quarta-feira, 3 de setembro de 2025
RESUMÃO do 1º dia do julgamento de Bolsonaro!
deltandallagnol/youtube
RESUMÃO do 1º dia do julgamento de Bolsonaro!
clique no link abaixo e assista
CÓRTEX: O sistema do GOVERNO LULA que virou arma USADA pelo PCC
rubinhonunes/youtube
CÓRTEX: O sistema do GOVERNO LULA que virou arma USADA pelo PCC
clique no link abaixo e assistaO julgamento de Bolsonaro no STF
brasilparalelo/youtube
O julgamento de Bolsonaro no STF
clique no link abaixo e assistaBolsonaro está “indignado” com seu julgamento no STF?
brasilparalelo/youtube
Bolsonaro está “indignado” com seu julgamento no STF?
Gabinete clandestino de Moraes perseguiu Constantino e Guilherme Fiuza
revistaoeste/youtube
gabinete clandestino de Moraes perseguiu Constantino e Guilherme Fiuza
clique no link abaixo e assista
A MENTE ESQUERDISTA - UMA ANÁLISE PSIQUIÁTRICA
gilbertosimõespires/pontocritico
LOUCURA POLÍTICA
Para aqueles que buscam razões e explicações sobre o pensamento e o comportamento dos ESQUERDISTAS, me apresso em acompanhar a sugestão feita por um leitor atento o qual sugere a leitura do livro - A MENTE ESQUERDISTA -AS CAUSAS PSICOLÓGICAS DA LOUCURA POLÍTICA, do psiquiatra americano Dr. Lyle H. Rossiter, formado na Universidade de Chicago. Por conta da grande experiência adquirida no campo do diagnóstico e tratamento de DOENÇAS MENTAIS, Lyle passou a ser muito requisitado por inúmeros órgãos públicos, tribunais e advogados particulares como -PSIQUIATRA FORENSE- prestando consultoria em milhares de casos civis e criminais na Justiça dos EUA.
ATAQUES DO ESQUERDISMO
Na sua obra, Lyle H. Rossiter discorre sobre a -NATUREZA HUMANA E A LIBERDADE HUMANA E A RELAÇÃO ENTRE ELAS-. Resumidamente, é uma tentativa de conectar mecanismos da mente a certas condições econômicas, sociais e políticas, aquelas sob as quais a LIBERDADE E A ORDEM PODEM FLORESCER. Mais: em seus esforços "para formar uma União perfeita", os -FUNDADORES DA AMÉRICA- TINHAM A INTENÇÃO DE ESTABELECER A JUSTIÇA, ASSEGURAR A PAZ, GARANTIR A DEFESA DA NAÇÃO, PROMOVER SEU BEM-ESTAR GERAL E PROTEGER AS BENÇÃOS DA LIBERDADE-. Entretanto, ao longo do século XX inteiro e o início deste século (XXI), o que se viu foram -ATAQUES INCANSÁVEIS DO ESQUERDISMO A TODOS ESSE OBJETIVOS-. Embora contundentemente deficientes em termos de substância política, esses ataques têm sido bem-sucedidos na exploração da natureza psicológica do homem para propósitos socialistas. O enfrentamento desses destrutivos ataques, segundo Rossiter, exige uma compreensão clara da relação entre a psicologia humana e o processo social.
IMATURIDADE DE FUNDO - PAI PROTETOR
Em tese, para o psiquiatra, o ESQUERDISMO, mais do que uma escolha racional, nasce de traços psicológicos e emocionais. Para ele, há uma IMATURIDADE DE FUNDO que se revela através da tendência de esperar que o Estado assuma o papel de “pai protetor”, suprindo necessidades, resolvendo conflitos e anulando responsabilidades individuais. Eis aí os PRINCIPAIS TÓPICOS:
PRINCIPAIS TÓPICOS
1. PSICOLOGIA DA DEPENDÊNCIA - Lyle descreve o “progressista” como alguém que rejeita a autonomia adulta. Segundo ele, há uma dificuldade de lidar com a responsabilidade pessoal e com os limites impostos pela realidade. Essa postura leva a uma demanda constante por INTERVENÇÃO ESTATAL como se fosse um substituto da AUTORIDADE PARENTAL.
2. O PAPEL DA VÍTIMA - Rossiter aponta que o discurso de esquerda se ancora fortemente na vitimização. Ao ver indivíduos e grupos como eternas vítimas de forças externas, cria-se justificativa para transferir poder e recursos ao Estado.
3. UTOPIA E NEGAÇÃO DA REALIDADE - O autor critica a crença em uma sociedade perfeita, livre de desigualdades, injustiças e sofrimentos. Ele associa isso à negação dos aspectos trágicos e imperfeitos da condição humana. Essa utopia, segundo Rossiter, leva a políticas inviáveis e destrutivas.
4. ATAQUES ÀS INSTITUIÇÕES TRADICIONAIS - O livro enfatiza que família, religião e livre iniciativa são alvos frequentes da esquerda. O motivo, para o autor, é que essas instituições reforçam independência e responsabilidade pessoal, em contraste com a dependência do Estado.
5. A LOUCURA POLÍTICA - Rossiter usa sua formação em psiquiatria para argumentar que o esquerdismo, em essência, é uma PATOLOGIA SOCIAL. Ele o descreve como uma forma de regressão psicológica que infantiliza o cidadão e enfraquece a sociedade.
CONCLUSÃO
Rossiter conclui que a mente esquerdista -busca segurança e proteção às custas da liberdade e da responsabilidade-. Para ele, isso leva inevitavelmente a GOVERNOS MAIS AUTORITÁRIOS E MENOS EFICIENTES. Em contraste, o CONSERVADORISMO valorizaria a MATURIDADE, a AUTODISCIPLINA e o REALISMO SOBRE A NATUREZA HUMANA.
terça-feira, 2 de setembro de 2025
'Pigmeu diplomático',
por Augusto Nunes e Uiliam Grizafis Última parte da viagem pela política externa da canalhice
D. Pedro II achava aquele filho do Visconde do Rio Branco pouco paciente e muito mundano para chefiar o cobiçado Consulado Geral do Brasil em Liverpool. Como lhe sobrava teimosia, o jovem diplomata José Maria da Silva Paranhos Junior insistiu na reivindicação até superar a má vontade do monarca. Garantido o emprego na Inglaterra, recorreu aos defeitos aparentes para mostrar serviço. Funcionou: o que fez por lá transformaria o nobre quase enjeitado pelo homem no trono numa figura estelar da república ainda na infância. Nomeado embaixador na Alemanha pelo presidente Campos Salles, o já Barão do Rio Branco comandou o Ministério das Relações Exteriores de 3 de dezembro de 1902 até a morte em 10 de fevereiro de 1912. Nesses 9 anos, serviu a quatro diferentes governos. Ao morrer, sem que fosse disparado um só tiro, o Brasil republicano ficara 900 mil quilômetros quadrados maior que o Brasil imperial.
A expansão do mapa consumou-se na virada do século. Começou pelo redesenho da fronteira que separava o Amapá da Guiana Francesa, por decisão da arbitragem conduzida pelo presidente da Suíça. Como a linha divisória passou a ser o rio Oiapoque, o Brasil cresceu. Pouco depois, uma arbitragem comandada pelo presidente norte-americano Grover Cleveland determinou a anexação ao território brasileiro de uma larga fatia do Paraná e de Santa Catarina reivindicada pela Argentina. Mas nenhum desses avanços foi tão audacioso quanto o desfecho da negociação que definiu a quem pertencia o Acre. Ao Brasil, concordou em 1903 a delegação da Bolívia, que se contentou com concessões territoriais e, sobretudo, compensações econômicas oferecidas pelo Barão do Rio Branco. É tarde para saber quais foram e quanto valiam. Como calcular agora, por exemplo, o valor real do cavalo que fez o figurão boliviano que o ganhou de presente acreditar que o Acre era brasileiro antes mesmo do Descobrimento?
Além de consolidar os contornos do país, o Barão do Rio Branco estreitou as relações historicamente amistosas com os Estados Unidos e as grandes democracias europeias. Essa aliança atravessou sem maiores avarias um século atormentado por duas guerras mundiais e sucessivos solavancos. Parecia esbanjar solidez quando a vitória na eleição de 2002 instalou no Planalto uma cabeça baldia pronta para errar todas as escolhas. Com a implosão da União Soviética, passaram a ter preferência os nostálgicos do Muro de Berlim, as viúvas de Guevara, os órfãos de Stalin e todas as bestas quadradas prontas para atribuir ao capitalismo selvagem e ao imperialismo ianque todos os pecados do mundo — passados, presentes e futuros. Para Lula e seus comparsas, o futuro está no passado. Os exemplos a seguir são Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Nicarágua e outras obscenidades. A luta continua, agora engrossada pela escória planetária. Os parceiros perfeitos são os liberticidas que se reúnem nos piqueniques do clube dos cucarachas.
Disfarçado de “Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República”, Celso Amorim continua a comandar a política externa. Mas as asas do Pintassilgo do Planalto já batem há 83 anos. A ave anda exausta. Consultas à agenda oficial informam que Amorim comparece ao local de trabalho só duas vezes por semana, para dizer a Lula o que deve ser feito pelo chanceler Mauro Vieira. Até recentemente, o arranjo funcionou. A trinca mostrou-se afinada ao autorizar a ancoragem em águas brasileiras de suspeitíssimas embarcações iranianas. O vocalista Lula jurou sem ficar ruborizado que os judeus mataram em Gaza 12 milhões de crianças palestinas. O embaixador designado por Israel ficou três meses em Brasília tentando, em vão, apresentar suas credenciais. Lula culpou o presidente da Ucrânia pelo estupro praticado por tropas russas. “Quando um não quer dois não brigam”, filosofou o analfabeto funcional. O desempenho do trio ficou bem mais confuso com a entrada em cena da cavalaria americana.
Lula não conhece Trump. Achou que poderia insultar impunemente o candidato à Presidência. Imaginou que nada aconteceria se, depois da vitória do inimigo, propusesse a criação de uma nova moeda para substituir o dólar como referência monetária mundial, sugerisse a transformação do Brics numa OTAN mais atrevida e enviasse claros sinais de que sonha fazer do Brasil uma Venezuela tripulada pelo consórcio Planalto-STF. Má ideia, descobriu tarde demais. O tarifaço levou Lula às cordas. As punições aplicadas a ministros do Supremo e do governo deixaram grogue o falastrão. Enquanto rezava pelo fim do round, simulou contra-ataques delirantes. “O Geraldo Alckmin, que conversa com todo mundo, está telefonando pra todo mundo. Mas ninguém atende”, queixou-se. O vice corrigiu: tivera, sim, uma conversa com o secretário de Comércio do governo americano. E como fora?, quis saber um jornalista. A resposta é a cara do carola socialista: “Proveitosa”.
Por que Janja haveria de ficar fora dessa? Nesta semana, entre movimentos corporais tão graciosos quanto um balé de hipopótamos, caprichando no sorriso de intimidar enfermeiro de manicômio, a primeira dama presenteou a plateia domesticada com o pronunciamento abaixo transcrito sem retoques nem correções:
“E se tem essa confusãozinha por aí é porque o Banco do Brics e o Brics é muito importante pro cenário mundial. Então, tô aqui … tô aqui… ó…. com o sururote aqui no meu bolso, já fiz um vídeo, vou mandar pra nossa presidenta Dilma. Tá mais que na hora da gente ter uma moedinha alternativa aqui no nosso Sul global, né? A gente tem potencial, o Brasil tem muito potencial, o presidente Lula fala muito disso, o Brasil tem todo o potencial do mundo”.
Auguasto Nunes e Uiliam Grizafis - Revista Oeste
publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/08/pigmeu-diplomatico-por-augusto-nunes-e.html
Um Bolsa Família mais justo
João Loyola
O Bolsa Família, embora concebido como uma rede de proteção social emergencial e temporária, tem assumido feições de um benefício perpétuo, descolado de exigências mínimas de esforço pessoal, responsabilidade cívica e transição para a autonomia. Esse modelo não apenas desincentiva a emancipação dos beneficiários, como impõe um custo elevado e crescente à sociedade produtiva. É urgente repensar seus pilares sob uma perspectiva liberal que privilegie a dignidade por meio do trabalho, a conduta ética e o uso responsável dos recursos públicos.
Atualmente, o Brasil experimenta um cenário de recuperação do mercado de trabalho. Segundo dados do IBGE (PNAD Contínua, 2025), a taxa de desemprego está abaixo de 8%, e há mais de 500 mil vagas formais abertas, especialmente em setores de baixa exigência técnica, como serviços, agricultura e construção civil. Isso demonstra que o problema não está, em grande medida, na ausência de oportunidade, mas na desconexão entre políticas assistencialistas e a realidade do mercado. Um programa social verdadeiramente justo deve funcionar como um incentivo à inserção produtiva e não como um desestímulo ao esforço individual.
Nesse sentido, um Bolsa Família mais justo deve atrelar sua permanência a critérios que valorizem o trabalho. O beneficiário que recusar, de forma reiterada e sem justificativa plausível, ofertas de emprego compatíveis com sua qualificação deve ser gradualmente desligado do programa. O sistema francês de assistência social, por exemplo, aplica sanções progressivas a quem não demonstra esforço em retornar ao mercado sem que isso seja considerado uma violação de direitos, mas uma aplicação racional do princípio da reciprocidade social. O trabalho dignifica, emancipa e gera mobilidade intergeracional. A assistência, quando mal desenhada, cristaliza a pobreza.
Ademais, o benefício deve ser transitório por definição. Estudos de políticas públicas mostram que transferências permanentes tendem a perpetuar a dependência e a criar ciclos intergeracionais de assistencialismo. É necessário instituir um modelo de escalonamento decrescente, em que, conforme a renda familiar aumenta, o valor do benefício se reduz progressivamente sem desincentivar o ingresso no mercado formal. Tal desenho de incentivo, aplicado com êxito em países como Chile e Canadá, impede a chamada aposentadoria precoce da pobreza e reorienta o programa para a autonomia.
Outro ponto central para tornar o Bolsa Família mais justo diz respeito à conduta cívica e moral dos beneficiários. O Estado não pode se tornar cúmplice indireto de comportamentos antissociais ou criminosos financiando indivíduos condenados ou reincidentes em crimes dolosos. O mínimo que se espera de um cidadão financiado pelo esforço alheio é o respeito às leis. Nesse sentido, a manutenção do benefício deve ser condicionada à inexistência de condenações criminais transitadas em julgado, especialmente por crimes violentos, contra o patrimônio público ou contra a integridade de terceiros. A sociedade que financia o Bolsa Família não deve ser obrigada a sustentar seus próprios algozes.
Da mesma forma, o uso responsável dos recursos deve ser objeto de regulamentação. Estudos internacionais indicam que, em contextos de pobreza estrutural, uma parcela do auxílio é frequentemente desviada para consumo não essencial ou até mesmo nocivo. Em 2023, o governo australiano iniciou o controle do uso de benefícios públicos para evitar gastos com álcool, jogos de azar e produtos não essenciais, prática que poderia inspirar medidas semelhantes no Brasil. O uso do cartão do Bolsa Família, por exemplo, pode ser vinculado a categorias de consumo básicas, como alimentação, transporte, educação, saúde e vestuário, impedindo, por meios tecnológicos, transações com sites de apostas, jogos online ou casas lotéricas. Não se trata de paternalismo, mas de responsabilidade com o dinheiro público.
Por fim, um programa de transferência de renda eficaz deve ser parte de uma estratégia maior de mobilidade social e não o centro dela. A verdadeira justiça social nasce da liberdade de empreender, da segurança jurídica, da eficiência estatal e da educação de qualidade. Como afirmou Milton Friedman, um sistema que recompensa o fracasso perpetua o fracasso. O Bolsa Família deve proteger quem momentaneamente cai, mas jamais oferecer abrigo permanente à inércia ou à má-fé.
Para ser justo, o programa precisa abandonar o viés político-assistencialista e assumir uma forma tecnicamente racional, focalizado, exigente, temporário e vinculado ao mérito mínimo de quem recebe. A assistência pública não deve ser tratada como um direito incondicional, mas como uma ponte entre a vulnerabilidade e a dignidade, e essa ponte deve ter começo, meio e fim.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/um-bolsa-familia-mais-justo/
Livro ‘Assassinato de reputações’ expôs método petista de difamar opositores
Ex-secretário nacional de Justiça no segundo governo Lula, Romeu Tuma Junior revelou a estratégia da difamação
diáriodopoder
Tem método a antiga estratégia de Lula (PT), desde seu primeiro governo, de tentar aniquilar moralmente os adversários, utilizando-se do aparato oficial. Está tudo descrito num livro definitivo, que clama por nova reedição: “Assassinato de reputações – Um Crime de Estado”, de Romeu Tuma Junior (ed. Topbooks, Rio, 557 pp, 2013). Ex-secretário Nacional de Justiça de 2007 a 2010, segundo governo Lula, o autor é filho do saudoso delegado Romeu Tuma, ex-diretor da Polícia Federal. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Delegado de carreira, Romeu Tuma Júnior ajudou a desvendar crimes como a morte do ex-prefeito petista de Santo André (SP) Celso Daniel,
Celso Daniel foi sequestrado e torturado com brutalidade que se vê empregada, hoje em dia, curiosamente, nos justiçamentos do PCC.
Até hoje há suspeitas, inclusive entre familiares, de que Celso Daniel pode ter sido vítima de queima de arquivo.
Diário do Poder
publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/09/livro-assassinato-de-reputacoes-expos.html
Frota e Nereu Crispim atuaram como informantes no gabinete paralelo de Moraes
REVISTAOESTE
Frota e Nereu Crispim atuaram como informantes no gabinete paralelo de Moraes
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
Mistério no STF: Fux vai absolver Bolsonaro?
DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE
Mistério no STF: Fux vai absolver Bolsonaro?
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
María Corina fala em 'venezuelização' em curso no Brasil e cita desmonte judicial operado por Maduro
REVISTAOESTE
María Corina fala em 'venezuelização' em curso no Brasil e cita desmonte judicial operado por Maduro
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
""Houve ordem para um massacre no 8/1" |
Cristina Graeml:
""Houve ordem para um massacre no 8/1"
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
FATOS de BOLSONARO vs. NARRATIVA do PT: em qual LADO você ESTÁ?
RUBINHONUNES/YOUTUBE
FATOS de BOLSONARO vs. NARRATIVA do PT: em qual LADO você ESTÁ?
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
VOCÊ ESTÁ PREPARADO??
RAULCANAL/INSTAGRAM
Mais um pouco de história para que não tropecemos no futuro. Preparados para mais possíveis 4 anos?
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
Lei Magnitsky e a democracia
Carlos Junior
O sentimento tem voto: como o sentimento de injustiça reflete na urna
João Loyola
A política é feita por ideias, mas vencida por sentimentos. Em uma democracia de massas, marcada por ciclos de polarização e comunicação instantânea, o que move o eleitor não é apenas a razão. É a percepção de justiça, de pertencimento, de reconhecimento ou de abandono. Por isso, o sentimento de injustiça, real ou induzido, tornou-se uma das forças mais poderosas nas urnas. Não importa se o Estado cresce ou se a economia melhora em termos macroeconômicos. Se o cidadão médio sente que é tratado de forma desigual diante da lei, que trabalha para sustentar privilégios ou que é deixado à margem enquanto a elite do funcionalismo público prospera, ele votará contra esse sistema, mesmo que não saiba articular isso em termos técnicos.
O Brasil é o terreno ideal para esse fenômeno. A carga tributária é regressiva, os serviços públicos são ineficientes e o sistema de justiça é frequentemente percebido como parcial, caro e leniente com os poderosos. A indignação com o sistema, no entanto, raramente se traduz em reformas estruturais. Ela se transforma em repúdio a candidatos tradicionais, em apoio a outsiders ou em abstenção. O resultado disso é a ascensão de figuras que encarnam esse ressentimento difuso, mas nem sempre têm capacidade ou intenção de enfrentá-lo pela raiz. Quando o discurso da injustiça é apropriado por populistas, a consequência pode ser a substituição de uma elite por outra, sem que o sentimento de desigualdade institucional desapareça.
Nas eleições de 2018, por exemplo, o antipetismo foi impulsionado não apenas por questões ideológicas ou econômicas, mas por um profundo sentimento de injustiça percebido durante e após os escândalos do Mensalão e da Lava Jato. A prisão de Lula em abril daquele ano e sua posterior liberação em 2019, somada à anulação de suas condenações em 2021 pelo Supremo Tribunal Federal, foi entendida por milhões como um retrocesso no combate à corrupção. Isso não apenas dividiu o país, como também reforçou a ideia de que a lei vale de formas diferentes dependendo do lado em que se está politicamente. Esse sentimento foi capitalizado por Jair Bolsonaro, cuja vitória nas urnas se deu, em grande parte, como um voto contra o que se percebia como um sistema corrompido e conivente com seus próprios membros.
Esse padrão se agravou com a judicialização da política. A percepção de que o Poder Judiciário age como agente político e não como árbitro imparcial reforça a ideia de que as regras não valem para todos. Casos como a cassação de deputados federais eleitos com ampla votação, como Deltan Dallagnol em 2023, ou a imposição de multas milionárias a influenciadores e parlamentares por manifestações políticas, reforçam, para muitos eleitores, a imagem de um Judiciário que atua seletivamente. Quando decisões judiciais interferem no jogo político sem transparência, o resultado é deslegitimar a autoridade das instituições, mesmo que os atos sejam formalmente legais.
O sentimento de traição política é outro exemplo concreto de como a percepção de injustiça mobiliza o voto. Parlamentares que foram eleitos na esteira do bolsonarismo em 2018 e depois romperam com essa base, como Joice Hasselmann e Alexandre Frota, experimentaram um colapso eleitoral em 2022. Ambos passaram de posições de destaque na mídia e no Congresso a candidaturas fracassadas, com votações residuais. A mensagem das urnas foi clara. Para o eleitor que votou com base em sentimento, a ruptura com a coerência simbólica equivale à traição, e o traidor, ainda que defenda medidas técnicas razoáveis, será punido politicamente. O voto não perdoa o desalinhamento emocional com a base que o elegeu.
A teoria da escolha pública ajuda a entender esse comportamento. Quando o cidadão percebe que a arena política é capturada por grupos de interesse que distorcem os incentivos institucionais em favor de si mesmos, sua reação natural é punir o sistema, mas, como o eleitor é racionalmente ignorante em relação a temas complexos, ele vota a partir de símbolos, narrativas e afetos. Assim, o voto se torna expressão de revolta moral. O resultado é um sistema eleitoral sensível não a propostas bem estruturadas, mas à capacidade de canalizar indignações.
Robert Nozick já advertia que a justiça não está na redistribuição arbitrária, mas na manutenção de processos legítimos. Quando esses processos são violados por decisões de Estado ou por normas feitas para proteger grupos específicos em detrimento da maioria, o cidadão percebe que não há justiça, mesmo que a Constituição diga o contrário – e onde não há justiça percebida, há ressentimento. Onde há ressentimento, há voto.
Essa lógica também se manifesta nas reações populares às benesses do alto funcionalismo público. A percepção de que juízes, procuradores e parlamentares mantêm auxílios como o auxílio moradia, o auxílio creche e aposentadorias integrais, enquanto milhões enfrentam filas no SUS, alta carga tributária e escolas precárias, aprofunda a revolta do pagador de impostos. Casos como o do orçamento secreto e os aumentos do fundo eleitoral para bilhões de reais em pleno ciclo de contenção social são percebidos como insultos ao esforço do cidadão comum. São narrativas que geram votos de protesto, não votos programáticos.
Em 2022, apesar da alta inflação, da pandemia e da crise fiscal, o então presidente Bolsonaro obteve mais de 58 milhões de votos, mesmo sendo demonizado por boa parte da imprensa. Isso revela que parte expressiva da população vota com base em identificação moral e não puramente econômica. A ideia de que ele está contra o sistema serve como válvula emocional para uma massa que sente que ninguém mais a representa. Por outro lado, a vitória de Lula no mesmo pleito, mesmo com seu passado jurídico controverso, também revela outra face desse sentimento: a do abandono social e do desejo de retorno à época em que programas como Bolsa Família eram percebidos como dignificação mínima da pobreza. Em ambos os casos, o sentimento sobrepôs-se à razão.
O cidadão que paga caro pelo serviço de saúde ou que precisa recorrer à escola privada mesmo sendo assalariado de classe média vê o sistema como um pacto de parasitismo institucional. Ele sente que trabalha para sustentar uma engrenagem que não o considera. Quando essa percepção se cristaliza, não há propaganda oficial ou slogan de estabilidade democrática que convença. A estabilidade que ele deseja não é do sistema, é da sua vida.
Esse mesmo sentimento foi catalisado com os desdobramentos do 8 de janeiro de 2023. Embora a invasão das sedes dos Três Poderes tenha sido um episódio condenável, as punições subsequentes foram interpretadas por grande parte da população como desproporcionais, especialmente quando comparadas à leniência do Judiciário em casos de vandalismo promovidos por grupos alinhados à esquerda em anos anteriores. A prisão de centenas de manifestantes, incluindo idosos e pessoas sem participação violenta comprovada, reforçou a ideia de que há dois sistemas de justiça no Brasil. A atuação direta de ministros do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes, com decisões que incluem censura prévia, bloqueio de contas e inquéritos sigilosos, transformou o STF não apenas em árbitro, mas em protagonista político.
Essa percepção já começa a se refletir na opinião pública. O Judiciário, que historicamente mantinha alta confiança institucional, viu seus índices despencarem. Essa erosão de credibilidade será um fator central nas eleições de 2026. Se o eleitor entender que há um poder agindo como partido, os votos tenderão a se alinhar contra tudo o que esse poder representa, mesmo que os candidatos não sejam tecnicamente preparados. Em democracias tensionadas, o sentimento sempre vence o argumento.
A eleição de 2026 não será uma disputa apenas entre planos de governo, mas entre visões antagônicas sobre o que é justiça e quem a representa. Será o julgamento, nas urnas, de tudo que foi construído ou desconstruído após 2018. Se o eleitor médio continuar sentindo que está fora do pacto institucional, escolherá quem atacar esse pacto, não quem deseja reformá-lo. O desafio, portanto, é reconstruir a confiança antes que a descrença total transforme o voto em ferramenta de ruptura definitiva.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-sentimento-tem-voto-como-o-sentimento-de-injustica-reflete-na-urna/
Descontrole fiscal do governo Lula trava queda dos juros e sufoca a economia
Brasil registrou queda nos empregos formais e alta recorde da inadimplência; economista fala em necessidade de equilíbrio das contas púbicas
O Brasil fechou julho com o ritmo mais fraco de geração de empregos desde a pandemia de 2020, em um cenário de perda de fôlego da economia. O desaquecimento é resultado não apenas do ciclo de aperto monetário do Banco Central (BC), mas principalmente da política fiscal desordenada do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, marcada por aumento de gastos e criação de despesas permanentes sem contrapartida de receitas.
Essa combinação amplia o déficit público e impede a redução dos juros. O BC declarou, na sexta-feira 29, que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$66,6 bilhões em julho de 2025, ante déficit de R$21,3 bilhões no mesmo mês de 2024.
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho, registrou saldo positivo de 129.775 novos contratos no mês passado. Apesar do avanço, o número representa queda de 32% nos empregos formais em relação a julho de 2024, quando haviam sido abertas 191.373 vagas.
Foi o pior desempenho para o mês em cinco anos, superado apenas pelo tombo de 2020, no auge da crise da covid-19, quando foram criados 108.476 postos. Enquanto o governo insiste em aumentar gastos com folha de pagamento e programas assistenciais sem ajuste fiscal, o resultado recai sobre famílias e empresas.
A inadimplência no crédito livre subiu de 6,3% em junho para 6,5% em julho, alcançando o maior nível desde maio de 2013 (6,6%), segundo relatório do BC divulgado em 27 de agosto. Entre empresas, os calotes chegaram ao ponto mais alto desde 2017. “A política de juros elevados, em geral, tem um efeito defasado no tempo”, afirma o economista Lucas Borges, especialista em private equity pela Harvard Business School.
“A economia funciona assim. No Brasil, o ciclo de aperto monetário iniciado há alguns anos só agora começa a impactar de forma mais intensa o mercado de trabalho e a capacidade de pagamento das famílias.”
Empresas que até então conseguiam contratar e manter dívidas em dia agora enfrentam juros mais pesados, consumo em retração e 01/09/2025, 07:52 Descontrole fiscal trava queda dos juros e sufoca economia https://revistaoeste.com/economia/descontrole-fiscal-do-governo-trava-queda-dos-juros-e-sufoca-a-economia/ 3/10 cautela na expansão.
“Este é um efeito esperado”, prossegue Borges. “Ocorre que o BC não atua instantaneamente sobre a economia, e os impactos sobre emprego e inadimplência tendem a aparecer com o tempo.”
Necessidade de equilíbrio fiscal
A necessidade de juros altos tem relação com as ações do governo, que mantém pressão sobre a política monetária ao sinalizar aumentos de gastos e ao adiar reformas estruturais, como a administrativa. Com menos confiança fiscal, os investidores exigem prêmios maiores para financiar a dívida pública, o que encarece o crédito e trava a retomada.
O enfraquecimento da atividade já havia aparecido em junho, quando a geração de empregos ficou novamente abaixo do registrado no ano anterior. Dois meses consecutivos de desaceleração reforçam que a fase de expansão começa a se inverter depois de um ciclo de resultados positivos.
Neste contexto, Borges recomenda cautela. “O cenário deve ser o de crescimento moderado, e com riscos de desaceleração mais acentuada, caso a combinação de juros altos e pressões externas persistir”, afirma.
“Espera-se que a inflação seja contida a médio prazo, mas o custo disso é o desaquecimento do mercado de trabalho e o aumento da inadimplência com famílias perdendo seu poder de compra.
Para retomar um ciclo mais vigoroso de expansão, o país precisa equilibrar políticas monetárias e fiscais, além de estimular investimentos privados.”
Revista Oeste
publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2025/09/descontrole-fiscal-do-governo-lula.html
""Houve ordem para um massacre no 8/1"
Cristina Graeml:
""Houve ordem para um massacre no 8/1"
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
Os cúmplices mais ordinários do sistema
LUISERNESTOLACOMBE/YOUTUBE
Os cúmplices mais ordinários do sistema
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTAO acordo secreto e diabólico de Moraes para destruir um senador
DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE
O acordo secreto e diabólico de Moraes para destruir um senador
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
LULA quer FORÇAR líderes a irem para CIDADE dominada pelo COMANDO VERMELHO!
RUBINHO NUNES/YOUTUBE
LULA quer FORÇAR líderes a irem para CIDADE dominada pelo COMANDO VERMELHO!
CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA
domingo, 31 de agosto de 2025
Os presidentes das casas legislativas fazem parte do consórcio
Lucas Berlanza
Motta e Alcolumbre demonstram que o Congresso não está omisso diante dos descalabros institucionais do país; ele é cúmplice.
Cinco segundos foram tudo de que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), julgou precisar para aprovar um requerimento de urgência para um projeto de lei. O leitor poderia imaginar que seria uma das pautas prioritárias para devolver o Brasil da juristocracia a uma condição mínima de normalidade democrática, tais como a anistia ou o fim do foro privilegiado.
Infelizmente, a urgência é do governo Lula: o PL 2.628/2022, que, sob o pretexto da proteção de crianças e adolescentes, estabelece que plataformas de mídias sociais sejam obrigadas a remover conteúdos considerados ofensivos imediatamente, mesmo sem ordem judicial, bem como cria uma “autoridade nacional” para realizar essa verificação (leia-se vigilância). A tal “autoridade” teria poder para suspender o funcionamento de redes sociais inteiras. Motta também pautou e conseguiu ver aprovado um projeto que cria 330 novos cargos comissionados para servirem aos interesses de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Um país com pessoas presas injustamente em condenações draconianas envolvendo violações de princípios basilares do Direito, em que a liberdade de expressão e manifestação está ameaçada por decisões arbitrárias e em que a prepotência autoritária dos membros da Suprema Corte arrasta toda a população ao receio do futuro diante de um estresse com a nação mais poderosa do mundo não pode estar de acordo com as prioridades de Hugo Motta. No entanto, a vontade dele prepondera, considerando os elevados poderes dos presidentes das casas legislativas, que detêm autoridade para definir o que será ou não discutido.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), caminha em sentido semelhante. Segundo senadores, ele havia dito que nem com 81 assinaturas pautaria o impeachment de Alexandre de Moraes — que, na minha opinião, expressa veementemente à época, já não deveria ser ministro do STF desde 2019, quando a revista Crusoé foi censurada por ele e Dias Toffoli. O hipotético número de 81 assinaturas de senadores, paradoxalmente, incluiria o próprio Alcolumbre, pelo que ele está sentenciando que mesmo que fosse a sua própria vontade, não daria sinal verde para a abertura do processo.
Diante de um aditamento ao pedido de impeachment protocolado pela oposição e desprezado por sua vontade monocrática, Alcolumbre vomitou groselhas como a de que “muitas vezes o ódio e as agressões estão tomando o lugar do amor” e de que precisamos de “paz” e deixar a disputa eleitoral para o ano que vem.
Hugo Motta e Davi Alcolumbre demonstram que o Congresso, ao contrário do que vínhamos dizendo há muito tempo, não está omisso diante dos descalabros institucionais que perturbam a nação. Ao menos através de suas duas principais autoridades, ele é cúmplice. Motta e Alcolumbre fazem parte do consórcio entre STF, governo Lula e setores da grande imprensa. Estão lá, eis o que é pior, com apoio da oposição brasileira, que ajudou a elegê-los para as presidências das casas alegando acreditar em falsas promessas, como a de que a anistia seria pautada e de que oposicionistas teriam vaga em comissões.
Durante o “recesso branco”, uma paralisação não oficial do Congresso, Motta nem quis permitir que as tais comissões pudessem se reunir. Em seguida, depois de representantes da oposição brasileira desmobilizarem a obstrução que estavam fazendo na Câmara alegando que um acordo para pautar os projetos prioritários havia sido firmado, não apenas fez Motta avançar em interesses do Executivo e do Judiciário como ameaçou punir os parlamentares oposicionistas.
Em um sistema liberal-democrático e representativo, existem freios e contrapesos estabelecidos entre os poderes. De acordo com a Constituição, o Legislativo é o poder responsável por punir autoridades judiciárias que extrapolem suas prerrogativas. Se o Legislativo não o faz, deve ser pressionado pela sociedade. Ocorre que, dentro do Legislativo, os presidentes das casas constituem um “poder” interno, capaz de fazer avançarem pautas ou paralisá-las indefinidamente. Quem pode criar dificuldades para eles são os próprios parlamentares. Seja pelo caminho da obstrução incondicional, seja pelo caminho da pressão por destituição das respectivas presidências, os deputados e senadores precisam mostrar aos presidentes das casas que o resgate da dinâmica democrática é inegociável — e que não se tolerará quem queira retardá-lo.
*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/os-presidentes-das-casas-legislativas-fazem-parte-do-consorcio/
Quando a toga autoriza a devassa
Lexum
A recente decisão do ministro da Suprema Corte brasileira determinando que um segurança examinasse o telefone celular de um advogado durante uma audiência, sob a justificativa de verificar se o ato estava sendo gravado, suscita grave preocupação.
Não se trata apenas de um incidente pontual. Estamos diante de um ato que desafia frontalmente princípios estruturantes do Estado Democrático de Direito, violando prerrogativas profissionais da advocacia, direitos fundamentais à intimidade e à privacidade, bem como garantias processuais historicamente conquistadas contra o arbítrio.
O artigo 7º, II e III, da Lei 8.906/1994 (Estatuto da Advocacia) assegura a inviolabilidade dos instrumentos de trabalho do advogado, de suas comunicações e de seus arquivos, ressalvadas apenas hipóteses excepcionais com ordem judicial devidamente fundamentada.
O episódio é simples de descrever e grave de compreender: em plena audiência, o ministro do Supremo Tribunal Federal determinou que um segurança “checasse” o telefone de um advogado para verificar se ele gravava o ato. A cena é didática — não de civilidade, mas de um Estado que, por instantes, esqueceu-se de que é democrático e de direito. Quando o esquecimento parte do topo da jurisdição, o recado que ecoa nas instâncias inferiores é perigoso: vale tudo.
Tal conduta pode, inclusive, configurar hipótese prevista no artigo 30 da Lei 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade), que tipifica como crime “invadir ou acessar dispositivo informático alheio, violando a intimidade ou a vida privada do investigado, acusado, vítima ou testemunha”.
A gravação de audiência por quem dela participa é lícita. Isso decorre da publicidade dos atos (artigo 93, IX, da Constituição da República Federativa do Brasil), da ampla defesa e do contraditório (artigo 5º, LV, CRFB), bem como a interpretação da jurisprudência consolidada dos Tribunais Superiores sobre a licitude de gravações feitas por um dos interlocutores.
O Judiciário grava; as partes podem gravar. Ponto.
Tratar a gravação como ilícito em potência — a ponto de mandar alguém vasculhar um celular — é censura prévia e inversão do ônus argumentativo: presume-se fraude onde há exercício regular de direito.
Além disso, tal ação pode implicar violação ao artigo 154-A do Código Penal, que pune a invasão de dispositivo informático com o fim de obter, adulterar ou destruir dados sem autorização do titular, e contrariar princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018), que exige base legal, finalidade específica e necessidade para o tratamento de dados pessoais.
Precedentes emanados do topo têm efeito pedagógico. O que hoje é um gesto “isolado” vira prática replicável em audiências pelo país. Segurança jurídica se constrói com regras claras e previsíveis, não com caprichos performáticos em sala de audiência.
E o pior: o advogado, que nem mesmo gravava a audiência, acabou se submetendo ao absurdo abuso franqueando a senha do seu aparelho. Certamente para não escalar a situação.
A mensagem correta seria a oposta: respeitem-se as prerrogativas, a publicidade e a defesa; controvérsias sobre gravação resolvem-se por meios processuais, não por revista de celular. É justamente para evitar arbitrariedades que a Lei 13.869/2019 pune autoridades que determinam medidas invasivas sem amparo legal e sem estrita observância do devido processo legal.
Quando a autoridade humilha direitos para “manter a ordem”, ela humilha a própria ordem constitucional. Revistar o celular de um advogado em audiência não é zelo; é abuso. Não é cuidado; é censura. Não é garantia de regularidade; é precedente de exceção.
Se a Suprema Corte é a guardiã da Constituição, a primeira guarda que se impõe é contra nossos próprios arroubos. É daí que começa — ou desaba — um Estado de Direito.
*Antonio Carlos Fonseca – Advogado, Sócio do Miranda Fonseca Advocacia, membro da Lexum.
publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/quando-a-toga-autoriza-a-devassa/
Os erros do passado voltam sempre que a memória é apagada
movimentolibertáriodobrasil/instagram
Os erros do passado voltam sempre que a memória é apagada — inflação, censura, ditadura, perseguições políticas e crises fabricadas pelo Estado.
Ignorar isso é aceitar o ciclo eterno de opressão.













.jpeg)









.jpeg)
.jpg)







.jpeg)


.jpeg)




.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)



