Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Sob o 'cartel lula-stf-globolixo', Brasil gasta com a Justiça quatro vezes mais do que a média internacional

  Despesa se iguala a recursos empregados no Bolsa Família; salários com magistrados e servidores são os que mais pesam

REVISTAOESTE


O gasto do poder público brasileiro com os tribunais de Justiça, incluindo remuneração de magistrados e servidores, é o segundo maior entre 50 países analisados pelo Tesouro Nacional. O número, do mesmo modo, representa quatro vezes mais do que a média internacional. 


O Ministério da Fazenda divulgou os comparativos nesta sexta-feira, 28, conforme o jornal Folha de S. Paulo. O estudo considera dados de 2022, os mais recentes disponíveis para os países analisados. O Brasil gastou 1,33% do Produto Interno Bruto (PIB), ante uma média de 0,3%. Só El Salvador tem uma despesa com tribunais maior: 1,59% do PIB. 


Justiça: gastos de R$ 156,6 bilhões em 2023 


Para o Brasil, isoladamente, os números mais atualizados são de 2023. Naquele ano, a despesa subiu a 1,43% do PIB. Os gastos também incluem o Ministério Público e compreendem despesas de União, Estados e municípios. “Esse resultado evidencia o peso substancial do sistema judicial no orçamento público brasileiro, destacando o país como um dos líderes em alocação de recursos nessa subfunção”, diz o relatório. 


Em valores absolutos, os gastos chegaram a R$ 156,6 bilhões (admitindo como base dezembro de 2023). Desse total, R$ 125,6 bilhões devem-se ao pagamento de remunerações a magistrados e servidores (equivalente a 80,2%). O valor global de 2023 é 11,6% maior que o de 2022 (R$ 140,4 bilhões). A cifra já desconta os efeitos da inflação no período. Assim, foi a maior expansão registrada na série, iniciada em 2010. O Conselho Nacional de Justiça, contudo, não se manifestou sobre o assunto. 

Para se ter uma ideia, o gasto com os tribunais encosta no valor que vai para o Bolsa Família, programa de transferência de renda para famílias em situação de pobreza. Em 2023, a política destinou R$ 166,3 bilhões a 21,1 milhões de famílias beneficiárias. 

Em 2021, o Brasil já era um dos líderes em gastos com o Judiciário. Os valores absolutos para aquele ano, porém, foram revisados devido a uma mudança de metodologia, para adequar os cálculos a padrões internacionais.


Revista Oeste 

















PUBLICADAEMhttps://rota2014.blogspot.com/2025/03/sob-o-cartel-lula-stf-globolixo-brasil.html

Alexandre de Moraes está na mira dos Estados Unidos

 GAZETA DO POVO


Alexandre de Moraes está na mira dos Estados Unidos 


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Curitiba, alguns livros e o fim do automóvel privado  

   Aloísio Leoni Schmid


  Curitiba é lembrada como modelo. Não sei como isso começou. Considera-se o público daqui muito exigente. Não são raras as comparações com a Europa (em geral, por quem nunca esteve lá). Aqui se testa produtos em lançamento. Este texto é sobre um caso desses que existe, talvez, somente na minha imaginação. Mas resolvi compartilhar, pois é gostoso ter tais insights e encontrar ressonância.


Em Curitiba, o poder executivo vem gradualmente convertendo ruas naturais - de mão dupla - em vias de mão única. Nessa prática, em geral estabelece os chamados "binários" - pares de ruas paralelas, próximas entre si e de sentidos opostos – e, como se fosse condição necessária, extingue (ou, se você preferir, extirpa) as vagas de estacionamento de ambos os lados. No projeto de um condomínio residencial ou comercial, é comum que jovens profissionais de Arquitetura fiquem com a tarefa de criar vagas de estacionamento em espaço exíguo. Parece-me que, na administração de Curitiba, o desafio do estagiários seja outro: quem elimina mais vagas?


Há vinte anos, eu me encantei com as acolhedoras ruas de Medellín, as casas no alinhamento predial (sem o famigerado recuo obrigatório de muro e jardim que aqui se tornou quase a regra). Janelas para a calçada, um canteiro adjacente a elas, estreito, de umas trepadeiras, folhagem e flores; outro paralelo no meio da calçada, com exemplares mais viçosos das mesmas plantas e alguma árvore. Da Colômbia eu me transportei ao "Uma rua como aquela" de Lucília Junqueira de Almeida, romance que outrora me acalentou e, penso, também outros adolescentes bem comportados. O comércio de rua é comumente pequeno, orgânico, muitas vezes familiar. Entro numa loja para comprar, olhar, pedir uma informação. O tempo faz as lojas pertencerem aos locais. Como conseqüência, dão vitalidade às calçadas e, indiretamente, previnem a violência. Essa análise está no "Live and Death of Great American Cities" de Jane Jacobs. Um exemplar em formato de bolso, amarelado e roto, todo anotado de uma disciplina de mestrado, habitou minhas estantes até o dia em que recebi em casa um jornalista estadunidense sedento por informações de Curitiba. Veio conhecer essa cidade em que, em termos brasileiros, se experimenta. Porém, constatei que ele desconhecia os relatos sobre Nova Iorque e Boston pela jornalista tão cara a Lerner - sim, Jane Jacobs não era urbanista, mas casada com um deles. Dei-lhe de presente o livro bem amarelado. De Curitiba para o mundo! 


Falo de dois livros muito diferentes. Um é um romance infanto-juvenil despretensioso surgido no Brasil nos anos 80. O outro, uma obra de não-ficção, quase um tratado urbanístico, publicado nos Estados Unidos nos anos 60. Curioso é que ambos me remeteram às casas sem recuo. Em Curitiba, sobrevivem relativamente poucas. Penso na Prudente de Morais, na Saldanha Marinho e, exemplo mais pitoresco, na Travessa dos Editores, nas Mercês. Nunca tinha passado por ali, até que precisei estacionar por perto (novamente a falta de vagas). Uma rua estreita, a calçada estreita, as janelas como que querendo examinar você melhor e as portas, puxar uma conversa. Jane Jacobs chamava as janelas de casas assim e, como elas, as vitrines de lojas, de "eyes on  the street". Olhos da rua ou olhos para a rua. Melhor a segunda tradução. Não se trata de belos olhos para ser vistos - como das vendedoras de shopping. Não porque aos olhos "para" a rua faltem atributos de cor verde ou forma amendoada; mas porque, mais que olhos sedutores, são olhos de zelo e compaixão. Humanizam o espaço público ao redor: de espaço de ninguém, passam a ser espaço de muitas pessoas.


Esse mix fino de usos colabora para tornar as cidades mais vivas. O mix era elemento freqüente ao se falar do urbanismo de Curitiba – em livros, palestras e até em folhetos turísticos; em inglês, francês, japonês; pelo mundo mas talvez principalmente aqui onde as pessoas votam. Mix que ficou na saudade quando da criação dos dois primeiros shopping centers, aqui mais para o centro, Mueller e Curitiba (quem lembra do primeiro mesmo, o Pinhais? Pois diziam: Mueller quebrou Pinhais, vote Requião). Ocorre que, nos anos 80, a legislação de uso e ocupação do solo ainda vedava empreendimentos de área construída excedendo 10 mil m² pois, de consenso, teriam efeitos indesejáveis de concentração de carros e polarização do comércio. Meses antes do lançamento do Mueller, a Lei ganhou nova redação que agora relaxava tal limite de área nos casos que tratassem de preservação do patrimônio histórico.


No primeiro caso, no bairro Centro Cívico, sob esse pretexto, a fundição com o nome da família Mueller, então em ruínas, foi revitalizada. Basicamente, a cidade "ganhou" um bloco de paredões amarelo-claros de três a quatro pavimentos ocupando o quarteirão inteiro, cercado por uma calçada estreita, sem um pé de coisa nenhuma. Ornatos de gesso foram aplicados ao redor das falsas janelas, emparedadas que foram por dentro, e sem produtos para mostrar. Apenas duas portas para a rua, em faces opostas. Jane Jacobs foi esquecida e eu ainda nem tinha meu exemplar para levar correndo àqueles planejadores. 


No segundo caso, ali no começo do Batel, entre a Visconde de Guarapuava e a Sete de Setembro, havia um quartel. Já era Setor Estrutural - um corredor que permite prédios altos e próximos entre si). Já estava num estado bem denso, e assim seguia por quilômetros em direção ao sul, já canalizando muito trânsito. O quartel foi desativado e ganhou expansão para cima e para baixo, comportando dezenas de lojas. Desta vez, três portas para a rua. 


Pois o que é mesmo que fundamenta a preservação de tais edifícios? Memória afetiva? Eu teria meus motivos: pois sempre morei perto da fundição e, aos 18, foi naquele quartel do Batel que me apresentei. Mesmo que eu soubesse, aqui, estender-me num romantismo urbano, seria o tipo de critério subjetivo, idiossincrático, duvidoso. Em nome desse patrimônio afetivo de poucos surgiram dois edifícios que, com seus empregos e impostos, dão as costas à cidade com sua enorme extensão de fachadas cegas. Aliás, assim também fazem os condomínios fechados nos bairros. Dentro, segurança e tédio. Um passo para fora, solidão e perigo.


Voltando para o caso das vias de trânsito, eu falava da falta que as vagas fazem para o comércio. O estacionamento ao longo de muitas vias centrais como a Brigadeiro Franco somente é liberado das 20h às 7h00 – horário de comércio fechado. Horário ideal para visitar avós, tios e sogros idosos. Buscá-los para almoço, compras, consulta médica em dia de semana, nem pensar. Que dizer de idosos que foram viver nas densas torres dos setores estruturais, como na praça da Ucrânia, nunca liberados para estacionar ou parar? O embarque e desembarque de idosos tornou-se uma façanha olímpica.


Enquanto isso, o jogo de eliminação de vagas segue vigoroso. A tortuosa Mateus Leme era uma rua bucólica, vívida, com sua mistura de casas e lojas, restaurantes e fabriquetas. Orgânica. Hoje é a via rápida de acesso para Almirante Tamandaré e Rio Branco do Sul, cidades-dormitório. Já Curitiba, tornou-se cidade-passagem. Isso é notável não só na Mateus Leme, mas ao longo do gigantesco X do "Setor Estrutural". Desde a região central da cidade, lança pernas de edifícios altos e vias de trânsito rápido para Nordeste, Sul, Leste e Oeste, com habitação vertical e densificada, comércio e serviços nos pavimentos inferiores - aqui sim a Jane Jacobs foi prestigiada. Mas ao longo dos eixos de transporte intenso,  o conforto nos muitos lares é relativizado. Nos anos 70, 80, 90, 2000, foram muitas noites mal dormidas para quem ali vivia. Essa afirmação não é subjetiva: foi registrado em 2007 pela fonoaudióloga Angela Ribas em sua tese em que, de 100 apartamentos no Setor Estrutural, sorteados e visitados para avaliar sobre condições ambientais, nas 100 unidades os moradores fizeram menção espontânea ao ruído excessivo.


Em férias e sem sair da cidade, decido buscar uns itens para casa. Vou procurar uns ganchos para roupa e desço a Padre Agostinho, ao longo do Setor Estrutural a Oeste. Vou por uma de suas quatro faixas, muito estreitas e dificilmente aproveitadas. Penso que faz os motoristas sentirem-se motocicletas por entre as frestas. Não há vagas para estacionar e constato que, em algum ponto, estaciona-se sobre a grama, no melhor estilo brasiliense. Depois vou mandar emoldurar uns quadros, lembrei de uma boa moldureira no Boa Vista, ao Norte. Pacato bairro residencial de muitas habitações unifamiliares e comércio vicinal, eu me frustrei ao ver meu caminho habitual convertido em mais um novo binário - sem vagas – que o perpassa. Mas meu azar foi maior na Silva Jardim, altura do antigo Cefet, em que do lado direito há um tradicional sebo de gibis. Fui até lá esses dias no intuito de gastar duas horas e algum dinheiro com cultura, um bom café coado sem leite nem açúcar. Não encontrei vaga para parar, mas não porque naquele dia eu cheguei tarde: já não existem mais vagas, nem mesmo para estacionar meu ínfimo two-seater (na Europa de verdade, encontra vagas exclusivas para eles). Onde foi que eu errei? Nem estava a viajar e queimar querosene de aviação, e naquele dia nem saí para beber ou mesmo praticar volante agressivo. Ressoou um tom moralista que eu conhecia meus colegas universitários quando vivi na Alemanha: lá só se tolerava quem saísse a pé, de bicicleta ou bonde. Até nosso professor orientador, se chegava de carro, fazia isso bem discretamente. Voltei para casa em meio a uma chuva de verão, intensa e imprevisível.


No passado, nos dias de férias com chuva, eu poderia estar jogando Banco Imobiliário com irmãos e vizinhos. Hoje eu penso numa versão "2030" do clássico jogo. Ganha ponto quem entregar 50 vagas. Ganha mais ponto quem entregar 100 vagas. Ganha bônus quem, eliminando vagas, fizer fechar comércio. Mas se jogar os dados, andar com seu peão e cair na casa "experimento social" e, tirar a carta "banimento do automóvel individual", é jogo encerrado; o adversário que estiver em posse do "start-up" do aplicativo de carona venceu. 


A vida real já está quase tão assustadora. As cidades "de poucos minutos" deixam de ser curiosidade e se encontram em lenta (e cuidadosa) implementação. Curitiba novamente é escolhida para representar o Brasil. Organismos internacionais em Nova Iorque, evento nas montanhas da Suíça, tudo sob a empolação teórica de um Yuval Harari, leitura de jovens adultos mal aconselhados. Prevê a felicidade para as pessoas através de jogos eletrônicos e drogas, já que "nada terão e serão felizes". Veículos serão de uso compartilhado, elétricos, autônomos. Seguirão um desses  "gadgets" acessíveis na palma da mão, ou no pulso, um toque ou comando de voz, ligados no "start-up" (isso é um belo eufemismo, já que aquela empresa iniciada na garagem hoje domina o mundo). O sistema elétrico interligado de poucos anos antes, as usinas do Iguacu, Itaipu, térmicas, tudo já se tornado insuficiente. Haverá outro sistema, umas tantas vezes maior, agora solar. Eu mesmo fui entusiasta dessa tecnologia já lá na graduação e, depois que me formei, fui do outro lado do mundo estudá-la. Hoje, módulos solares e baterias são coisa trivial. Vêm quase que exclusivamente da China. A energia como ferramenta de dominação social. Um princípio que em 1885 já era conhecido, tal que foi o fio condutor do romance Germinal, de Emilie Zolá. Mineiros de carvão eram mantidos na penúria e sequer tinham combustível para atravessar o inverno. Ou no livro de não-ficção de 1986 "Uma história da energia", dos sociólogos franceses Daniel Hémery, Jean-Claude Debier e Jean-Paul Deleáge. Com algumas idas a Brasília no meu início de carreira, um outro grande livro em formato de bolso era exposto no aeroporto na lojinha da editora da UNB, que aqui lançou a tradução por Sérgio de Salvo Brito. Esse livro já me serviu de valiosa referência em disciplinas sobre energia e ambiente. Livros-texto surgem quando teorias se consolidam. A aritmética. A física Newtoniana.


Já o assunto de efeito-estufa não é algo consolidado, nem corresponde a uma teoria de alguma ciência, sequer a uma hipótese querendo se tornar teoria. Vou explicar com uma situação didática. Na disciplina de Métodos de Pesquisa, já perto da minha vigésima turma, uma mestranda me entregou seu esboço de projeto, falando de aquecimento global como se fosse conhecimento definitivo. Eu a orientei a refletir. Quando muito, manter o conceito chamando isso de pressuposto, coisa que aprendi de minha amiga Carminha, nos anos em que dividia a disciplina comigo. É algo incerto como uma hipótese, mas não é passível do teste de hipótese, já que não corresponde ao objetivo da pesquisa e nem poderia corresponder, nenhum orientador sensato poderia cobrar isso, dados o tamanho e a complexidade da tarefa. É um pressuposto e, sublinho, de base política. "Mas isso vem do IPCC, vem lá da ONU". "Então, prezada discente, você incorre em outro erro, o argumento de autoridade, que consiste em apelar para o poder e a fama, capas da Nature ou da Science, mesmo para uma métrica usual como fator de impacto, desacreditada que está essa ciência do establishment.  E não venha argumentar com número de likes." Pois, autoridade por autoridade, há mais de dez anos eu me desfiz de alguns livros sobre "aquecimento global", pois minhas estantes são finitas e seguem aquilo que, em Mecânica dos Fluidos, chamamos de equação da continuidade. o maior deles editado pelo Greenpeace (quem, sendo eternamente jovem, não foi também rebelde um dia?). 


As metáforas, mais que recurso de estilo, são inseparáveis do nosso raciocínio  - assim afirmam George Lakoff e Mark Johnson em seu precioso "Metaphors we live by", que exemplificam com "tempo como dinheiro" ou "discussão como briga". Proponho aqui a metáfora de "ciência como briga" e coloco, do lado de cá, Patrick Moore (sim, o co-fundador arrependido do Greenpeace), John Coleman (criador do Weather Channel) e ainda John Clauser, William Soon e diversos outros cientistas que aparecem no documentário Climate: The Movie de 2023. De São Paulo para Curitiba, o meteorologista Dr. Ricardo Felicio, quem estudou mais o clima que todos os influenciadores woke juntos, e estudou ainda os tantos modelos tendenciosos de clima (eu me entendi com o Felicio, pois fazer modelos no computador é a minha diversão de fins de semana chuvosos nas minhas cinco décadas vivendo em Curitiba, que fica logo atrás de Manaus em "metros" de chuvas anuais). Não contente, Felicio também estudou toda a trama político-econômica que sustenta a falácia do efeito-estufa. Eu digo aos discentes de mestrado: "quando veículos de imprensa e influencers fazem coro para, com a força do poder econômico, emitir parecer de cientificidade, desconfiem." Jornalistas são pessoas comuns habilitadas a falar sobre qualquer coisa para pessoas comuns. Cientistas estudam uma coisa com profundidade. Comunicadores científicos, além de estudar uma coisa com profundidade, são capazes de explicá-la aos familiares numa feijoada de domingo, ou aos amigos numa mesa de bar, com pausas para molhar a garganta de cerveja gelada. Precisamos de muitos deles para explicar que não há nada de errado nos países que consumem os recursos que têm para se desenvolver - venham eles do céu ou do subsolo.  


Antes de terminar, passo mais uma vez por Curitiba. Não para seguir Tolstoi, falar da minha aldeia e me achar universal. Não acredito em empreender na escala global se a vida acontece ao alcance dos sentidos. A grande mídia entretém com uma mistura de campeonato europeu, Papa, música pop, Amazônia em chamas, umas autoridades de terno azul escuro e carne artificial. Apresentadores fiéis têm, nos lares, direito prioritário à voz. Testemunhamos a transição de seus cabelos para o branco: Cid Moreira, Bonner. Vão preparando corações e mentes para o governo global. Serão restrições de mobilidade e de opinião que deixariam George Orwell sem graça.


Curitiba teve sua evolução espacial e, nela, seu bem-sucedido planejamento urbano com uma rede de transporte público notável. Há ainda, e numa escala bem menor e mais recente, o trânsito de bicicletas e, naturalmente, o trânsito de pedestres, sacramentado na Rua das Flores, de 1973, a primeira zona de pedestres de que se tem notícia no Brasil. Mas não podemos omitir a realidade da mobilidade motorizada individual. Não fosse o automóvel, Curitiba não teria a escala que tem, com sua relativamente baixa densidade habitacional - nada comparável aos extremos de espraiamento de Los Angeles ou Orlando, tampouco de densidade como Roma ou Paris e menos ainda Tóquio ou Pekim. Estamos, assim muitos do Brasil urbano, num mesmo patamar das grandes cidades da Austrália e com correspondente gasto per capita de energia para transporte. Automóveis são, para a população de Curitiba, expressão do direito de ir e vir. Acrescento e sublinho: parar quando der vontade. A classe política sabe muito bem disso. Mexer com hábitos arraigados de motoristas é arriscar perder eleições; por isso, tudo tem ocorrido gradualmente. Deixo um apelo a quem na Câmara de Vereadores representa as pessoas com independência, honra seu cargo e vive de seu salário a parar e rever o processo com transparência, esclarecimento, discussão e participação.


*      O autor, Aloísio Leoni Schmid, é engenheiro mecânico e professor no curso de Arquitetura e Urbanismo e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFPR.



























publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/curitiba,-alguns-livros-e-o-fim-do-automovel-privado__18415

Tomé Abduch faz denuncia gravíssima sobre Carnaval de SP

PAVINATTO/YOUTUBE

Tomé Abduch faz denuncia gravíssima sobre Carnaval de SP


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ESCALA 6x1. LIBERDADE de escolha? ERIKA HILTON diz NÃO!

 rubinhonunes/youtube


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domingo, 2 de março de 2025

Minhas férias em Cuba

 Por Mark Thornton


Nunca estive em Cuba. Isso é estranho, já que visitei a Flórida mais de 100 vezes, incluindo pelo menos três vezes em Key West, a apenas 90 milhas de distância. Também estive em alguns cruzeiros no Caribe e estive em ilhas ao sul e leste de Cuba. Eu vi Cuba de longe. Estive no México algumas vezes e também em países da América Central, mas não em Cuba.

À primeira vista, isso é muito estranho. Cuba já foi um famoso destino de férias para os americanos. Embora agora possamos viajar para Cuba, a maioria dos americanos foi privada de várias formas de comércio com o povo cubano (açúcar, charutos, viagens, níquel etc.) por toda a vida. Fomos feridos. Da mesma forma, o povo cubano foi privado de negociar com os americanos e visitar seus parentes americanos. Nós dois fomos peões da política externa e, em particular, da necessidade do complexo militar-industrial de uma "Guerra Fria".

Não quero me alongar nos aspectos negativos, mas o povo cubano está sofrendo com altas taxas de inflação e depreciação da moeda, racionamento e escassez generalizados e apagões de eletricidade se tornaram uma ocorrência comum. Com relações e comércio mais abertos, podemos ajudar-nos uns aos outros, e os cubanos estariam mais aptos a ajudarem-se a si próprios.

Cuba fez parte do Império Espanhol por muito tempo e, enquanto o povo cubano lutava por sua independência, os Estados Unidos entraram e roubaram as joias do Império Espanhol, que incluía Porto Rico e as Filipinas. Os políticos dos EUA queriam seu próprio império e, assim, lançaram a injustificada "Guerra Hispano-Americana" (1898). Isso também teve o efeito infeliz de trazer o político maluco e belicista Teddy Roosevelt para o centro do palco da política americana. Claro, isso foi realmente apenas uma continuação da tomada da propriedade colonial da Espanha, que já se estendia da Flórida à Califórnia.

Embora os cubanos tenham prosperado durante a "independência", foi uma prosperidade fraca e desequilibrada devido ao modelo de "capitalismo de compadrio" imposto pela "proteção" americana. Era semelhante ao seu status de colônia espanhola. Nesse tipo de modelo econômico, os líderes locais são protegidos dos cidadãos abaixo. Nesse modelo, os líderes locais podem explorar a economia, particularmente a mão de obra pouco qualificada, recompensando os capitalistas de compadrio e distribuindo pilhagem a seus amigos. Eles também são isolados de cima; certas coisas são impostas pela metrópole, mas, por outro lado, há negligência e falta de resposta. Claramente, essas questões também são grandes pontos negativos para o desenvolvimento econômico porto-riquenho. Ninguém realmente nega nada disso e a maioria concorda que foi uma força motriz para a Revolução Comunista em Cuba, bem como a força duradoura e unificadora do regime de Castro.

Alguém acha que essa situação é boa para os americanos? Alguém acha que esse impasse é bom para os cubanos?

Embora se diga que os cubanos prosperaram durante o período dos subsídios soviéticos e embora esteja claro que o povo cubano tem habilidades econômicas extraordinárias, seria difícil argumentar que a economia cubana está à altura de seu potencial. A resposta dos governos à situação da covid teve um enorme impacto negativo em Cuba, pois as viagens de férias para a ilha despencaram. Os cubanos sofreram e sua economia ainda não se recuperou totalmente.

Um movimento unilateral por parte dos Estados Unidos quebraria o impasse da política externa e poderia ajudar a liberar o potencial cubano. Reconheça Cuba, acabe com o embargo. Isso incluiria livre comércio e viagens ilimitadas com Cuba, o retorno da Baía de Guantánamo, relações diplomáticas plenas etc.

O aumento do comércio e das viagens beneficiaria os dois países. O investimento empresarial americano é extremamente necessário na economia cubana. O potencial do país como destino de aposentadoria e centro de negócios para operações comerciais no Caribe, América Central e América do Sul é óbvio e outras oportunidades são abundantes. Peças e atualizações em seu sistema de geração e distribuição elétrica são extremamente necessárias em Cuba.

As pequenas quantidades de distensão entre os países foram mutuamente benéficas e não levaram o mundo ao fim. O governo cubano está disposto a abrir bolsões de sua economia ao mercado. Em vez de tentar tirar proveito da situação de Cuba, é necessária uma postura mais generosa por parte dos EUA, como é o caso em toda e qualquer negociação comercial bem-sucedida. Isso também enfraqueceria a tentativa da China de ganhar influência sobre Cuba.

Os poderes constituídos em ambos os países não querem ver essa abertura das relações econômicas. Nos Estados Unidos, dizem-nos, por exemplo, que a população cubano-americana se opõe a isso, e a indústria açucareira americana se opõe a isso. Se for verdade, esses grupos de interesse dependem de nossa própria ignorância de como ganharíamos e como o povo cubano ganharia.

Você pode perguntar: os americanos realmente precisam de mais açúcar? Vamos mais fundo nessa toca de coelho: se comprássemos açúcar cubano, seu preço subiria beneficiando os cubanos, e o preço do açúcar americano cairia, prejudicando os produtores americanos. Mas atualmente os americanos são forçados a cultivar açúcar de forma ineficiente e intensa, com grandes quantidades de fertilizantes e produtos químicos, prejudicando nosso meio ambiente. Também obtemos açúcar da agricultura de beterraba - uma óbvia perda de eficiência em nossa economia e uma degradação de nossos recursos. Não apenas nossos produtos alimentícios seriam mais baratos, saborosos e saudáveis com menos frutose e substitutos artificiais, mas nem mesmo conhecemos todos os outros benefícios econômicos que se materializarão no futuro com uma economia mais eficiente.

Agora que todos os atores originais deste drama histórico estão mortos, vamos pensar por nós mesmos. Podemos nos afastar do "Lado Negro" e deixar para trás esse capítulo feio da Guerra Fria na história humana. Este é um fruto muito fácil em termos de ajudar as pessoas hoje e criar um futuro melhor.

Viva Cuba Libre!

 

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.




























publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/3528/minhas-ferias-em-cuba

A incerteza macroeconômica no Brasil atual

 ANTONIO CARLOS PORTO GONÇALVES/INSTITUTOLIBERAL


O governo brasileiro inverteu a relação temporal costumeira entre a austeridade econômica e a necessidade eleitoral. Os governos costumam adotar medidas austeras necessárias no início dos seus mandatos e, ao final destes, próximo às eleições, com a inflação baixa, aumentam seus gastos para obter bons resultados eleitorais.


Mas, logo de início, o governo atual expandiu fortemente o gasto público, levando a um aumento do Produto Interno Bruto do país. O excesso cometido está acelerando a inflação, o que sustou a redução paulatina da taxa de juros que vinha ocorrendo, invertendo-a.


A expansão econômica não aumentou suficientemente a receita fiscal para compensar o maior gasto público. Como resultado, a dívida pública brasileira, já vultosa, cresceu 15% desde o início de 2023. A desconfiança gerada levou à subida da taxa de câmbio entre real e dólar, o que realimenta a inflação. A popularidade do governo, simultaneamente, tem diminuído.


A questão que se coloca, no momento, diz respeito à postura do governo nos próximos meses. Vai tentar aumentar a receita fiscal, vai interferir no esforço do Banco Central para obter a meta de inflação, vai controlar os preços, sobretudo dos alimentos, dos combustíveis e do dólar? Ou vai reduzir o gasto público? Esta é a incerteza básica de política macroeconômica nos próximos 6 meses.


Considere estas várias alternativas. Haverá muita dificuldade para aumentar a receita tributária; o país é fiscalmente caro (e confuso) para seus cidadãos, e mais impostos podem “exportar” a atividade econômica no Brasil. Sacrificar a independência do Banco Central e sua meta de inflação será um retrocesso importante para nossa construção institucional, gerando desconfiança nos atores econômicos.


A incerteza


Controlar diretamente os preços e o câmbio pode ter algum efeito imediato, mas é inflacionário a médio e longo prazos: pois, se uma pessoa paga continuamente menos pela gasolina de preço controlado, por exemplo, vai ter mais sobras de recursos para comprar outras coisas, cujos preços aumentarão. Eventualmente, a gasolina também terá que ser reajustada.


A solução adequada para o atual desequilíbrio econômico é a redução do gasto público, o que seria politicamente menos danoso do que a inflação. Considere, por exemplo, o caso da Argentina atual, cujo governo reduziu os gastos e diminuiu a inflação — e sua popularidade até aumentou, desmentindo as previsões de que seria um governo politicamente sitiado.


Por Antonio Carlos Porto Gonçalves. Ph.D. em economia e conselheiro superior do Instituto Liberal.













PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/economia/a-incerteza-macroeconomica-no-brasil-atual/

UMA EXCELENTE EXPLICAÇÃO SOBRE O SOCIALISMO

 INSTAGRAM


EXCELENTE EXPLICAÇÃO SOBRE O SOCIALISMO...



FAZ U ÉLI

 JAQUESJOSEDE/INSTAGRAM


CONCORDO COM ELA...



CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

 INSTAGRAM


E AGORA? NÃO HÁ COMO CONTESTAR... FAZ U ÉLI



CAOS NA EDUCAÇÃO NO BRASIL

 iNSTAGRAM


CAOS NA EDUCAÇÃO NO BRASIL 



“Encarnação do mal”: Barroso libera Dino e Zanin para julgar Bolsonaro

 DELTANDALLAGNOL/YOUTUBE


“Encarnação do mal”: Barroso libera Dino e Zanin para julgar Bolsonaro


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https://www.youtube.com/watch?v=GTjN6Ct3wCU

Essa semana o Alexandre de Moraes perdeu as estribeiras por causa do Golpe

  SEM MIMIMI /youtube


Essa semana o Alexandre de Moraes perdeu as estribeiras por causa do Golpe  SEM MIMIMI 

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LULA ABANDONADO e MORAES ACUADO! BIGTECHS exigem RESPOSTAS na JUSTIÇA!

 RUBINHO NUNES/YOUTUBE


LULA ABANDONADO e MORAES ACUADO! BIGTECHS exigem RESPOSTAS na JUSTIÇA!


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Em desespero, petistas querem matar a vaca leiteira da economia

  GAZETA DO POVO


Em desespero, petistas querem matar a vaca leiteira da economia /


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sábado, 1 de março de 2025

A Lei Morreu

 J.R. Guzzo - Os magistrados brasileiros não aplicam a lei — usam a lei. Decidem segundo o caso, a pessoa envolvida e os seus interesses políticos ou financeiros


V amos começar com uma pergunta compreensível, descomplicada e fácil de responder: você acredita que teria chances de receber uma sentença honesta, ou pelo menos coerente com a lei, se entrasse com uma ação numa vara judicial do Congo, digamos, ou de Ruanda, ou de algum dos 25 países da África que pelas últimas contas estão em guerra neste momento? E num tribunal da Al-Qaeda, ou do Exército Islâmico, ou coisa parecida? Que tal o Afeganistão, ou a esquadra judicial de algum grupo terrorista que vive de pirataria em alto-mar? Vamos, agora, à pergunta que interessa: você acha, sinceramente, que as coisas seriam diferentes na Justiça brasileira como ela ficou hoje — a começar pelo STF? 


A única resposta possível, diante dos fatos concretos, indiscutíveis e visíveis para todo o mundo, é não e não. Não existe justiça em nenhum dos lugares citados na primeira pergunta. Não existe justiça, da mesma forma, no Brasil. A razão fundamental é a mesma: em nenhum dos casos o Estado nacional e quem tem a força bruta respeitam o que está escrito nas leis ao tomarem as suas decisões. Há leis, é claro — até numa tribo perdida no fim do mundo há algum tipo de lei. Mas os magistrados não cumprem o que as leis mandam fazer, ou cumprem para uns e não para outros, ou cumprem hoje e não cumprem amanhã. Dão sentenças opostas para as mesmas questões. Não aplicam a lei — usam a lei. Decidem segundo o caso, a pessoa envolvida e os seus interesses políticos ou financeiros. 


Os ministros do Supremo, daquela maçaroca de “tribunais superiores” de Brasília e dali para baixo, rumo aos tribunais de Justiça dos Estados e às comarcas de primeira instância, acham que é um exagero dizer qualquer das coisas ditas acima. Pior: acham que é um “ataque à Justiça”. Na melhor das hipóteses, debitam esses “ataques” ao inconformismo humano de quem perdeu uma causa na Justiça ou discorda de alguma decisão — fruto, naturalmente, da sua ignorância das leis e da sua pretensão absurda de “discutir com o juiz”. É a resposta automática do sistema a qualquer crítica. “Por acaso você é formado em Direito? Quem é você para discutir com um jurista de notável saber jurídico?

Será? Será que não dá para discutir nem com o notável saber jurídico do ministro Dias Toffoli — que foi reprovado duas vezes no concurso para juiz de Direito e, como tal, não está qualificado para decidir nem uma ação de despejo? É claro que dá para discutir. Não apenas é um direito do cidadão. Do jeito que as coisas estão indo com a Justiça brasileira, já é um dever. Para quem tem condições de se manifestar em público, como a Revista Oeste, na verdade tornou-se impossível levar a sério um sistema judicial que destrói, a cada dia, o direito constitucional das pessoas de receber justiça segundo o que está escrito na legislação. Não há exagero nenhum. Há juízes que negam a lei. 


Não se trata de uma opinião: é um fato. Se a lei, como ocorre no Brasil de hoje, não é a mesma para todos, não é aplicada da mesma forma e durante o tempo todo, e vale ou não vale conforme o que o STF decide na hora, então não há lei nenhuma. É exatamente o que está acontecendo hoje no país. Por acaso algum cidadão preso pelas autoridades públicas tem direito à plena proteção do processo legal, se for “de direita” ou estiver sendo perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes? Até uma criança de curso primário sabe que não. O Brasil de hoje é o centro mundial da insegurança jurídica — a situação em que ninguém, sobretudo os advogados, pode ter uma expectativa racional de que a lei será obedecida. 


O país superou, na verdade, a mera insegurança jurídica. Está hoje em situação de crescente anarquia legal, criada diretamente pela violação das leis por parte do STF — e dali, como num processo de metástase, irradiada para baixo em todo o aparelho judicial brasileiro. A negação das regras mais básicas do Estado de Direito não é, há pelo menos seis anos, uma anomalia ocasional, dessas que podem acontecer nas melhores famílias da democracia mundial. Passou a ser um sistema. A surpresa, hoje, é ver a Justiça agir como um Poder que cumpre a lei. O seu pão-nosso-de-cada-dia, ao contrário, é a recusa em respeitar o ordenamento jurídico tal como ele é.

Há literalmente centenas de casos, a maioria processada na escuridão do anonimato e envolvendo gente que não tem nenhuma condição de se defender, que comprovam de forma material a violação sistêmica das leis pelo STF — isso para ficar só no STF, e só nas violações mais óbvias. Acontece todos os dias. Está acontecendo neste exato momento, mais uma vez. A lei proíbe, por exemplo, que o juiz tome parte da negociação entre acusado e promotor, para efeitos de possível delação premiada, se é ele quem vai julgar a causa. Alexandre de Moraes faz o contrário. Não só participa, como comanda o processo — e ameaça prender o delator, o seu pai, a sua mulher e a sua filha maior se ele não disser o que querem que ele diga. 


A mídia e os juristas consultados pela mídia, sempre os mesmos, fazem extensas considerações dizendo ao público que o ministro age de maneira perfeitamente legal — nunca, jamais, em caso algum, a mídia e os juristas acham que o ministro Moraes faz alguma coisa errada. Isso não torna o episódio legal, como nada é legal na raison d’être do atual STF: tornar oficial, jurídica e acabada a ficção de que houve um golpe armado no país, que o responsável é o ex-presidente Jair Bolsonaro e que ele tem de ficar na cadeia pelo resto da vida para não haver nenhum risco de que venha a ganhar uma eleição de novo. O “golpe” nunca foi dado e não há prova nenhuma contra ninguém. Mas também não há lei — e é justamente para isso que não há lei.

Se houvesse, seria simplesmente impossível, entre sabe lá Deus o que mais, aceitar dos pontos de vista jurídico e moral que o ex-presidente seja julgado por inimigos declarados, como os ministros Moraes e Flávio Dino — este, inclusive e em público, chamou Bolsonaro de “demônio”. Está bom assim, ou precisa de mais alguma coisa? Os réus não vão ter direito a recurso das sentenças que receberem, coisa que deve ser ilegal até no Congo. O julgamento jamais poderia ser feito diretamente no STF. Os advogados não puderam exercer o direito de defesa. Todo o processo, do primeiro minuto até hoje, é uma árvore envenenada. Tudo o que saiu dela é ilegal — fruto contaminado pelo veneno original.


Se vale tudo no processo do “golpe” então vale tudo no resto — e essa bem que pode ser, todas as contas feitas, a pior depravação trazida ao Brasil pelo Supremo. Com certeza, é a mais duradoura e difícil de resolver algum dia. A política passa, mas o Erário fica, e o STF aboliu, com suas sentenças, o crime de corrupção no Código Penal Brasileiro. Aí complica. Os ministros, na verdade, criaram uma jurisprudência no Brasil única no planeta: se o sujeito provar que é ladrão, inclusive com confissão feita na presença de seus advogados, ele é absolvido e recebe de volta o dinheiro que roubou. Por que os ladrões do futuro seriam condenados? 


“Se o ministro do STF pode fazer o que bem entende, por que eu também não poderia?” Essa é a pergunta no STJ, em seus similares de Brasília, nos tribunais de Justiça dos Estados e em toda a magistratura. Os efeitos estão aí. Desembargadores e juízes construíram para si um paraíso salarial onde recebem R$ 100 mil por mês, ou R$ 200 mil, ou R$ 500 mil, e daí para cima — e dessa aberração resulta que o Brasil tem o Judiciário mais caro do mundo. A venda aberta de sentenças, nos tribunais de Justiça, está todos os dias na mídia. Na prática, é permitida: não há nenhum magistrado preso no Brasil. A própria noção do que é a palavra “lei” está em vias de extinção. Basta ver que um juiz — isso mesmo, um juiz — propôs que fosse legalmente proibido o uso da palavra “penduricalho”. Segundo ele, é um “ataque à Justiça”


Não há segurança nenhuma para os cidadãos, enfim, quando o ministro Alexandre de Moraes prega em aula magna nas Arcadas, e é aplaudido pela plateia, que o Brasil tem de eliminar legalmente a liberdade de expressão nas redes sociais. Não é liberdade, diz o ministro — ele, Moraes, e não o Congresso Nacional. É uma armação de multinacionais para manipular, violar e falsificar “o algoritmo”. Com isso, segundo Moraes, lavam o cérebro do ser humano. Com o cérebro de todo mundo lavado, tipo geral, as multis vão acabar com a democracia no Brasil e no resto do planeta, e impor uma ditadura mundial de extrema direita. Para impedir isso, é preciso banir da internet as opiniões que ele, Moraes, considera extremistas, direitistas e impróprias para serem ouvidas pela população. Não é que isso seja apenas uma acusação “sem provas” — como sempre diz a mídia quando não gosta do que ouve. É algo que não tem nenhum vestígio de fundamento lógico. 


Quando um ministro do STF se sente livre para agir dessa maneira, é que se sente livre para tudo. O ministro viajou da conspiração dos algoritmos para a exposição de suas teses sobre a sociedade brasileira — incluindo a extraordinária alegação de que é uma “classe média” frustrada, na maioria “branca, hétero e com mais de 45 anos”, quem realmente é a favor das redes sociais no Brasil. É gente, na sua opinião, que está na fronteira do “nazismo” — e, como tal, precisa ser erradicada da face da Terra. É um legítimo “Chauí II, O Retorno” — a musa filosófica do PT que pelo menos disse, logo de uma vez, “eu odeio a classe média”. É aí que Moraes e o STF vieram amarrar o nosso burro.


Os ouvintes bateram palmas — eis aí o Xandão que eles amam. Uma das coisas mais tristes desta vida é ver um jovem puxa-saco, ou um puxa-saco jovem, como os que rodam no cordão do ministro. Fazer o quê? Mas isso não é o pior — é baixo-astral, e fica por isso mesmo. Ruim, para valer, é o veneno que o STF espalha pelos sete lados, da desordem legal à corrupção, das ações pró-ditadura ao colapso de um sistema de Justiça coerente. Pior ainda, está construindo uma sociedade de ódios, de dogmas estatais e de discriminação entre os cidadãos. É o ministro Moraes quem está dizendo. Se você é da classe média, branco, hétero e tem de 45 anos para cima, você é um suspeito, um extremista político e um inimigo oculto da “democracia”. Cuidado. O consórcio Lula-STF está atrás de você.




J.R. Guzzo - Revista Oeste


















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Lógica do privado para reformar o público        

   Alex Pipkin, PhD


  Por que existe Estado?


Penso que, basicamente, esse se justifica pela necessidade de prover serviços públicos, garantir direitos individuais e promover a segurança e a justiça - verdadeira!


Na republiqueta verde-amarela, da burocracia e da procrastinação, é recorrente e sabido, que é preciso reduzir o tamanho da mastodôntica máquina estatal e, ao mesmo tempo, aumentar a sua eficiência. Qualquer sujeito com razoável visão e experiência empresarial, enxerga a olhos nus, que existe uma série de processos que não agregam valor para a população. Servem apenas de poder de barganha para acomodar "apadrinhados políticos"... O conhecido e antigo cabide de emprego.


Analisando-se sob a ótica do desempenho e de resultados, aparenta que a automatização de processos ainda não pairou sob os ares de Macunaíma.


Vejam o Judiciário brasileiro. Abissal - o que há de prédios novos, hein?! -, caro - comprovado por comparativos -, e o que é pior, mais do que moroso! Ineficiente! Além disso, a imoralidade reina. Alguns membros do Judiciário, recebem salários acima do teto constitucional, somados a uma infinidade de penduricalhos, descolados da realidade dos reles mortais.


Porém, na visão dos "doutores", esses são medidos por "indicadores de desempenho". A piada já vem pronta. Quase todo mundo sabe que a produtividade do setor público cresce tal qual rabo de cavalo!


Com base nos fatos e dados, no governo Bolsonaro - apesar de suas mazelas -, o ministro Paulo Guedes enfatizou a ideia das desestatizações e da redução da máquina e gastos públicos. Novamente, de fato, houve uma redução do número do funcionalismo.


Já no governo Lula, evidente, o grito de ordem é o maior intervencionismo estatal e o ainda maior inchação do setor público. Nesse "governo" Lula, deu-se o maior crescimento do número de servidores desde 2021. No que tange a custos, houve o maior incremento desde 2019, alcançando, em 2024, a cifra R$ 62,5 bilhões! Ocorreu um aumento da máquina pública federal, em termos de pessoal e de despesas, sem qualquer contrapartida em nível de serviços e resultados positivos para os brasileiros.


Nesse país da retórica, da mentira e da procrastinação, a elite do funcionalismo público - e politiqueiros "da hora" - sempre e falaciosamente, arrotam chavões, tais como eficiência e produtividade, visando a reforma do sistema em um futuro que nunca chega, e tampouco chegará.


O negócio deles é claro como água cristalina: "não mexe aí no meu queijo". O "status quo" dia sim, outro dia sim, prevalece e nada acontece, nem acontecerá!


Embora o setor público seja distinto do privado, não se miram as boas e melhores práticas empresariais, a fim de que se implementem melhorias do setor privado, completamente adaptáveis ao público.


Quando existe um dono do negócio, evidente que esse e seus prepostos, estão, diuturnamente, preocupados com custos, produtividade, nível de serviços e lucro, buscando identificar e implementar oportunidades de melhoria. É uma simples questão de sobrevivência empresarial.


Tenham em mente que se depender de políticos e do alto funcionalismo público, a reforma para o bem da eficiência e dos brasileiros nunca chegará! Eles têm seus "motivos"! Nunca acordarão do sono dos sicilianos...


A mudança, a reforma no serviço público, imagino eu, somente acontecerá, caso algum político, num delírio de liberalismo, dê a um homem e/ou mulher, de mente e experiência empresarial, a autoridade, e este tenha autonomia para fazer acontecer, ou seja, realizar aquilo que factualmente necessita ser feito, visando a melhoria dos serviços e a imperiosa redução dos gastos públicos.

Não, não há vontade política, e eu já tenho quase sessenta para acreditar em Papai Noel.


Neste momento, vem-me à mente a famosa frase do ex-presidente americano, Ronald Reagan, dita em seu discurso de posse em 1981: "O governo não é a solução para o nosso problema; o governo é o problema".


Ele, como qualquer empresário "de verdade", é sabedor de que para o aumento da eficiência e de resultados positivos para à população, é necessário um muito menor intervencionismo estatal, a eliminação da burocracia e da alta regulamentação, e a consequente liberdade dos indivíduos das afiadas garras do Leviatã vermelho, verde-amarelo.


Singelo, não?


















publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/logica-do-privado-para-reformar-o-publico__18414

Trapaças e Mentiras  Os doutores em tudo continuam sonhando com a proclamação da ditadura

 Augusto Nunes - 


No meio da aula magna para calouros do curso de Direito de uma universidade paulista, o ministro Flávio Dino reconheceu que, de acordo com a Constituição de 1988, o Legislativo legisla, o Executivo executa e o Judiciário julga. Mas os tempos são outros, ressalvou o caçula do Supremo Tribunal Federal. Ele vestiu a toga pela primeira vez em fevereiro de 2024. Pouco mais de um ano. Tão curto período no Pretório Excelso foi suficiente para elevá-lo à categoria dos doutores em tudo. 


“O protagonismo do Poder Judiciário é uma marca do nosso tempo que veio para ficar”, comunicou Dino aos universitários recém-chegados. “O Supremo está condenado a arbitrar temas políticos, econômicos e sociais.” 


Militante comunista desde o berçário, deputado federal e governador do Maranhão eleito pelo PCdoB, senador pelo PSB e ministro da Justiça do governo Lula, ele fingiu que nunca ocupou cargos no Legislativo e no Executivo, talvez para louvar sem remorso a entrega dos demais Poderes aos doutores em tudo. “Se a política não resolve alguns problemas, isso vai para algum lugar”, foi em frente. Qual lugar? 


O Supremo, claro. No momento, por exemplo, Dino cuida simultaneamente de pendências e complicações que vão do mercado de trabalho no Brasil ao serviço funerário em São Paulo, das queimadas na Amazônia às emendas orçamentárias impositivas — sem deixar de manter sob estreita vigilância a prioridade número 1: os desdobramentos do “golpe de Estado” tramado por Jair Bolsonaro. 


Desde março de 2019, quando os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes plantaram no Pretório Excelso o inquérito das fake news, as sumidades trajadas de preto não param de intrometer-se em assuntos alheios. Passados seis anos de abusos, continuam convencidos de que, para preservar o Estado de Direito, é preciso submeter a medonhas sessões de tortura o que chamam de “Carta Magna”. 


Com a soberba de quem efetivamente acredita que salvou o Brasil dos fascistas de extremíssima direita, seguem confiscando territórios pertencentes ao Legislativo e ao Executivo. Neste fim de fevereiro, o STF resolveu deliberar também sobre desavenças internacionais, expropriando uma área até agora confiada ao governo federal.


Decidido a livrar a humanidade das redes sociais, obcecado pela eternização da censura em escala planetária, faz uma semana que Moraes declarou guerra ao grande satã americano. Assim, neste 24 de fevereiro, também simulando proferir uma aula magna para calouros paulistas, passou mais de uma hora mandando chumbo em qualquer coisa ou gente com sotaque ianque. 


Ele é gerente da vara criminal semiclandestina que administra mais de 2 mil casos, além de capataz da usina de sentenças condenatórias, tornozeleiras eletrônicas e restrições sem pé nem cabeça. Mas deixou de lado tais ocupações e mandou às favas temas que interessam a futuros advogados para concentrar-se no alvo da vez. Transcrito sem correções nem retoques, segue-se um dos melhores piores momentos do bombardeio:


As big techs não são enviadas de Deus, como alguns querem. Elas não são neutras. São grupos econômicos que querem dominar a economia e a política mundial, ignorando fronteiras, ignorando a soberania nacional de cada um dos países, ignorando as legislações, pra aferir poder e lucro. Democracia é um negócio… pras big techs… porque tudo pras big techs é dinheiro, é um negócio. Democracia é um negócio. Assim como vendemos carro, vamos vender candidatos.”


Como sua comarca clandestina não abarca os Estados Unidos, o Primeiro Carcereiro teve de engolir comentários irônicos de executivos de big techs, críticas de jornalistas estrangeiros, contragolpes de deputados republicanos e mensagens explícitas ou em código — todas pouco animadoras — remetidas por autoridades do governo Trump. Nesta quinta-feira, de volta a Brasília, Moraes treplicou com a leitura de um discurso na sessão do STF. Se o idioma nacional foi poupado das pancadas desferidas por improvisos do ministro, a História não escapou do pontapé abaixo da linha da cintura. 


“Deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822”, tropeçou Moraes ao declamar o que deveria ser o clímax do palavrório. Merece zero com louvor no Enem. O Brasil deixou de ser colônia em 16 de dezembro de 1815, quando D. João, ainda príncipe regente, fez do Brasil um Reino Unido a Portugal e Algarves. A monarquia brasileira nasceu sete anos antes do que imagina o orador.


Por ignorância ou piedade, nenhuma eminência corrigiu o erro bisonho. Tampouco se comentou a indigente resposta do Itamaraty à nota de um departamento do governo americano que não melhora a folha corrida do ministro. Antes de enviada, a réplica foi examinada pelo presidente Lula e por Moraes. Tais cuidados podem ser associados à constatação famosa feita pelo decano Gilmar Mendes: Lula não estaria no Planalto se o STF não fosse o que é. A notícia de que Moraes pode ser proibido de entrar nos Estados Unidos foi igualmente abrandada por piadinhas pouco inspiradas. “Se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão”, sugeriu Flávio Dino. \


“Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome.” Moraes já está convidado para palestrar em maio num seminário que o empresário João Doria vai promover em Nova York. Dino precisa contar-lhe que entre as cidades maranhenses também existe uma Nova Iorque.“É falsa a ideia de que a autocontenção do STF é uma coisa boa, e o ativismo, uma coisa ruim”, disse Dino na PUC. “É falsa a ideia de que o Supremo, quando se abstém de votar alguma coisa, fez o certo.” Para o ministro, quem contesta o ativismo do STF decerto mudaria de ideia se conhecesse um dramático episódio ocorrido há quase 90 anos. Em seguida, Dino gaguejou a sinopse incompreensível: 


“Olhe o julgado do Supremo sobre a deportação… deportação de Olga Benário. Uma cidadã alemã, é verdade, grávida de um bebê e que foi para a Alemanha e morreu num campo de concentração. Ela buscou evitar essa deportação onde? No STF. E o que foi que os meus colegas da época disseram? Isso é ato político. Não é algo de importância. É certo entregar uma mulher grávida para morrer no campo de concentração?” 


Que se conte o caso como o caso foi. Casada com o líder comunista Luís Carlos Prestes, a militante alemã Olga Benário engajou-se em novembro de 1935 na fracassada Intentona Comunista, concebida para derrubar o governo de Getúlio Vargas. Presa semanas depois, estava grávida havia sete meses quando a Suprema Corte, em setembro de 1936, rejeitou o pedido de habeas corpus nº 26.155, protocolado pelo advogado Heitor Lima em 3 de junho de 1936 e apreciado na sessão de 17 de junho. 


Com a decisão, o tribunal aprovou a deportação abjeta — e a condenação à morte. Olga foi assassinada em 1942, no campo de concentração de Bernburg. Ali nascera em novembro de 1936 a filha Anita Leocádia, localizada e devolvida à liberdade graças à tenacidade da avó paterna, Leocádia Prestes.

Em 2022, a ministra Cármen Lúcia prometeu propor ao STF que se desculpasse publicamente pelo que fez em 1936. Estava em vigor a Constituição de 1934, e o Estado Novo só seria decretado um ano depois da deportação. Num Brasil democrático, a Suprema Corte pecou por ação, não por omissão. A decisão infame foi endossada pela maioria dos ministros. 


É tarde para redesenhar a trajetória de Olga. Mas há neste momento centenas de vidas a salvar. O destino de uma multidão de brasileiros está nas mãos de 11 servidores públicos. O STF deveria orientar-se pela sabedoria e pelo senso de justiça que faltaram à avó Suprema. A ditadura do Judiciário é um pesadelo de curta duração. A verdade não morre. E quem tem razão sempre vence 



Augusto Nunes - Revista Oeste
























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No governo Lula, o ovo está chocando o Brasil

  GAZETA DO POVO


'Oscar de melhor lorota política'

 Guilherme Fiuza -


O cineasta Walter Salles Jr., diretor de “Ainda estou aqui”, tem dito em entrevistas à imprensa internacional que seu filme é resultado da “volta da democracia” ao Brasil. Segundo ele, a democracia voltou ao Brasil com a eleição de Lula. 


Assinale abaixo a explicação que você considera mais adequada para a afirmação de Waltinho:


1. O cineasta teve que viajar muito nos últimos anos e acabou confundindo o Brasil com um país da galáxia vizinha. 


2. A ausência de censura no governo que antecedeu ao de Lula significa, na visão de Walter, um truque da ditadura para parecer democracia. 


3. Para ele, a censura em favor de Lula na eleição de 2022 foi um passo decisivo para a volta da democracia. 


4. O cineasta confundiu a volta da democracia com a volta à cena do crime, influenciado pela frase imortal do filósofo Geraldo Alckmin. 


5. O conceito de democracia foi atualizado e hoje designa regimes como o da Venezuela, o da Nicarágua, o do Irã, o do Hamas e o da China. 


6. A declaração de Waltinho foi só uma brincadeirinha para animar a campanha do seu filme e será esclarecida no tapete vermelho do Oscar. 


7. Sem o PT, a Odebrecht e a OAS não haveria democracia no Brasil. 


8. Tentar calar a boca da oposição é o requisito número um de qualquer democracia séria. 


9. Cala a boca já morreu, mas ressuscitou só até segunda-feira. 


10. Evocar o fantasma da ditadura do passado é a melhor maneira de blindar o autoritarismo do presente. 


Você também pode assinalar “nenhuma das opções anteriores” se considerar que a intenção do Waltinho foi só proferir uma bizarrice para dar uma sacudida no tédio.




Guilherme Fiuza - Gazeta do Povo



















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E o preço da carne bovina?

 Por Mark Thornton


Em setembro de 2023, analisamos o alto preço da carne bovina e como um governo grande tem sido prejudicial para o orçamento das famílias americanas. Com os índices de ações ainda mais elevados, a situação para os consumidores de carne bovina piorou.

Nos Estados Unidos, o preço da carne moída terminou o ano passado perto de um recorde, chegando a US$ 5,60 por libra. Apenas cinco anos antes - antes da pandemia de Covid -, o preço era de US$ 3,88 por libra. Entre o início da década de 1980 e o ano 2000, a carne moída custava, em média, US$ 1,50 por libra. Isso significa que, ao longo desse período de mais de 40 anos, o preço da carne moída quadruplicou.

Embora esse aumento pareça expressivo - e de fato é -, a taxa de crescimento do preço da carne é apenas um pouco maior do que o governo alega ter sido o aumento geral dos preços ao consumidor ao longo desse período, conforme medido pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês). Assim, a carne bovina tem sido um indicador bastante preciso do impacto das políticas do governo e do Federal Reserve na economia doméstica. Os aumentos mais rápidos nos preços da carne e dos bens de consumo em geral ocorreram após os grandes gastos de emergência promovidos pelos governos Trump e Biden durante a pandemia de Covid, além, é claro, da enorme expansão monetária realizada pelo Federal Reserve a partir de 2020.

Como a maioria dos negócios, a pecuária e as atividades relacionadas enfrentaram aumentos significativos de custos, principalmente devido às pressões inflacionárias. Os grãos usados na alimentação do gado são impactados pela inflação monetária. Durante a inflação monetária causada pelo Fed na pandemia de Covid, houve um grande pico nos preços dos grãos. Embora muitos atribuam isso à invasão da Ucrânia pela Rússia, um grande produtor de grãos, os preços dos grãos, na verdade, atingiram o pico por volta da época da invasão, depois se estabilizaram e até recuaram com a contração da economia global. Mesmo com a queda dos preços dos grãos, o tamanho dos rebanhos sofreu enorme pressão devido à inflação gerada pela pandemia: conforme o preço dos grãos disparava, os rebanhos encolhiam. O consumo de carne bovina também caiu na contração inflacionária que se seguiu à crise financeira global.

Com os preços relativamente altos e a redução tanto nos preços dos grãos quanto no tamanho dos rebanhos, os produtores de carne bovina vivem um momento favorável temporário. No entanto, consumidores e outros elos da cadeia de suprimentos, como processadores e atacadistas, continuam pressionados. O setor é altamente competitivo e sujeito a ciclos de incerteza.

Outro impacto inflacionário na oferta e nos preços da carne bovina, muitas vezes ignorado, é a política monetária do Federal Reserve. O Fed tem mantido as taxas de juros artificialmente baixas por décadas, gerando inflação de preços. Durante a pandemia, essa política foi aplicada em uma escala massiva e só recentemente começaram as tentativas de “normalizar” as taxas de juros.

Todo corretor, investidor e agente do mercado imobiliário sabe que as taxas de juros são um fator crucial para o setor. Em meu livro The Skyscraper Curse, exploro como taxas de juros artificialmente baixas aumentam a demanda por terras, elevando seus preços. Com terras mais caras, algumas áreas antes usadas para pecuária podem ter sido compradas e convertidas para outros usos. Além disso, terrenos que poderiam servir para a expansão da criação de gado podem simplesmente ter ficado caros demais para aquisição e conversão para a produção pecuária.

É possível criar gado e produzir carne bovina com pouca terra, como os japoneses fazem com grande eficiência. No entanto, do ponto de vista econômico, é muito mais barato criar gado em pastagens naturais, desde que essas terras sejam abundantes e próximas ao mercado consumidor. A necessidade de terra também seria menor se o milho e outros grãos para ração fossem extremamente abundantes. Porém, a realidade atual é que as terras são escassas e caras, e os grãos para alimentação animal também estão custando caro - com possibilidade de ficarem ainda mais caros. Ambas essas condições de mercado são, em grande parte, impulsionadas pela inflação monetária promovida pelo Federal Reserve.

Também suspeito que a intervenção do governo em favor de ambientalistas radicais esteja desempenhando um papel nesse cenário. Esses grupos defendem com fervor a ideia de que a emissão de gases pelas vacas é um problema catastrófico e acreditam que todos deveriam ser obrigados a seguir suas convicções alimentares, como o vegetarianismo ou o veganismo. Essa postura já prejudicou seriamente a indústria de carne bovina na Europa, onde o consumo foi drasticamente reduzido e os preços dispararam. Esse tipo de interferência deve ser combatido.
A indústria de carne bovina - incluindo todos os setores de processamento e produtos finais - também enfrenta uma base de consumidores que está experimentando uma queda na renda ajustada pela inflação. O resultado líquido é que menos americanos sequer se dão ao trabalho de parar no balcão de carnes, escolhem cortes de carne bovina mais baratos e optam por carne suína, frango e outros substitutos de proteínas mais baratos.

“A indústria de carne bovina americana está passando por uma das maiores quedas de dois anos na produção. Isso terá ramificações significativas para todos, desde os consumidores até os produtores de gado. Os consumidores enfrentarão preços de varejo mais altos do que os que tiveram em 2023.”

O consumo per capita de carne bovina nos Estados Unidos vem caindo desde que o país abandonou o padrão-ouro de Bretton Woods, mas, nos últimos anos, a queda tem sido ainda mais acentuada. Com a redução dos rebanhos e os preços nas alturas, parece improvável que essa tendência se reverta em 2025. Podemos ter algum alívio no médio prazo, mas temo pelo declínio nutricional a longo prazo que essas tendências indicam.

Com base em minhas próprias observações, o alto preço de bifes e assados deixa as pessoas irritadas. Além disso, prejudica a saúde, já que a carne bovina é altamente nutritiva e fornece proteína de altíssima qualidade. Pessoalmente, não aceito a campanha de relações públicas do governo contra a carne e a manteiga.

Uma coisa é certa: os americanos seguiram as diretrizes nutricionais oficiais, mas os resultados esperados não vieram - pelo contrário. Os índices de diabetes e obesidade atingiram recordes históricos. As mortes por ataque cardíaco diminuíram, mas isso se deve muito mais aos avanços na detecção e no tratamento, às centenas de milhares de cirurgias de ponte de safena e implantes de stents realizadas anualmente e à melhoria dos serviços médicos de emergência.

Existe uma solução mágica para os preços altos da carne bovina, suína e de frango? Na verdade, sim. Para começar, deveríamos retornar ao padrão-ouro ou, pelo menos, impedir que o Federal Reserve manipule as taxas de juros ou expanda a oferta monetária. Isso eliminaria as oscilações extremas do mercado e tornaria os investimentos mais previsíveis. No segundo dia, deveríamos liberar vastas áreas de terras controladas pelo governo federal e encerrar o programa de etanol, que desvia o milho da alimentação para a produção de combustível. A paz na Ucrânia e no Oriente Médio também liberaria mais alimentos e energia para a população global, beneficiando diretamente as pessoas mais impactadas e o mundo como um todo. Além disso, seria essencial reverter restrições ambientais e expandir a produção de petróleo e gás, o que reduziria os custos da agricultura e dos fertilizantes, além de impulsionar a produção e o emprego de forma geral.

A combinação dessas medidas aumentaria a renda real da população, reduziria significativamente o custo da carne bovina e estimularia sua produção. Em um único ciclo de produção, as famílias americanas poderiam voltar a desfrutar de seus tradicionais jantares semanais com bife.

 

Este artigo foi originalmente publicado no Mises Institute.
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publicadaemhttps://mises.org.br/artigos/3557/e-o-preco-da-carne-bovina

TRUMP VIROU UM LULA PRA CIMA DO ZELENSKY. É PRA VALER?

 fernãolaramesquita/youtube


TRUMP VIROU UM LULA PRA CIMA DO ZELENSKY. É PRA VALER?


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Isso ANULA TUDO Olha quem aparece nas imagens do 08 de Jan

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ERIKA HILTON usou FAKE NEWS para CANCELAR!

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Mais de 70 cristãos são decapitados por grupo islâmico na RD Congo

 GAZETA DO POVO


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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Liberdade de expressão para o presidente!

 Alex Pipkin


Quem diria? Em pleno século XXI, no país do futebol e do carnaval, vivenciamos e sentimos na pele os efeitos sombrios da escassez de liberdade de expressão. Considerando-se que as instituições brasileiras foram paulatinamente capturadas pela ideologia marxista, não me causa tanto espanto assim.


A turma esquerdista, do pensamento utópico e da “perfeição”, é quem bate o bumbo e impõe a “sua verdade”. São eles que a decretam, caçando e censurando as ideias e as opiniões – boas e ruins – que vão de encontro à tal “verdade”. A censura gera dissonância cognitiva e emburrecimento geral.


A razão, em terras tupiniquins, não tem vez. A “polícia do discurso” está sempre alerta e de plantão. É bom lembrar que Thomas Jefferson ecoou o valor da liberdade, afirmando que “o erro de opinião pode ser tolerado onde a razão é deixada livre para combatê-lo”. Não adianta chorar. Essa tropa da “superioridade moral”, costumeiramente, emprega com mão de ferro o intervencionismo estatal, ceifando os direitos e as liberdades individuais. A “coisa tá roxa”, ou, diria eu, vermelha.


Pode-se, porém, identificar um “lado positivo” dessa “coisa”. O falastrão, presidente “descondenado”, havia sido alertado quanto à sua exímia arte de improvisar e de falar em público. Já haviam acendido a luz vermelha. Acontece que o seu novo homem de marketing, Sidônio Palmeira, assessor de comunicação, numa jogada de comunicação “excepcional”, liberou-o “geral” de tal censura.


Que beleza, que lambança! Toda vez que o Ofélio abre a boca, ele traz pérolas risíveis, lamentáveis e chocantes. Por esses dias, ele se autodenominou “amante da democracia”. Afirmou que “maridos tendem a amar mais as amantes do que amam as próprias mulheres”. Ele também recomendou que as pessoas parassem de comprar “comida cara”. Escárnio.


Esta semana, novamente, referindo-se a uma mulher de 50 anos, ele disse: “Você é uma mulher bonita, você merece ficar mais bonita e, quando você colocar os dentes, você vai perceber que você vai ser chamada de a linda do Amapá”. Horror.


Na verdade, quem fica horrorizado sou eu. É, dizem alguns, que esse sujeito tem um discurso e oratória “perfeitos”. Sim, claro. Pois eu me encontro muito feliz com o fim da censura ao presidente orador e boquirroto!


É pertinente e sensato frisar que sempre existirão os falastrões, os ignorantes, os loucos e/ou os maldosos. Somos seres imperfeitos, e assim será. A vida – real – é como ela é. Porém, eu não tenho hesitação. O mercado das ideias e das opiniões, evidentemente, deve ser livre! As pessoas necessitam agir como seres adultos – embora uma das forças motrizes do esquerdismo seja, justamente, a permanente infantilização dos indivíduos.


As pessoas necessitam utilizar seu arcabouço cognitivo-psicológico, seus pensamentos próprios, baseados no livre arbítrio, a fim de fazer suas escolhas e tomar suas decisões individuais. Penso que, tanto na vida social como também na esfera empresarial, a imposição de cima para baixo, goela abaixo, é prejudicial à saúde mental, física e social.


É importante que se diga que qualquer tipo de mudança demanda, primeiramente, conscientização para, posteriormente, fazer com que os próprios indivíduos, dotados de seus pensamentos e consciência, ajam de acordo com isso, individualmente. Para operar uma mudança de comportamento, pelo menos de maneira sustentável, é necessário que as pessoas sejam dotadas de agência individual a fim de que elas próprias façam suas escolhas.


Via de regra, nas questões sociais – e empresariais -, não há uma única resposta, definitiva, para uma determinada problemática – até mesmo quando existem fortes argumentos apontando para uma certa “verdade”. Para uma mudança que dure, é mesmo preciso haver “tempo de maturação” e liberdades.


Precisamente por isso que saúdo o assessor de comunicação petista, craque. Deixem o falastrão exercitar o seu esporte favorito: disparar “disparates”! Talvez, em função dessas pérolas do “grande orador”, sua popularidade venha erodindo de maneira abissal.


Em 14/02/25, segundo pesquisa do Datafolha, sua aprovação popular desabou para 24%, e é a pior de todos os seus mandatos! Visto que sou um franco defensor da liberdade de expressão, desejo que todas as perspectivas sejam ouvidas e testadas. Para o bem da nação brasileira.












PUBLICADAEMhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/liberdade-de-expressao-para-o-presidente/

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