Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

terça-feira, 3 de junho de 2025

BOLSA ALIADO

 GUTOZACARIASMBL/INSTAGRAM


QUE BOLSA FAMÍLIA QUE NADA, BOM MESMO É O BOLSA ALIADO...



Janja vs Lula: quem viajou mais para o exterior? Descubra!

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


Janja vs Lula: quem viajou mais para o exterior? Descubra!


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Lula PAGA R$15 milhões para ONG de SÃO PAULO tirar lixo em RORAIMA

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


Lula PAGA R$15 milhões para ONG de SÃO PAULO tirar lixo em RORAIMA

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Governo Lula confirma recebimento de ofício sobre possíveis sanções a Moraes

 PAVINATTO/REVISTAOESTE/YOUTUBE


Governo Lula confirma recebimento de ofício sobre possíveis sanções a Moraes

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PLANO ECONÔMICO: QUEBRAR O BRASIL

 deputadoprof.claudiobranchieri/youtube


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MEMES SACODEM O GOVERNO E REVOLTA LULA

  Tribo Notícias


Não existe...

 narrativas curiosas


E nem é a Dilma....



segunda-feira, 2 de junho de 2025

Podres poderes do quarto poder

    Eguinaldo Hélio de Souza 


Todos os regimes que descaem para o absolutismo vão entrando logo

a contrair amizades suspeitas entre os jornais.

Rui Barbosa

            Jornalistas do fã clube do Lula, que o ajudaram a sair da cela e chegar ao planalto, que colocaram o dedo sobre o dedo do STF para influenciar a balança, que passaram um pano insuficiente para tantos absurdos do governo, agora se mostram indignados como se não fossem os pais da criança.

Tinham lado e isso estava muito claro. Perseguiram Bolsonaro e todos e seus aliados e isso estava muito claro. Não cumpriram o seu papel e isso estava muito claro. Ao invés de fazer jornalismo, mostrando o erro, lamentam a “munição para a extrema-direita” e ficam dando conselhos sobre o que o governo deveria fazer, como se esse fosse seu papel.

Ninguém sabe se por ideologia ou pix, ou ambos, o fato é que há muito tempo Jornal Nacional e Fantástico, com seus parceiros ou cúmplices, tornaram-se piores que o Pravda soviético e o Gramma cubano. Além de falar para encobrir e anunciar para desinformar, atacam as redes sociais por fazerem muito melhor, com mais fidelidade e de graça, o que eles deveriam estar fazendo.

Agora que já está muito difícil negar o elefante cor-de-rosa na sala das porcelanas, aqui e acolá, algumas das principais vedetes do circo lulista dão ares de indignação. Comprometeram sua credibilidade em seu pacto com o diabo e agora, talvez por abstinência de verba pública ou para tentar salvar o que restou de sua imagem desfigurada, fazem tímidas críticas.

Se a imprensa for mesmo o quarto poder, então estamos experimentando há um bom tempo os podres poderes do quarto poder, que podendo ser instrumento para equilibrar a balança, escolheu ajudar com dois pesos e doze medidas.

Desde o “candidato, o senhor não deve nada à justiça” do Bonner, até o “você vai voltar a comer picanha” da Daniela Lima, emblemas de um jornalismo prostituído, tudo o mais sempre fedeu a puxa-saquismo do mais infame.

Mas eles não pagarão a conta, não a conta integral. A parte maior cabe aos cidadãos comuns, até mesmo aos idosos aposentados e os vulneráveis.

Sim, a imprensa tem grande poder. E com grandes poderes, vem grandes responsabilidades. Ou grandes irresponsabilidades.


















publicadaemhttps://puggina.org/outros-autores-artigo/podres-poderes-do-quarto-poder__18473

Carta aberta à OAB nacional

  Judiciário em Foco 


À atenção do Dr. Marcus Vinícius Furtado Coêlho, presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais


A nota divulgada por V.Sa. no último dia 22 de maio, sob o título “Em defesa da soberania nacional e da independência da jurisdição brasileira”, corrobora a sua anuência ao autoritarismo judicial implantado no Brasil e a traição ao seu juramento de exercer a advocacia com dignidade, independência, ética e respeito à Constituição e às normas vigentes. Começo por identificar o fator disparador da sua nota, mas que V. Sa. sequer nomeou: a possibilidade de decretação, pelo governo norte-americano, de penalidades contra magistrados brasileiros, ao amparo da chamada Lei Magnitsky. Na opinião de V. Sa, eventuais restrições determinadas pelos EUA configurariam sanções “em razão de atos praticados no exercício regular da função jurisdicional”. No entanto, como não pode deixar de ser de pleno conhecimento de V. Sa., na qualidade de conhecedor do Direito, a atuação recente de vários integrantes da nossa cúpula judiciária não pode ser classificada como “regular”. Pelo menos, não sob a ótica estritamente constitucional e legal que deveria nortear as posturas públicas de representantes da OAB.


Não há regularidade nas condutas de magistrados que abrem inquéritos de ofício, sem objeto e/ou prazo definidos, e que, no âmbito desses procedimentos, proferem decisões contra indivíduos fora de sua jurisdição. Igualmente irregulares são os decretos prisionais fora das hipóteses legais, a censura prévia contra titulares de perfis removidos de plataformas digitais, a imposição de condenações longuíssimas por simples manifestação opinativa, a retenção de passaportes de indivíduos sem indícios de atuação delitiva, as reiteradas violações à imunidade parlamentar e os atentados às prerrogativas dos advogados. Cabe ainda menção às providências arbitrárias contra empresas americanas, tais como o banimento do X, e a reiterada censura à Rumble, inclusive para atingir perfis de residentes no exterior, como o do jornalista Allan dos Santos.


Quanto às eventuais sanções objeto do repúdio de V. Sa., elas decorreriam da aplicação de lei promulgada pelos EUA, no legítimo exercício de sua própria soberania. Se decretadas, as punições poderiam consistir na recusa de concessão ou renovação de visto de entrada no país e/ou no bloqueio de ativos situados nos EUA, ou sob a posse ou cujo controle acionário pertencesse a americanos. Portanto, como as sanções somente seriam passíveis de produzir efeitos em território americano e/ou na esfera de negócios de empresas americanas ou de entidades controladas por grupos americanos, não haveria que se falar em atentado à soberania brasileira ou ao princípio de não-intervenção em nosso território.


Outrossim, não se trata de uma redução ao “status de uma república de segunda categoria”, como pretende V. Sa, em nota de repúdio a decreto sequer editado. O menosprezo aos nossos princípios republicanos tem ficado a cargo de uma elite judiciária local que interfere na autonomia dos estados, promove uma legislatura oficiosa e atenta contra direitos e garantias individuais, colocando por terra as cláusulas pétreas da nossa Constituição.


Já a eventual punição contra a qual V. Sa. se insurge viria a ser estipulada com base na Convenção sobre Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), à qual tanto o Brasil quanto os EUA aderiram. A propósito, os principais abusos de nossa elite judiciária foram comprovados diante da OEA, em recente visita ao país, durante a qual os representantes do órgão tiveram acesso à vasta prova documental dos atentados mais gritantes à nossa ordem constitucional ao longo dos últimos 6 anos, penosos para os que nutram apreço mínimo por suas liberdades individuais.


Lamento que um representante da nossa outrora gloriosa OAB renuncie à sua função constitucional, legal e estatutária de defesa da Constituição, da democracia, da boa aplicação das normas vigentes e do livre exercício da advocacia para colocar-se ao lado de práticas indefensáveis aos amantes do estado de direito, independentemente de preferências político-partidárias. Espero que V. Sa tenha a sensatez de rever suas posturas antes de poder vir a ser mais uma vítima do sistema perverso beneficiado por sua nota.


Atenciosamente,


Katia Magalhães


OAB/RJ 95.511


Judiciário em Foco

Katia Magalhães é advogada formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e MBA em Direito da Concorrência e do Consumidor pela FGV-RJ, atuante nas áreas de propriedade intelectual e seguros, autora da Atualização do Tomo XVII do “Tratado de Direito Privado” de Pontes de Miranda, e criadora e realizadora do Canal Katia Magalhães Chá com Debate no YouTube.










publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/justica/carta-aberta-a-oab-nacional/









VEJA COMO ELES ROUBAM DE VOCÊ

 LOGICAMACAQUISTA/INSTAGRAM


Você paga imposto em cima de outro imposto e nem percebe. O ICMS é cobrado “por dentro” e deixa tudo mais caro — da gasolina ao arroz. Entenda como isso afeta o seu bolso de forma simples e visual.



QUEREM REGULAR A INTERNET PARA EVITAR ISSO -

 estudio5elemento/instagram


Para o governo e a mídia, o escândalo do INSS não é fraude — é pauta de defesa partidária. Em vez de investigar os culpados, preferem culpar Bolsonaro e perseguir quem denuncia. Enquanto isso, aposentados seguem roubados e ninguém responde por nada.



COINCIDÊNCIAS...

 ESTUDIO5ELEMENTO/INSTAGRAM


Mais de 6 bilhões roubados dos aposentados e, conforme as investigações avançam, as coincidências vão aparecendo. A última envolve o filho do ministro da justiça. O Brasil não é mesmo pra amadores.



Compartilhe se achar absurdo: nos primeiros 149 dias do ano, você só trabalha pra pagar impostos!

 CAIOCOPPOLLA/YOUTUBE


Compartilhe se achar absurdo: nos primeiros 149 dias do ano, você só trabalha pra pagar impostos!


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VENEZUELA? NÃO, É O BRASIL!

 DEPUTADOPROF.CLÁUDIOBRANCHIERI/YOUTUBE



HADDAD ataca NOVAMENTE, desta vez o AUMENTO é no IOF

 RUBINHONUNES/YOUTUBE


Enquanto o Brasil afunda em dívidas, o governo Lula acha uma “solução mágica”: aumentar o IOF! O Imposto sobre Operações Financeiras, que deveria ser usado para regular a economia, virou uma arma para sugar o bolso do cidadão. Haddad anunciou o aumento de forma apressada, sem transparência, com alíquotas que atingem diretamente o pobre e a classe média. Crediário, envio de dinheiro ao exterior, cartão internacional… tudo vai doer mais no seu bolso.


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https://www.youtube.com/watch?v=JhQZG7y-tAQ

Reação dos EUA a perseguição sofrida por Eduardo Bolsonaro: "Tiro no pé"

 FALANDO ABERTAMENTE/gazetadopovo


Sob o império do medo

 percivalpuggina/youtube


Sob o império do medo


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Censura: a solução de todos os problemas

 luisernestolacombe/youtube



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INSS É CULPA DE BOLSONARO??

 GUI.KILTER/INSTAGRAM


INSS É CULPA DO BOLSONARO??



domingo, 1 de junho de 2025

O ilusionismo acabou

 Alex Pipkin, PhD


O Brasil assiste, mais uma vez, a um espetáculo político em que a irresponsabilidade se disfarça de virtude. Sob o comando do lulopetismo, o país caminha a passos largos rumo ao abismo fiscal, embalado por promessas que encantam, mas arruinam. A trupe no poder mente com naturalidade e governa com incompetência.

A tão propagandeada reforma fiscal, por exemplo, é vendida como um avanço. Na prática, trata-se de mais um pacote ideológico travestido de política pública. É a típica solução da esquerda: mais gastos, mais obrigações para o Estado, mais rombo nas contas, mais ilusões para o povo. O compromisso histórico de distribuir benesses sem lastro financeiro, especialmente sob o pretexto de “corrigir desigualdades”, continua sendo o combustível de uma máquina que só sabe queimar recursos - e expectativas.

O Estado, como se sabe - ou se deveria saber -, não gera riqueza. Ele arrecada. E quando essa arrecadação passa a ser um fim em si mesma, quem sangra é o setor produtivo: empresários, trabalhadores, consumidores. O que o lulopetismo chama de justiça social, na prática, é espoliação disfarçada. Especialmente dos mais pobres, que pagam a conta em forma de inflação, desemprego, serviços públicos precários e oportunidades que evaporam.

O setor privado, sufocado, reage como qualquer organismo agredido, recuando. Emprega menos, investe menos, inova menos. A máquina pública, por sua vez, continua inchando, exigindo mais tributos, mais regulamentações, mais controle. O que falar da “Justiça de Nárnia” verde-amarela?!

A verdadeira reforma que o país precisa ou seja, cortes graduais de impostos, desburocratização, estímulo ao investimento produtivo, não é sequer considerada.

A insistência do lulopetismo em políticas fracassadas lembra um médico que, diante de um tratamento que adoece o paciente, aumenta a dose. Se o remédio mata, a ideologia exige dobrar a receita. O paciente que aguente. Isso não é política pública. É fé cega em dogmas estatistas, já testados e reprovados mundo afora.

Enquanto isso, a elite do funcionalismo segue intocada. Os benefícios estatais continuam crescendo. A conta não fecha, mas a propaganda, essa nunca falha. O desgoverno prefere manter sua narrativa viva a encarar a realidade. Quando os resultados gritam o fracasso, eles não recuam. Triplicam a aposta!

Resultado previsível: estagnação e pobreza. A conta sobra para quem trabalha, produz e acredita. Está na hora de parar de aplaudir o ilusionismo e começar a exigir seriedade. O cadáver político do lulopetismo já está no caixão, só falta enterrar.

Com isso, surge a oportunidade histórica de enterrar, junto, o velho populismo estatista e abrir espaço para um novo ciclo liberal.

Um projeto em que o setor privado volte a ser protagonista, a produção seja incentivada e o mérito, não o compadrio político, guie o crescimento. Antes que restem apenas as cinzas.


















publicadaemhttps://puggina.org/outros-autores-artigo/o-ilusionismo-acabou__18476

O santo de fuzil na mão

 ANDRÉBURGER


Pepe Mujica morreu. Com ele, nasce um mito – não o da austeridade, que já era parte do folclore progressista latino-americano, mas o da absolvição retroativa de crimes sob a égide de boas intenções. Os obituários exaltam seu casaco puído, sua casa modesta e seu fusca descascado. O que não descasca, curiosamente, é a memória seletiva: Mujica, o presidente “mais pobre do mundo”, foi também um dos líderes do grupo terrorista Tupamaros, responsável por sequestros, assassinatos, assaltos a bancos e roubos de empresas.


Para os que hoje o tratam como uma espécie de São Francisco do socialismo rural, vale recordar que os Tupamaros não eram um grupo de escoteiros politizados. Eram guerrilheiros. Em sua tentativa de instalar no Uruguai um regime socialista revolucionário, adotaram a violência como método e a ruptura institucional como objetivo. Mujica participou de diversas ações armadas, foi preso quatro vezes, fugiu duas e acumulou 14 anos de cadeia, boa parte deles em condições duríssimas — algo que seus admiradores mencionam com reverência, mas jamais com exame crítico das causas que o levaram até ali.


O curioso — ou revelador — é que Mujica jamais se disse arrependido. Em entrevistas, relativizou os atos de violência, atribuindo-os a um “contexto histórico” que, ao que parece, absolve qualquer delito desde que a utopia sonhada seja suficientemente lírica. Matava-se por uma causa, e isso, aos olhos da intelligentsia latino-americana, parece tornar tudo legítimo. O mesmo raciocínio não se aplica, é claro, aos militares ou à direita armada de qualquer natureza. O monopólio da violência redentora é da esquerda.


Em El Pepe, una vida suprema (2018), documentário dirigido por Emir Kusturica, Mujica chega a narrar com certo brilho nos olhos a sensação de entrar armado em um banco com um revólver .45. Fala disso não como trauma ou erro de juventude, mas quase como um rito de passagem. O velho ex-guerrilheiro não demonstra remorso, apenas nostalgia – e isso, por alguma razão inexplicável, virou charme.


Não surpreenderia que Mujica siga, agora postumamente, a trajetória simbólica de Ernesto Che Guevara — outro guerrilheiro que também matou em nome do bem e, por isso, virou estampa de camiseta. Ambos compartilham o perfil idealizado do “rebelde com causa” e, mais importante, da indulgência histórica. Che foi um executor frio e confesso. Mujica, um operador armado que nunca pediu perdão. Mas isso pouco importa quando o que conta é a narrativa, não os fatos. As esquerdas latino-americanas são exímias em amputar a memória: lembram-se das flores, esquecem os tiros.


Durante sua presidência (2010–2015), Mujica promoveu pautas progressistas — legalização da maconha, casamento entre pessoas do mesmo sexo, aborto — que lhe renderam aplausos internacionais. O que poucos observam é que seu legado econômico é medíocre. A dependência do Estado cresceu, o setor público incha até hoje com o peso das promessas fáceis, e o Uruguai continua com um dos maiores níveis de gastos públicos per capita da região. Mas isso não cabe nos necrológios de louvor. Afinal, que importância tem o desempenho fiscal diante de um presidente que anda de chinelos?


Há algo profundamente infantil na forma como parte da opinião pública e da mídia escolhe seus heróis. Mujica encarna a fantasia do revolucionário transformado em sábio: alguém que desceu da montanha (ou da cela) com respostas para a vida em sociedade. Que ele tenha feito isso sem jamais condenar os métodos violentos de sua juventude é, para muitos, apenas um detalhe — como se a ética do homem público pudesse prescindir de coerência moral.


Não bastasse isso, Mujica manteve, até o fim da vida, relações calorosas com ditadores do continente. Foi amigo pessoal de Fidel Castro, a quem jamais criticou pelas décadas de repressão em Cuba. Tratou Hugo Chávez com reverência, mesmo diante da evidente ruína institucional da Venezuela. E saudava Nicolás Maduro com benevolência, enquanto a democracia naquele país era triturada entre fraudes eleitorais e censura. Para um homem que se dizia democrata, a escolha de amigos é reveladora. A liberdade de expressão que usufruía no Uruguai parecia não valer para os povos que sofriam sob os regimes de seus camaradas ideológicos.


No Brasil, alguns compararam Mujica a Ulysses Guimarães. Ofensa ao velho Ulysses, que enfrentou uma ditadura sem lançar mão de um revólver. Outros o trataram como modelo de humildade republicana. Mas há diferença entre humildade e populismo de vitrine. Mujica fez de sua modéstia um espetáculo. Sua aura de simplicidade servia, paradoxalmente, para encobrir sua complexa rede de contradições ideológicas e silenciosas cumplicidades históricas.


Nem mesmo a tão propalada integridade de Mujica sobrevive a uma análise rigorosa. Em 2016, uma comissão parlamentar investigou contratos do governo uruguaio com a empreiteira brasileira OAS, envolvida em diversos escândalos da Lava Jato. A obra de uma usina de regaseificação contratada por seu governo terminou em prejuízo milionário, e documentos brasileiros indicavam pagamento de propina. Soma-se a isso o colapso financeiro da estatal ANCAP, que, sob sua administração, gerou perdas bilionárias e exigiu capitalização de emergência pelo Parlamento. As investigações não resultaram em condenação direta, mas corroeram a narrativa de pureza administrativa. Sua imagem ética, construída com frases de efeito e gestos teatrais, começou a ruir sob o peso das planilhas.


José Mujica não foi um monge — foi um militante que trocou o fuzil pela retórica, sem nunca ter abandonado a lógica de que os fins justificam os meios. Sua morte merece reflexão, não idolatria. Se quisermos honrar de fato a democracia, talvez devêssemos começar por deixar de romantizar aqueles que tentaram destruí-la à bala — mesmo que, no fim da vida, tenham aprendido a esquecer o próprio lado sombrio.


*André Burger é economista e conselheiro superior do Instituto Liberal.


















PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-santo-de-fuzil-na-mao/

O texto que protege você

Lexum 


Vivemos em um tempo curioso. As leis continuam escritas, os códigos continuam publicados, a Constituição permanece em vigor. Mas, ainda assim, muita gente sente que o Direito escorregou por entre os dedos. Como se a clareza das palavras tivesse sido vencida pela esperteza das interpretações. Como se, de um dia para o outro, juízes pudessem transformar o “não pode” em “pode sim”, e o “pode” em “pode, mas não agora”. E quando isso acontece, algo de precioso se rompe: a confiança.


Essa confiança não nasce da autoridade dos tribunais, nem da reputação de quem julga. Ela nasce do texto. É ele quem permite que você, cidadão comum, saiba o que esperar do Estado. Que você organize sua vida, seus negócios, seus afetos e seus medos sabendo que existe um limite — e que esse limite vale também para quem tem o poder de julgar. Quando esse texto é dobrado ao gosto do intérprete, o que se rompe não é apenas a regra. É o pacto.


Por isso, é preciso dizer, com todas as letras: o texto jurídico é mais do que um conjunto de palavras. Ele é uma arquitetura de proteção. Cada vírgula que está na Constituição foi colocada ali para conter o poder. Cada palavra que se escolheu tem peso, tem história, tem consequência. E quando se permite que essas palavras sejam reinterpretadas conforme o espírito do tempo ou a intenção moral do julgador, abrimos caminho para que o Direito deixe de ser uma defesa da liberdade e passe a ser uma ferramenta de dominação. Basta ver como a cláusula da função social da propriedade — legítima e textual — tem sido deformada por interpretações que a transformam em autorização implícita para supressão de garantias fundamentais. A função social não revoga o direito de propriedade: ela o estrutura. O que a Constituição afirma com equilíbrio, o intérprete deformador converte em licença para expropriação sem processo, sem texto, sem limite.


A minha proposta é devolver à Constituição sua função original: ser um limite. Ser um escudo. Ser uma cerca moral e institucional em torno do cidadão. Isso só é possível quando o intérprete assume a humildade de reconhecer que não está acima do texto. Que sua tarefa não é reinventar o Direito, mas compreendê-lo como foi promulgado. Isso é o que defendo com o nome técnico de public meaning originalism — um modo de interpretar a Constituição a partir do significado público das palavras no momento em que as leis foram aprovadas.


Essa proposta não vem sozinha. Ela caminha ao lado da presunção de liberdade. Porque em um país livre, é o Estado que deve justificar cada poder que exerce — e não o cidadão que deve implorar por permissão para existir. Onde a Constituição não autoriza, o Estado se cala. Onde a liberdade não é limitada expressamente, ela é garantida. Esse princípio tão simples tem sido esquecido por muitos julgadores, que preferem buscar “valores” ou “finalidades” imaginadas, em vez de se prenderem ao que está dito, preto no branco, no texto constitucional.


Mas eu sei: há quem diga que o texto é insuficiente. Que a letra mata e o espírito vivifica. Que o juiz precisa adaptar a Constituição à nova realidade. E é aí que mora o perigo. Quando um juiz se sente autorizado a ‘atualizar’ o texto conforme sua visão de mundo, cada cidadão perde algo real — o limite que o protege hoje pode ser o mesmo que faltará amanhã. O pacto constitucional não autoriza virtudes inventadas nem moralidades de ocasião. E isso quebra o equilíbrio. Rompe a separação dos Poderes. Coloca o cidadão à mercê da subjetividade alheia — e da instabilidade permanente que ela traz.


Não se trata de negar que a realidade muda. Trata-se de afirmar que a mudança deve ocorrer por quem tem o poder legítimo de mudar: o Legislativo. O juiz não é o futuro da Constituição. Ele é o seu guardião. E todo guardião que ama o que guarda sabe: não se protege a Constituição traindo o seu texto.


A Constituição pertence ao povo — não aos especialistas, nem aos tribunais. E esse povo não é uma abstração coletiva, difusa, que justifique qualquer vontade majoritária ou decisão de cima para baixo. É o destinatário direto do texto, não um especialista hermenêutico. As palavras da Constituição foram escritas para serem compreendidas pelo cidadão comum — não reinventadas por elites togadas. O povo, aqui, é cada um de nós. Cada indivíduo, com sua dignidade, sua liberdade, seus direitos. É você, que paga impostos, que assina contratos, que educa seus filhos e precisa saber, com segurança, até onde o Estado pode ir. Interpretar a Constituição com fidelidade ao texto é, acima de tudo, reconhecer que ela foi escrita para proteger pessoas reais, de carne e osso, contra abusos do poder. Quando o Estado interpreta a Constituição contra o indivíduo, ele trai o sentido do pacto. Quando o texto é respeitado, cada pessoa recupera aquilo que é seu por origem: a soberania sobre a própria vida.


É por isso que defendo uma técnica de contenção interpretativa — que proponho chamar de Doutrina da Contenção Interpretativa —, fundada em três forças combinadas: o texto como limite, a liberdade como presunção e a lógica como critério. O texto impede abusos, a liberdade orienta as escolhas e a lógica barra os atalhos retóricos. Esses três elementos, quando bem combinados, constroem uma doutrina constitucional sólida, responsável e comprometida com o cidadão — não com o poder.


A clareza das normas jurídicas é uma forma de justiça. Porque onde há clareza, há segurança. E onde há segurança, há liberdade. O cidadão pode planejar sua vida, defender seus direitos e contestar abusos sabendo que existe um padrão estável, acessível, público — e que nem mesmo os tribunais podem ultrapassá-lo impunemente. O contrário disso é o império da incerteza, onde o mais forte, o mais influente ou o mais convincente no tribunal acaba vencendo, não por estar certo, mas por saber jogar o jogo da retórica.


E é isso que precisamos mudar. Precisamos de um novo compromisso: um compromisso com a Constituição como ela é, e não como gostaríamos que fosse. Um compromisso com a contenção, com o método, com o dever de obedecer ao texto mesmo quando ele contraria nossas preferências pessoais. Esse é o único caminho honesto para um país em que o Direito proteja a todos igualmente — e não apenas os que estão do lado certo do discurso dominante. Não precisamos de juízes visionários, mas de juízes leais. Não de intérpretes com missão, mas de leitores com método.


A ideia pode parecer técnica, mas sua força é profundamente humana. Porque no fim das contas, tudo isso diz respeito a você. À sua liberdade. À sua proteção contra o arbítrio. À sua expectativa de que o juiz cumpra a lei, e não a reinvente em nome de algum bem maior que só ele enxerga.


Digo, portanto, com convicção: o texto é o antídoto. Ele cura o excesso, freia o ímpeto, denuncia o abuso e devolve ao cidadão a soberania sobre o seu próprio destino. Quando respeitado, o texto faz do juiz um servidor da norma, e não seu dono. Faz da Constituição um pacto, e não uma desculpa. E transforma o Direito, novamente, em um limite — e não em um palco. O Brasil não precisa de mais intérpretes criativos. Precisa de leitores fiéis.


*Leonardo Corrêa – Advogado, LL.M pela University of Pennsylvania, Sócio de 3C LAW | Corrêa & Conforti Advogados, um dos Fundadores e Presidente da Lexum.















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SCARY (ASSUSTADOR)

 gilbertosimõespires/pontocritico


INGENUIDADE?

Anos atrás, quando prestava serviços voltados ao desenvolvimento da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), hoje B-3,  conheci, pessoalmente, o engenheiro Luis Stuhlberger, visto e reconhecido no -mercado financeiro e de capitais-, como um dos mais bem sucedidos gestores de fundos do país. Pois, embalado pela admiração do profissional, como já afirmei em editorial anterior, nunca consegui entender as razões que levaram Stuhlberger a declarar -abertamente-, inclusive fazendo o -L-, que votaria em LULA. 

ARREPENDIMENTO DECLARADO EM 2024

Um ano atrás (maio de 2024), com atraso imperdoável, a considerar o tamanho do reconhecimento como ótimo gestor do Fundo Verde, Stuhlberger confessou -abertamente- que estava ARREPENDIDO por ter ACREDITADO que o governo do presidente LULA PETISTA conseguiria adotar uma postura um pouco mais controlada em relação ao equilíbrio das contas públicas. Mais: segundo ele, a decepção ganhou força após a mudança da META DE SUPERAVIT PRIMÁRIO PRA 2025 E 2026. 

SCARY

Pois demonstrando mais do que ARREPENDIMENTO, o gestor do Fundo Verde, durante a apresentação que fez sobre a economia global e doméstica no INVESTOR DAY, usou o termo SCARY -que em português significa ASSUSTADOR - para definir o estúpido AUMENTO DO IOF -Imposto sobre Operações Financeiras- trazido na semana passada pelo governo Lula.

AULA DE PSICOLOGIA

“É SCARY ver o que o PT realmente pensa. Foi uma aula de psicologia gratuita do que o PT pensa de nós aqui”, afirmou em alusão à plateia formada por investidores que se reuniam no Teatro B32, no prédio da Baleia, talvez hoje o símbolo maior da Faria Lima.


Mais: ao ser perguntado sobre a capacidade de o Congresso barrar as medidas anunciadas pelo governo, Stuhlberger disparou: -“A verdade é que o Congresso nunca serviu de barreira para nada. Precisa ver se essa pressão toda não está só aumentando o preço do Centrão. Se a Argentina tivesse um centrão, ela não chegaria aonde chegou”.






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MAIS UMA CONTA QUE VAMOS PAGAR

 LARICORVETTO/INSTAGRAM



BOLSA FAMÍLIA, GAZ, PÉ DE MEIA, BOLSA ESCOLA E AGORA ENERGIA... É MAIS DE 4 BILHÕES QUE VAMOS PAGAR...



Mais um da corja do Lula

 marianalescanooficial/instagram


Mais um da corja do Lula aplicando vitimismo, menosprezando o trabalho policial e apoiando comunistas condenados em outros países, mas que no Brasil, tem total apoio!



Por que governo não quer CPI do INSS / PENSAÍ

 gazetadopovo


Por que governo não quer CPI do INSS / PENSAÍ


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https://www.youtube.com/watch?v=SLdtp4GuI94

Um repost pode DERRUBAR meu mandato? 101 mil votos ignorados!

 rubinhonunes/youtube


Um repost pode DERRUBAR meu mandato? 101 mil votos ignorados!


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https://www.youtube.com/watch?v=ToC0SUnOtyk

sábado, 31 de maio de 2025

Marco Rubio e as sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes

 Lucas Berlanza 


A declaração do secretário de Estado do governo Trump, Marco Rubio, de que há grandes chances de sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes reaqueceu a discussão no Brasil sobre essa possível ação externa contra o nosso autoritarismo judiciário.


O programa do jornalista William Waack na CNN é um dos poucos produtos jornalísticos brasileiros aos quais ainda presto atenção. Waack, entretanto, foi infeliz ontem ao proclamar, quase como um esquerdista das antigas ou um nacionalista obtuso, que o assunto é “só nosso”. Não existe essa de assunto “só nosso”. Não faz o menor sentido acreditar que os EUA não devam se importar com um arremedo de ditadura sem vergonha se desenvolvendo no quinto maior país do mundo, localizado no mesmo grande continente americano.


Para além disso, também é desaconselhável ignorar que as decisões censoras de Moraes afetam os interesses de empresas e cidadãos norte-americanos. O argumento do “assunto nosso” não aparece, curiosamente, quando Luís Roberto Barroso faz apelos ao encarregado de negócios dos EUA por declarações firmes a favor do sistema eleitoral brasileiro e contra o suposto golpe bolsonarista. Não aparece quando os EUA de Joe Biden fazem visitas diplomáticas e gestos no sentido de constranger as autoridades brasileiras em atendimento aos pedidos de um representante do Judiciário, ou quando ONGs financiadas por grupos bilionários impulsionam campanhas no Brasil para favorecer os interesses eleitorais de Lula — como mostra a reportagem “Operação ‘Tio Joe’: a influência dos EUA na eleição brasileira de 2022”, brilhante trabalho do jornalista David Agape.


Poucos — a não ser os mesmos esquerdistas jurássicos — dirão, por exemplo, que a Venezuela é assunto apenas de Maduro. Como dizia Carlos Lacerda, em opinião que analiso em meu livro Lacerda: A Virtude da Polêmica, não raras vezes esse dogma da “autodeterminação” é usado apenas para defender a posição cômoda determinada pelos tiranos para si mesmos, consagrando a escravização em vez da efetiva vontade dos povos.


Ninguém quer — certamente não eu — que os EUA enviem tanques e dominem o Brasil.












PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/marco-rubio-e-as-sancoes-dos-eua-contra-alexandre-de-moraes/

IOF

 DEPUTADOPROFCLAUDIOBRANCHIERI/INSTAGRAM



Lula prometeu justiça social, mas está entregando mais imposto — e o mais perverso de todos: o IOF. Invisível, silencioso e implacável, esse imposto drena o bolso dos brasileiros, especialmente dos mais pobres.



O abacaxi está em nossas mãos

    Dartagnan da Silva Zanela

  Dia desses, eu estava folheando um velho caderno de anotações, relendo alguns apontamentos feitos há muito tempo, e entre uns rabiscos aqui e uns borrões acolá, eis que me deparo com algumas observações sobre o ensaio "La misión pedagógica de José Ortega y Gasset", de Robert Corrigan.

Corrigan faz algumas considerações não a respeito da obra do grande filósofo espanhol, mas sim sobre o professor Ortega y Gasset e sua forma de encarar a vocação professoral.

O autor de "La rebelión de las masas" via sua atuação junto à imprensa como uma continuação de suas atividades educacionais, onde apresentava suas ideias, marcava posição frente a temas contemporâneos e, é claro, embrenhava-se em inúmeros entreveros.

Ele afirmava que, para realizarmos com maestria a vocação professoral, é necessário que tenhamos nosso coração inclinado para um certo sacrifício heroico, para que se possa realizar algo maior do que nós mesmos: o ato de levar a luz do saber para os corações que se veem enredados nas sombras do desconhecimento ou que estejam subjugados pelas trevas da ignorância presunçosa.

E todo aquele que, hoje, se dedica de corpo e alma ao magistério sabe muito bem que tudo à nossa volta conspira contra essa hercúlea tarefa, tendo em vista que muitíssimos jovens e adultos encontram-se ébrios deste licor que é a onisciência virtual que, a cada dia que passa, é mais e mais consumida de forma indiscriminada por todos, independentemente da faixa etária.

Sobre esse ponto, lembro-me de que Ortega dizia que a grande missão da educação é levar os indivíduos a deixarem de ficar gravitando em torno daquilo que lhes parece meramente agradável, para passar a orbitar junto à realidade. E, se o mestre espanhol está certo — e creio piamente que está —, algo me diz que estamos, a cada dia que passa, reduzindo severamente as perspectivas da educação em nosso país, infelizmente.

De mais a mais, para que, de fato, algo possa ser feito, antes de qualquer coisa, temos de reconhecer o quão maculados fomos em nossa formação, pouco importa a idade que tenhamos, porque esse mal, em alguma medida, habita em nós.

Por isso, o remédio é amargo e não será fornecido nem pela iniciativa privada, nem pelo Estado, porque não há solução em massa para essa encrenca.

Em resumo, o abacaxi é esse e está em nossas mãos.

*        O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.











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Pavinatto revela o que vai acontecer depois do Moraes ser Sancionado

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Pavinatto revela o que vai acontecer depois do Moraes ser Sancionado

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