Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Sinos da esperança, sirenes de alarme  

 Percival Puggina


Houve época, nas cidades medievais, em que as catedrais com suas torres e os campanários com seus relógios eram seus principais símbolos estéticos e dinâmicos. Na catedral batia o coração mesmo das comunidades, seu colossal orgulho; o relógio organizava o cotidiano e os sinos marcavam os tempos, seculares e religiosos, chamavam à oração e aos sacramentos, sonorizavam a alegria, o pesar e o perigo.


Escrevo este artigo no dia 30 de dezembro e não lembro de um ano novo tão pouco esperançoso. É de se perguntar: como tocarão os sinos à meia noite de amanhã? Soarão como sinos da esperança ou como repiques de alarme, num país desolado ante as visíveis comorbidades de suas instituições?


Viajante do século XIV, passando por uma cidade envolvida com a construção de sua catedral, deteve-se a visitar o atelier onde trabalhavam os escultores das imagens que integrariam a estética da obra. Em posição de destaque no canteiro dos artesãos, coberto de poeira, operava o mestre escultor, esmerando-se no acabamento de uma estátua. Curioso, perguntou sobre o local para onde estava designada aquela grande peça. A resposta o surpreendeu: “Este é apenas um dos doze apóstolos que serão colocados externamente no topo de cada arcobotante da nossa catedral”. O visitante saiu para a rua, tentou observar a extremidade superior daquelas estruturas, que estimou a 70 metros do chão, e voltou a interrogar o escultor: “Mestre, saí para ver se entendia, mas não consegui. Por que tanto zelo e detalhes num conjunto de peças que, de longe, ninguém conseguirá ver?” A resposta veio em duas palavras: “Deus verá.”


Como foi que perdemos essa dimensão da fé? Quem, e a troco de quê, a tomou de nós? Por que não vemos a nós mesmos – a nós mesmos! – como aquele escultor via sua estátua? Se nos víssemos assim, não passaríamos o recibo do silêncio ante o que está em curso em nosso país e não gratificaríamos o mal com a nossa omissão.


Eu lembro do réveillon do ano 2000 que tive a graça de viver aos 56 aninhos recém-feitos. Quanta esperança naquela ruidosa noite em que se misturavam os fogos de artifício, os sinos, as músicas da TV ligada, as palavras amorosas que trocávamos e as orações com que agradecíamos tantas e tão imerecidas graças. Sim, um novo milênio, inteiro, para o que desse e para quem viesse.


Se alguém lhe dissesse naquela noite, caro leitor, que no correr do quarto de século seguinte, o PT venceria cinco das seis eleições presidenciais que seriam disputadas, qual teria sido sua reação? Você teria imaginado a ruina institucional e moral a que chegamos? Teria previsto que nosso povo se habituaria, em modo cubano, à censura e à autocensura e que a isso acrescentaria os institutos dos sigilos por todo o século, dos segredos e dos respectivos vazamentos seletivos?


Quando iniciarem os sons do ano novo, lembre-se de que você é infinitamente mais amado por Deus do que a estátua tão zelosamente trabalhada pelo escultor medieval; lembre-se de que o ruído que ouvir é o dos alarmes, indicando os perigos que rondarão a política e as eleições de outubro. Faça, também nisso, o melhor de si. 




























publicadaemhttps://www.puggina.org/artigo/sinos-da-esperanca,-sirenes-de-alarme__18174

INJUSTIÇA SEM LIMITES

 gilbertosimoespires/pontocritico


JUSTIÇA

Antes de tudo,-para que fique bem claro e jamais esquecido, JUSTIÇA- é um CONCEITO AMPLO SOBRE DAR A CADA UM O QUE LHE É DEVIDO, BUSCANDO EQUIDADE, RETIDÃO E CONFORMIDADE COM A LEI E A MORAL, SENDO UM PILAR PARA A ORDEM SOCIAL, QUE SE MANIFESTA NA APLICAÇÃO IMPARCIAL DAS LEIS PELO PODER JUDICIÁRIO (tribunais, juízes) E NA VIRTUDE DE AGIR CORRETAMENTE NAS RELAÇÕES HUMANAS E A HARMONIA NA SOCIEDADE.

CONTRADIÇÃO TOTAL

Pois, por incrível que possa parecer, ou mesmo acreditar, de uns tempos para cá tudo ou quase tudo que é decidido pela maioria dos ministros que ocupam a -SUPREMA CORTE DO NOSSO PAÍS-, instância máxima do PODER -JUDICIÁRIO-, CONTRADIZ, de forma REVOLTANTE E INACREDITÁVEL-, com tudo e mais um pouco com os -PRINCÍPIOS E VALORES -FUNDAMENTAIS- QUE DEFINEM O CONCEITO AMPLO E UNIVERSAL DE JUSTIÇA.

PRODUÇÃO DE INJUSTIÇA -SEM APELAÇÃO-

Esta lamentável e terrível constatação, produz, além de enorme INSEGURANÇA JURÍDICA, A IMPRESSÃO QUE JÁ CHEGOU À POPULAÇÃO BRASILEIRA É A DE QUE, NO NOSSO PAÍS o que realmente prevalece é a INJUSTIÇA. Há poucos anos atrás, vale lembrar, a -INJUSTIÇA- se manifestava pela via da MOROSIDADE. Atualmente, os ministros do STF agem com muita RAPIDEZ, DETERMINAÇÃO e EXTREMA PRECISÃO num único e PERVERSO SENTIDO, qual seja o de PRODUZIR EM GRANDE ESCALA -DOSES IMENSAS DE -INJUSTIÇA -SEM A MENOR CHANCE DE APELAÇÃO-.

GRAU MÁXIMO DE IMPUNIDADE

Para demonstrar o quanto se dedicam a PRODUZIR INJUSTIÇAS, todos aqueles que ousam criticar e/ou contrariar as DECISÕES FLAGRANTEMENTE -INJUSTAS-, passam a ser vistos como CRIMINOSOS e/ou NEGACIONISTAS. Já os VERDADEIROS E COMPROVADOS CRIMINOSOS, não raro, são amplamente BENEFICIADOS COM -GRAU MÁXIMO DE IMPUNIDADE-. Mais: a situação é de tal forma gritante que, dependendo do nível e do tipo de relacionamento, os BANDIDOS ganham o sagrado DIREITO AOS VALORES ROUBADOS E/OU DESVIADOS. Que tal?










publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/injustica-sem-limites

A “caducidade” da autonomia parlamentar

  Judiciário em Foco


A “caducidade” da autonomia parlamentar

“A lei, de alguma forma, já caducou. É de 1950, feita para regulamentar o impeachment no processo da Constituição de 1946.” Assim pontificou Gilmar Mendes no dia seguinte à decisão mediante a qual o togado, atendendo a pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros e do partido Solidariedade, havia determinado a suspensão liminar de trechos da Lei de Impeachment vigente (Lei no. 1079/50). Conhecido por suas incontinências funcional e verbal, Gilmar legislou em duas ocasiões consecutivas: não só cancelou dispositivos sobre a legitimidade ativa e o quórum exigidos para a remoção de juízes supremos como ainda se arrogou a ditar a suposta caducidade da lei em questão, pois promulgada sob a égide de uma ordem constitucional pretérita. Humilhação em dobro para um senado que, por canetada monocrática de um juiz, se viu privado das suas atribuições constitucionais de aprovar e revogar normas jurídicas e de processar e julgar pedidos de impeachment contra togados. Como reagiram nossos parlamentares?


Em momento algum se viu resposta à altura de tamanha afronta institucional. Embora esvaziados, os senadores não cogitaram da adoção de providências práticas para garantia da exclusividade de sua competência legislativa, como, por exemplo, a edição de decreto legislativo destinado a anular o despacho de Gilmar. Em vez de defender a sua prerrogativa de definir as pessoas legitimadas à formulação de pedidos de impeachment e o número de senadores necessários à tramitação do processo, o presidente Alcolumbre, representando seus pares, recolocou em pauta um projeto de lei sobre a matéria. Além de admissão explícita da tese de Gilmar sobre a pretensa caducidade da lei de 1950, a postura de Alcolumbre refletiu a prontidão da casa legislativa em trocar a legitimidade universal prevista na norma “caduca” por um dispositivo novinho em folha, que venha a concentrar nas mãos da PGR, da OAB, de partidos políticos e de indivíduos ancorados em 1,5 milhão de assinaturas o poder de pleitear a remoção de supremos togados.


A conduta do senado agradou em cheio ao decano da corte, que enxergou no advento de uma nova lei a perspectiva concreta de realização dos seus anseios. Não à toa, Gilmar, acatando pedido de Alcolumbre, suspendeu sua própria liminar e, no despacho, fez questão de frisar que, “no âmbito do Parlamento, a questão relativa à legitimidade para a apresentação de denúncia por prática de crime de responsabilidade por membros do Poder Judiciário ganhou, após a decisão que proferi, contornos próprios, merecendo exame cuidadoso e aprofundado pelos membros do Congresso Nacional.”


Em português bem claro, o togado reconheceu ter dado seus “contornos” ao tema e ainda empregou o verbo “merecer” como indicativo inequívoco de que, sob sua ótica, são juízes – e não legisladores – os figurões responsáveis pela escolha dos assuntos a serem ou não legislados. Longe de ter recuado em sua liminar autoritária, Gilmar apenas saiu de cena para manobrar a tramitação, junto a seus vassalos do Senado, de um projeto de sua conveniência.


Na Câmara, a subserviência a togados foi manifestada pela aprovação do PL da Dosimetria, autêntico “cavalo de Troia” inserido no espaço que caberia à tão necessária anistia. Deputados chancelaram um projeto de lei que não legisla, em uma inocuidade admitida pela exposição de motivos do relator Paulinho da Força, segundo o qual, “com base nas leis que aprovamos, o Judiciário posteriormente fará a dosimetria adequada”. Ora, sabendo-se que cabe tão somente a magistrados a fixação de penas em concreto, de que serve uma norma fundamentada em tamanha obviedade?


Contrariamente ao alardeado por muitos, o projeto não resultará em solturas automáticas de presos políticos, pois qualquer “benesse” nele contemplada dependerá da atuação de advogados e de novos juízos a serem formulados pelo próprio STF no âmbito de processos de revisão criminal. Aliás, dando margem a uma insegurança jurídica ainda maior que a atual, o texto adiciona um critério subjetivo aos percentuais objetivos previstos na Lei de Execução Penal e condiciona a progressão de regime de cumprimento da pena a um juízo sobre a “indicação de mérito” para tanto. A escolha dos condenados “indicados” ou não a deixarem o cárcere para o regime semiaberto caberá aos togados responsáveis pelas sentenças inconstitucionais e ilegais. Abre-se assim a possibilidade perversa de novas triagens ideológicas para a concessão do benefício, bem aos moldes do que Eduardo Tagliaferro provou ter ocorrido durante a gestão Moraes à frente do TSE.


Quanto à elogiada proibição de somatório de penas pelos crimes de tentativa de abolição do estado e tentativa de deposição de governo, o projeto torna a apostar em uma obviedade jurídica, pois qualquer tentativa de golpe (ao governo eleito) contém em seu bojo uma forma de atentado ao estado de direito, inexistindo, portanto, concurso material entre as condutas. No trecho referente à redução das penas por crimes inflamados por multidões (multitudinários), o texto também chove no molhado ao copiar o artigo 65 do Código Penal vigente que prevê a influência de turba como circunstância invariavelmente atenuante.


Ainda merece destaque a omissão proposital do projeto sobre os efeitos civis e administrativos das condenações penais. No silêncio do texto, pessoas comuns continuarão carregando nas costas o peso de antecedentes criminais gerados fora do devido processo legal, militares poderão perder suas patentes pelo tal “golpe de papel” e todos seguirão reduzidos à insolvência perpétua em virtude das condenações milionárias impostas por Moraes e seus pares.


No lugar da anistia e da revogação dos crimes tipificados pelos artigos 359-L e 359-M do Código Penal, os deputados “brindaram” os milhares de perseguidos políticos e suas famílias com um projeto que lança ao colo de togados autoritários as deliberações sobre as consequências de seus próprios abusos. Em vez de exercerem seu poder-dever de legislar, os mandatários tomaram uma providência qualquer, “para brasileiro ver”, desprovida de efeitos práticos para os prejudicados pelo regime, mas emanada da vontade de togados como Moraes e Gilmar Mendes, conforme amplamente noticiado.


No âmbito da propriedade industrial, o INPI pode declarar a extinção de uma marca por caducidade se, na data do requerimento suscitado por terceiro interessado, o titular não comprovar o uso do símbolo nos cinco anos subsequentes à concessão do registro. Assim como o proprietário da marca se sujeita à perda de seu direito pelo não-uso do sinal, nosso parlamento tem visto sua prerrogativa institucional “caducar” em virtude da inércia em exercer sua atribuição legislativa com autonomia.


No entanto, contrariamente à parte dona da marca – que pode até se dar ao luxo de deixar perecer seu registro por caducidade! -, congressistas não podem renunciar às prerrogativas de sua legislatura, pois não a exercem em nome próprio, mas dos eleitores que lhes conferiram mandatos. Ademais, se, na esfera privada, a caducidade acarreta efeitos nefastos tão somente ao indivíduo inerte, na vida pública, o esvaziamento do congresso prejudica uma sociedade inteira, tornando o processo legislativo mais um simulacro para a satisfação dos caprichos de togados.


A “caducidade” da autonomia legislativa enterra o princípio basilar da separação de poderes e deixa a coletividade à mercê de um judiciário cuja contenção passa a ser inviável. É vício que não pode seguir sendo tolerado ou relativizado sob o discurso parlamentar de que tal ou qual projeto de lei teria sido “o possível, dentro do atual cenário”. Sim, a política é a arte dos consensos possíveis, mas negociações políticas não podem continuar envolvendo atores togados sob pena de oficialização da mixórdia institucional. Mais que nunca, carece coragem para a reconstrução do estado de direito perdido!










PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/a-caducidade-da-autonomia-parlamentar/


Entenda o que, de fato, pode acontecer com Moraes se a situação dele piorar!

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PGR decide PROTEGER Moraes no caso do Banco Master!

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2026: O FIM do TRABALHO AUTÔNOMO NO BRASIL?

 rubinhonunes/youtube


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LASCOU TUDO

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MENTEM QUE NEM SENTEM

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VÃO ACABAR COM OS AUTONOMOS NO BRASIL

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EM QUEM ELE DEVERIA CONFIAR???

 DEP.PROF.CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


EM QUEM ELE DEVERIA CONFIAR???



terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Uma reflexão para o final de ano

 Mises Brasil


O peso que ensina a voar

Você prometeu a si mesmo que nunca mais cairia no mesmo erro. Garantiu que aquilo era coisa do passado. Mas, lá no fundo, sabia: estava enganando a si próprio. Hoje, encara as consequências amargas daquela decisão e carrega uma mala pesada de ansiedade, tristeza e preocupação que insiste em acompanhá-lo todos os dias.


Seja sincero: quem nunca viveu algo parecido?


A vida nos coloca diante de escolhas — e nem todas dão certo. Talvez uma dívida que parecia ser a porta para um futuro brilhante. Talvez um relacionamento perdido, que deixou marcas difíceis de apagar. Talvez palavras ditas no calor do momento, palavras que feriram alguém querido e que não podem ser tomadas de volta.


Quando olhamos para trás, é fácil sentir o peso esmagador de tudo isso.


Mas aqui está a verdade que muitos esquecem: ninguém consegue avançar olhando apenas pelo retrovisor.


Não existe moeda mágica para quitar dívidas de ontem. Não há máquina do tempo para corrigir relacionamentos machucados. Não existe borracha capaz de apagar o que foi dito. Mas existe algo ainda mais poderoso: a possibilidade de aprender — e aprender profundamente.


Cada escolha errada traz uma lição preciosa.


O segredo está em aproveitá-la.


Use o que passou como farol, não como algema. Admita as falhas com coragem — pessoas fortes fazem isso. Peça perdão quando necessário — isso abre portas e liberta o coração. Lembre-se: o peso do passado só domina seu futuro se você permitir.


O primeiro passo para aliviar o coração é assumir o controle da própria vida. É tão fácil culpar o outro, culpar o mundo, culpar o destino.


Quando assumimos responsabilidade, assumimos também o poder de mudar.


O segundo passo é cuidar do presente. Hoje é o único dia que podemos transformar. Ontem já foi escrito, amanhã ainda está em branco. Tudo o que fazemos agora decide a história que virá.


E o terceiro passo é conversar. Guardar tudo dentro de si é como tentar apagar um incêndio com gasolina. Fale com alguém de confiança — um amigo, um familiar, um conselheiro — porque uma boa conversa clareia a mente, acalma o coração e nos devolve o ânimo de viver.


No fim das contas, o passado não é uma sentença; é um professor.


E cada amanhecer é uma nova oportunidade de começar melhor.


Olhe para o que passou com honestidade, mas caminhe para frente com esperança.






Mises Brasil















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'E livrai-nos deste STF, amém',

  por Eugênio Esser Precisamos, urgentemente, de uma Suprema Corte Paralela, que se debruce sobre os grandes temas que hoje estão, oficialmente, entregues aos mandos e desmandos do STF 


Campeia nas estâncias do Rio Grande do Sul um ditado: “Cachorro que come ovelha, só matando.”




D e tão marcante, o adágio cruzou pontes, rios, estradas e já chega até mesmo a quem nunca viu uma ovelha na vida, mas faz uma ideia do que a ancestral sabedoria campeira quer transmitir. O fazendeiro confia nos cães para pastorear o gado, não para devorá-lo. Ainda mais quando se trata de um bichinho com uma docilidade à toda prova — assim como as pessoas do povo que, em 8 e 9 de janeiro de 2023, atenderam candidamente ao pedido de militares para que entrassem num ônibus que, segundo diziam aquelas pessoas de farda, as levaria à estação rodoviária de Brasília para retornarem às suas cidades de origem. 


Acredita-se que, em muitos casos, nem seja a fome que leve um cão a perseguir e cravar suas presas no pescoço da ovelha. Pode ser por um rompante, associado ao seu instinto de caça. 


O que ninguém põe em dúvida é que, depois de sentir o gosto de sangue e de experimentar a adrenalina da conquista, a fera não serve mais para a lida de ajudar os peões no pastoreio do rebanho. Praticamente impossível confiar na regeneração do animal. Assim que começar a escurecer, o “ovelheiro” degenerado voltará a agir — sob silêncio e escoltado pelas sombras da noite. Contar com a “autocontenção” da fera equivale a dar de ombros para a provável dizimação do rebanho. 




“Cachorro que come ovelha, só matando”, diz o ditado




Mas nem sempre é assim. O dono pode isolar o cachorro, especialmente à noite. Pode, também, doá-lo para quem precisa de um bom cão de guarda e não cria ovelhas em sua propriedade. O abate é recurso extremo. Especialmente para um cão que prestou tantos e tão bons serviços até sair do controle. 


Enfim, soluções existem, desde que a ideia não seja a de cruzar os braços, claro. Se você chegou até aqui, deve estar perguntando que diabos o autor quer com esta conversa sobre coisas do campo se, no título, anuncia uma sugestão para que o Brasil volte a ter uma Corte Constitucional que cumpra seu papel… constitucional. 


Bem, reconheço que o paralelo é um tanto excêntrico — talvez não tanto para o ministro Gilmar Mendes, o decano da Suprema Corte brasileira e homem familiarizado com a atividade rural. Sua família possui terras que, segundo publicou a revista Crusoé, perfazem mais de 7 mil hectares. Cria gado bovino. Ovelhas, não. 


Nas suas fazendas, não. Seu colega, Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, é outro que pode entender a analogia campestre que ora proponho. Não, Fachin não é pecuarista como Mendes. Mas está tentando pastorear os colegas de Suprema Corte, de modo a conduzi-los para o cercadinho de uma atuação técnica, e sobretudo decente, como é da boa tradição do STF. Propôs a elaboração de um Código de Ética, e a reação de algumas excelências à sugestão pareceu indicar um rosnar com dentes à mostra. Mal comparando, é como se comportam cães que atacam ovelhas.

Fachin está apostando na estratégia do isolamento dos ministros de conduta reprovável. Mas, como sabem os estancieiros do Rio Grande e de todo Brasil, precisará pelo menos construir o cercado, digo, o Código de Ética. Como presidente, não tem este poder. É um ministro igual a dez outros. 


E, malgrado detenha a cadeira presidencial, não tem a influência de um Gilmar, de um Alexandre de Moraes e de um Dias Toffoli, as figuras que mais recebem críticas, tardias mas contundentes, da grande imprensa que até bem pouco tempo atrás comportava-se como o peão que fecha um olho, quem sabe os dois, para não alarmar o patrão. OK, você quer saber logo de uma vez qual é a ideia mencionada no título para devolver ao Brasil uma Corte Constitucional digna deste nome.


Já estamos chegando. Antes, uma contextualização necessária. Depois de Lula perder a eleição presidencial para Fernando Collor de Mello em 1989, o PT lançou a ideia de criar um governo paralelo. Cada ministro de Collor teria, nas hostes do petismo, um ministro que lhe faria sombra. Um especialista da mesma área do ministro, mas imbuído da fúria oposicionista que notabilizou o velho PT. Foi uma versão do shadow cabinet (“gabinete paralelo”) criado em governos parlamentaristas da Europa.

A iniciativa nestes trópicos não vingou por muito tempo. E foi sepultada depois que o PT virou vidraça, assumindo governos estaduais, vencendo em capitais e cidades importantes e se tornando hegemônico na presidência da República desde 2003. O PSDB, oposição light aos governos de Lula e Dilma, não se interessou em fazer esta espécie de marcação cerrada ao petismo. 


Lembrei do conceito de shadow cabinet agora, e não por causa do governo Lula — que bem mereceria, se tivéssemos uma oposição coesa. 


A lembrança é por causa do STF. 


Precisamos, urgentemente, de uma Suprema Corte Paralela, que se debruce sobre os grandes temas que hoje estão, oficialmente, entregues aos mandos e desmandos do STF. 


É claro que não basta montar um tribunal paralelo dominado por visões conservadoras com a missão de examinar as decisões de um tribunal oficial aparelhado por 30 anos de governos de tendência socialista. Teríamos um Fla-Flu de teses jurídicas, quando muito. Dois vieses se contrapondo.




Foram quatro abordagens de Moraes a Galípolo — três por telefone, uma em pessoa. 




Penso em um sistema baseado em inteligência artificial que se debruçasse sobre os principais temas do país com base na letra fria da lei, na melhor doutrina e na jurisprudência aplicável, com referências nacionais e internacionais. O mesmo sistema seria alimentado com todos os mandamentos éticos da magistratura brasileira e as obrigações formais impostas pela Lei Orgânica da Magistratura. 


Não tenho ilusões sobre a dificuldade para implementar uma corte paralela de perfil técnico e, sobretudo, desfulanizado. Quem, dentre os amigos, parceiros ou advogados próximos de Gilmar, Moraes e Toffoli, por exemplo, aceitaria abrir mão de um acesso privilegiado às suas supremas decisões, e voltar ao plano dos mortais para, como todo brasileiro, curvar-se a um sistema judicial em que você não é nem menos nem mais do que ninguém?

Uma proposta complexa? Sim. Inexequível? Talvez. Mas é inegável que algo precisaremos fazer para, voltando ao termo empregado acima, desfulanizar a Justiça brasileira. 


Hoje, todas as instâncias do Judiciário olham, impotentes, para uma lista exasperadora de abusos e afrontas à lei e à ética, de ministros que têm amigos, têm inimigos, têm patrocinadores, têm protegidos. Quem figura na capa do processo, como réu ou como autor, já sabe como tende a ser a decisão ou a sentença — principalmente quando o caso chegar à Suprema Corte. E se sabe qual será o desfecho do processo, não é pela qualidade da peça jurídica que construiu, mas pela influência de seu advogado. 


O escandaloso caso do Banco Master, que contratou o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por indecentes R$ 129 milhões, é a pá de cal na reputação do STF pela cifra em si, pelo objeto vago do contrato e pelo silêncio do casal sobre o assunto há mais de duas semanas. 


A jornalista Malu Gaspar, a mesma que havia revelado a fortuna oferecida ao escritório da família Moraes, trouxe a informação, confirmada a ela por seis diferentes entrevistados, de que o próprio Moraes contatou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressando preocupação com a situação do Banco Master.


Não foi uma vez só, informou Malu.Foram quatro abordagens de Moraes a Galípolo — três por telefone, uma em pessoa.

Isto tem nome. É lobby. 


Na fazenda, se sabe. Cachorro que come ovelha não pode seguir no pastoreio.




Eugênio Esser - Revista Oeste

























publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/12/e-livrai-nos-deste-stf-amem-por-eugenio.html

O NOVO ANO E A TAXA DE RETORNO ELEITORAL

 gilberto simõespires/pontocritico


BRASILEIRO COMUM

Mais do que sabido, o brasileiro comum, tipo que -basicamente- divide o seu tempo de duas formas: 1- DANDO DURO -DE SOL A SOL- COM O PROPÓSITO DE MANTER A SI PRÓPRIO E SUA FAMÍLIA; e,  2- ASSISTIR E/OU ACOMPANHAR OS JOGOS DE FUTEBOL DE SEU TIME DE CORAÇÃO; praticamente não consegue acompanhar os movimentos -sádicos e cruéis- exercidos pelos nossos maldosos GOVERNANTES. 



TAXA DE RETORNO ELEITORAL

Pois, mantendo a velha e criminosa tradição de IMPOR SACRIFÍCIOS CADA VEZ MAIORES à maioria do -DESPROTEGIDO- povo brasileiro, o que rege a cabeça doentia da quase totalidade dos nossos políticos, notadamente em -ANO DE ELEIÇÕES-, é -exclusivamente- a TAXA DE RETORNO ELEITORAL, atropelando por completo, a TAXA DE RETORNO SOCIAL, que não raro é uma vil resultante de ABSURDAS POLÍTICAS POPULISTAS.



FELIZ ANO NOVO??

Dentro desse clima pra lá de tétrico, por mais tradicionais que sejam as mensagens com VOTOS DE UM FELIZ ANO NOVO, o fato é que a partir do momento em que os ponteiros dos relógios apontarem para a virada do ano -2025-2026, o POVO BRASILEIRO ganhará o -DEVER CRUEL E COERCITIVO- DE PAGAR MAIS IMPOSTOS.



NOVOS IMPOSTOS

Além do ESTÚPIDO IMPOSTO DE RENDA SOBRE DIVIDENDOS, o ANO NOVO inicia impondo o que manda a também ESTÚPIDA -REFORMA TRIBUTÁRIA-, que OBRIGA as EMPRESAS DE TODOS OS PORTES a emitir DOCUMENTOS FISCAIS ELETRÔNICOS destacando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui o PIS e a Cofins, de competência federal; e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substitui ICMS e ISS, de competência estadual e municipal. Mais: há também o Imposto Seletivo, que substitui em grande parte o IPI, de competência federal.



DESTINO CRUEL

Pois, aproveitando, de cabo a rabo o FATO de que a maioria do povo brasileiro divide o seu tempo em TRABALHO E JOGOS DE FUTEBOL E ACOMPANHAMENTO DO TIME DO CORAÇÃO, os nossos PARLAMENTARES resolveram que o melhor destino para os IMPOSTOS está na ACOMODAÇÃO das DESPESAS EM ANO ELEITORAL. Para tanto, resolveram ELEVAR AS EMENDAS PARLAMENTARES A UM PATAMAR RECORDE: R$ 61 BILHÕES NO ORÇAMENTO DE 2026, sendo R$ 26,6 bilhões para EMENDAS INDIVIDUAIS, R$ 11,2 bilhões para EMENDAS DE BANCADA e R$ 12,1 bilhões para as EMENDAS DE COMISSÃO, além de R$ 11,1 bilhões PARA DESPESAS DISCRICIONÁRIAS E PROJETOS DO PAC INDICADOS POR MINISTÉRIOS e ADOTADOS POR PARLAMENTARES. Que tal? 








publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/o-novo-ano-e-a-taxa-de-retorno-eleitoral

Saudades do Olavo de Carvalho

 PERCIVALPUGGINA/YOUTUBE


Saudades do Olavo de Carvalho


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=_S7OoaQCz3A

Moraes enfraquecido: quem será o novo carrasco do STF?

 ANDRÉMARSIGLIA/YOUTUBE


Moraes enfraquecido: quem será o novo carrasco do STF?


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https://www.youtube.com/watch?v=3UxPz0B6WA4

Toffoli SENTE A PRESSÃO e RECUA sobre a acareação do Banco Master!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE



A ESQUERDA incentivou a INVASÃO e agora CULPA o CALOR

 RUBINHO NUNES/YOUTUBE


A ESQUERDA incentivou a INVASÃO e agora CULPA o CALOR


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https://www.youtube.com/watch?v=WibHpgFXICQ

LULA CRITICA POLARIZAÇÃO

 REVISTAOESTE/FACEBOOK


LULA CRITICA POLARIZAÇÃO



INADIMPLÊNCIA SÓ CRESCE

 RATELCONSERVADOR/FACEBOOK


INADIMPLÊNCIA SÓ CRESCE



GOVERNO VEM ATRÁS DO SEU DINHEIRO EM 2026

 EDUARDOPRADOCLIMA/FACEBOOK


GOVERNO VEM ATRÁS DO SEU DINHEIRO EM 2026



segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Com os dois pés enfiados na jaca  

Percival Puggina


Com os dois pés enfiados na jaca

 Tenho saudade das panelas que batiam no silêncio da noite. Tenho saudade das multidões que trocaram o clamor cívico nas praças pela calada alienação dos sofás. Tenho saudade da graça e risos do humor político, substituídos pelo salvo-conduto à corrupção e à incompetência. Tenho saudade do insubstituível e querido amigo Olavo de Carvalho, pois, como bem sabíamos, ele tinha razão.


O vaidoso mundo acadêmico dos institutos e departamentos de humanidades desprezava aquele instigante intelectual pelos palavrões que usava para semear verdades às almas endurecidas. Quantos iluministas de obras opacas não veem sequer os próprios pés cravados na lama da corrupção que sustentam, já em quinta versão, bilionária, ao coro de “O amor voltou”? Olavo, porém, fez milhares de discípulos em todo o país! Centenas de livros sobre os mais variados temas humanos continuam a ser colhidos como frutos de seus cursos de filosofia. Parte do que há de melhor no Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais, bebeu dessa fonte.


Numa entrevista de 2016, Olavo fala em vídeo sobre infiltração, ocupação e dominação comunista e, lá pelas tantas, entre um cigarro e outro, diz que o movimento comunista não foi um instrumento da União Soviética, mas esta foi um instrumento daquele. Por isso, quando a URSS se extinguiu, o movimento adquiriu diversas versões nos cinco continentes.


Lembremos. Nos meses seguintes à queda do Muro de Berlim (9 de novembro de 1989), desmontou-se a URSS. Peça por peça, Lituânia, Estônia, Hungria, Checoeslováquia, Romênia, seguiram o caminho da Alemanha Oriental e romperam as correntes do jugo. Pelo viés oposto, arregimentadas por Lula e Fidel Castro no papel de catadores de lixo ideológico (tudo no mesmo ano de 1990), já nos primeiros dias de julho, 62 organizações comunistas de 22 países da América Ibérica, fundaram o Foro de São Paulo para recuperar aqui o que se perdera lá.


Com experiência, Olavo ensina que infiltração faz parte da natureza desse movimento que assedia o Brasil há quase um século. A infiltração nunca é percebida. Ela é necessariamente invisível e assim mantida até ser atingida a ocupação, fase a partir da qual passa a ser exercida a dominação. 


Hoje, podemos ver com os próprios olhos as políticas de cancelamento da divergência proporcionadas pela dominação. É todo um cardápio que inclui coerção, reprovação, constrangimento, prisão, controle das opiniões, restrições de direitos. Têm o intuito de eliminar toda possibilidade de ascensão e poder a quem se oponha às ideias e estratégias do estamento ideológico dominante. Esse foi o longo percurso que entregou o ambiente cultural brasileiro e o poder político nacional ao movimento comunista festejado por Lula na versão macunaímica que vai entrar o ano de 2026 com os dois pés enfiados na jaca.








publicadaemhttps://www.puggina.org/artigo/com-os-dois-pes-enfiados-na-jaca__18173


 

Os Pais da América e o Brasil de hoje

 ALEXANDRESORENSEN


Os Federalist Papers, uma série de ensaios escritos por Alexander Hamilton, James Madison e John Jay, foram essenciais para a criação e ratificação da Constituição dos Estados Unidos, que, vale lembrar, jamais precisou ser substituída e conta com apenas 27 emendas desde 1789. Enquanto isso, o Brasil encontra-se em sua sétima Constituição, e a atual já acumula 136 emendas desde 1988, o que revela um cenário de instabilidade normativa e política. Essa diferença estrutural se explica, em grande parte, porque os fundadores americanos promoveram os ideais do liberalismo: liberdade individual, proteção da propriedade privada e limitação efetiva do poder governamental.


Os ensaios defenderam um governo central forte, porém limitado, cuja função principal seria proteger a liberdade dos cidadãos e assegurar a estabilidade necessária ao florescimento econômico e social. A criação de um sistema robusto de freios e contrapesos visava a evitar a tirania e impedir que qualquer ramo do governo ultrapassasse seus limites, o que permitiria uma sociedade liberal na qual a democracia depende da participação ativa e informada dos indivíduos. Além disso, o modelo norte-americano oferece mecanismos institucionais capazes de resguardar o povo do eventual surgimento de líderes com tendências autocráticas.


Quando observamos o Brasil por meio das lentes propostas pelos fundadores da América, torna-se evidente a existência de múltiplas barreiras à nossa prosperidade, em contraste nítido com os princípios defendidos nos Federalist Papers. A instabilidade política, muitas vezes resultado da fragmentação partidária e de um conjunto de ideologias dispersas frequentemente desvinculadas de uma agenda liberal clara, compromete o desenvolvimento do país. A corrupção, que fere diretamente o liberalismo ao distorcer mercados e minar a confiança pública, continua sendo um dos maiores entraves ao progresso nacional. Não por acaso, cresce a percepção de que “o país não tem jeito” ou de que o sucesso empresarial só pode ocorrer mediante apadrinhamento político.


Casos emblemáticos reforçam essa visão, como as “campeãs nacionais” e o episódio mais recente envolvendo os irmãos Batista na importação de tilápias, exemplo perfeito de como interesses privados podem se articular com movimentos políticos para garantir vantagens. A desigualdade persistente e a falta de acesso a uma educação de qualidade revelam falhas graves na promoção do mérito e da igualdade de oportunidades, elementos essenciais para qualquer sociedade liberal próspera.


Somam-se a isso os atuais desmandos da Suprema Corte, que evidenciam um funcionamento deficiente do sistema de freios e contrapesos. O caso mais emblemático é a decisão monocrática de um ministro do STF que declarou inválido o rito constitucional de impeachment de ministros, regra que se aplicaria a ele próprio. Esse ato colocou a Corte acima dos demais Poderes da República e fragilizou a capacidade de fiscalização e limitação recíproca entre Executivo, Legislativo e Judiciário.


Para que o Brasil se aproxime dos princípios liberais que contribuíram para a prosperidade dos Estados Unidos, seria necessária uma reforma política orientada à estabilidade governamental, a um intervencionismo reduzido e à proteção efetiva dos direitos individuais. A luta contra a corrupção precisa ser intensificada para garantir um mercado verdadeiramente livre, sem distorções artificiais ou favorecimento aos “amigos do rei”. Investimentos sérios em educação, entendida não apenas como serviço estatal, mas também como área aberta à inovação do setor privado, seriam essenciais para formar uma sociedade preparada para competir no mercado global.


Outra mudança crucial seria a adoção de um federalismo verdadeiro, com autonomia real para que estados possam inovar em políticas econômicas e sociais. Nos Estados Unidos, essa autonomia se manifesta claramente na diferença entre estados tradicionalmente alinhados aos Democratas e aos Republicanos. Califórnia e Texas, por exemplo, materializam abordagens opostas: a primeira mais próxima de políticas progressistas e de acolhimento a imigrantes ilegais, a segunda mais inclinada ao livre mercado, ao reforço de fronteiras e à atração de grandes empresas, como a Tesla. Nada disso seria possível no Brasil atual, cuja estrutura centralizadora impede experimentos regionais, apesar das marcantes diferenças culturais e ideológicas entre seus estados.


Assim, qualquer reforma política séria no Brasil teria de incluir uma revisão profunda do pacto federativo, permitindo que decisões relevantes considerem as particularidades regionais e evitando que soluções uniformes sejam impostas a um país continental que, muitas vezes, mais se assemelha a um Leito de Procusto institucional.


É importante ressaltar que essa análise não desmerece nossos próprios fundadores, pois o estado atual do país não deriva de falhas deles, mas de escolhas políticas equivocadas feitas ao longo da história. O Brasil repetidamente “matou” seus heróis, como José Bonifácio de Andrada e Silva e o Barão de Mauá. Seus valores e projetos de país, se tivessem sido adotados, possivelmente teriam nos conduzido a uma posição muito mais próspera.


Em resumo, os Federalist Papers oferecem uma visão liberal de organização governamental e social que, se adaptada ao contexto brasileiro, poderia transformar o país em uma nação mais próspera, na qual liberdade individual, responsabilidade governamental e inovação econômica sejam realmente protegidas. Seria um país onde o Estado serve ao cidadão e oferece mecanismos para defendê-lo de si próprio, caso deixe de cumprir sua função, e não a situação atual, em que o brasileiro se vê cada vez mais refém e impotente diante de um governo marcado por personalidades autocráticas, grandes egos e pouco apreço pela Constituição e pelo próprio povo.


*Alexandre Sorensen é formado em Ciências Contábeis, é empresário e consultor em Finanças Corporativas e Desenvolvimento Econômico, e é associado alumni do Instituto Liderança e Liberdade de Joinville.



























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Eles merecem: premiamos as “melhores” Frases da Semana de 2025

   Por Ari Fusevick


Janeiro

“Eu sou um amante da democracia, não sou marido. Porque, na maioria das vezes, os homens são mais apaixonados pelas amantes do que pelas mulheres” – Lula. Ou seja, ele até dá suas puladas de cerca com a democracia, mas assumir compromisso sério, nem pensar.

“Desacreditar e atacar medidas públicas é crime” – Eliane Cantanhêde, jornalista, sobre denúncias contra a taxação do Pix. Dizem que Kim Jong-Un enviou esse vídeo para toda a diretoria da TV estatal norte-coreana, como exemplo de jornalismo isento.

“As pessoas dizem: ‘o senhor é muito mais bonito pessoalmente’” – Gilmar Mendes, ministro do STF. Teve gente fazendo de tudo por um ingresso para o próximo Gilmarpalooza...

“Aqui não é terra sem lei, obviamente. Nosso ordenamento jurídico já oferece anticorpos para combatermos desordem informacional” — Jorge Messias, o ‘Bessias’, advogado-Geral da União, sobre o fim dos checadores de fato nas mídias sociais. A liberdade de expressão é uma doença, e o Bessias é a cura.

“Ninguém vai parar de te chamar de ‘Xandão’. Nunca vi um ministro do STF que tivesse um apelido dado pelo povo” — Lula. Lula mente de novo, eu mesmo já vi chamarem Moraes por vários apelidos: skinhead de toga, golpista, fascista, advogado do PCC...

Fevereiro

“Se você vai num mercado e desconfia que tal produto está caro, você não compra” – Lula, atribuindo ao povo a responsabilidade pela inflação. Se a carne está cara, não come todo dia; se o sabão está caro, deixe o banho para o fim de semana. Agora, se for a cervejinha, daí você já sabe o que fazer...

“Se você não impugnar os juízes corruptos, eles formarão uma ditadura judicial para proteger a corrupção sistêmica que os colocou em seus cargos” – Nayib Bukele, presidente de El Salvador. E, então, vão decidir que o corrupto é você.

“O filme é um produto do retorno da democracia ao Brasil com o presidente Lula” – Walter Salles, herdeiro do Banco Itaú e diretor de “Ainda Estou Aqui”, filme brasileiro vencedor do Oscar. Ou seja, uma obra de ficção, produzida por meios eletrônicos, onde os atores de sempre encenam um roteiro batido cujo final todo mundo já conhece.

“Eu tô comendo agora ovo de pata e ovo de ema. Qualquer dia eu vou comer ovo de jabuti” – Lula, sobre sua dieta. São três os animais que possuem esses hábitos alimentares: os calangos, as cobras e os gambás. Alguém aí arrisca dizer em qual categoria Lula se encaixaria melhor?

“Não é rombo, é o resultado fiscal das empresas, que pensa só as receitas do ano e as despesas do ano; das 11 empresas que têm déficit, nove têm lucro” – Esther Dweck, ministra da Gestão, negando o rombo nas estatais. A lógica da Dilma Rousseff, com a matemática de Márcio Pochmann. 

Março

“A polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar” – Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Perfeito, ministro! Basta seguir a jurisprudência: se prender político corrupto, traficante ou empreiteiro, o Judiciário vai se sentir na obrigação de soltar. Quer prender bem? Vá nas velhinhas com Bíblia na mão.

“O que eu tive foi um vírus, que atinge o nervo que transmite... eu não sei o que ele transmite direito não, porque eu não sou dessa área” – Dilma Rousseff, ex-presidenta. O nervo afetado deve ser aquele responsável por transmitir ideias coerentes – e o coitado já vinha debilitado antes mesmo do vírus.  

“A Carla Zambelli tirou o mandato da gente” – Jair Bolsonaro, sobre incidente envolvendo a ex-deputada, agora cassada, na véspera das eleições de 2022. Falaram para ela que precisavam de uma bala de prata, e ela levou ao pé da letra.

“Nenhuma Bíblia é vista e nenhum batom é visto” – Alexandre de Moraes, ministro do Supremo (STF-SP), sobre o 8 de janeiro. Nem armas de fogo, nem tanques de guerra... criatividade à parte, nem pareceu uma tentativa de golpe de Estado. 

“Se o golpe tivesse se consumado, não estaríamos aqui” – Carmén Lúcia, ministra do Supremo (STF-MG). Se o golpe desse certo, quem estaria no Supremo seria o advogado pessoal ou o aliado político do golpista de ocasião, imagino eu. 

Abril

“Se o que aconteceu para o Brasil, acontecesse na sua casa. Você pediria anistia?” – Alexandre de Moraes. Não, eu agiria feito um maníaco sedento por vingança, buscando fazer “justiça” com as próprias mãos. É, estou começando a entender seu raciocínio.

“Fico muito orgulhoso de ter participado desse processo que você chama de ‘desmanche da Lava Jato’, porque era uma organização criminosa” – Gilmar Mendes, ministro do Supremo (STF-MT), durante convescote em Harvard. Como assim, uma organização criminosa operando à luz do dia no Brasil e sem a anuência das autoridades?

“Sim, é verdade. Fui classificada como do ‘sexo masculino’ pelo governo dos EUA quando fui tirar meu visto” – Érika Hilton, membro da Câmara dos Deputados (PSOL-SP). Se serve de consolo, eu também já passei por isso e vivi para contar a história.  

“A parceria entre o Brasil e a China na área jurídica tem longa história. Nossa intenção é aprofundar essas trocas” – Edson Fachin, ministro do Supremo (STF-RS), durante visita de magistrados chineses. Me preocupa muito que esse intercâmbio vá aumentar ainda mais a repressão. Na China.

“Os EUA perderam o jogo e querem mudar regras” – Fernando Haddad, ministro da Fazenda. Como sabemos, nestes casos o rito democrático manda que se compre o juiz e se anule o jogo.

Maio

“Deus deixou sertão sem água porque sabia que eu ia trazer” – Lula, em evento de pré-campanha no Nordeste. Em compensação, não esqueceu da cachaça só para garantir que ele viria mesmo.

“Eu sou as duas coisas. O senhor está falando com as duas coisas” – Marina Silva, ministra do Meio-Ambiente, respondendo a senador que disse que ela merecia respeito como mulher, mas não como ministra. O problema é que o que uma coisa fala, nem a outra coisa consegue entender. 

“O cidadão diz que eu sou um ‘canalha’. Aí ele me chama de ‘rocambole do inferno’” – Flávio Dino, ministro do Supremo (STF-MA). Não se deixe abalar, ministro, você é maior que isso.

“Você pode mandar um abraço para minha esposa e a minha filha?” – Cleitinho, senador (Republicanos-MG), durante depoimento da influencer Virgínia Fonseca na CPI das Bets. Um abraço para a esposa e a filha, e uma banana para os eleitores. 

“Se Goebbels fosse vivo e tivesse acesso ao X, os nazistas teriam conquistado o mundo” – Alexandre de Moraes, em entrevista à revista The New Yorker. Se os nazistas tivessem vencido, é bem possível que Goebbels não só presidisse o Tribunal de Nuremberg, como atuasse como promotor, posasse de vítima, e ainda daria entrevista para revistas de variedades internacionais.

Junho

“Não se pode permitir que haja 213 milhões de pequenos tiranos” – Cármen Lúcia, defendendo a censura das redes. Onze grandes tiranos já são mais do que suficientes. 

“Tem uma mortezinha daqui e outra ali, 23 feridos daqui e 40 ali, mas feridos. Isso é o tipo de míssil ou tipo de edificação de Israel que soa mais poderosas? Eu não consigo entender porque essa guerra o Irã atinge o alvo e não mata ninguém” – Eliane Cantanhêde, jornalista de extrema-esquerda, criticando a baixa letalidade dos ataques iranianos a Israel. E aquele caso Anne Frank? Que amadorismo das autoridades terem levado dois anos para achar uma menina no sótão do pai.

“Posso fazer uma brincadeira?” – Jair Bolsonaro perguntou a Alexandre de Moraes durante depoimento. Deixa eu adivinhar, vai ser com a nossa cara de novo? 

“O ministro Alexandre levou aquilo com uma tranquilidade estupenda, o que revela um viés de estadista” – Michel Temer, ex-presidente preso por corrupção, sobre atuação de ministro do STF durante depoimento de Jair Bolsonaro. Se Moraes é um estadista, só resta saber de qual estado estamos falando: o de sítio, o de exceção ou o de desespero. 

“É uma honra receber a notícia de que fui eleito para uma das cadeiras da Academia Brasiliense de Letras” – Gilmar Mendes. Posso estar enganado, mas não é ele o autor do clássico “Grande Balcão: Sentenças”?

Julho

“A JUSTIÇA É CEGA MAIS [sic] NÃO É TOLA!!!!!” – Alexandre de Moraes, ministro do Supremo (STF-SP), ostentando toda a sua fleuma e eloquência em decisão repleta de erros de português. Talvez ele simplesmente não tivesse “visto”, coitado. 

“Se houver um cenário de terra arrasada, pelo menos eu estarei vingado” – Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado (PL-SP), sobre potenciais efeitos do tarifaço. Você é filho do Bolsonaro ou neto do Maquiavel?

“Vou levar jabuticaba pra você, Trump” – Lula, propondo solução bizarra para as sanções americanas. Se é para usar frutinhas como tática de negociação, por que não enviar logo o Macron, com quem Lula já tem amizade? 

“É inegável a surpreendente sofisticação tática de algumas ações adotadas no 8 de janeiro” – Paulo Gonet, procurador-geral da República. Uma sofisticação tática tão grande que até hoje ninguém entendeu o plano – nem os pipoqueiros de elite supostamente envolvidos. Uma operação de fazer inveja à CIA e ao Mossad juntos. 

"As novas possibilidades da Era Inteligente e os seus riscos igualmente extraordinários para o direito e a democracia mundial" – tema oficial do Gilmarpalooza 2025. Tema muito apropriado para o evento. Afinal, a inteligência é um grande risco para os negócios dos convivas.

Agosto

“De vez em quando ela brinca, ela diz que está parecendo o ‘Pátio dos Milagres’” – Gilmar Mendes, citando O Corcunda de Notre-Dame ao descrever as pessoas de “diversas origens” que frequentam o seu gabinete. No livro, o “Pátio dos Milagres” era o local onde a escória de Paris se despia dos seus truques mais sujos. Os falsos cegos recuperavam a visão, os falsos aleijados voltavam a andar... assim que a polícia virava as costas. Não sei por que o ministro acha uma analogia apropriada para seu gabinete...

“Autoridades públicas permitiram os ilegais acampamentos golpistas em frente aos quartéis, em uma repetição da ignóbil política de apaziguamento, cujo fracasso foi amplamente demonstrado na tentativa de acordo entre Chamberlain e Hitler” – Alexandre de Moraes. Por enquanto, ele só pensa que é o Churchill. Mas, se começar a achar que é o Napoleão, é bom internar rápido. Antes que o quadro evolua e ele decida invadir a Polônia.

“Eu não sou uma pessoa beliscosa [sic]” – Romeu Zema, governador de MG (NOVO) e pré-candidato à presidência, negando ser “belicoso” durante entrevista ao programa Roda Viva. Pra quem diz que não é “beliscoso”, ele deu uma bela beliscada na última flor do Lácio.

“Foram interpostos contra decisões minhas monocráticas 707 recursos. Absolutamente todos foram improvidos” – Alexandre de Moraes, atestando que é impossível recorrer às suas decisões. Segundo a FIFA (Federação Internacional de Fanáticos Autoritários), faltam apenas meia dúzia de recursos negados para Moraes bater o recorde mundial, que atualmente pertence a Stalin.

“Xandão, pega no meu cartão. Está na moda sentir emoções pélvicas ao ver o Xandão” – Tati Bernardi, colunista da Folha de S.Paulo. Me pisa, me rasga, me joga na parede e me chama de Constituição!

Setembro

“A defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe a decisão da 1ª Turma do STF com respeito” – nota da Defesa de Jair Bolsonaro após condenação a mais de 27 anos de cadeia. Os patriotas que pegaram sol, chuva e, por fim, cana, devem estar se perguntando se não dava para ter “respeitado” a decisão do STF do conforto de seus lares.

“Em virtude da incompetência absoluta para o julgamento, impõe-se a declaração de nulidade absoluta de todos os atos” – Luiz Fux, ministro do STF, em voto no julgamento do “golpe”. Por esse crime contra a democracia, Fux deveria ser condenado a prestar um serviço comunitário: dar aulas de Direito Constitucional para os outros ministros. E, de quebra, umas aulinhas de reforço de português para o Moraes, que anda precisando.

“O voto do ministro Fux está prenhe de incoerências” – Gilmar Mendes, sobre voto de Luiz Fux anulando o processo do suposto golpe. Gilmar sabe do que fala, renomado obstetra do absurdo, já pariu as decisões mais incoerentes. Desde elefantes brancos de várias toneladas até os habeas corpus mais prematuros.

“A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica não tem nenhuma relação com o sistema acusatório” – Alexandre de Moraes, defendendo sua conduta ao assumir o papel de promotor durante interrogatório dos acusados pelo suposto golpe. Trocar o Moraes por uma samambaia no STF seria um avanço: ao contrário de certos ministros, elas são simpáticas, discretas, ajudam a purificar o ambiente, não censuram ninguém e – detalhe importante – não dão palpite no que não é da sua competência.

“Quer desfilar em homenagem ao presidente Lula no carnaval da Sapucaí?” – manchete do jornal O Globo, convidando seus leitores a apoiar Lula no Carnaval. Fica nossa humilde sugestão pro samba-enredo: “Me Descondena que eu Gosto: Do Mensalão à Sapucaí, uma Odisseia em Réu Maior”. O carro abre-alas, claro, será um camburão alegórico pilotado pelo Japonês da Federal.

Outubro

“Os usuários são responsáveis pelos traficantes que são vítimas dos usuários também” – Lula, sobre a “guerra às drogas”. Por essa lógica, os corruptos presos no Petrolão são vítimas da Petrobrás também.

“Depois de 25 anos cantando a música, um dia bateu uma ficha... a  letra é hétero machista top, horrível” – Toni Garrido, vocalista da banda Cidade Negra, justificando troca da letra de “Girassol” que exaltava a grandeza de um “menino” para uma “menina”. O girassol – essa planta reacionária – anunciou que vai se desconstruir. Deixará de seguir o Sol, astro-rei opressor, para seguir uma nova estrela. De preferência, não-binária.

“Alguém tem que salvar a cidade” – Oruam, funkeiro filho do traficante Marcinho VP, ao sair da penitenciária de Bangu após ter prisão preventiva revogada. Mais um candidato que já sai da cadeia com a plataforma de governo pronta. Parece que a gente já viu esse filme antes...

“A Câmara nunca esteve de costas para a população brasileira” – Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos-PB), sobre o trâmite da PEC do IR. Ele tem razão, virar as costas seria um gesto de desprezo simples demais. O que a Câmara pratica é um contorcionismo anatômico tão obsceno que faria o Kama Sutra corar de vergonha.

“Só nós que sentamos nessa cadeira temos a dimensão dela” – Dias Toffoli, ministro do Supremo (STF-SP). Verdade. É uma cadeira grande demais para uns rábulas tão pequenos. 

Novembro

“O criminoso com um fuzil na mão é facilmente rendido por uma pistola, até por uma pedra na cabeça” – Jacqueline Muniz, “especialista” em segurança pública. Uma solução direto da Idade da Pedra... da pedra que os “especialistas” parecem estar fumando.

“Meti um ferro quente aí, por curiosidade. Ferro de solda” – Jair Bolsonaro, explicando para a PF as marcas estranhas em sua tornozeleira eletrônica. Depois do golpe de estado falhar por falta de um táxi, o nosso MacGyver tropical agora ficou a uma gambiarra da liberdade.

“Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil: quem de vocês gostaria de ficar aqui? Ninguém levantou a mão. Todos ficaram felizes por termos voltado para a Alemanha, principalmente por termos saído daquele lugar onde estávamos” – Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticando o Brasil após visitar Belém para a COP30. E quando a gente achava que o 7 a 1 já tinha acabado, vem o chanceler alemão e marca o oitavo gol.

“Acho que fizemos o nosso papel hoje, não?” – Izalci Lucas, senador (PL-DF), ao visitar Complexo da Papuda para averiguar condições de possível prisão de Bolsonaro, junto a outros senadores da base bolsonarista. Fizeram o seu papel sim. E que papelão histórico!

“Eu acredito, na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado” – Elize Matsunaga, presa por matar e esquartejar o marido. Pode até ter perdoado, mas em partes... se bem que essa história me parece meio sem pé nem cabeça.

Dezembro

“Em meu nome, e em nome de minha esposa, agradeço o empenho do presidente Lula” – Alexandre de Moraes, marido da advogada do Banco Master, comemorando fim das sanções americanas. O agradecimento ao Lula eu entendo. Mas achei uma tremenda ingratidão não ter feito um outro agradecimento público, tão ou mais caloroso, ao banqueiro Daniel Vorcaro.

“Amo vocês, tenho maior carinho e tudo, mas acho que vocês estão se prostituindo” – Zezé Di Camargo, cantor, criticando convite a Lula e Moraes para festa de lançamento do SBT News. Uma indelicadeza imperdoável comparar profissionais que dão duro, cumprem o prometido e só se manifestam onde é apropriado... a políticos, artistas e ministros do STF.

“Limpem a cultura de vocês” – Luciano Huck, apresentador de TV, instruindo tribo indígena a esconder celulares e roupas modernas para foto. É isso aí, vamos escondendo o iPhone 15, tirando a camisa da Nike e botando a tampa de Nescau na boca... E, pra dar um pouco mais de realismo, arruma uns dois pra pegar malária e ficar tossindo ali no fundo. Ação!

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso” – Flávio Bolsonaro, sobre candidatura à presidência. Por via das dúvidas, a Faria Lima já sacou o talão de cheques e perguntou quanto “cacau” vai custar essa desistência.

“Emicida escreveu que, pra eles, negros ‘até pra sonhar tem trave’” – Carmén Lúcia, ministra do Supremo (STF-MG), citando notório jurista Emicida. Imagino que a soltura dos corruptos do Petrolão, enquanto os manifestantes do 8 de Janeiro pegam 17 anos de prisão, deve-se à jurisprudência do eminentíssimo constitucionalista Bezerra da Silva, que dizia: “Malandro é malandro e mané é mané”.

Prêmios Especiais

Troféu Odebrecht de Soberania: José Dirceu

“Nós sempre temos que lembrar e denunciar: de 2013 a 2019, o PT sofreu um processo de repressão” – José Dirceu. Façamos um minuto de silêncio pelas vítimas da corruptofobia: o mártir que teve dólares profanados dentro da intimidade de sua cueca e o santo marqueteiro que foi privado de seu iate e de sua mansão em Miami. Tempos sombrios, em que o nosso sagrado direito de corrompermos e sermos corrompidos foi vilipendiado. Viva a soberania!

“Fui transformado em bandido em 24 horas” – José Dirceu, sobre sua saída do governo na época do Mensalão. Décadas construindo uma carreira para depois dizerem que o sucesso veio da noite pro dia… deve dar até vontade de desistir.

“Estamos vivendo um verdadeiro escândalo na nossa democracia. O financiamento das campanhas eleitorais se tornou um poder que corrompe o processo eleitoral” – José Dirceu, preso no Mensalão e no Petrolão. Agora só falta o mosquito da dengue lançar campanha de conscientização para não deixar água parada.

“Estão dizendo que os mensaleiros querem voltar; nós nunca saímos” – José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, insinuando volta triunfal do esquema de corrupção operado por seu partido. E, desta vez, nem teve a delicadeza de fazer uma cirurgia plástica para disfarçar a cara de pau.

“Eles já deveriam ter sido cassados. Até quando vai essa impunidade?” – José Dirceu, sobre os deputados exilados Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem. O Zé Dirceu reclamando de impunidade? Melhor encerrar o prêmio por aqui.

Oscar de Pior Ator Coadjuvante: Cérebro do Wagner Moura

“Não dá pra explicar Lei Rouanet para quem não assimilou a Lei Áurea” – Wagner Moura. Ele tem razão. Quem não assimilou a Lei Áurea ainda acha normal que o pessoal trabalhe pesado para sustentar o ócio de uma elite.

“Parece que fico mais inteligente quando faço teatro” – Wagner Moura. Fazendo cinema mudo, então, deve parecer um verdadeiro gênio!

“Sou fruto das leis de incentivo à cultura” – Wagner Moura. Se esse é o fruto, talvez seja hora de parar de regar a árvore.

“Nos festivais norte-americanos, a gente sentia uma certa tristeza dos americanos, quase uma inveja” – Wagner Moura, sobre o julgamento de Bolsonaro. É verdade, boatos em Hollywood dizem que Leonardo Di Caprio já está negociando para viver Tonho da Lua no remake de “Mulheres de Areia”, enquanto Meryl Streep já deu entrada na Lei Rouanet para fazer um filme sobre a ditadura.

“Aqui, extrema direita não se cria” – Wagner Moura, durante micareta anti-Anistia em Salvador. A julgar pela plateia presente à micareta cívica, o que também não anda se criando muito por aquelas bandas é emprego com carteira assinada.

Homenagem Póstuma, um patrocínio Banco Master: Luís Roberto Barroso

“Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder” – Luís Roberto Barroso, anunciando sua aposentadoria do STF. Barroso, pega essas dicas para curtir sua aposentadoria. Um livro: “Bingo, Dominó e Tranca – Estratégias para ganhar quando não é você quem faz as regras”; um filme: “Era uma vez a América”; e uma frase que, claro, não poderia ser outra: “Perdeu, mané!”.

“Eu apliquei ao presidente Lula, com dor no coração, a jurisprudência que eu havia ajudado a criar” – Luís Roberto Barroso. Coitado. A dor de aplicar a lei e fazer justiça foi tão insuportável que o ministro ficou traumatizado – e, ao que tudo indica, nunca mais repetiu a experiência.

“O mundo vive um momento de algum grau de escuridão, nosso papel nessa vida vai ser acender algumas luzes para atravessar a escuridão” – Luís Roberto Barroso, em discurso no dia de seu aniversário. Ok, Ministro, só não vá usar isso como desculpa para se fantasiar de vagalume e ir passear no Aterro do Flamengo às 2h da manhã. 

“Porque não usaram a linguagem simples. E depois fizeram traduções em aramaico, grego, latim, aí ficou difícil” – Luís Roberto Barroso, criticando suposta dificuldade de interpretação da Bíblia. É verdade. Para traduzir toda a boçalidade e perfídia de Judas em linguagem simples, seria mais apropriado ele trair Jesus não com um beijo, mas com um “Perdeu, Mané, não amola”.

“Esperamos bastante tempo para ver se o Congresso legislaria sobre o tema, o que nunca aconteceu. Então tivemos que decidir” – Luís Roberto Barroso, sobre a regulação das redes. A democracia é o regime em que, se você demorar muito para escolher, o Barroso vai lá e decide por você. 

Prêmio Dilma Rousseff pelo Conjunto da Obra (Inacabada) : Janja Lula da Silva

“Cadê meus vira-latas?” – Janja Lula da Silva disse a jornalistas que questionavam Lula sobre tarifaço de Trump. Corretíssima a primeira-dama. Diante de uma crise diplomática sem precedentes, o mais prudente é se apegar à família.

“Na China, se não seguir a regra, tem prisão. Por que é tão difícil falar disso aqui?” – Janja Lula da Silva, defendendo a censura às redes sociais. Cuidado com essa ideia de copiar a China, lembre-se que lá eles fuzilam político corrupto em praça pública. 

“Mais do que participantes, nós somos atoras [sic] principais da mudança climática” – Janja Lula da Silva, durante a COP30. Dizem que as flatulências bovinas afetam as mudanças “climáticas”. Mas, pelo visto, afetam ainda mais as mudanças “gramáticas”.

“Para nós, mulheres, o comportamento dela é muito ruim” – Janja Lula da Silva, sobre Michelle Bolsonaro. Mas, afinal, o que a Michelle fez de tão grave? Será que trocou o marido por algum mau elemento que conheceu em uma carceragem? Ou será que usou um evento oficial para mandar um dignatário estrangeiro praquele lugar?

“Vamos combinar que eu tenho bom senso e me considero inteligente” – Janja Lula da Silva. Não se preocupe, um bom psiquiatra resolve tais delírios.

Prêmio Ferradura de Ouro: Luiz Inácio Lula da Silva

“Não vai ser a COP do luxo, vai ser a COP da verdade” – Lula, rebatendo críticas sobre as falhas de organização da FLOP30... digo COP30. O problema é que, em se tratando do Lula, a verdade em si já é um artigo de luxo.

“A gente tem caráter que muitas vezes eles não sabem que a gente tem” – Lula, sobre dificuldades diplomáticas com os EUA. É que o senhor disfarça tão bem, esconde o seu caráter tão bem escondidinho, que às vezes as pessoas chegam a acreditar que o senhor não tem caráter nenhum.

“Se a gente acha caro construir uma escola, muito mais caro será construir uma cadeia” – Lula. Pode confiar na palavra do homem, já que ele conseguiu fugir de ambas com sucesso. 


“Cada vez eu vou ficar mais esquerdista, mais socialista” – Lula. É normal, nessa idade o Alzheimer começa a dar uns sinais mais fortes.

“Eu fiz uma relação dos maiores traidores da humanidade. Eu não estou com ela aqui porque eu esqueci” – Lula, ao acusar Eduardo Bolsonaro de traição durante evento de pré-campanha. Deixa eu ver se eu adivinho quem está na lista do Lula: Antonio Palocci, Delcídio do Amaral, Léo Pinheiro, Marcelo Odebrecht...



















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Por Ari Fusevick, especial para a Gazeta do Povo


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