Jornalista Andrade Junior

FLOR “A MAIS BONITA”

NOS JARDINS DA CIDADE.

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CATEDRAL METROPOLITANA DE BRASILIA

CATEDRAL METROPOLITANA NAS CORES VERDE E AMARELO.

NA HORA DO ALMOÇO VALE TUDO

FOTO QUE CAPTUREI DO SABIÁ QUASE PEGANDO UMA ABELHA.

PALÁCIO DO ITAMARATY

FOTO NOTURNA FEITA COM AUXILIO DE UM FILTRO ESTRELA PARA O EFEITO.

POR DO SOL JUNTO AO LAGO SUL

É SEMPRE UM SHOW O POR DO SOL ÀS MARGENS DO LAGO SUL EM BRASÍLIA.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O nome da barbárie: o silêncio cúmplice diante do extremismo

  Alex Pipkin 


Quem ainda preserva um neurônio funcional sente o ar rarefeito. Nós estamos vivendo o auge de um teatro do absurdo, onde a mídia dita “progressista” — do atraso — e sectários de umbigo próprio sequestraram o dicionário.

Para essa turma, qualquer dissidência é carimbada como “extrema direita”, enquanto a própria barbárie que eles alimentam é vendida como virtude sob um véu sujo de sangue.

O espetáculo é vil. O grito de ordem “Morte a Israel” deixou de ser um crime de ódio para virar “contexto” em universidades e redações. Não é metáfora; é o desejo explícito de extermínio percorrendo as ruas com a tranquilidade de quem carrega um selo invisível de legitimidade.

É o antissemitismo saindo do armário com uma fúria global que faz ecoar os capítulos mais sombrios da história, talvez pior pelo escopo, agora blindado pelo aplauso de quem se diz “humanista”.

Como podem, em nome do progresso, abraçar a teocracia iraniana? Um regime que oprime mulheres e financiou o massacre de 7 de outubro. Onde está a empatia pelos mais de 35 mil cidadãos iranianos assassinados pelo próprio Estado? A resposta é amarga. Para os fiéis do “ódio do bem”, essas vidas não cabem na narrativa. O iraniano que busca liberdade e prosperidade é rechaçado por esse “clube do mal” porque comete o crime de querer dignidade em vez de ideologia.

Criou-se uma blindagem semântica onde o óbvio tornou-se controverso. Essa versão degenerada da política troca a realidade por utopias impossíveis, escolhendo quais cadáveres merecem luto e quais merecem o descarte. Enquanto bradam contra o fascismo, esses “ativistas de barro” beijam as mãos de quem aniquila direitos fundamentais.

O Irã é um país maravilhoso sequestrado por instituições corroídas, assim como o debate público foi sequestrado pelo cinismo de intelectuais de araque. A pergunta não é mais se esse movimento é extremista; isso já está escancarado.

A pergunta que queima a garganta e exige honestidade é por quanto tempo o mundo vai fingir que essa força destruidora não tem nome?

É hora de arrancar as máscaras e batizar o monstro. Isso factualmente é a mais legítima, pura e cruel extrema-esquerda.

Quando eles serão classificados como merecem?











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Pensamento de soma zero e crenças políticas

   Rainer Zitelmann


Nos últimos anos, pesquisadores têm dedicado cada vez mais atenção ao chamado pensamento de soma zero, ou seja, a crença bastante difundida de que ganhos econômicos, sociais ou políticos de um grupo só podem ocorrer às custas de outros grupos. Entre os estudiosos que investigaram a relação entre esse tipo de pensamento e as ideologias políticas, estão Shai Davidai e Martino Ongis, da Universidade Columbia, em Nova York. Os dois pesquisadores realizaram seis estudos com a participação de 3.223 pessoas para verificar se — e em quais temas políticos — conservadores ou pessoas de esquerda têm maior tendência a adotar uma mentalidade de soma zero. A conclusão deles foi a seguinte:

Os pesquisadores destacam que os conservadores demonstraram uma inclinação significativamente menor que os esquerdistas para o pensamento de soma zero no tema da redistribuição, enquanto se mostraram mais propensos a esse tipo de pensamento em relação à ação afirmativa. Ação afirmativa refere-se a medidas governamentais ou institucionais voltadas a promover determinados grupos, como mulheres ou pessoas negras, por meio de tratamento preferencial em contratações ou na admissão em universidades.

Os esquerdistas, por exemplo, tinham maior probabilidade de concordar com a afirmação: “As pessoas só conseguem enriquecer às custas dos outros”. Já os conservadores tendiam mais a concordar com afirmações como: “Quanto mais fácil for para estudantes negros serem admitidos na universidade, mais difícil se torna para estudantes brancos conseguirem uma vaga”.

No entanto, esses resultados também podem levar a conclusões diferentes daquelas apresentadas por Davidai e Ongis. A diferença crucial está em saber se enxergar uma situação como soma zero realmente corresponde à realidade ou não. No campo da economia, o pensamento de soma zero é equivocado. A afirmação acima, de que os ricos só podem enriquecer às custas dos pobres, simplesmente não é verdadeira. Afinal, como explicar os acontecimentos das últimas décadas, que registraram uma redução enorme da pobreza global ao mesmo tempo em que o número de bilionários aumentou drasticamente?

A situação é diferente, no entanto, em relação à afirmação: “Quanto mais fácil for para estudantes negros serem admitidos na universidade, mais difícil se torna para estudantes brancos conseguirem uma vaga”. Se uma universidade aceita apenas 1.000 candidatos e reduz as barreiras para estudantes negros, introduzindo cotas ou diminuindo os requisitos dos exames de ingresso, de fato, menos estudantes brancos conseguirão ser admitidos nessa universidade. Enquanto o pensamento de soma zero não se aplica à economia, porque o crescimento econômico não segue uma lógica de soma zero, ele se aplica às admissões universitárias, porque, nesse caso, a situação é objetivamente de soma zero.

Outro estudo importante a respeito, Zero-Sum Thinking and the Roots of U.S. Political Differences [em português, Pensamento de Soma Zero e as Raízes das Diferenças Políticas nos EUA], foi publicado em agosto de 2025 por Sahil Chinoy, Nathan Nunn, Sandra Sequeira e Stefanie Stantcheva, da Universidade de Harvard, da Universidade da Colúmbia Britânica e da London School of Economics. O estudo se baseou em pesquisas com 20.400 cidadãos norte-americanos. Entre suas conclusões, os pesquisadores apontaram que o pensamento de soma zero está correlacionado tanto com o apoio à redistribuição quanto com políticas de imigração mais restritivas. Esse resultado também foi confirmado em outros países, sendo que a correlação estatística entre o pensamento de soma zero e o apoio à redistribuição é significativamente mais forte do que a correlação entre pensamento de soma zero e apoio a políticas de imigração restritivas.

Aqui, novamente aplica-se o seguinte: enquanto a afirmação “se um grupo se torna mais rico, geralmente isso ocorre às custas de outros grupos” é objetivamente falsa, a questão da migração é mais complexa. O estudo de Davidai e Ongis chegou a uma conclusão clara: “Quanto mais os participantes viam a imigração como uma situação de soma zero, maior era seu apoio a uma postura rígida em relação à imigração”.

No que diz respeito à imigração, a situação não é tão simples. A migração para sistemas de bem-estar social, que desempenha um papel importante em muitos países europeus e também existe nos Estados Unidos, deve ser avaliada de forma diferente, no que se refere à questão da soma zero, em comparação à migração para o mercado de trabalho. Faz diferença se alguém imigra de um país pobre e passa a depender do auxílio social ou se, por exemplo, uma empresa americana contrata um especialista altamente qualificado. No primeiro cenário, trata-se objetivamente de uma situação de soma zero se o imigrante não contribui de forma produtiva para a economia dos EUA, mas vive principalmente do auxílio social, já que a “torta econômica” não aumenta. No segundo cenário, entretanto, não se trata de um jogo de soma zero, porque o imigrante aumenta o valor agregado total da economia, fazendo a “torta” crescer.

O pensamento de soma zero, como uma percepção equivocada da realidade, pode ser encontrado em todo o espectro político, tanto à esquerda quanto à direita. Por exemplo, Donald Trump e Bernie Sanders compartilham a ideia de que o comércio é um jogo de soma zero, uma visão repetidamente refutada por economistas. No entanto, o pensamento de soma zero em relação à ação afirmativa, ao contrário da economia, não é uma percepção falsa da realidade, e, no que diz respeito à imigração, a aplicação do pensamento de soma zero depende do tipo de imigração envolvida. O pensamento de soma zero só é equivocado quando uma situação que não é de soma zero — como o comércio ou a relação entre pobreza e riqueza — é erroneamente percebida como tal.















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Aviões ligados a Vorcaro: voos de Alexandre de Moraes custam R$ 1 milhão

 O ministro e sua mulher usaram aeronaves privadas em ao menos oito deslocamentos entre Brasília e São Paulo, incluindo jato sem autorização para táxi aéreo

Pamela Zacarias - Revista Oeste


Um levantamento do jornal O Estado de S. Paulo mostrou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci, realizaram ao menos oito viagens em aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, exdono do Banco Master. Considerando valores de mercado, os trajetos entre Brasília e São Paulo podem custar mais de R$ 1 milhão. 

A apuração mostra que Moraes realizou sete viagens em jatos da Prime Aviation, vinculada a Vorcaro, e uma em aeronave da FSW SPE, ligada a Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro. Um analista de fretamento aéreo calculou os valores médios.


Valor das viagens de Moraes 

Nos jatos Phenom 300, com capacidade para até dez passageiros, cada trajeto entre Brasília e São Paulo custa entre R$ 106 mil e R$ 136 mil. No modelo Phenom 100, menor e com capacidade para sete pessoas, o preço médio é de R$ 77,4 mil. Já o Legacy 650, com espaço para 14 passageiros, chega a R$ 290 mil por itinerário. 

O casal Moraes também utilizou uma aeronave Falcon 2000, da FSW. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, esse modelo não possui autorização para operar como táxi aéreo, o que impossibilitou a cotação oficial. Para estimar o custo, o analista usou como referência uma aeronave semelhante, o Hawker 850XP, cujo valor médio para o mesmo trajeto é de R$ 157,6 mil.


Contrato milionário 

O escritório de Viviane Barci informou que os voos foram pagos “compensando honorários advocatícios nos termos contratuais”. Na ocasião, a banca mantinha contrato de R$ 129 milhões com o Master. Valores estavam muito acima da média de mercado.

Procurados, Alexandre de Moraes e Viviane Barci não se pronunciaram sobre os custos das viagens. A defesa de Vorcaro preferiu não comentar, e a de Zettel não respondeu.

Pamela Zacarias - Revista Oeste











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Desastre garantido

  Gilberto Simões Pires/pontocritico


ECONOMISTA SINCERO

Antes de tudo é simplesmente impossível discordar do -ECONOMISTA SINCERO-, personagem criado pelo economista Charles Mendlowicz, professor, influenciador financeiro e autor do best-seller -18 PRINCÍPIOS PAR VOCÊ EVOLUIR-, quando ele diz que o desenho do cenário econômico do nosso empobrecido Brasil, revela que estamos numa clara SINUCA DE BICO. Na TEORIA, ainda que a queda de 0,25 ponto percentual da TAXA SELIC possa ser vista como uma TENDÊNCIA, na PRÁTICA é como baixar a temperatura de uma sauna de 80°C para 75°C. Ou seja, VOCÊ CONTINUA TORRANDO. 

CAMISA DE FORÇA FISCAL

O cenário, segundo SINCERO e todos aqueles que ainda são capazes de DESENVOLVER O RACIOCÍO LÓGICO, é agravado sobremaneira pela percepção de uma -CAMISA DE FORÇA FISCAL-, cortada e costurada com IMPIEDOSOS AUMENTOS DE IMPOSTOS EM -TRÊS ANOS-; E UMA IMPLACÁVEL E CRESCENTE DÍVIDA PÚBLICA -CONSTRUÍDA, DIA APÓS DIA, PELO INCONSEQUÊNTE GOVERNO LULA-.

CÉTICO

Pois fazendo coro à GRITANTE RACIONALIDADE, nesta semana até o INSENSATO gestor da Verde Asset, Luis Stuhlberger, que além de FAZER PUBLICAMENTE O -L- também assinou o -MANIFESTO PRÓ LULA- durante a campanha eleitoral de 2022, numa -possível- (não muito clara) demonstração de ARREPENDIMENTO TARDIO, se declarou CÉTICO quanto ao futuro econômico do país, independentemente do vencedor do pleito. Para o LULISTA, uma eventual vitória da oposição poderia gerar -euforia inicial no mercado-, mas as dificuldades práticas para realizar ajustes profundos nas contas públicas tendem a frear o otimismo.

BIDU

Mais: o -BIDÚ- Stuhlberger conclui, sem apontar para o CONHECIDO CAUSADOR, que o Brasil enfrenta um descompasso financeiro severo, com gastos projetados em R$ 500 bilhões acima do antigo teto para o ano de 2026. Segundo sua análise, um ajuste fiscal necessário para equilibrar as contas seria de tal magnitude que se torna praticamente inviável politicamente para qualquer governante que assuma o cargo. 









publicadaemhttps://www.puggina.org/outros-autores-artigo/desastre-garantido__18639

O PAU COMEU!

 claudiobranchieri/youtube


O PAU COMEU!


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https://www.youtube.com/watch?v=3Mx5TcSw-uI

Mendonça ajuda Messias a chegar no STF: você não vai acreditar no motivo!

 andrémarsiglia/youtube


Mendonça ajuda Messias a chegar no STF: você não vai acreditar no motivo!


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GUERRA NO STF: ministros atacam Fachin, que revida com arma poderosa!

 deltandallagnol/youtube


GUERRA NO STF: ministros atacam Fachin, que revida com arma poderosa!


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https://www.youtube.com/watch?v=nNz94SZUn_A

Como a ineficiência de Lula entregou o Brasil ao crime!

 rubinhonunes/youtube



NIKOLAS VAI PRA CIMA DE ALCOLUMBRE

 nikolasferreira




ROTEIRO IDENTICO A DE OUTRAS DITADURAS

 REVISTAOESTE/FACEBOOK


ROTEIRO IDENTICO A DE OUTRAS DITADURAS



SENADO GASTA 47 MILHÕES EM SUVS DE LUXO

 soberania.viva/instagram


SENADO GASTA 47 MILHÕES EM SUVS DE LUXO enquanto Milei corta privilégios na Argentina! 😡🚘 Senadores cansados de Corolla exigem teto solar com dinheiro público.



A Fuga da CLT Já Começou

 cerebroai.avante/instagram


A Fuga da CLT Já Começou — E o Governo Está em Pânico Descrição Milhões de brasileiros estão abandonando a CLT e migrando para o MEI e a PJ. O governo chama de fraude. O trabalhador chama de sobrevivência.



BRASIL SUFOCA SEUS CIDADÃOS

 PARAGUAIPLANOB/INSTA


POR QUE OS BRASILEIROS ESTÃO SE MUDANDO PARA O PARAGUAI O Brasil sufoca seus cidadãos com impostos altíssimos, burocracia interminável e regras que parecem feitas para complicar a vida de quem trabalha sério. Tudo o que você conquista no Brasil é devorado pelo Estado: ICMS, IPTU, IPVA, IR, ETC, ETC....



RETRATOS DO BRASIL....

 LUCIAFAM/FACEBOOK


RETRATOS DO BRASIL....



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Boulos: o inimigo da economia básica

  Adriano Dorta 


Guilherme Boulos (PSOL), hoje ministro de Estado da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu a proposta do governo federal (PT) para estabelecer uma remuneração mínima aos entregadores por aplicativo. Segundo a posição defendida pelo Executivo, o valor deveria ser de R$ 10 por entrega ou corrida, acrescido de R$ 2,50 por quilômetro rodado.

A medida parece intuitivamente favorável aos entregadores. Afinal, quem seria contra trabalhadores ganhando mais? O problema é que boas intenções não são suficientes. O que importa são os resultados.

A ideia de que o governo pode melhorar o bem-estar simplesmente decretando um preço mínimo não é nova. Em economia, esse tipo de política é conhecido como price floor (piso de preço). Seus exemplos mais conhecidos são o salário mínimo e os programas de sustentação de preços agrícolas.

No mercado de plataformas, o valor pago por entrega não é fixo. Os contratos e centrais de ajuda das empresas deixam claro que a remuneração é variável e leva em conta fatores como distância, tempo e condições operacionais. Isso significa que duas entregas com a mesma distância podem pagar valores diferentes, por exemplo, se houver dificuldade de encontrar entregadores para determinado trajeto ou região.

O problema das soluções propostas pelo governo geralmente começa com um diagnóstico errado. Na entrevista, Boulos afirmou que a intenção da proposta é mudar o cenário, “porque, do jeito que tá hoje, só interessa às grandes plataformas e não interessa aos trabalhadores”.

Boulos entende a economia como uma luta de classes. Por isso, a solução é errônea. Na sua visão, o Estado precisa entrar nessa luta porque “essa balança tem que ser equilibrada”, como ele mesmo diz.

Ele também diz que “uma viagem de R$100, a Uber fica com R$50”. Apesar da discordância dos dados (segundo a simulação divulgada pelo Conselho Digital, hoje, a cada R$100 em corridas, o trabalhador fica com R$72, a plataforma com R$18 e o governo com R$10.), iremos usar apenas a economia básica para dialogar com Boulos.

As plataformas de aplicativos não “lutam” contra os trabalhadores por lucros maiores. Na verdade, as plataformas de entregas competem contra outras plataformas. Além disso, precisam competir entre elas pelos trabalhadores.

Os preços não são apenas números. Os preços são informações que contém incentivos. Quando o governo impõe um valor mínimo por entrega acima do que prevaleceria em muitas operações, ele altera artificialmente esses sinais. Com a proposta defendida pelo Boulos, uma entrega de 7km que custava (em média) R$ 10,50 (7,50 pelos 4 primeiros km + 3 pelos 3km adicionais) vai passar a custar R$ 17,50 (10 pelos 4 primeiros km + 7,50 pelos 3km adicionais).

Isso significa que uma pessoa que pede comida por plataformas de entrega quatro vezes por mês desembolsa R$ 42. Se a proposta do governo passar, a mesma pessoa vai passar a desembolsar R$ 70. Para muita gente, a entrega deixará de valer a pena. O resultado tende a ser uma queda no número de pedidos, especialmente entre consumidores de menor renda ou entre aqueles que recorrem ao aplicativo em situações menos urgentes.

O problema da diminuição da demanda se baseia na lei da demanda, dando conta de que, mantendo-se tudo o mais constante (ceteris paribus), a quantidade demandada de um bem ou serviço diminui quando seu preço aumenta.

Como o preço é um sinal, atrelado a um incentivo, o comprador que valoriza menos vai sair primeiro, ficando apenas os compradores que valorizam mais a entrega. Com essa diminuição na demanda, menos entregas os motoboys vão fazer e, consequentemente, menor vai ser o seu ganho.

Há ainda um segundo efeito importante. Ao anunciar uma remuneração maior por entrega, o governo cria um novo incentivo artificial através do preço. O resultado é atrair mais trabalhadores ao setor. Motoboys de outras áreas, trabalhadores ocasionais e pessoas em busca de renda extra podem passar a ver o aplicativo como uma opção mais atraente.

O resultado será um aumento da oferta de mão de obra justamente num momento em que a demanda por entregas tende a cair. Em vez de resolver o problema, a medida pode produzir mais competição entre entregadores pelas entregas restantes, reduzindo a renda total de muitos deles.

Esse é o problema de políticas baseadas em intenções. Não basta aumentar o valor por entrega com uma canetada. Se o efeito simultâneo da política for reduzir o número de pedidos e aumentar o número de pessoas disputando esses pedidos, o resultado pode ser exatamente o oposto do prometido: menos renda e mais exclusão no próprio setor.

Com o tempo, o setor tentará se reorganizar. Plataformas podem restringir áreas, selecionar melhor os entregadores ativos, reduzir promoções ou mudar a lógica de distribuição das corridas. Mas, quando isso acontecer, o estrago já terá sido feito.

No fim, a proposta de Boulos não supera a economia básica. Apenas a ignora. E a economia básica continua valendo: quando o governo fixa artificialmente um preço acima do nível de mercado, o que de fato ele causa é atrapalhar o preço de informar trabalhadores, empresários e compradores. Esses efeitos perversos sempre recaem sobre exatamente aqueles que dizia querer ajudar.













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