Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Folha e Datafolha tentam detonar Bolsonaro

TOMAZ FILHO
O Datafolha, que tem tanta credibilidade quanto Luiz Inácio Lula da Silva, seu bandido de estimação, diz que 61% dos brasileiros querem a proibição de posse de armas.

Segundo a Folha de São Paulo, que publicou a pesquisa, 'homens ricos, heterossexuais e eleitores do Bolsonaro lideram a defesa da posse de armas'.

Os levantamentos registrados pelo Datafolha têm chamado atenção pelos erros grosseiros ao longo de anos. 

Nada surpreendente, porque a Folha, desde o impeachment de Dilma 'trambique', ampliou a desconfiança dos leitores. E chegou ao cúmulo de realizar pesquisas para presidente da República com o nome de Lula.

Não seria o caso de perguntar aos eleitores se votariam em Beira Mar e em Marcola? 

Além de o chefe da organização criminosa ter sido condenado e preso, o Datafolha não teve a menor cerimônia em apontar o maior larápio da Lava Jato como provável ganhador das eleições presidenciais. 

E com larga vantagem.

Lula sequer foi candidato. Para infortúnio do ex-respeitável jornal dos Frias. 

O que o Datafolha quer dizer com 'homens ricos'?

Qual o parâmetro?

Ora, se juntarmos 'homens ricos, heterossexuais e eleitores do Bolsonaro' dificilmente esses segmentos não serão maioria.

Então, como 61% querem a proibição da posse de armas? 

Será que a Folha e o Datafolha consideram que gays já são em maior número do que os héteros? 

A pesquisa teria sido feita entre integrantes do 'Lula Livre'? 

A tentativa de desconstrução de Bolsonaro pelo grupo Folha remete ao desespero que tomou conta da empresa. 

A corrupção deslavada comandada por Lula não contemplou apenas políticos, empresários e gestores públicos.

Para que o Brasil seja efetivamente passado a limpo, é necessário que se faça um exame contundente dos 'benefícios' à mídia durante os 14 anos da bandalheira Lula-Dilma.

Em tempo: além da Folha, o Globo e a Veja tentam detonar Bolsonaro antes mesmo de ele subir a rampa do Palácio do Planalto.

















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CRIMES DO COMUNISMO CUBANO QUE A ESQUERDA NÃO CONTA

Percival Puggina
O que foi a Primavera Negra de Cuba. Uma história que acompanhei de perto e nunca lhe foi narrada.


PSL deve superar PT como maior bancada da Câmara dos Deputados

RADIO JOVEN PAN
PSL deve superar o PT como maior bancada da Câmara dos Deputados. Originalmente os petistas elegeram 56 parlamentares contra 52 do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, mas a cláusula de barreira deve mudar a composição das legendas.
“Mudança de partido político sem justa causa é aquilo que a lei diz que é infidelidade partidária, o que sujeita o deputado à cassação. Só que em 2017 o congresso aprovou uma emenda constitucional, que trata da cláusula de barreira, que não permitia a existência dos partidos que não atingissem uma cota mínima de número de votos e deputados eleitos. Mas a emenda constitucional autoriza expressamente que aquele candidato que foi eleito por aqueles partidos que não alcançaram em 2018 a cláusula de barreira podem mudar de partido político sem perder o mandato”, explica o advogado Alberto Rollo.
Dos 35 partidos brasileiros, 14 foram atingidos pela cláusula de barreira. Era necessário obter 1,5% dos votos válidos em 9 estados ou eleger 9 deputados distribuídos em 9 unidades da federação.
Rollo ressalta que agora restam dúvidas sobre o momento da mudança de partido: “Uma das dúvidas é saber em que momento o deputado pode mudar de partido. A emenda constitucional não fala isso. Outra coisa é que não fala se ela retroage e se aplica a vereadores. Existem consultas no TSE, que entra em recesso e só volta em fevereiro”.
O partido que não ultrapassou a cláusula de barreira fica sem fundo partidário e propagandas no rádio e na televisão. Estão nessa situação: Patriota, PHS, PC do B, PRP, Rede, PRTB, PMN, PTC, PPL, DC, PMB, PCB, PSTU e PCO.
No PSL a expectativa é por receber até 15 novos parlamentares. Mas o PT também busca atrair cadeiras da esquerda. Os deputados tomarão posse apenas em 1º de fevereiro.
A briga pela presidência da Câmara já começou logo após a eleição. Contudo, não necessariamente a maior bancada levará a chefia da mesa diretora da casa.














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Conheça as inacreditáveis finalistas do Concurso Piada do Ano de 2018

Carlos Newton
Não dá mais tempo, o ano de 2018 está terminando e a Comissão Julgadora, reunida neste sábado no Centro Cultural do restaurante Paz e Amor, em Ipanema, em meio a poucos comes e muitos bebes, começou a julgar a escolha da Piada do Ano. A última inscrição aceita, na chamada undécima hora, foi a decisão do ministro Raul Julgmann de determinar por decreto a redução do número de homicídios no país, uma piada jurídico-administrativa do maior nível.
Foi impressionante o grau de dificuldade para selecionar as finalistas entre as milhares de piadas inscritas. Exaustos, quase levados à loucura, os jurados já não sabiam mais o que beber ou comer para ganhar inspiração.
ALTA CRIATIVIDADE – Realmente, o elevado nível das anedotas concorrentes mostra a esplendorosa criatividade dos políticos e autoridades do país, que sabem acumular dívidas públicas e piadas impagáveis. Vejam algumas das finalistas:
Deputado petista diz que nova Constituição de Cuba reconhecerá propriedade privada”; “PT vai recorrer à Justiça para que Lula dê entrevistas na cadeia”; “Fachin diz que divergências na Segunda Turma são naturais”; “Câmara já tem mais de mil projetos em regime de urgência…”; “Temer diz que, assim como o técnico Tite, também vai se levantar”; “Irmão de Geddel pede à Câmara nova perícia nos R$ 51 milhões”.
Outras consideradas finalistas de altíssimo nível: “Lentidão do Supremo é culpa da PF e do Ministério Público…”; “Meirelles diz que não é candidato do governo nem do mercado…”; “Jair Bolsonaro agora diz que nunca defendeu intervenção militar”; “No plantão de domingo, Lula é solto duas vezes, mas fica preso”; “TSE diz que urna eletrônica brasileira é perfeita e imune a hackers”.
FORTES CONCORRENTES – Estão na disputa muitas outras concorrentes que merecem o troféu: “Pesquisa da CUT desmente todas as outras e elege Lula no 1º turno”; “PT vai pedir permissão para Lula gravar na prisão os vídeos de campanha”; “Marco Aurélio manda soltar todos os condenados em segunda instância”; “PT lança candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz 2019”; “Temer diz que só levará mágoa pelos ataques morais”; “Negociar a rendição de Battisti com a defesa dele mais parece uma Piada do Ano”.
Também se destacaram entre as finalistas as seguintes piada: “Toffoli solta Dirceu com habeas corpus que a defesa nem pediu”; “Temer diz que não se preocupa com processos e inquéritos”; “Propinas a Aécio e Perrela entregues em caixas de sabão… em pó”; “Lula depõe e diz que vai provar que o sítio de Atibaia não é dele”; “Rocha Loures diz que não sabia que havia dinheiro na mala…”; “Stedile quer retomar trabalho de base e sonha em libertar Lula”; “Temer sai da toca e se oferece para reformar a Previdência”; “Gleisi afirma que Haddad vai ganhar a eleição e libertar Lula”; “Vox Populi diz que Haddad já está encostando em Bolsonaro”.
PIADAS A MANCHEIAS – Os jurados disseram que a criatividade dos piadista merece um estudo acadêmico em termos sociais, políticos e patológicos. Vejam mais algumas finalistas: “Interventor militar devolve recursos que deveria utilizar contra o crime…”; “Haddad defende punição de petistas que enriquecem na política”; “Haddad ainda nem foi eleito e Gleisi já fala em indulto a Lula”; General Augusto Heleno culpa mídia por atentado a Bolsonaro”; “Haddad se lança candidato culpando “as zelites” do país”; Alckmin faz ofensiva para passar a ser o “candidato dos pobres”; “Haddad minimiza o papel de Lula em sua subida nas pesquisas”. “Dilma quer ser eleita para vai retomar seu veio humorístico”.
E as outras finalistas, também com muitas chances, são as seguintes: “Advogado insiste que a ordem da ONU para soltar Lula tem que ser cumprida”; “Meirelles ainda pensa que sua candidatura é apoiada por Temer”; “Fiz uso de caixa 2, mas não agi como corrupto”, alega Sérgio Cabral”; Toffoli quer acabar com os feriados exclusivos do Judiciário”; “Centrão vai mudar porque terei rigor ético, afirma Alckmin”; “Filha de Jefferson alega que PTB é alvo de perseguição judicial”; “Na cadeia, Lula ‘escreveu’ artigo para o Correio Braziliense”; “Maia anuncia que ‘desistiu’ da Presidência para apoiar Alckmin”; “Grupo de advogados pede a prisão de Moro e do diretor da PF”.

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P. S.
 – Na última hora, tentaram inscrever a piada de que “Objetivo de Netanyahu no Brasil é festejar o Réveillon em Copacabana e pedir forças a Yemanjá”, mas a inscrição não foi aceita, porque se trata de um segredo de Estado e é melhor deixar Bolsonaro pensar que o líder israelense veio realmente assistir à sua chatíssima posse em Brasília. Além disso, os jurados do concurso Piada do Ano ficaram com meio de represálias do Mossad, o temido serviço secreto de Israel. (C.N.)




































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Festival de Gelo e Neve de Harbin 2019

ANYPY
O maior festival anual de gelo do mundo será aberto em breve em uma cidade perto da fronteira entre a China e a Rússia. O Festival de Gelo e Neve de Harbin de 2019, realizado em Harbin, a "cidade do gelo" chinesa, irá surpreender os visitantes de mais de 2.000 esculturas em um fabuloso parque temático com temperaturas de menos 30 graus Celsius. Wonderland inclui castelos, palácios e seis escorregas de gelo gigantes, cada um com 320 metros de comprimento. Haverá concursos de escultura em gelo e neve, assim como uma cerimônia de casamento em grupo. O Festival de Gelo e Neve de Harbin 2019 começará no dia 5 de janeiro.



















REVISE AS NOTÍCIAS QUE SACUDIRAM 2018

MIRANDA SÁ
EMOÇÃO: A tragédia anunciada e interrompida pelo salvamento, o mundo acompanhou sentimentalmente a prisão, numa caverna inundada, dos adolescentes tailandeses.
DEMOCRACIA: As eleições presidenciais no Brasil registraram a derrota do ideologismo e da corrupção lulopetista, com entusiástica participação popular elegendo Jair Bolsonaro.
UNANIMIDADE: Sob aprovação nacional, o juiz paranaense Sérgio Moro, condutor da Lava-Jato, abandonou a magistratura para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no Governo Bolsonaro.
JUSTIÇA: O rasgar da Constituição por Ricardo Lewandowski e Renan Calheiros para favorecer Dilma no impeachment, foi desaprovado pelo povo mineiro, derrotando-a na eleição.
JUSTIÇA (2): O advogado paulista Dias Toffoli, ministro do STF, assumiu, por rodízio, a presidência do órgão, substituindo a colega Cármen Lúcia que ocupava o mandato.
SOBERANIA: Contrário a tudo que o narco-populismo representava, o presidente eleito Jair Bolsonaro indicou que pretende propor, via Itamaraty, mudanças ao Acordo de Paris.
CLIMA:  A Europa sofrendo secas e geadas intermitentes, incêndios florestais nos EUA, erupções vulcânicas e enchentes na Ásia, embaralham as dúvidas sobre a tese do aquecimento global.
PROMESSA: Conforme prometeu na campanha eleitoral, Bolsonaro anunciou um decreto para facilitar posse de arma a quem não tem antecedente criminal.
ABUSO: O médium João de Deus foi denunciado por violação sexual e estupro de vulnerável, e, embora negando os crimes, tornou-se réu e foi execrado pela Federação Espírita Brasileira.
PROPINA: Acusado de receber benesses da JBS, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, ficará afastado de cargo nomeado por Doria para se defender.
ESCRAVIDÃO: Graças às críticas de Jair Bolsonaro ao programa Mais Médicos, a ditadura cubana resolveu repatriar os 8600 médicos escravizados. Os primeiros a sair foram os policiais que os fiscalizavam.
IRRESPONSABILIDADE: Pela displicência na sua guarda e manutenção da UFRJ, o famoso Museu Nacional, inaugurado há 200 anos, foi quase inteiramente destruído por um incêndio.
RIO DE JANEIRO: A Lava Jato lavou o Rio de Janeiro como um tsunami, levando à prisão ex-governadores, parlamentares e juízes como resultado das investigações.
INSISTÊNCIA: Com mais de 50 pedidos de anulação do processo, habeas-corpus e outras filigranas chicanistas, o corrupto Lula da Silva, condenado em 2ª instância pelo TRF-4, continua preso.
MACONHA: 2018 representou a inusitada situação que é festejada pela indústria que surge para fornecer a cannabis legal em vários países.
CINEMA: Morreu aos 77 anos em Roma, o cineasta italiano Bernardo Bertolucci, dos clássicos “O Último Tango em Paris” e “O Último Imperador”.
CINEMA (2):  Morreu nos EUA aos 86 anos o cineasta tcheco Milos Forman, diretor de clássicos como “Um Estranho no Ninho”, “Amadeus” e “Hair”.
DITADURA: O regime totalitário de Maduro, na Venezuela, apoiado pelo PT e PCdoB no Brasil, levou o País por incompetência e corrupção a uma inflação de 10 milhões por cento.
LITERATURA: Faleceu ao apagar das luzes de 2018, o notável escritor israelense Amos Oz, cujo último romance “Judas”, já um best-seller mundial, trata de traição e reconciliação.
ESPORTE: Seleção francesa foi campeã da Copa do Mundo 2018; o time brasileiro sob o comando de Tite foi derrotado pela Bélgica nas quartas de final.
PAZ: O presidente norte-americano Donald Trump se encontrou com o líder da Coreia do Norte Kim Jong-Um dando um passo para a harmonia no concerto internacional.
COMÉRCIO – A disputa dos Estados Unidos com a China que poderia deflagrar uma guerra comercial sem precedentes também marcou o ano de 2018.
INFORMÁTICA: Foi chocante a revelação de um vazamento de dados de 87 milhões de pessoas coletados no Facebook, rompendo o respeito à privacidade dos usuários.
EUROPA: O acordo final do Brexit da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, com a EU, ainda não foi submetido à votação no Parlamento britânico.
CAMINHONEIROS: Revoltados com a política de reajustes diários de preços da Petrobras, motoristas de caminhão fizeram uma greve que durou dez dias e levou o Governo Temer às cordas.
COLETES AMARELOS: Convocada por redes sociais na França, uma onda de protestos tomou as ruas de Paris e do País vários finais de semana. Com a insistência, esmoreceu.
TERRORISMO: Temer decretou a extradição do terrorista e assassino italiano Cesare Batistti que fugiu sob a ameaça de prisão determinada por Luiz Fux, do STF.
MÚSICA: O cantor francês Charles Aznavour morreu aos 94 anos na França. Suas últimas apresentações públicas ocorreram poucos meses antes de sua morte.
MÚSICA (2): Vítima de um câncer no pâncreas morreu aos 76 anos, em Detroit, EUA, a cantora  Aretha Franklin eleita pela opinião pública como rainha do soul music.
SAMBA: A cantora carioca, conhecida como Dona Ivone Lara, que gravou as inesquecíveis canções como “Acreditar” e “Sonho Meu” morreu no Rio de Janeiro aos 96 anos.
PROGRESSO: A tradicional empresa aérea brasileira, Embraer, vai formar uma joint venture com a Boeing, que se tornará a maior do setor no mundo.
LIMPEZA: Surgiu e cresceu o movimento Escola Sem Partido, proposta para proibir professores a manifestar opiniões político-partidárias e questões de gênero em sala-de-aula.
FAKE NEWS: Uma guerra de informação pelo whatsapp nas eleições levou a Folha de São Paulo acusar a campanha de Bolsonaro de contratar empresas para produzir mentiras, mas eram os lulopetistas que faziam.
ONU: O diplomata ganês, Kofi Annan que foi secretário-geral da Organização das Nações Unidas entre 1997 e 2006, morreu aos 80 anos em Berna, na Suíça.















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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

"Muito além do desmanche",

por Cida Damasco
Começa nesta terça-feira um novo governo, cercado de muita expectativa e de muita incerteza sobre os rumos que Bolsonaro e suas tropas vão imprimir ao País. Que o presidente está mirando em vários alvos ao mesmo tempo, não há a menor dúvida. Às vésperas da posse, porta-vozes formais e informais do governo deixam “vazar” intenções que vão de propostas para a reforma da Previdência ao aumento do prazo de validade da carteira nacional de habilitação (CNH) – reforçando a imagem de um ativismo nem sempre efetivo que caracterizou os dois meses de transição.
Por enquanto, o documento divulgado na semana passada com o roteiro de Bolsonaro para o começo do mandato – ou seja, para os simbólicos 100 primeiros dias –, embora genérico, é o que há de mais estruturado nesse sentido. Pelo menos em termos de alguns princípios que devem reger 2019. Entre as palavras-chave que sobressaem nesse documento estão desregulamentação, desburocratização, simplificação e outras da mesma categoria. Tudo que muita gente quer ouvir, notadamente na área econômica e seu entorno. 
Conforme adiantou o novo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, nos primeiros 100 dias serão apresentadas 22 medidas, exatamente com o objetivo de destravar a máquina pública, selecionadas por Bolsonaro entre 50 sugestões recolhidas da equipe. Ou seja, se não houver mudança de rumo, a partir de 1.º de janeiro estaremos entrando num período de desmanche, nas palavras do vice-presidente Hamilton Mourão. Desmanche de peças que foram montadas ao longo de vários governos, algumas por sinal bastante danificadas. O que não se sabe é como elas serão restauradas ou substituídas. 
Sinais emitidos por integrantes de alguns ministérios já avançam nessa direção. É o caso clássico da reforma tributária com foco na simplificação, há bom tempo uma das prioridades dos setores empresariais e já encaminhada pelo governo Temer – embora os especialistas do superministério de Paulo Guedes indiquem que estão formatando novas propostas e farão “sua própria” reforma. 
Não é preciso ir muito longe para se constatar que medidas tributárias na linha da simplificação são de extrema necessidade. Cobram-se, no Brasil, pelo menos duas dezenas de impostos e contribuições – 13 federais, 3 estaduais e 4 municipais. A carga tributária representa praticamente um terço do PIB, repetindo proporção observada nos países mais ricos, onde parte substantiva do dinheiro arrecadado é redistribuída em forma de serviços essenciais para a população. Pior: a base dessa receita é de impostos indiretos, que recaem com mais peso sobre as faixas de menor renda. 
O emaranhado tributário é de tal ordem que a burocracia exigida apenas para pagar impostos nas empresas consome, em média, 474 horas por ano, segundo dados divulgados pela Receita Federal. E, como se pode imaginar, essa tarefa virou uma dor de cabeça crônica especialmente para as pequenas e médias empresas. 
Mas se a conveniência de uma simplificação tributária é consenso, o mesmo não se aplica a pelo menos outras duas propostas enquadradas na mesma classificação e recém-anunciadas por integrantes da equipe de Bolsonaro. São elas: licenciamento ambiental automático, defendido pelo presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, e dispensa da inspeção diária dos frigoríficos, plataforma da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O mínimo que se pode dizer a respeito dessas ideias é que são polêmicas. 
Nos dois casos, tudo indica que se trata de terapia inadequada para diagnósticos corretos. Não há dúvida de que a lentidão na emissão de licenciamento ambiental é causa de insegurança jurídica para empresas e, no extremo, um obstáculo a investimentos. Só um exemplo: para hidrelétricas, o processo leva, em média, nove anos – sendo quase seis anos depois da emissão da licença prévia, exigência para a participação nos leilões de energia. 
Os prazos variam, dependendo do tipo de empreendimento, mas o quadro de lentidão é o mesmo. Em relação à dispensa da vistoria diária dos frigoríficos, a razão também é clara, embora não seja explicitada: os recentes episódios de corrupção envolvendo empresas e órgãos públicos mostram, como rezam os ditos populares, que excessos de dificuldades acabam resultando na “venda” de facilidades. 
Tanto em um caso como em outro, os problemas apontados são graves, mas não justificam eliminar os controles e sim aprimorá-los. Desregulamentar, desburocratizar e simplificar não significam “deixar rolar”. Estabelecer essa fronteira é um dos grandes e incontáveis desafios para o presidente Bolsonaro e sua equipe. 
É JORNALISTA

O Estado de São Paulo



































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Mais trapaça da revista É-Porca

Olavo de Carvalho

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