Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O CUSTO DO VAIVÉM JUDICIAL

PERCIVAL PUGGINA
Em finais de junho, às vésperas do recesso do Poder Judiciário, o ministro Ricardo Lewandowski determinou, por medida liminar, a retirada da Companhia Energética de Alagoas (Ceal) do leilão de privatização de distribuidoras da Eletrobrás, previsto para ocorrer no dia 26 de julho. Como o Supremo Tribunal Federal (STF) só voltaria a funcionar normalmente em agosto, aquela foi mais uma das situações em que a decisão provisória de um único ministro determinou de forma definitiva o andamento do caso. Por vontade exclusiva do ministro Ricardo Lewandowski, a Ceal não foi leiloada.
Segundo o edital de venda, a distribuidora da Eletrobrás em Alagoas tem patrimônio líquido negativo de R$ 573,8 milhões, endividamento de R$ 1,46 bilhão e prejuízo acumulado nos últimos cinco anos de R$ 923,6 milhões. Eram esses dados que levaram a União a licitá-la pelo valor simbólico de R$ 50 mil.
No entanto, o governo de Alagoas ajuizou ação perante o STF alegando que teria direito a receber R$ 4 bilhões pela venda da Ceal. Apesar do irrealismo do pedido, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu a liminar impedindo a realização do leilão até que houvesse um acordo entre o governo estadual e a União. Além de acrescentar incertezas a um processo de privatização necessário, a decisão obrigava o contribuinte a seguir bancando dívidas bilionárias de uma estatal mal administrada.
Agora, o ministro Ricardo Lewandowski afirma que mudou de ideia e liberou o leilão da distribuidora. “À primeira vista, convenci-me da verossimilhança das alegações do Estado de Alagoas e da indispensabilidade da concessão da liminar para impedir que a Ceal fosse privatizada e com isso se consumasse o prejuízo do Estado”, diz o ministro Ricardo Lewandowski. “Todavia, após ter acesso às contestações dos réus, verifico ter razão a Procuradoria-Geral da República (PGR) quanto aos riscos de ‘aprofundamento dos prejuízos experimentados na operação de desestatização examinada’. Em outras palavras, convenci-me da existência de periculum in mora inverso, como sustentado pelo BNDES na contestação.” A decisão de agora ordena ainda a realização de uma perícia econômico-financeira para esclarecer a disputa entre a União e o governo de Alagoas.
Em circunstâncias muito excepcionais, a lei permite a concessão de uma liminar antes de ouvir a outra parte. Com este caso, fica claro o motivo para que uma medida assim seja tão excepcional. Decidir escutando apenas uma única parte é de imenso risco. O papel da Justiça é precisamente assegurar um espaço de debate e de contraditório, em que as partes possam apresentar seus argumentos e suas provas.
No caso do leilão da Ceal, o assunto é de especial gravidade, pois era de conhecimento público e notório a situação financeira da distribuidora. Era sabido que o adiamento da privatização acarretaria prejuízo aos cofres públicos, além de aumentar a insegurança jurídica.
A Justiça tem de ser parte da solução, e não agravar o problema, criando crises e impasses. Não é papel do STF e de seus membros realizar um juízo político sobre privatizações. Em junho, no mesmo dia em que suspendeu o leilão da Ceal, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu uma liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5.846 para impedir a venda de empresas controladas pelas estatais, exigindo o aval prévio do Legislativo. A decisão ainda proibiu a dispensa de licitação nos casos em que a venda envolva perda de controle acionário.
Proposta pelo PCdoB, a Adin 5.846 insurge-se contra o art. 29 da Lei das Estatais (Lei 13.303/2016), que dispensa as empresas públicas e sociedades de economia mista de realizarem licitação “na compra e venda de ações, de títulos de crédito e de dívida e de bens que produzam ou comercializem”. Segundo o ministro, tal artigo não está em conformidade com a Constituição e alterou monocraticamente o texto aprovado pelo Congresso. Seria muito oportuno que o ministro Ricardo Lewandowski percebesse que, também neste caso, ele se equivocou.

























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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

MEC terá secretaria para criar colégios cívico-militares, diz ministro

Jussara Soares, O Globo
O governo do novo presidente Jair Bolsonaro (PSL) terá uma secretaria especial para transformar escolas públicas em unidades de ensino cívico-militar. A medida foi anunciada nesta terça-feira, 1º de janeiro, pelo futuro ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, ao chegar ao Palácio do Planalto para a cerimônia de posse.

De acordo com o ministro, a indicação do responsável pela secretaria estará no Diário Oficial da União junto com todas as nomeações da pasta.


A criação das escolas militares foi uma promessa de campanha de Bolsonaro. Capitão da reserva do Exército, o novo presidente defende que pelo menos em cada capital haja uma escola militarizada.
— Os colégios militares hoje, no Brasil, representam um modelo que dá certo, que tem disciplina, que tem bom desempenho nos índices de valorização e avaliação. Então esse modelo de colégios cívico-militares, como já existem em alguns lugares, eu acho que é sistema é bom. As crianças gostam, as famílias gostam, por que não apoiar isso se está dando certo? — disse o novo ministro da Educação, nesta terça-feira.
Sem mencionar números, Vélez afirmou que implantação da gestão militar em escolas públicas não terá um alto custo para o Estado.
— Não é uma coisa que saia muito caro, não. Os modelos que já estão se desenvolvendo em alguns lugares partem de colégios já estabelecidos que pedem ajuda para uma gestão cívico-militar. Não é uma coisa que saia caro demais. Traz como benefício a disciplina, a possibilidade de as crianças terem uma orientação para uma educação de cidadania, que é muito importante — disse ele.













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"Rogando pragas: alguma dúvida sobre cobertura internacional?",

por Vilma Gryzinski
foto Andrade Junior
Deve existir alguma tecla nos computadores de jornalistas estrangeiros pela qual a palavra “Brasil” automaticamente é seguida de “Trump tropical”.
Se o uso de clichês fizesse mal à saúde, haveria uma epidemia de overdose na categoria. Além da repetição interminável, a cobertura dos grandes órgãos de imprensa agora se concentra em destacar tudo que pode – e vai – dar errado no novo governo brasileiro.
Alguns capricham no tom dramático. “Brasil: Jair Bolsonaro, posse sombria”, foi a manchete do Libération.
Brasileiro é tão bobinho, não? Apesar de todos os horrores descritos pelo jornal francês, para “75% deles, Jair Bolsonaro está no bom caminho”. Ao contrário, obviamente, dos ilustres professores consultados pelo jornal.
Um deles diz que Sérgio Moro, em lugar de provocar um continental suspiro de alívio e de segurança no combate à corrupção, servirá “para dar uma aparência legal a medidas incompatíveis com os direitos humanos”.
No Le Monde, a historiadora Armelle Anders diz que o “Mito” pode se dar mal diante de “realidades como o tamanho do déficit público” e bater de frente com um Congresso muito fragmentado.
São argumentos que até quem nem é historiador consegue captar. A correspondente do Le Monde considera que Bolsonaro “macaqueia a política externa de Trump”.
A posse, diz ela, não é uma “celebração da democracia”, outro clichê imbatível, mas “a vitória da extrema-direita, dos militares, do ceticismo climático e do liberalismo econômico”.
Apesar de todos esses horrores, o novo presidente “é esperado como um messias”. De novo, os brasileiros bobinhos.
Um detalhe: o Le Monde pediu desculpas duas vezes por uma repulsiva capa de sua revista semanal na qual Emmanuel Macron é retratado com tipologia, cores e estilo evocando à Alemanha hitlerista.
O jornal fez muito bem em se desculpar pelo absurdo, embora a certa altura tenha tentado empurrar a culpa para o construtivismo russo.
Mais ou menos da mesma linha de esquerda, o El País também está desolado: “Nem as ameaças de reduzir ao mínimo os direitos trabalhistas, ignorar a mudança climática, limitar os investimentos em cultura e deixar o país nas mãos do conservadorismo religioso frearam a vitória de Bolsonaro”.
Será que alguns brasileiros votaram nele exatamente por isso? O jornal espanhol não entra nesse campo. Mas chama Bolsonaro, entre outras coisas, de “encantador de serpentes”.
O jornal também acredita que o presidente encena gestos populistas, como comer pão com leite condensado. Será que, secretamente, Bolsonaro degusta trufas da Toscana, usa robe de chambre de seda e lê Joyce (James, não a deputada)?
O correspondente do El País, Tom Avendaño, voltou a Madri, depois de dois anos de uma cobertura crescentemente chocada (“As mulheres também votaram em Bolsonaro, apesar da rejeição feminista” e “Casamentos homossexuais como forma de resistência”).
Deixou uma mensagem encantadora para o colega Juan Arias. “Este país marciano, Juan, vai ficar nas minhas veias por muito tempo, porque aqui desconstruíram tudo o que eu dava por certo e voltaram a me construir, talvez melhor”.
Que bom seria se a vontade de entender e a capacidade de se espantar com as contradições brasileiras se estendessem à cobertura internacional, arrancando correspondentes dos nichos onde se trancam.
Ou, pelo menos, que aparecesse mais o senso de humor usado pela revista The Economist ao comentar que sua capa sobre a “ameaça Bolsonaro” ficou em primeiro lugar na lista das dez mais lidas do ano.
Nela, a revista instava os eleitores a resistir a Bolsonaro, “mas os brasileiros não deram ouvidos”.
E isso tudo antes de Michelle Bolsonaro usar na posse um vestido de ombros metade de fora, muito parecido com o Carolina Herrera que Meghan Markle usou ao estrear como duquesa de Sussex na sacada do palácio de Buckingham.
Ambas estavam lindas, mas adivinhem quem não vai gostar?
Veja











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"Bolsonaro diante da História",

 por Merval Pereira
O governo que se inicia hoje com a posse de Jair Bolsonaro na presidência da República, ao mesmo tempo em que confirma o mais longo período democrático ininterrupto no Brasil, também repete uma situação que se tornou comum no país, revelando a fragilidade dessa mesma democracia, ainda em progresso: Bolsonaro é o terceiro que recebe a faixa presidencial de um presidente que não foi eleito diretamente pelo voto popular.

Michel Temer, que passará a faixa a Bolsonaro, chegou à presidência da República devido ao impeachment de Dilma Rousseff, de quem foi vice por dois mandatos. Os outros foram Fernando Collor, que recebeu a faixa de José Sarney, vice que assumiu pela doença e morte de Tancredo Neves, e Fernando Henrique Cardoso, que a recebeu de Itamar Franco, vice que assumira o governo pelo impeachment de Collor.

Esses 33 anos contínuos de democracia brasileira, contados a partir da eleição indireta do civil Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 1985, encerrando 21 anos de ditadura militar, representam apenas cerca de um quarto de 129 anos da história republicana do país.

Depois da redemocratização, apenas dois presidentes eleitos pelo voto direto passaram a faixa presidencial para civis também eleitos pelo voto: Fernando Henrique e Lula. E apenas Lula fez o ciclo completo, transmitiu ao sucessor a faixa que recebera de outro civil, também eleito pelo voto direto.

Anteriormente, na chamada Quarta República, houve momentos de democracia que eram quebrados por golpes, apenas Juscelino Kubitscheck, eleito pelo voto direto, cumpriu o mandato integralmente e deu lugar a um sucessor também eleito diretamente. Dos oito presidentes eleitos pelo voto direto nas últimas décadas, quatro não terminaram seus mandatos: Getúlio Vargas, Jânio Quadros, Fernando Collor e Dilma Rousseff.  

O que mostra quão frágil é nossa democracia, comparada pelo político socialista João Mangabeira na Constituinte de 46 a "uma planta tenra, que exige todo cuidado para medrar e crescer". Uma metáfora criada há mais de 70 anos que permanece atual, se não estilisticamente, pelo menos na advertência que contém.

A quarta década de democracia ininterrupta no Brasil chega com esse regime político que, na frase famosa de Churchill é o pior com exceção de todos os demais, fortalecido pelos brasileiros em pesquisa Datafolha.

Em votação recorde, a maior desde 1989 quando se disputava a primeira eleição direta depois do regime militar, a democracia recebeu nada menos que 69% de aprovação, índice crescente na preferência dos eleitores, ao mesmo tempo em que os partidos políticos, canais da sociedade com o poder político, perderam a influência pelo descrédito.

Graças a esse fenômeno, turbinado pela emergência dos novos meios digitais de comunicação, tivemos uma eleição presidencial das mais radicalizadas, disputada por diversas correntes políticas, com excessos retóricos de todos os lados, e até mesmo um atentado à vida do candidato que se elegeu e toma posse hoje, cercado por um aparato de segurança jamais visto.

Justifica-se o esquema não apenas pelo nada retórico atentado, como também por diversas ameaças atuais detectadas pelo sistema de inteligência da presidência da República. A radicalização da campanha eleitoral continua, com o PT e o PSOL boicotando a posse, e o presidente eleito estimulando pelo twitter seus eleitores do núcleo mais duro com palavras de ordem que, se não são incoerentes com sua postura de candidato, não se coadunam com uma presidência que possa pacificar o país.  

Cabe a ele, Jair Bolsonaro, desanuviar o ambiente político e encaminhar o país para novos rumos, como a vontade majoritária do eleitorado quis.  Mas procurando conciliar as partes.

 Sem o que não superaremos nossos problemas, que são muitos e precisam ser atacados com uma dose de sacrifício da população que só será aceita se o interesse nacional estiver acima das disputas ideológicas vulgares.

O Globo






























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AGORA FALAMOS

por Ernesto Araújo, Chanceler brasileiro
“Estou muito preocupado porque ele falou muito em Deus”. Foi o que disse um conhecido comentarista político na TV, depois de ouvir o discurso da vitória do Presidente Jair Bolsonaro, na noite de 28 de outubro de 2018, quando as urnas lhe deram vitória por margem de 55 a 45 sobre o candidato marxista, Fernando Haddad.
Falar de Deus parece que preocupa as pessoas. Isto é triste. Mas o povo brasileiro não se incomoda. O governo Bolsonaro, ao qual sirvo como Ministro das Relações Exteriores, não liga para o que dizem os comentaristas ou para o que os incomoda: eles não entendem nada de quem Deus é, ou de quem o povo brasileiro é e quer ser. A preocupação deles é a de uma elite que está prestes a ser destituída. Eles têm medo porque não controlam mais o debate público, já não podem mais ditar os limites do que diz o presidente ou quem quer que seja. A última barreira foi rompida: nós agora podemos falar de Deus em público. Quem poderia imaginar uma coisa dessas?
Ao longo dos últimos anos o Brasil se havia transformado em um atoleiro de corrupção e desesperança. O fato de que o povo não falava em Deus e não trazia a sua fé à praça pública era certamente parte do problema. Agora que o presidente fala em Deus e expressa a sua fé de maneira profunda e sincera, é este o problema? Ao contrário: estou convencido de que a fé do Presidente Bolsonaro é instrumental e não acidental para sua vitória eleitoral e para a onda de mudança que está varrendo o Brasil.
O Brasil passa por um renascimento político e espiritual, e o aspecto espiritual desse fenômeno é determinante; o aspecto político é apenas uma consequência.
Durante um terço de século, o Brasil foi submetido a um sistema político composto de três partidos que agiam crescentemente em concerto. Somente agora se começa a perceber a forma e a extensão completa daquela dominação. Primeiro tivemos o Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que chegou ao poder depois que o regime estabelecido em 1964 (equivocadamente chamado de regime militar) pacificamente deixou o poder em 1985. Originalmente uma oposição de esquerda moderada ao regime (embora com infiltração da extrema esquerda) , o PMDB tomou as rédeas do governo, escreveu uma nova constituição, e tornou-se uma frente ampla para a velha oligarquia sob uma feição mais moderna e urbana, com preocupações sociais. Esse grupo veio a dominar a arte do favor político e da burocracia, estabelecendo-se como sustentação do sistema. A amplitude com que a burocracia é capaz de alocar recursos na economia brasileira – escolhendo vencedores e perdedores – sempre foi impressionante e durante esse período tornou-se um sistema de governança de pleno direito que sufocava completamente a economia.
Os anos 1990 assistiram à ascendência do Partido Social Democrata (PSDB), uma ramificação do PMDB com raízes na esquerda, mas mais bem arrumada, voltada aos eleitores ansiosos por estabilidade econômica depois de uma década e meia de má administração e hiperinflação. O PSDB remodelou-se como o partido do livre-mercado, ocultando parcialmente o seu verdadeiro caráter e sua agenda cultural esquerdista, e apoiado em sólidas políticas macroeconômicas tornou-se a força dominante entre 1994 e 2002, mantendo sempre os vínculos com as tradicionais facções político-burocráticas representadas pelo PMDB.
O terceiro ramo desse sistema emergiu no início dos anos 2000, com a ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT), um nome orwelliano, diga-se de passagem, pois trabalhadores raramente são vistos nesse partido comandado por intelectuais marxistas, ex-guerrilheiros de esquerda e membros da burocracia sindical. Depois da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (conhecido universalmente como Lula) em 2002, o PT – que durante anos se preparara para isso – rapidamente capturou e cooptou o esquema de poder PMDB-PSDB, mantendo o antigo sistema do “toma-lá-dá-cá”, gerenciado pelo PMDB, e as políticas de estabilidade, representadas pelo PSDB, aferrando-se muito mais firmemente ao poder que seus antecessores. O PMDB tornou-se sócio minoritário na coalizão do PT, enquanto o PSDB assumiu o papel de oposição dócil, participando das eleições presidenciais a cada quatro anos, com a tarefa de perder altivamente para o PT.
O PT assumiu o controle de todas as alavancas do poder burocrático, dominando a economia por meio de estatais e de bancos públicos de investimento, e criou um mecanismo completo de crime e corrupção. Praticamente todos os negócios, todos os políticos locais, todas as instituições culturais, esportivas e educacionais, quase todos, enfim, no Brasil, tinham sua sobrevivência condicionada pelo governo central à oferta de propinas, apoio político ou ambos. O modelo foi tão bem-sucedido que o PT começou a exportá-lo a outros países latino-americanos, tentando criar e consolidar uma rede de regimes corruptos de esquerda na região.
Ao mesmo tempo, a agenda de esquerda tomou a sociedade brasileira. A promoção da ideologia de gênero; o avivamento artificial de tensões raciais; a substituição dos pais pelo governo como provedor de “valores” para as crianças; a infiltração na mídia; o deslocamento do “centro” do debate para muito longe no campo da esquerda; a humilhação dos cristãos e a tomada da Igreja Católica pela ideologia marxista (e a conseqüente promoção do controle de natalidade); e assim por diante – esses foram os resultados das políticas do novo governo.
A dominação foi assim estabelecida sobre as instituições políticas, sobre a economia e sobre a cultura: um empreendimento plenamente totalitário. Esse empreendimento parecia indestrutível. O sistema aceitava debate apenas sobre como ser mais bem implementado. Havia algum debate sobre privatização, mas que nunca alcançava o núcleo do mecanismo da corrupção. (A supostamente grande onda de privatizações nos anos 1990, liderada pelo PSDB, deixou o Brasil com 418 estatais – nos EUA, são catorze – e uma economia totalmente dependente de financiamento governamental para quaisquer projetos de porte; o PSDB, porém, diligentemente cumpriu o papel de partido “neoliberal” que lhe foi designado pelo PT.)
Na política externa, o sistema entoou a ária globalista sem perder uma nota. Ajudou a transferir poder dos EUA e da aliança ocidental para a China; favoreceu o Irã; trabalhou incessantemente para levantar uma nova cortina de ferro socialista sobre a América Latina, favorecendo governos ou partidos de esquerda na Argentina, Venezuela, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, República Dominicana, Nicarágua, Honduras e, é claro, em Cuba. Tudo isso foi visto com bons olhos por Barack Obama, que raramente levantava um dedo para combater qualquer regime socialista ou islâmico em qualquer canto da Terra, e que descrevia Lula como “o cara”. Sim, Lula era o cara do globalismo, um cara que desperdiçou todos os recursos que assomaram ao Brasil durante o boom das commodities – centenas de bilhões de dólares – para ajudar ditaduras e enriquecer seu partido e a si próprio. O Brasil era, de fato, uma vitrine magnífica para o globalismo. Iniciando com um tradicional capitalismo de compadrio, oligárquico, no final dos anos 1980, o país passou por um falso liberalismo econômico nos anos 1990, até alcançar o globalismo sob o PT: o marxismo cultural governava por dentro um sistema aparentemente liberal e democrático, construído por meio de corrupção, intimidação e controle de pensamento.
Trata-se de um sistema tão entranhado que jamais se reformaria por si, apenas encontraria novas máscaras para estender seu domínio – isso foi o que diversas lideranças políticas não petistas tentaram fazer a cada quatro anos nas eleições. Mudanças reais poderiam vir apenas a partir de fora desse sistema, dos domínios intelectual e espiritual.
E então, o que quebrou o sistema? Olavo de Carvalho, a Operação Lava Jato e Jair Bolsonaro. Desde meados da década de 1990, paralelamente à ascensão de um regime ateísta corrupto (na época, ainda em formação), novas idéias estranhas começaram a circular nos livros e artigos de Olavo de Carvalho, um filósofo brasileiro, talvez a primeira pessoa no mundo a ver o globalismo como o resultado da globalização econômica, a entender seus propósitos impiedosos e a começar a pensar em como derrubá-lo. Por muitos anos, ele também foi a única pessoa no Brasil a usar a palavra “comunismo” para descrever a estratégia do PT e tudo o que estava acontecendo no país, em um tempo em que todos pensavam que o comunismo era apenas uma espécie de coletivismo que havia morrido com a União Soviética, cegos à sua sobrevivência em muitas outras formas, na cultura e nas "questões globais". Graças ao boom da internet, e especialmente à revolução da mídia social, as idéias de Olavo repentinamente começaram a percorrer todo o país, atingindo milhares de pessoas que tinham sido alimentadas apenas com os mantras oficiais. Essas idéias romperam todas as represas e convergiram com a postura corajosa do único político brasileiro verdadeiramente nacionalista dos últimos cem anos, Jair Bolsonaro, dando-lhe um nível totalmente inédito de apoio popular. O Brasil subitamente se redefiniu como um país conservador, antiglobalista e nacionalista. Ao mesmo tempo, a Operação Lava Jato, a investigação do esquema de corrupção do PT - talvez o maior empreendimento criminoso de todos os tempos - evoluiu e começou a lançar luz sobre as profundezas da tentativa petista de destruir o país e assumir o poder absoluto, desmoralizando toda a quadrilha e mandando seu líder para a cadeia.
Com um aceno de mão, a nação descartou décadas de doutrinação política e do politicamente correto e finalmente elegeu um líder que lidera e sabe para onde quer ir.
Mas a história, é claro, é muito mais complicada. Tudo conspirou contra esse renascimento nacional. Isso não deveria acontecer. Mas a cada passo, especialmente desde os grandes protestos contra tudo de 2013, eventos sociais, políticos e econômicos começaram a se encaixar misteriosamente. Denúncias, rupturas e alianças políticas, revelações de nova corrupção em lugares insuspeitos e milhares de outras peças foram de alguma forma reunidas. Elas entregaram ao país sua recém-adquirida liberdade - com toda a responsabilidade que isso envolve - na forma da vitória de Bolsonaro. Foi a divina providência que guiou o Brasil por todas essas etapas, reunindo as idéias de Olavo de Carvalho com a determinação e o patriotismo de Bolsonaro? Eu acho que sim.
Meus detratores me chamaram de louco por acreditar em Deus e por acreditar que Deus age na história - mas eu não me importo. Deus está de volta, e a nação está de volta: uma nação com Deus; Deus através da nação. No Brasil (pelo menos), o nacionalismo tornou-se o veículo da fé, a fé tornou-se a catalisadora do nacionalismo, e ambos desencadearam uma estimulante onda de liberdade e de novas possibilidades. Nós, brasileiros, estamos experimentando uma enorme ampliação da vida política - dentro da Constituição e fora do sistema estreito, materialista e estupidificante que nos dominou por muito tempo e ainda é tão poderoso em todo o mundo. Temos agora a escolha de sermos grandes, prósperos, poderosos e seguros, com liberdade de pensamento, de expressão, de empreendimento. Temos a opção de viver democraticamente - pela vontade do povo e não de acordo com uma coleção de frases vazias. Vivemos por muito tempo em um mundo nominalista, onde apenas aquelas palavras vazias existiam; vivemos por muito tempo frustrados pelo discurso globalista de esquerda. Agora podemos viver em um mundo onde os criminosos podem ser presos, onde pessoas de todos os estratos sociais podem ter as oportunidades que merecem e onde podemos nos orgulhar de nossos símbolos e praticar nossa fé. O sistema de controle psicológico está acabado, e isso não é nada menos que um milagre.
Tornou-se célebre a frase do porta-voz de Tony Blair, Alastair Campbell, sobre a Grã-Bretanha: "Nós não falamos de Deus" ("We don't do God"). Bem, no Brasil, agora falamos.






















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NADA SERÁ COMO ERA ANTES

por Osmar José de Barros Ribeiro
Uma grande e insofismável verdade: no Brasil, a forma de fazer política sofreu uma transformação radical com o resultado das últimas eleições. De pouco valeram os conciliábulos dos caciques partidários; o apoio a este ou aquele candidato negociado pelos e com os meios de comunicação; as previsões dos institutos de pesquisa, normalmente desmentidas pela realidade; os ataques desferidos por todos contra um único postulante e as tentativas de desqualifica-lo. Tudo deu em água de barrela.
Dizia-se, com uma convicção surgida sabe Deus de onde, que a Câmara e o Senado continuariam a ser feudo das oligarquias as quais, desde Cabral, dominavam o Congresso e punham o Executivo de joelhos. Ledo engano. Principalmente na Câmara dos Deputados, de bem pouco adiantaram os esforços dos senhores dos partidos e a renovação dos quadros se revelou com força insuspeitada. Assim, eis que as agremiações políticas, acostumadas a impor sua vontade, viram minguar as suas vagas.
No Brasil, em 2018, aconteceu um terremoto político. O movimento das placas tectônicas levou ao surgimento de uma nova e talvez decisiva mudança nos hábitos e costumes da política brasileira, ainda que muitos não acreditem e muito menos se deem conta de que está passando a época dos comentaristas politicamente engajados e dos "coronéis" que trocavam votos potenciais por cargos e outras benesses pouco republicanas.
Quem é o candidato vitorioso à Presidência da República? Em 1986, como Capitão da Arma de Artilharia e aluno da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), tornou-se conhecido por haver, numa entrevista à revista Veja, criticado os baixos vencimentos dos militares, sendo punido com quinze dias de prisão. Dois anos depois, transferido para a Reserva, foi eleito vereador no Estado do Rio de Janeiro. Desde 1990, ainda pelo mesmo Estado, elegeu-se, eleição após eleição, deputado federal. Considerado como pertencente ao "baixo clero", nunca deixou de se manifestar favoravelmente à Revolução de 1964 e de defender posições que os "politicamente corretos" consideram de direita e populistas.
Menosprezado, não poucas vezes insultado e até mesmo ridicularizado por alguns dos seus concorrentes, foi este o postulante que terminou eleito, com a maioria dos votos válidos, para a Presidência da República. E tal façanha foi alcançada sem o apoio de qualquer grande partido, sem recursos públicos e enfrentando, além de um atentado ainda não esclarecido, a aberta má vontade de grande parte dos meios de comunicação. Ainda hoje, já diplomado pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE), seus detratores não esmorecem. É a "velha política", ainda sonhando com tempos idos e vividos, cevada na troca de favores, tentando fazer com que o presidente eleito renda-se aos maus hábitos que prometeu erradicar. Assim, criticam as medidas anunciadas, desmerecem a escolha dos futuros ministros e secretários e buscam, até agora sem êxito, envolve-lo e a seus familiares em casos de corrupção, esse mal cuja erradicação dos negócios públicos foi uma das promessas do então candidato.
Salvo melhor juízo, a eleição de Jair Bolsonaro foi uma resposta da sociedade aos costumes perniciosos desenvolvidos pelas oligarquias políticas, cujo principal objetivo sempre foi a satisfação dos seus propósitos pessoais e/ou grupais. O sucesso, vencendo toda sorte de óbices, deveu-se às propostas apresentadas aos eleitores, predominantemente jovens, que viram nele o ressurgimento daqueles valores que fazem a grandeza de uma Nação.
Que não seja desmentida a esperança brasileira de que, doravante, nada será como antes.
















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O Brasil não é uma granja, babacas!

José Nêumanne Pinto
FOTO ANDRADE JUNIOR
A vaia em Roger Waters no Allianz Parque, em que o brasileiro mostrou que não se dispunha a babar ovo de esquerdinha estrangeiro, e a manifestação de paz, ordem e força dos cidadãos prepararam este ano que termina com a alianca espiritual, histórica e geopolitica com Israel, único Estado democrático do conflagrado Oriente Médio e a esquerda antissionista e nazistoide que vá enterrar os frangos que os ditadores árabes e grupos terroristas da simpatia de PT, PSOL, PCdoB e que tais ameaçam deixar de comprar. Democracia, justiça, paz e liberdade em 2019 e sempre. Clique no link abaixo e assista o vídeo -
https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=Tfk_WouSVTI


Folha e Datafolha tentam detonar Bolsonaro

TOMAZ FILHO
O Datafolha, que tem tanta credibilidade quanto Luiz Inácio Lula da Silva, seu bandido de estimação, diz que 61% dos brasileiros querem a proibição de posse de armas.

Segundo a Folha de São Paulo, que publicou a pesquisa, 'homens ricos, heterossexuais e eleitores do Bolsonaro lideram a defesa da posse de armas'.

Os levantamentos registrados pelo Datafolha têm chamado atenção pelos erros grosseiros ao longo de anos. 

Nada surpreendente, porque a Folha, desde o impeachment de Dilma 'trambique', ampliou a desconfiança dos leitores. E chegou ao cúmulo de realizar pesquisas para presidente da República com o nome de Lula.

Não seria o caso de perguntar aos eleitores se votariam em Beira Mar e em Marcola? 

Além de o chefe da organização criminosa ter sido condenado e preso, o Datafolha não teve a menor cerimônia em apontar o maior larápio da Lava Jato como provável ganhador das eleições presidenciais. 

E com larga vantagem.

Lula sequer foi candidato. Para infortúnio do ex-respeitável jornal dos Frias. 

O que o Datafolha quer dizer com 'homens ricos'?

Qual o parâmetro?

Ora, se juntarmos 'homens ricos, heterossexuais e eleitores do Bolsonaro' dificilmente esses segmentos não serão maioria.

Então, como 61% querem a proibição da posse de armas? 

Será que a Folha e o Datafolha consideram que gays já são em maior número do que os héteros? 

A pesquisa teria sido feita entre integrantes do 'Lula Livre'? 

A tentativa de desconstrução de Bolsonaro pelo grupo Folha remete ao desespero que tomou conta da empresa. 

A corrupção deslavada comandada por Lula não contemplou apenas políticos, empresários e gestores públicos.

Para que o Brasil seja efetivamente passado a limpo, é necessário que se faça um exame contundente dos 'benefícios' à mídia durante os 14 anos da bandalheira Lula-Dilma.

Em tempo: além da Folha, o Globo e a Veja tentam detonar Bolsonaro antes mesmo de ele subir a rampa do Palácio do Planalto.

















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