Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

-

CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Liberdade de expressão na mira: STF e a nova censura digital

  Lexum 


No julgamento sobre o Marco Civil da Internet, o ministro Alexandre de Moraes decidiu evocar John Stuart Mill. Fê-lo com ironia, desdém e uma autoconfiança típica de quem se vê rodeado por ignorantes. Repreendeu os defensores da liberdade de expressão que “deram um Google” e se sentiram cultos ao citar Mill. De forma performática, zombou das “frases de efeito” que circulam nas redes, da falta de leitura séria dos clássicos e, claro, da apropriação indevida do liberalismo. Aparentemente, no que toca à liberdade, apenas a toga sabe o que diz.


Mas eis o ponto desconfortável: o ministro, ao se dizer leitor de Mill, parece tê-lo compreendido menos do que os tais “internautas” apressados. E não por erro de citação, mas por inversão de essência. Ao tentar mobilizar On Liberty como fundamento para a limitação do discurso, Moraes atribui ao filósofo liberal uma doutrina que ele rejeitou explicitamente. O ministro não leu errado: leu contra – e usou Mill para negar Mill.


A base de seu raciocínio é o chamado “princípio do dano”. De acordo com o voto, Mill reconheceria a legitimidade de interferência estatal na liberdade de expressão quando a conduta influenciasse “de modo prejudicial os interesses dos outros”. A partir daí, conclui-se que a sociedade — leia-se o Estado — adquire “jurisdição” sobre tal conduta. A leitura é engenhosa, mas falsa, porque em On Liberty, o dano que autoriza a limitação da liberdade não é um desconforto difuso nem um abalo no sentimento coletivo, muito menos uma ofensa subjetiva ao interesse público. O dano, para Mill, é objetivo, mensurável, concreto — e excepcional.


Mill sabia, também, que a tirania não se esgota na força estatal. A pressão social, quando organizada sob a aparência do bem comum, é capaz de esmagar indivíduos com a mesma violência do poder formal. Por isso advertiu, com precisão cirúrgica:


“Há um limite à interferência legítima da opinião coletiva na independência individual; e encontrar esse limite, e protegê-lo contra transgressões, é tão indispensável para o bom estado das relações humanas como a proteção contra o despotismo político.”[1]


Essa advertência não é retórica — é estrutural. Está na base de tudo o que Mill escreveu sobre o poder. Não é difícil percebê-la na passagem inaugural de On Liberty, onde se estabelece com clareza a fronteira do poder legítimo da sociedade sobre o indivíduo: “o único fim para o qual as pessoas têm justificação, individual ou coletivamente, para interferir na liberdade de ação de outro, é a autoproteção.” [2] Mill reafirma essa regra ao longo de toda a obra. Não se trata de um poder interpretativo para proteger o sensível, mas de um critério estrito para conter o violento. O discurso, salvo quando for direta e imediatamente incitador de dano físico ou material, é protegido — mesmo quando errado, mesmo quando ofensivo, mesmo quando repulsivo.


Moraes, no entanto, descola a ideia de dano da noção de liberdade individual. Aproxima-a perigosamente da lógica do interesse social, da harmonia coletiva, da ordem comunicacional. Ocorre que essa é justamente a razão pela qual Mill escreveu On Liberty: para alertar que a opinião pública e os seus aparelhos estatais — inclusive o Judiciário — são os primeiros a violar a liberdade sob o pretexto do bem comum, e o fazem, quase sempre, com intenções nobres, com justificativas morais e com citações de autores que jamais os autorizaram.


O trecho utilizado pelo ministro — “tão logo que qualquer parte da conduta de alguém influencia de modo prejudicial os interesses de outros, a sociedade adquire jurisdição sobre tal conduta” — não trata de discurso, mas de conduta no sentido estrito. Não de uma ideia publicada num post, mas de um ato que, por si só, prejudica a esfera jurídica alheia. Mill não defendia a supressão de falas, mas a punição de atos. Não há nele autorização para censura prévia, remoção automática, nem intervenção hermenêutica do Estado sobre a linguagem do cidadão. O que há é o contrário: uma profunda desconfiança de todo poder que se arroga o direito de proteger o povo contra as próprias palavras.


Como bem diagnosticou Mill, o impulso regulador muitas vezes se mascara de moralidade pública, mas nasce do gosto pessoal da maioria dominante, que projeta seus próprios medos e desejos como normas universais:


“O princípio prático que os conduz às suas opiniões acerca da regulação da conduta humana é o sentimento na mente de cada pessoa de que todos deviam ser obrigados a agir como ela — e aqueles com quem simpatiza — gostaria que agissem. […] Sempre que há uma classe dominante, a moralidade do país resulta, em grande parte, dos interesses e do sentimento de superioridade desta classe.”[3]


A consequência é clara: quando a preferência pessoal da elite política se traveste de interesse coletivo, a liberdade se torna refém do arbítrio. O que se apresenta como proteção da sociedade é, muitas vezes, apenas o espelho dos valores de quem detém o poder de punir. Quando esse poder é exercido sob o pretexto de moralidade difusa — sem critérios objetivos, sem responsabilidade individual, sem limites textuais —, o Direito deixa de ser um sistema de contenção e passa a ser um instrumento de imposição cultural.


Na formação política brasileira, como demonstrado por Raymundo Faoro em Os Donos do Poder, o Direito não se consolidou como instância autônoma e racional, mas surgiu imerso na lógica patrimonial do poder, confundindo-se com a própria vontade do soberano. Já no modelo ibérico, “rendas e despesas se aplicam, sem discriminação normativa prévia, nos gastos de família ou em obras e serviços de utilidade geral”[4]. A norma, nesse quadro, não delimita: ela serve, ela reflete a estrutura de mando.


Essa lógica não foi superada com a modernização. Ao contrário, como Faoro explicitou no encerramento do livro, “o quadro administrativo, o estamento que, de aristocrático, se burocratiza progressivamente, em mudança de acomodação e não estrutural”[5], torna-se o centro de irradiação do poder. O domínio patrimonial, agora estatal, “apropria as oportunidades econômicas de desfrute dos bens, das concessões, dos cargos”[6], operando por meio do direito e da legalidade como linguagem funcional de um poder que não se submete a freios. O “caminho burocrático do estamento, em passos entremeados de compromissos e transações, não desfigura a realidade fundamental, impenetrável às mudanças”[7].


A consequência é a captura da linguagem jurídica por uma elite que não se limita a gerir o Estado — ela o incorpora, como extensão de seu próprio poder histórico. Como todo poder que se pretende absoluto, esse estamento não tolera o dissenso: precisa regular o discurso, domesticar a crítica, moldar a linguagem pública aos limites do aceitável. É nesse ponto que a liberdade de expressão deixa de ser um princípio abstrato e se revela como obstáculo real à hegemonia cultural.


Dito isso, o “mercado livre de ideias” que Moraes caricaturiza como dogma não lido é exatamente o coração do pensamento liberal. Mill sustenta que mesmo as ideias mais absurdas devem circular, pois a verdade não é um ponto imóvel, mas um processo dialético. A liberdade, diz ele, é a única condição sob a qual a inteligência pode se desenvolver. Silenciar opiniões não é apenas ferir direitos — é empobrecer o debate. Um juiz que decide o que pode ou não ser dito com base naquilo que lhe parece útil, perigoso ou sensato talvez esteja mais próximo do censor do que do intérprete.


Para além da deturpação do cerne da obra de Mill, o voto de Moraes contraria uma longa tradição de responsabilidade civil, da qual somos tributários. Desde os primórdios, as sociedades vêm buscando alcançar o convívio pacífico entre seus membros com base no que o gênio romano cunhou como neminem laedere, que consiste no dever genérico, imposto a cada um de nós, de não lesar outrem. Assim, sempre que fazemos o que não dispomos da faculdade de fazer, incorremos em conduta lesiva, pois afetamos, contra a vontade de alguém, o rol de seus direitos. É esse comprometimento coercitivo da esfera de liberdades alheias que se cunhou designar como ato ilícito, ensejador da obrigação de reparação dos respectivos danos.


Ao sustentar que ofensas no ambiente digital legitimariam a interferência estatal no âmbito de liberdade do pretenso ofensor, Moraes sofisma, lançando mão de uma premissa verdadeira para chegar a uma conclusão falsa. Sim, grosserias e denegrimento à reputação alheia podem gerar o dever de indenizar as partes lesadas. Desde que, porém, as condutas reprováveis venham a ser efetivamente praticadas, e que os ofendidos acionem o aparato judiciário em busca da reparação dos danos sofridos. Afinal, tanto a responsabilidade civil quanto a criminal só podem ser aferidas a posteriori, ou seja, após a prática dos ilícitos, que têm de ser apreciados mediante o devido processo legal, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa.


Na contramão das conquistas civilizacionais alcançadas pelos modernos Estados de Direito, a solução preconizada por Moraes reside na criação, para as plataformas, de obrigações não previstas em nossa legislação, de modo a torná-las repressoras de atos aprioristicamente julgados “ilícitos” pelo togado e por seus pares. Ao assim proceder, Moraes tutela não apenas os negócios das empresas, como também as deliberações dos supostos ofendidos por posts, que poderiam, por hipótese, até mesmo optar por não se insurgirem contra os pretensos ofensores. Afronta a autonomia da vontade individual, e deturpa o próprio conceito de lide, segundo o qual cabe tão somente ao prejudicado a prerrogativa de buscar os danos alegadamente incorridos, e ao judiciário, inerte por definição, o dever de citar o réu para resistir à pretensão formulada pelo autor.


O voto alexandrino toma as rédeas dos inúmeros conflitos espontaneamente gerados entre partes privadas, avocando, para Moraes, como agente público, uma prerrogativa indevida de rotular o que é certo ou errado, o que democrático ou não. Esvazia o espaço de discussão entre os litigantes acerca das condutas passíveis ou não de ensejarem responsabilidade civil e “estatiza” a questão, ditando suas próprias verdades e mentiras e sujeitando todos, plataformas e indivíduos, à sua cosmovisão.


Se Moraes fosse um magistrado de juizado especial, seus abusos poderiam ser diluídos em meio a outros julgados bem mais institucionais e reverentes aos princípios jurídicos, inclusive na seara da responsabilidade civil. Assustador, porém, é que o togado seja um membro da cúpula judiciária, cuja jurisprudência, ainda que distanciada da Constituição e dos princípios jurídicos de há muito consolidados, norteará decisões dos demais tribunais brasileiros.


No fim, o problema não está no uso do Google, mas no abuso da autoridade. Quando um ministro da Suprema Corte ironiza os defensores da liberdade e, ao mesmo tempo, distorce os fundamentos que os inspiram, não temos uma lição de leitura — temos um alerta institucional. Quem interpreta Stuart Mill desse modo é capaz de interpretar a Constituição de qualquer maneira. Não é Stuart Mill quem legitima esse modelo de controle; é a sua traição que o sustenta.


*Leonardo Corrêa – Advogado, LL.M pela University of Pennsylvania, sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, um dos Fundadores e Presidente da Lexum.


*Katia Magalhães – advogada formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e MBA em Direito da Concorrência e do Consumidor pela FGV-RJ, atuante nas áreas de propriedade intelectual e seguros, autora da Atualização do Tomo XVII do “Tratado de Direito Privado” de Pontes de Miranda, e criadora e realizadora do Canal Katia Magalhães Chá com Debate no You Tube.












PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/liberdade-de-expressao-na-mira-stf-e-a-nova-censura-digital/

DESMENTINDO OS ABSURDOS DA ESQUERDA

 CAROLDITONI/FACEBOOK 


ELES ACUSAM O AGRONEGOCIO PELA INCOMPETÊNCIA DELES



INVERSÃO DE VALORES DA JUSTIÇA BRASILEIRA (LEIA-SE MORAES E STF)

 JAIRMESSIASBOLSONARO/FACEBOOK


INVERSÃO DE VALORES DA JUSTIÇA BRASILEIRA, DIGO, MORAES E A TURMA  ATUAL DO STF



ESSE SIM FOI O GOLPE

 FACEBOOK


AQUI SIM ACONTECEU O GRANDE GOLPE





PRIORIDADE EM 26 SÃO OS SENADORES

 RODOLFONOGUEIRAMS/INSTAGRAM


PRIORIDADE EM 26 SERA FAZER A MAIORIA DE SENADORES



Lula quer dividir ainda mais o Brasil com o aumento das cotas raciais!

 conservadoresdorio/instagram


Lula quer dividir ainda mais o Brasil com o aumento das cotas raciais! Em vez de criar mais divisões, o que o Brasil precisa é de educação de qualidade para TODOS!



É ASSIM QUE SE ENCAMINHA PARA O COMUNISMO

 ESTÚDIO5ELEMENTO


ESTÃO ARMANDO TUDO PARA IMPLANTAR O COMUNISMO



Conflito Israel x Irã mostra o fracasso da ONU

 brasilparalelo/youtube

Conflito Israel x Irã mostra o fracasso da ONU

clique no link abaixo e assista

Moraes investiga advogados de Bolsonaro por obstrução!

 deltandallagnol/youtube


Moraes investiga advogados de Bolsonaro por obstrução!


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=WxiZDIHcGqY

O Brasil nas mãos do STF

 pavinatto/youtube


O Brasil nas mãos do STF


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=kFm8tTBJEog

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Crédito rural na mira: agro pode pagar a conta

 PATRICIAMEDEIROS/INSTITUTOLIBERAL


Você sabia que quase metade do crédito rural brasileiro pode ficar mais caro em 2026? A recente proposta do Governo Federal de tributar em 5% os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) — atualmente isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas — acendeu um alerta em todo o setor produtivo.


A medida, apresentada como alternativa ao aumento do IOF, promete impactos profundos no financiamento agrícola, no mercado imobiliário e, em última análise, no bolso do consumidor brasileiro.


Entendendo LCAs e LCIs: pilares do crédito privado para o agro e o imobiliário


As LCAs e LCIs são instrumentos de renda fixa emitidos por bancos para captar recursos destinados, respectivamente, ao financiamento do agronegócio e do setor imobiliário. O investidor empresta dinheiro ao banco, que, por lei, deve direcionar esses recursos para operações de crédito nesses setores.


O grande diferencial sempre foi a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, criada como incentivo para estimular o crédito privado e garantir recursos a segmentos estratégicos da economia nacional.


No caso do agronegócio, as LCAs se consolidaram como a principal fonte de financiamento privado. Dados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) mostram que, em abril de 2025, o estoque de LCAs somava R$ 559,9 bilhões, representando cerca de 43% dos recursos privados destinados ao crédito rural — que, por sua vez, já responde por 42% do financiamento da safra brasileira.


No primeiro trimestre de 2025, o estoque conjunto de LCIs e LCAs na B3 alcançou R$ 979,1 bilhões, com parcela significativa direcionada ao agro.


A proposta do governo: arrecadação sem corte de gastos


A proposta do Executivo prevê a taxação de 5% sobre os rendimentos de LCAs e LCIs, em substituição ao aumento do IOF, que enfrentou forte resistência no Congresso e no mercado financeiro.


A medida, que também inclui a elevação da tributação sobre apostas esportivas e outros instrumentos, busca compensar a perda de arrecadação sem mexer nas despesas públicas.


A cobrança do novo imposto, se aprovada, valerá a partir de 2026, respeitando o princípio da anualidade dos tributos. Importante: de acordo com a regra proposta, a taxação incidirá apenas sobre novas emissões de LCAs e LCIs realizadas a partir de janeiro de 2026, preservando os títulos já adquiridos até 31 de dezembro de 2025.


Impactos diretos: crédito mais caro, produção ameaçada e repasse ao consumidor


A tributação das LCAs e LCIs diminui sua atratividade para os investidores, que passam a exigir remuneração maior para compensar o novo imposto. Como consequência, os bancos terão mais dificuldade em captar recursos para financiar o agro e o setor imobiliário, pressionando o custo do crédito para produtores rurais, cooperativas e construtoras. O efeito em cadeia é claro:


Redução da captação: Menos recursos disponíveis para o crédito rural e imobiliário.

Aumento dos juros: Bancos repassam o custo adicional ao tomador final.

Risco para médios produtores e cooperativas: Segmentos mais dependentes do crédito privado sentem o impacto de forma mais aguda.

Alimentos e imóveis mais caros: O encarecimento do crédito pode pressionar os preços das commodities agrícolas e dos imóveis, afetando diretamente o consumidor final.

Segundo a consultoria Markestrat, o custo do financiamento rural pode subir entre 0,5 e 1,5 ponto percentual, dependendo do mix de prazos e modalidades de crédito, com impacto significativo no Plano Safra 2025/26.


Contradição institucional e insegurança para o mercado


A proposta de tributação vai na contramão de medidas recentes do próprio governo. Em maio, o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu o prazo mínimo de vencimento das LCAs e LCIs de nove para seis meses, justamente para ampliar a liquidez e fortalecer o financiamento dos setores agro e imobiliário.


Agora, ao propor a taxação, o governo sinaliza instabilidade regulatória, desestimulando investidores e desorganizando o mercado de capitais.


Além disso, a medida não apresenta critérios técnicos claros para a escolha dos títulos a serem tributados. Outros instrumentos de financiamento, como CDBs e debêntures incentivadas, permanecem isentos ou com regimes distintos, criando desequilíbrios e insegurança jurídica.


Críticas do setor e riscos para a competitividade brasileira


A Frente Parlamentar da Agropecuária, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e entidades do setor imobiliário manifestaram preocupação com a medida, destacando o risco de retração no crédito, aumento dos custos de produção e perda de competitividade internacional do Brasil.


Em um cenário de juros elevados e queda nos preços das commodities, penalizar o crédito privado pode comprometer a próxima safra e pressionar a inflação, além de afetar a segurança alimentar e o superávit comercial do país.


Medida arrecadatória, não estruturante: há alternativas?


Especialistas e representantes do setor produtivo criticam o foco exclusivo na arrecadação, sem revisão de despesas ou de privilégios fiscais em outros segmentos. A taxação das LCAs e LCIs não resolve o desequilíbrio estrutural das contas públicas e penaliza justamente quem sustenta a economia real — produtores rurais, cooperativas, construtoras e, ao fim, o consumidor brasileiro.


Como alternativas, entidades sugerem:


Manutenção da isenção para pessoas físicas, especialmente para LCAs e LCIs de menor valor;

Revisão das exigibilidades e prazos para tornar o crédito mais acessível;

Discussão ampla e transparente no Congresso, com participação ativa das frentes parlamentares e entidades representativas.

Conclusão: o agro não pode pagar essa conta 


A proposta de tributar LCAs e LCIs, apresentada como solução rápida para o ajuste fiscal, ameaça desorganizar o mercado de crédito rural e imobiliário, encarecer a produção de alimentos e imóveis e transferir o ônus para toda a sociedade.


O setor produtivo precisa se posicionar, defendendo políticas públicas coerentes, estáveis e que promovam o desenvolvimento sustentável do país.


Continuaremos atentos ao debate no Congresso Nacional e à mobilização das entidades do agro, do setor imobiliário e das cadeias produtivas em defesa de um ambiente regulatório previsível e favorável ao investimento.


*Patrícia Arantes de Paiva Medeiros é Diretora Executiva da Sociedade Rural Brasileira. Possui mestrado em Direito, Justiça e Impactos na Economia pelo Centro de Estudos em Direito Econômico e Social (CEDES) sobre competitividade no agronegócio. É autora do livro Análise Econômica do Agronegócio: competitividade no mercado agropecuário global. Pós-Graduada em Análise Econômica do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). LLM em Direito Empresarial pela FGV. Pós-graduação em Ética Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP). Advogada especializada em agronegócio. Conselheira na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) nas câmaras de agronegócio e de alimentos e bebidas.




















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/credito-rural-na-mira-agro-pode-pagar-a-conta/

ESQUERDA NÃO AGUENTA A VERDADE

 MARIANALESCANO/FACEBOOK


PROCUROU O MP PORQUE NÃO AGUENTOU A VERDADE. ASSIM É A ESQUERDA



MENTEM TANTO QUE SEQUER SABEM

 SARGENTOALMEIDAPARANA/INSTAGRAM



MENTEM TANTO QUE SEQUER SABEM 



estratégia antiga ensinada por Antonio Gramsci

 tehayashi/instagram


A infiltração nas instituições do país (universidades, justiça, segurança pública, etc) não é acaso. É uma estratégia antiga, ensinada por Antonio Gramsci: ocupar os espaços de influência para transformar a sociedade por dentro.



A importância dos Estados Unidos na guerra Israel x Irã

 BRASILPARALELO/YOUTUBE


A importância dos Estados Unidos na guerra Israel x Irã


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=2mTfaPVm5pg

Você não vai acreditar nos 5 absurdos de Gilmar em entrevista: “STF é contra censura”

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


Você não vai acreditar nos 5 absurdos de Gilmar em entrevista: “STF é contra censura” 


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=HZqf1yzAdlY

Gritar “Lula ladrão” agora dá cadeia? / PENSAÍ

pensaí/gazetadopovo/PAULOPOLZONOFFJR


Gritar “Lula ladrão” agora dá cadeia? 


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=drMMLwgnKwg

Maquiagem de LUXO paga com SEU IMPOSTO para ERIKA HILTON

 rubinhonunes/youtube


Maquiagem de LUXO paga com SEU IMPOSTO para ERIKA HILTON


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=nM2t6Jyt_bM

os 3 pilares que deveriam unir o Brasil

 estudio5elemento/instagram


Já assistiu o Puxando o Fio? Aldo Rebelo, convidado especial dessa semana, fala sobre os 3 pilares que deveriam unir o Brasil: Retomada econômica, redução de desigualdades e defesa da democracia – com cada um no seu quadrado. 



CAOS TOTAL???

TUTTI.WOLF/INSTAGRAM

 

 


AERONAVES DA FAB SEM COMBUSTÍVEL???


 

NÃO SE DEIXE ENGANAR...GOVERNADOR ENGANADOR...

 DEPUTADOPROF.CLAUDIOBRANCHIERI/FACEBOOK


GOVERNADOR ENGANADOR



terça-feira, 24 de junho de 2025

Concessões privadas e a preservação ambiental

 HELIOSECCO/INSTITUTOLIBERAL


Doutor em ciências ambientais, Helio Secco afirma que a conservação de espaços públicos não deve ser tratada de maneira ideológica.


A que se devem os recentes ataques sistemáticos à participação privada em projetos relacionados à preservação ambiental e urbana e ao ecoturismo no interior de propriedades públicas no Rio de Janeiro?


Vários formadores de opinião, muitos deles bem relacionados com representantes de correntes de pensamento “à esquerda”, estão reagindo a um processo edificante de envolvimento de empresas na modernização de parques e áreas verdes distribuídos em território nacional e que, vagarosamente, começa a desabrochar na Cidade Maravilhosa de outrora.


A antiga capital do país, que já teve seus tempos de inovar, quebrar paradigmas e inspirar o restante do Brasil, agora sofre para viabilizar algo que já se consolidou com diferentes modelos bem-sucedidos de serviços de concessões privadas no interior de parques naturais (bilheteria, hospedagem, alimentação, loja de souvenirs, passeios, esportes e experiências em contato com a natureza) em diferentes países como EUA, Chile, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, bem como em várias cidades de nosso Estado vizinho, São Paulo.


Os moradores dos arredores de parques e áreas verdes públicas do Rio de Janeiro conhecem a realidade física, visual e incontestável da completa falência do modelo exclusivamente estatal que foi praticado até hoje.


Muitos desses espaços mal possuem placas de sinalização e lixeiras, quanto mais alguma estrutura provedora de segurança. Basta dar um pulo no Parque Orlando Leite, em Cascadura, no Pinto Teles, em Vila Valqueire, ou até mesmo em um localizado na Zona Sul, como, por exemplo, o Garota de Ipanema.


Eu pergunto: o Rio de Janeiro irá se sabotar, indo na contramão do que vem dando certo em tantos lugares? Não seremos capazes de conjugar aspectos sociais, econômicos e ambientais em equilíbrio, em busca de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável?


A resposta para evitar que isso aconteça passa pelo Projeto de Emenda à Lei Orgânica 22/2023, proposto pelo vereador Pedro Duarte, que inclui a autorização da concessão ou cessão das áreas verdes no regimento municipal.


Vejo a proposta com bons olhos, pois é condizente com práticas modernas e eficientes nesse tema ao redor do mundo, se inspira no que já foi realizado exitosamente em outras cidades brasileiras e possibilita a abertura de uma grande cadeia de negócios diretos e indiretos a partir da segurança jurídica para o estabelecimento de concessões em áreas verdes, conforme diretrizes estabelecidas pelo poder público concedente.


Entre elas, incluem-se serviços oferecidos pela iniciativa privada em parques e também propriedades públicas atualmente degradadas e subutilizadas. Estas poderiam ser concedidas para implementação de projetos de reflorestamento e monetização via créditos de carbono, em vista da inevitável regulamentação nacional deste mercado que vem crescendo mundialmente.


A implementação de contratos de concessão, além de oportunizar emprego e renda, garante recursos financeiros para o próprio poder público concedente aplicar em políticas públicas, e também fortalece a fiscalização e segurança territorial dessas áreas que sofrem com a ausência ou ineficiência governamental históricas.


Para a maioria dos críticos dessa iniciativa, parece haver uma crise associada à perda de exclusividade da “virtude ambientalista”, quando apontavam a si mesmos como a solução para colocar o meio ambiente no centro das atenções, viabilizar investimentos financeiros oriundos dos combalidos cofres públicos e assim serem os supostos guardiões da preservação ambiental.


A realidade dos tempos atuais os torna despidos de sua cativante fantasia verde que seguiu em alta por muitos carnavais, revelando-se obsoleta pela nova realidade de mundo e sociedade.


Neste mundo de hoje, a racionalidade do discurso ambiental ganha cada vez mais espaço em função do mecanismo em que benefícios propiciados por uma floresta preservada justificam a remuneração àqueles que contribuem para mantê-la de pé ou que a preservam até mesmo por terem na floresta sua própria razão de existir enquanto usufruto financeiro.


*Helio Secco é doutor em ciências ambientais, diretor técnico da Falco Ambiental e analista do Instituto Liberal.


*Artigo publicado originalmente na Revista Oeste.









PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/ecologia/concessoes-privadas-e-a-preservacao-ambiental/



Estamos sustentando um Estado gigante… para colher miséria?

 Og Leme


Uma das mais preciosas lições da história nos ensina que a prosperidade dos povos depende sobretudo da existência de instituições capazes de tornar eficazes os direitos humanos e de criar uma atmosfera social de confiança recíproca entre as pessoas, de modo a minimizar a imprevisibilidade bem-sucedida; vale a palavra dada, o contrato livremente pactuado entre os agentes econômicos, e o sistema judiciário é eficaz.


Se contrastarmos a realidade brasileira com a ordem ideal descrita no parágrafo anterior, não escapamos da desoladora conclusão de que ainda estamos muito longe do nível de prosperidade e bem-estar que desejamos e de fato poderíamos conseguir. Continuamos atolados na “maldição” do país do futuro que tem tudo para dar certo, menos as instituições e o comportamento das pessoas…


A vocação para o mal é atributo humano e não há como eliminá-la; o que se pode fazer é diminuir o seu dano social potencial, limitando os poderes delegados às autoridades.


É lamentável, mas não se pode deixar de reconhecer que nosso país passa por grave crise de desorganização social, com a presença de todos as manifestações clássicas de patologia.


Razão para desespero? Não, razão para esperança. Esperança de que a continuação do agravamento da crise em que nos encontramos nos leve a repensar o papel do setor público e do processo político, e o consequente resgate das duas grandes instituições que vêm sendo degradadas no Brasil: o Estado de Direito e a Economia de Mercado.


É indispensável que nos lembremos sempre de que a vocação para o mal é atributo humano e não há como eliminá-la; o que se pode fazer é diminuir o seu dano social potencial, limitando os poderes delegados às autoridades que detêm os poderes coercitivos do Estado. O Estado mínimo minimiza a corrupção. E é o que se pode fazer, pois acabar com ela parece impossível.


*Artigo publicado originalmente com o título “Por que precisamos de um Estado mínimo?”.
















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/teoria-economica/estamos-sustentando-um-estado-gigante-para-colher-miseria/

“Mortezinha”: A fala infeliz de Eliane Cantanhêde e o duplo padrão da imprensa / PENSAÍ

 PENSAÍ/PAULOPOLZONOFFJR/GAZETADOPOVO


“Mortezinha”: A fala infeliz de Eliane Cantanhêde e o duplo padrão da imprensa


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=ujsph5UFG1Q

O EXTERMINADOR DO FUTURO

 DEPUTADOPROFCLAUDIOBRANCHIERI/INSTAGRAM


LULA, O EXTERMINADOR DO FUTURO




EM GOIÁS NÃO TEM LUGAR PARA BANDIDO

 RONALDOCAIADO/INSTAGRAM



RONALDO CAIADO "BANDIDO NÃO MANDA EM NADA NO ESTADO DE GOIÁS"



CRIMINALIZAÇÃO DA OPOSIÇÃO

 DEPUTADOPRFCLAUDIOBRANCHIERI


CRIMINALIZAÇÃO DA OPOSIÇÃO 



SEM PARTICIPAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS NÃO EXISTE GOLPE

 jairmessiasbolsonaro/instagram



GOLPE NÃO SE FAZ ASSIM



COMO AS EMISSORAS MANIPULARAM A OPINIÃO

 FACEBOOK



COMO AS EMISSORAS MANIPULARAM A OPINIÃO E CONTINUAM....



Governo prevê colapso da máquina por excesso de despesas

REVISTAOESTE/YOUTUBE


Governo prevê colapso da máquina por excesso de despesas


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=Y3EINDbseaQ

Finja surpresa: na briga entre EUA, Israel e Irã, Lula se alinha ao Irã

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


Finja surpresa: na briga entre EUA, Israel e Irã, Lula se alinha ao Irã


CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA

https://www.youtube.com/watch?v=9axelA602q0

segunda-feira, 23 de junho de 2025

A USINA DO TERROR E A USINA DA MENTIRA

 Por Alex Pipkin


“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal.” – Isaías 5:20


 


O século XXI pode vir a ser lembrado pelo dia em que duas usinas colapsaram ao mesmo tempo. Uma, feita de concreto, urânio e ódio; a outra, feita de palavras, cinismo e distorção moral.

A usina do terror, no Irã. E a usina da mentira, no Brasil.

Na noite de 21 de junho de 2025, o mundo assistiu ao colapso simbólico da principal usina do terror contemporâneo.

Em uma operação militar precisa e decisiva, os Estados Unidos — com apoio estratégico de Israel — pulverizaram as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan, centros do programa bélico do regime dos aiatolás. O que veio abaixo não foi apenas concreto armado. Foi o eixo de sustentação de uma teocracia que, por décadas, financiou milícias, ameaçou Israel com a extinção e transformou o terrorismo em diplomacia paralela.

O que se desintegrou sob toneladas de precisão foi mais do que urânio enriquecido. Foi, de fato, a retórica apocalíptica da chantagem teológica.

O Ocidente deixou de se desculpar por existir. Passou a agir.

Israel, cansado de viver na defensiva, tornou-se protagonista de uma nova doutrina: a intolerância à intolerância.

Foi um ponto de inflexão histórico.

Uma virada geopolítica, mas, acima de tudo, moral.

Com os túneis de Natanz em colapso e a cúpula do regime humilhada, a juventude iraniana voltou os olhos para o alto. Pela primeira vez em muito tempo, enxergou os clérigos como frágeis. O medo começou a dar lugar à raiva. O silêncio, à esperança.

Mas enquanto o terror trepidava, no Brasil, a mentira peçonhenta persistia.

E onde há mentira organizada, há também uma usina — a da narrativa ideológica, sustentada por militantes disfarçados de jornalistas.

Na véspera do ataque — 20 de junho —, no programa Em Pauta da GloboNews, a jornalista Eliane Cantanhêde protagonizou um dos episódios mais repulsivos do jornalismo nacional recente. Comentando os ataques iranianos contra Israel, proferiu: “Por que os mísseis do Irã caem em Israel e não matam ninguém? Tem uma mortezinha aqui, outra ali. Uns 23 feridos aqui, 40 ali. Feridos! Eu não consigo entender por que o Irã atinge o alvo e não mata ninguém” (risos negros da “jornalista”).

“Mortezinhas”…

Assim, com essa palavra cruel, transformou o sofrimento de civis em deboche.

Foi mais do que desumanidade. Foi militância cínica.

Não se tratava de equívoco, mas de postura.

Um escárnio proferido com naturalidade, dentro da bolha ideológica onde a vida vale menos quando a vítima veste o uniforme errado.

Essa fala é inaceitável.

Não apenas para a comunidade judaica — mas para qualquer ser humano com consciência moral.

A dor não tem ideologia. A vida não tem partido.

Mas para alguns, a morte tem lado. E a empatia tem seletividade.

No Brasil ideológico, a usina da mentira opera a todo vapor: relativiza o terror, distorce os fatos e escolhe o algoz como vítima.

Enquanto as ogivas iranianas silenciavam a paz, a imprensa lulopetista silenciava a verdade.

O ataque a Teerã desativou reatores e revelou cúmplices morais.

Enquanto os aliados cortavam o suprimento de urânio ao terror, aqui seguíamos fornecendo álibis narrativos ao fanatismo ideológico.

A verdadeira batalha não é apenas entre potências.

É entre civilização e barbárie.

Entre a verdade objetiva e a mentira militante.

Entre a ação que salva vidas e a palavra que as despreza.

O regime dos aiatolás tremeu.

Sua aura se esfarelou.

E o mundo, por fim, reagiu.

Essa noite será lembrada como o dia em que o terror começou a cair. O Irã é o eixo central do terror, do ódio, e da instabilidade no Oriente Médio.

E também como o dia em que parte da imprensa mostrou seu verdadeiro papel:

o de cúmplice elegante da barbárie travestida de causa.

Mas nenhuma mentira sobrevive à verdade em chamas.

E nenhuma “mortezinha” será esquecida quando proferida com riso, por quem deveria defender a vida.

Porque a verdade, mesmo perseguida, explode.

E quando explode, ilumina o mundo e queima os que vivem nas sombras da covardia moral.


 


Alex Pipkin, PhD em Administração

Consultor de empresas - e opinador compulsivo.















publicadaemhttps://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/a-usina-do-terror-e-a-usina-da-mentira-2306225

O IRRESPONSÁVEL E O AUSTERO

 gilbertosimõespires/pontocritico


O IRRESPONSÁVEL E O AUSTERO

Enquanto o presidente LULA joga -de maneira pensada e calculada- todas as fichas na IRRESPONSABILIDADE FISCAL, cuja manifestação clara se dá através de persistentes e reiterados DÉFICITS NOMINAIS resultantes de sucessivos aumentos criminosos e indiscriminados de GASTOS PÚBLICOS, o presidente argentino JAVIER MILEI joga as suas fichas na AUSTERIDADE FISCAL.  

ATITUDE DE MILEI

Segundo Luis Caputo, ministro da Economia da Argentina, o presidente MILEI, que já havia ordenado que seu gabinete fizesse AJUSTES mais rigorosos para atingir sua META DE SUPERAVIT FISCAL DE 1,6%, está pressionando por CORTES FISCAIS AINDA MAIS PROFUNDOS. Esta infalível iniciativa de CORTE DE GASTOS, que, infelizmente não está no HORIZONTE PETISTA, tem ajudado a ARGENTINA -a olhos vistos-, a CONTROLAR A INFLAÇÃO, ESTABILIZAR A ECONOMIA E, POR CONSEQUÊNCIA, CONQUISTAR INVESTIDORES.

INVEJA

Para deixar os brasileiros em geral cheios de INVEJA, na semana passada o ministro Caputo informou, para alegria do povo argentino, que o SUPERAVIT PRIMÁRIO acumulado nos primeiros cinco meses do ano atingiu 0,8% do PIB, enquanto o SUPERAVIT FINANCEIRO ficou em 0,3%, apoiado por pagamentos de juros mais baixos. Que tal? 

DESAFIO FISCAL

Pois, também na semana passada, em artigo publicado no Brazil Journal, o pensador Paulo Uebel apontou que a nossa (??) LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, que completou 25 anos no mês passado, enfrenta um DESAFIO FISCAL significativo, com DÉFICITS NOMINAIS reiterados no Governo Central, que reúne todos os Poderes e Entes da Federação. A falha do modelo fiscal é resultado de REGRAS RUINS E SEM CONSEQUÊNCIAS, que geram um incentivo perverso para o setor público seguir aumentando suas despesas mesmo diante de resultados negativos.















NÃO VAMOS DESISTIR

 deputadoprofclaudiobranchieri/instagram


Já são dois anos e meio de pesadelo, mas falta só um ano e meio pra virada. E é agora que eles mais vão atacar: censura, perseguição, mentira. Mas não se engane — a derrota só existe quando a gente desiste. E nós não vamos desistir.



O BRASIL É MAIS COMUNISTA QUE A CHINA E A RUSSIA

 FACEBOOK


O BRASIL É MAIS COMUNISTA QUE A CHINA E A RUSSIA




A ROUBALHEIRA NO INSS É SÓ MAIS UM ESCÂNDALO DO GOVERNO PT

 IZALCI/INSTAGRAM


A ROUBALHEIRA NO INSS É SÓ MAIS UM ESCÂNDALO DO GOVERNO PT



IMPOSTOS ESCONDIDOS

 GEMEOS.INVESTEM/INSTAGRAM


Esses são alguns exemplos de impostos escondidos que nos brasileiros pagamos muitas das vezes sem nem saber que eles existem! Para aprender a diversificar e dolarizar seus investimentos comente “Colapso” para receber o convite.



MENTIRA NÃO VIRA VERDADE

 MAURICIOMARCON/FACEBOOK


NEM MESMO CONTADA MIL VEZES A MENTIRA VIRA VERDADE




Enquanto Lula falava Janja foi flagrada fazendo isso ...

 pavinatto/semmimimi/youtube


Enquanto Lula falava Janja foi flagrada fazendo isso ...


clique no link abaixo e assista



O irmão mais velho que nos defende

 luisernestolacombe/youtube


O irmão mais velho que nos defende


clique no link abaixo e assista

https://www.youtube.com/watch?v=Zy8BGFyVzEA

Revelada a razão secreta da perseguição de Moraes a Bolsonaro!

 deltandallagnol/youtube


Revelada a razão secreta da perseguição de Moraes a Bolsonaro!

clique no link abaixo e assista

domingo, 22 de junho de 2025

Cuba e o caminho por onde nos levam

 Percival Puggina (com conteúdo reproduzido de Passos de Cambio)


Nota do editor: O infelicitado povo cubano, como se verá adiante, sonha com saídas para um regime semelhante a este por onde estamos sendo conduzidos. Lá, a primazia do Estado sobre a sociedade, a supressão de direitos individuais, a censura, o direito penal do inimigo e a falta de liberdade já contam 66 anos. E aqui, vamos em frente, passo a passo, renunciando à Liberdade e à Democracia?


 


MOBILIZAÇÃO CIDADÃ PELA DEMOCRACIA EM CUBA


Passos de Cambio


18 de junho de 2025 – A plataforma Pasos de Cambio anunciou hoje a publicação das Diretrizes para a Mobilização Cidadã, um resumo executivo das propostas comuns e ações mais eficazes apresentadas por organizações e cidadãos cubanos dentro e fora da ilha para alcançar uma transição democrática.


O documento descreve as etapas do roteiro para a mudança e inclui diretrizes para a desobediência civil não violenta, pressão internacional coordenada, organização local e fortalecimento da mídia livre e da unidade do movimento democrático. É o resultado do apelo anunciado pelo líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU), José Daniel Ferrer — atualmente preso político — da qual participaram centenas de organizações e indivíduos signatários do Acordo para a Democracia.


"Os recentes protestos estudantis e os atuais protestos civis confirmam que os cubanos já estão mobilizados, prontos e determinados a alcançar mudanças", explicou Rosa María Payá, diretora executiva da Fundação para a Democracia Pan-Americana. "Estamos disponibilizando estas propostas, que emanam de organizações civis e cidadãos e que traçam o possível caminho para a democracia, a todos os cubanos."


"Esta compilação é um testemunho da resiliência e da sede de mudança do povo cubano", disse Alian Collazo, líder da Marcha pela Liberdade Cubana. "Reflete uma vontade coletiva de romper com a miséria e a repressão. Nossa missão é dar visibilidade e forma a esta busca por um futuro em liberdade."


Nos últimos dias, grupos de jovens paralisaram salas de aula universitárias exigindo tarifas justas para o acesso à internet. Seu manifesto denuncia o assédio e a criminalização do livre pensamento e reivindica o direito do povo cubano de decidir.


Pasos de Cambio convida jornalistas, organizações de direitos humanos e a comunidade internacional a ler e divulgar o resumo, disponível aqui, e a apoiar as aspirações e estratégias do povo cubano em sua luta pela liberdade.


Sobre Pasos de Cambio


Pasos de Cambio é uma plataforma de organizações cubanas, tanto na ilha quanto no exílio, signatárias do Acordo para a Democracia, que serve como um espaço para compartilhar ações que visam promover uma transição pacífica para a democracia em Cuba.


Contato com a imprensa


Pasos de Cambio - info@pasosdecambio.com
















publicadaemhttps://www.puggina.org/artigo/cuba-e-o-caminho-por-onde-nos-levam__18125

Se eu não gosto da lei eu não aplico! A Constituição é minha: comprei ontem na Saraiva!

   Adriano Alves-Marreiros


The book is on the table

(Brocardo jurídico inglês criado no Brasil)

         Nunca advoguei, nunca assessorei e nunca sequer atuara na área jurídica, exceto uma dúvida aqui ou ali de um comandante, até o dia em que, como Capitão do Exército, formado na Academia Militar das Agulhas Negras, fui aprovado no concurso para Promotor de Justiça Militar, em 1999 e tomei posse, sendo automaticamente demitido do Exército, a contar da posse.

No primeiro dia de trabalho é verdade que bate um desespero: será que vou conseguir atuar na prática?  Mas foi aí que comecei a perceber que a suposta desvantagem era uma vantagem imensa: ter atuado juridicamente, e sem independência funcional, em um país em que a insegurança jurídica começava a ficar, por demais, segura de si, poderia ter comprometido o Promotor-raiz que existe dentro de mim.  Poderia ter seguido o perigoso canto da sereia e perdido o contato com a realidade e a Sociedade, optando pelo mundo de Alice e por alguma oligarquia jurídica.  Poderia ter corrompido a minha crença naquele tal Todo Poder que só emana do povo.   Se bem que... isso seria difícil: sempre fui capaz de dizer não, desde pequeno.  Mas foi melhor... Sei lá...

E aí comecei a trabalhar e comecei a acumular um desprezo crescente pela tal de jurisprudência.  Lembro de  interromper uma colega com quem debatia uma questão jurídica: “prefiro a SUA opinião jurídica!  Tenho profundo desprezo pela jurisprudência”.  Chocada, ela tentou reagir e tive que explicar: “Se a jurisprudência aplicar o que está na Lei, ela  pouco acrescenta.  Se ela disser o contrário da Lei, ela é inconstitucional ou ilegal[1]”.  “Mas e se a lei for injusta?”.  “Ela será injusta pra você mas não pra maioria que é representada pela maioria do parlamento que a fez ou que não a mudou.  A Lei é fruto do consenso, gostemos dela ou não”.  “Mas pode ser inconstitucional”, disse ela. “Sim, e aí ela deixa de ser aplicada por causa de uma Constituição cujos artigos originais ou de emendas exigiram consenso ainda maior: a lei continua não sendo substituída pela vontade do julgador...”

Enfim, sugeri a “revolucionária” idéia de que o poder emana do povo e em seu nome é exercido.  Isso pareceu chocá-la ainda mais e prosseguimos na discussão sem que ela jamais dissesse qual era a opinião dela: só queria falar de tribunais, relatores, acórdãos, ministros, ementas...

Quando falou nos tais “leading cases”, quis também entrar no inglês e apelei pro clássico “The book is on the table”.  Como sua expressão atônita sugeria indagar de que book eu estava falando, apontei pra Constituição e pedi para ela me mostrar em que artigo era autorizado que se deixasse de aplicar a lei por não gostar dela.  Aí ela pretendeu dar o cheque- mate, dizendo a frase que eu já ouvira de certa pessoa em sessão: “se fosse só aplicar a Lei ou a Constituição, não precisaria de juiz: bastava colocar no computador”.  Tive então que dar a mesma resposta que dera naquela citada sessão: “Quem fala isso, ou não sabe nada de informática ou de Direito.  Então sugiro assistir umas aulas básicas... de informática, claro!”  Mas, claro que essas pessoas não fizeram essas aulas.

Depois disso, várias pessoas como essas apoiaram, entusiasmadas e ridicularizando os meus protestos, as súmulas vinculantes, efeito vinculante em Ação Declaratória de Constitucionalidade, em Ação Declaratória de Inconstitucionalidade, modulação (pra diminuir um pouco o caos causado pela insegurança jurídica, diminuindo críticas) e as absurdas “mutações constitucionais” tão íntimas de um tal neoconstitucionalismo,  algo descolado e cool.  Com sua visão revolucionária, ele vai muito além da crítica que sofre, de fazer da Constituição o que o julgador quer que seja: parece ter a visão de que a Constituição nunca é o que a Sociedade quis que fosse, característica que seus defensores orgulhosamente chamam de  “ser contramajoritário” – o que, junto com as anteriormente citadas, cada vez permitem decidir mais contra legem e irrecorrivelmente – e mais se distanciam, realmente, do que quer a maioria: pobre Democracia...

Aberta a brecha, vai-se a represa e em suas águas revolucionárias se afoga muita coisa.  Aí começaram a exercer o poder Executivo (ao substituir o administrador na análise de conveniência e oportunidade dos atos administrativos) e o Poder Legislativo (ao exigir aqui elementares ectoplásmicas[2] quando não se queria aplicar um tipo penal em um caso, ao inventar ali  benefícios no cumprimento de penas por bandidos sem previsão legal, ao anular acolá júris aplicando nulidades fora das elencadas exaustivamente na Lei, ao anular alhures condenações de corruptos por causas de nulidades criadas por jurisprudência depois de sua ocorrência, ao reconhecer, em outro advérbio de lugar que me foge, a superioridade de regimentos internos e resoluções sobre a Constituição e,  até mesmo, ao passar por cima da reserva legal em matéria de crime).

Detesto admitir a derrota, mas, pelo jeito, eu estava errado, a minha colega venceu.  Se não segundo a Lei e a Constituição, ao menos segundo a jurisprudência...  Ela deve estar feliz – agora os juízes, promotores e até defensores poderão legislar e governar e, com isso, os perigos do voto direto ficarão minimizados e as pessoas estarão protegidas das suas perigosas liberdades, claro, tudo em nome de um bem maior, seja lá qual ele for.

Tem gente boa que me fez sofrer

Tem gente boa que me faz chorar

Zero

*         Adriano Alves-Marreiros é Cronista com trânsito em julgado, mas podendo deixar de ser por decisão jurispridencial.

**       Texto publicado originalmente no portal Tribuna Diária em 5 de junho de 2020

[1] Tá bom, Irmão Sílvio Munhoz ,  a função da jurisprudência seria “conferir “segurança jurídica”, como ocorre em outros países, corrigir os juízes que atuam errado, contra a lei ou fora da Lei”.  Não discordo que ela tenha lá o seu valor... Lá...aqui: raramente...

[2] Não é incomum que, no Direito Penal comum, alguns pretendam que, para a tipificação de um crime, seja necessárias mais condições, mais coisas, que as que constam das elementares do tipo. Sempre aparece o argumento de que está implícito, de que o bem jurídico tutelado, que seria o do capítulo, do titulo, não foi efetivamente atingido.  São exigidas elementares que não estão escritas, que não são sequer implícitas.  Como dissemos alhures, em alguma nota de rodapé, Elementares Ectoplásmicas[2] são  aquilo que não é elementar do tipo no mundo material, positivado, mas que alguns parecem conseguir ver com possíveis poderes psíquicos em um universo paralelo, no mundo espiritual ou, quiçá, no Duat egípcio, a exemplo do ânimo calmo como elementar em ameaça e a exigências próximas à leitura do pensamento do agente na prevaricação.  (ALVES-MARREIROS, Adriano. FREITAS, Ricardo. ROCHA, Guilherme. Direito Penal Militar- Teoria Crítica & Prática. 1a Edição, Editora Método. São Paulo, 2015. Direito Penal Militar-Teoria Crítica & Prática. Editora Método. 2015. pp. 1002-1003.

















publicadaemhttps://puggina.org/outros-autores-artigo/se-eu-nao-gosto-da-lei-eu-nao-aplico!-a-constituicao-e-minha:-comprei-ontem-na-saraiva!__18482

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More