Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

"A estratégia da audácia de Guaidó para salvar a Venezuela",

por Vilma Gryzinski
    FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
“O papa? Quantas divisões ele tem?”. Esta é talvez a mais famosa frase de Stalin. Foi dita em tom sarcástico, em 1935, a Pierre Laval, ministro das Relações Exteriores da França, que passava o chapéu em todas as frentes, do Vaticano ao subserviente Partido Comunista Francês, para selar alianças contra o iminente perigo alemão.
Juan Guaidó não tem divisão nenhuma e pareceu enfraquecido depois da quase inexistente rebelião militar da terça-feira, encerrada com os poucos integrantes da Guarda Nacional pedindo asilo na embaixada brasileira e Leopoldo López, seu mentor, na embaixada da Espanha.
No dia seguinte, com voz rouca, falou à massa como se o que tivesse acontecido fosse pouca coisa: “Peço a todos os venezuelanos que continuemos agitados, fortes, altivos, com esperança, com confiança”.
“Hoje Maduro não tem o apoio das Forças Armadas”, disse num vídeo anterior, contra todas as evidências.
Como se estivesse acostumada a qualquer coisa, e talvez os anos de dureza tenham ativado a reserva de força que todos têm para os momentos de grande emergência, Lilian Tintori, a ex-campeã de kitesurfe e participante de reality shows transformada em leoa na defesa do marido, Leopoldo López, inspecionou sua casa revirada e saqueada enquanto estava com ele na embaixada da Espanha.
“Maduro mandou uns ladrões porque ele é um ladrão, um corrupto, um ditador, uma pessoa que que mantém destruído um país que passa fome.”
“O que ganharam com isso? As pessoas foram às ruas do mesmo jeito; querem mudança e a mudança virá; a usurpação já vai acabar.”
Palavras assim são importantes para lembrar que milhões e milhões de venezuelanos não estão acabados, perdidos, derrotados. Resistem com os meios que têm, desafiam a tirania e arriscam a própria vida.
Mesmo quando os adversários “zombam de nós e de nosso sofrimento”, segundo disse Guaidó.
Também valeria notar que o governo Trump não está perdido, sem opções, segundo uma peculiar teoria do momento.
Nem que declarações de contatos fracassados com altas autoridades do regime significam um reconhecimento de derrota. Só do nome de alguém como o poderoso Padrino, o chefe das Forças Armadas, ou de um juiz da Suprema Corte aparecer na lista já basta para criar, como dizem os médicos para preparar o espírito do paciente, um grande desconforto.
Desde o momento em que irrompeu estrondosamente na praça pública, real e virtual, declarando-se presidente interino com base na autoridade dada pela Assembleia Nacional, o congresso neutralizado pelo regime por ter maioria absoluta oposicionista, Guaidó optou pela audácia.
Segundo o Wall Street Journal, pouquíssimas pessoas sabiam da iniciativa, inclusive da oposição, para que “não estragassem tudo”. Alguns desceram do palanque improvisado e todos começaram a perguntar pelo WhatsApp que diabos, digamos, estava acontecendo.
Foi deixada a Guaidó a prerrogativa de tomar a decisão, apenas um dia antes, por causa dos “riscos que corria”, segundo Edgar Zambrano, vice dele na Assembleia Nacional, um dos poucos informados sobre o plano, comandando por Leopoldo López de casa, onde cumpria prisão domiciliar.
É claro que houve uma longa preparação de bastidores, sobretudo nos Estados Unidos, onde o governo Trump está apertando todos os parafusos da caixa de ferramentas para expelir Maduro e companhia pela via pacífica.
O sucesso de Guaidó com a massa e o concatenado reconhecimento diplomático que recebeu criaram o momentum certo, o impulso que parecia irresistível.
Com a ajuda de seus 2.000 generais e de aliados que parecem nome dos sujos e malvados – Rússia, China, Turquia e Irã –, Nicolás Maduro resistiu a manobras audaciosas como a autoproclamação de Guaidó, a frustrada tentativa de colocar ajuda humanitária através de fronteiras, saída e entrada no país de Guaidó sob proibição, a mobilização permanente e os acontecimentos dessa semana.
Em todas as ocasiões, sem vacilar, Juan Guaidó respondeu que era questão de tempo e só existia a via da persistência. Depois, em algum momento, dobrou a aposta.
“A primeira virtude de um soldado é suportar a fadiga, coragem é apenas a segunda”, dizia Napoleão, também eternamente associado ao comando “a audácia, sempre a audácia”, uma disposição tática que deveria ser precedida pelo minucioso planejamento estratégico.
A audácia de Guaidó vai ser compensada? Com o jogo se desenrolando, é difícil cravar.
Maduro saiu hoje em marcha triunfal, acompanhado de quatro mil militares, Vladimir Padrino ao lado. Parecia a marcha da vitória, mas é bom prestar a atenção a um vídeo postado por seis parentes do general, incluindo sua mãe, Carmen Oneida López.
“Você, como outros venezuelanos, sonhava com um país melhor e cresceu com um projeto que é evidente hoje que fracassou. Sabemos como é difícil estar em seu lugar. Mas você, meu amor, pode fazer isso e dar o valente passo de ficar ao lado do povo. Estamos falando porque nunca perdemos a esperança de ver você dar o passo correto”, apelou ela.
Já pensaram ouvir isso da mãe?
E qual mãe se orgulha mais do filho: a de Padrino ou a de Guaidó?
Adendo final: depois da invasão alemã, Pierre Laval ficou do lado errado da história e aderiu ao governo colaboracionista de Vichy, a cidade francesa onde o marechal Pétain pretendeu salvar a França através da submissão ao nazismo.
Foi executado por fuzilamento em 15 de outubro de 1945, depois de uma fracassada tentativa de suicídio.

Veja

























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Tribunal dos EUA decide que só Guaidó pode representar a Venezuela no país

Com EFE
A Corte de Apelações do Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, determinou na quarta-feira 1 que apenas Juan Guaidó,  autoproclamado presidente interino da Venezuela, pode ser representante legal do país sul-americano no território americano.
Na decisão, os juízes afirmaram estar apenas endossado a “decisão política” da Casa Branca, que apoiou a legitimidade do líder opositor em 23 de janeiro. Para eles, isso o tornou automaticamente reconhecido, inclusive judicialmente, pelas autoridades dos Estados Unidos.
“O governo que deve ser considerado como representante de um Estado estrangeiro em território americano é mais uma questão política do que judicial”, argumentou a Corte de Columbia, citando decisões anteriores que estabeleceram jurisprudência para o caso.
O advogado José Ignacio Hernández, designado como procurador especial para o caso por Guaidó, comemorou a decisão, tomada após um recurso apresentado por representantes legais do governo de Nicolás Maduro.

Os Estados Unidos foram um dos primeiros países do mundo a reconhecer Guaidó como presidente interino da Venezuela. Depois, outros países da região, entre eles o Brasil, seguiram o caminho da Casa Branca. Pelo menos 50 nações já declaram apoio ao líder da oposição, que comanda um enfrentamento ativo contra as forças de Maduro desde terça-feira 30.













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Essas são as principais diferenças entre socialismo e capitalismo

SPOTINICKS
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Traçar cenários no Brasil é complexo. Cuidado técnico é essencial, mas não é tudo,

 por Zeina Latif
                    FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Vamos assumir que o Brasil dar certo significa ao menos crescer em linha com o mundo, pouco acima de 3%. Seria um belo resultado, em termos per capita, acima de 2%, dado que a população cresce menos de 1%. Bem maior que a média observada desde o Plano Real, que foi pouco mais de 1%.
Como discutido adiante, esse parece um cenário improvável para os próximos anos. O crescimento será provavelmente mais modesto. Mas quanto? E este tanto será suficiente para promover um ambiente estável? O motivo dessa indagação é que o baixo crescimento tende a deixar o país fica mais vulnerável a acidentes de percurso, que também se tornam mais difíceis de serem superados. O cenário “meio do caminho” também guarda muitas incertezas.
Traçar cenários no Brasil é tarefa complexa. O cuidado técnico é essencial, mas não é tudo. A instabilidade da economia e a escassez de séries históricas longas são entrave. No passado recente, o intervencionismo estatal e a manipulação dos números fiscais do governo Dilma comprometeram a eficiência dos modelos de projeção.
Nos últimos anos, o quadro político ganhou protagonismo na construção de cenários econômicos. Isso porque, para voltar a crescer, o Brasil necessita urgentemente de reformas estruturais que dependem de aprovação no Congresso. Não fosse o quadro econômico tão frágil, não faria tanta diferença ter ou não um governo reformista, aqui entendido pela agenda proposta e a capacidade de execução.
As dificuldades não param por aí. É também importante analisar a reação da sociedade. O descontentamento com a economia e com os serviços públicos pode ser gatilho para protestos e greves, com implicações na política e na economia. Analistas econômicos cada vez mais precisam dialogar com os profissionais das demais ciências humanas. 
A depender de como terminaremos este ano, poderão ser tempos difíceis a partir de 2020. Não por incertezas sobre o comportamento das variáveis econômicas em 2019 – há poucas dúvidas de que será um ano de baixo crescimento e inflação bem comportada –, mas pelas sementes que serão plantadas, ou seja, pela agenda econômica a ser entregue e outras a serem encaminhadas para o País voltar a crescer.
Uma reforma da Previdência desidratada não irá gerar o devido alívio aos cofres públicos nas três esferas. Os serviços públicos, que tanto impactam o sentimento dos eleitores, irão piorar. O risco fiscal, que impacta o sentimento de investidores, continuará elevado, com risco de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal e da regra de ouro (impõe limites ao endividamento do governo federal) e de inviabilização da regra do teto (estabelece limites ao crescimento dos gastos públicos), regra esta que foi essencial para trazer a taxa de juros do Banco Central para níveis inéditos. Qual será o tamanho desta fatura? 
Como será o encaminhamento das demais reformas, já que a da Previdência, mesmo que não desidratada, não irá trazer crescimento de verdade? Os sinais não são bons, como o pouco alcance das medidas para melhorar o ambiente de negócios, o desconhecimento dos diagnósticos sobre o problema da educação e as trapalhadas na discussão sobre a reforma tributária, que insiste na tributação de transações econômicas, na contramão do recomendado.
Teremos, provavelmente, anos de crescimento modesto adiante. Será um cenário apenas desafiador ou de fato mais instável? Se por um lado, a classe política tem maior compreensão sobre a necessidade de reformas, por outro, o quadro econômico é muito frágil e a sociedade está mais exigente e vocal. Há muitas incertezas no radar e isso atrapalha os tomadores de decisão. 

Muitas manifestações do governo revelam compreensão superficial dos problemas. Podem agradar os eleitores fiéis, mas não serão suficientes para manter as ruas calmas e empresários e investidores confiantes.

O Estado de São Paulo































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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Temendo a reeleição de Bolsonaro, oposição assume querer destruir o Brasil - Alexandre Garcia

FOLHA DO BRASIL
                  FOTO ANDRADE JUNIOR
Temendo a reeleição de Bolsonaro, oposição assume querer destruir o Brasil - Alexandre Garcia

Ministro da Educação Demonstra Gentileza e Inteligência | Veja Essa Entrevista

DIREITA FORTALECIDA

Ministro da Educação Demonstra Gentileza e Inteligência | Veja Essa Entrevista


A esquerda caviar acaba de ser DESMASCARADA! |

 por Rubens Nunes

A esquerda caviar acaba de ser DESMASCARADA! | por Rubens Nunes CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO 


A MUITO BEM-VINDA MP DA LIBERDADE ECONÔMICA

PERCIVAL PUGGINA
A MP que "tira o Estado do cangote das pessoas" trata dos seguintes 17 tópicos:
1. Liberdade de burocracia: retira qualquer tipo de licença, incluindo alvará de funcionamento, sanitário e ambientais para atividades de baixo risco, independentemente do tamanho da empresa.
2. Liberdade de trabalhar e produzir: Limita as opções pelas quais o poder público e os sindicatos podem restringir horários de funcionamento do comércio, serviço e indústria. Somente se for para observar o sossego, por exemplo, não poderá mais ser limitado o horário de funcionamento. Todos os direitos trabalhistas estão mantidos em sua integralidade.
3. Liberdade de definir preços: impede que as leis sejam manipuladas de forma a diminuir a competição e o surgimento de novos modelos de negócios.
4. Liberdade contra arbitrariedades: impede que fiscais tratem dois cidadãos em situações similares de forma diferente, estabelecendo efeito vinculante e isonômico.
5. Liberdade de ser presumido de boa-fé: qualquer dúvida na interpretação no direito deve ser resolvida no sentido que mais respeita os contratos e os atos privados, aumentando a previsibilidade do direito e, consequentemente, a segurança jurídica no país.
6. Liberdade de modernizar: normas regulatórias que estejam desatualizadas terão um procedimento que afasta os efeitos de suas restrições para não prejudicar os cidadãos.
7. Liberdade de inovar: nenhuma licença poderá ser exigida enquanto a empresa estiver testando, desenvolvendo ou implementando um produto ou serviço que não tenham riscos elevados. Trata-se de uma imunidade burocrática para milhares de negócios.
8. Liberdade de pactuar: contratos empresariais não poderão ser alterados judicialmente, incluindo sobre normas de ordem pública, se entre as partes tiverem sido livremente pactuadas.
9. Liberdade de não ficar sem resposta: todo pedido de licença ou alvará terá que ter um tempo máximo, que, quando transcorrido, significará aprovação pelo silêncio.
10. Liberdade de digitalizar: todos os papéis poderão ser digitalizados e descartados, de acordo com melhores práticas o que deve diminuir os custos de empresas com armazenagem e compliance de obrigações.
11. Liberdade de crescer: CVM poderá retirar requerimentos para simplificar de imediato a carga burocrática pra Sociedades Anônimas, incluindo para o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. Empresas brasileiras não precisarão mais ir ao exterior fazer IPO.
12. Liberdade de empreender: decisões judiciais não poderão mais desconsiderar a personalidade jurídica sem demonstrar que esteja presente a má fé do empresário, devendo a jurisprudência do STJ ser aplicada para todos, inclusive para aqueles cidadãos que não têm condições de recorrer até os tribunais superiores para garantir a aplicação da interpretação consolidada.
13. Liberdade de redigir contratos com padrão internacional: decisões judiciais não poderão fazer revisões de contrato salvo em casos estritos e necessários.
14. Liberdade contra abusos: cria-se o abuso regulatório, situação em que o regulador passa dos limites permitidos pela lei para prejudicar o cidadão, gerando indevidas distorções econômicas.
15. Liberdade de regulação econômica: nenhuma nova regulação com grande impacto sobre a economia poderá ser editada sem análise de impacto regulatório.
16. Liberdade de regularização societária: as sociedades limitadas unipessoais passarão a ser regularizadas de fato na forma da lei.
17. Liberdade de riscos contratuais: será lícito, e sempre respeitado, o direito das partes pactuarem a alocação de riscos em decorrência de revisão contratual.
 
COMENTO
Como se vê, um importante conjunto de cadeados estão sendo abertos para destravar o nobre exercício da liberdade. Méritos ao presidente da República e ao Secretário Paulo Uebel, de Desburocratização e Gestão.

Caio Coppolla DETONA Paulinha e Fefito em debate sobre Paulo Freire

Felipe Ferreira - Jornalista
             FOTO ANDRADE JUNIOR
Ferreira faz análise de debate entre Caio Coppolla, Paulinha e Fefito no Morning Show da Jovem Pan: Jair Bolsonaro vai retirar título de patrono da educação brasileira de Paulo Freire. CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO... IMPERDÍVEL.
https://www.youtube.com/watch?v=dXcAWzg4ENg&t=545s


“Os traidores vão ver só”. Ainda resta esperança na Venezuela?,

por Vilma Gryzinski
      FOTO ANDRADE JUNIOR - CLUBE DO EXÉRCITO LAGO SUL
Com Leopoldo López na embaixada da Espanha e a dispersão dos poucos elementos da Guarda Nacional que haviam trocado de lado, a oposição venezuelana parecia fadada ao pior dos mundos: o de uma insurreição fracassada contra uma tirania.
Desentocado quando sentiu estar suficientemente seguro, Nicolás Maduro prometeu vingança e não existe nenhum motivo para não acreditar, dessa vez, na sua palavra.
Entre os traidores que “vão ver só”, é possível que esteja o general Christopher Figuera, o “homem dos cubanos”, chefe da Abin, centro de inteligência, controle, torturas e poder do regime.
Foram agentes da Abin que liberaram Leopoldo López da prisão domiciliar, com ou sem o assentimento de Figuera, frito em qualquer uma das hipóteses.
O carismático líder da oposição fez um percurso glorioso ao lado de seu protegido, Juan Guaidó. Durante umas poucas horas, o destino parecia estar ao lado deles e contra o infernal regime que mata o povo de fome.
Quando Leopoldo López foi para a embaixada do Chile e depois a da Espanha, com a mulher e a filhinha, a esperança de um fim rápido para o pesadelo venezuelano desmoronou.
O imperturbável Guaidó agora só tem as manifestações de hoje, mas numa situação nova e perigosa.
O apoio interno e internacional não garante mais o arriscado jogo que lhe permitia sair às ruas e até do país, enviar representantes às nações que o consideram presidente interino e se comportar como se tivesse, de fato, algum poder, fora o moral.
Se o regime se consolidar, como parece, o que fará com Juan Guaidó? A melhor saída para o madurismo seria se o líder oposicionista seguisse Leopoldo López e pedisse asilo numa embaixada amiga.
Solto, ele é uma encrenca. Preso, um problema maior ainda, mesmo sob a alegação de que comandou um golpe.
O direito à insurreição contra um regime tirânico é universal e os oposicionistas tomaram todos os cuidados para não parecer que era uma tentativa de golpe.
Mas os poucos tiros disparados pelos militares da Guarda Nacional que amarraram uma faixa azul no braço e aderiram ao movimento da oposição sustentarão uma repressão brutal.
Nenhum regime de força na América Latina caiu por pressão popular, como aconteceu no miraculoso desmantelamento do comunismo nos países da Europa Oriental.
São as altas patentes que avisam que o tempo acabou, do Paraguai de Alfredo Stroessner ao Peru de Alberto Fujimori.
A ruptura do general Figuera, que foi “sombra” de Hugo Chávez e se criou sob o total controle do regime cubano na estrutura de inteligência, deixou um recado importante, em toda sua obviedade.
Numa carta aos venezuelanos, disse que a insuportável deterioração do país o levou a uma conclusão: “Não se pode viver na miséria num país tão rico. Esta geração que está na infância crescerá com as sequelas da má alimentação e este dano é irreversível.”
Figuera foi substituído exatamente pelo general que estava na Abin antes dele, afastado depois da morte de um preso político.
Pobre Venezuela, pobres venezuelanos.

Veja
































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Farra com a grana do povo: Senado contrata mais 334 assessores

Ernesto Neves, Veja
                              FOTO ANDRADE JUNIOR - INVENÇÕES DA VINCI
Levantamento exclusivo feito Ranking dos Políticos mostra que o Senado continua a expandir seu quadro de funcionários.
Em março, em pleno debate da reforma da Previdência, a casa contratou 334 novos assessores.
Isso significa que, em apenas um mês, o Senado passou de 2.420 assessores para 2.754.
O maior cabide pertence ao excelentíssimo senador Izalci Lucas (PSDB-DF), com 74 assessores.
Em seguida, Renildes Bulhões (PROS-AL) tem 64 contratados.
Já Reguffe (Sem Partido-DF) possui o gabinete mais enxuto, com 9 assessores.
Em 2018, o custo total do Senado foi de R$ 4,4 bilhões.
Deste valor, 84% (R$ 3,7 bi) foram utilizados apenas para pagamentos de servidores.











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'Pompeia",

por Miranda Sá
“Saudade da justiça pura, imaculada. Aquela que não olha a quem nem o rabo de ninguém. A que não olha o bolso também” (Rui Barbosa)
Temos um exemplo histórico que lembra Pompeia Sula, a segunda esposa de Júlio César, viúvo de Cornélia, falecida no parto de um filho natimorto. Casaram-se em 67 a.C., quando ele voltou à Roma após servir como questor na Espanha.
No tempo em que se estudava História, aprendia-se que César foi o conquistador das Gálias e instalou a ditadura, assumindo depois como imperador de Roma. Quando imperava, Pompeia realizou em casa um festival em homenagem a Bona Dea (“boa deusa”), onde nenhum homem poderia participar.
Disfarçado de mulher, um jovem patrício, Públio Clódio Pulcro, participou do evento sendo preso e processado por sacrilégio. Mesmo sem evidência, correu o boato de que ele se chegava a Pompeia no intuito de seduzi-la. César, porém, perdoou-o e ele foi inocentado.
Mais tarde, debaixo da boataria que chegava até as classes inferiores, o Imperador se divorciou de Pompeia sob o argumento de que “minha esposa não pode alimentar dúvida, nem estar sob suspeita”. Assim, legou à posteridade o provérbio “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.
Os que me acompanham no Twitter sabem que respeito as opiniões divergentes, e como Voltaire, proponho-me a defender até a morte o direito alheio de expressá-las; mas adoto a tese de que “quem assume um cargo nos poderes da República não basta ser digno, mas deve assumir a dignidade”.
Isto vai do vereador, passando por todos cargos eletivos no Legislativo e no Executivo e ainda mais exigível aos magistrados das cortes superiores, de quem a sociedade espera que execute a justiça boa e perfeita, como os crentes esperam de Deus.
Vivemos, entretanto, uma época embaralhada. Lembro-me de que a ex-ministra do STJ Eliane Calmon, quando esteve na Corregedoria-Geral da Justiça Federal fez duras críticas ao STF, deixando o formigueiro corporativo da Justiça em polvorosa.
O então presidente do Supremo, o ex-ministro Cezar Peluso, tatuado pelo corporativismo, criticou a Ministra dizendo que tal declaração enlameava a honra dos magistrados…
Pela formação e índole, Peluso usou palavras corteses, deixando uma lição – ao meu modo de ver – que não repercute entre os seus sucessores catedráticos no plenário da Alta Corte de Justiça. Alguns não se preocupam com o aprendizado histórico preferindo cultuar a vaidade.
Um recente ataque, mais contundente do que o de Eliane Calmon, parte do ministro Luiz Roberto Barroso que em palestra na Universidade de Columbia (EUA), disse que o STF vive um momento de descrédito sob o ataque de grande parte da sociedade, porque alguns ministros atuam abertamente contra o combate à corrupção no País.
No ano passado, Barroso dissera que há gabinetes no Supremo “distribuindo senha para soltar corruptos”. Então foi recriminado, mas tudo ficou como dantes, com farta e repetitiva distribuição de alvarás de soltura para corruptos.
É triste constatar que mesmo diante dos protestos, temos togados insistindo na tentativa (inútil, numa Democracia) de divinizar suas personalidades. Blindam-se contra críticas, muitas vezes justas, e erguem altares que só convencem os sonhadores acadêmicos de Direito e (sempre) os advogados bajuladores que tiram proveito de relacionamentos suspeitos.
Infelizmente, nenhum instituto de pesquisa se atreve a fazer um levantamento sobre a avaliação popular da magistratura, particularmente dos togados; mas quem tem os pés no chão, anda de metrô ou ônibus, faz compras em supermercados, farmácias e hortifrútis, sabe muito bem.
O povo brasileiro, esclarecido pelas redes sociais, ainda não esqueceu a saga criminosa do juiz Lalau, nem o vergonhoso caso do juiz federal que após condenar um réu, foi flagrado dirigindo o carro de luxo dele, apreendido por sua ordem.
Esses exemplos foram ampliados agora com o atual presidente do STF, Dias Toffoli, promovendo repressão policialesca contra os seus críticos e atentando contra a liberdade de imprensa de forma totalitária e egocêntrica. Assim, rasga de vez a Constituição.
















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