Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sábado, 31 de janeiro de 2026

O problema não foi derrubar Maduro, mas não derrubar também o chavismo

 Gabriel Wilhelms 


Seria a operação das forças especiais americanas que prenderam o até então ditador venezuelano, Nicolás Maduro, um atentado contra a soberania da Venezuela, para além de uma violação do direito internacional? Ou será que seria, pelo contrário, uma benemérita ação libertadora movida por nada além do que altruísmo e espírito democrático? As leituras simplistas e ideológicas, como sempre, nos afastam da verdade. Comecemos pelo direito internacional.

Tem os EUA a prerrogativa de invadir países ditatoriais e prender seus mandatários? Sem rodeios, não só os EUA como país nenhum sobre a face da Terra possui tal incumbência. Ainda que a ação houvesse sido autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU, poder-se-ia questionar se um órgão multilateral e externo teria a prerrogativa de determinar algo assim — entendo que poderia, haja vista que o regime de Maduro é responsável por crimes contra a humanidade. Seria, então, a constatação de que a ação americana violou o direito internacional o suficiente para declarar a empreitada como uma violação da soberania venezuelana? Ora, tal imediata conclusão só seria possível se colocássemos convenções internacionais, já bastante protocolares – e não raro, letra morta, dada a agressão da Rússia à Ucrânia, agressão essa iniciada ainda em 2014, com a anexação da Crimeia, diante de olhares embasbacados e a permissão tácita da comunidade internacional, isso sem falar dos arroubos da China em relação à Taiwan e Honk Kong -, acima de qualquer outra consideração, como o sofrimento de milhões de cidadãos venezuelanos.

Seria essa, então, uma ação meramente libertadora? Os cínicos e conspiracionistas de plantão atuam desde a primeira hora para interpretar as razões de Trump e, embora ambos possam estar em erro, os primeiros podem estar um pouco mais próximos das reais intenções do presidente americano. Certamente, não foi o mero desejo de libertar o povo venezuelano das garras de Maduro que motivou Trump a gastar milhões de dólares americanos com essa operação e nem o presidente americano aventa tal ideia, sendo o crime imputado a Maduro o de narcoterrorismo. A prisão do ditador se insere em uma agenda mais ampla de Trump no combate ao tráfico internacional, com o argumento de que os EUA são um dos destinos preferenciais deste tráfico. Para além disso, muito mais poderia ser dito do ponto de vista de estratégia geopolítica, mas tanto isso vai além do que se propõe este reles colunista como a questão suscitada já está respondida: não foi altruísmo a motivação de Trump, como nunca o é. Ademais, fosse altruísmo a razão, ainda assim, poderíamos questionar a pertinência de intervir em assuntos políticos estrangeiros, ainda que com uma boa intenção.

Se o direito internacional de fato foi desrespeitado e se esse desrespeito não se escusa na mera benevolência para com o povo venezuelano, então nos restaria apenas concluir que a ação americana foi, de fato, um atentado à soberania venezuelana? Isto estaria certo, se houvesse, hoje, tal coisa como uma soberania venezuelana. Em seu artigo, que não poderia ser melhor intitulado, Soberania não é do Estado, o jurista Leonardo Corrêa responde a coisa com maestria: “A soberania venezuelana não foi ferida no momento da queda do ditador. Ela havia sido expropriada muito antes — quando cada indivíduo deixou de ser autor real do poder que o governava. Porque soberania não é do Estado. Soberano é o povo — e o povo não é uma abstração coletiva, mas a soma de indivíduos livres. Cada um de nós, individualmente. Sempre”. Perfeito.

Como já argumentei em outras ocasiões, o Estado só encontra legitimidade por delegação, não possuindo qualquer poder originário, pertencendo este ao povo que o outorga sob condições constitucionalmente delineadas e limitadas para seu próprio benefício. É, de fato, um equívoco ter o Estado em mente quando falamos da soberania de um país. Em se tratando de uma nação democrática, o Estado é o mero procurador, a “face” que se apresenta como soberano na esfera internacional, apenas e tão somente em nome do povo que representa, a quem a soberania pertence. Ora, se este mesmo Estado já não opera sob uma democracia e se o povo, por cujos interesses ele deveria zelar, é por ele perseguido, maltratado, espezinhado, então não há que se falar em soberania.

Significa isso, então, que invadir países ditatoriais, já que seus governos não devem ser reconhecidos como legítimos, deve ser uma mera segunda-feira no plano internacional? Em absoluto, não. Tal medida, por si mesma, potencialmente traumática, deve ser excepcional, reservada para aquelas ocasiões quando todas os meios de reverter a opressão já foram esgotados. Penso que o povo de um país deve, prioritariamente, resolver as contendas políticas internamente, e é apenas quando tudo já foi tentado e os meios legais internos restam nulos que uma via revolucionária, ou mesmo a invocação de uma assistência externa, pode tornar-se uma opção.

Maduro, como todos sabem, perdeu as eleições em 2023, mas permaneceu no poder. Quem, em sã consciência poderia ver legitimidade em seu governo? A única entidade capaz de conferir legitimidade ou não à ação americana é o povo venezuelano e este teve muito o que dizer. Tanto na Venezuela quanto no resto do globo, vimos milhares, talvez milhões de venezuelanos celebrando a queda do facínora. Para o diabo com o que os engravatados da ONU têm a dizer, a soberania é do povo e o povo venezuelano vibrou com a prisão de Maduro.

O verdadeiro pecado, meus caros, não foi a deposição de Maduro. O verdadeiro pecado foi Trump ter feito apenas isso, permitindo que a vice do ditador chavista assumisse o poder, mantendo, tudo o mais constante, o regime intacto. Certo, é preciso aguardar os desdobramentos, mas, até então, tudo se ensaia para um desfecho no qual Trump fará algum acordo que beneficie os EUA, dando uma banana para o povo venezuelano que há pouco celebrava a esperança de se ver livre do chavismo. Como argumenta Bernardo Santoro no seu artigo America First não é Liberty First, liberdade e democracia não são uma prioridade para o movimento MAGA (acrônimo para Make America Great Again). Minha conclusão é que tanto os antiamericanos e “anti-imperialistas” de sempre, que não estão nem aí para o sofrimento do povo venezuelano, quanto direitistas que tomam a ação de Trump como um ato de libertação, estão equivocados. Trump fez o que entendia ser bom para os EUA, o que, incidentalmente, implicou a queda de Maduro, mas isso não significa que o regime por ele edificado também cairá.












publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/o-problema-nao-foi-derrubar-maduro-mas-nao-derrubar-tambem-o-chavismo/

'O Banco Master chegou ao Planalto'  

 Uma delação premiada de Vorcaro abalaria a República de uma forma que nunca se viu

arlo Cauti - 


D aniel Vorcaro se encontrou com Lula de forma sigilosa no dia 4 de dezembro de 2024. A reunião não foi inserida na agenda oficial do presidente. Mas a entrada do banqueiro no Palácio do Planalto aparece nos registros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e foi divulgada somente após um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). 


Apenas esse episódio justificaria uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master. Uma reunião secreta entre o presidente da República e o protagonista do maior escândalo bancário da história do Brasil é, por si só, uma indecência. 


Mas o que gera ainda mais ojeriza é que Vorcaro não esteve apenas uma vez no Planalto. Entre 2023 e 2024, ele entrou pelo menos outras quatro vezes na sede da Presidência. Quase certamente foi o banqueiro que mais pisou no Palácio no terceiro mandato de Lula. Até seu pai, Henrique Vorcaro, esteve no Planalto em reunião que não consta nas agendas oficiais divulgadas. Sem sequer ter um cargo no Banco Master. Como todos os escândalos do Brasil, tornou-se um caso de família. 


Em nota, o Palácio do Planalto negou qualquer encontro de Lula ou ministros com Daniel e Henrique Vorcaro nas datas registradas pelo GSI. Basicamente, chamou de mentirosos os responsáveis pela segurança do presidente, que teriam, portanto, forjado a entrada da dupla nos sistemas informáticos governamentais. Surrealismo palaciano. 


Uma reunião ocorrida no final de 2024 no Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro — dono do Banco Master — não constou na agenda oficial da Presidência, segundo reportagem do Metrópoles. O encontro, realizado no gabinete presidencial, teria durado cerca de uma hora e meia e contou com a presença de figuras do mundo político e financeiro.  


De acordo com o Metrópoles, além de Lula e Vorcaro, participaram da reunião o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (que teria articulado o encontro), o governador Rui Costa o senador Alexandre Silveira o então indicado à presidência do Banco Central Gabriel Galípolo e o então CEO do banco, Augusto Lima. A ausência do encontro na agenda oficial gerou questionamentos sobre transparência por parte da Presidência.  


A informação sobre a reunião fora da agenda também foi apurada e publicada por outros veículos de economia e política, que confirmaram que o encontro foi realizado em dezembro de 2024 e relataram que Guido Mantega teve papel na articulação da reunião. Esses relatos reforçam a sequência factual trazida inicialmente pelo veículo.  


A omissão do registro na agenda oficial e a participação de nomes ligados ao governo e ao setor financeiro ocorrem em meio a apurações e investigações sobre operações vinculadas ao Banco Master, tema que ganhou destaque na imprensa e motivou alertas e pedidos de apuração por parte de autoridades e do mercado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou sobre o caso, dizendo que Galípolo “herdou” problemas relacionados ao Master e que a apuração deve ser feita com rigor pelas instituições competentes.  


A assessoria da Presidência, segundo o Metrópoles, não explicou publicamente o motivo da não inclusão do encontro na agenda oficial. Já para analistas e opositores, o registro tardio (ou a ausência de registro) levanta dúvidas sobre transparência e sobre a natureza dos temas tratados na reunião. 

Indicado por Jacques Wagner ao cargo após uma tentativa fracassada de nomeá-lo presidente da Vale, Mantega finalmente começou a receber um salário suntuoso, adequado para resolver seus problemas financeiros. Sua função era apenas uma: abrir as portas dos palácios do poder em Brasília. Cumpriu a missão. 


Em setembro de 2023, o governo Lula anunciou uma medida inesperada: o pagamento de quase R$ 95 bilhões em precatórios por ano. Mesmo com uma PEC que limitava o pagamento para não sobrecarregar as contas públicas, e apesar de o orçamento público estar no vermelho profundo, o Executivo pediu ao Supremo a autorização para pagar essas dívidas tirando-as do Arcabouço Fiscal. O STF prontamente acatou. Uma avalanche de dinheiro entrou nos cofres de quem tinha comprado precatórios. O Banco Master foi um dos mais beneficiados com a medida. 


Na época, até mesmo Ciro Gomes se sentiu obrigado a criticar o Planalto, declarando em várias entrevistas que os precatórios iriam ajudar sempre os “mesmos bancos amigos do governo”. Ninguém fez nada. O pagamento de precatórios deu novo fôlego ao Master, que poderia ter quebrado muito antes caso não o tivesse recebido. Tudo decidido no mesmo palácio muito frequentado pela família Vorcaro. 




Contratações generosas 


Os contratos com Lewandowski e Mantega eram generosos. Mas nada comparável aos R$ 3,6 milhões mensais pagos pelo Master ao escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em um contrato-monstro de R$ 130 milhões sem sequer um escopo bem definido. Ela, egressa do curso de Direito da Unip e sem nenhuma especialização, atuou em um único processo, movido pelo banco contra um investidor por difamação, e conseguiu perder em duas instâncias. 


O marido, por sua vez, foi mais incisivo e começou a pressionar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para que encontrasse uma solução para o Master. Em um só dia, ligou seis vezes para o banqueiro central. Se não fosse um caso despudorado de advocacia administrativa, que é crime, seria stalking, que também é. 


Moraes teria se encontrado com Vorcaro na mansão de 1,7 mil metros quadrados e R$ 36 milhões do presidente do Master, para beber vinhos caros e fumar charutos, na mesma noite em que estaria presente no local o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. O encontro, revelado pelo portal Metrópoles, teria ocorrido em um fim de semana do primeiro semestre de 2025, quando o BRB começava o envolvimento na operação de compra do Master. Uma trapalhada grotesca, incompreensível para os especialistas desde o primeiro minuto após o anúncio, e que sequer o presidente do BRB conseguiu explicar nos meses seguintes. Tanto que, em setembro, o Banco Central vetou a aquisição e o Master foi liquidado poucas semanas depois.

Mas nesse tempo, o BRB tinha repassado pelo menos R$ 12 bilhões ao Master, comprando carteiras de crédito podres. Um absurdo para um banco com uma receita bruta de cerca de R$ 1 bilhão por trimestre, e depois da liquidação do Master provocou uma crise financeira grave no BRB. A vergonha foi tamanha que o banco não publicou os balanços dos últimos dois trimestres. E tentou recrutar influenciadores digitais do setor financeiro para espalhar informações positivas sobre a gestão bancária. 


Modus operandi já visto no final de 2025, quando outra milícia digital teria sido contratada pelo Master para falar mal do Banco Central e criticar a liquidação. Em um e-mail surreal, a assessoria do BRB chegou a escrever “Nota Fiscal poderá ser emitida após a assinatura do contrato” e “Pagamento em 40 dias”. O banco negou ter conhecimento da ação. 


O ministro Moraes soltou uma nota definindo a matéria do Metrópoles como “falsa e mentirosa” e que “segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra os integrantes do Supremo Tribunal Federal”. 


O Metrópoles não retrocedeu um milímetro e manteve todas as informações. Se isso tivesse acontecido há 24 meses, a Polícia Federal já estaria fazendo busca e apreensão na redação do portal e os repórteres teriam sido incluídos no Inquérito das Fake News por “desordem informacional” e “ameaça ao Estado Democrático de Direito”. 


Nada aconteceu. 


Sinal dos tempos e de um Supremo cada vez mais acuado. Até pelo fato de Moraes ter arquivado em março de 2025, mesmo período em que frequentava a mansão de Vorcaro, o inquérito que investigava o governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), por suposta omissão na contenção dos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Ibaneis tinha sido afastado do cargo por 90 dias pelo próprio Moraes no dia seguinte aos protestos. Quase perdeu o cargo por um impeachment liderado por sua vice. E foi o único que viu sua posição arquivada por ausência de elementos probatórios.

Poucos dias depois do arquivamento da investigação, o BRB, banco público do Distrito Federal, comunicou a compra do Master. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi nomeado por Ibaneis. E o governo do DF fez de tudo para agilizar essa compra, enviando a toque de caixa a autorização para a Assembleia Legislativa, que a aprovou em quatro dias, sem sequer ter recebido os relatórios fiscal e de riscos. Coincidências. 


Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro admitiu que falou com Ibaneis sobre a compra do Master pelo BRB. Os dois se encontraram pelo menos quatro vezes nos últimos dois anos. Algumas delas, na mansão de Vorcaro. 




Descalabro Toffoli 


Se isso tudo pode parecer espúrio, representa apenas a parte visível da encrenca. O que é realmente escabroso são os irmãos e um primo do ministro do STF Dias Toffoli se tornando sócios de fundos do Master em um hotel de luxo no Paraná. Pessoas que nunca administraram uma pensão estudantil de terceira categoria, que viviam e continuam vivendo apertos financeiros, e que inesperadamente se tornam proprietários do Tayayá Resort, em Ribeirão Claro. Um dos irmãos, inclusive, é padre. Que com certeza não fez voto de pobreza. Suas participações foram adquiridas por valores milionários pelo fundo Arleen, gerenciado pelo Master e controlado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. 


Toffoli era um assíduo frequentador do resort e é apontado como o real proprietário por funcionários do local. Mesmo assim, não teve qualquer problema em se tornar juiz do caso Master no Supremo, decretar sigilo absoluto, suspender qualquer operação policial por mais de 15 dias e mandar até mesmo recolher e lacrar as provas já obtidas pelos investigadores e enviá-las para Brasília.


Em 2025, a propriedade do Tayayá Resort passou antes para Alberto Leite, amigo de Toffoli, que chegou a acompanhá-lo na final de Champions League em Londres em 2024, e em seguida foi vendida para Paulo Humberto Barbosa, advogado da JBS. Toffoli nunca parou de se hospedar no local.

Fala, Vorcaro! 


As ligações obscuras entre o presidente do Master e Brasília não se limitam ao Executivo e ao Judiciário. O Legislativo também está envolvido até os cabelos. Exemplos são as “emendas Master” apresentadas por expoentes do centrão para favorecer descaradamente o banco. Uma delas foi a do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que, em agosto de 2024, tentou na malandragem alterar a PEC que garante autonomia financeira ao Banco Central e enfiar uma emenda que aumentava de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Não colou. 


Outra tentativa, em setembro de 2025, foi a de amedrontar os diretores do Banco Central. Os deputados Claudio Cajado (PP-BA) e Doutor Luizinho (PP-RJ) concediam ao Congresso a prerrogativa de demitir diretores do Banco Central se sua atuação fosse considerada “incompatível com os interesses nacionais”. 


Sem sequer detalhar critérios técnicos para isso. A proposta contou com o apoio de 300 parlamentares e foi apresentada no mesmo mês em que o Banco Central rejeitou a compra do Master pelo BRB. Não passou por pouco. Além de todas essas informações sobre as ligações entre Vorcaro e Brasília, há muito mais elementos dentro do telefone do banqueiro, apreendido pela PF, e na própria cabeça dele. Os promotores estariam tentando negociar um acordo de delação premiada e abrir o telefone para reconstruir essa teia de relacionamentos e, eventualmente, apurar se havia ilícitos por lá. Por enquanto, sem sucesso. 


Vorcaro se entrincheira em um silêncio cúmplice. 


Mas se ele voltar para a cadeia e perceber que está sozinho nessa guerra, que perdeu o banco para sempre, que seu patrimônio pessoal está sob sério risco, dificilmente vai se segurar. Uma delação premiada do banqueiro abalaria a República de uma forma que nunca se viu. Uma bomba nuclear pronta para explodir nas eleições de 2026. Pelo bem do Brasil, fala, Vorcaro!



Carlo Cauti - Revista Oeste

















publicadaemhttps://rota2014.blogspot.com/2026/01/carlo-cauti-o-banco-master-chegou-ao.html

Vídeos vazados de Vorcaro trazem revelações inacreditáveis e razão secreta de Toffoli! Veja!

 andrémarsiglia/youtube


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O CASO ORELHA e a HIPOCRISIA da ESQUERDA! JUSTIÇA ou IMPUNIDADE?

 rubinhonunes/youtube


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A CRIATURA SE VIROU CONTRA O CRIADOR

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A VERDADE CHOCANTE

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12 MILHÕES DO NOSSO DINHEIRO PARA...

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O CARNAVAL CARIOCA...



SINTOMAS DA MESMA DOENÇA

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É culpa do Bolsonaro????

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VOCÊ TOMA COCA-COLA?

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A virada sísmica da direita

 Hannes Gissurarson


A direita surgiu como uma defesa de práticas consagradas pelo tempo e não como uma exigência de reconstrução da sociedade. Em 1689, John Locke defendeu um governo limitado em resposta às tentativas dos reis Stuart de instaurar o absolutismo. Sua ideia de um contrato social não era nova. Em 1014, o rei anglo-saxão Etelredo, o Despreparado, havia fugido para a Normandia e só pôde retornar à Inglaterra após prometer à assembleia nacional, o Witan, respeitar a lei, manter impostos baixos e consultar o Witan. Tratava-se de um contrato entre o rei e o povo. Em 1649, o rei Carlos I foi levado a julgamento após sua derrota em uma guerra civil, e o juiz que presidia o julgamento afirmou que existiam um contrato e um acordo, firmados sob juramento, entre o rei e o povo, e que esse vínculo era recíproco. Em 1688, o Parlamento inglês aprovou uma resolução declarando que o rei Jaime II havia rompido o contrato original entre o rei e o povo.

Liberalismo conservador

Mais tarde, David Hume argumentou de forma plausível que o governo limitado se baseava na convenção e não em um contrato, ao mesmo tempo em que apresentou uma defesa da propriedade privada como resposta ao altruísmo limitado e à escassez. Em seguida, Adam Smith rejeitou o mercantilismo — a tentativa dos Estados europeus emergentes de regular o comércio em vez de permitir a cooperação espontânea dos indivíduos no mercado. Locke, Hume e Smith articularam aquilo que mais tarde ficou conhecido como liberalismo clássico, fundamentado em práticas, convenções, tradições e hábitos antigos. Com a Revolução Francesa, porém, o liberalismo clássico se dividiu em uma facção radical, representada por Thomas Paine e pelos jacobinos franceses, e no liberalismo conservador de Edmund Burke, amigo tanto de Hume quanto de Smith (e retratado na pintura acima, de Anton Hickel, da Câmara dos Comuns, em 1793, em pé à direita, terceiro da direita na segunda fila).

O significado da direita

Burke expressou com grande eloquência as disposições da direita, enquanto o próprio termo, uma simplificação conveniente, deriva da Revolução Francesa, quando, na Assembleia Legislativa de 1791, os defensores de uma monarquia constitucional, de um governo limitado e da ordem social se sentavam à direita, e os jacobinos, à esquerda. No século XIX, Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville reforçaram o pensamento liberal conservador e, no século XX, o mesmo fez Friedrich A. von Hayek. Um quarto pilar da direita — o respeito pelas tradições — foi acrescentado aos três já existentes: governo limitado, propriedade privada e livre comércio.

A verdadeira luta de classes

A direita reconheceu, ao contrário da esquerda, que o governo precisava ser limitado mesmo depois de o poder ter sido transferido dos reis para os representantes do povo. No entanto, como a direita defendia a propriedade privada, durante grande parte do século XX, ela foi vista como o partido dos mais abastados. Hoje, quase todo mundo possui algum tipo de propriedade. Os proletários não têm correntes a perder, apenas suas casas, carros, contas de aposentadoria e férias na Espanha. Além disso, a esquerda é dominada pelas elites arrogantes das universidades e da mídia, com sua absurda cultura do cancelamento, o wokismo e um antissemitismo perverso, sem qualquer empatia pelas preocupações e interesses da classe trabalhadora. De fato, a luta de classes hoje se dá entre a classe trabalhadora e a classe falante. Nessa disputa, a direita está se alinhando à classe trabalhadora. Em particular, ela já não apoia a imigração irrestrita. Imigrantes que respeitam a lei e trabalham duro continuam sendo bem-vindos, mas não criminosos, fanáticos e oportunistas que vivem às custas dos outros.

Hayek foi presciente

A Europa tem sofrido recentemente uma onda de requerentes de asilo e imigrantes antiocidentais, em sua maioria provenientes de países muçulmanos. Eles ameaçam nossos valores e tradições, como o respeito duramente conquistado pelas mulheres, pelos gays e pelos judeus. Hayek foi certamente presciente ao escrever no The Times, em 11 de outubro de 1978, que a imigração não deveria ser tão grande a ponto de gerar sentimentos hostis em relação a outras nacionalidades, embora ele próprio aguardasse com expectativa um tempo em que as fronteiras nacionais não impedissem a livre circulação das pessoas.

*Hannes Gissurarson é professor emérito de ciência política na Universidade da Islândia e comentarista frequente sobre assuntos atuais na mídia islandesa. Autor de diversas obras, é membro da Sociedade Mont Pèlerin.

















publicadaemhttps://www.institutoliberal.org.br/blog/politica/a-virada-sismica-da-direita/

A formatura da vergonha moral

     Amarilio Tadeu Freesz de Almeida 


     O episódio ocorrido na formatura do curso de Direito da Universidade de São Paulo deveria ser estudado no futuro, não como exemplo de excelência acadêmica, mas como marco da degradação ética da universidade pública brasileira.

O ministro Alexandre de Moraes, investido de um dos cargos mais elevados da República, optou por transformar uma solenidade acadêmica em palco de vaidade pessoal, sarcasmo e deboche. Debochou de um réu que ele próprio condenou. Ironizou uma decisão que ele mesmo proferiu. Riu, e fez rir, da desgraça humana de um homem idoso, doente, sob custódia do Estado. Isso não é autoridade. Isso é soberba.

Não se tratou de uma aula, nem de um discurso institucional. Foi um espetáculo grotesco de autocomplacência, no qual o poder se aplaude a si mesmo, sem qualquer freio moral, sem empatia, sem humanidade. Quando um juiz ri do jurisdicionado, o Direito já morreu. O que resta é força nua, travestida de toga.

Mas nada, absolutamente nada, foi tão revelador quanto os aplausos. O entusiasmo juvenil. As gargalhadas. Ali ficou claro que a universidade deixou de formar juristas e passou a fabricar militantes de toga, adoradores do poder, prontos a aplaudir qualquer abuso desde que venha do lado “certo”.

Aplausos à humilhação não são neutros. São escolhas morais. Quem aplaude o escárnio hoje, amanhã o praticará no balcão do fórum, na sala de audiência, no gabinete refrigerado. Quem aprende a rir da dor alheia aprende, com igual facilidade, a ignorá-la.

O mais estarrecedor é perceber que aqueles jovens, que em tese estudam Constituição, dignidade da pessoa humana e devido processo legal, vibraram não com ideias, mas com a desumanização. Vibraram não com o Direito, mas com o poder exercido sem limites.

A universidade, que deveria ser espaço de pensamento crítico, converteu-se em linha de montagem ideológica. Não se ensina a pensar, ensina-se a repetir. Não se ensina a duvidar, ensina-se a aplaudir. Forma-se não o jurista, mas o executor obediente do arbítrio.

E então a pergunta deixa de ser retórica e passa a ser assustadora: que tipo de juízes, promotores, delegados e advogados estão sendo gestados nesse ambiente moralmente falido? Que tipo de Justiça pode surgir de uma geração que confunde crueldade com virtude e ironia com inteligência?

O que se viu naquela formatura não foi apenas uma vergonha acadêmica. Foi um alerta. Um aviso claro de que, quando o poder passa a rir da própria brutalidade e a juventude o aplaude, o Estado de Direito já está em coma. E a toga, nesse cenário, deixa de ser símbolo de Justiça para se tornar fantasia de carnaval autoritário.

*       O autor, Amarilio Tadeu Freesz de Almeida, é Procurador de Justiça aposentado do MPDFT, advogado e professor de Direito















publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/a-formatura-da-vergonha-moral__18608

AS PROMESSAS QUE LULA NUNCA CUMPRIU

 FLAVIOBOLSONARO/X


AS PROMESSAS QUE LULA NUNCA CUMPRIU



O bicho pegou: Vorcaro pode voltar para a cadeia e DELATAR!

 deltandallagnol/youtube


O bicho pegou: Vorcaro pode voltar para a cadeia e DELATAR!

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Novo inquérito de Toffoli será usado para perseguir a direita e a imprensa?

 andrémarsiglia/youtube


Novo inquérito de Toffoli será usado para perseguir a direita e a imprensa?


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https://www.youtube.com/watch?v=KwRmd6xfRF0

IRMÃO de LULA TENTA me CENSURAR e PERDE na JUSTIÇA! O ESCÂNDALO do INSS

 rubinhonunes/youtube


IRMÃO de LULA TENTA me CENSURAR e PERDE na JUSTIÇA! O ESCÂNDALO do INSS


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CASO MASTER PODE REDEFINIR A ELEIÇÃO DE 2026?

 Brasilparalelo/youtube


CASO MASTER PODE REDEFINIR A ELEIÇÃO DE 2026?


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https://www.youtube.com/watch?v=HpsmKQviFoY

AFASTAMENTO INEVITÁVEL

 TOMÉABDUCH/FACEBOOK


AFASTAMENTO INEVITÁVEL



CRISE ACABOU DE CHEGAR E SE INSTALOU NO BRASIL

 PROF. CHRISTIAN/FACEBOOK


CRISE ACABOU DE CHEGAR E SE INSTALOU NO BRASIL 



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