Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

‘Se o presidente da OAB quer saber como o pai sumiu no período militar, eu conto’

Julia LindnerEstadão
   PONTE JK FOTO ANDRADE JUNIOR
O presidente Jair Bolsonaro atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, ao dizer que pode “contar a verdade” sobre como o pai dele desapareceu na ditadura militar. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade”, afirmou Bolsonaro a jornalistas.
Felipe é filho de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, integrante do grupo Ação Popular (AP), organização contrária ao regime militar. Ele foi preso pelo governo em 1974 e nunca mais foi visto. Em 2012, no livro “Memórias de uma guerra suja”, o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra diz que o corpo de Fernando foi incinerado no forno de uma usina de açúcar em Campos.
CASO BISPO – Bolsonaro questionou a atuação da OAB ao falar das investigações sobre Adélio Bispo, responsável pela facada contra o presidente no ano passado, durante a campanha eleitoral. Adélio foi considerado inimputável pela Justiça por transtorno mental. O presidente não recorreu.
“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados (de Adélio)? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB?”, disse Bolsonaro.
(O Estadão Verifica mostrou que é falsa a informação de que o sigilo telefônico de Adélio Bispo é protegido pela OAB. A informação falsa confunde o processo do acusado com outra ação envolvendo seu advogado, Zanone Manuel de Oliveira. O boato foi publicado no início do mês no Facebook.)
OUVIR A VERDADE – “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, disse Bolsonaro em coletiva de imprensa.
Sobre o fato de não ter recorrido no processo da facada, Bolsonaro disse que “Adélio se deu mal”. “Se eu recorresse, ele seria julgado não por homicídio, mas tentativa de homicídio, em um ano e meio ou dois estaria na rua. Como não recorri, agora é maluco o resto da vida. Vai ficar num manicômio judicial é uma prisão perpetua. Já fiquei sabendo que está aloprando por lá. Abre a boca, pô”, declarou.
Críticas da OAB – Em junho, a Ordem dos Advogados do Brasil já havia se manifestado sobre fala semelhante do presidente contra a instituição. “O presidente repete uma informação falsa, que inúmeras vezes já foi desmentida, de que o sigilo telefônico de Adélio Bispo é protegido pela OAB”, diz a nota, assinada por Felipe Santa Cruz.
Em 2011, ainda como deputado federal, Bolsonaro afirmou em palestra na Universidade Federal Fluminense (UFF) que Fernando Santa Cruz, pai do agora presidente da OAB, teria morrido “bêbado” após pular o carnaval.
APOLOGIA À TORTURA – À frente da OAB-Rio, Felipe iniciou movimento em 2016 para pedir ao Supremo Tribunal Federal a cassação do mandato de deputado federal de Jair Bolsonaro por “apologia à tortura “. 
Ao votar pelo impeachment de Dilma Rousseff, o então parlamentar fez uma homenagem a Carlos Brilhante Ustra, que comandou o Doi-Codi de São Paulo, centro de tortura durante a ditadura.

NR - ESTÁ MAIS QUE CERTO O PRESIDENTE BOLSONARO. ESSE PRESIDENTE DA OAB TEM MESMO QUE OUVIR UMAS VERDADES OU PODE SE MUDAR PARA CUBA, VENEZUELA, ENFIM...

Bolsonaro irá baixar o preço dos GAMES e mais! Pronunciamento cortando o cabelo

FOLHA DO BRASIL
FOTO ANDRADE JUNIOR
Bolsonaro irá baixar o preço dos GAMES e mais! Pronunciamento cortando o cabelo

Polícia Federal fareja a origem do $$$ dos hackers

ALEXANDRE GARCIA

Polícia Federal fareja a origem do $$$ dos hackers


Veja quanto os deputados aqui do DF, gastaram da cota parlamentar no 1º semestre

Extraído do site Pelo mundo DF

foto Andrade Junior

Você sabia que cada um dos 513 deputados brasileiros tem direito a um valor mensal para custear despesas referentes ao seu mandato?

Os dados referentes ao uso destes recursos no primeiro semestre foram compilados recentemente pelo Site da Câmara dos Deputados.
As despesas que podem ser pagas com a cota são passagens aéreas e serviços de telefonia, correio, manutenção de escritórios de apoio, alimentação, hospedagem (exceto do parlamentar no Distrito Federal), locomoção, segurança, consultorias, divulgação, participação em eventos como palestras e complementação do auxílio-moradia (com um limite).
A cota não pode ser usada com bens e serviços prestados por empresa ou entidade que o deputado (ou um parente seu até o terceiro grau) seja proprietário ou tenha participação, ou gastos eleitorais.
Há um valor extra de R$ 1.353,04 na cota do deputado que estiver nos cargos de líder ou vice-líder de partido político, de bloco parlamentar ou de comissão permanente, entre outros.
O valor é utilizado por sistema de reembolso e precisa gerar notas fiscais. Como os gabinetes têm um prazo de até 90 dias para prestar contas, alguns gastos podem ainda não estar computados.
Vale lembrar que o o gasto também pode superar 100% em alguns casos porque pode haver compensação em meses seguintes.
Confira agora o Ranking de quanto o seu Deputado federal, aqui do DF, gastou no 1° Semestre de 2019:
1° ERIKA KOKAYR$ 204.078,74
2° JULIO CESAR RIBEIROR$ 110.325,28
3° CELINA LEÃOR$ 110.226,95
4° BIA KICISR$ 53.405,77
5° PROF. ISRAEL BATISTAR$ 41.564,70
6°FLÁVIA ARRUDAR$ 36.086,04
7°LUIS MIRANDAR$ 30.087,06
8°PAULA BELMONTER$ 201,88
TotalR$ 585.976,42
NR - veja bem de que partido é a campeã de gastos aqui no DF... 

"O $onho de Araraquara",

por Guilherme Fiuza  GAZETA DO POVO
Conversa entre os revolucionários Arara e Quara:
_ Hello, Arara?
_ Manda, Quara.
_ Arara, eu ter um sonho.
_ Fala aí.
_ Derrotar uma juiz fascista e libertar uma homem boa.
_ Legal.
_ Você poder pensar positiva e mandar very good vibrations pra eu concretar minha sonho?
_ Claro, eu também tenho um sonho.
_ Qual ser a seu sonha?
_ Conseguir uns telefones quentes de autoridade pra fazer o meu trabalho honesto.
_ Arara, darling: quando um pessoa sonhar com fé, a desejo se realizar em 48 horas.
_ Positivo, chefia.
Dois dias depois, nova ligação entre os revolucionários Arara e Quara:
_ Recebido, tudo certo.
_ Wonderful, dear. Sonho que se sonhar junta virar realitude. Agora você ir ajudar eu realizar minha sonho também.
_ Certo, irmão. Mas me dá um tempo aí que esse negócio demora. É muita coisa pra roubar, quer dizer, pra prospectar, não dá pra fazer assim de um dia pro outro não.
_ Sweet honey, só não esquecer que ter um pobre milionária trancado num cela por fascista juiz malvada que não deixar alma puro roubar a povo honestidademente.
_ Pode deixar, tô ligado.
_ Ah, outro coisa: não precisar se preocupar com edição, ok?
_ Claro, parceiro. Aí já seria outro job, né? Quer dizer, outro sonho.
Um mês depois:
_ Arara, darling: recebi os vibrações positivos, obrigada. Mas eu estar sonhando com uns messages mais piquentas…
_ Picantes, você diz?
_ Yeah! 
_ O que tem é isso aí, diretoria. Inventar eu não sei, só roubar. Quer dizer, prospectar.
_ ok, ok. Não ter problem. Eu ir sonhar com uma Oscar de montagem, tudo ir ficar very beautiful.
_ Isso aí. Sonha com fé, parceiro. Hollywood nesses fascistas.
_ Ahaha, you’re so lovely, Arara!
_ Quara, isso é só um sonho. Não esquece.
_ No esquecer jamais.
_ Falar em esquecer… Não tá esquecendo nada, não?
_ What?
_ Aquele meu outro sonho.
_ Oh, sure! Claro! Eu estar tão emotivado com o revolução que até esquecer sua outra sonho…
_ É, irmão. Mas esse é o que importa. Se eu sonhar com fé ele se realiza em 48 horas?
_ 24.
_ Obrigado. Dólar?
_ A dólar caiu. In real we trust.
_ Ok. Sonho real.
_ You got it.









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A longa ficha criminal e o estupro cometido pelo “amigo” da feminista Manuela D’Ávila

RAQUEL BRUGNERA
    STF - FOTO ANDRADE JUNIOR
Olhem essa história do novo ícone da esquerda, o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, amigo da Manuela D'avila - a feminista.
Vermelho tem várias passagens pela polícia por tráfico, estelionato, etc, mas tem um acontecimento que vale a pena destacar:
Ele e o irmão foram abandonados pela mãe e criados pela avó. Um dia ele chegou na casa da cunhada e mostrou fotos do próprio irmão com outras mulheres, deixando a cunhada desesperada por conta da traição. Ofereceu um remédio para ela se acalmar, ela ficou dopada, fez sexo com ela, filmou e mostrou para o irmão na tentativa de provar que ela havia dado em cima dele: “ela sempre deu em cima de mim”, disse Vermelho na audiência.
O irmão acabou batendo na cunhada na frente do Vermelho, quase morta ela pediu ajuda na delegacia.
Quando a polícia chegou para prendê-lo, arrombou a porta e ele debochou “estava esperando por vocês”, os policiais questionaram de que forma ele sabia do mandado, foi aí que ele disse ser uma pessoa influente, que tem conhecidos na justiça e até insinuou um envolvimento sexual com uma juíza da cidade.
Detalhe: Ele mostrou aos policiais uma cópia escaneada de dois dias antes, com o mandado contra ele, além de outra ordem contra o irmão dele, todos com datas anteriores das ações.
Vaidoso, gosta de se gabar, machista, estuprador, enfim... um típico “macho escroto” que Manu - a feminista, resolveu se misturar…
Ps: A frota de carros do Vermelho:
BMW Z4, Hyundai Santa Fé e um Land Rover.
Parabéns às manas envolvidas!
Fonte: Revista Veja - “A longa ficha criminal do golpista de Araraquara”











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Carvalhosa enumera todas as manobras da “Central Única da Corrupção” contra o povo brasileiro e pede mobilização

JORNAL DA CIDADE
 PALÁCIO DA ALVORADA FOTO ANDRADE JUNIOR
Em nova publicação nas redes sociais, o respeitado e admirável jurista Modesto Carvalhosa enumerou todas as manobras realizadas nos últimos meses pela Organização Criminosa que ele chama de “Central Única da Corrupção”.
O texto de Carvalhosa demonstra claramente que a bandidagem é insaciável e incansável.
Assim, o jurista clama para que a mobilização popular contra a corrupção prossiga.
Veja abaixo:
"Nos últimos meses temos visto manobras sem igual da Central Única da Corrupção para se perpetuar no poder.
Talvez seja difícil levantar todos os aspectos da trama, tão infiltrados que os cleptocratas ainda estão nas demais esferas do poder. Alguns pontos são importantes e precisam ser lembrados:
•A dificuldade de aprovação da Reforma da Previdência, colocando como moeda de troca as verbas para que cada parlamentar irrigue seus currais eleitorais;
•As manobras para colocar os velhos e conhecidos corruptos sendo julgados pela Justiça Eleitoral;
•O pedido para dobrar o Fundo da Vergonha - o execrável Fundo Eleitoral - para R$ 4 Bilhões de reais, com o objetivo de perpetuação no poder municipal dos corruptos caciques políticos e seus protegidos, que se aproveitam das benesses do dinheiro público em detrimento do povo sofrido e carente;
•A decisão monocrática de Toffoli, em pleno recesso do STF, suspendendo a vigência de Leis Federais e paralisando todas as investigações e inquéritos da Polícia Federal e do Ministério Público com base em lavagem de dinheiro;
•O crime encomendado e armado pela Central Única da Corrupção, que hackeou autoridades e manipulou informações e dados para confundir a opinião pública e enganar o Povo Brasileiro;
•A invenção de uma narrativa que pretendia colocar o atual Ministro da Justiça como idealizador de um esquema fabuloso e fantástico para “acabar com o PT” com a ajuda do Ministério Público Federal e da Polícia Federal;
•A recusa em seguir os protocolos e normas do Senado para verificar a procedência dos pedidos de impeachment dos ministros “garantistas” do Supremo Tribunal Federal, que demonstraram incompatibilidade para os cargos que ocupam;
Todas esses pontos elencados se inter-relacionam e fazem parte de uma manobra estruturada para que a regeneração dos costumes políticos do Brasil, que já está em curso, não prossiga.
Atenção: existe um ponto nevrálgico, principal, que deve ser o foco neste momento: que o ministro Luís Roberto Barroso coloque em pauta, até setembro, a votação para garantir as candidaturas independentes para as eleição de prefeitos e vereadores no próximo ano. Somente quando atacarmos a raiz de todo o problema estrutural, ou seja, somente com este princípio de Reforma Política poderemos quebrar os grilhões que ainda subjugam a Cidadania Brasileira, colocados e mantidos pela Central Única da Corrupção. Temos a obrigação de mostrar aos sórdidos políticos cleptocratas que eles não mandam mais no Brasil e nos brasileiros.
Todo o poder emana do povo e essa é uma verdade inequívoca. Faça o que estiver ao seu alcance. Precisamos nos mobilizar."











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domingo, 28 de julho de 2019

Bolsonaro é aclamado por multidão em jogo do Palmeiras e interage com torcedores

FOLHA POLITICA
Bolsonaro é aclamado por multidão em jogo do Palmeiras e interage com torcedores

Paulo Guedes desabafa: 'É Ridículo, patético, vai trabalhar vagabundo!'

FOLHA DO BRASIL
Paulo Guedes, ministro da economia do Governo de Jair Bolsonaro em discurso à empresários no Rio de Janeiro

Casa de Lula é cadeia

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Da sala de 15 metros quadrados no 4.º andar da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o presidiário mais famoso do Brasil, Lula, tem usado meios de comunicação a seu dispor, como Folha, El País e Intercept, para levar a cabo seu plano de vingar-se do juiz que o condenou, Sergio Moro, e do procurador que o acusou, Deltan Dallagnol. Para isso conta com a cumplicidade de seus ministros amigos no STF Lewandowski e Toffoli, que derrubaram liminar do colega Fux para permitir a comunicação permanente do petista com aliados fora da grade, caso do advogado que se passa por jornalista americano Glenn Greenwald, dono do site Intercept, no qual destila veneno em gotas. como o que anunciou em spoiler


ESTUDANTES DA UFF CONVENCIDAS NO DEBATE

GABRIEL MONTEIRO
                        FOTO ANDRADE JUNIOR

ESTUDANTES DA UFF CONVENCIDAS NO DEBATE CLIQUE NO LINK ABAIXO:


Merval Pereira e a sinuca de Manuela, vice do corrupto Haddad, poste de Lula, Ladrão número 1 da Lava Jato

Com O Antagonista
Sinuca, Manu

“Ao revelar que Manuela D’Ávila, ex-candidata a vice do petista Fernando Haddad, foi a intermediária entre ele e Glenn Greenwald, o hacker Walter Delgatti colocou-a na chamada sinuca de bico”, diz Merval Pereira.

“Ter intermediado a entrega do produto de um crime para um jornalista pode implicar cumplicidade, na visão de alguns. Há, porém, quem considere que a ex-deputada apenas agiu como uma pessoa que informa a um jornalista sobre um fato de que teve conhecimento.

O problema muda de figura no caso de ter havido um pagamento nessa cadeia de informantes. Não parece provável que um estelionatário seja movido apenas por ‘fazer justiça, trazendo a verdade para o povo’, conforme depoimento de Glenn Greenwald sobre seus contatos com o hacker.”














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‘Amigo de juízes’ e ‘investidor na Suíça’: as maracutaias de Vermelho... Mais um vigarista a serviço da organização criminosa do Lula

João Pedroso de CamposEduardo GonçalvesLeonardo Lellis, Veja
Conhecido na cidade e Araraquara pelo apelido de Vermelho, ou “Vermeio”, pelo cabelo e a barba ruivos, Walter Delgatti Neto, 30 anos, um dos presos na Operação Spoofing, é comparado por pessoas próximas a Marcelo Nascimento da Rocha, o golpista que fingia ser herdeiro da Gol, interpretado por Wagner Moura no filme VIPs, e Frank Abagnale Jr., famoso golpista americano interpretado por Leonardo DiCaprio em Prenda-me se for Capaz.
Vermelho e o irmão, Wisllen Francisco Delgatti, o “Vermelhinho”, 28 anos, foram criados pela avó Otília, 82 anos, desde crianças, quando a mãe deles, Silvana, separou-se do pai, Valter, e se casou com outro homem. Vermelho e Vermelhinho não têm contato com a mãe. O pai de ambos morreu em novembro de 2018, aos 56 anos, de infarto.
Hoje famoso em todo o Brasil por ter hackeado figuras importantes da República, Vermelho já era figura notória nas delegacias de Polícia Civil de Araraquara por sua extensa ficha criminal. O rapaz soma seis processos na Justiça por crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita e tráfico de drogas, nos quais ele acumula duas condenações.
Pessoas próximas a Delgatti observam uma curiosidade: a dificuldade de encontrar algo em seu nome, uma vez que patrimônio como carros, casas e contratos de aluguel ficam sob propriedade, ao menos oficial, de outras pessoas, não raro do próprio irmão Wisllen. “Ele é o demônio”, “extremamente vaidoso, habilidoso e inteligente”, disse a VEJA um conhecido.
Segundo conhecidos, Delgatti gostava de ostentar — mas não tinha cacife para tanto. Os carros de luxo que dirigia eram, em sua maioria, veículos danificados por batidas. Todos arrematados de leilão ou diretamente comprados em oficinas. Conforme uma pessoa próxima, que o conhece há mais de quinze anos, Vermelho até fazia montagem de fotos de lugares onde não foi com o objetivo de se exibir e ganhar likes em redes sociais.
Walter Delgatti Neto tinha o costume de dar festas de arromba no apartamento onde morava em uma região nobre da cidade, próxima ao estádio da Fonte Luminosa, e se divertia esvaziando extintores de incêndio do condomínio, segundo um morador. VEJA questionou o irmão e a avó de Delgatti sobre a atividade exercida por ele para manter o padrão de vida, que incluía carros de luxo como BMW Z4, Hyundai Santa Fé e um Land Rover. Nenhum dos dois soube responder. A avó, Otília, disse que vive da aposentadoria como tecelã e de uma pensão.
Em maio de 2017, já dono de uma ficha corrida de acusações, Vermelho foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência por difamação e calúnia contra dois colegas da faculdade de direito, lá de Araraquara. Segundo ele, os jovens estavam o chamando na sala de aula de “hacker que desvia contas de terceiros”. Procurada, a defesa atual de Delgatti não quis se pronunciar. 
Confira a coletânea de “sucessos” de Delgatti:
Acusação de estupro pela ex-cunhada
Foi acusado de estupro em março de 2015 pela então cunhada, que à época tinha 17 anos e morava com o irmão dele, Wisllen. Ela disse inicialmente que Vermelho mostrou fotos do irmão com outras mulheres e, em meio ao seu nervosismo, ofereceu-lhe um comprimido para se acalmar. A jovem tomou o medicamento e relatou ter ficado fora de si depois disso. Segundo a então adolescente, Walter fez sexo com ela sem preservativo e filmou a cena de violência sexual. Vermelho disse ter feito sexo consensual e admitiu ter filmado para mostrar o vídeo para Wisllen, com o intuito de provar que a jovem “dava em cima dele”. O irmão de Vermelho agrediu a namorada diante da exibição do conteúdo, mostrou o vídeo aos pais dela e ameaçou matá-la com uma tesoura. No mesmo dia que a polícia foi à casa de Delgatti cumprir um mandado de busca no âmbito dessa investigação, a garota foi à delegacia com o pai e disse que a relação sexual foi filmada sem o seu conhecimento — mas que havia mentido “algumas partes” do depoimento e isentou Vermelho do estupro. Ela negou ter sido pressionada, mas estava “preocupada e com pressa em mudar a versão dos fatos”, segundo o registro policial.
“Pessoa influente” e “amigos no fórum”
Quando a polícia foi à casa de Vermelho cumprir um mandado de busca na investigação sobre o suposto estupro, em abril de 2015, ele não atendeu à porta, que precisou ser arrombada. Acordado pelos policiais, Vermelho disse – sarcasticamente – que estava esperando por eles. A equipe quis saber como ele tinha a informação, ao que  Delgatti informou ter recebido o mandado escaneado com dois dias de antecedência. Vermelho afirmou ser uma “pessoa influente”, ter amigos na promotoria, no Fórum e entre policiais, e se gabou por “conhecer bem” uma juíza da cidade. Mostrou aos policiais uma ordem contra seu irmão que havia recebido de “fonte sigilosa”.
“Investidor” com conta na Suíça e furto de cartão
Nesse mesmo dia do mandado de busca e apreensão, ainda no apartamento, Vermelho disse aos policiais que era um “investidor” e tinha conta em um banco da Suíça, por isso viajava muito à Europa. Questionado sobre seu trabalho e a origem de seu dinheiro, ele não disse nada e alegou que o apartamento era alugado por um ex-sócio seu. A imóvel estava mobiliado com artigos que Vermelho comprara com um cartão de crédito furtado de um escritório de advocacia, tudo foi apreendido pela polícia;
Remédios controlados e receitas falsas
Ainda no cumprimento do mandado, policiais encontraram uma cesta de vime cheia de medicamentos controlados, como Valium e Bromazepam, um calhamaço de papel azul semelhante ao de receitas médicas, receitas em nome de outras pessoas, carimbos, guilhotina, impressora e scanner. Suspeito de falsificar receitas para comprar medicamentos em farmácias e revendê-los, ele foi preso em flagrante e responde a processo por tráfico de drogas. Pessoas próximas também relataram que ele vivia de falsificar ingressos de show e festas.
Carteirinhas falsas
Na mesma ocasião, os policiais encontraram entre os documentos de Vermelho uma carteirinha falsa de estudante de medicina da USP. Preso, ele insistia em dizer que estudava para ser médico e chegou a demonstrar conhecimentos sobre anatomia. Depois que a polícia apurou com a USP que ele nunca fora estudante da universidade, Vermelho admitiu usar a carteirinha para “pegar a mulherada” e pagar meia-entrada em atividades culturais. Outra de suas prisões, feita em Santa Catarina, ocorreu porque ele se apresentou dentro do Parque Beto Carrero como delegado da Polícia Civil de São Paulo, ostentando também uma carteira falsa de capa vermelha. Acabou preso depois que os seguranças do parque desconfiaram e ligaram para a polícia paulista.
A arma de air soft
No mesmo mandado de busca, os policiais buscaram uma pistola, possivelmente 9mm, que aparecia com Delgatti em fotos no Facebook, mas não a encontraram. Ele disse que só tinha uma arma de air soft, mas que falava a todos que era de verdade porque tinha medo de ser assaltado por causa de seus carros de luxo. Vermelho afirmou, no entanto, que sabia atirar com armas de verdade e participava de um clube de tiro em São Paulo “com um amigo”, filho deputado estadual Coronel Telhada. O deputado e o filho dele, o capitão da PM Rafael Telhada, dizem não conhecer Vermelho.
Enganada por “Daniel”
Em junho de 2019, já morando em Ribeirão Preto, onde foi preso, Walter Delgatti Neto conheceu uma mulher de Araraquara pelas redes sociais e foi até a cidade para encontrá-la. Apresentando-se como “Daniel”, ele a buscou na casa dela em seu Land Rover branco e a levou para passear pela cidade. Os dois tiveram relação sexual dentro do carro, estacionado perto do Teatro Municipal de Araraquara, e depois, em meio à sequência do passeio, segundo a mulher, ele ficou nervoso ao ver uma viatura da polícia e a obrigou a sair do carro abruptamente, com o veículo ainda em movimento. Pessoas que a encontraram chamaram uma ambulância e ela foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento. Quando foi à polícia para registrar a ocorrência, ela mostrou a foto do WhatsApp de “Daniel” e foi informada de que ele era, na verdade, Delgatti, “pessoa conhecida nos meios policiais e procurado pela Justiça”, como diz o registro.
Golpe no aeroporto
Uma fonte que conhece em detalhes a ficha corrida de Delgatti Neto informa que, entre os muitos golpes aplicados por ele, um deles consistia em ir a aeroportos movimentados e acessar a rede wi-fi com pouca proteção, esperando que outras pessoas também entrassem na mesma rede e usassem aplicativos de bancos, fornecendo senhas. De acordo com tal relato, ele invadia a conta dos alvos e desviava pequenos valores a uma conta dele, para não chamar a atenção.
Golpe da mobília
Usando uma identidade falsa, “Vermelho” alugou em abril de 2014 um flat em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Com o nome de André, assinou um contrato de seis meses e conseguiu liberar o serviço de gás, a instalação de uma linha telefônica residencial e passou a receber encomendas. A quantidade e o volume dos pacotes que chegavam ao endereço, como cinco caixas de computadores da Apple, chamava a atenção dos funcionários do prédio, que, só depois que o golpe foi descoberto, relataram à Polícia Civil estranhar a quantidade de dinheiro vivo que ficava no apartamento ou o grande número de Rolex que Delgatti deixava à vista.

Nunca houve atraso no pagamento de aluguel, mas mesmo erra aparente normalidade era fruto de um golpe — o dinheiro era desviado de contas inativas, segundo consta no inquérito policial. Em agosto de 2014, “Vermelho” informou à administração do prédio que receberia um caminhão para recolher uma doação de roupas. Pura lorota. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na ocasião, Delgatti estava tentando levar os móveis que equipavam o flat, incluindo uma geladeira e uma TV de 50 polegadas. Após aviso da gerente do condomínio, a Polícia Militar chegou e Delgatti conseguiu escapar. Dentro do imóvel, os policiais encontraram documentos que mostravam a falsificação de identidade e a capa de um colete à prova de balas.











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“Sigam o dinheiro” -

MERVAL PEREIRA O GLOBO
Não parece provável que um estelionatário seja movido apenas por ‘fazer justiça, trazendo a verdade para o povo’

A investigação sobre os hackeamentos dos celulares de centenas de autoridades brasileiras parece estar chegando a uma solução, embora a Polícia Federal não creia que Walter Delgatti Neto tenha entregue o material resultante da invasão ao site Intercept Brasil apenas por “amor à causa”, pois não tem nenhuma, aparentemente.

Tudo indica que sua linha de defesa é transformar-se da noite para o dia em um whistleblower, um denunciante de irregularidades que alerta a sociedade com a divulgação de documentos sigilosos. 

Como Edward Snowden, que revelou documentos sobre o sistema de vigilância global dos Estados Unidos, que incluiu a então presidente Dilma Rousseff. Ou Chelsea Manning, que divulgou, através do Wikileaks, documentos sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão. Assim como diversos outros casos. 

O caso Watergate é um dos mais famosos. O informante dos repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, era conhecido como Deep Throat. Uma fonte realmente anônima para o grande público, que orientava as investigações jornalísticas, mas não dava documentos. Só pistas quentes. 

A revelação da sua identidade só veio quase 30 anos depois dos fatos, que levaram à renúncia de Nixon em 1974. E por decisão do próprio informante, Mark Felt, na época dos acontecimentos vice-diretor da CIA. Só depois que o Deep Throat se revelou é que Woodward e Bernstein revelaram mais detalhes dos acontecimentos. 

O chamado Caso Watergate ficou célebre como jornalismo investigativo, e virou livro e filme, dirigido por J Pakula, com Robert Redford e Dustin Hoffman nos papéis dos repórteres. Foi no filme que surgiu a frase que se tornou famosa: “Sigam o dinheiro”, nunca dita por Felt, mas criada pelo diretor. 

Passou a ser o símbolo das investigações de crimes, especialmente os de corrupção política. Chegamos agora a esse ponto de seguir o dinheiro. Ao revelar que Manuela Dávila, a ex-candidata a vice do petista Fernando Haddad na eleição de 2018, foi a intermediária entre ele e o editor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald, o hacker Walter Delgatti colocou-a na chamada sinuca de bico. 

Ter intermediado a entrega do produto de um crime para um jornalista pode implicar cumplicidade, na visão de alguns. Há, porém, quem considere que a ex-deputada apenas agiu como uma pessoa que informa a um jornalista sobre um fato de que teve conhecimento. 

O problema muda de figura no caso de ter havido um pagamento nessa cadeia de informantes. Não parece provável que um estelionatário seja movido apenas por “fazer justiça, trazendo a verdade para o povo”, conforme depoimento de Glenn Greenwald sobre seus contatos com o hacker, que ele continua sem confirmar ser o preso na operação Spoofing. 

Se o grupo atuou sob encomenda de alguém, quem contratou é cúmplice, co-autor do crime. Se o Intercept Brasil não participou do pagamento, ou, sabendo dele, mesmo assim publicou o material, também não pode ser considerado cúmplice. Apenas terá a sanção moral pelo ato. 

Se Manuela Dávila participou da negociação para a compra do material, poderá ser acusada de cumplicidade. E se um partido político foi o negociador da compra, será possível enquadra-lo criminalmente, mas duvidoso o resultado. 

Um caso assim aconteceu durante a campanha presidencial de 2006, quando um grupo de petistas foi flagrado comprando, em dólar, um dossiê que supostamente implicaria o candidato tucano José Serra em falcatruas no ministério da Saúde. 

Serra acabou vencendo a eleição para governador, derrotando Aluizio Mercadante, e Lula, com o peso do mensalão recentemente descoberto, acabou indo para o segundo turno contra Alckmin, a quem derrotou com facilidade. Nenhum petista graúdo foi punido. 

No caso presente, se Walter Delgatti insistir nessa versão fantasiosa, a Polícia Federal poderá usar seu Telegram para confronta-lo com as conversas que teve com Manuela Dávila e Glen Greenwald.



















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