Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O justo combate à adultização não pode servir de cavalo de Troia para a censura

  Gabriel Wilhelms 


No momento em que escrevo este artigo, o vídeo do youtuber Felca intitulado “Adultização” já conta com mais de 38 milhões de visualizações no YouTube e com mais de 250 mil comentários, sendo, provavelmente, o assunto predominante nas redes sociais nos últimos dias. Não é para menos: o vídeo, que pode muito bem ser visto como um documentário, escancarou a podridão da sexualização das crianças no ambiente virtual.


Tão logo o vídeo viralizou, políticos de esquerda como Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) se manifestaram usando-o como uma justificativa para a “regulamentação” das redes, e o próprio governo Lula anunciou que elaborará um projeto com esse espírito. Ardilosos, fazem um movimento estratégico muito lógico, capitalizando em cima da reação unânime ao que foi revelado por Felca. Se a sociedade pede, com razão, a adoção de medidas para combater a adultização, é preciso estar atento para que isso não se converta em um cavalo de Troia para aumentar a censura nas redes. Urge lembrar que, no Brasil, é comum a inclusão de “jabutis” em projetos de lei, e devemos estar atentos, pois a base governista, que, desde o malogro do PL da Censura, tenta emplacar a tal “regulamentação” na pauta do Congresso, não desperdiçará a chance de usar o tema para tentar aprovar novas investidas de caráter político contra a liberdade de expressão nas redes. Esse pessoal não têm pudor em usar tanto a sensibilidade quanto a infância para atingir seus objetivos; basta lembrar quando o então ministro da Justiça, Flávio Dino, usou atentados em escolas para favorecer suas bandeiras políticas e criticar seus rivais, fazendo um verdadeiro proselitismo político sobre os cadáveres de crianças.


Longe de ser a comprovação de que as redes são um ambiente sempre hostil, que carecem do mais severo controle, o caso revela o exato oposto: a necessidade da liberdade de expressão e quão deletéria é a censura. Comecemos pelo último ponto.


A mesma crítica — sexualização de menores — presente no vídeo do Felca contra o influenciador Hytalo Santos já havia sido feita pela apresentadora Antônia Fontenelle em 2024, com a diferença de que, nesse caso, ela foi processada por Hytalo e teve que remover de suas redes sociais o vídeo onde o citava. Defensores da censura, entusiastas do controle estatal sobre o discurso e a verdade, prestem muita atenção: a justiça censurou o vídeo de Fontenelle onde ela denunciava algo, que agora todos sabemos ser a mais absoluta verdade, considerando o conteúdo difamatório. Se a censura não tivesse ocorrido, quem sabe a repercussão que estamos vendo hoje, quase um ano depois, pudesse ter abreviado em muitos meses (tão valiosos no período de formação) a exposição e sexualização daquelas crianças e adolescentes.


Agora, outro ponto que, apesar de evidente, pode estar passando despercebido. Ainda que o vídeo do Felca tenha sido publicado no YouTube (por si só uma plataforma digital), a grande visibilidade só foi possível pela repercussão nas redes sociais. Porque as pessoas comentaram sobre o vídeo e se manifestaram de forma viral sobre o tema é que ele ganhou notoriedade. Foi por haver um ambiente virtual onde as pessoas podem se manifestar e cobrar as autoridades que a própria classe política reagiu, como o presidente da Câmara, Hugo Motta, que prometeu pautar a discussão sobre o assunto. Vale destacar também que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) investigava Hytalo desde o ano passado, mas só de forma reativa à repercussão das redes que medidas efetivas foram tomadas — claro que uma das medidas adotadas pela justiça, a proibição de Hytalo ter redes sociais, contraria, como já disse em múltiplas ocasiões, nosso ordenamento jurídico, que não prevê essa restrição: bastaria a retirada dos conteúdos sexualizando e expondo menores, sem prejuízo de outras medidas.


Percebam que não é meu objetivo aqui santificar as redes sociais ou sugerir que elas são imunes a erros. De fato, no ponto culminante do vídeo, Felca cria um perfil no Instagram do zero e, em poucos minutos, “treina” o algoritmo para que ele entregue quase que exclusivamente conteúdos com crianças, além de demonstrar como pedófilos usam as redes como direcionamento para trocas ou vendas de pornografia infantil. Não se trata, é importante ressaltar, de pornografia infantil compartilhada ou postada diretamente na rede, algo que seria rapidamente sinalizado e banido. Como o próprio youtuber argumenta, pedófilos podem até mesmo distorcer em suas mentes doentias vídeos e imagens totalmente inocentes. Já quanto ao direcionamento para o que parecem ser conteúdos de pedofilia, usam-se subterfúgios justamente para evitar a sinalização às redes.


Não aquiesço com os conspiracionistas que argumentam por aí que as redes deliberadamente fazem vista grossa ou até mesmo participam de esquemas de pedofilia. O que, sim, fica claro, é que há melhorias urgentes a serem feitas, especialmente em relação ao algoritmo. Nesse sentido, o debate sobre qualquer medida em relação às redes sociais no âmbito da “adultização” deve se referir exclusivamente à proteção de crianças e adolescentes, sem servir de cavalo de Troia para a censura nas redes, mesmo porque essa discussão só está acontecendo por causa do debate virtual, o qual não seria possível sem as redes, e não será possível no futuro se vivermos sob o manto da censura baseado em abstrações como ofensa, desinformação e discurso de ódio, que podem muito bem se converter em um escudo nas mãos de possíveis abusadores, como a censura ao vídeo de Fontenelle deixa claro.


Por fim, convém dizer que, embora os holofotes estejam voltados para as redes sociais, a maior responsabilidade, bem como o principal papel no combate à adultização, recai sobre os pais. Em seu vídeo, Felca apresenta até mesmo casos de menores que foram diretamente sexualizados por seus pais, como uma mãe que vendia conteúdos adultos da filha de 14 anos na internet. É claro que pais assim são, felizmente, uma exceção, pois não tenho dúvidas de que a maior parte preza sobremaneira pelo bem estar de seus filhos. Por outro lado, é fato que há um uso muitas vezes descontrolado dos dispositivos eletrônicos por crianças e adolescentes. É muito cômodo para muitos pais deixar seus filhos entretidos com as telas enquanto se dedicam a seus afazeres, mas, quando isso atinge níveis de uso preocupantes — várias horas, ou mesmo o dia inteiro —, fica claro que solução não deve vir do Estado ou das plataformas, mas das famílias. Isso é ainda mais verdade quando estamos falando da criação de perfis em redes sociais: em especial quando se trata de crianças, os pais devem manter um controle do que seus filhos estão postando, de quem está interagindo com eles e, sobretudo, do grau de exposição que estão tendo. Certo, pode-se cobrar que as plataformas criem mecanismos para facilitar esse controle, mas mesmo hoje já é possível o monitoramento parental dos perfis — a exemplo de muitos pais que o fazem.


Nada é mais antagônico à autonomia e liberdade familiar, bem como, consequentemente, à liberdade individual, do que esperar que o Estado assuma o papel dos pais. Não pretendo generalizar de forma alguma aqui, mas da mesma forma que há pais que parecem pensar que cabe à escola educar seus filhos e ensinar-lhes os valores, há os que são incapazes de dizer não à sua prole, que gozam da paz que o uso excessivo das telas lhes confere e esperam que o papai Estado molde as redes de forma que elas se tornem perfeitamente seguras e eles não tenham nada com o que se preocupar, terceirizando completamente a responsabilidade sobre seus filhos. Certo, as redes devem combater eventuais usos predatórios que possam colocar menores de idade em risco, mas não podemos esperar do combate estatal à adultização o caminho inverso, que seria a infantilização das redes.


A um só tempo, os pais devem chamar para si maior responsabilidade, e devemos, como adultos, garantir que não sejamos infantilizados pelo Estado. Protejamos as crianças, seres em formação e que ainda estão desenvolvendo as faculdades para o exercício pleno da vida e da liberdade, mas preservemos também a dignidade da vida adulta, daqueles que já têm suas faculdades plenamente desenvolvidas, mesmo porque essa clivagem entre o mundo adulto e o infantil, suscitada pelo termo “adultização”, se justifica pois aquele não deve ser um adulto antes da hora, será de fato um adulto um dia, e, quando esse dia chegar, deverá poder gozar da cidadania em sua plenitude, manifestando suas opiniões sem medo de ser censurado.


Fontes:


https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/apos-denuncia-de-felca-deputados-saem-em-defesa-de-regulamentacao-das-redes-sociais


https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2025/08/12/apos-denuncia-de-felca-lula-enviara-pl-para-regular-atuacao-de-big-techs-no-pais-diz-ministro.htm


https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2024/12/06/justica-pede-remocao-de-video-de-antonia-fontenelle-sobre-paraibano-hytalo-santos.ghtml


https://www.terra.com.br/diversao/gente/antonia-fontenelle-desabafa-e-diz-que-fez-denuncia-contra-hytalo-santos-antes-de-felca-mesma-coisa,bee779f785f760eefdbe366eedc708b2r3fqw32o.html


https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nordeste/pb/hytalo-santos-influenciador-acusado-por-felca-ja-e-investigado-pelo-mp/


https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/nordeste/pb/justica-suspende-redes-sociais-do-influenciador-hytalo-santos/


















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/o-justo-combate-a-adultizacao-nao-pode-servir-de-cavalo-de-troia-para-a-censura/

A descrença na imprensa

    Ubiratan Jorge Iorio 



É manifesto que a imprensa tradicional brasileira vem perdendo credibilidade a passos largos. Sua relação com os detentores do poder, tanto no Executivo quanto no Judiciário, tem sido um desfile alarmante de subserviência, um préstito inquietante de conivência, um cortejo sufocante de cumplicidade, um corso inquietante de desinformação, enfim, uma parada preocupante que compromete a independência jornalística e abala a saúde democrática. A percepção — translúcida como um cristal tcheco — é de que a mídia atua como porta-voz e instrumento do regime em curso no país, suavizando ou escondendo críticas, promovendo as narrativas enganadoras do governo e fazendo vista grossa aos abusos que vêm sendo cometidos no âmbito do Judiciário.


Há uma infinidade de exemplos a atestar a parcialidade, seletividade, complacência e subserviência da cobertura jornalística tradicional. Vamos apontar apenas quatro dentre os que chamam mais atenção. O primeiro é a reação da mídia tradicional ao rol de denúncias graves trazido à tona pela série investigativa Vaza Toga 2: Os Arquivos Secretos do 8 de Janeiro, publicada em 4 de agosto de 2025 pelos jornalistas Michael Shellenberger, David Ágape e Eli Vieira, revelando documentos e áudios que apontam para a existência de uma força-tarefa no Judiciário, incluindo grupos no WhatsApp, que teria produzido “certidões de inteligência” para incriminar bolsonaristas após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Trata-se de acusações — verdadeiras ou falsas — gravíssimas e que, se a imprensa tivesse de fato a preocupação de informar e fiscalizar, deveriam gerar muitas manchetes, para que sejam devidamente investigadas. No entanto, os veículos mais importantes da imprensa tradicional optaram por um silêncio sepulcral sobre o caso.



Outro exemplo lamentável é o do escândalo, revelado em abril, da tungada colossal aplicada nos aposentados no âmbito da Previdência, um esquema de fraudes e desvios de aposentadorias e pensões do INSS, em que sindicatos cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo instituto. O prejuízo entre 2019 e 2024 pode ter chegado a R$ 6,3 bilhões. A imprensa estampou o fato durante alguns dias (já que não poderia mesmo deixar de fazê-lo), o então ministro da Previdência e o presidente do INSS foram demitidos, o governo prometeu que os aposentados seriam ressarcidos, mas eles continuam até hoje a ver navios, enquanto a imprensa parece ter mergulhado no mar do silêncio para esconder-se.


O terceiro diz respeito à narrativa estapafúrdia do governo de que Trump, ao abolir vistos e aplicar a Lei Magnitsky a brasileiros, está se metendo em nossa soberania, baboseira apresentada por jornalistas arrogantes e “especialistas” pedantes naquelas rodas de estúdios como se fosse uma verdade inquestionável, embora eles próprios saibam que é apenas um expediente sem qualquer fundamento do presidente do país para ganhar popularidade explorando um falso nacionalismo.


Por fim, temos a cobertura dos vários protestos realizados pela oposição, que levaram multidões às ruas, sempre minimizados como se fossem “atos isolados”, sob a proteção supostamente científica de misteriosos “especialistas em contar manifestantes da USP”.


Para simplificar, a regra parece ser: elogiar sem qualquer laivo de vergonha tudo o que o governo e seus aliados no Legislativo e Judiciário dizem ou fazem e ser tímido como uma criança obrigada a falar em público quando se trata de criticá-los. É importante recordar que essa timidez contrasta com a cobertura agressiva dos mesmos veículos durante o governo de Bolsonaro, quando a imprensa destacava intensamente polêmicas como a gestão da pandemia e criticava praticamente todas as declarações do então presidente, chegando até a repercutir com seriedade aquela acusação inacreditável de que ele teria “importunado” uma baleia.


Causas estruturais


Quais são as causas estruturais, históricas e culturais desse fenômeno? Por que existe um domínio da esquerda no jornalismo? Ou, reformulando sem papas na língua, por que a imprensa tem mentido e desinformado tanto, ao ponto de sacrificar a própria credibilidade?


Essa conformidade subserviente da imprensa tradicional à pauta esquerdista tem causas profundas. A primeira diz respeito à guerra cultural, que remonta a Gramsci e aos teóricos de Frankfurt, que levou, desde os anos 1960, as ciências humanas, em geral, e o jornalismo em particular, a ser moldado por uma intelligentsia acadêmica (ou, mais adequadamente, uma “burritzia”) marxista e progressista. Desde então — e cada vez com maior intensidade — o que se observa não é a formação de jornalistas comprometidos com a informação, mas verdadeiros militantes completamente ignorantes em economia e sem qualquer embasamento filosófico, porém treinados para defenderem mecanicamente as pautas de “justiça social”, “combate às desigualdades”, “defesa das minorias” e qualquer crítica ao capitalismo em geral.


Em segundo lugar, a imprensa tradicional depende financeiramente do Estado. Na verdade, a relação entre mídia e governo é historicamente problemática no Brasil. Ainda nos anos 1950, o jornal Última Hora, de Samuel Wainer, foi acusado por Carlos Lacerda de receber favores do Banco do Brasil, na forma de empréstimos e facilidades. O episódio, que em 1953 transformou-se em um escândalo contra o governo de Getúlio Vargas, foi central na discussão sobre o uso de recursos públicos para sustentar veículos de comunicação. Recentemente, em 2023, segundo o TCU, o governo destinou cerca de R$ 1,7 bilhão para publicidade, mas a opacidade dos critérios de distribuição desperta suspeitas de favorecimentos: veículos que recebem fatias significativas dessas verbas naturalmente evitam críticas e passam até a agir como porta-vozes do governo. Afinal, como Thomas Sowell observou, “quem paga a conta determina a música”. Dependência financeira compromete a independência jornalística.


A terceira causa é o clima de intimidação institucional, típico de ditaduras, que vem ocorrendo desde 2019 no país, em que ações de membros do STF, como perseguições a jornalistas e a remoção de conteúdos no X de formadores de opinião — todos, curiosamente, da dita direita —, criam um ambiente de medo. Em 2024, vários perfis conservadores foram suspensos na rede X mediante alegações no mínimo discutíveis, mas a imprensa tradicional, além de não questionar as medidas, tratou-as como se fossem a coisa mais natural do mundo. Em um ambiente assim, é lógico que a mídia evita confrontar as autoridades, por medo de sofrer represálias.


Em quarto lugar, prevalece em nível mundial uma espécie de monocultura ideológica nas redações, como mostrou um estudo do Manhattan Institute de 2023 sobre redações ocidentais, revelando que 80% dos jornalistas se identificam com pautas progressistas, um padrão que certamente se aplica também ao Brasil. Embora veículos tradicionais até publiquem artigos de colunistas conservadores, suas linhas editoriais gerais e manchetes priorizam pautas de esquerda. Assim, por exemplo, a imprensa dedica amplo espaço ao discurso identitário, sem questionar suas implicações sociais e respeitar a Biologia; em 2024, a cobertura da Lei de Cotas Raciais foi majoritariamente favorável, ignorando as justas críticas sobre o desestímulo à meritocracia e as divisões provocadas na sociedade; por sua vez, muitas matérias exaltam o ambientalismo globalista que caracteriza a agenda do governo, sem menção aos custos econômicos que impõe ao agronegócio e tratando — quando chegam a ser tratadas — as críticas de produtores rurais como coisa de reacionários.


Essa verdadeira monocultura jornalística, imposta por uma elite que se acha ungida e quer impor sua visão de mundo como verdade absoluta, vem pagando o preço das suas mentiras: o descrédito. A cumplicidade da imprensa com o regime oficial tem consequências graves, entre as quais a erosão da liberdade de expressão, fatal para o Estado de Direito; a perda da credibilidade, comprovada por pesquisa do Datafolha de 2024 mostrando que apenas 30% dos brasileiros confiam na imprensa tradicional, um recorde de baixa a comprovar a insatisfação popular; e a desconexão entre a mídia e o público, uma vez que o povo já não acredita no que os velhos órgãos de imprensa noticiam.


Como restaurar a credibilidade?


A subserviência da imprensa tradicional às pautas progressistas é, portanto, um reflexo da hegemonia esquerdista enraizada na cultura, da dependência financeira e da intimidação institucional, em uma dinâmica perversa que compromete a liberdade de imprensa e a pluralidade democrática e alimenta a desconfiança pública. A liberdade exige permanente vigilância e a imprensa deve ser um bastião contra o avanço do Estado sobre as liberdades dos cidadãos. Restaurar sua independência e neutralidade exige transparência, pluralismo e um retorno aos princípios de verdade e responsabilidade. Uma imprensa verdadeiramente livre é essencial para preservar a democracia e os ideais de liberdade individual e ordem social.


Combater a subserviência ao poder e o quase monopólio esquerdista que prevalece na imprensa exige transparência nas verbas públicas de publicidade, com auditorias públicas pormenorizadas de gastos e sanções severas para favorecimentos; ausência de obstáculos para que a mídia independente possa desenvolver o seu trabalho, competindo com os veículos tradicionais na busca por informar melhor; leis que limitem a intervenção estatal em conteúdos jornalísticos e impeçam que vozes dissidentes sejam perseguidas; adoção de um jornalismo informativo e baseado em dados concretos; e, no longo prazo, uma reforma substancial nos currículos dos cursos de jornalismo, com a erradicação da doutrinação marxista-progressista e a abertura para o pluralismo. Não se trata de calar a mídia independente a pretexto de “regulá-la”, isto é, censurá-la, mas de garantir a existência de competição no mercado de informações, de maneira a permitir que vença quem informa com correção e compromisso com a verdade.


Ao abdicar de seus papéis de informar e fiscalizar, a imprensa tradicional trai a democracia e força o público a buscar a verdade em fontes alternativas. Restaurar a independência jornalística exige transparência, pluralismo e coragem para confrontar o Deep State. Uma imprensa verdadeiramente isenta e livre é essencial para preservar a liberdade individual e a ordem democrática.


A continuarem as coisas do jeito que estão, a credibilidade vai desaparecer totalmente. Todavia, ainda há, infelizmente, quem, mesmo não sendo esquerdista, por se informar apenas pelos canais de mídia tradicionais, age como um “isento” saudosista dos tucanos, acredita que Trump está errado e que a “extrema-direita” quer mesmo prejudicar o país. Algumas pessoas — talvez por conseguirem (com certo esforço) pensar um pouco por conta própria — chegam até a admitir, embora timidamente, “excessos” da parte de membros do STF. Mas parece difícil abdicarem do conforto de receber, no sofá da sala, três ou quatro minutos de informações devidamente filtradas e embaladas e parece muito mais aflitivo admitirem que — durante a vida inteira — foram enganadas e manipuladas, que não devem mais acreditar nos “especialistas” de TV e que continuam sendo feitas de idiotas diariamente.


Em suma, a imprensa tradicional perdeu a credibilidade porque deixou de ser imprensa para virar um partido político disfarçado. Vive de verbas públicas, repete mantras e estribilhos progressistas, substitui notícia por militância, informação por manipulação e fatos por narrativas e não admite erro nem quando a prova é evidente. Fechada em suas redações ideologizadas, mantém um solilóquio contra o país real, aquele que valoriza a família, a vida, a liberdade, a propriedade, a honestidade, o império da lei e a meritocracia. Sorte que inventaram a internet, que nos ensinou a viver sem a velha mídia e sem sentir a sua falta.


*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.








PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-descrenca-na-imprensa/

HARMONIA???

 gilbertosimõespires/pontocritico


PREPARADOS

Durante evento na capital paulista, ao fazer comentários sobre a LEI MAGNITSKY, o banqueiro André Esteves, sócio controlador do BTG Pactual, disse que os bancos estão preparados e que não vê nenhuma desarmonia. Mais: - Vamos seguir o caminho dentro das regras locais e internacionais. Não é novidade, há centenas de indivíduos sancionados no Brasil. Os bancos, portanto, sabem o que fazer, sabem quais são as regras. 



DESARMONIA

Ora, a considerar o que diz e pensa a respeito, a cúpula do Banco do Brasil, a tal HARMONIA referida por André Esteves, é algo FAKE. Por tudo que se sabe, por ser uma instituição controlada pelo governo, o BB está sofrendo enorme pressão para -simplesmente deixar de cumprir a LEI MAGNITSKY. Uma das alegações para tanto diz respeito ao FATO de que o BB é responsável pela folha de pagamento dos servidores federais e dificilmente encerraria a conta-salário de um ministro, mesmo sob pressão internacional.  



MULTA BILIONÁRIA

Pois, para esse CONTINGENTE DE IRRESPONSÁVEIS é importante que se diga que a LEI MAGNITSKY, ao alcançar o ministro Alexandre de Moraes, o que realmente importa é o cancelamento das contas do tirano. Assim, a INSTITUIÇÃO -ESTATAL OU PARTICULAR- que deixar de cumprir a LEI MAGNITSKY, estará sujeita ao pagamento de MULTA BILIONÁRIA. 



BNP PARIBAS

A propósito, vale lembrar que, no ano de 2014, o BNP PARIBAS - maior banco da França- foi obrigado a pagar uma -MULTA DE 8,9 BILHÕES DE DÓLARES-, simplesmente porque achou por bem DESCUMPRIR as medidas impostas pela LEI MAGNITSKY, a mesma que agora está sendo aplicada pelos EUA para SANCIONAR o ministro Alexandre de Moraes. 











publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/harmonia


Surreal: Moraes já decidiu mandar Bolsonaro para a Papuda

 deltandallagnol/youtube


Surreal: Moraes já decidiu mandar Bolsonaro para a Papuda


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=1ZkSSxMztw4

UM GOVERNO ALINHADO A DITADURAS E QUE ROMPE COM DEMOCRACIAS

 | Magna Carta por Ricardo Gomes

UM GOVERNO ALINHADO A DITADURAS E QUE ROMPE COM DEMOCRACIAS

clique no link abaixo e assista

Gabinete de Moraes fica desfalcado após revelações explosivas de Tagliaferro

 revistaoeste/youtube


Gabinete de Moraes fica desfalcado após revelações explosivas de Tagliaferro


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=s-AwbpiaRnw

NO PASSADO, O BRASIL SE RELACIONAVA COM TODO O MUNDO

 ROMEUZEMA/FACEBOOK



NO PASSADO, O BRASIL SE RELACIONAVA COM TODO O MUNDO



NÃO EXISTE CRISTÃO DE ESQUERDA

 PILARPATRIOTA/INSTAGRAM


NÃO EXISTE CRISTÃO DE ESQUERDA




FINANCISTAS CORRENDO EM CIRCULOS

 ESTUDIO5ELEMENTO


FINANCISTAS CORRENDO EM CIRCULOS



Quanto o mundo confia em nossa economia?

helielsonk/instagram


Quanto o mundo confia em nossa economia?


 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

E o PL da “Adultização” nada diz sobre emissoras de TV?

    Percival Puggina 


   O início dos anos 90, preocupados com a erotização precoce de crianças e adolescentes, levando à gravidez, ao aborto e à prostituição, criamos em Porto Alegre um grupo de leigos para formação da “consciência crítica” das famílias através de palestras nas paróquias da Igreja Católica. Cumprimos essa missão por uns poucos anos. Éramos jovens e a vida nos dispersou para outras paragens e responsabilidades.

Naquela época, a internet sequer operava comercialmente no Brasil. Não havia algo que merecesse o nome de “ambientes digitais”. Não existiam redes sociais. Salvo falha da memória, apenas um membro do grupo, com atuação na área jurídica, tinha computador com impressora. O que mais nos preocupava eram as novelas, os programas de TV e sua influência na erotização precoce.

Por isso, louvei, outro dia, a manifestação do Alexandre do bem, o Garcia, chamando a atenção da audiência do “Oeste Sem Filtro” para o fato de que a tal “adultização” acontece principalmente na programação de emissoras de TV. Ao discorrer sobre o tema, Alexandre Garcia mostrou que o PL contra a adultização chega tarde e esquece o principal.

O foco desse projeto, de tanto interesse do governo, não são crianças e adolescentes. É o controle das redes e a autorização para regulamentar uma “autoridade nacional”, ideia fixa da esquerda que dá as cartas, joga de mão, apita o jogo político, parou o relógio em 8 de janeiro de 2023, e culpa a oposição por todos os erros que comete em cascata.

Se o projeto contra a adultização fosse o que dele é dito, incluiria, obrigatoriamente, a programação das emissoras de TV. Nem uma única vez, porém, o projeto menciona TV, emissora ou televisão, deixando tudo como víamos no início dos anos 90.















publicadaemhttps://www.puggina.org/artigo/e-o-pl-da-%E2%80%9Cadultizacao%E2%80%9D-nada-diz-sobre-emissoras-de-tv+__18146

Quando a toga autoriza a devassa

  Lexum 


A recente decisão do ministro da Suprema Corte brasileira determinando que um segurança examinasse o telefone celular de um advogado durante uma audiência, sob a justificativa de verificar se o ato estava sendo gravado, suscita grave preocupação.


Não se trata apenas de um incidente pontual. Estamos diante de um ato que desafia frontalmente princípios estruturantes do Estado Democrático de Direito, violando prerrogativas profissionais da advocacia, direitos fundamentais à intimidade e à privacidade, bem como garantias processuais historicamente conquistadas contra o arbítrio.


O artigo 7º, II e III, da Lei 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia) assegura a inviolabilidade dos instrumentos de trabalho do advogado, de suas comunicações e de seus arquivos, ressalvadas apenas hipóteses excepcionais com ordem judicial devidamente fundamentada.


O episódio é simples de descrever e grave de compreender: em plena audiência, o ministro do Supremo Tribunal Federal determinou que um segurança “checasse” o telefone de um advogado para verificar se ele gravava o ato. A cena é didática — não de civilidade, mas de um Estado que, por instantes, esqueceu-se de que é democrático e de direito. Quando o esquecimento parte do topo da jurisdição, o recado que ecoa nas instâncias inferiores é perigoso: vale tudo.


Tal conduta pode, inclusive, configurar hipótese prevista no artigo 30 da Lei 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade), que tipifica como crime “invadir ou acessar dispositivo informático alheio, violando a intimidade ou a vida privada do investigado, acusado, vítima ou testemunha”.


A gravação de audiência por quem dela participa é lícita. Isso decorre da publicidade dos atos (artigo 93, IX, da Constituição da República Federativa do Brasil), da ampla defesa e do contraditório (artigo 5º, LV, CRFB), bem como a interpretação da jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores sobre a licitude de gravações feitas por um dos interlocutores.


O Judiciário grava; as partes podem gravar. Ponto.


Tratar a gravação como ilícito em potência — a ponto de mandar alguém vasculhar um celular — é censura prévia e inversão do ônus argumentativo: presume-se fraude onde há exercício regular de direito.


Além disso, tal ação pode implicar violação ao artigo 154-A do Código Penal, que pune a invasão de dispositivo informático com o fim de obter, adulterar ou destruir dados sem autorização do titular, e contrariar princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), que exige base legal, finalidade específica e necessidade para o tratamento de dados pessoais.


Precedentes emanados do topo têm efeito pedagógico. O que hoje é um gesto “isolado” vira prática replicável em audiências pelo país. Segurança jurídica se constrói com regras claras e previsíveis, não com caprichos performáticos em sala de audiência.


E o pior: o advogado, que nem mesmo gravava a audiência, acabou se submetendo ao absurdo abuso franqueando a senha do seu aparelho. Certamente para não escalar a situação.


A mensagem correta seria a oposta: respeitem-se as prerrogativas, a publicidade e a defesa; controvérsias sobre gravação resolvem-se por meios processuais, não por revista de celular. É justamente para evitar arbitrariedades que a Lei 13.869/2019 pune autoridades que determinam medidas invasivas sem amparo legal e sem estrita observância do devido processo legal.


Quando a autoridade humilha direitos para “manter a ordem”, ela humilha a própria ordem constitucional. Revistar o celular de um advogado em audiência não é zelo; é abuso. Não é cuidado; é censura. Não é garantia de regularidade; é precedente de exceção.


Se a Suprema Corte é a guardiã da Constituição, a primeira guarda que se impõe é contra nossos próprios arroubos. É daí que começa — ou desaba — um Estado de Direito.


*Antonio Carlos Fonseca – Advogado, Sócio do Miranda Fonseca Advocacia, membro da Lexum.








PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/quando-a-toga-autoriza-a-devassa/

Conversando com estudantes de direita

 percivalpuggina/youtube


Conversando com estudantes de direita


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=XV9DtRFM5oc

Tarcísio, eleições de 2026 e a sucessão de Bolsonaro

 brasilparalelo/youtube


Tarcísio, eleições de 2026 e a sucessão de Bolsonaro

clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=gKbu0AzVA0M

Gilmar Mendes enlouquece e chama Trump pra briga!

 deltandallagnol/youtube


clique no link abaixo e assista

A casa CAIU: IRMÃO do LULA no centro da FRAUDE dos APOSENTADOS

 rubinhonunes/youtube


A casa CAIU: IRMÃO do LULA no centro da FRAUDE dos APOSENTADOS


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=pBUcG8MTkEQ

STF VIOLOU DIREITOS HUMANOS

 TAIESCHEFFERR/INSTAGRAM


STF VIOLOU DIREITOS HUMANOS


SILAS MALAFAIA EXPÕE CRIME DE ALEXANDRE DE MORAES

RODOLFONOGUEIRA/INSTAGRAM


SILAS MALAFAIA EXPÕE CRIME DE ALEXANDRE DE MORAES





USAM O DISCURSO DA SOBERANIA PARA DESTRUIR NOSSA SOBERANIA

 RIDRIGOLORENZONI/INSTAGRAM


USAM O DISCURSO DA SOBERANIA PARA DESTRUIR NOSSA SOBERANIA



terça-feira, 26 de agosto de 2025

O Erro Fatal da Direita

 Stephen Kanitz


O que é ser de direita?

Pergunte a um jovem brasileiro e ele provavelmente não saberá responder.

Muitos acreditam que “ser de direita” significa apenas preocupar-se com dinheiro, enriquecer a qualquer custo, desprezar os outros e proteger a própria fortuna.

Mesmo entre jovens que se identificam com a direita, quase ninguém conhece os valores históricos que a sustentaram por mais de dois mil anos: cooperação humana, preocupação com a ética, lisura, reputação pessoal e o dever de deixar um legado às próximas gerações.

O problema é que a direita brasileira abandonou seu papel de defensora desses valores para se transformar em uma força quase exclusivamente de ataque à esquerda.

Por isso o resultado foi a polarização que paralisa o país até hoje.

É verdade que foi a esquerda que iniciou o embate com slogans violentos: “morte à burguesia”, “enforcar os capitalistas com a corda que eles mesmos fabricaram”, ou ataques à família, à poupança pessoal, à relação paciente-médico, e assim por diante.

Os nossos intelectuais da direita quase todos influentes no combate ao socialismo e ao progressismo dentro da Igreja.

Foi assim que a direita abandonou seu patrimônio mais valioso: o discurso da conduta humana, do não mentir, não roubar, não abandonar a família, não ser um peso na velhice, e centenas de outros princípios que organizam sociedades prósperas e coesas.

Hoje vivemos no pior dos dois mundos:

1. Uma esquerda em pânico, sem razão, que superestima a força da direita.

2. E uma direita sem voz própria, incapaz de divulgar seus verdadeiros valores e mostrar os benefícios concretos de vivê-los: prosperidade pessoal, estabilidade familiar e cooperação social entre ricos e pobres.

Em suma, a direita só terá futuro quando recuperar seu discurso afirmativo, lembrando aos brasileiros que valores conservadores não são meras tradições antiquadas, mas regras práticas já testadas de convivência, cooperação e prosperidade.

*              Reproduzido do excelente Blog o Kanitz em  https://blog.kanitz.com.br/o-erro-fatal-da-direita/?












publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/o-erro-fatal-da-direita__18526

Raiva silenciada: o perigo de ignorar os sinais da sociedade

 WILLIAMPEREIRA/INSTITUTOLIBERAL




Imagine que o motor de um carro complexo começa a superaquecer. Em resposta, em vez de investigar a causa — falta de óleo, um radiador com defeito —, nós simplesmente cortamos o fio da luz de advertência no painel. O silêncio reconfortante que se segue não é um sinal de saúde; é o prenúncio de uma falha catastrófica. Nossa sociedade, em sua busca por uma civilidade superficial, parece estar fazendo exatamente isso com a raiva. Tratamos a expressão da indignação não como um sintoma de um problema mais profundo, mas como o problema em si. A questão que me inquieta é: ao silenciar esse alarme, estamos realmente construindo a paz ou apenas nos tornando perigosamente entorpecidos aos nossos próprios defeitos?


A lógica por trás dessa supressão parece, à primeira vista, sensata: emoções como a raiva são voláteis e podem levar a danos. Portanto, moderá-las é um ato de proteção. Contudo, essa premissa desmorona sob um escrutínio mais atento, pois confunde a causa com a reação. A raiva raramente é o evento original; ela é uma resposta secundária, um sinal de que uma fronteira — seja ela moral, pessoal ou cívica — foi violada. É a febre que o corpo social gera para combater uma infecção. A força da reação (a raiva) não deve ser confundida com a força da causa (a injustiça ou disfunção original). Ao focarmos toda a nossa energia regulatória na força da reação, a força da causa continua a purgar sem ser confrontada.


Curiosamente, essa vigilância emocional não é distribuída de forma equânime. Existe um viés sutil, mas persistente, em policiar expressões tradicionalmente associadas ao masculino — assertividade, confronto, a própria raiva —, enquanto os danos causados por uma “bondade” mal direcionada ou uma passividade conivente muitas vezes recebem um passe livre. Questiono se isso não revela um desconforto mais profundo: uma sociedade que prefere lidar com os problemas que apodrecem em silêncio a enfrentar aqueles que gritam por atenção.


Assim como um indivíduo que reprime suas emoções não as elimina, mas as vê metastatizar em ansiedade ou depressão, uma sociedade que reprime a indignação a vê se transformar em ressentimento cínico, polarização entrincheirada e uma apatia corrosiva — doenças muito mais difíceis de diagnosticar e tratar.


A solução, portanto, não é endossar uma anarquia emocional onde a raiva se torna uma arma. Pelo contrário. O caminho para uma sociedade mais robusta e autoconsciente é desenvolver uma espécie de literacia emocional coletiva. Isso significa criar uma cultura que não apenas tolera a raiva, mas que a escuta, a interroga e a decodifica. Significa distinguir o mensageiro (a emoção) da mensagem (a causa subjacente) e ter a coragem de lidar com a segunda.


Uma comunidade que aprende a canalizar a energia da indignação para o debate construtivo em vez de reprimi-la não se torna mais caótica; ela se torna antifrágil. Ela desenvolve a resiliência necessária para se autocorrigir. A verdadeira marca de uma civilização avançada não é a ausência de conflito ou desconforto, mas sim sua capacidade de processá-los abertamente, transformando o calor da fricção em força motriz. Afinal, uma sociedade que aceita e aprende com todo o seu espectro emocional não é apenas mais genuína. É uma sociedade que está verdadeiramente viva.


*Willian Pereira é advogado.





PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/raiva-silenciada-o-perigo-de-ignorar-os-sinais-da-sociedade/

DE NOVO: O RISCO É IMINENTE

 gilbertosimõespires/pontocritico


MODO -PÂNICO-

Nessas últimas e tumultuadas semanas, os brasileiros -BANCARIZADOS- ou seja, incluídos no SISTEMA FINANCEIRO, e com tal têm acesso a produtos e serviços bancários como conta corrente, crédito e meios de pagamento, ganharam um forte motivo para entrar em MODO -PÂNICO-. Tudo por conta da declaração feita, abertamente, pelo ministro Flávio Dino, afirmando, no alto de sua toga, que o STF está disposto a levar o confronto com os Estados Unidos às últimas consequências.

PRAZER DA DESTRUIÇÃO

Por ora, o que se sabe é que todos os CEOs (Chief Executive Officer, ou diretores executivos responsáveis pela visão estratégica, cultura e objetivos da empresa) e os CFOs (Chief Financial Officer, ou diretores financeiros) dos BANCOS BRASILEIROS estão prontos e dispostos a -NÃO CUMPRIR- com as determinações do STF. Entretanto, em se tratando de um -NOVO BRASIL-, onde a SUPREMA CORTE pinta e borda, movida pelo INTENSO PRAZER DE DESTRUIÇÃO, há que levar em conta que o FATO de entrar em MODO -PÂNICO- não se trata de um EXAGERO. 

RISCO DE SOBREVIVÊNCIA

A propósito, a DECISÃO do ministro Flávio Dino, de -PROIBIR A APLICAÇÃO NO BRASIL DE DECISÕES JUDICIAIS ESTRANGEIRAS QUE NÃO ESTEJAM VALIDADAS POR ACORDOS INTERNACIONAIS OU REFERENDADAS PELA JUSTIÇA (??) BRASILEIRA- colocou, literalmente, os BANCOS BRASILEIROS em MODO -RISCO DE SOBREVIVÊNCIA-. Ou seja, os correntistas, e não exclusivamente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luis Barroso, notadamente, acabariam sofrendo as consequências da TERRÍVEL QUEBRADEIRA. 

RISCO IMINENTE

Vale sempre lembrar que, mesmo não se concretizando as pretensões -destruidoras- desses três ministros do STF, a julgar pelo que já fizeram até agora, qualquer decisão nesse sentido não pode ser vista como SURPRESA. Gostem ou não, aprovem ou reprovem, o FATO é que vivemos numa séria expectativa de RISCO IMINENTE. Como tal é preciso estar sempre vigilante. Principalmente,  porque do outro lado está o OFAC - (Office of Foreign Assets Control)-, ou Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro Americano. E pelo que se sabe, ali não há espaço para brincadeiras ou coisas do tipo -FAZ DE CONTA-. 

CAINDO FORA DO BRASIL

Aliás, não por acaso, o Brasil está se tornando menos interessante para famílias de alta renda. Estudo da Henley & Partners, uma consultoria que ajuda milionários a se realocarem em outros países, estima que 1,2 mil pessoas com patrimônio pessoal acima de US$ 1 milhão planejam deixar o país neste ano. O número é 50% superior ao registrado em 2024. Uma outra estimativa, do Instituto Millenium, indica que quase um quinto dos milionários deixou o país nos últimos dez anos. Que tal? 























publicadaemhttps://www.pontocritico.com/artigo/de-novo:-o-risco-e-iminente

MAIS UMA TÁTICA MENTIROSA DO PT

GOVERNADORJORGINHOMELO/INSTAGRAM


MAIS UMA TÁTICA MENTIROSA DO PT



Da dúvida à certeza

  Gilberto Simões Pires         /pontocritico


DÚVIDA - SENTIMENTO COMUM

Mais do que sabido, a DÚVIDA é um SENTIMENTO COMUM que surge quando nos deparamos com uma situação em que as informações são insuficientes para uma correta formação de opinião. Como tal se caracteriza pela INCERTEZA ou FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE QUALQUER COISA. 

CERTEZA - CONVICÇÃO

A CERTEZA, por sua vez, é o CONHECIMENTO CLARO E SEGURO DE ALGO. Ou seja, é um ESTADO DE ESPÍRITO QUE INFUNDE CONFIANÇA E CONVICÇÃO NA VERDADE DE ALGO. É, enfim, acreditar que algo é a verdade baseada em FATOS.

CONVICTOS DE 2022

Com base nesses importantes conceitos, é sempre oportuno lembrar, por exemplo, que, em julho de 2022, vários líderes empresariais do país, sob o comando da ESFERA, organização que hoje reúne entre seus quase 50 associados grandes empresas, como BRADESCO, BTG Pactual, XP Investimentos, COSAN, MRV Engenharia, MULTIPLAN, HAPVIDA, MERCADO BTCOIN, etc...vieram à público, cheios de CONVICÇÃO, para AFIRMAR, e INFLUENCIAR, que eleger LULA seria muito melhor para o Brasil do que eleger BOLSONARO.

CERTEZA TOTAL

Se algum desses empresários tivesse alguma DÚVIDA, certamente não teria assinado o estúpido documento e muito menos teria declarado voto a um ex-condenado que lidera um partido político declaradamente COMUNISTA e como tal sempre disposto a mudar o regime político do país, onde a DEMOCRACIA dá lugar ao AUTORITARISMO.  

CERTEZA DO IMPOSSÍVEL

Ontem, não por acaso, tão logo o ministro-comunista do STF, Flávio Dino, achou por bem limitar  a aplicação de leis estrangeiras no país, as ações de bancos brasileiros -cujos líderes apoiaram a candidatura de LULA, simplesmente afundaram. E poucos minutos de pregão a perda atingiu a marca negativa de R$ 41,9 bilhões em valor de mercado. Que tal? De novo: tudo baseado na CERTEZA DO IMPOSSÍVEL. 

UMA ÚNICA CERTEZA

Pois, aqui ente nós e o mundo, a ÚNICA CERTEZA QUE PAIRA SOBRE O NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL É QUE O POVO SERÁ MUITO PENALIZADO pela forma CRIMINOSA COMO VEM SENDO ADMINISTRADO. DISSO NINGUÉM MAIS TEM DÚVIDA. NEM MESMO OS MAUS E EQUIVOCADOS EMPRESÁRIOS....






















publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/da-duvida-a-certeza__18527

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More