Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

"Reformar para crescer mais",

editorial do Estadão
O Brasil continuará correndo atrás de seus vizinhos em 2023, um ano depois de concluído o mandato do presidente Jair Bolsonaro, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso ocorrerá se o governo for incapaz de elevar a capacidade produtiva e o potencial de crescimento da economia brasileira, estimado em pouco mais de 2% ao ano. 
A reforma da Previdência será uma condição essencial, mas outros passos serão indispensáveis para tornar o País mais dinâmico. Esse recado foi passado muito claramente pelo diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, ao apresentar, há poucos dias, as estimativas atualizadas para a região.
A economia brasileira deve crescer 2,5% neste ano e 2,2% no próximo, de acordo com as novas projeções. O País continuará mais lento que vários países da região. Os novos números estimados para o Chile são 3,4% em 2019 e 3,2% em 2020. Para a Colômbia, 3,3% e 3,6%. Para o Peru, 3,8% e 4,1%. Estes países crescem mais que o Brasil há vários anos e sempre estiveram na frente do Brasil desde o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.
Essa atualização dos cálculos é normalmente publicada em janeiro. Houve poucas mudanças em relação ao cenário divulgado em outubro, na reunião anual do Fundo. O quadro ficou mais sombrio para o conjunto, com a América Latina e o Caribe prejudicados pela piora das perspectivas globais. No caso do Brasil, a estimativa para 2019 foi elevada de 2,4% para 2,5%, enquanto a projeção para 2020 caiu 0,1 ponto de porcentagem.
O novo quadro atualiza os números deste ano e do próximo. No cenário divulgado em outubro, as estimativas se estendiam até 2023 e, de modo geral, as mudanças foram muito limitadas. No quadro de outubro, o Brasil de 2023, com crescimento de 2,2%, continuará perdendo a corrida para o Chile (3%), a Colômbia (3,5%), o Paraguai (4,1%), o Peru (4%) e o Uruguai (4%). Livre da crise, a Argentina também terá desempenho melhor que o do Brasil, avançando 3,2%.
As estimativas para 2019 e 2020, no caso do Brasil, contêm alguns pressupostos positivos e muito importantes. Os autores do quadro tomaram como hipótese um avanço significativo no ajuste das contas públicas. Isso inclui a aprovação da reforma da Previdência ou, como alternativa, medidas com potencial para garantir a preservação do teto de gastos.
"A reforma da Previdência, como já afirmamos no passado, é um dos elementos-chave para conduzir as finanças públicas brasileiras a um padrão sustentável", disse Werner. Sustentabilidade inclui a contenção da dívida pública, superior, pelo critério do FMI, a 80% do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo critério brasileiro (sem os títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central), a dívida correspondia em novembro a 77,3% do PIB.
É uma dívida muito alta, supera os padrões encontrados na maioria dos países emergentes e tem potencial para levar o País a uma crise de solvência pública. Para frear o endividamento crescente, o governo terá de conseguir superávit em suas contas primárias e criar uma folga para pagar pelo menos os juros vencidos. Isso dificilmente ocorrerá antes de 2023, segundo especialistas.
Werner chamou de bem-vinda a agenda de reformas do presidente Bolsonaro, citando-o nominalmente, mas enfatizou também a importância de outros itens da agenda, como a abertura da economia e o aumento da relação entre o investimento e o PIB, muito baixa há vários anos. A pauta do governo, acrescentou, é importante para criar contas públicas sustentáveis e também para elevar o potencial de crescimento econômico. 
Por enquanto, esse potencial está limitado a algo próximo de 2,2% ao ano, como indicam as estimativas do FMI e de outras instituições. O baixo potencial de geração de riquezas é também um entrave à criação de empregos e à difusão do bem-estar. Condição para corrigir esse quadro, o programa de ajustes e reformas é muito mais que um abstrato desafio contábil. É uma condição essencial para o enriquecimento do País.












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"O Supremo e a política",

 editorial do Estadão
Ao abrir o ano do Judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, afirmou que "a sujeição incondicional dos juízes à Constituição e às leis" é o que "legitima o Poder Judiciário a ocupar a posição estratégica de moderadora dos conflitos entre as pessoas, os Poderes e os entes da Federação". Esse é, de fato, o papel do Judiciário, mas há quem interprete essa condição como a de um Poder acima dos demais. 
Na cerimônia, como a ilustrar essa visão, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, disse que o Judiciário se tornou "Poder moderador", em razão do "desgaste do poder político", e que esse papel o Supremo "não pôde recusar". Ora, um poder moderador é, por definição, irresponsável e, sendo assim, incompatível com o Estado Democrático de Direito.
Embora Toffoli tenha corretamente qualificado a missão do STF, é notório que alguns de seus colegas pensam que integram um "Poder moderador", acima dos demais Poderes. Nesse papel, julgam que a Corte está livre de controle por outros Poderes, que é irresponsável, acima e além da lei e alheia a qualquer cobrança. 
Há quem ache que, sendo irresponsável, o STF pode ir além de seu papel natural de intérprete das leis, podendo elaborar leis, mesmo que seus membros não tenham recebido um único voto dos cidadãos e, portanto, não tenham mandato para isso.
Ao assumirem-se como parte de um "Poder moderador", esses magistrados julgam fazer parte de uma instituição dispensada de responder por seus atos, e não raro se abespinham quando surgem reparos a seu trabalho. Em seu discurso, o ministro Dias Toffoli afirmou que "afrontar, agredir e agravar o Judiciário e seus juízes é atacar a democracia" e "incentivar o conflito social", além de "aniquilar a segurança jurídica". 
De fato, mas há críticas e críticas. Quando se recorda a criminosa campanha contra o Judiciário promovida pelo PT, tem-se uma evidente agressão à democracia. 
Contudo, os arreganhos lulopetistas não podem ser confundidos com legítimas críticas da sociedade a esdrúxulas decisões do Supremo, adotadas indevida e ilegitimamente por juízes que se arrogam poderes que não lhes foram conferidos pela Carta e, muito menos, por direito divino.
Como consequência dessa característica singular, que acabaria isentando o Judiciário dos freios e contrapesos aos quais são submetidos os demais Poderes, o Supremo assumiu um papel essencialmente político nos últimos anos, chegando ao cúmulo de legislar – atribuição que deveria ser exclusiva do Legislativo, eleito para isso. 
Embora Toffoli tenha dito que "não há lugar para ideologias, paixões ou vontades" no Judiciário, o País tem testemunhado com preocupante frequência a prevalência de decisões judiciais movidas por indisfarçável ativismo político, muitas vezes ao arrepio da própria Constituição.
Não há razão para acreditar que, neste ano judiciário, tal cenário será muito diferente. Talvez por isso mesmo o vice-presidente Hamilton Mourão, representando o Executivo na cerimônia, tenha declarado que o governo já espera a judicialização das reformas, "sendo certo que chegarão a esta Casa". Por esse motivo, Mourão se disse confiante que o Supremo, "com saber e sensibilidade", adotará "as decisões de que nosso país precisa".
Mais do que nunca será preciso que o Supremo atue como órgão colegiado que deve ser por definição constitucional, e não por decisões individuais, como se cada ministro fosse um Tribunal em si mesmo, diferente dos demais. O apelo feito por Toffoli para que haja "segurança jurídica, previsibilidade e coerência" naquela Corte tem razão de ser.
Afinal, o que mais se observa ali nos últimos tempos são decisões monocráticas que atendem a este ou àquele interesse de ocasião – como foi o caso da espantosa liminar concedida pelo ministro Luiz Fux para interromper inquérito do Ministério Público que envolve o agora senador Flávio Bolsonaro, protegendo o filho do presidente Jair Bolsonaro com foro privilegiado ao qual ele ainda não fazia jus. 
A liminar afinal foi cassada pelo ministro Marco Aurélio Mello, mas tudo indica que este será apenas o primeiro dos muitos imbróglios que o Supremo será chamado a protagonizar neste ano, razão pela qual se espera que seus ministros tenham plena consciência de qual é seu verdadeiro papel.










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RENAN CALHEIROS E A VELHA POLÍTICA

 por Percival Puggina
A candidatura de Renan Calheiros começou a ruir na sexta-feira (01/02), quando o jovem presidente da sessão preliminar submeteu à deliberação do plenário o voto aberto. Dos 52 votantes, apenas dois foram favoráveis ao voto secreto. Onde estavam os demais 29 senadores? Viu-se ali que o candidato do MDB teria no máximo 31 dos 41 votos necessários. Para mantê-los e conquistar mais alguns ao longo do processo de votação foi preciso tirar Toffoli da cama na madrugada (alguém aí acredita nisso?) para sentar-se ao teclado e digitar um calhamaço inteiro decretando a nulidade da decisão tomada pelo Senado.
A interferência do STF pesou contra Renan e aumentou a pressão das redes sociais sobre os senadores. Isso é fato novo, impensável e incompatível com as rotinas da velha política. O direito de manifestação se democratizou, se digitalizou, e bate no telefone que vai no bolso do deputado, do senador, ou na rede social onde esteja seu perfil.
Durante a sessão de sábado, Renan buscou estancar o vazamento que lhe produzia a atitude serena, austera e adversária da colega Simone Tebet. Quanto mais ele se perturbava, mais ela crescia. A distinção da senadora funcionava como libelo acusador para ele e para os seus. Um torturante sinal de contradição.
O fatigante discurso de Renan como candidato cuidou de buscar simpatias na base do governo. No que disse, ninguém ali estava tão comprometido quanto ele com as reformas necessárias ao país. Na presidência do Senado, seria o poderoso senhor das reformas. No que não disse, sabiam todos: ali estava, investigado em muitos processos, o senhor das impunidades e a mão amiga quando os fantasmas do passado fazem soar a campainha às seis horas da manhã. A insistência de muitos senadores, entre os quais se destacava o gaúcho Lasier Martins, apelando para que os votos fossem declarados ou exibidos, pesava, porém, contra seu projeto de poder.
Ao retirar seu nome e deixar o plenário, aparentando uma dignidade que lhe falta, condenando como antidemocrática a decisão soberana dos próprios colegas, em votos contados, imaginando talvez como abusivo o fato de o público ter opinião e ser ouvido pelo plenário, Renan encerrou um capítulo da velha política ainda aberto por sua reeleição em Alagoas.
De início, antipatizei com o nome “velha política”, usado para designar práticas falecidas nas eleições de outubro passado. No entanto, os episódios desta abertura de ano legislativo no Senado Federal evidenciam a mudança que esse nome designa. Renan precisava do sigilo. Do segredo. “Meu segredo é meu” (Secretude meum mihi”, dizia-se em latim). A porta da sociedade de celerados, contudo, foi arrombada. O abracadabra foi ouvido e a caverna aberta.
Em A Divina Comédia, Dante adverte que “a vontade, se não quer, não cede, é como a chama ardente, que se eleva com mais força quanto mais se tenta abafá-la”. Foi exatamente o que vimos. À medida que as intenções de voto eram manifestadas, sumiram os de Renan. E o Brasil, esse Brasil que volta aos brasileiros, se tornou um lugar um pouco melhor.














extraídadepuggina.org

domingo, 3 de fevereiro de 2019

"Escolher batalhas",

 editorial da Folha de São Paulo
O primeiro mês do governo de Jair Bolsonaro (PSL) teve poucas ações importantes na área da economia. Além da reestruturação administrativa, que reduziu o número de ministérios, e da montagem da equipe, merece menção a medida provisória que visa combater fraudes na Previdência e restringir a concessão de alguns benefícios.
Compreende-se que o começo seja assim. Daqui para a frente, contudo, ideias genéricas e promessas ambiciosas não bastarão para sustentar o otimismo na economia.
A partir de agora, com a posse dos deputados e senadores, o relógio da política se acelera; o novo governo precisará demonstrar capacidade de priorização e competência para executar sua agenda.
Justamente por isso é que receberá atenção a mensagem do presidente a ser lida na sessão de abertura do Congresso. Espera-se que Bolsonaro se comprometa de forma definitiva e clara com a reforma da Previdência, cujos detalhes devem ser conhecidos em breve.
Em janeiro, parece ter ganhado terreno nas várias alas do governo a convicção de que as mudanças nas aposentadorias precisam ser ousadas. Mas, para que sobrevivam no Legislativo, deverão englobar todos os segmentos, com foco no combate a desigualdades e privilégios. A inclusão dos militares, nesse sentido, é fundamental.
Outro tema que cobra realismo é a agenda de privatizações. Segundo o secretário de Desestatização, Salim Mattar, o governo quer ficar apenas com Petrobras, Caixa e Banco do Brasil —e mesmo essas devem emagrecer com a venda de subsidiárias. A direção pode ser correta, mas a execução depende de planejar sem açodamento nem amarras ideológicas.
Na área tributária, não parece haver mais que rascunhos, ainda que se vislumbrem três vertentes: eliminar a complexidade dos impostos que incidem sobre bens e serviços em favor da sonhada cobrança sobre valor agregado, reduzir a carga sobre empresas em troca de tributação de dividendos e, por último, desonerar a folha de pagamento.
Sozinha, a primeira delas —talvez a mais urgente para melhorar o ambiente de negócios— já se mostrou um desafio insuperável, por envolver uma miríade de interesses setoriais e federativos.
Tentar mexer em tudo pode ser o caminho do fracasso, até porque a eficácia parlamentar do governo está por ser provada. É preciso escolher as batalhas. As principais são a Previdência, um programa equilibrado de privatizações e mudanças tributárias que reduzam o custo Brasil e tornem a incidência de impostos mais justa.
















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"O que houve?",

 por Marcos Lisboa
O ônibus espacial Challenger foi lançado em 28 de janeiro de 1986. Entre os tripulantes estava o primeiro civil a ir para o espaço, uma professora do ensino médio. O objetivo era resgatar apoio para o programa da Nasa.
Setenta e três segundos após o lançamento, um vazamento de combustível resultou em chama e fumaça. Milhões assistiram ao vivo à trágica explosão da nave.
O governo convidou uma comissão de especialistas para estudar as causas do acidente. A grande maioria tinha vínculos com o programa espacial. Uma das exceções era Richard  Feynman, talvez o maior físico da sua geração.
As investigações revelaram que um engenheiro ficara preocupado com o frio extremo na noite anterior ao lançamento, mas uma reunião com técnicos concluíra que não era o caso de interromper o lançamento.
Os relatórios da Nasa reportavam que lacres dos tanques de combustíveis chamuscaram-se em alguns voos anteriores, mas não se identificara a causa do problema. Mais tarde, soube-se que um analista tinha comentado sobre fragilidades no material, porém fora ignorado.
Durante os interrogatórios, transmitidos pela TV, Feynman pediu um copo de água com gelo e nele inseriu um pedaço do lacre. Algum tempo depois, retirou o lacre do copo, que estava na mesma temperatura do dia do lançamento, e mostrou que perdera resiliência, tornando-se pouco eficaz.
Como disse Freeman Dyson, Feynman fez ciência ao vivo para o grande público e revelou uma das causas da tragédia.
Ele não parou por aí. A sua perícia técnica e imensa curiosidade identificaram pequenas falhas nas peças utilizadas nos ônibus espaciais e a pouca robustez dos testes de conformidade.
Feynman também mostrou que a gestão da Nasa era excessivamente otimista e pressionava para liberar os voos com base em análises rudimentares dos dados disponíveis.
Para piorar, os técnicos apenas investigavam os voos espaciais em que ocorreram problemas. Quando, porém, foram analisados os dados de todos os voos ficou evidente que a possibilidade de falha nos lacres aumentava significativamente com o frio, chegando a 14% caso a temperatura caísse abaixo de zero.
A governança inadequada da Nasa transformara a soma de pequenas negligências em uma grande tragédia.
Por aqui, pouco aprendemos com Mariana e o risco é pouco aprender com Brumadinho. Afinal, segundo muitos, como houve tragédia, alguém deve ter cometido crime. Basta prender os culpados. Dispensa-se a investigação técnica e vereditos são emitidos com a rapidez de uma cartomante.
As tragédias merecem maior cuidado e ciência para que se previna a ocorrência de novas vítimas.
Marcos Lisboa
Presidente do Insper, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003-2005) e doutor em economia

























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A hora dos profissionais”

e outras notas de Carlos Brickmann
Há alguns anos, numa das periódicas ondas de preocupação sobre a tomada do poder pelo comunismo, perguntaram ao deputado pernambucano Thales Ramalho quem seria o chefe da revolução se os comunistas fossem vitoriosos. Thales, que conhecia como poucos a política, respondeu: “O chefe militar, não sei. Mas o primeiro-ministro será Marco Maciel”. Maciel era hábil, bom de manobra, sem inimigos – gente do ramo, como os que hoje botam a cabeça de fora. Só que era leal e honesto.
O tufão Bolsonaro provocou renovação de quase 50% na Câmara e de 85% dos que disputaram vaga no Senado. Mas, entre os que ficaram, estão os profissionais que conhecem o caminho das pedras. Deles depende muita coisa: por exemplo, o destino da reforma da Previdência, a mãe de todas as reformas, a chave que abrirá (ou fechará) o cofre dos investidores. E a sorte de Flávio Bolsonaro, importantíssima: se a questão for mal resolvida, ou o presidente ficará sob fogo ou correrá o risco de perder Sérgio Moro, seu aval. Talvez não ocorra nenhuma das hipóteses – mas vale a pena correr o risco de ter a seu lado um Sérgio Moro que deixou de ser Sérgio Moro?
O regime militar tinha um profissional como Petrônio Portela para negociar com os profissionais da oposição – Thales, Tancredo, Montoro – a anistia e a redemocratização. Onyx Lorenzoni está longe de ser um deles. Sem gente sua, Bolsonaro está nas mãos dos profissionais do Congresso.

Buscando a liberdade
E, já que falamos no regime militar, uma lembrança: nesta última terça, 29 de janeiro, um episódio tocante de solidariedade e competência fez 40 anos. Neste dia, os advogados Orlando Maluf Haddad, Ivo Galli, Gérson Mendonça Neto e José Francisco Martins Jr. venceram a batalha contra a ditadura uruguaia (e a brasileira) e conseguiram libertar o jornalista Flávio Tavares, que havia sido sequestrado por militares uruguaios e estava preso ilegalmente já por 200 dias. A história como ela foi: logo após a deposição de João Goulart, Tavares, colunista de O Estado de S.Paulo, foi preso por ligações com Leonel Brizola. Saiu logo e passou à luta armada. Foi preso, torturado por longo período e condenado em 1967. Em 69, integrou o grupo libertado em troca do embaixador americano Charles Burke Elbrick.
Foi para o México, onde trabalhou no jornal Excelsior e no Estadão – aí com o pseudônimo de Julio Delgado. Mudou-se para a Argentina. No dia em que visitou Montevidéu, foi sequestrado, torturado e enviado para local desconhecido por militares uruguaios. Orlando Maluf Haddad, Martins, Galli e Mendonça o localizaram. Estadão Excelsior iniciaram campanha por sua libertação, até que a ditadura uruguaia concordou em soltá-lo e expulsá-lo do país, a pedido do Brasil. Não podia voltar a nosso país, por ter sido banido em 1969; foi então para Portugal, via Argentina.

Final feliz
Em mensagem enviada agora a Orlando Maluf, Tavares lembra que foi acompanhado o tempo todo por ele – seria perigoso deixá-lo sozinho. Maluf também cuidou de seu filho Camilo, de seis anos. Em Buenos Aires, mais um risco: interrogaram-no sobre “as armas que levava”. Não havia nada. Todos, esposa, advogados, o embaixador de Portugal, o levaram até o avião. Hoje, aos 84 anos, Flávio Tavares vive (e escreve) em Porto Alegre.
Está no Talmud: quem salva uma vida salva o mundo inteiro.

A Vale e o Vate
Os romanos atribuíam aos poetas (vates) o dom de prever o futuro (vaticínios). Não é à toa que dominaram o mundo por mil anos: sabiam das coisas. Eis um poema de Carlos Drummond de Andrade, Lira Itabirana, que saiu em 1984 no jornal O Cometa Itabirano, de sua cidade, Itabira:
“I – O rio? É doce./ A Vale? Amarga./ Ah, antes fosse/mais leve a carga.
II- Entre estatais/ E multinacionais/ Quantos ais!
III- A dívida interna./ A dívida externa/ a dívida eterna.
IV- Quantas toneladas exportamos/ De ferro?/ Quantas lágrimas disfarçamos/ Sem berro?”

Palpite infeliz
Do presidente da Vale, Fábio Schvartsman, explicando por que a sirena de alarme não soou: porque estava submersa pela lama. Ou seja, quando a sirene não toca, é sinal de perigo, pois ela pode estar submersa. Quando toca, fique mais tranquilo: se há enchente, não deve ser tão grande assim.
Imaginemos: que diria Dilma a esse respeito?

Inovando
De vez em quando, há inovação: uma loja de carros de luxo (vendas e oficina), Carelli Multimarcas, há pouco aberta em São Paulo, usa a Internet para que os clientes sigam seu trabalho. Nem é preciso saber o endereço: o carro é apanhado e devolvido em casa, orçamento e conserto estão no site. Também se pode pedir um carro em casa para estudar a compra.
Com Blog do Augusto Nunes, Veja


















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Os suspeitos R$ 52 mil pagos a Lula pelo INSS

Ricardo Boechat, IstoE

Servidores que trabalham na Comissão da Anistia, agora ligada ao Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, preparam um levantamento sobre a indenização mensal recebida por Lula. 
O governo quer saber como foram feitas as contas que resultaram em um pagamento ao ex-presidente de R$ 52 mil pelo INSS.
Segundo uma verificação inicial, a expressiva aposentadoria teria sido fruto de decisão da própria comissão, somada a um benefício especial concedida pelo instituto.























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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Bolsonaro e Mourão visitarão a China e adotarão sanções contra a Venezuela

Folha do Brasil
Entrevista coletiva com o Vice Presidente Hamilton Mourão


Em Israel, Marcos Pontes mostra que "sede" é coisa do passado

Verdade Política
Avshalom Felber, o CEO da IDE Technologies- empresa israelense de dessalinização de água - afirmou “O sucesso do conceito de uma mega usina de dessalinização alcançou uma nova era de água abundante e acessível para o mundo."



ALEXANDRE GARCIA DETALHA TENTATIVA FRUSTRADA DE LULA SAIR D CADEIA PARA SHOWMÍCIO EM ENTERRO D IRMÃO

NOTÍCIAS POLITICA BR
ALEXANDRE GARCIA DETALHA TENTATIVA FRUSTRADA DE LULA SAIR D CADEIA PARA SHOWMÍCIO EM ENTERRO D IRMÃO CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=xNdGDEu-bGA

O PT e a Vale

JOSÉ NÊUMANNE PINTO
Fala-se muito em George Soros como dono da Vale. Como toda empresa capitalista, esta tem muitos acionistas e investidores e o empresário citado é um deles. Mas o controle da companhia é exercido pelos dirigentes dos fundos de pensão Previ (BB), Funcef (CEF) e Petros (Petrobrás), nos quais os manda-chuvas são dirigentes da CUT e funcionários das estatais. Também têm poder de mando a joint venture que reúne o BNDES (banco público, portanto controlado pelo governo federal) e a BHP, australiana. Outro acionista forte é o Bradespar, do banco privado brasileiro Bradesco. Falei no vídeo de outra farsa: a de Lula bancando o irmão saudoso e forçando a barra para ir para o enterro do irmão Vavá. Toffoli deu a chance, mas ele não quis dar bandeira: como não tinha público, ele evitou comparecer.CLIQUE NO LINK ABAIXO E ASSISTA O VÍDEO
https://www.youtube.com/watch?v=B-PsNSPkAGQ


"Corra, Maduro, corra: este é o conselho de mentor de Chávez',

 por Vilma Gryzinski

Sociólogo alemão que inventou o “socialismo do século 21” faz uma análise demolidora do que está acontecendo na Venezuela

 Existem correntes de esquerda que não conseguem praticar o desapego em relação a Nicolás Maduro, considerando-o o legítimo herdeiro de Hugo Chávez, mesmo com o país em escombros e o tique-taque cada vez mais alto.
O sociólogo alemão Heinz Dieterich não se permite ilusões perdidas. Teórico de esquerda, o inventor do conceito de “socialismo do século 21”, incorporado por Hugo Chávez, ele analisa com teutônica frieza a situação na Venezuela, antes e depois do madurismo.
Em artigos no site bolivariano de raiz Aporrea e numa entrevista à BBC Mundo, o sociólogo radicado no México faz muitas contribuições para o debate, caso ainda haja dúvidas sobre o futuro de Nicolás Maduro, que não tem comida para o povo faminto e, agora, com o bloqueio americano aos ingressos da venda de petróleo, não tem dinheiro real.
Vale a pena ouvir algumas delas, mesmo com os habituais vícios esquerdistas:
Ficou “completamente claro que Maduro não tem salvação porque Europa, Estados Unidos, Japão e os países importantes sul-americanos se uniram à agressão”.
É claro que Dieterich atribui tudo a um plano perverso de Donald Trump para conseguir uma “vitória barata” na política externa, num momento de muitas derrotas na política interna.
Quem sabe o conspiracionismo de esquerda, sempre focado em grandes complôs mundiais dos capitalistas perversos, desta vez não tem razão?
E os generais que reiteraram o apoio a Maduro desde o desafio sem precedentes de Juan Guaidó, ao se declarar presidente interino como chefe do Legislativo, diante da ilegitimidade da reeleição do grandalhão?
“Os generais venezuelanos sabem que têm que sacrificar” o presidente trapalhão, diz Dieterich. A anistia oferecida por Guaidó – e atribuída pelo sociólogo, talvez com algum motivo, a uma orientação direta do governo americana – foi uma manobra inteligente.
“Eles vão afastá-lo e dirão que, pela paz e pela refundação do país, precisa ir para o exílio. Se se recusar, será advertido que não podem garantir sua segurança. Então, ele vai tomar um avião e provavelmente ir para Cuba.”
Lendo as folhas de chá, ou de coca, sabe-se lá, Dieterich acredita que o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, “aceitou a oferta imperial de sacrificar Maduro em troca da impunidade para eles”.
Como assim? Quando disse que as Forças Armadas respeitam “o estado de direito, a democracia e os direitos humanos” e que continuarão “trabalhando em defesa da soberania nacional”, Padrino, na interpretação de de Dieterich, “mandou duas mensagens adicionais à Casa Branca: não vamos matar por Maduro e não tentem invadir o país porque iríamos à guerra”.
Mas espere: Maduro não fez a rota dos quartéis e até passeou de tanque, com a “primeira-combatente”, Cília Flores, e o próprio Vladimir Padrino?
Dieterich não viu graça nenhuma. “Enquanto Maduro, em sua mente infantil-positivista, brinca de guerra na torreta de um tanque”, advertiu ele, Diosdado Cabello “está negociando a fase pós-Maduro com os fantoches de Washington e os militares”.
O alemão não gosta de Cabello, considerando-o, incrivelmente, “um intrigante anticomunista de direita”.
Haja intriga nisso. Como nem um realista deixa de ter seus momentos de ilusão, Dieterich defende a substituição dos atuais comandantes por “uma direção militar coletiva, formada pelos generais da resistência democrática e bolivariana”.
E, para as inevitáveis eleições do pós-madurismo, propõe o nome de Rafael Ramírez. Ministro do Petróleo e presidente da PDVSA durante a maior parte do período chavista, ele rompeu com Maduro e se exilou na Espanha.
Tem uns probleminhas de corrupção aqui e ali. Mas o sociólogo acha que “seria o único candidato de união progressista e patriótica disponível, e com a experiência nacional e internacional necessária”.
Talvez, quem sabe, até o próprio Dieterich, voltasse a ter alguma influência na Venezuela?
Atenção, Chávez rompeu com ele em 2005, depois de não ser considerado suficientemente socialista por ter escolhido a mesma estratégia da Alemanha do pós-guerra, a economia social de mercado.
Pois é, Dieterich compara o caudilho que lançou as bases nefastas que viriam a jogar a Venezuela na atual devastação aos austeros responsáveis pelo milagre alemão.
Como o alemão sai da Alemanha, mas a Alemanha não sai do alemão, Dieterich vai mais longe ainda e compara a “camarilha” formada por Maduro, Cabelo e o general Padrino “a Hitler na Batalha de Berlim, depois do início da ofensiva final soviética”.
Fora o absurdo da comparação, não deixa de ter sua graça a crítica do sociólogo aos “grandes movimentos salvadores com exércitos fantasmas, investimentos fantasmas e moedas fantasmas” – uma definição precisa das absurdas estratégias de Maduro.
Ideias algo delirantes são previsíveis em quem tem muita coisa na cabeça e nenhum poder nas mãos.
Heinz Dieterich pode ter sido contaminado pelo vírus do delírio latino-americano e está, como toda a esquerda, arrasado com os “sátrapas Macri, Duque e Bolsonaro”.
Mas está também muitos milhares de quilômetros adiante dos que defendem Nicolás Maduro como se fosse a última bolacha no pacote da esquerda latino-americana.

Veja































extraídaderota2014blogspot

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Como esperado, Petistas fazem Comicio em Velorio de Vavá e Lula desistiu de ir.

FELIPE MOURA BRASIL
Sir Bruno Laurent 11


O que todos os 'devotos' de Lula precisam saber

link com o jornal da cidade

O que todos os 'devotos' de Lula precisam saber Muito bom e atual o artigo que foi escrito em junho de 2018. clique no link abaixo e leia o artigo. 

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