Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ORAS BUNDAS

Mulheres de todo o Brasil se reuniram em São Paulo para o segundo concurso Miss Bumbum anual.
O júri teve que escolher a possuidora das nádegas mais bonita.

A vencedora deste ano do título de Miss Bumbum foi de 29 anos de idade Katarina Felizardo, uma representante do Estado do Pará.


























FACILITANDO A MATEMÁTICA

UM JEITO FACIL E SIMPLES DE MULTIPLICAÇÃO. ÀS VEZES ME PERGUNTO PORQUE OS PROFESSORES, PRINCIPALMENTE MATEMÁTICOS, NÃO ENSINAM MÉTODOS FACEIS E SIMPLIFICADOS...

PARA SE DIVERTIR

UMA SÉRIE DE PEGADINHAS MUITO BOAS PARA PODER RIR À VALER..

Choradeira e vergonha

"Choradeira e vergonha"

por Miguel Reale junior

PUBLICADO NO ESTADÃO
O PT diz-se vítima de perseguição judicial, com violação de princípios de um direito democrático. O partido põe-se na condição de condenado graças à propaganda da imprensa conservadora, manipuladora da opinião pública. Os réus teriam, então, sido responsabilizados por serem os ministros do Supremo suscetíveis à pressão popular. Esse discurso é irracional, como todas as choradeiras de vitimização.
A teoria do domínio do fato, tão falada no julgamento do mensalão, nada mais é do que a busca de critérios para distinguir quem deve ser considerado autor ou coautor e quem cabe ser visto apenas como cúmplice por auxiliar na prática do delito. É uma questão mais velha que a Sé de Braga.
Já o Código Penal de 1830 definia autor como o que comete, constrange ou manda alguém praticar crime, sendo cúmplices os demais que concorrem para a realização do delito. Autor, dizia Tobias Barreto, o maior penalista do século 19, é aquele “cujo fato resultante é obra sua” e cúmplice, quem pratica “simples ato de apoio e coadjuvação”, merecedor de pena atenuada. O Código Penal de 1940 não fez distinções, depois introduzidas pela reforma de 1984.
Autor ou coautor, portanto, é o que pratica parte necessária do plano delituoso tendo o domínio do fato, designação surgida na Alemanha com Welzel e aprimorada em 1963 por Roxin. Será autor ou coautor aquele a quem se pode atribuir a ação como obra sua por exercer de modo real a condução de sua realização, podendo interrompê-la ou finalizá-la, pois tem em suas mãos o acontecer do fato delituoso. A distinção entre autor e cúmplice reside, pois, na circunstância de que o primeiro tem o domínio sobre o fato delituoso e, segundo Roxin, uma posição objetiva que garanta esse efetivo domínio, enquanto o cúmplice não detém tal domínio.
Roxin, todavia, contesta a tese de que é autor apenas quem tem o domínio positivo do fato, e não quem tem o domínio negativo, ou seja, o entendimento segundo o qual não é coautor, mas mero cúmplice, o agente que segura a vítima enquanto o outro a esfaqueia, por ter o primeiro apenas o domínio negativo sobre o fato e o segundo, que pratica diretamente a ação típica de lesionar, o domínio positivo.
Roxin, com razão, critica essa redução do conceito de coautor, pois a limita à realização da ação típica, quando o ato de segurar a vítima era relevante e necessário de tal forma que a lesão, sem essa colaboração, não se efetuaria. Além do mais, coautor não é também apenas quem executa, mas quem dá uma contribuição essencial no planejamento delituoso ao engendrá-lo ou ao compartilhar a decisão comum de o realizar, podendo interferir no processo de execução. Já o cúmplice não tem o domínio sobre o fato nem participa da formação da vontade comum de realizá-lo, apenas auxilia na obra de terceiro.
A teoria do domínio do fato de modo algum dispensa, para o reconhecimento da condição de coautor, a produção de provas acerca dessa posição objetiva de realizar uma colaboração necessária e a possibilidade de intervir no processo executório. No julgamento pelo Supremo não houve nenhuma menção de, em razão da teoria do domínio do fato, ser desnecessária prova da colaboração efetuada pelos integrantes do núcleo político. Houve, nesse sentido, referência explícita a provas diretas testemunhais, além da menção de provas indiciárias.
Como diz o próprio Roxin (Curso de Derecho Procesal Penal, Buenos Aires, 2000, p. 106), a convicção do tribunal pode estar fundada em prova indiciária em razão de fatos que permitam chegar a uma conclusão sobre a base de circunstâncias diretamente graves. Os indícios são elementos conhecidos da realidade a partir dos quais, segundo os dados da lógica, se alcança a descoberta de fato não conhecido diretamente. São elementos certos quanto à sua existência que, coordenados segundo as categorias da inteligência, por sua qualidade e quantidade, apontam, de forma unívoca, uma realidade não diretamente provada.
A validade da prova indireta depende, todavia, do caráter unívoco e convergente dos indícios sérios que, de forma harmônica, devem formar uma cadeia excludente de qualquer hipótese negativa da ocorrência do que se busca dar por provado. Assim, se a condenação encontra arrimo em indícios coerentes e concludentes, em nada se afronta o processo penal democrático.
Outra questão diz respeito a eventual violação da presunção de inocência. O Código de Processo Penal, no art. 156, estabelece que a prova da alegação incumbirá a quem a fizer. É certo que cabe à acusação provar a ocorrência do fato, sua autoria e a intenção do agente na prática delitiva. Cumpre à acusação provar o fato imputado, e não à defesa demonstrar sua não ocorrência.
Segundo Michele Taruffo, no entanto, “quem afirma que um fato é verdadeiro tem o ônus de demonstrar a veracidade de sua afirmação”. Nesse processo do mensalão, a alegação de não ter havido compra de deputados, mas caixa 2, recursos não contabilizados, é versão que a acusação desfez com provas da relação entre pagamentos e votações. À defesa competiria mostrar, com dados e contas, que a transferência de recursos correspondia, nas datas, a reembolso de gastos de campanha de outros partidos. Essa prova cabia a quem alegara e a quem aproveitaria.
Ao se exigir da defesa prova do alegado em contraste com o imputado, não há quebra da presunção da inocência, mesmo porque a culpa não se presume, sempre dependente de provas da acusação.
O PT, ao acusar o julgamento do mensalão de juízo de exceção, apenas exerce o direito de espernear: uma choradeira de bases emocionais. Foi além da choraminga, contudo, para vergonha nacional, ter-se usado a figura de Roxin, que, em nota no Conjur, desmentiu indignado ter algum interesse na defesa de José Dirceu ou criticado o Supremo, como foi levianamente noticiado.

Mensalão ─ O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira


O livro de Marco Antonio Villa atesta que o mensalão encontrou o seu historiador

POR AUGUSTO NUNES

Marco Antonio Villa é homem disciplinado: único do grupo de convidados do site de VEJA que participou de todos os 40 debates sobre o julgamento do mensalão, chegou invariavelmente na hora combinada ─ depois de ter acompanhado a sessão do Supremo Tribunal Federal e refletido sobre os temas a discutir. O professor da Universidade Federal de São Carlos também não é de perder tempo com palavrórios e fatos irrelevantes: sabe separar o essencial do acessório e, com clareza e concisão, conta o caso como o caso foi.
A soma dessas virtudes desvenda o mistério aparente: como é que Villa conseguiu escrever entre um debate e outro, sem interromper a colaboração regular com os principais jornais do país nem suspender suas múltiplas atividades, um livro indispensável sobre um julgamento que nem terminou? É uma proeza de bom tamanho. Mas não foi a única consumada com a publicação de Mensalão ─ O julgamento do maior caso de corrupção da história política brasileira (Leya, 380 páginas, 31,90 reais).
Quem acompanhou os debates no estúdio da Editora Abril descobriu que Villa fala como se estivesse escrevendo. E escreve como se estivesse conversando, atesta o livro. O autor se dispensa de minuetos retóricos para criticar a impontualidade, as tradições empoeiradas ou a linguagem pedante e verborrágica cultivadas pelos ministros, desmontar a argumentação indigente dos advogados de defesa, demolir o palavrório dos cúmplices de toga, exasperar-se com o cinismo dos comandantes da quadrilha e celebrar o triunfo da decência.
O olhar honesto do historiador é especialmente impiedoso com personagens como José Dirceu, que seria o presidente da República se não houvesse um mensalão em seu caminho, ou Ricardo Lewandowski, um advogado de defesa disfarçado de juiz. Mas não poupa sequer os que contribuíram para tornar o Brasil menos cafajeste. O decano Celso de Mello, por exemplo, não escapa de observações irônicas sobre a mania de recuar alguns séculos para justificar a decisão que vai anunciar na primavera de 2012. Em contrapartida, é homenageado com a reprodução parcial, na página de abertura, do voto em que fez um demolidor resumo da ópera:
“Esse quadro de anomalia revela as gravíssimas consequências que derivam dessa aliança profana, desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores, públicos e privados, e de parlamentares corrutos, em comportamentos criminosos, devidamente comprovados, que só fazem desqualificar e desautorizar, perante as leis criminais do país, a atuação desses marginais do poder”.
Num Brasil afrontado pela institucionalização da mentira em dimensões orwellianas, envilecido pela supremacia das versões malandras, ultrajado pelos sucessivos assassinatos da verdade factual, Villa vê as coisas como as coisas são. Sempre viu. Desde 2005, quando o Brasil foi confrontado com o escândalo inverossímil, ele vem defendendo com coragem e brilho teses que o STF acaba de ratificar.
Agora com o endosso da ampla maioria dos ministros, o livro conclui a implosão de monumentos ao embuste erguidos nos últimos sete e escancara o que os delinquentes cinco estrelas e seus comparsas tentaram inutilmente esconder: o mensalão não só existiu como foi muito mais que um caso de caixa dois. “Este livro conta a história de uma tentativa ─ fracassada ─ de tomada do Estado”, resume Villa já no início da tomografia do esquema criminoso.
Nas páginas seguintes, o brilhante historiador descreve a conspiração armada pelo alto comando do lulopetismo para aparelhar as instituições, capturar os três Poderes, algemar a oposição pusilânime e submeter o país ao domínio de uma seita incapaz de aceitar o convívio dos contrários. “O único projeto da aristocracia petista ─ conservadora, oportunista e reacionária – é perpetuar-se no poder”, constata o último capítulo.  “Para isso, precisa contar com uma sociedade civil amorfa, invertebrada”.
Segundo Villa, a trama mensaleira seria bem sucedida se não tivesse tropeçado na independência do Judiciário e na liberdade de imprensa, “que acabaram se tornando, mesmo sem querer, os maiores obstáculos à ditadura de novo tipo que almejam criar”. O perigo não passou, adverte. “As decisões do Supremo permitem imaginar uma república onde os valores predominantes não sejam o da malandragem e o da corrupção”, anima-se. “Mas para que isso aconteça é preciso refundar a República”.
Depois de verem Villa em ação, muitos espectadores dos debates deduziram que o pai de todos os escândalos havia encontrado seu historiador. O livro atesta que estavam certos.

 

EX MORADOR DE RUA EMPRESÁRIO DE SUCESSO

Ex-morador de rua vira empresário e já negocia 17 franquias de sua marca de tapiocas

Ele chegou a ser agredido quando dormia em baixo dos prédios de Brasília

Durley Soares diz que não quer ficar mais rico, quando fala sobre a expansão de sua marca, a tapiocaria brasiliense Raízes do Sertão, para outros sete Estados do Brasil, com a venda de 17 franquias. O ex-morador de rua que hoje é um empresário bem sucedido diz que quer ampliar os negócios para fundar um projeto social de profissionalização de pessoas carentes. Porém, até poder pensar em um projeto assim, ele percorreu um caminho árduo pela sobrevivência.
Aos 17 anos, Durley já trabalhava duro para sustentar a família, com 11 irmãos, em Planaltina (GO), região administrativa do DF. Após construir uma casa para os familiares com o dinheiro do trabalho como engraxate e vendedor ambulante, o jovem se revoltou com a ingratidão do pai, saiu de casa e preferiu ir morar nas ruas do Plano Piloto.
Na maior parte desse período como morador de rua, Durley contava com a ajuda de um zelador que permitia que ele dormisse em baixo de um bloco residencial da quadra 411 da Asa Norte, região central de Brasília. Ele diz que sofreu bastante nesse período, vítima do preconceito das pessoas em relação à população de rua.
— Quando se está na rua, ninguém se aproxima, as pessoas têm nojo. Até balde de água jogaram em mim, em pleno mês de agosto, época de frio.
O jovem resolveu voltar para casa sete meses depois, após ficar comovido ao ver uma reportagem na TV em que a mãe dizia estar sofrendo pela falta dele.
De volta ao lar, ele conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada em 1998 em um shopping da capital, trabalhando até as 16h e, após o expediente, vendendo biscoitos até às 22h. No mesmo ano, saiu novamente de casa, dessa vez para morar sozinho.
Em 2008, Durley já estava casado, morava em Samambaia, região administrativa do DF, e esperava o primeiro filho biológico. Preocupado com o sustento da criança, ele buscou um curso de formação de garçons no Senac.
— Logo que concluí o curso fui convidado a trabalhar em um restaurante na Asa Norte, fui chamado para ser garçom, mas o dono viu o meu empenho e me promoveu ao cargo de gerente geral depois de dois dias de trabalho.
Após quatro anos juntando dinheiro com o trabalho de gerente, Durley pode arrendar uma tapiocaria que funcionava ao lado do restaurante. Sete meses depois, foi obrigado a fechar as portas por problemas com a documentação do estabelecimento.
Frustrado com o negócio, o jovem resolveu abrir sua própria tapiocaria. Com uma reserva de apenas R$ 700, Durley começou uma jornada para conseguir dinheiro suficiente para o investimento inicial.
Amigos próximos, entre eles o radialista Diego Valadares, conseguiram empréstimos bancários que possibilitaram o aluguel e a reforma de uma loja na quadra 309 da Asa Norte. Sem garantia para financiar os equipamentos e utensílios necessários para o funcionamento da tapiocaria, Durley convenceu o dono da loja após ter contado a sua história de vida.
— Depois de uma hora de conversa, o gerente me perguntou o que eu teria a oferecer como garantia e eu respondi que era a minha palavra, que valia mais do que tudo que ele pudesse ganhar na vida. Aí consegui comprar tudo, dividido em 12 vezes.
Com tudo pronto, Durley espalhou faixas em balões de diversas ruas da cidade e chegou a ser multado pela Agefis (Agência de Fiscalização). No entanto a divulgação foi realizada e ele pôde abrir, em abril de 2011, uma das maiores tapiocarias de Brasília, com 78 metros quadrados e capacidade de atender 90 pessoas. No cardápio, mais de cem sabores diferentes, dos quais 86 foram criados e registrados pelo ex-morador de rua.
Em sete meses, o investimento inicial foi recuperado. Um ano após a abertura da primeira loja, o empresário começou a se preparar para abrir a segunda, na Asa Sul. A primeira filial da tapiocaria na cidade foi inaugurada no último dia 13 de outubro. Ao todo, até junho do ano que vem, serão cinco lojas da Tapiocaria Raízes do Sertão. A primeira proposta de franquia chegou do Paraná. No auge da procura, a marca chegou a receber 78 propostas em um mês. Hoje, o empresário recebe, em média, 15 pedidos para a reprodução da marca, que não sai por menos de R$ 128 mil.
R7
 

PEDE PRÁ SAIR, TOFFOLI

Percival Puggina
Sempre me pareceu que o provimento de vagas no STF por indicação presidencial não era um modelo de todo mau. Mesmo que tal discricionariedade tornasse inevitável a designação de juristas alinhados com as posições ideológicas do governante, o pêndulo dos processos sucessórios, indo ora para cá, ora para lá, ajudaria a estabelecer certo pluralismo dentro da Corte. Era o que eu pensava. Todavia, a reeleição introduzida por FHC e o petismo no poder travaram o pêndulo na posição esquerda. E o pluralismo acabou.

Por isso, não consigo entender as manifestações da elite e da militância petista no sentido de que o julgamento do mensalão está politizado. Quem conhece o partido sabe que ele pode ser descuidado em muitas coisas, jamais, porém, quando se trata de prover cargos importantes. Como regra quase geral, as indicações ao Supremo, feitas por Lula e Dilma, seguiram um alinhamento nem sempre partidário, mas política e filosoficamente compatível com as posições do partido. Por isso, o STF, nos últimos anos, definiu diversos temas polêmicos em conformidade com os gostos do petismo. Listo alguns: as posições relativas ao caso de Cesare Battisti, transferindo a decisão a Lula e, depois, determinando que o terrorista fosse posto em liberdade; o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo; a orientação sobre a aplicação de algemas em presos; o beneplácito ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas; a aceitação da constitucionalidade das cotas raciais no ensino superior; a determinação relativa à reserva Raposa Serra do Sol; a liberação da marcha dos maconheiros; o reconhecimento da constitucionalidade da lei do piso do magistério.


Nesses casos, e certamente noutros, os juízos emitidos agradaram politicamente o PT e contrariaram valores relevantes para uma parcela da sociedade que pensa diversamente. Tais entendimentos do STF decorrem dos critérios de escolha adotados pelos governos petistas. Lula e Dilma, ao apontarem nomes para as cadeiras vacantes, olham à sua volta. Ou olham para o lado esquerdo.


Numa democracia - a menos que seja esquizofrênica - o partido do governo fala como o governo fala. Pois eis que, recentemente, o PT reagiu às condenações proferidas na Ação Penal 470 através de um manifesto, no que foi seguido por dura entrevista em que o presidente do partido declarou "politizados" os votos dados pelos ministros. Ora, de todas as decisões polêmicas do STF cujos votos acompanhei, essa é a única que não está politizada! O que o partido e o governo não entenderam é algo muito simples: uma coisa é os ministros indicados votarem como o PT gostaria matérias do tipo a que me referi antes. Afinal, os politizados ministros nomeados e o politizado partido nomeante sopram a mesma partitura em flautas diferentes. Outra é pretender que numa ação criminal os ministros decidam contra a razão, a lei e as evidências dos autos para satisfazerem as conveniências do partido. Seria gravíssimo! Tão grave que tal suspeita recai sobre apenas dois. Mas um deles ao menos conhece Direito. O outro nem isso. Jamais deveria estar naquela Corte e, em hipótese alguma, poderia participar do julgamento da Ação Penal 470. Só ele, no país, não sabe o quanto está impedido de julgar pessoas de cuja intimidade privou e para as quais trabalhou. Graças à toga que Lula lhe deu, mais cedo ou mais tarde, a roda das cadeiras o fará presidente do Supremo. Meu Deus!


publicado no jornal

ZERO HORA 

O que é precário e medieval, ministro?

O que é precário e medieval, ministro?

“É fato, e isso não é novidade alguma, que as penitenciárias precisam ser melhor equipadas, além de dispormos de mais e novas unidades Daí que precário e medieval é não investir adequadamente os recursos destinados a essa finalidade”Keiko Ota*
Até quando vamos continuar vivendo numa situação em que a violência e a impunidade prevalecem no cotidiano? Chega! É preciso dar um basta a essa calamidade, que tanto vem assustando a sociedade, tornando-se inclusive banal no noticiário.
Exemplo desse quadro alarmante são os recentes dados divulgados no estado de São Paulo. Houve um aumento de 80% nos assassinatos na região metropolitana, em outubro de 2012 em comparação ao mesmo período do ano passado (de 182 passou para 329). Isso piora na capital paulista, que teve uma elevação de 114% nos homicídios – um salto de 82 para 176 casos.
Diante desses números, a troca do secretário de Segurança Pública é apenas um indício da gravidade desse momento. Se, por um lado, é louvável a parceria entre os governos federal e estadual para combater a criminalidade em São Paulo, a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre os presídios demonstra uma falta de sensibilidade em relação aos instrumentos voltados ao combate à violência.
O que é precário e medieval, ministro? É fato, e isso não é novidade alguma, que as penitenciárias precisam ser melhor equipadas, além de dispormos de mais e novas unidades  Daí que precário e medieval é não investir adequadamente os recursos destinados a essa finalidade.
Afinal, não é possível admitir que os presídios tenham recebido menos de 20% da verba voltada ao setor. Precário e medieval é achar que é correto aplicar somente R$ 86 milhões dos R$ 435 milhões disponíveis do Fundo Penitenciário Nacional. Assim, preferir morrer a ter que ir para uma prisão é apostar em um erro e abrir brecha ainda maior para a violência e a impunidade.
Se a União e os Estados não se unirem e cumprirem seus papéis, é questão de pouco tempo para que o que vemos em São Paulo se alastre por todo o país. Será que é isso que queremos para uma nação que, muito em breve, será palco da Copa do Mundo e das Olimpíadas?
Sou mãe e uma vítima da violência. Meu filho, Ives Ota, foi brutalmente assassinado aos oito anos e seus assassinos hoje estão soltos, depois de cumprirem uma pena muito pequena em relação ao horror cometido contra a minha família. Por isso, sei exatamente a dor, o sofrimento e o medo de ter de conviver em meio a tanta impunidade.
Nessa onda de violência cotidiana, uma nova proposta de Código Penal está em análise no Congresso Nacional. Apesar de o texto trazer inúmeros avanços, temos de adotar penalidades mais rigorosas nos crimes contra a vida. Afinal, do jeito que está, o projeto não representa um mecanismo eficaz no combate à criminalidade.
Para sensibilizar os senadores e deputados federais a promoverem ajustes na proposta, a campanha nacional Pelo Fim da Impunidade solicita mudanças no Código, por meio de um abaixo-assinado (www.pelofimdaimpunidade.com.br) que será entregue a todos os parlamentares. Sem dúvida alguma, o apoio da população a essa iniciativa é fundamental nesse momento em que se clama por justiça, paz e direitos humanos para todos. Caso contrário, aí sim, continuaremos a viver em um cenário precário e medieval.
*Deputada federal (PSB-SP), coordena, no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência.

MOTOQUEIRO OU MOTOCICLISTA?

ELE VINHA TRANQUILO EM SUA MOTO UMA YAMAHA FJR 1300, SÓ QUE, AO QUE TUDO INDICA, NÃO SOUBE A DISTÂNCIA CORRETA.. VEJA O QUE É QUE ELE FEZ..
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POSSO SEGURAR SEU PEITO?

JAPA SE DANDO BEM NA FEIRA EXXXÓTICA 2012. COM CERTEZA MUITOS QUERIAM ESTAR NO LUGAR DELE..POSSO SEGURAR UM PEITO?

DIVIRTA-SE

UMA COMPILAÇÃO COM AS MELHORES "CASSETADAS" DO MES DE NOVEMBRO PARA VOCÊ SE DIVERTIR E DAR BOAS GARGALHADAS...

VAI MEXER COM QUEM VOCÊ PODE

MACHÃO E O BRASILEIRO, ESTÁ SENDO CONSIDERADO O MELHOR TAPA NA CARA DOS ULTIMOS TEMPOS..

Estudante com síndrome de Down é a 1ª do Brasil a se matricular em curso de direito

Estudante com síndrome de Down é a 1ª do Brasil a se matricular em curso de direito

 Jovem mineira portadora de síndrome, que trabalha como caixa de supermercado, é a a 21ª pessoa no Brasil e a primeira em Minas Gerais a se matricular em uma faculdade

“As pessoas me olham de um jeito estranho, como se eu fosse diferente”, percebe Aline. A professora se admirou quando, ainda criança, ela foi a primeira a aprender a ler em uma turma de escola regular. Muita gente se espanta ao descobrir que a moça acorda antes de o sol nascer e, sozinha, pega dois ônibus para chegar ao trabalho. Quem a conhece, porém, não se surpreende ao saber que ela quer estudar para ser advogada. Aos 25 anos, Aline Hélio Figueiredo Terrinha é a primeira pessoa com síndrome de Down a se matricular em um curso de direito no Brasil. ...



Até hoje, apenas 20 pessoas com a síndrome, classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ingressaram no ensino superior no país, segundo levantamento da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (Febasd). Os cursos mais procurados foram educação física (quatro estudantes) e pedagogia (três). O Rio Grande do Sul é o estado campeão em número de universitários (quatro), seguido por São Paulo (três). Aline será a 21ª da lista, a primeira mineira. “Direito é um curso mais exigente, o estudante tem que ler muito. Ficamos felizes com a iniciativa da Aline”, diz a presidente da Febasd, Maria de Lourdes Marques Lima.


Em seu primeiro vestibular, Aline foi aprovada para ingressar em uma faculdade particular em Belo Horizonte. As aulas começam em 1º de fevereiro de 2013. No entanto, a moça não conseguiria pagar a mensalidade de R$ 650. “É quase meu salário”, explica. Ela tentará obter uma bolsa pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), programa federal mantido pelo Ministério da Educação. Se tudo der certo, frequentará as aulas à noite, depois de sair do supermercado no qual é atendente de caixa. Ela precisaria abandonar o curso de auxiliar administrativo, iniciado em maio, pois passaria a ter poucas horas de sono, já que precisa acordar às 5h para chegar ao trabalho.

A moça mora com os pais e uma irmã em uma casa simples no Bairro Bela Vitória, Região Nordeste. Por volta das 5h40, pega o primeiro ônibus e desce no Centro, onde toma outro até o supermercado, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul. O expediente não tem horário exato para terminar, geralmente entre as 18h e as 19h. Por causa da rotina corrida, a mãe, Regina Figueiredo Terrinha, não queria que a filha estudasse à noite. “Pra ser sincera, sou contra. Fico com muito dó de ela trabalhar o dia todo e depois ainda ter aula. Vai ser uma maratona muito puxada. Mas ela é bem cabeça dura: quando quer, quer mesmo”, resigna-se a mulher, que tem 56 anos e é auxiliar de enfermagem. Aline está decidida: “Sei que é um curso difícil, mas se tiver força de vontade, perseverança, a gente consegue, na força de Deus”.

Caçula de quatro irmãos, Aline poderá ser primeira da família a ter diploma de nível superior. Ela nasceu em Montes Claros, no Norte de Minas, a 424 quilômetros da capital. Com 4,6 quilos e 56 centímetros, era maior do que costumam ser bebês com síndrome de Down. O diagnóstico da doença foi difícil. “Um pediatra chegou a dizer que ela não tinha Down”, lembra a mãe. Os cabelos, geralmente finos e lisos, são crespos em Aline. Com o tempo, porém, algumas das características típicas se tornaram evidentes, como os olhos com pálpebras oblíquas para cima e a face mais plana. Manifestou também outro traço habitual: um problema na visão. “O olho direito quase não enxergava. Ela fez uma cirurgia, mas, por causa de um erro médico, precisou retirar (o globo ocular)”, conta Regina. No lugar, implantou-se uma prótese de silicone.


Convivência com o preconceito


Todavia, não se notou em Aline um dos sintomas mais corriqueiros: o déficit de desenvolvimento intelectual. “Nunca a diferenciei dos outros filhos. Cuidei dela sem frescura. Nunca tive tempo de ficar paparicando ninguém; trabalhava demais”, conta a mãe. Matriculada em uma escola regular, ela foi a primeira da sala a aprender a ler. “A professora se surpreendeu. Até eu me surpreendi. Não era tão estudiosa, mas nunca levou bomba, sempre teve boas notas”, ressalta Regina. No histórico escolar, as melhores notas era alcançadas em história, português, filosofia e sociologia. Apesar do bom desempenho, sofria preconceito dos colegas. “Eles me tratavam mal, me humilhavam, falavam que eu tinha problema, que era feia, que era demônio. Ser rejeitado é ruim demais”, diz Aline.


Ela concluiu o ensino médio em 2005, chegou a fazer cursinho pré-vestibular, pensava em tentar entrar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Mas não me preparei muito bem. Não estava muito interessada. Quis descansar um pouco a cabeça depois de tantos anos de escola”, explica. Em 2008, ela decidiu procurar um emprego. “Queria minha independência financeira, conhecer pessoas diferentes.” Indicada pelo Serviço de Proteção Social à Pessoa com Deficiência, mantido pela Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social de BH, Aline conseguiu uma vaga em um supermercado. Começou na salsicharia, embalando embutidos. Depois, tornou-se empacotado e, afinal, foi para o caixa.


No trabalho, apesar de a funcionária ser eficiente, o preconceito persiste. “Uma vez, uma cliente disse que eu era lerda, tinha problema, não podia trabalhar ali. Foi até reclamar com o gerente”, recorda. Sem querer se identificar, uma colega confirma a discriminação. Alguns clientes do supermercado, quando podem escolher, evitam usar o caixa da moça. “Mal sabem eles que a Aline, mesmo sendo especial, é a única entre as caixas com conhecimento e preparo suficiente para fazer uma faculdade”, diz a colega. Aline chegou a pensar em cursar medicina veterinária, mas acabou se decidindo pelo direito. “Quero advogar. Quando estiver bem fera na área, quero entrar na Promotoria de Justiça”, ambiciona.

LIVROS
Aline tem qualidades caras a um bom advogado. Expressa-se com segurança, tem cuidado ao escolher as palavras. No começo da conversa, ela parecia tímida, mas logo desandou a falar. “Essa fala mesmo, igual pobre na chuva”, brinca a mãe, rindo. Nas horas vagas, a filha gosta de ler, sobretudo livros de história. Atualmente, está lendo Cartas para Hitler, de Henrik Eberle, que reproduz a correspondência enviada ao ditador e narra, a partir dela, a ascensão e a queda do nazismo. Foi um dos cinco livros que ela ganhou de presente de um cliente do supermercado. Aline é fã dos enredos misteriosos de Agatha Christie e adora o romance Capitães da areia, de Jorge Amado. “A história me chamou a atenção. As crianças que viviam na rua eram humilhadas, tratadas pior do que bicho”, narra.


Outra paixão são as artes plásticas. Ela frequenta o Palácio das Artes, no Centro, cujos funcionários já a reconhecem. Nas últimas férias, em outra galeria, visitou a exposição Caravaggio e seus seguidores e se deliciou com as obras do pintor italiano. Também gosta muito de ouvir música sertaneja e de torcer pelo Atlético. Satisfeita, sorri ao descobrir que seria a primeira pessoa com síndrome de Down a cursar direito, mas enfatiza não querer provar nada: “Sei o que sou, não tenho que dar satisfação. Não sou diferente de ninguém”. A iniciativa de Aline deve “abrir caminhos”, avalia Maria de Lourdes, presidente da Febasd: “Ela serve de exemplo para toda a sociedade, que deve respeitar mais quem tem a síndrome. Queremos parabenizar Aline. Que ela desempenhe bem suas atividades e brilhe muito, para orgulho de todos nós”.
Fonte: Correio do Centro-Oeste

 

O feudo de Rosemary

O feudo de Rosemary


Ao narrar a ascensão do enfermeiro Rubião no clássico Quincas Borba, Machado de Assis construiu uma espécie de estrutura elementar do relacionamento humano (queria citar a “alma do brasileiro”, mas nunca vivi em outro país para dizer se há, de fato, outro tipo de “alma” mundo afora). A começar pelo fato de o personagem que dá nome ao livro não ser o personagem principal. Este papel é dado a Rubião, herdeiro do milionário filósofo, fundador do humanitismo, de quem cuidou até o fim da vida. Homem certo na hora certa, a ele é delegada a missão de cuidar de um cachorro (de nome Quincas Borba) e de administrar as posses deixadas pelo patrão. “A imortalidade é o meu lote ou o meu dote, ou como melhor nome haja”, diz Quincas Borba ao amigo fiel antes de legar a sua herança. ...
 
A oportunidade faz Rubião deixar a rotina humilde em Barbacena, no interior de Minas, em troca de uma vida de barão no Rio de Janeiro, então capital da República.

Ao chegar, ele logo se transforma em objeto de cobiça. Como enxame de abelhas no pote de mel, dele se aproximam as pessoas mais influentes de seu tempo. Eles almoçam às suas custas. Jantam às suas custas. Tomam empréstimos às suas custas. Rubião tinha outra origem, outro linguajar, outras referências, mas pouco importava: ele tinha tudo o que a burguesia ascendente, empreendedora e oportunista, precisava: uma janela para o capital. Para os amigos, Rubião não valia só o que tinha no bolso. Valia o quanto estava disposto a produzir em bolsos alheios.


É a melhor história sobre amizade já escrita nestas terras – justamente por expor ao sol o deslumbre como a força-motriz das relações humanas.


Este caráter universal e atemporal é o que separa uma boa história de um clássico. Mudam-se os tempos, mudam-se os nomes, o espírito permanece. Este espírito, pode-se dizer, se manifesta em qualquer empreendimento promissor – e só um grande herdeiro, um grande proprietário, um grande magnata, um grande artista ou um grande astro do futebol seria capaz de contar as toneladas diárias de bajulação produzidas em seu entorno. (Wilson Simonal e o goleiro Bruno, ex-Flamengo, não fariam um testemunho menos fidedigno sobre a gratidão aos amigos). O funcionamento do Estado, loteado como um bem a ser herdado e distribuído, não é diferente. Está tomado de Rubiões e asseclas de Rubiões, crentes de que o prestígio transitório é um bem inalienável.


No apagar das luzes de 2012, eles aparecem claramente na Operação Porto Seguro, o mais recente escândalo envolvendo o Planalto – ou a “sucursal” do Planalto instalada na Avenida Paulista.


Pegue-se o exemplo de Rosemary de Noronha, a amiga do homem que se tornou presidente da República e a levou à chefia do escritório da Presidência em São Paulo. Dela pouco se sabe além do fato de que se despedia dos amigos no e-mail corporativo com a palavra “bjokas”. Em tese, isso não prova o grau de competência para exercer um cargo de confiança. Mas deixa escancarada a sofisticação das formas com que outsiders são injetados para dentro da máquina.


A troca de e-mails interceptada pela Polícia Federal entre Rosemary e os irmãos Paulo e Rubens Vieira, nomeados para cargos em agências reguladoras meses depois, é uma fratura exposta de um sistema frágil, acessível e manipulável e movido pelo deslumbre de quem chegou ao topo. Graças a Rosemary, Paulo foi parar na Agência Nacional de Águas e Rubens, na Agência Nacional da Aviação Civil.


O caminho para atuar nas agências responsáveis por regular a aviação civil e o uso sustentado da água foi assim: o amigo do amigo levou as referências, falou com a pessoa certa, que prometeu falar com a pessoa ainda mais certa e a troca de favores ficou estabelecida. Num dos e-mails, antes da nomeação, Rosemary promete, supostamente, aproximar o candidato ao cargo na Anac do presidente Lula em um evento em São Paulo: “Aí eu ataco”, diz ela.


Vendo de longe, é possível supor que, apesar do cargo, uma opinião de Rosemary sobre as questões centrais do Planalto tivesse tanto peso quanto uma pena. Rosemary parece, ainda de longe, apenas uma assessora costa-quente que usou a confiança do chefe para construir um feudo ao seu redor com uma única carta: sou amiga do rei.


Mas a “carteirada” de hoje é a maldição de amanhã. Os irmãos Vieira, acomodados no Estado, são agora acusados de comandar um esquema de compra e venda de pareceres públicos favoráveis a interesses privados com a ajuda da Advocacia-Geral da União – um deles para a instalação de um complexo portuário, de impactos incertos, no valor de 2 bilhões de reais. E foi aos irmãos Vieira que a servidora recorreu para instalar a filha e o marido na mesma máquina – numa troca de mensagens encerrada com um gritante “FINALMENTE OBRIGADAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”. (Sim, vale lembrar: ela era chefe do escritório da Presidência em São Paulo).


Rosemary ajudou os irmãos Viera, que depois ajudaram Rosemary. Para operar, não precisaram sequer consertar relógio com luva de boxe no escuro. Estavam à vontade, como estariam à vontade na casa de Rubião, que na verdade era de Quincas Borba. Não importa. O fim da história estava escrito desde 1891.
 
Por Matheus Pichonelli
Fonte: Revista Carta Capital

La vie en rose

Escrito por Percival Puggina 
Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.



Bem me diziam que São Paulo é um país amigo do Brasil. O fato teve confirmação quando se soube que o chefe de Estado brasileiro mantém lá uma embaixada, localizada no mais concorrido point do capitalismo tupiniquim - a esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista. Ali, Lula presidente instalou a amiga Rosemary Nóvoa de Noronha, dita Rose, como embaixadora plenipotenciária para assuntos nacionais e internacionais.

A natureza das atividades a que ela se dedicava chegou recentemente às manchetes. E mais uma vez arrancou silêncios do ex-presidente, que parece totalmente desinteressado do assunto. Duas pessoas falaram por ele. Falou por ele o sempre obsequioso ministro Gilberto Carvalho, que disse não ver motivos para os fatos trazerem qualquer perturbação ou constrangimento ao amigo Lula. E falou por ele, também, a muda e sorridente submissão de dona Marisa Letícia. Não vou tratar aqui desse submundo em que tantos amigos de Lula são assíduos frequentadores. As docas e bares do porto de Marselha, nos anos 50, eram habitadas por marinheiros, vagabundos e prostitutas mais exigentes em suas transações. Não é disso que este texto se ocupa. Quero falar sobre o tal Escritório de Representação da Presidência da República em São Paulo e sobre como se confiam a mãos tão incompetentes quanto sujas setores decisivos ao funcionamento do país.

Para que serve esta estrutura administrativa existente nos escalões presidenciais onde, há sete anos, Rose ia levando sua vie en rose? A Polícia Federal entrou lá por uma porta e a ordem de Dilma chegou fulminante: fica extinto o cargo que ela ocupava. Se podia ser extinto, por que existia? Doravante, segundo teria disposto a presidente, todas as determinações relacionadas com aquela repartição federal serão originadas de Brasília. Resta a pergunta: o que há num escritório sem chefe, além de telefonista, office boy e motoboy?

O caso é uma evidência de o quanto se joga fora o dinheiro do contribuinte. Cargos são criados por necessidade de acomodar afetos pessoais e cargos são extintos por necessidade de resolver desconfortos causados pelos ocupantes. Com a mesma mão que assinou a extinção do cargo da dona Rose, Dilma despachou para o Congresso projeto de lei criando outros 90 junto à presidência da República.

A história das atividades que agora estão sob exame da Polícia Federal no escritório paulista mostra, por outro lado, os parcos critérios com que são providos postos significativos como são as chefias das agências reguladoras de atividades concedidas. Nem mesmo a complicada ficha funcional de um dos irmãos Vieira foi motivo suficiente para frear a determinação de vê-lo titulando o posto que pretendia. E tudo se passava ante os olhos da mãe do PAC, sob o nariz da mãe do PAC e junto aos ouvidos da mãe do PAC. Por quê? Porque o poder confiado a mãos irresponsáveis não vale pelo bem que produz mas pela festa que proporciona e porque é muito difícil afastar-se de más companhias generosas.


COLEGIOS MILITARES

Gêmeos de Porto Alegre conquistam medalhas de ouro em olimpíada nacional de matemática

Bryan e Brendon Diniz Borck, 12 anos, são estudantes do Colégio Militar da Capital

É preciso menos de dez minutos de conversa para perceber que os irmãos Bryan e Brendon Diniz Borck, 12 anos, não são adolescentes como a maioria. Os gêmeos idênticos se expressam com bastante eloquência, não usam gírias e consideram sete uma nota baixa no boletim escolar.

Alunos do 7º ano do Colégio Militar de Porto Alegre, os meninos souberam nesta sexta-feira que conquistaram medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas de 2012, na qual levam ouro os 200 primeiros colocados em cada categoria. Bryan foi o primeiro lugar geral do país entre os alunos dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental, e Brendon, o 14º.

Ao todo, mais de 19 milhões de estudantes de 46.728 escolas de todo o país disputaram a Olimpíada deste ano. Bicampeões, os gêmeos também levaram ouro em 2011, o que lhes rendeu uma viagem ao Rio de Janeiro para receber as medalhas das mãos de Dilma Rousseff. O momento com a presidente, que deve se repetir no ano que vem, encheu de orgulho os pais, o técnico em informática Nadir Borck e da dona-de-casa Tatiane Diniz Borck.

— Eles estudam muito, gostam de ler, mas também adoram jogar videogame. São filhos maravilhosos, não preciso mandar eles fazerem nada. Estão sempre à frente da gente — orgulha-se a mãe.

Os professores do Colégio Militar também são só elogios para a dupla de alunos modelo. Do 6º para o 7º ano, Brendon foi escolhido o melhor da série e recebeu o título de comandante da turma. O segundo colocado foi o irmão, Bryan.

— Percebemos que eles não têm só interesse pelas notas. São afetivos, e se preocupam em ajudar os colegas que precisam de reforço com os estudos — diz o tenente Gentil Bruscato, professor de Física.

Pais participam da vida escolar e cobram bons resultados dos gêmeos

Quando pequenos, os meninos não frequentaram creches. Foram alfabetizados em casa, pela mãe, que notou cedo a facilidade de ambos para as letras e os números. E, desde o início da vida escolar, foram colocados em turmas distintas para que pudessem desenvolver potencialidades individuais.

Antes de irem para o Colégio Militar, no 6º ano, os dois estudavam em uma escola particular da cidade, onde já se destacavam pelo comportamento e boletim exemplares. Em casa, os pais cobram bons resultados e participam da vida escolar dos meninos, que preferem estudar separadamente, mas se unem quando as dúvidas surgem.

Além do trabalho individual, os meninos têm aulas extras no contraturno no colégio.

— Na escola, nos oferecem oportunidades de participar de competições e os professores são muito bem preparados. Temos muito a agradecer a eles — diz Bryan.

Em época de provas, conta a mãe, os gêmeos concentram-se como atletas em final de campeonato e reforçam o tempo dedicado aos estudos. Não param nem para acessar os perfis que mantêm em uma rede social.

Agora, terão mais desafios na vida acadêmica. Premiados, estudarão matemática no Programa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além disso, depois de participar de um processo seletivo acirrado para o Programa de Preparação Especial para Competições Internacionais, ambos foram selecionados. Brendon é um dos 12 estudantes do país que participará dos encontros presenciais em Brasília e Bryan ficou entre os 32 alunos que participarão de encontros virtuais.

— Muitos alunos não têm gosto pela matemática e colocam um "não" na frente dos estudos antes de aprender. Mas só é necessário dedicação e empenho, pois a disciplina é muito prática — indica Brendon.

Apesar da pouca idade, os dois demonstram maturidade e fazem planos para, no futuro, unirem a carreira militar ao gosto pela matemática. Estão em dúvida se cursam o Instituto Militar de Engenharia (IME) ou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), escolas militares de difícil ingresso. Alguém duvida que consigam?

Bryan não:

— A gente está sempre junto. Vamos continuar assim.
 

 

AMANTES


 JORNAL DECIDE CONTAR AO LEITOR O QUE OS JORNALISTAS E GOVERNADO SABIAM HÁ MUITO - LULA E ROSEMARY, NO CENTRO DO NOVO ESCÂNDALO, ERAM AMANTES DESDE 1993

Um homem público ter uma amante é ou não assunto relevante? Nos EUA, basta para liquidar uma carreira política, como estamos cansados de saber. Foi um caso extraconjugal que derrubou o todo-poderoso da CIA e quase herói nacional David Petraeus.
Desde quando estourou o mais recente escândalo da República, todos os jornalistas que cobrem política e toda Brasília sabiam que Rosemary Nóvoa Noronha tinha sido — se ainda é, não sei — amante de Lula. Assim define a palavra o Dicionário Houaiss: “Amante é a pessoa que tem com outra relações sexuais mais ou menos estáveis, mas não formalizadas pelo casamento; amásio, amásia”.
Embora a relação fosse conhecida, a imprensa brasileira se manteve longe do caso. Quando, no entanto, fica evidente que a pessoa em questão se imiscui em assuntos da República em razão dessa proximidade e está envolvida com a nomeação de um diretor de uma agência reguladora apontado pela PF como chefe de quadrilha, aí o assunto deixa de ser “pessoal” para se tornar uma questão de interesse público.
O caso, com todos os seus lances patéticos e sórdidos, evidencia a gigantesca dificuldade que Lula sempre teve e tem de distinguir as questões pessoais das de Estado. Como se considera uma espécie de demiurgo, de ungido, de super-homem, não reconhece como legítimos os limites da ética, do decoro e das leis.
Outro dia me enviaram um texto oriundo de um desses lixões da Internet em que o sujeito me acusava de “insinuar”, de maneira que seria espúria, uma relação amorosa entre Rose e Lula. Ohhh!!! Não só isso: ao fazê-lo, eu estaria, imaginem vocês!, desrespeitando Marisa Letícia, a mulher com quem o ex-presidente é casado. Como se vê, respeitoso era levar Rose nas viagens a que a primeira-dama não ia e o contrário.
Mas isso é lá com eles. A Rose que interessa ao Brasil é a que se meteu em algumas traficâncias em razão da intimidade que mantinha com “o PR”. Lula foi o presidente legítimo do Brasil por oito anos. A sua legitimidade para nos governar não lhe dava licença para essas lambanças. Segue trecho da reportagem da Folha. Volto para encerrar.
*

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã. O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.
À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido. Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido. Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital. Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.
Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”. Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial. Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.
(…)

Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.
Encerro
Como se vê, Lula considera Rosemary um “assunto particular”, o que soa como confissão. Só que ela era chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo. O Brasil pagava o salário do “assunto particular” do Apedeuta. Ainda assim, ela poderia ter sido uma funcionária exemplar. Não parece o caso…
É um modo de ver a República. O mesmo Lula que classifica a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo de “assunto particular” não distingue a linha que separa o interesse público de seus impulsos privados.
PS – Não deixem que a sordidez da história contamine os comentários. Há sempre o risco de se ultrapassar a linha do decoro em temas assim. Façam o que Lula não fez.

Por Reinaldo Azevedo

Brasil perde peso político e econômico na América Latina

Dilma Rousseff teve 30% de sua agenda de viagens internacionais destinados aos vizinhos latino-americanos; exportações brasileiras para a região caíram 11,3% em 2012

Reuters | 
A folha de viagens da presidente Dilma Rousseff diz muito sobre as prioridades internacionais do Brasil. Em seus dois primeiros anos no poder, a presidente passou mais da metade de seu tempo de viagem nos Estados Unidos, Europa e China, que juntos respondem por metade de seus mercados internacionais.
E na América Latina? Apenas 30%.
Absorvido por seus problemas econômicos, o Brasil parece não estar aproveitando a falta de interesse dos Estados Unidos na América Latina para afirmar a sua liderança na região. E as consequências econômicas são claras. As exportações brasileiras para a América Latina caíram 11,3% nos primeiros 10 meses de 2012, o dobro da contração de 5,5% das exportações.
O investimento brasileiro no exterior, tradicionalmente dirigido para os países vizinhos, caiu 34% nos primeiros nove meses do ano. "As medidas prioritárias da administração de Dilma foram o aumento da competitividade. A ação na América Latina tem sido secundária", disse o consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
O brasileiro de energia suave e a influência internacional que emana de sua estatura de potência emergente se desvanecem. E o Brasil pensa menos na região, sua esfera natural de influência. A perda de influência significa menos negócios para o setor privado brasileiro, boicotando os esforços de um governo que está gastando bilhões de dólares para evitar uma valorização excessiva do real e oxigenar sua indústria com incentivos fiscais.
A Bolívia deu uma bofetada no Brasil ao cancelar um contrato de obras públicas com uma construtora brasileira. E a Argentina, um importante destino para as manufaturas brasileiras, impôs barreiras comerciais que reduziram em 20% as exportações brasileiras para o mercado argentino nos primeiros 10 meses de 2012.
Os economistas estavam apostando que o Brasil, sexta maior economia do mundo, cresceria este ano 1,5%, um pálido reflexo da sua taxa de crescimento na última década, menos da metade da média de seus vizinhos latino-americanos, segundo a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal).
Mas decepcionantes dados do terceiro trimestre divulgados na sexta-feira podem levar o mercado a reajustar as suas previsões para baixo. "O clima econômico não é favorável", disse João Augusto de Castro Neves, analista da consultoria de risco Eurasia Group, em Washington. "E isso se reflete em uma certa timidez da projeção do Brasil na América Latina". "Em um cenário de baixo crescimento, o exercício de liderança regional é manter ou gerenciar o status quo", acrescentou.

QUE QUE EU VOU DIZER LÁ EM CASA

IHH... ACHO QUE NÃO DEU. ELE ESTAVA TENTANDO DESAFIAR O OUTRO EM UMA MOTO, MAS, PELO JEITO NÃO CONHECIA BEM SUA POSSANTE MÁQUINA..

ILUSÕES OPTICAS

ILUSÕES ÓTICAS SIMPLESMENTE ESPETACULARES, EM 3 D, VALE A PENA ASSISTIR

domingo, 2 de dezembro de 2012

LUZES DE NATAL

E CHEGOU DEZEMBRO, COM ELE, CLARO, AS BELÍSSIMAS CRIAÇÕES COM AS LUZES DE NATAL..
GOSTOU? TEM OUTRAS..
MAIS...
PENULTIMA
TÁ BOM NÉ,, ULTIMA..


Beber muita água pode matar?

Ao contrário do que muitos possam imaginar, beber água demais pode matar sim. Vários estudos internacionais já comprovaram que o consumo exagerado de água pode fazer mal ao organismo.

Ingerir muita água num curto espaço de tempo pode causar uma intoxicação conhecida como hiponatremia
. O problema é comum em crianças com menos de seis meses de idade e em atletas, mas também pode atingir adultos que vivam em condições normais.

O problema em consumir água em excesso é que o líquido causa um desequilíbrio nos níveis de sódio no corpo e faz com que as células tenham que absorver mais água, levando a um inchaço e ao rompimento das mesmas.


O excesso de água no organismo pode causar: batimentos cardíacos irregulares, entrada de líquido nos pulmões, tremulações nas pálpebras e inchaço no cérebro e nervos.


Os sintomas que podem atingir àqueles que consomem água em excesso ainda incluem dores de cabeça, fadiga, náusea, vômito, urinação frequente e desorientação mental.


O principal problema do consumo exagerado de água é que os órgãos não conseguem liberar substâncias rapidamente para processar, armazenar e eliminar o líquido. Assim, a concentração de sais e outras substâncias fica mais diluída.


A hiponatremia também pode levar a entrada de água nos neurônios, levando ao inchaço que resulta em convulsões, coma, falha respiratória, hérnia cerebral e até morte.


Especialistas alertam que um rim saudável consegue excretar de 800 a 1000 ml de água a cada hora.



fonte - site curiosidades 

sábado, 1 de dezembro de 2012

ARTISTA MESMO

ADMIRO MUITO OS ARTISTAS MAMBEMBES QUE TÊM CRIATIVIDADE. ALGUNS SÃO BEM MAIS ARTISTAS QUE OUTROS, SÓ NÃO TIVERAM SORTE DE CONSEGUIR UM LUGAR .. ESSE AQUI É UM SUPER ARTISTA, IPROVISOU TUDO E TEVE CARA E CORAGEM DE IR PARA A RUA MANDAR SEU SOM...

COMO É QUE PARA?

EI TÉCNICO HÁ ALGUMA FÓRMULA PARA PODER PARAR O CIDADÃO?? ENTÃO VOCÊ ACHA ISTO POSSÍVEL??

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