua importância como auxiliar de diagnóstico da situação nacional. De 2012 para cá, ocorreu a explosão das redes sociais, que disponibilizou à massa, o acesso a um volume até então inconcebível de informações, conhecimento (para os mais dispostos a buscá-lo) e capacidade de interpretação. O jornal impresso do dia tornou-se um depósito de notícias de ontem, opiniões sobre os fatos de anteontem e variedades. O noticiário dos canais tradicionais de TV perdeu sua dimensão informativa e ampliou sua dedicação à tarefa de adequar os fatos à opinião dos editores. Algumas emissoras de rádio e TV abriram canais e freqüências dedicados exclusivamente às “news”. O jornalismo, enfim se digitalizou.
 Não foi por livre e espontânea vontade que o fizeram, mas por exigência da força avassaladora de suas novas concorrentes: as redes sociais, que, em muito pouco tempo, revolucionaram o mundo da comunicação. E o da manipulação. É verdade que as redes sociais se prestam para a proliferação das fake news, mas não parece sensato mencionar esse fato sem incluir a tradicional manipulação das notícias pelos grandes veículos.
Voltando à frase do Olavo. A longa história do jornalismo está ligada ao binômio notícia-opinião. Os jornais tinham colunas de opinião, nas quais uns poucos analistas, presumivelmente qualificados, serviam aos leitores suas interpretações dos fatos em curso. Era um grupo restrito, infinitamente menor do que o requerido pela dinâmica da vida social e, como regra quase geral, orientado para servir ao alinhamento ideológico que buscava o poder no Brasil. Foi assim que o PT e os partidos de esquerda conseguiram crescer sob o beneplácito da mesma “grande mídia” da qual sempre tanto se queixaram. E mesmo isso fez parte da estratégia. Só o referido beneplácito pode explicar as longas décadas em que o criminoso trabalho do Foro de São Paulo permaneceu oculto e protegido enquanto toda menção a ele era tratada como “teoria da conspiração”. Só esse beneplácito pode explicar que prosperasse a ideia de que os partidos de esquerda eram incorruptíveis e poderiam passar o Brasil a limpo, mesmo depois da morte de Celso Daniel e de tantas experiências de gestão em vários Estados e municípios. Só esse beneplácito pode explicar que o PT chegasse ao poder com um discurso contrário àquele que construiu seu caminho até ele. E ficasse tudo por isso mesmo, mesmo quando voltou atrás de sua marcha-ré. O que hoje se vê é escala ampliada do que há muito se via.
A única disputa que a esquerda perdeu e sabe que perdeu, no Brasil, nas últimas décadas, foi a das redes sociais. Elas tornaram visível a existência de vida inteligente fora da esquerda. A derrota intelectual foi tão acachapante que o petismo precisou mudar de ramo, criar uma seita e se reinstituir como igreja... É a antipolítica pela falência da razão.




















extraídadepuggina.org

Dispersão leva à derrota -

ELIANE CANTANHÊDE ESTADÃO
Depois da pulverização desenfreada das candidaturas à Presidência, é hora de começar o movimento inverso, de reaglutinação das forças políticas. O ex-presidente Lula saiu na frente para trazer de volta a tropa unida, mas os articuladores dos demais, particularmente de Geraldo Alckmin e de Joaquim Barbosa, também se mexem. A união faz a força, a dispersão leva à derrota.

No seu comício de despedida antes de voar para Curitiba, naquele que teria sido o ato ecumênico para Marisa Letícia e não foi, Lula encheu Guilherme Boulos (PSOL) de elogios, acariciou o ego de Manuela d’Ávila (PCdoB) e convocou a militância para um projeto comum.

A questão é que Lula se esforça para reunir as esquerdas com a mesma intensidade com que as esquerdas se esforçam para se isolar de todo o resto. A invasão do triplex no Guarujá, comandada por Boulos, apavora a classe média. As investidas internacionais do PT, pela voz de sua presidente, Gleisi Hoffmann, margeiam o patológico e sacodem as redes sociais.

Difícil compreender o objetivo da invasão do apartamento, que só atende as alas mais radicais e imprudentes. Mais difícil ainda é entender o que a senadora petista pretende ao manifestar apoio ao regime calamitoso de Nicolás Maduro e fazer uma conclamação ao mundo árabe pró-Lula e contra o Brasil. O que Lula acha disso?

Nos campos adversários, vislumbram-se movimentos para conter o estouro da boiada que soam como gritos de desespero. Os tucanos, que têm as melhores condições objetivas, até aqui não apenas afastam velhos aliados como continuam digladiando entre eles.

Um movimento esperado, até natural, seria a reunião do MDB e do DEM em torno do PSDB, com Henrique Meirelles e Rodrigo Maia desistindo de suas pretensões presidenciais e, eventualmente, até disputando a vaga de vice de Geraldo Alckmin, com o patrocínio de Michel Temer. Mas com Alckmin asfixiado regionalmente, sem atingir 10% nas pesquisas?

O PSDB envia emissários para atrair o senador Álvaro Dias, que foi tucano, é candidato a presidente pelo Podemos e abre um flanco preocupante para os tucanos no Sul, contraponto ao Nordeste petista. Assediado, Dias dá de ombros. Além disso, há uma questão estrutural no PSDB: a divisão entre Alckmin, José Serra e Aécio Neves, agravada pela Lava Jato e pela guinada radical de Aécio, que deixou de ser um troféu para ser um peso na campanha.

Com esses obstáculos ao PT e ao PSDB, o foco se desvia para Jair Bolsonaro, incapaz até aqui de ampliar seu leque de alianças, Marina Silva, que está na cola de Bolsonaro, mas pilota um teco-teco partidário, o franco-atirador Ciro Gomes, que assusta potenciais parceiros, e Aldo Rebelo, que saiu do PCdoB e concorre pelo Solidariedade.

Todos vão manter as candidaturas até o fim? Improvável. E eles agora têm um alvo: Joaquim Barbosa, que veio da pobreza, como Lula e Marina, é apolítico, como o deputado Bolsonaro diz que é, e não deve à Lava Jato, muito pelo contrário. Joaquim, porém, precisa começar a aglutinação em casa, já que o PSB está dividido entre paulistas pró-Alckmin e pernambucanos pró-Lula. E, como Bolsonaro, precisa dizer o que pensa para a economia, num país em que o populismo fiscal gerou 14 milhões de desempregados.

Se passar por esse três testes – unidade no PSB, programa consistente e fugir do populismo barato, que sai caro –, Joaquim pode ser o barco salva-vidas de partidos e políticos à deriva e de milhões de eleitores sem candidato. Aliás, numa eleição tão pulverizada, a opção que não for radical e demonstrar capacidade de vitória tende a virar uma atração irresistível ainda mais quando ficar claro quem está dentro e quem está fora. É aí, nesse ponto, que a onda se forma e vira tsunami do segundo turno.












































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Vamos pagar por Google e Facebook? -

PEDRO DORIA O GLOBO/O ESTADÃO
E se os serviços da internet fossem pagos? A pergunta parece esquisita, hoje em dia. Uns anos atrás, seria absurda. Mas já assinamos TV, música e notícias on-line. A turma do BuzzFeed fez as contas no caso do Facebook. Nos EUA, uma assinatura mensal da rede social sairia por US$ 11. É o valor de uma assinatura individual com vídeo HD da Netflix, por lá.

Em certos círculos importantes, a ideia começa a ser debatida a sério. Na semana passada, no TED, Jaron Lanier, pai da realidade virtual e um dos mais respeitados filósofos da tecnologia, defendeu-a abertamente. Em uma das entrevistas que concedeu nos últimos tempos, Sheryl Sandberg, número dois do Facebook, chegou a mencionar a hipótese. “Poderia haver um botão ‘não use meus dados pessoais?’”, perguntou-lhe uma repórter da TV NBC. “Este seria um produto pago.” Sandberg não disse que a rede social planeja oferecer algo assim. Mas a bola está quicando.

Vamos dar uns passos atrás.

Tecnologia não é inevitável. Produtos que nascem no Vale do Silício partem de apostas que dão certo ou não. As apostas vêm de conceitos na cabeça de seus criadores. Um deles, no nascimento da internet, é que a informação deveria ser gratuita. Daí vem a opção pelo modelo publicitário.

É importante compreender como este modelo nos levou ao ponto em que estamos hoje.

Lá por meados da década de 2010, a indústria começou a investir no encontro entre Big Data e publicidade. O Google, em particular, investiu pesado neste projeto. A ideia era que nossos passos pela rede seriam seguidos e analisados. A partir daí seria possível aferir nossos interesses e nos enviar anúncios que nos interessam.

No momento seguinte, dois conceitos novos surgiram. O smartphone e as redes sociais.

No smartphone, a guerra era por apps. Apps eram pagos, e os desenvolvedores precisavam descobrir como fazê-los para que nós, o público, os usássemos. Muita gente fracassou, mas, usando as mesmas técnicas de acompanhar os movimentos de cada usuário, alguns aprenderam muito. Ao longo dos anos, apps, e smartphones, tornaram-se máquinas desenhadas com precisão para constantemente nos chamar a atenção. Para não as largarmos.

Redes sociais, por outro lado, tinham por objetivo criar um ambiente no qual encontrássemos os amigos. Ou pessoas com interesses em comum. Umas funcionaram mais ou menos. O mesmo percurso de tentativa e erro foi seguido e, sempre usando Big Data e testes, depois inteligência artificial, foi-se aprendendo a construir uma rede que não conseguíssemos largar. É o Facebook.

O negócio dos apps não deu certo. Tanto que a maioria dos apps que utilizamos são construídos por uma de três empresas. Apple, Google ou Facebook. No mais, alguns jogos e só. As redes deram certo. E o Facebook saiu da tela do computador para se tornar um app, que é como a maioria das pessoas o usa. As técnicas todas se juntaram, agora catapultadas. O Google sabia por onde passeávamos na internet. O Facebook sabe com quem nos relacionamos e que temas nos interessam. O smartphone, por onde andamos na cidade. E, num modelo publicitário, a única forma de este conjunto dar dinheiro é nos manter ligados dando mais do que queremos, cada vez mais.

Como descrevemos um hábito que muitas vezes nos dá uma experiência amarga e, ainda assim, não conseguimos largar?

Lanier chama estas empresas de “‘império de modificação de comportamento”. Ele é um provocador. Mas o negócio do Vale, hoje, faz dinheiro forçando nosso comportamento. Uma foto, um like, outro like, só uma visitinha mais antes de dormir, Fulana me curtiu, veja só. O negócio precisa ser assim porque é como vive.

Se fosse pago, funcionaria de outra forma.































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"O silêncio dos candidatos",

 por José Casado O Globo
Faltam apenas 20 semanas para as eleições gerais. E os 146 milhões de eleitores continuam na absoluta escuridão, sem ideia de qual é o Brasil imaginado por candidatos e partidos.

Tem-se 18 nomes listados nas últimas sondagens de intenção de voto para a Presidência da República, mas, até agora, nenhum deles sequer demonstrou preocupação em submeter ao eleitorado uma proposta alternativa para a crise do Sistema Único de Saúde (SUS), do qual dependem diretamente 150 milhões de pessoas.

Mantêm silêncio, da mesma forma, sobre suas ideias para acabar com a irracionalidade dominante nas relações entre os 50 milhões de brasileiros que não dependem do SUS, porque têm acesso a planos de saúde, e as mais de 800 empresas operadoras médico-hospitalares. Na crise da Saúde, não há rota de fuga disponível a candidatos e partidos. 

Eles sabem que a situação do sistema é insustentável e, por isso, precisam dizer logo aos eleitores como pretendem resgatá-lo ou liquidá-lo — nesse caso, explicando o que planejam pôr no lugar.

O SUS é uma obra de arte política. Nasceu há exatos 30 anos, em circunstâncias de rara unanimidade parlamentar, em torno da ideia de saúde gratuita para todos. Os resultados estão visíveis no acesso irrestrito à rede pública de hospitais, no aumento da expectativa de vida, na redução da mortalidade infantil, na prevenção (vacinações), nos transplantes de órgãos e no tratamento de infecções pelo HIV.

Suas deficiências são indicadas como principal problema nacional desde junho de 2013, quando centenas de milhares de pessoas saíram às ruas, em todo o país, em protesto contra a inépcia nos serviços públicos básicos. Detalhe relevante nessas pesquisas é a boa avaliação do SUS pela massa que dele depende, quando consegue atendimento.

Na origem da crise da Saúde está a apropriação privada de fatias do Orçamento público. 

União, estados e municípios investem R$ 230 bilhões por ano, o equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto, metade da média dos gastos registrados em sociedades ricas. Seria irracional propor tão somente um aumento de despesas numa etapa de virtual falência governamental. Mas a saída, certamente, começa pela higienização do poder político sobre os contratos. A degradação acelerada nos serviços é consequência do predomínio de interesses particulares, da regulação até a fila de pagamentos às empresas.

Os governos Lula, Dilma e Temer usaram a saúde coletiva como moeda no Congresso. Permitiram a expansão do loteamento partidário em áreas-chave do Ministério da Saúde, da Funasa e da agência setorial ANS. Os principais beneficiários (PT, PMDB e PP) estenderam sua influência aos estados e municípios.

É eloquente que um partido como o PP do senador Ciro Nogueira — recordista em investigados na Operação Lava-Jato (41% da atual bancada) —, comande o ministério e a ANS. Ou ainda, que o líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tenha recebido de presente a nomeação da mãe no comando da Funasa na Paraíba, 24 horas depois de ter sido denunciado ao Supremo por corrupção.

Sem propostas objetivas para resolver a crise na Saúde, candidatos e partidos se expõem às consequências de um “estelionato” eleitoral. O ronco das ruas de 2013 ecoa alto e claro, cinco anos depois.
















































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A MÁFIA DA MORADIA

por Miguel Lucena
Conheci a máfia da moradia realizando investigações na Polícia Civil do Distrito Federal. O esquema criminoso age usando pessoas que não têm mais nada a perder e lucra com isso.
No Acampamento Dorothy Stang, em Sobradinho, quem não pagava as taxas que garantiam luxo aos coordenadores era expulso do barraco ou tinha a residência queimada. Traficantes de drogas ganhavam passe livre.
Após perceberem que coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto estavam enriquecendo, os moradores resolveram criar uma associação legal e rasgar a bandeira da extorsão.
Em São Paulo, o incêndio em um prédio público ocupado pelos sem-teto motivou depoimentos reveladores: os moradores, mesmo sem condições, pagavam até R$ 400 aos coordenadores da ocupação, dirigentes de um movimento chamado Luta por Moradia.
A fachada de bons moços, preocupados com o drama social dos pobres, escondia uma máfia formada para lucrar com o desespero humano.
Que o episódio sirva de lição para que o Estado brasileiro deixe de ser leniente e conivente com o crime organizado, impedindo essa balbúrdia travestida de caridade que se instalou em grandes centros com o apoio da mídia e de quem não acredita que a opção pelas drogas, pela vida errante, pela fuga das responsabilidades familiares e pelo egoísmo individual seja uma escolha de cada um.
* Miguel Lucena é Delegado de Polícia Civil do DF, jornalista e escritor.














** Publicado originalmente no Diário do Poder

quinta-feira, 3 de maio de 2018

"Faltou trabalhador",

 editorial do Estadão
A Polícia Militar do Paraná informou que cerca de 5 mil pessoas estiveram presentes naquela que prometia ser uma das maiores mobilizações sindicais da história do País. Pode-se dizer que havia mais sindicalistas e políticos que trabalhadores no evento do Dia do Trabalhador em Curitiba, o primeiro a reunir sete centrais sindicais.
A ideia era fazer uma poderosa demonstração de força em apoio ao ex-presidente Lula, preso em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro, mas o ato acabou confirmando aquilo que já se intuía há muito tempo: sem o dinheiro da contribuição sindical e, consequentemente, sem capacidade de contratar artistas populares a peso de ouro e de sortear prêmios valiosos, as centrais carecem de argumentos realmente sólidos para convencer o trabalhador a sair de casa e participar de um protesto no feriado do Primeiro de Maio. E dificilmente o apelo à defesa de Lula da Silva seria capaz de mobilizar esses trabalhadores, uma vez que se trata de um corrupto condenado e todos sabem de quem era o dinheiro que transitou nas tenebrosas transações. A minguada vigília petista por Lula em Curitiba, que certamente se esvaziará ainda mais à medida que avançar o tradicionalmente rigoroso inverno da capital paranaense, é prova disso.
Portanto, resta contar somente com os manifestantes profissionais, aqueles que recebem lanche e transporte para engrossar os comícios político-sindicais e aparecer em fotos tiradas convenientemente em ângulos fechados, para dar a impressão de multidão onde só há um punhado de gatos pingados. Como há cada vez menos dinheiro até para o pão com mortadela, é necessário cada vez mais caprichar na retórica retumbante contra o “grande capital” e os “golpistas” e falar em “milhares de manifestantes” onde há apenas algumas dezenas de incautos arregimentados para simular multidão.
Não se chega a esse estado de coisas sem grande esforço. Graças à famigerada contribuição sindical, que arrancava dos trabalhadores vultosos recursos para financiar a dolce vita dos que se escoram no trabalho alheio, os sindicatos tornaram-se poderosas máquinas a serviço de partidos - sendo a CUT, braço do PT, apenas a mais vistosa delas.
Dessa maneira, raros eram os trabalhadores que se sentiam realmente representados por essas organizações, pois as reivindicações trabalhistas dali emanadas sempre foram mero pretexto para sustentar uma agenda explicitamente político-partidária. A título de defender o emprego e os “direitos trabalhistas”, os sindicatos sabotaram todas as tentativas de modernização do mercado de trabalho nacional, sem falar em sua sistemática campanha contra a reforma da Previdência, contribuindo decisivamente para ampliar a crise e, consequentemente, o desemprego. Mas, afinal, os desempregados nunca foram a preocupação desses ergofóbicos.
Por tudo isso, não surpreende que os trabalhadores tenham ignorado solenemente a convocação das centrais sindicais para defender Lula, como já haviam ignorado chamamentos semelhantes para defender o governo de Dilma Rousseff.
Ninguém parece ter se sensibilizado com a promessa de uma mobilização “histórica”, na “luta pela democracia e pelo direito de Lula de ser candidato”, conforme bravateou um dos sindicalistas quando o ato unificado foi anunciado. Tampouco causou sensação o objetivo de “sinalizar ao grande capital e à direita que a esquerda e o campo popular vão vencer as eleições e revogar todo esse lixo que o golpe quer impor sobre o povo brasileiro”, segundo disse outro sindicalista.
Nem mesmo um apelo do próprio Lula foi capaz de comover a companheirada. Em mensagem divulgada na véspera do Dia do Trabalhador, o ex-presidente disse que o “Primeiro de Maio unificado”, em referência à mobilização de diversas centrais sindicais, trazia “esperança” que “nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade”. 
São poucos os trabalhadores que se dispõem a servir de massa de manobra para objetivos políticos tão explícitos. Lula já não vale um show sem graça.













extraídaderota2014blogspot

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