Jornalista Andrade Junior

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Com o 'fica em casa, a economia a gente vê depois', saúde, educação e padrão de vida retrocederam 5 anos, diz ONU

 O Índice de Desenvolvimento Humano caiu por dois anos consecutivos pela primeira vez em 30 anos

Revista Oeste


A pandemia de covid-19, as medidas de lockdown e outras crises causaram um retrocesso de cinco anos no desenvolvimento da humanidade em saúde, educação e qualidade de vida, segundo um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quinta-feira, 8.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) caiu por dois anos seguidos — 2020 e 2021 — pela primeira vez desde sua criação, há 30 anos. O IDH mede a expectativa de vida, o nível de educação e qualidade de vida dos países.

Um fator que contribuiu consideravelmente para a recente queda do IDH foi a redução global da expectativa de vida, que passou de 73 anos em 2019 para 71,4 anos em 2021.

“Isso significa que morremos mais cedo, estamos menos educados e nossas rendas estão em queda”, disse o diretor do PNUD, Achim Steiner. “Apenas com esses três parâmetros, você pode ter uma ideia de por que tantas pessoas estão começando a se sentir desesperadas, frustradas, preocupadas com o futuro.”

Segundo o relatório, intitulado “Tempos incertos, vidas instáveis”, a queda consecutiva por dois anos foi “apagando as conquistas dos cinco anos anteriores”. Além da pandemia, o relatório cita como motivo do retrocesso crises políticas, econômicas e ambientais, sem especificá-las. 

A guerra na Ucrânia, em fevereiro deste ano, ainda está no relatório, que analisou os dados até 2021. Porém, disse Steiner, as consequências da invasão russa observadas na distribuição de alimentos e no fornecimento de energia trazem “perspectivas sombrias” para 2022.

“Nós já tivemos desastres antes. Já tivemos conflitos antes. Mas a confluência do que estamos enfrentando agora é um grande revés para o desenvolvimento humano”, afirmou o diretor do PNUD/ONU, acrescentando que o retrocesso afeta mais de 90% dos países do mundo.

Suíça, Noruega e Islândia permanecem no topo da lista de Desenvolvimento Humano, enquanto Sudão do Sul, Chade e Níger aparecem nos últimos lugares. E, enquanto alguns países começaram a recuperação da pandemia, muitas nações na América Latina, África, sul da Ásia e Caribe ainda não haviam se recuperado quando começou a guerra na Ucrânia.

O relatório da ONU apresenta sugestões para obter avanços no desenvolvimento humano, que incluem três áreas principais: investimentos em energia renovável e preparação para futuras pandemias, seguros para absorver os impactos e inovações para fortalecer a capacidade para lidar com futuras crises.














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